ASSESSMENT OF THE KNOWLEDGE OF NURSING STUDENTS AT A HIGHER EDUCATION INSTITUTION ABOUT THE RELATIONSHIP BETWEEN DIABETES MELLITUS AND PERIODONTAL DISEASE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202510200735
Rebeca Rivarola Gonçalves da Silva¹
Camila Ribeiro Barros²
Leslie Cristine Fiori Leite³
Maria Leliane Lima Silva⁴
Viviane Rodrigues Matias⁵
Resumo: A periodontite é uma doença inflamatória crônica associada à disbiose microbiana e ao acúmulo de biofilme, levando à destruição dos tecidos de suporte periodontal. Sua relação bidirecional com o diabetes mellitus (DM) é amplamente reconhecida, pois a hiperglicemia agrava a periodontite, enquanto a inflamação periodontal pode dificultar o controle glicêmico. Compreender essa interação é essencial para os profissionais da saúde. Avaliar o nível de conhecimento de estudantes de Enfermagem sobre a relação entre periodontite e diabetes mellitus, identificando possíveis lacunas na formação acadêmica e a necessidade de estratégias educacionais. Para esta pesquisa foi aplicado um questionário aos acadêmicos do 7º e 8º períodos do curso de Enfermagem, do Centro Universitário São Lucas, com perguntas relacionadas ao diabetes mellitus e doença periodontal, e sobre a relação entre essas duas condições. Após coleta dos dados, estes foram tabulados e foram calculados os percentuais de acordo com as respostas dos participantes de pesquisa. Para análise, os dados passaram por teste estatístico aplicado no software Microsoft Excel 2013®, e a interpretação foi realizada por meio de análise estatística descritiva (frequências absoluta e relativa). Os resultados obtidos foram apresentados em formato de gráficos. Observou-se que a pesquisa apresentou um resultado negativo em relação ao conhecimento dos acadêmicos sobre a Doença Periodontal e o Diabetes Mellitus.
Palavras chave: Periodontite. Diabetes Mellitus. Equipe Multiprofissional.
Abstratc: Periodontitis is a chronic inflammatory disease associated with microbial dysbiosis and biofilm accumulation, leading to the destruction of periodontal supporting tissues. Its bidirectional relationship with diabetes mellitus (DM) is widely recognized, as hyperglycemia worsens periodontitis, while periodontal inflammation can hinder glycemic control. Understanding this interaction is essential for healthcare professionals. The objective of this study was to assess the level of knowledge of Nursing students regarding the relationship between periodontitis and diabetes mellitus, identifying possible gaps in academic training and the need for educational strategies. For this research, a questionnaire was applied to students in the 7th and 8th semesters of the Nursing course at Centro Universitário São Lucas, with questions related to diabetes mellitus, periodontal disease, and the relationship between these two conditions. After data collection, the responses were tabulated, and percentages were calculated according to the participants’ answers. For analysis, the data underwent statistical testing using Microsoft Excel 2013®, and interpretation was performed through descriptive statistical analysis (absolute and relative frequencies). The results were presented in the form of graphs. It was observed that the study showed a negative outcome regarding the students’ knowledge about Periodontal Disease and Diabetes Mellitus.
Keywords: Periodontitis. Diabetes Mellitus. Multidisciplinary Team.
1. INTRODUÇÃO
A periodontite é uma doença inflamatória crônica multifatorial associada ao acúmulo de biofilme dental e à disbiose microbiana. Essa condição se caracteriza pela destruição progressiva dos tecidos de suporte, incluindo cemento, ligamento periodontal e osso alveolar, resultando em complicações como inflamação gengival, perda clínica de inserção, aumento da profundidade de sondagem, sangramento gengival, reabsorção óssea alveolar e mobilidade dental (Kwon; Lamster; Levin, 2021). O diagnóstico é baseado na avaliação de sinais e sintomas clínicos, podendo ser complementado por exames radiográficos que evidenciem a reabsorção óssea e alterações nos tecidos periodontais (Santos; Neto; Santos, 2018).
A periodontite não apenas compromete a saúde bucal, mas também pode influenciar negativamente a saúde sistêmica, sendo associada a condições como doenças cardiovasculares e metabólicas. Entre os fatores de risco sistêmicos, o Diabetes Mellitus (DM) é destacado como uma das principais condições que intensificam o risco de desenvolvimento e progressão da periodontite. A relação entre DM e doença periodontal é bidirecional: enquanto o diabetes aumenta a suscetibilidade à periodontite por mecanismos inflamatórios e imunológicos, a inflamação periodontal pode dificultar o controle glicêmico, agravando o quadro metabólico do paciente (Barros; Costa; Pinto, 2024).
Nesse contexto, a avaliação do conhecimento de acadêmicos da área da saúde, como estudantes de Enfermagem, sobre essa relação é essencial, visto que eles desempenharão um papel fundamental no cuidado de pacientes com doenças crônicas. Identificar possíveis lacunas no aprendizado e conscientizar esses futuros profissionais sobre a importância do manejo integrado de DM e periodontite são passos cruciais para melhorar os desfechos de saúde bucal e sistêmica.
Portanto, este trabalho teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento de acadêmicos do curso de Enfermagem de uma instituição de ensino superior (IES) sobre a relação entre Diabetes Mellitus e Doença Periodontal, buscando compreender a percepção desses futuros profissionais e propor estratégias de educação para aprimorar sua formação.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1. Classificação da Periodontite
A periodontite é classificada com base em dois critérios principais: seu estágio, que avalia a extensão e gravidade da doença, e seu grau, que considera a velocidade de progressão e os impactos na saúde sistêmica. Os estágios da periodontite são divididos em quatro categorias, de acordo com a severidade dos danos observados nos tecidos periodontais. O Estágio I é considerado uma transição entre gengivite e periodontite, sendo caracterizado por uma perda de inserção interproximal de 1 a 2 mm no pior sítio ou perda óssea radiográfica restrita ao terço coronal, com profundidade de sondagem de até 4 mm, ausência de perda dental e padrão de perda óssea horizontal. Já o Estágio IV caracteriza uma periodontite avançada e severa, apresentando perda de inserção superior a 5 mm e perda óssea no terço médio ou apical da raiz, mas se diferencia pelo comprometimento funcional mais severo, como perda dental de 5 ou mais dentes, disfunção mastigatória, mobilidade dental significativa (grau 2 ou 3) e presença de menos de 20 dentes remanescentes (Steffens; Marcantonio, 2018).
Já o grau da periodontite é determinado pela velocidade de progressão da doença e pelos fatores que podem modificá-la. Inicialmente, todos os pacientes são classificados como Grau B, sendo ajustados para Grau A ou C conforme evidências diretas ou indiretas de progressão, além da presença de fatores de risco como tabagismo e diabetes mellitus. No Grau A, que indica uma evolução lenta, não há sinais de progressão nos últimos cinco anos, e a perda óssea anual é inferior a 0,25 mm. Pacientes desse grau geralmente apresentam grande acúmulo de biofilme, mas com baixa destruição periodontal e ausência de fatores de risco. Já o Grau B, que reflete uma evolução moderada, caracteriza-se por uma progressão inferior a 2 mm em cinco anos ou perda óssea anual entre 0,25 e 1 mm. Nesse caso, a destruição é compatível com a quantidade de biofilme, e fatores de risco como tabagismo (menos de 10 cigarros por dia) ou controle glicêmico razoável (HbA1c < 7%) podem estar presentes. Por outro lado, o Grau C é caracterizado por uma progressão rápida, com evidências de perda óssea igual ou superior a 2 mm em cinco anos ou perda óssea anual superior a 1 mm. Nesse cenário, a destruição ultrapassa o esperado para a quantidade de biofilme presente, podendo ocorrer casos de progressão precoce ou ausência de resposta esperada às terapias de controle do biofilme. Fatores de risco significativos, como tabagismo de 10 ou mais cigarros por dia ou diabetes mellitus com HbA1c ≥ 7%, podem agravar o quadro (Steffens; Marcantonio, 2018). Esses dados evidenciam como o Diabetes se relacionada diretamente com a periodontite.
Essa classificação é essencial para o diagnóstico preciso da periodontite e para o planejamento terapêutico. A terapia deve incluir orientação sobre higienização oral, remoção de placa e cálculo subgengival, além do controle de fatores de risco, como tabagismo e doenças sistêmicas (Sanz et al., 2020).
2.2. Diabetes Mellitus
O diabetes mellitus entende-se como um grupo de distúrbios heterogêneos, caracterizados por um aumento nas concentrações de glicose no sangue. A identificação atual para diabetes mellitus é apresentada e as principais características do diabetes tipo 1 e tipo 2 são comparados. Além disso, os critérios para o correto diagnóstico incluem o teste bioquímico durante o jejum e glicemia oral em testes de tolerância, bem como o uso de hemoglobina A1c (HbA1c). A crescente prevalência do diabetes requer triagem direcionada para detectar diabetes e pré-diabetes em grupos de risco. Isso forma a base para o início precoce de medidas para prevenir o aparecimento de diabetes nestes grupos de risco e para retardar a progressão do diabetes (Harreiter; Roden, 2023).
Tabela 1 – Critérios Diagnósticos para Pré-Diabetes e Diabetes Mellitus
| Critérios | Normal | Pré-diabetes | DM |
| Glicemia de jejum (mg/DL) | <100 | 100-125 | >= 126 |
| Glicemia ao acaso (mg/dl) +sintomas | – | – | >= 200 |
| Glicemia de 1hora no TTGO (mg/dl) | <155 | 155 – 208 | >= 209 |
| HBA1C (%) | <5,7 | 5,7 – 6,4 | >= 6,5 |
2.3. Classificação do Diabetes Mellitus
O diabetes melitus tipo 1 é uma patologia que está associada ao ataque alto imune as células betas pancreáticas produtoras de insulina, esse processo ocorre em indivíduos geneticamente susceptíveis e, provavelmente, desencadeado por um ou mais agentes ambientais. O DM tipo 1 é mais comum em crianças e adolescentes, sendo assim, é uma doença que está intimamente com o processo de desenvolvimento e formação de personalidade (Ferreira et al., 2022).
O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença de origem heterogênea, caracterizada por aumento da glicemia devido aos defeitos da produção da insulina, secreção de insulina ou ambos. Com isso, foi observado que há uma perda das células betas. Pacientes portadores do diabetes mellitus tipo 2 possuem distúrbios metabólicos que podem provocar sintomas como: sensação de boca seca, aumento da vontade para urinar, vontade aumentada para beber água e cansaço excessivo (Harreiter et al., 2023).
Já o diabetes gestacional está associado à resistência à insulina (RI) que pode predispor algumas mulheres desenvolverem diabetes. O diabetes gestacional foi definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. O Internacional Associação de grupos de estudo sobre diabetes e gravidez (IADPSG) classificam a hiperglicemia detectada pela primeira vez durante gravidez como “diabetes evidente” ou “diabetes gestacional” mellitus (DMG) (Alfadhli, 2015).
2.4. Diagnóstico
O diagnóstico é feito para detectar os níveis de açúcar no sangue. Para isso, é feito exames específicos como: teste oral de tolerância a glicose (curva glicêmica), para se obter os resultados precisos. Para o diagnóstico preciso é necessário que os exames obtidos estejam alterados. Fatores clínicos e laboratoriais devem ser considerados para interpretação dos resultados dos exames. A partir do diagnóstico positivo, é necessário que a equipe multidisciplinar oriente o paciente e familiares sobre as habilidades e manejo necessários para o cuidado (Ferreira et al., 2022).
O correto diagnostico do diabetes melitus tipo 2 é estabelecido pela observação da hiperglicemia no corpo. Devem ser usados a glicemia plasmática de jejum, o teste de tolerância oral à glicose e a hemoglobina glicada. Em algumas situações, é recomendado acompanhamento profissional em pacientes assintomáticos. No indivíduo assintomático, é recomendado utilizar como critério de diagnóstico do diabetes mellitus, a glicemia plasmática de jejum maior ou igual a 126 mg/dl, a glicemia duas horas após uma sobrecarga de 75 g de glicose igual ou superior a 200 mg/dl ou a HbA1c maior ou igual a 6,5%. É necessário que dois exames estejam alterados. Se somente um exame estiver alterado, este deverá ser repetido para confirmação. Na presença de sintomas manifestos de hiperglicemia, é recomendado que o diagnóstico seja realizado por meio de glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dl (Rodacki et al., 2024).
Na prática clínica, o diagnóstico de DMG é acompanhado por vários desafios. É um desafio diferenciar o DMG do pré-diabetes ou predisposição ao diabetes em alguns casos; além disso, existe a possibilidade de heterogeneidade dos processos fisiológicos hiperglicemia subjacente em mulheres com DMG. O metabolismo de uma mulher grávida sofre constante alterações uma vez iniciada a gravidez para apoiar o desenvolvimento fetal. O aumento da secreção sérica de insulina e a resistência à insulina são as alterações metabólicas maternas mais óbvias. Durante gravidez, a quantidade de insulina secretada pelas células b pancreáticas aumenta continuamente até o pico no terceiro trimestre e retorna ao nível normal após o parto. Junto com o aumento da insulina secreção, há uma diminuição na sensibilidade materna à insulina no final do primeiro trimestre, que continua até antes do parto (Zhang; Yang, 2022).
2.5. Tratamento
Para se obter o tratamento do Diabetes tipo 1, são necessários alguns requisitos como: o teste manual dos níveis de açúcar no sangue seguido de injeções subcutâneas de insulina, repetidas ao longo do dia (Akil et al., 2021).
Todos os pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 necessitam de insulina. A terapia com infusão subcutânea contínua de insulina oferece o potencial de liberação controlada de insulina basal, que pode reproduzir de perto o perfil de insulina de indivíduos sem diabetes (Bode et al., 2002).
O aceitamento ao tratamento depende do comportamento da pessoa coincidindo com a orientação médica no que se refere, por exemplo, ao uso da medicação, ao seguimento de dietas, a mudanças no estilo de vida ou à adoção de comportamentos protetores de saúde. Entre as pessoas com Diabetes Mellitus (DM), especialmente com o tipo 2 da doença, a adesão ao tratamento medicamentoso tende a ser baixa devido a sua característica assintomática, levando à teoria de que a medicação não é necessária (Boas et al., 2014).
Após receber um diagnóstico de DMG, os pacientes devem começar a monitorar sua glicemia, inicialmente com níveis de jejum de uma ou duas horas. Os níveis de glicemia em jejum devem ser menores ou iguais a 95 mg por dL (5,3 mmol por L). O monitoramento menos intensivo da glicemia é apropriado para mulheres com DMG que é bem controlado com dieta e exercícios. (Zajdenverg et al., 2023).
Plano alimentar adaptado ao peso corporal e à atividade física e uma dieta rica em fibras é recomendado. Devem ser levados em consideração minerais e vitaminas (ferro, ácido fólico, vitamina D, cálcio, vitamina B, magnésio, iodo). A atenção ao ganho de peso materno também é importante para minimizar o risco de macrossomia fetal. A obesidade materna, o ganho de peso gestacional excessivo e o DMG são fatores de risco independentes e aditivos para a macrossomia (Kautzky-Willer et al., 2023).
Para tratamento medicamentoso indica-se a metformina como o medicamento preferencial, na ausência de contraindicações; a insulina é a segunda opção terapêutica e tem sido empregada em casos de falha de tratamento, contraindicações à metformina ou de preferência pela paciente (Weinert et al., 2011).
2.6. Relação entre Periodontite e Diabetes Mellitus
A periodontite e o diabetes são doenças crônicas inflamatórias, que podem acometer os mesmos indivíduos, e podendo afetar negativamente uma a outra. Ambas compartilham fatores de risco em comum, como idade mais elevada, sexo masculino, raça e etnia minoritária, baixo nível socioeconômico, predisposição genética (principalmente para respostas imunológicas/inflamatórias prejudicadas), tabagismo, obesidade, baixo nível e status socioeconômico, sedentarismo e dieta pouco saudável (Kocher et al., 2018).
É importante ressaltar que a associação entre DM e periodontite foi relatada na literatura desde a década de 1960. É importante destacar que as evidências em humanos demonstraram que o tratamento da doença periodontal é capaz de reduzir a hemoglobina glicada em pacientes com diabetes. Além disso, um estudo observacional recente, realizado em indivíduos com 40 anos ou acima, demonstraram que a periodontite era significativamente mais prevalente entre indivíduos que sofriam de diabetes do que os que não possuiam, sem diferença em termos de sexo e idade (Liccardo et al., 2019).
Segundo Kocher et al., (2018), o nível de hiperglicemia, e não o diagnóstico e a etiologia do diabetes, está associado à periodontite e a probabilidade de perda dentária tardia.
Além disso, há indicação de que pacientes com diabetes sofrem mais com doenças dentárias (por exemplo, periodontite) em comparação com indivíduos sem diabetes. Recentemente, uma meta-análise resumiu os resultados sobre distúrbios da glicose, incluindo diabetes e doença periodontal, e indicou uma associação positiva entre esses dois fatore (Costa et al., 2023.
Esta revisão sistemática e meta-análise de 15 estudos de coorte mostraram que houve um efeito bidirecional positivo associado entre doença periodontal e diabetes mellitus com evidência de qualidade moderada. Para pacientes com diabetes, os dados indicaram um aumento de 24% (IC 95% 13%, 37%) na incidência de doença periodontal. Para pacientes com periodontite, o risco relativo de desenvolver diabetes mellitus foi elevado em 26% (IC 95% 12%, 41%) (Stöhr et al., 2021).
As evidências científicas demonstram que o tratamento periodontal usando instrumentação de raspagem subgengival melhora significativamente o controle glicêmico em pacientes com diabetes, quando comparado a nenhum dos cuidados habituais. Além disso, benefício do tratamento periodontal resulta na diminuição de placas bacterianas, índice de placa, índice gengival, inserção clínica, nível de sangramento à sondagem e profundidade da bolsa à sondagem (Oliveira et al., 2020).
As evidências analisadas apoiam conclusões de que o diabetes está associado ao aumento de ocorrência e progressão da periodontite e infecção periodontal. Embora o tratamento da inflamação periodontal em pessoas com diabetes seja claramente um componente importante na manutenção da saúde bucal, também pode ter um papel importante na manutenção do controle glicêmico e possivelmente retardar o início ou progressão das complicações do diabetes (Taylor; Borgnakke, 2008).
Apesar de resultados conflitantes, vários estudos revelaram que o tratamento periodontal melhora o controle glicêmico de pacientes com diabetes sugerindo, portanto, uma relação bidirecional entre as duas doenças. Esta relação de “dois sentidos” é entendida como o Diabetes aumentando o risco para o desenvolvimento da periodontite e, do outro lado, a inflamação periodontal afetando negativamente o controle glicêmico dos diabéticos (Oliveira et al., 2020).
Outro trabalho recente, avaliou a taxa de progressão de periodontite e a taxa de perda dental num grupo de 92 pacientes que permaneceram sob controle da doença por 5 anos. A amostra dividiu-se em 23 pacientes classificados com diabetes e com pobre controle glicêmico (PGC), 23 pacientes com diabetes e com bom controle glicêmico (GGC) e 46 indivíduos não portadores de diabetes (NDC). Os resultados revelaram que a progressão da doença periodontal e a perda dental foram significantemente maiores entre os pacientes do grupo PGC, quando comparados aos GGC e NDC. Os resultados permitiram afirmar que indivíduos diabéticos com pobre controle glicêmico, especialmente fumantes, apresentaram alta progressão de doença periodontal e alta taxa de perda dental, quando comparados aos indivíduos GGC e NDC (Oliveira et al., 2020).
Logo, o tratamento periodontal reduzindo em baixa escala a inflamação crônica que existe em diabéticos, pode auxiliar no controle glicêmico e na redução no dano a outros órgãos. Sendo assim, é de suma importância entender que a comunicação entre médicos, endocrinologistas e dentistas (periodontistas) deve ser aprimorada a cada dia, com o objetivo de promover tratamento de qualidade a pacientes com diabetes, tendo como foco não apenas o processo curativo do problema, mas o de prevenção ao dano (Marcilio; Cardoso; Guedes, 2021).
2.7. Conhecimento dos Profissionais de Saúde sobre a Relação do Diabetes Mellitus e a Periodontite
Estudos avaliaram o conhecimento de 38 profissionais da Equipe de Saúde da Família (ESF) em Arcoverde/PE sobre a relação entre doença periodontal (DP) e Diabetes mellitus (DM). Embora a maioria compreendesse os exames diagnósticos do DM, muitos desconheciam o impacto do tratamento periodontal no controle glicêmico, com lacunas observadas em 50% dos médicos, 62% dos enfermeiros e 31% dos cirurgiões-dentistas. Além disso, apenas 11 profissionais identificaram corretamente o sangramento gengival como principal sinal inicial da DP. A falta de conhecimento sobre os efeitos sistêmicos da DP, que pode comprometer o controle glicêmico e agravar a resistência à insulina, destaca a necessidade de maior conscientização e capacitação desses profissionais (Gomes et al., 2021).
Outro estudo revelou que, embora a maioria dos profissionais de saúde apresente um bom nível de conhecimento sobre os exames laboratoriais para diagnóstico do diabetes mellitus, ainda há uma lacuna significativa no entendimento da relação bidirecional entre essa condição e a periodontite. Um percentual expressivo de médicos, enfermeiros e dentistas desconhece a influência do tratamento periodontal no controle glicêmico dos pacientes com diabetes, o que sugere a necessidade de maior integração entre as áreas odontológica e médica. Além disso, observou-se que muitos profissionais não reconhecem sinais clínicos importantes da periodontite, como o sangramento gengival, e poucos encaminham seus pacientes para avaliação odontológica regular. Esses achados reforçam a importância de estratégias educacionais e interprofissionais para otimizar o manejo desses pacientes e melhorar os desfechos clínicos (Siddiqi et al., 2022).
Barros; Costa; Pinto (2024) evidenciam a relação bidirecional entre a doença periodontal e o diabetes mellitus, destacando que a hiperglicemia aumenta a gravidade da periodontite ao comprometer as defesas imunológicas e favorecer processos inflamatórios. Além disso, a infecção periodontal pode interferir no controle glicêmico por meio da liberação de mediadores inflamatórios, contribuindo para a resistência à insulina. Em sua pesquisam os autores ressaltam a importância do tratamento periodontal como estratégia complementar no controle metabólico de pacientes com diabetes, reduzindo a inflamação sistêmica e melhorando a sensibilidade à insulina. No entanto, evidencia-se a necessidade de maior conscientização e integração entre profissionais da saúde para otimizar o manejo dessas condições.
3. OBJETIVO
O objetivo desse estudo consistiu em analisar o conhecimento dos acadêmicos de Enfermagem de uma Instituição de Ensino Superior (IES) sobre a doença periodontal, bem como o conhecimento acerca da relação entre esta doença e o diabetes mellitus.
4. METODOLOGIA
Para esta pesquisa foi aplicado um questionário aos acadêmicos do 7º e 8º períodos do curso de Enfermagem, com perguntas relacionadas ao diabetes mellitus, doença periodontal, e sobre a relação entre essas duas condições. Este trabalho foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) e foi obtido o parecer “aprovado” (CAAE: 88846125.7.0000.0013).
Para que se possa verificar se os acadêmicos adquiriram este conhecimento ao longo do curso, foi aplicado um questionário (Anexo B) (adaptado de Leite et al., 2018e Rodrigues et al., 2015)aos acadêmicos dos últimos períodos (7° e 8°), visto que os períodos posteriores estão em estágio nos hospitais.
Após contato com a coordenação do curso, ficou estabelecido dia e horário para um encontro com as turmas, no qual a pesquisadora prestou esclarecimentos sobre a pesquisa e aplicou o questionário para os acadêmicos que se dispuseram a participar da pesquisa, após assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Anexo A). A pesquisa contou com cerca de 80 participantes.
Após coleta dos dados, estes foram tabulados e calculados os percentuais de acordo com as respostas dos participantes da pesquisa. Para análise, os dados passaram por teste estatístico aplicado no software Microsoft Excel 2013®, e a interpretação foi realizada por meio de análise estatística descritiva (frequências absoluta e relativa). Os resultados obtidos estão representados em formato de gráficos.
5. RESULTADO E DISCUSSÃO
Esta pesquisa foi realizada através da aplicação de um questionário que contou com 80 participantes do 7º e 8º período do curso de enfermagem, sendo 67 do sexo feminino (83,7%) e 13 do sexo masculino (16,3%), evidenciando uma predominância de mulheres na amostra. A faixa etária concentrou-se em adultos jovens de uma IES para participar do estudo da cidade de Porto Velho-RO.
Ao serem questionados sobre o conhecimento acerca da Doença Periodontal, foram obtidos os seguintes dados ilustrados no gráfico abaixo:
Gráfico 1 – Conhecimentos dos acadêmicos acerca da Doença Periodontal: “Você sabe o que é Doença Periodontal?”

Após levantamento de dados ilustrado no gráfico 1, no que se refere ao conhecimento sobre a Doença Periodontal, descrita no primeiro gráfico, observou-se que 56,3% dos participantes afirmaram não saber o que é essa condição, enquanto 43,8% relataram algum conhecimento prévio.
Similarmente, Rodrigues (2023), avaliou em sua pesquisa o conhecimento da equipe de enfermagem do Hospital de Clínicas da UFU e Hospital Odontológico da FOUFU. Quando analisado o nível de conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a doença periodontal, observou-se que muitos possuem informações limitadas sobre os efeitos da doença na cavidade oral e sua relação com a saúde sistêmica. Apesar de 66,5% afirmarem saber identificar características normais da gengiva, grande parte ainda classifica seu conhecimento sobre a doença periodontal como moderado ou insuficiente, evidenciando lacunas importantes na formação e prática clínica. A maioria reconhece a relevância da higiene bucal durante a internação (99,8%) e considera importante que o paciente internado seja avaliado pelo cirurgiãodentista (98,6%), mostrando que, embora haja consciência da importância da saúde bucal, a aplicação prática do conhecimento é limitada, já que poucos (28%) dominam técnicas de escovação e grande parte nunca orienta os pacientes sobre os problemas que gengivas inflamadas podem causar na saúde geral. Esses dados indicam que, embora os enfermeiros tenham percepção sobre a importância da doença periodontal, ainda existe necessidade de treinamento específico, capacitação e educação continuada para que possam reconhecer sinais clínicos, orientar adequadamente os pacientes e contribuir para a prevenção de complicações sistêmicas relacionadas à periodontite.
Quando questionados sobre o Diabete Mellitus, a maioria das respostas foram de absoluto conhecimento, sendo 98.8% respostas positivas e apenas 1,3% negativas.
Gráfico 2 – Conhecimentos dos acadêmicos acerca do Diabetes Mellitus: “Você sabe o que é Diabetes Mellitus (DM)?”

Posteriormente, após o resultado dos dados foi constatado que a grande maioria conhece o Diabetes Mellitus. No gráfico podemos observar em porcentagem que 98,8% dos acadêmicos afirmam saber o que é Diabetes Mellitus enquanto 1,3% não conhecem sobre ele.
Em uma pesquisa semelhante realizada com profissionais da equipe de enfermagem de um serviço hospitalar de emergência, os autores relatam que os profissionais de enfermagem possuem conhecimento acerca dos atendimentos às complicações do Diabetes, sinais e sintomas associados, porém houve limitações referente à prática rotineira de cuidados. (Oliveira et al., 2014).
Em relação à taxa glicêmica que caracteriza a hiperglicemia, 73,85% responderam saber a taxa, enquanto apenas 26,25% relataram não saber (gráfica 3A). No entanto, dos que responderam “sim”, apenas 16,95% acertaram a taxa, enquanto 83,05% dos que responderam “sim”, erraram a taxa correta que caracteriza hiperglicemia (Gráfico 3B).
Gráfico 3 – Conhecimentos dos acadêmicos acerca do Diabetes Mellitus: “Você sabe identificar a taxa de glicose no sangue que caracteriza hiperglicemia? Qual seria essa taxa?”

De acordo com os resultados dos gráficos 3 (A e B) observamos que cerca de 16,95% dos acadêmicos de enfermagem sabem o qual a taxa correta que caracteriza hiperglicemia, enquanto 83,05%, embora tenha relatado saber, não indicaram o valor correto em relação a taxa de glicemia em jejum.
Em uma pesquisa realizada por Felix et al. (2021), com enfermeiros e técnicos de enfermagem da atenção primária à saúde, sobre o conhecimento da taxa de glicemia que já pode considerar pré-diabético ou diabético, os resultados mostram que o conhecimento insuficiente desses profissionais de enfermagem pode comprometer a qualidade da assistência e provocar equívocos na prestação dos cuidados, além de dificultar o rastreamento correto e a identificação precoce das complicações de diabetes.
Ao serem indagados sobre a inter-relação entre a Doença Periodontal e Diabetes Mellitus, 67,5% responderam conhecer essa inter-relação, enquanto 32,5% responderam não conhecer.
Gráfico 4 – Nível de domínio dos acadêmicos acerca da inter-relação entre a Doença Periodontal e Diabetes Mellitus: “No seu entender, você acredita que a doença periodontal está relacionada com o DM?”

Conforme mostra o gráfico 4, pode-se observar que cerca de 67,5% afirmam saber sobre a inter-relação entre DP e DM, enquanto 32,5% não conhecem esta interrelação. Segundo Silva et al. (2024), em uma revisão de literatura feita através de levantamento de dados que foi realizado pelo banco de dados online, que comprova sobre o diabetes mellitus constituir um importante fator de risco para o desenvolvimento da periodontite, tendo a hiperglicemia como principal mecanismo desencadeador, os autores concluíram que as evidências científicas demonstram que a relação é bidirecional, uma vez que a diabetes favorece a progressão da doença periodontal, enquanto a periodontite não tratada compromete o controle glicêmico. Portanto, é de fundamental importância que os acadêmicos de enfermagem tenham conhecimento acerca dessa inter-relação.
Em seguida, foram aplicados questionamentos voltados à avaliação do conhecimento prévio dos participantes sobre a temática. Entre as perguntas formuladas, destacou-se: “Você já leu algum artigo ou estudou por outros meios sobre a inter-relação entre doenças sistêmicas, em especial o diabetes mellitus e doença periodontal?” Essa questão buscou compreender o nível de exposição dos acadêmicos a conteúdos científicos relacionados à inter-relação entre saúde sistêmica e saúde bucal, servindo de base para analisar o grau de sensibilização e preparo teórico dos futuros profissionais de enfermagem diante dessa temática. Observou-se um índice preocupante de desinformação, visto que a maioria dos participantes, 75%, relatou nunca ter pesquisado ou tido contato com materiais sobre o assunto, e 25% relataram terem pesquisado e estudado, conforme o gráfico abaixo:
Gráfico 5 – Pesquisa que demonstram se os acadêmicos de enfermagem já tiveram contato com algum artigo científico a cerca da inter-relação entre essas doenças sistêmicas em especial, o Diabetes mellitus e Doença Periodontal: “Você já leu algum artigo ou estudou por outros meios sobre a inter-relação entre doenças sistêmicas, em especial o diabetes mellitus e doença periodontal?”

De acordo com a análise dos dados obtidos no gráfico 5, podemos identificar que 75% responderam que não buscam ou buscaram conhecimento sobre o tema citado, e 25% dos acadêmicos responderam sim, buscam conhecimento sobre o assunto.
Similarmente, em uma pesquisa realizada por Rodrigues (2023) com acadêmicos do curso de enfermagem, a respeito do contato prévio com artigos ou estudos que falam sobre essa inter-relação entre doenças sistêmicas e saúde bucal, apenas 25% afirmaram já ter tido acesso a esse tipo de material, enquanto 75% nunca tiveram acesso e nem pesquisaram sobre. O autor também constatou limitações no conhecimento prático da equipe de enfermagem acerca da doença periodontal e das orientações de higiene bucal, atribuindo tal deficiência à escassez de abordagens sobre o assunto durante a formação profissional, no currículo e à falta de treinamento específico. Diante desses achados, sugere-se, a implementação de um programa de capacitação bem estruturado, com políticas e diretrizes claras sobre os cuidados com a saúde bucal de pacientes internados, além da inclusão de disciplinas relacionadas à higiene bucal no currículo dos cursos de Enfermagem. Essa integração contribuiria para a formação de profissionais mais preparados para atuar de maneira preventiva e interdisciplinar no cuidado à saúde geral dos pacientes
Marquès-Pellejà (2020), também avaliou o conhecimento dos estudantes de enfermagem sobre saúde bucal adquirido durante o curso de enfermagem, e os estudantes obtiveram uma pontuação média de 2,5 (DP 0,9; intervalo: 1–5). Especificamente, eles classificaram o conhecimento adquirido em aulas teóricas com nota média de 2,4 (DP 0,9), o conhecimento obtido em seminários com média de 2,3 (DP 0,9) e o conhecimento adquirido através da metodologia de aprendizagem baseada em problemas com média de 2,7 (DP 0,4; intervalo: 1–5). A satisfação geral com o conhecimento adquirido nesse tema foi avaliada em 2,4 (DP 0,9; intervalo: 1– 5). Quanto às intervenções práticas de saúde bucal experimentadas, os estudantes avaliaram com média de 2,8 (DP 1,2; intervalo: 1–5). Por fim, os estudantes perceberam que o curso de enfermagem deveria incluir mais conteúdos sobre saúde bucal, com média de 4,4 (DP 0,6; intervalo: 1–5). Além disso, o conhecimento dos estudantes sobre saúde bucal foi considerado moderado, e a percepção deles em relação ao conhecimento adquirido ao longo dos quatro anos de formação em enfermagem nessa área foi relativamente baixa. No entanto, eles demonstraram consciência da importância da saúde bucal para o bem-estar geral da população e do papel dos enfermeiros na promoção e prevenção da saúde bucal, mostrando-se motivados a ampliar seus conhecimentos caso o currículo de enfermagem ofereça oportunidades para isso.
6. CONCLUSÃO
Os resultados desta pesquisa demonstram que, embora os acadêmicos de enfermagem apresentem amplo conhecimento sobre o Diabetes Mellitus, ainda há lacunas importantes em relação à Doença Periodontal e, principalmente, à compreensão da inter-relação entre essas duas condições. A maioria dos participantes mostrou-se pouco familiarizada com os aspectos clínicos e sistêmicos da doença periodontal, evidenciando a necessidade de maior abordagem desse tema na formação profissional.
Esses achados reforçam o que a literatura aponta: o conhecimento limitado sobre saúde bucal entre estudantes e profissionais de enfermagem pode comprometer a identificação precoce de alterações bucais e dificultar o reconhecimento das implicações sistêmicas associadas, como as que envolvem o controle glicêmico no diabetes.
Diante disso, ressalta-se a importância de incluir conteúdos relacionados à saúde bucal e suas interfaces com doenças sistêmicas nos currículos de Enfermagem, promovendo uma formação mais integrada e interdisciplinar. Essa integração favorece uma prática profissional mais completa, preventiva e centrada no cuidado integral do paciente, fortalecendo o papel do enfermeiro na promoção da saúde e na qualidade da assistência prestada.
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*1Artigo apresentado no Curso de Odontologia, como Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Universitário São Lucas 2025, como pré-requisito para conclusão do curso, sob orientação do Professor Esp. Me Leslie Cristine Fiori. E-mail: leslie.leite@saolucas.edu.br.
¹Rebeca Rivarola Gonçalves da Silva, graduanda em Odontologia pelo Centro Universitário São Lucas – 2025. E-mail: rebeca.riva93@gmail.com;
²Camila Ribeiro Barros, graduanda em Odontologia pelo Centro Universitário São Lucas – 2025. E-mail: barroscamila456@gmail.com;
³Leslie Cristine Fiori Leite, Professora e orientadora do Curso de Odontologia do Centro Universitário São Lucas – 2025. E-mail: leslie.leite@saolucas.edu.br;
⁴Maria Leliane Lima Silva, graduanda em Odontologia pelo Centro Universitário São Lucas – 2025. E-mail: limaleliane339@gmail.com;
⁵Viviane Rodrigues Matias, graduanda em Odontologia pelo Centro Universitário São Lucas – 2025. E-mail: vivi.rodrigueesm@gmail.com.
