ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO MANEJO FARMACOLÓGICO E NÃO FARMACOLÓGICO DA DOR EM PACIENTES SOB CUIDADOS PALIATIVOS: REVISÃO INTEGRATIVA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202512081706


Ana Laura Tavares da Silva1
Vanessa Lemes Tavares2
Jhuliano Silva Ramos de Souza3
Elaine Cristina Faria4
Luciana Jerônimo de Almeida Silva5
Heloísa Helena Nimia6


RESUMO

A dor é um dos sintomas mais prevalentes e incapacitantes em pacientes sob cuidados paliativos, exigindo intervenções que contemplem dimensões físicas, emocionais, sociais e espirituais. Considerando essa complexidade, o objetivo deste estudo foi analisar a produção científica referente à atuação do enfermeiro no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em pacientes paliativos, identificando intervenções aplicadas, eficácia clínica e impacto no conforto e qualidade de vida. Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas fontes de informações, PubMed, Web of Science, BVS, LILACS e MEDLINE, com publicações entre 20 a 2025, utilizando a estratégia PICO: Definiu-se a questão de pesquisa por meio da estratégia PICO (Melnyk; Fineout-Overholt, 2019): (P) Pacientes em cuidados paliativos com dor. (I) Intervenções farmacológicas e não farmacológicas realizadas por enfermeiros. (C) comparação – ‘Não se aplica’. (O) Redução da dor, conforto e qualidade de vida.

Assumindo esta premissa, elaborou-se a pergunta norteadora: ‘Quais as evidências disponíveis sobre a atuação do enfermeiro no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em pacientes em cuidados paliativos e seus impactos na dor e na qualidade de vida’?

Foram incluídos artigos completos, publicados em português, inglês e espanhol, dos quais três compuseram o corpus final. Resultados: Foram evidenciados nos estudos que o enfermeiro utiliza estratégias farmacológicas e terapias complementares, como musicoterapia, acupuntura e massagem, capazes de reduzir dor, ansiedade e promover conforto e bem-estar emocional. Foi evidenciado redução estatisticamente significativa da dor com musicoterapia, reforçando sua aplicabilidade baseada em evidências. Apesar dos avanços, observou-se predominância do cuidado voltado ao conforto físico, com lacunas nas dimensões emocionais e espirituais. Conclui-se que o manejo multimodal da dor realizado pela enfermagem é essencial para a integralidade do cuidado paliativo, sendo necessário ampliar capacitação profissional e adoção de práticas terapêuticas complementares fundamentadas em evidências científicas.

Palavras-chave: cuidados paliativos; dor; enfermagem; terapias complementares; manejo da dor.

ABSTRACT

Pain is one of the most prevalent and disabling symptoms in patients receiving palliative care, requiring therapeutic measures capable of addressing physical, emotional, social, and spiritual aspects. Considering this complexity, the objective of this study was to analyze scientific evidence regarding nursing interventions in the pharmacological and non-pharmacological management of pain in palliative patients, identifying strategies used, their clinical effectiveness, and contributions to comfort and quality of life. This is anintegrative review conducted according to the methodological framework proposed by Mendes, Silveira and Galvão (2008), structured in six stages, with searches performed in the CAPES database and the Virtual Health Library (BVS), including Web of Science, LILACS and MEDLINE/PubMed. Full-text articles published in Portuguese, English and Spanish were included, and three studies composed the final sample. The findings indicate that nurses employ pharmacological approaches and complementary therapies such as music therapy, acupuncture and massage, which demonstrated positive effects on pain reduction, anxiety control, comfort, and emotional well-being. A randomized clinical trial revealed statistically significant pain reduction with music therapy, reinforcing the therapeutic value of evidence-based complementary care. Despite these advances, care remains predominantly directed toward physical comfort, with emotional and spiritual dimensions still underexplored. It is concluded that multimodal pain management conducted by nurses is essential for comprehensive palliative care, emphasizing the importance of expanding professional training and strengthening the implementation of complementary therapies grounded in scientific evidence.

Keywords: palliative care; pain; nursing; complementary therapies; pain anagement.

RESUMEN

El dolor es uno de los síntomas más prevalentes e incapacitantes en pacientes bajo cuidados paliativos, exigiendo intervenciones terapéuticas que consideren dimensiones físicas, emocionales, sociales y espirituales. Ante esta complejidad, el objetivo de este estudio fue analizar la evidencia científica sobre la actuación de la enfermería en el manejo farmacológico y no farmacológico del dolor en pacientes paliativos, identificando intervenciones utilizadas, su efectividad clínica y contribuciones al confort y a la calidad de vida. Se trata de una revisión integrativa basada en el método propuesto por Mendes, Silveira y Galvão (2008), organizada en seis etapas, con búsquedas realizadas en la base de datos CAPES y en la Biblioteca Virtual en Salud (BVS), incluyendo Web of Science, LILACS y MEDLINE/PubMed. Se incluyeron artículos completos publicados en portugués, inglés y español, con tres estudios seleccionados para el análisis final. Los resultados muestran que el enfermero implementa estrategias farmacológicas y terapias complementarias como musicoterapia, acupuntura y masaje, que demostraron mejoras en la reducción del dolor, disminución de la ansiedad y aumento del confort y del bienestar emocional. Un ensayo clínico aleatorizado evidenció reducción estadísticamente significativa del dolor con musicoterapia, confirmando su efectividad terapéutica basada en evidencia. Sin embargo, se observó que la asistencia continúa centrada principalmente en el confort físico, con menor abordaje de las dimensiones emocionales y espirituales. Se concluye que el manejo multimodal del dolor realizado por enfermería es fundamental para un cuidado paliativo integral, siendo necesario ampliar la capacitación profesional y fortalecer el uso de terapias complementarias fundamentadas científicamente.

Palabras clave: cuidados paliativos; dolor; enfermería; terapias complementarias; manejo del dolor.

INTRODUÇÃO

A dor é definida como uma experiência sensitiva e emocional desagradável, associada ou semelhante a uma lesão tecidual real ou potencial (International Association for the Study of Pain [IASP], 2020; Desantana et al., 2020). Trata-se de um fenômeno subjetivo, que não depende exclusivamente de evidências objetivas de dano tecidual. A Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) reforça essa perspectiva ao caracterizar a dor como uma experiência sempre subjetiva, envolvendo componentes sensoriais e emocionais, não sendo explicada apenas pela presença de lesão (SBED, 2020).

No contexto de cuidados paliativos, a dor pode ser decorrente de mecanismos  nociceptivos, neuropáticos ou mistos, apresentando-se, em geral, de forma crônica ou persistente. Seu manejo exige abordagem ampla e integrada, considerando dimensões físicas, psicológicas, sociais e espirituais. Segundo Souza et al. (2024), o manejo da dor em pacientes paliativos constitui um desafio multidimensional, que envolve dimensões físicas, psicológicas, sociais e espirituais que impactam diretamente a qualidade de vida.

A complexidade da dor nesse contexto é evidenciada pela sua natureza multifatorial. Em sua dimensão física, as manifestações dolorosas variam de agudas a crônicas e devem ser cuidadosamente avaliadas para garantir intervenções efetivas (Carvalho et al., 2021). Faller et al. (2016) identificaram que 90 % dos pacientes idosos com câncer em cuidados paliativos domiciliares relataram dor moderada e contínua, associada a ansiedade, depressão e fadiga, o que reforça seu impacto biopsicossocial.

O manejo da dor em cuidados paliativos envolve estratégias farmacológicas e não farmacológicas. Entre as abordagens farmacológicas, incluem-se analgésicos simples, anti-inflamatórios, acetaminofeno, opióides como morfina, fentanil e metadona, além de adjuvantes como antidepressivos e anticonvulsivantes. A “escada analgésica” da Organização Mundial da Saúde (OMS) permanece como referência para o escalonamento terapêutico (OMS, 2018). Já o tratamento não farmacológico inclui intervenções como fisioterapia, acupuntura, musicoterapia, estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) e técnicas cognitivas e comportamentais, que apresentam eficácia comprovada na redução da dor e promoção do bem-estar (Souza et al., 2024).

Os cuidados paliativos compreendem uma abordagem ativa e integral de prevenção e alívio do sofrimento, envolvendo a identificação precoce, avaliação e tratamento da dor e de outros sintomas físicos, psicológicos e espirituais de pessoas que convivem com doenças que ameaçam a continuidade da vida e seus familiares (BRASIL, 2023, p. 45). A OMS e a Worldwide Hospice Palliative Care Alliance, reforçam que tais cuidados visam melhorar a qualidade de vida, prevenindo e aliviando o sofrimento por meio da identificação e tratamento de problemas físicos, psicossociais e espirituais (Connor et al., 2020; WHO/WHPCA, 2020).

No Brasil, a Portaria GM/MS nº 3.681/2024 instituiu a Política Nacional de Cuidados Paliativos no SUS, reconhecendo o direito ao alívio da dor como componente central. (BRASIL, 2024).  Além disso, a Resolução nº 41/2018 representou marco importante ao regulamentar diretrizes para a organização dos cuidados paliativos e ao reconhecer esses cuidados como direito do paciente, garantindo autonomia e qualidade de vida até os momentos finais (Schaefer, 2019). A linha de cuidado nacional publicada em 2025 reforça esses princípios ao enfatizar o controle de sintomas sem a intenção de acelerar ou adiar a morte (Brasil, 2025).

A integração entre intervenções farmacológicas e não farmacológicas é fundamental para o manejo adequado da dor no paciente paliativo, dada sua natureza multifatorial e a necessidade de estratégias multimodais (Souza et al., 2024). No Brasil, práticas não farmacológicas também são respaldadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que estimula a oferta de terapias como acupuntura e meditação no âmbito do SUS (Brasil, 2018). A Resolução nº 41/2018 reforça ainda a importância da promoção de conforto e alívio do sofrimento como eixos estruturantes dos cuidados paliativos.

Globalmente, estima-se que mais de 56,8 milhões de pessoas necessitem de cuidados paliativos anualmente, sendo 76% residentes em países de baixa ou média renda. Dentre esses indivíduos, 25,7 milhões encontram-se no último ano de vida, o que evidencia a urgência de ampliar políticas e serviços voltados a essa população (Global Atlas of Palliative Care, 2020).

Diante desse cenário, torna-se essencial sistematizar as evidências disponíveis sobre a atuação do enfermeiro no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em pacientes sob cuidados paliativos. A consolidação desse conhecimento pode subsidiar protocolos, diretrizes e práticas clínicas, contribuindo para qualificar o cuidado no contexto brasileiro.

OBJETIVO

Analisar as evidências disponíveis sobre a atuação do enfermeiro no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em pacientes em cuidados paliativos, identificando estratégias utilizadas, barreiras encontradas e contribuições para a qualidade de vida.

JUSTIFICATIVA

A escolha desse tema justifica-se pela relevância da dor como sintoma prevalente em pacientes em cuidados paliativos, capaz de comprometer de forma significativa a qualidade de vida, exigindo estratégias de manejo que contemplem tanto abordagens farmacológicas quanto não farmacológicas (Desantana et al., 2020). No Brasil, a Portaria GM/MS nº 3.681/2024 institui a Política Nacional de Cuidados Paliativos no SUS, reconhecendo o direito ao alívio da dor como central na atenção à saúde (BRASIL, 2024). 

Além disso, a Resolução nº 41/2018 reforça a necessidade da integralidade do cuidado e da utilização de práticas integrativas e complementares (BRASIL, 2018). A OMS, por meio de sua escada analgésica, também orienta o manejo escalonado da dor como diretriz internacional ainda vigente (OMS, 2018). Dessa forma, a justificativa encontra respaldo em diretrizes nacionais e internacionais, assegurando a relevância científica e prática do presente estudo.

Sob a perspectiva profissional, o estudo contribui para o aprimoramento da atuação do enfermeiro na avaliação e manejo da dor em pacientes em cuidados paliativos, fortalecendo a prática baseada em evidências e promovendo um cuidado integral, humanizado e alinhado às diretrizes propostas.

MÉTODO

Trata-se de uma revisão integrativa, elaborada segundo Mendes; Silveira; Galvão (2008), estruturado em seis etapas: I) formulação da questão norteadora; II) definição de critérios de inclusão e exclusão; III) busca em bases de dados; IV) extração e categorização dos dados; V) avaliação crítica dos estudos; VI) interpretação e síntese dos resultados.

Definiu-se a questão de pesquisa por meio da estratégia PICO (Melnyk; Fineout-Overholt, 2019): (P) Pacientes em cuidados paliativos com dor. (I) Intervenções farmacológicas e não farmacológicas realizadas por enfermeiros. (C) comparação – “Não se aplica”. (O) Redução da dor, conforto e qualidade de vida. Assumindo esta premissa, elaborou-se a pergunta norteadora: “Quais as evidências disponíveis sobre a atuação do enfermeiro no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em pacientes em cuidados paliativos e seus impactos na dor e na qualidade de vida?”

O protocolo desta revisão foi registrado no repositório FigShare em 18 de outubro de 2025 sob o endereço: https://doi.org/10.6084/m9.figshare.30392830

A busca dos estudos primários foi conduzida de forma sistemática e criteriosa, assegurando a abrangência, a reprodutibilidade e a qualidade metodológica necessárias em uma revisão integrativa Mendes; Silveira; Galvão (2008). Essa etapa visou identificar e reunir evidências científicas sobre a atuação da enfermagem no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em pacientes em cuidados paliativos, garantindo a transparência e a rastreabilidade de todo o processo.

As buscas foram realizadas no mês de outubro, nas bases e bancos de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo as seguintes fontes: Web of Science (WOS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE®), via PubMed.

Foram utilizados descritores controlados segundo a terminologia específica de cada base de dados: Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) para as bases LILACS e BVS, e Medical Subject Headings (MeSH) para as demais bases. Os termos foram combinados entre si por meio dos operadores booleanos AND e OR, além de serem complementados por palavras-chave livres, com o objetivo de ampliar a sensibilidade e a abrangência da busca.

Os descritores principais incluíram termos relacionados a “cuidados paliativos”, “dor”, “enfermagem”, “manejo da dor”, “analgesia” e “terapias complementares”, contemplando tanto abordagens farmacológicas quanto não farmacológicas. A escolha desses descritores fundamenta-se na complexidade do manejo da dor em pacientes paliativos, que requer intervenções integradas, multidimensionais e multiprofissionais.

O Quadro 1 sintetiza a estratégia de busca utilizada, organizada segundo a estrutura PICO, detalhando os descritores DeCS/MeSH e termos alternativos empregados para abranger as dimensões população, intervenção e desfechos, com o objetivo de maximizar a sensibilidade e a especificidade da busca.

Quadro 1 – Estratégia de busca adaptada para as fontes de informações selecionadas Poços de Caldas, MG, Brasil, 2025.

Fonte: criado pelos autores, 2025

O Quadro 2 detalha as fontes de informação consultadas (MEDLINE/PubMed, Web of Science e LILACS) e apresenta os cruzamentos de descritores aplicados em cada base, evidenciando a padronização dos operadores booleanos e a adaptação dos termos às terminologias específicas (MeSH e DeCS).”

QUADRO 2 – Fontes de informações selecionadas para a busca dos estudos, descritores e controladores. Poços de Caldas, MG, Brasil, 2025.

Fonte: Criado pelos autores, 2025.

Foram incluídos estudos primários disponíveis na íntegra, publicados em português, inglês ou espanhol, que abordam a atuação do enfermeiro no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em pacientes em cuidados paliativos, considerando intervenções, estratégias e resultados relacionados ao alívio da dor e à melhoria da qualidade de vida. Foram excluídos estudos secundários, revisões, dissertações, teses, editoriais, cartas ao editor e documentos da literatura cinzenta, por não atenderem aos objetivos e critérios de elegibilidade estabelecidos.

Após a etapa de busca nas bases selecionadas, todas as referências foram exportadas para o gerenciador de referências EndNote Online (Clarivate Analytics), para identificação e exclusão de duplicatas, bem como organização dos registros por base de dados. Em seguida, os resultados foram importados para o software Rayyan Systematic Review (Ouzzani et al., 2016), que permitiu a triagem cega e independente dos estudos por dois revisores, assegurando confiabilidade e padronização no processo de seleção.

A análise seguiu duas fases sequenciais: primeiramente, a leitura dos títulos e resumos para exclusão dos estudos que não atenderam aos critérios definidos; e, posteriormente, a leitura integral dos textos potencialmente elegíveis, a fim de confirmar sua pertinência com a questão de pesquisa e os objetivos do estudo. Em casos de discordância entre os revisores, será acionado um terceiro avaliador, responsável por emitir o parecer final quanto à inclusão ou exclusão do artigo, garantindo a imparcialidade e o rigor metodológico do processo de seleção

Nesta etapa, foram definidas as informações essenciais que foram extraídas dos estudos incluídos, conforme os objetivos e a questão de pesquisa da revisão integrativa. O processo de extração de dados tem como finalidade organizar e sintetizar o conteúdo dos estudos primários selecionados, possibilitando a comparação entre eles e a identificação de convergências e divergências nas evidências encontradas. 

As informações foram registradas em um instrumento padronizado de coleta de dados, elaborado pelos pesquisadores com base no modelo proposto por Mendes; Silveira; Galvão (2008). Esse instrumento contemplou variáveis relacionadas à caracterização dos estudos e aos principais aspectos da atuação do enfermeiro no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em cuidados paliativos.

RESULTADOS

Após a busca nas bases de dados e aplicação dos critérios de elegibilidade, foram identificadas 189 publicações, sendo 80 na PubMed, 60 na Web of Science e 49 na LILACS. Após a exclusão de duplicatas e a leitura de títulos e resumos, 186 estudos foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão (por se tratarem de revisões, dissertações, teses, editoriais ou por não abordarem diretamente a atuação do enfermeiro no manejo da dor em cuidados paliativos). Permaneceram 3 artigos para revisão completa, totalizando 100% dos estudos incluídos na síntese final. Dos três estudos selecionados, dois foram publicados no Brasil (66,6%) e um na Turquia (33,3%). Quanto ao idioma, dois estavam em português (66,6%) e um em inglês (33,3%). O período de publicação compreendeu os anos de 2014 a 2021, com predominância de estudos realizados em 2014 (66,6%) e um em 2021 (33,3%). A classificação temática dos artigos incluiu: terapias complementares (33,3%), conforto físico em cuidados paliativos (33,3%) e intervenções clínicas com musicoterapia (33,3%). A escolha final dos estudos considerou a pertinência metodológica, a clareza na descrição das intervenções e a aderência ao objetivo desta revisão, permitindo a composição de um corpo analítico consistente sobre o manejo farmacológico e não farmacológico da dor conduzido por enfermeiros em cuidados paliativos.

A Figura 1 foi incluída para ilustrar o percurso metodológico da seleção dos estudos, conforme as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), garantindo transparência e rastreabilidade.

Figura 1 – Fluxograma de identificação de estudos por meio de fonte informações e registro de dados

Os três estudos incluídos apresentaram delineamentos distintos, sendo um estudo exploratório-descritivo 33,3% (nível IV), um estudo qualitativo cartográfico 33,3% (nível VI) e um ensaio clínico randomizado e controlado 33,3% (nível II). Essa distribuição metodológicaPara aprofundar a análise dos estudos incluídos, elaborou-se o Quadro 3 com base no instrumento de coleta de dados proposto por Mendes, Silveira e Galvão (2008). Esse quadro apresenta uma síntese das principais variáveis extraídas dos artigos, como título, autores, país, tipo de estudo, objetivos, população, contexto assistencial, ações de enfermagem, resultados, conclusões, limitações e nível de evidência, permitindo uma visão comparativa e estruturada das evidências encontradas.

Quadro 3 – A síntese dos dados extraídos foi organizada segundo o instrumento proposto por Mendes, Silveira e Galvão (2008), contemplando variáveis como título, autores, país, tipo de estudo, objetivos, população, contexto assistencial, ações de enfermagem, resultados, conclusões, limitações e nível de evidência. Poços de Caldas-MG, 2025. possibilitou observar intervenções de enfermagem no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em cuidados paliativos sob diferentes perspectivas aplicadas à prática clínica e ao cuidado centrado no conforto. 

Fonte: criado pelos autores 

Os três estudos analisados demonstraram que a atuação do enfermeiro no manejo da dor em cuidados paliativos se dá por meio de estratégias combinadas, com enfoque tanto em intervenções complementares quanto em medidas voltadas ao conforto físico. Caires et al. (2014) mostraram que terapias como musicoterapia, acupuntura e massagem contribuíram para a redução da dor, ansiedade e sofrimento emocional, melhorando o bem-estar global. Durante et al. (2014) evidenciaram que o cuidado de enfermagem prioriza o conforto físico, com foco no alívio da dor, dispneia, higiene e alimentação, ainda que aspectos emocionais e espirituais permaneçam menos explorados. Já Düzgün e Karadakovan (2021) demonstraram que a musicoterapia reduziu significativamente a dor, diminuiu níveis de ansiedade e aumentou o conforto e a capacidade funcional de pacientes oncológicos em cuidados paliativos.

Em síntese, os resultados indicam que as abordagens não farmacológicas têm potencial relevante na redução da dor e no aumento da qualidade de vida, atuando como complemento ao manejo clínico tradicional. Os três estudos reforçam que o enfermeiro é figura central nesse processo, conduzindo intervenções que promovem alívio, bem-estar emocional e cuidado integral ao paciente em processo de finitude.

DISCUSSÃO

A análise dos três estudos incluídos nesta revisão demonstra que a atuação do enfermeiro no manejo da dor em cuidados paliativos ocorre predominantemente por meio de intervenções não farmacológicas e estratégias voltadas ao conforto físico, com ênfase na promoção do bem-estar e na redução do sofrimento. Os achados de Caires et al. (2014) evidenciaram o uso da musicoterapia, acupuntura e massagem como práticas integrativas capazes de reduzir a dor, ansiedade e angústia emocional, reforçando o potencial das terapias complementares na assistência ao paciente em finitude. Essa perspectiva amplia o campo de intervenção do enfermeiro, destacando a importância de abordagens sensíveis, humanizadas e alinhadas à singularidade do paciente.

O estudo de Durante et al. (2014) confirmou que o cuidado de enfermagem se concentra majoritariamente no conforto físico, com atuação direcionada ao controle da dor, dispneia, higiene, alimentação e suporte clínico, elementos fundamentais para a manutenção da dignidade e alívio do sofrimento. Entretanto, a análise crítica do estudo revela lacunas no atendimento às dimensões emocionais, espirituais e subjetivas do paciente, indicando necessidade de ampliação do olhar profissional para uma prática que integre corpo, mente e espiritualidade, como preconizado nos princípios dos cuidados paliativos.

Já os resultados de Düzgün e Karadakovan (2021), provenientes de ensaio clínico randomizado — o delineamento de maior robustez entre os incluídos — demonstraram redução significativa da dor, diminuição de ansiedade, melhora do conforto e da capacidade funcional com o uso da musicoterapia. A presença de evidência experimental reforça a efetividade das abordagens não farmacológicas é válida sua aplicação clínica na rotina assistencial da enfermagem, podendo subsidiar treinamentos, protocolos institucionais e políticas de implementação de terapias complementares em unidades de cuidados paliativos.

Em conjunto, os três estudos indicam que a atuação do enfermeiro no manejo da dor em cuidados paliativos transcende o uso exclusivo de fármacos, fundamentando-se em intervenções integrativas e humanizadas que possibilitam alívio físico e psicoemocional. As evidências apontam a necessidade de capacitação contínua, investimento institucional e fortalecimento de práticas complementares baseadas em evidências, permitindo que o enfermeiro amplie sua autonomia e competência técnica na gestão do sofrimento. Assim, o cuidado torna-se mais integral, respeitando os valores, a subjetividade e a dignidade de quem vivencia o processo de morrer.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os achados desta revisão integrativa permitem afirmar que o enfermeiro possui papel central e indispensável no manejo farmacológico e não farmacológico da dor em pacientes em cuidados paliativos, atuando como agente terapêutico capaz de promover alívio, conforto integral e qualidade de vida. Os três estudos analisados demonstraram que as práticas de enfermagem contemplam desde intervenções tradicionais de controle de sintomas, com foco na analgesia e estabilidade clínica, até estratégias complementares com potencial significativo de redução da dor e melhora do bem-estar emocional, como a musicoterapia, a acupuntura e a massagem. Tais intervenções revelam impacto clínico relevante e reforçam a importância da abordagem multimodal, sensível às particularidades do processo de finitude.

Embora o conforto físico tenha sido predominante na atuação relatada nos estudos, observou-se menor exploração das dimensões emocionais, sociais e espirituais — evidência que aponta para lacunas ainda presentes na prática clínica e que devem ser enfrentadas por meio de capacitação permanente, protocolos assistenciais e fortalecimento de políticas institucionais. A presença de um ensaio clínico randomizado entre os artigos analisados adiciona robustez aos resultados, sobretudo ao demonstrar eficácia quantificável da musicoterapia como recurso adjuvante no controle da dor e ansiedade.

Conclui-se, portanto, que o enfermeiro é peça-chave na condução de estratégias integradas que articulam conhecimentos técnicos, sensibilidade ética e abordagem centrada na pessoa, favorecendo um cuidado que reconhece o sofrimento em múltiplas dimensões e valoriza a dignidade humana até o fim da vida. Recomenda-se o fortalecimento de pesquisas experimentais e quantitativas que ampliem níveis de evidência sobre terapias complementares, bem como a implementação de treinamentos formais sobre manejo da dor em unidades paliativas. Além disso, sugere-se que serviços de saúde incorporem protocolos específicos que garantam a atuação ampliada da enfermagem, consolidando a dor como prioridade assistencial e direito humano fundamental.

Assim, este estudo contribui para o avanço científico e prático ao reunir evidências atualizadas sobre a atuação do enfermeiro no manejo da dor em cuidados paliativos, reforçando a necessidade de um cuidado integral, humanizado e baseado em evidências, capaz de transformar não apenas o controle sintomático, mas também a experiência de viver e morrer com dignidade.

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¹Graduanda em Enfermagem. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Endereço: Poços de Caldas – Minas Gerais, Brasil. E-mail: Analauratavares033@gmail.com;
²Graduanda em Enfermagem. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Endereço: Poços de Caldas – Minas Gerais, Brasil. E-mail: Tavaresv840@gmail.com;
3Doutor em Enfermagem. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Endereço: Poços de Caldas – Minas Gerais, Brasil. E-mail: jhulianosouza@pucpcaldas.br;
4Doutora em Ciência da Saúde – UNIFESP. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Endereço: Poços de Caldas – Minas Gerais, Brasil. E-mail: elainefaria@pucpcaldas.br.
5Doutora em Enfermagem. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Endereço: Poços de Caldas – Minas Gerais, Brasil. E-mail: lucianajsilva@pucpcaldas.br;
6Doutora em Enfermagem. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Endereço: Poços de Caldas – Minas Gerais, Brasil. E-mail:
helonimia@pucpcaldas.br;