REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202505260544
Denise Mariana Passos Alves1
Denis da Silva Batista2
Vitângela Freitas Figueiredo3
RESUMO
A fisioterapia tem o potencial de promover melhor qualidade de vida aos pacientes, atuando não apenas na reabilitação, mas também de forma preventiva, ao reduzir quadros álgicos, aumentar a capacidade funcional e despertar a conscientização para a prevenção de patologias musculoesqueléticas. O objetivo deste estudo foi identificar as principais queixas dos pacientes atendidos pelo projeto Barco Saúde e Cidadania na cidade de Porto Velho-RO, caracterizando sua percepção e localização da dor, além de descrever os procedimentos fisioterapêuticos realizados. Para tanto, realizou-se um estudo epidemiológico descritivo e quantitativo, por meio da análise de 66 prontuários referentes ao ano de 2023. Foram incluídos pacientes de ambos os sexos, com idades entre 18 e 60 anos, que apresentavam dores osteomioarticulares, sem tratamento fisioterapêutico prévio, sem histórico de Acidente Vascular Cerebral, não acamados e sem limitações cognitivas que impedissem o relato de sintomas. Observou-se prevalência igualitária entre mulheres e homens, sendo a faixa etária de 18 a 25 anos a mais frequente (32 %). A dor lombar foi a queixa principal, acometendo 35% dos pacientes, e 30% relataram mais de um local doloroso. As intervenções aplicadas incluíram massoterapia, cinesioterapia, eletroterapia e orientações gerais, estas últimas utilizadas em 44 % dos casos, em função das dores relatadas. Os achados ressaltam a importância do fisioterapeuta na abordagem integral desses pacientes, tanto para restaurar a funcionalidade quanto para fortalecer ações educativas em saúde.
Palavras-chave: Atenção Primária a Saúde. Dados epidemiológicos. Fisioterapia para dor. Barco Saúde e cidadania.
ABSTRACT
Physiotherapy has the potential to promote a better quality of life for patients by acting not only in rehabilitation but also preventively, through the reduction of pain conditions, improvement of functional capacity, and the promotion of awareness regarding the prevention of musculoskeletal disorders. This study aimed to identify the main complaints of patients assisted by the Barco Saúde e Cidadania (Health and Citizenship Boat) project in the city of Porto Velho-RO, characterizing their perception and localization of pain, in addition to describing the physiotherapeutic procedures performed. To this end, a descriptive and quantitative epidemiological study was conducted through the analysis of 66 medical records from the year 2023. The study included patients of both sexes, aged between 18 and 60 years, who presented with osteomyoarticular pain, had no prior physiotherapeutic treatment, no history of stroke, were not bedridden, and had no cognitive limitations that would impair the reporting of symptoms.An equal prevalence between women and men was observed, with the 18 to 25 age group being the most frequent (32%). Low back pain was the main complaint, affecting 35% of the patients, and 30% reported pain in more than one body region. The interventions applied included massage therapy, kinesiotherapy, electrotherapy, and general guidance, the latter being used in 44% of the cases due to the nature of the pain reported. The findings highlight the importance of the physiotherapist in providing comprehensive care to these patients, both to restore functionality and to strengthen educational health initiatives.
Keywords: Primary Health Care. Epidemiological data. Physical therapy for pain. Barco Saúde e Cidadania.
INTRODUÇÃO
A saúde pública na região Amazônica exige que governos, instituições e serviços voltados à assistência social incluam, de maneira efetiva, em seus planos federais e estaduais, estratégias que visem à superação das desigualdades regionais, conforme previsto no art. 3º da Constituição Federal de 1988. Contudo, tais diretrizes ainda não foram completamente implementadas e consolidadas, principalmente em virtude da vasta extensão territorial e da carência de infraestrutura, que limitam a oferta de serviços básicos às populações urbanas e, com maior gravidade, às comunidades ribeirinhas.
Nesse contexto, encontra-se o município de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, com uma área territorial de 34.091,146 km², sendo a maior entre todas as capitais brasileiras e superior à extensão dos estados de Alagoas e Sergipe, além de ultrapassar países como Bélgica e Israel. A população estimada, em julho de 2024, é de 514.873 habitantes, dos quais a maioria reside na zona urbana. Entretanto, uma parcela significativa da população vive em distritos e comunidades ribeirinhas, em áreas de difícil acesso, com deslocamentos que, por via fluvial principal meio de transporte, podem durar até 12 horas (IBGE, 2024).
As dificuldades logísticas enfrentadas para levar saúde até essas regiões exigem esforços conjuntos do poder público e da sociedade civil. Nesse cenário, iniciativas de instituições privadas de ensino superior, como Centro Universitário São Lucas AFYA – Porto Velho, têm se destacado por meio de ações extensionistas. Um exemplo é o projeto Barco Saúde e Cidadania, que visa proporcionar atendimento multidisciplinar às populações ribeirinhas da região Amazônica, levando serviços essenciais de saúde e cidadania até essas comunidades.
Entre as áreas contempladas pelo projeto, a Fisioterapia ocupa um papel essencial, não apenas no processo de reabilitação, mas também na prevenção de agravos funcionais e na educação em saúde. A atuação fisioterapêutica contribui para a melhora da qualidade de vida, diminuição de dores crônicas e promoção de autonomia funcional, principalmente em regiões onde o acesso a serviços de saúde especializados é escasso (Silva; Souza, 2022).
A atuação da fisioterapia é estratégica para a promoção da saúde, tanto no cuidado direto quanto na orientação preventiva à população. Diante disso e do fato que a dor era definida como uma sensação física e desconfortável experimentada em todo o corpo resultante de um estímulo de lesões nos tecidos, podendo ser aguda quando de curta duração e intensa ou crônica quando persiste um longo período, condição esta que exclui, por exemplo, a fibromialgia. Em 2018 a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) realizou um estudo com conceitos críticos e comentários de 14 profissionais da saúde com vasta experiência na ciência da dor, além do público, a fim de analisar se a definição atual deveria ser mantida ou alterada (Santana, et al, 2020).
Do ponto de vista epidemiológico, a dor lombar é uma das condições mais prevalentes no mundo, afetando até 80% da população em algum momento da vida e sendo responsável por um número crescente de incapacidades, sobretudo em comunidades com acesso limitado à atenção primária (Lima et al., 2021).
Nesse sentido, Leite e Gomes (2006) relatam que a dor, por ser uma sensação subjetiva, se torna difícil medir em cada indivíduo, assim como sua intensidade, sendo então um sintoma difícil de quantificar. Precisa então de uma boa avaliação da dor e deve ser bastante cuidadosa. Uma avaliação completa da dor, deve incluir aspectos fisiológicos, emocionais, culturais e ambientais. Existem propostas e meios de avaliar a dor, algumas características que avaliam apenas um aspecto da dor, que seria intensidade ou atividades diárias.
A partir disso o problema central deste estudo pode ser sintetizado na seguinte questão: quais são as características da dor encontradas nos pacientes atendidos e quais os principais procedimentos realizados pela fisioterapia na expedição Barco Saúde e Cidadania? Para responder a essa indagação, foram definidos os seguintes objetivos específicos: identificar as principais queixas de dor dos pacientes atendidos; avaliar o local e o nível de intensidade da dor em cada indivíduo; descrever as técnicas aplicadas, incluindo avaliação postural, liberação miofascial, mobilização articular, alongamento muscular, cinesioterapia, TENS e ventosaterapia.
A relevância desta pesquisa está em mapear o acesso aos serviços de saúde por populações ribeirinhas, historicamente prejudicadas pela falta de infraestrutura e pela distância dos centros de referência, e em demonstrar como a fisioterapia contribui de modo resolutivo à saúde funcional, não apenas reparando, mas prevenindo disfunções musculoesqueléticas. Rizzo et al. (2008) defendem que a fisioterapia ultrapassa a função reparadora ao atuar preventivamente para manter a funcionalidade, enquanto Junior (2010) destaca que o fisioterapeuta enriquece os cuidados em saúde ao incorporar orientação educativa e promoção do autocuidado.
A partir dessa fundamentação, propõem-se as seguintes hipóteses de trabalho: a dor lombar prevalece como principal queixa, acompanhada por múltiplas regiões acometidas; pacientes apresentarão níveis moderados a intensos de dor em mais de um local corporal. As orientações terapêuticas serão a conduta mais utilizada, seguidas de técnicas manuais e eletrofísicas.
Este trabalho está organizado em texto corrido, começando pela presente introdução, que reúne contextualização, problema, objetivos, hipóteses e justificativa; segue-se ao longo das descrições, dividas em MATERIAIS E MÉTODO será detalhada a abordagem descritiva e quantitativa, o delineamento da amostra de 66 prontuários, os critérios de inclusão e exclusão, o procedimento de análise de conteúdo segundo Bardin e a tabulação em Excel; no item RESULTADOS serão apresentados cinco gráficos distribuição por gênero, faixa etária, queixa principal, queixas múltiplas e perfil das condutas fisioterapêutica suas análises estatísticas; no item DISCUSSÃO serão comparados os achados com a literatura nacional e internacional, enfatizando implicações clínicas e epidemiológicas; e Considerações Finais, apontar-se-ão recomendações para a otimização de protocolos fisioterapêuticos em expedições de saúde e propostas de pesquisas futuras nesta população de difícil acesso.
MATERIAIS E MÉTODO
Este estudo de natureza descritiva e quantitativa foi realizado na comunidade ribeirinha de Calama, distrito localizado a cerca de 12 horas por via fluvial da capital Porto Velho/RO, durante a expedição Barco Saúde e Cidadania realizada no ano de 2023 e teve como objetivo identificar e analisar as principais queixas relacionadas a dores osteomioarticulares apresentadas por pacientes atendidos pelo serviço de fisioterapia, bem como descrever os procedimentos terapêuticos realizados.
A seleção da amostra foi feita por conveniência, incluindo 66 pacientes de ambos os sexos, com idades entre 18 e 60 anos, que relataram queixas musculoesqueléticas e que não estavam em tratamento fisioterapêutico no momento da coleta, sendo excluídos aqueles com histórico de Acidente Vascular Cerebral, acamados ou com limitações cognitivas que dificultassem o entendimento do processo avaliativo.
Todos foram previamente informados sobre objetivos, etapas, riscos e benefícios da pesquisa: o risco é mínimo, mas caso algum participante sentisse constrangimento ou desconforto durante a aplicação dos instrumentos, a sessão seria imediatamente interrompida, sem qualquer prejuízo ou ônus, e o paciente poderia desistir da pesquisa a qualquer momento. Como benefício, a pesquisa buscou não apenas mapear as principais queixas dolorosas, mas também amenizar o quadro álgico por meio das técnicas aplicadas e orientar os participantes para prevenir o agravo de futuras patologias.
Antes do trabalho de campo, realizou-se revisão bibliográfica em bases como SciELO, PubMed e LILACS, com descritores relacionados à fisioterapia em comunidades remotas, dor musculoesquelética e saúde pública, e os textos selecionados foram analisados segundo a metodologia de análise de conteúdo de Bardin, o que permitiu estruturar as categorias de avaliação clínica e embasar a escolha dos recursos terapêuticos.
Os dados clínicos foram obtidos exclusivamente a partir da análise de prontuários dos atendimentos fisioterapêuticos, onde se registraram localização da dor, intensidade referida, tempo de queixa, fatores agravantes e resposta imediata às intervenções, que incluíram cinesioterapia, liberação miofascial, eletroterapia e orientações gerais. Para a mensuração da dor, utilizou-se a Escala Visual Analógica, aplicada antes e após cada sessão, e o Inventário Breve de Dor em sua forma reduzida, através de diagrama corporal para identificação da zona de maior incômodo; todos esses instrumentos garantiram uma avaliação fidedigna da evolução clínica.
Após a coleta, os dados foram sistematizados em planilhas no Microsoft Excel, organizados por variáveis como faixa etária, sexo, tipo de dor, região acometida e técnicas fisioterapêuticas empregadas. Em seguida, procedeu-se à análise estatística descritiva, calculando frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas, bem como médias e desvio-padrão para as numéricas, com representação gráfica para facilitar a visualização dos padrões observados.
O desfecho primário consistiu em identificar as principais queixas dos pacientes, amenizar o quadro álgico e orientá-los para evitar o agravo de doenças, enquanto o desfecho secundário envolveu a educação de pacientes e familiares sobre a importância da fisioterapia na prevenção e manejo de disfunções musculoesqueléticas, além de contribuir para o avanço da pesquisa científica ao documentar, em comunidade ribeirinha, as queixas dolorosas mais frequentes e as condutas fisioterapêuticas eficazes. A interpretação dos resultados, à luz de Bardin (1977) e Creswell (2010), oferece subsídios para o planejamento de ações de fisioterapia mais adequadas a populações vulneráveis, reforçando o papel estratégico desse profissional na promoção do cuidado integral no Sistema Único de Saúde.
RESULTADOS
Foram analisadas ao todo 66 fichas de atendimentos fisioterapêuticos realizados durante o projeto Barco Saúde e Cidadania em 2023, referentes à população ribeirinha atendida no distrito de Calama. Todas as fichas disponíveis no período foram avaliadas, não havendo necessidade de exclusões por ausência de informações relevantes como idade ou mecanismo de lesão/diagnóstico. A amostra final, portanto, foi composta por 66 documentos válidos, os quais forneceram dados suficientes para a análise estatística descritiva.
Os resultados serão apresentados por meio de cinco gráficos que ilustram, de maneira clara, as principais variáveis levantadas a partir dos prontuários analisados. O primeiro gráfico traz o percentual de gênero, permitindo visualizar a distribuição entre pacientes do sexo masculino e feminino atendidos. Em seguida, o segundo gráfico apresenta a distribuição dos pacientes por faixa etária, facilitando a compreensão sobre o perfil etário predominante da amostra.
O terceiro gráfico refere-se às principais queixas relatadas pelos pacientes, com foco nos quadros álgicos de origem osteomioarticular, destacando as regiões corporais mais acometidas. O quarto gráfico apresenta a frequência de pacientes que relataram uma única queixa em comparação com aqueles que relataram múltiplas queixas, o que contribui para uma análise mais aprofundada da complexidade dos quadros clínicos encontrados. Por fim, o quinto gráfico mostra a distribuição das condutas fisioterapêuticas adotadas, como cinesioterapia, liberação miofascial, eletroterapia e orientações gerais.
Assim, o gráfico 1 apresenta a distribuição por gênero, observasse-se, portanto, prevalência igualitária entre mulheres e homens.
Gráfico 1 – Distribuição quanto ao gênero dos pacientes atendidos no Projeto Barco Saúde e Cidadania, 2023

Fonte:Elaborado pelos autores (2025)
A igualdade na distribuição de gênero evidencia um acesso equitativo ao atendimento fisioterapêutico durante a expedição. Esse dado é relevante, pois indica que a ação itinerante conseguiu alcançar ambos os públicos de forma equilibrada, o que nem sempre é observado em serviços regulares de saúde.
A partir disso, foi realizado uma análise por Faixa etária, demonstrada no gráfico 2 que demonstra predominância de pacientes jovens (18 a 25 anos) sendo um dado relevante. Pode indicar precocidade no aparecimento de dores musculoesqueléticas, possivelmente relacionadas a fatores como sedentarismo, má postura, trabalhos repetitivos ou práticas esportivas sem orientação adequada.
Gráfico 2 – Distribuição por faixa etária dos pacientes atendidos no Projeto Barco Saúde e Cidadania, 2023

Fonte:Elaborado pelos autores (2025)
Esse cenário da prevalência é coerente com as observações de Clementino (2024) que destaca o aumento de dores musculoesqueléticas em jovens adultos, frequentemente associado a hábitos de vida inadequados, como o sedentarismo, a permanência prolongada em posturas incorretas, o uso excessivo de tecnologias e a realização de atividades físicas sem orientação profissional. O autor ressalta que tais fatores podem gerar sobrecargas articulares e musculares, contribuindo para o aparecimento precoce de sintomas dolorosos e limitações funcionais, o que reforça a importância de ações preventivas e educativas voltadas a essa faixa etária.
O gráfico 3 demonstra dores lombares como a principal queixa, correspondendo a 41% dos pacientes.Outras queixas incluíram dor no ombro, cervicalgia, dores nos joelhos e pós-operatórios ortopédicos. Conforme demonstrado.
Gráfico 3 – Queixa principal dos pacientes atendidos no Projeto Barco Saúde e Cidadania, 2023

Fonte: Elaborado pelos autores (2025)
Esse dado está em consonância com a literatura, que aponta a lombalgia como uma das condições musculoesqueléticas mais comuns na população em geral, sendo uma das principais causas de afastamento do trabalho e redução da qualidade de vida. Segundo Silva et al. (2020), a dor lombar afeta indivíduos de diferentes faixas etárias e está frequentemente associada a fatores como postura inadequada, esforços repetitivos e estilo de vida sedentário, exigindo abordagens terapêuticas contínuas e multidisciplinares para controle e prevenção da recorrência. Essa prevalência reforça a necessidade de ações integradas de educação em saúde, com foco em orientações ergonômicas e prática regular de exercícios físicos supervisionados.
Em segundo lugar entre as queixas mais relatadas pelos pacientes atendidos estão as dores em membros superiores, com destaque para os ombros, dor no toráx, dores no braço, que no geral representaram 23% dos casos. Essas dores estão frequentemente relacionadas a sobrecarga funcional, movimentos repetitivos e posturas inadequadas no ambiente de trabalho ou em atividades cotidianas, sendo comuns entre trabalhadores informais e donas de casa.
Segundo estudo realizado por Pereira (2020), trabalhadores que mantêm os braços elevados acima dos ombros por períodos prolongados apresentam maior prevalência de distúrbios musculoesqueléticos nos ombros e pescoço, evidenciando a importância de intervenções ergonômicas e educativas para prevenir tais condições.
Já as queixas em membros inferiores, como dores em joelhos e pernas, corresponderam a 21% dos atendimentos, sendo atribuídas, muitas vezes, a sobrepeso, esforços excessivos e condições articulares degenerativas.
A partir disso, observa-se no gráfico 4, que 30% dos pacientes apresentaram mais de uma queixa clínica durante os atendimentos realizados, o que revela um quadro preocupante e desafiador para os profissionais envolvidos na expedição. Essa prevalência de múltiplas queixas pode estar associada a fatores como sobrecarga física, ausência de cuidados preventivos e acesso limitado a serviços contínuos de saúde.
Gráfico 4 Incidência na quantidade de queixasapresentadas pelos pacientes atendidos no Projeto Barco Saúde e Cidadania, 2023

Fonte: Elaborado pelos autores (2025)
Diante desse cenário, a atuação da fisioterapia torna-se essencial, não apenas para o alívio imediato da dor, mas também para a reabilitação funcional e a promoção da saúde a longo prazo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2021), a fisioterapia é um componente-chave da atenção primária à saúde, especialmente em contextos de vulnerabilidade, contribuindo significativamente para a melhora da qualidade de vida e para a redução da incapacidade.
De acordo com Ziegler (2024), o acompanhamento fisioterapêutico adequado diante de condições musculoesqueléticas múltiplas permite uma abordagem integral, respeitando a complexidade do paciente e possibilitando intervenções personalizadas que otimizam os resultados terapêuticos. Dessa forma, reforça-se a importância da fisioterapia como estratégia de enfrentamento eficaz frente a demandas variadas e recorrentes, como as observadas neste levantamento.
Gráfico 5 – Condutas fisioterapeuticas realizadas nos pacientes atendidos no projeto Barco Saúde e Cidadania, 2023.

Fonte:Elaborado pelos autores (2025)
Mediante isso, as principais técnicas utilizadas nos atendimentos foram, orientações gerais, como mostra o gráfico 5, aplicadas em 44% dos casos, demonstrando a diversidade e adaptação dos atendimentos ao contexto da expedição. E as demais massoterapia, eletroterapia e cinesioterapia. Desse modo, as condutas são fundamentais tanto no alívio imediato da dor quanto na promoção da funcionalidade.
DISCUSSÃO
Apesar da Constituição Federal de 1988 garanta o direito de acesso universal e igualitário de saúde a todos os brasileiros, existem evidências de que o acesso aos serviços de saúde vem sendo um desafio para a população usuária do Sistema Único de Saúde. (Guimarães et al.,2020).
Junior et al (2020), discorre que o conceito de saúde pode ser determinado por vários fatores, que são: biologia humana, ambiente, estilo de vida e o sistema de atenção a saúde, incluindo também hábitos saudáveis, como atividades físicas e alimentação balanceada. A garantia de acesso aos cuidados de saúde integra um dos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde), porém, ainda não é efetivado para parte de brasileiros, que se encontram em locais considerados vulneráveis. Um grande desafio para o Sistema Único de Saúde é alcançar populações mais prejudicadas, incluindo comunidades ribeirinhas, que residem nas margens de rios, e populações interiorizadas. (Junior et al, 2020).
Ao examinarem o processo de regionalização nos estados brasileiros, Albuquerque et al. (2011) identificaram que, em Rondônia, os fatores históricos e políticos não favoreciam essa dinâmica. Os principais objetivos da regionalização foram apontados como a estruturação de redes e fluxos, a expansão da capacidade instalada e a definição de regiões de saúde.
Quanto à forma de implementação em Rondônia, verificou-se uma institucionalidade de caráter intermediário, na qual a rede hospitalar e a atuação do setor privado exerceram papel determinante na delimitação das regiões, mas sem avanços significativos em planejamento ou regulação (Alburqueque et al., 2011). A governança adotada foi caracterizada como coordenada-conflitiva, uma vez que as instâncias regionais da Secretaria Estadual de Saúde são as únicas estruturas efetivamente regionalizadas, e os colegiados regionais de gestão ainda estão em fase de implantação (Alburquerque et al., 2011).
Contudo, considerando o dimensionamento do Brasil, Franco et al (2015) informa que é possível encontrar populações que não residem apenas em áreas urbanas e rurais, mas também a margem de rios, que são denominadas de comunidades ribeirinhas, onde são isolados do acesso a alguns meios de prevenção de doenças. E, com o fortalecimento da Atenção Primeira em Saúde (APS), caracteriza uma possibilidade de inclusão dessas pessoas, visando melhoria na qualidade de vida, sendo então, a porta de entrada da rede de serviços para atender as necessidades dessas comunidades buscando o equilíbrio das relações de saúde. (Brasil, 2016).
Neste sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a saúde não se define somente na ausência de doenças, mas de um estado completo de bem estar do ser humano como um indivíduo biopsicossocial.
Além disso, informam que qualidade de vida está associada de maneira indissociável sobre a percepção do indivíduo com relação a sua posição na vida, no contexto da cultura e valores em que vivem (Chaves et al, 2020).
Para Camelo, Giatti e Barreto(2016), a qualidade de vida é uma construção subjetiva e multidimensional, compreendendo a percepção da realidade e a satisfação dos domínios da vida que os indivíduos valorizam, e está relacionada ao nível de personalidade, expectativa e cultura de cada ser humano.
Em 2008 a fisioterapia foi inserida no contexto da APS a partir da criação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Remodelado em 2017, passou a se chamar Núcleo Ampliado à Saúde da Família e Atenção Básica (NASFAB). Criado com o objetivo de incorporar a APS e formado por profissionais de diversas áreas da saúde atuando de forma compartilhada às equipes de Saúde da Família, visando ampliar as ações e cuidados a saúde.
Segundo Maia et al (2015), os fisioterapeutas têm uma formação generalista, que os habilita a atuar no atendimento de diversas áreas da saúde e nível de atenção, sendo habilitados a intervir na prevenção de doenças, tratamentos, na educação e promoção de saúde.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) ordena que a APS considere o direito social, apoio equivalente, atuação da comunidade, plenitude da assistência, participação dos poderes e da equipe multidisciplinar e progressão da saúde. A nível Brasil, o Ministério da Saúde é o órgão responsável pelo planejamento da Estratégia Saúde da Família (ESF), executor das diretrizes do modelo de atenção em saúde e acesso à APS. (BIM et al, 2020).
Sendo então, para Rizzo et al (2008) de extrema importância a atuação do fisioterapeuta no contexto de saúde pública, inclusive sob uma ótica de prática voltada para promoção e prevenção de saúde.
Diante do cenário de comunidades ribeirinhas, Bôas e Oliveira (2016) relatam que devido às condições adversas, afirmam que por situações de iniquidades refletem na ausência de serviços de saúde em diferentes níveis de complexidade, além das questões socioeconômicas que atingem a saúde e a qualidade de vida das pessoas, acrescentando o isolamento geográfico e a falta de profissionais que atuam nessas localidades.
A partir desse contexto, a presente investigação teve como propósito avaliar e descrever o local e o nível de dor dos pacientes atendidos pela fisioterapia na expedição Barco Saúde e Cidadania, além de caracterizar os principais procedimentos adotados, oferecendo subsídios para o planejamento de ações extensionistas em saúde na região ribeirinha de Calama.
Estudos desse porte auxiliam gestores e profissionais a formular protocolos específicos e a organizar recursos, de modo a tornar o serviço mais resolutivo frente aos perfis epidemiológicos identificados (Silva et al., 2020). Além disso, a geração de dados fidedignos sobre as queixas e condutas favorece a conscientização dos usuários quanto à importância da adesão ao tratamento fisioterapêutico e ao autocuidado, essencial em localidades com acesso restrito a serviços de saúde.
No que tange ao perfil demográfico, verificou-se distribuição equilibrada entre os sexos, o que difere de investigações em outros contextos que apontam predominância feminina ou masculina, conforme aspectos regionais e metodológicos (Silva et al., 2020). A análise etária revelou maior frequência de jovens embora os resultados de faixa etária não sejam o foco principal do Barco Saúde, esse achado sinaliza a necessidade de intervenções preventivas precoces. Do ponto de vista epidemiológico, a lombalgia destacou-se como a queixa principal (35,41%), corroborando dados nacionais que indicam ser essa uma das disfunções musculoesqueléticas mais prevalentes na população geral, com impacto significativo em termos de incapacidade e custos ao sistema de saúde (Pereira, 2020).
As dores em membros superiores ocuparam o segundo lugar em frequência, reforçando a relevância de condições associadas a sobrecargas ocupacionais e posturais inadequadas, cuja prevenção demanda programas de ergonomia e educação em movimento (Pereira, 2020). Em terceiro lugar, as queixas em membros inferiores evidenciaram a influência de fatores como sobrepeso e esforços repetitivos na rotina desses pacientes, o que dialoga com achados de Kurosawa (2025), que assinala alta prevalência de dores em joelhos e pernas em populações vulneráveis.
Quanto às condutas fisioterapêuticas, a predominância de orientações gerais, seguida por cinesioterapia, liberação miofascial e eletroterapia, reflete a flexibilidade necessária em ambientes itinerantes, onde a variedade de quadros clínicos exige protocolos adaptáveis e interdisciplinaridade. Tais intervenções mostraram-se eficazes na redução imediata da dor, conforme relato dos paciente atendidos e alinham-se às recomendações de práticas baseadas em evidências para o manejo de lombalgia e dores osteomioarticulares (Silva et al., 2020).
Entende-se, portanto, que as discussões dos autores são pertinentes e o resultado deste estudo têm relevância direta para a saúde pública, pois fornecem um panorama epidemiológico específico de uma população de difícil acesso, permitindo a formulação de políticas e programas que integrem ações preventivas e reabilitadoras.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nos resultados obtidos, verifica-se que a pesquisa cumpriu integralmente seus objetivos ao identificar e caracterizar as principais queixas musculoesqueléticas dos pacientes atendidos pela expedição Barco Saúde e Cidadania, bem como ao descrever as intervenções fisioterapêuticas aplicadas durante o atendimento. A dor lombar destacou-se como a queixa mais prevalente, afetando uma parcela significativa dos pacientes, o que reforça a relevância desse problema de saúde pública, especialmente em populações jovens e com múltiplas regiões do corpo acometidas por desconfortos musculoesqueléticos. Esses achados apontam para a complexidade das demandas clínicas apresentadas e para a necessidade de abordagens integradas que considerem as especificidades individuais de cada paciente.
As estratégias adotadas pelos profissionais, com ênfase nas orientações em saúde, técnicas manuais e eletrofísicas, evidenciam um modelo de cuidado que vai além do tratamento pontual, priorizando a educação em saúde e o empoderamento do paciente para o autocuidado. Essa abordagem é particularmente eficaz em contextos itinerantes e com acesso restrito a serviços especializados, onde o acompanhamento contínuo é limitado. A promoção da autonomia do paciente por meio de orientações claras e individualizadas contribui para a adesão ao tratamento e para a prevenção de novos episódios dolorosos e agravos futuros, configurando-se como um aspecto central para a sustentabilidade das ações terapêuticas.
Além disso, os dados reforçam a necessidade de se intensificarem ações preventivas dentro da atenção primária itinerante, já que o alcance desses serviços em regiões remotas representa uma oportunidade única para a identificação precoce de problemas musculoesqueléticos e para a implementação de intervenções que minimizem o impacto dessas condições na vida dos usuários. A fisioterapia, nesse contexto, assume papel estratégico, oferecendo não apenas cuidados curativos, mas também promovendo a saúde e prevenindo complicações por meio de práticas baseadas em evidências e adaptadas à realidade local.
Diante do perfil clínico observado, a atuação do fisioterapeuta mostra-se fundamental para a resolução efetiva das queixas musculoesqueléticas mais comuns, contribuindo diretamente para a melhoria da funcionalidade, redução da dor e promoção do bem-estar dos pacientes atendidos. Esse trabalho evidencia, portanto, a importância da fisioterapia como componente indispensável da atenção primária em saúde, sobretudo em serviços móveis e comunitários que buscam ampliar o acesso e a integralidade do cuidado.
Por fim, reforça-se a necessidade de continuidade e ampliação de pesquisas que aprofundem o conhecimento sobre as características clínicas e sociais das populações atendidas em programas semelhantes, assim como o fortalecimento das políticas públicas que incentivem a interiorização dos serviços de saúde. É imprescindível investir na formação e capacitação contínua dos profissionais que atuam em contextos diversificados, assegurando um atendimento humanizado, resolutivo e alinhado com as demandas locais. Essa perspectiva contribuirá para a construção de um sistema de saúde mais equitativo, eficiente e capaz de responder às necessidades de todos os segmentos da população.
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1Acadêmica do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário São Lucas AFYA – Porto Velho. E-mail: denisemariana1@gmail.com
2Acadêmico do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário São Lucas AFYA – Porto Velho E-mail: denisbatista985@gmail.com
3Mestre em Saúde Pública – FIOCRUZ- RJ.Coordenadora do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário São Lucas AFYA – Porto Velho. E-mail: vitangela.figueiredo@saolucas.edu.br
