REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509171106
Marcela Lacerda Macuxi
Resumo
O presente estudo teve como objetivo analisar as consequências psicológicas sofridas por profissionais vítimas de assédio sexual no ambiente de trabalho. Justifica-se pela alta incidência de assédio sexual no ambiente de trabalho no Brasil, onde uma em cada cinco pessoas já relatou ter sofrido esse tipo de violência, e pela necessidade de se aprofundar no tema para conscientizar sobre a prevenção e o tratamento adequado. O estudo se baseou em uma pesquisa bibliográfica básica com abordagem qualitativa e método dedutivo. Os resultados esperados e discutidos indicam que o assédio sexual causa danos psicológicos significativos, como depressão, ansiedade, estresse aumentado e síndrome do pânico, que afetam diretamente a saúde e a produtividade dos profissionais. O trabalho busca reforçar a importância da denúncia e do acompanhamento psicológico como forma de garantir a saúde e o bem-estar das vítimas.
Palavras-chave: Assédio Sexual. Ambiente de Trabalho. Vítimas de Assédio.
Abstract
This study aimed to analyze the psychological consequences suffered by professionals who are victims of sexual harassment in the workplace. This is justified by the high incidence of sexual harassment in the workplace in Brazil, where one in five people have reported experiencing this type of violence, and the need to delve deeper into the topic to raise awareness about prevention and appropriate treatment. The study was based on basic bibliographic research with a qualitative approach and deductive method. The expected and discussed results indicate that sexual harassment causes significant psychological harm, such as depression, anxiety, increased stress, and panic disorder, which directly affect the health and productivity of professionals. The study seeks to reinforce the importance of reporting and psychological counseling as a way to ensure the health and well-being of victims.
Keywords: Sexual Harassment. Workplace. Victims of Harassment.
Introdução
O Tribunal Superior do Trabalho – (TST), em uma pesquisa realizada no ano de 2020 apontou que no Brasil de 1 a cada 5 profissional revela já ter sofrido assédio sexual no ambiente de trabalho, sendo 42% das brasileiras com mais de 16 anos de idade já revelaram ter sido vítima desse tipo de violência, mas em muitos casos as vítimas são silenciadas pelo medo de denunciar os abusos (PEDUZZI, 2023).
Saber identificar o abuso sexual no ambiente de trabalho é de suma importância, pois de acordo com o TST esse tipo de violência pode ocorrer por chantagem que ocorre quando há a exigência de uma conduta sexual em troca de benefícios ou intimidação quando o objetivo é constranger, humilhar ou hostilizar uma pessoa no ambiente de trabalho (PEDUZZI, 2023).
Segundo os relatos das vítimas, as condutas são as mais diversas como, por exemplo, elogios intimidadores, proximidades corporais desnecessárias etc., e segundo a Min. Cristina Peduzzi o assédio sexual no ambiente de trabalho é tipificado como crime no Código Penal Brasileiro e pode ser caracterizado por diversos tipos de ameaça como demissão ou prejudicar alguma promoção de cargo, pois são ameaças praticadas pelo superior hierárquico, enquanto que os abusos praticados por colega de trabalho é tratado na lei por analogia para que seja feita a devida punição do agressor (PEDUZZI, 2023).
Os relatos das vítimas na pesquisa são de sentimento de culpa pelo assédio ter ocorrido e abalo psicológico. Segundo a psicóloga Alessandra da Costa as consequências psicológicas do assédio sexual podem ser as mais diversas como, por exemplo, a baixa da produtividade, faltas no trabalho, depressão, ansiedade, estresse aumentado, síndrome do pânico no ambiente corporativo etc., que prejudicam a saúde do profissional assediado (PEDUZZI, 2023).
Diante desse contexto o presente estudo visa responder a seguinte pergunta: quais as consequências psicológicas do profissional vítima de assédio sexual no trabalho? Para responder tal questão se propõe analisar as consequências psicológicas sofridas pelo profissional decorrente do assédio sexual no ambiente de trabalho; descrever o que é o assédio sexual no trabalho; conhecer as consequências causadas nas vítimas do assédio sexual no trabalho e identificar quais abordagens psicológicas são recomendados para o paciente assediado no ambiente de trabalho.
Atualmente o assédio sexual é um tema relevante de debate no ambiente de trabalho, principalmente quando se trata de assédio praticado contra as mulheres. Na cidade de Boa Vista esse tipo de comportamento não é incomum, ocorrendo com certa frequência, mas apenas alguns casos são denunciados. Tem importância por promover mais conhecimento científico e qualificação na formação profissional e tema de extrema relevância social, a fim de orientar mulheres a denunciar esse tipo de conduta, além de buscar tratamentos psicológicos que podem contribuir na qualidade de vida no ambiente de trabalho.
Foi realizada uma pesquisa do tipo bibliográfica básica, uma vez que não teve por finalidade a resolução imediata de um problema. A vantagem em adotar esta modalidade de pesquisa consiste na possibilidade de uma maior cobertura espacial do fenômeno a ser investigado (GIL, 2008). Preliminarmente, para compor o Referencial Teórico foi realizada uma ampla pesquisa em títulos de referência na Biblioteca da Faculdade Cathedral e Universidade Federal de Roraima acerca do tema “Assédio sexual no ambiente de trabalho: direitos, prevenção e consequências psicológicas”. As palavras-chave desta pesquisa: Assédio Sexual. Gênero Feminino. Ambiente Laboral, serviram como critério de inclusão. As demais foram descartadas da seleção do estudo.
O método de coleta de dados foi o de levantamento direto no acervo das bibliotecas e sites acima especificados. A natureza da pesquisa é qualitativa. O método de abordagem utilizado foi o dedutivo, pois a proposta do estudo concerne melhor clarear o fenômeno de forma a partir do geral para o específico (LAKATOS; MARCONI, 2003). Os métodos de procedimentos adotados para o tratamento dos dados coletados foram pesquisa e revisão bibliográfica com tabulação de dados estatísticos nacionais.
Violência contra a mulher: breve histórico
Tentar compreender a violência contra a mulher não significa simplesmente questionar os motivos do fato ter acontecido, a violência contra a mulher vai muito além de desaforos, agressões físicas, verbais e psicológicas, pois o que realmente importa analisar é a questão social que viabiliza esse tipo de comportamento humano inaceitável. Para tanto, a partir desse momento discorre-se um breve contexto histórico do feminismo no Brasil e no mundo.
No ano de 1484, século XV, dois alemães que eram inquisidores da Ordem dos Dominicanos foram responsáveis por promover a caça às mulheres com a publicação dos primeiros manuais de caça às bruxas, pois os mesmos “associavam a transgressão sexual da mulher à transgressão da fé que também era considerada política e, assim, as mulheres eram punidas por serem vistas como indutoras ao pecado” (Borin, 2007, p. 22).
Um resumo desse manual é apresentado por Muraro (1993) apud Borin (2007, p. 22-23):
1) o demônio, com a permissão de Deus, procurou fazer o máximo de mal aos homens a fim de se apropriar do maior número possível de almas;
2) o domínio do demônio vem através do controle e da manipulação dos atos sexuais. Pela sexualidade, o demônio pode apropriar-se do corpo e da alma dos homens. Foi pela sexualidade que o primeiro homem pecou e, portanto, a sexualidade é o ponto mais vulnerável de todos os homens;
3) como as mulheres estavam essencialmente ligadas à sexualidade, elas se tornaram os agentes por excelência do demônio (as feiticeiras). Essas mulheres tinham mais convivência com o demônio porque Eva nasceu de uma costela torta de Adão;
4) Houve uma falha na formação da primeira mulher, por ter sido criada a partir de uma costela recurva, ou seja, uma costela do peito, cuja curvatura é, por assim dizer, contrária à retidão do homem. Em virtude dessa falha, a mulher era animal imperfeito.
5) a primeira e maior característica, aquela que dava todo poder às feiticeiras, era copular com o demônio. Satã era, portanto, o senhor do prazer;
6) uma vez obtida a intimidade com o demônio, as feiticeiras eram capazes de desencadear todos os males, especialmente a importância masculina, a impossibilidade de se livrar de paixões desordenadas, abortos, oferendas de crianças a Satanás, estrago das colheitas, doenças dos animais, entre outras;
7) esses aspectos eram mais hediondos do que os próprios pecados de Lúcifer quando da rebelião dos anjos e dos primeiros pais por ocasião da queda, porque agora as bruxas pecavam com Deus e o Redentor (Cristo) e, portanto, esse crime era imperdoável e por isso só podia ser resgatado com a tortura e a morte (Borin, 2007, p. 22-23).
Segundo Borin (2007) esse período ficou marcado pelas violências de mulheres vivas por meio de torturas e cremações que tinham como consequência a morte, assim ficou conhecida como uma época da Inquisição sangrenta onde mulheres intensamente perseguidas e violentadas com crueldade.
O princípio da análise acerca da ascensão do feminismo, teve origem com marcantes períodos históricos como, por exemplo, o Iluminismo ocorrido no século XVII e a Revolução Liberal no século XVIII, pois foram movimentos que formaram pensamentos com a premissa de que “todos os seres humanos nascem livres e iguais, consequentemente com iguais direitos e deveres” (Marabezzi, 2010, p. 19).
Nesse contexto Borin (2007, p. 21) menciona a influência dessas revoluções e movimentos para o feminismo explicando que,
A partir do século XII, as épocas da Idade Média, do Renascimento e da Revolução Industrial trouxeram profundas modificações referentes ao papel desempenhado pela mulher, desde perseguições e extermínios à figura feminina até a sua inclusão no mercado de trabalho, ocupando lugares, antes, estritamente masculinos (Borin, 2007, p. 21).
No contexto desses períodos históricos supracitados, os direitos de igualdade e liberdade entre homens e mulheres não era selado, e na busca por equilíbrio de direitos entre esses dois gêneros o movimento iluminista promoveu a dialética de tradições liberais que de acordo com Marabezzi (2010, p. 19) “era gritante e disseminado pelos meios sociais como algo comum, de aceitação tácita e passiva por todos, uma vez que a mulher é declarada com o ser não dotado de razão humana tendo sua atuação delimitada ao espaço privado”.
Borin (2007, p. 19) descreve a subordinação da mulher em relação ao homem da seguinte forma,
Foram impostos à mulher, ao longo da história, modelos que conservavam intacta sua subordinação ao homem e estereótipos como sensível, delicada, amorosa, altruísta, que culminavam em deveres maternos levando-a a um confinamento doméstico, isto é, sua participação como membro da sociedade ficou restrita à esfera privada (Borin, 2007, p. 19).
Os principais filósofos do iluminismo, Locke (1632-1704) e Rouseau (1712-1778), que se manifestaram em relação ao direito de igualdade entre homens e mulheres, caracterizavam estes com diferentes personalidades como homens fortes e mulheres frágeis e estas tinham que ser educadas com o dever de desempenharem o papel de mãe, dona de casa, cuidadora dos filhos e do marido, pois a liberdade e igualdade defendida por esses filósofos deveriam ser atribuída literalmente aos homens, e não aos homens no sentido de gênero humano. Em síntese, no período iluminista a sociedade política lutava por igualdade, enquanto que a sociedade conjugal-familiar deveria ser mantida na tradição absolutista e patriarcal, reafirmando a submissão da mulher ao marido (Marabezzi, 2010, p. 20, grifo nosso).
Claramente, a autora supracitada explica a influência desse pensamento machista que deu origem à ascensão feminina por igualdade entre homens e mulheres na sociedade.
Sem dúvida de que este foi o período histórico em que se pode perceber com maior clareza e nitidez a inferioridade a qual a mulher estava submetida, Rousseau ao mesmo tempo em que se levanta como o defensor mais radical da igualdade política e econômica, também se torna o teórico mais destacado da construção do “feminino”, ao designar para as mulheres uma tarefa natural, a de esposa e mãe; e, um espaço natural adequado, o espaço doméstico (MARABEZZI, 2010, p. 20).
A partir desse contexto, surgem as primeiras movimentações femininas em busca de seus direitos, em consequência das ideias de liberdade, igualdade e fraternidade promovidas pela Revolução Francesa que proporcionou a luta em desfavor da divisão público e privado, que segundo Marabezzi (2010, p. 20) era a reação contra as “contradições filosóficas que romperam a visão mítica que sacralizava as desigualdades sociais e a autoridade da tradição que absolutizava costume e teoria”, o que ascendeu a feminilidade e derrubou a desigualdade entre homem e mulher que era mantida como uma relação de hierarquia.
No século XIX, com a Revolução Industrial, nasceu o Movimento Feminista que influenciou na estrutura de vida que as mulheres levavam até então, pois foi reivindicado melhores condições de vida e trabalho, participação política, igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas esses direitos somente passaram a valer em meados do século XX com a exigência de salários dignos e acesso aos cursos superiores além de grandes mudanças ocorridas após a Segunda Guerra Mundial (BORIN, 2007, p. 24). ¬¬Segundo Azevedo (1985) apud Borin (2007, p. 24) no século XX, com a Revolução Industrial, ficou marcado por mulheres queimadas vivas,
(…) 150 operárias americanas foram queimadas vivas no interior de uma fábrica em Nova York, trancadas por seus patrões, por estarem fazendo manifestações de greve, no dia 8 de março de 1908. Esse dia ficou consagrado como o Dia Internacional da Mulher que é comemorado até os dias atuais (AZEVEDO, 1985 apud Borin, 2007, p. 24).
No século XXI, intensas modificações aconteceram e concretizaram direitos femininos que foram reclamados durante anos, o que também promoveu a promulgação de leis que tem por objetivo inibir a violência contra a mulher.
No contexto de violência contra a mulher, o sexo feminino sofre diversos tipos de violência que afetam seu equilíbrio psicológico podendo até mesmo causar transtornos preocupantes como, por exemplo, depressão.
Nesses casos é de suma importância planejar e executar intervenções que tenham por objetivo prevenir esse tipo de violência, assim como tratar mulheres que tiveram esse tipo de experiência, ou seja, é importante que políticas públicas sejam realizadas na intenção de promover intervenções terapêuticas por meio de técnicas de tratamento psicológico que ajudem mulheres vítimas de violência a superar o trauma vivido (Habigzang, Petersen, Maciel, 2019).
Do assédio sexual no trabalho
O assédio moral não deve ser confundido com o assédio sexual. O assédio com conotações sexuais pode manifestar-se como um tipo de ultraje moral mais amplo. O assédio sexual é definido como a vergonha de uma pessoa através de palavras, gestos ou ações com o objetivo de obter vantagem ou favor sexual, aproveitando-se o assediador da sua condição de superior hierárquico ou da linhagem associada ao exercício de um cargo, emprego ou função. . . Os atos de perseguição e assédio têm, portanto, uma finalidade sexual. O assédio sexual pode ocorrer mesmo que ocorra apenas uma vez e a pessoa assediada não forneça favores sexuais (Lourosa, 2018).
Não configura assédio moral o exercício de ações administrativas sem fins discriminatórios, tais como: Como atribuir tarefas a subordinados, transferir o servidor ou funcionário para outro cargo ou estação de trabalho, alterar o horário de trabalho ou demitir gestores, funções, etc. É importante destacar que o tom que dá essas ações administrativas e as distingue dos atos de assédio é que estão vinculadas aos interesses da administração ou da empresa e que são adequadas. Conflitos esporádicos com colegas ou superiores, a realização de atividades psicologicamente estressantes e desgastantes, bem como críticas construtivas ou avaliações de trabalho por parte de colegas ou superiores, desde que não sejam expressas em público e não constranjam o colaborador, não constituam assédio moral ou situações até mesmo humilhantes (Lourosa, 2018).
A violência sexual é uma prática perversa que afeta homens e mulheres de todas as idades, classes sociais, raças e orientações sexuais, especialmente raparigas e mulheres. Essa violência ocorre, entre outras coisas, no assédio sexual no ambiente de trabalho, que atinge principalmente as mulheres e se caracteriza como forma de exercer controle e poder sobre elas nas relações de trabalho. Este é um crime previsto na legislação brasileira e uma violação dos direitos humanos. O assédio sexual viola a dignidade humana e outros direitos fundamentais de funcionários públicos, empregados e estagiários. Viola os direitos dos trabalhadores à segurança no emprego e à igualdade de oportunidades e também prejudica a sua saúde. É alimentado pelo secretismo que esconde a verdadeira extensão do problema (Ministério Público, 2018).
O assédio sexual é legalmente definido como o ato de “constranger alguém com o objetivo de obter vantagem ou favoritismo sexual, em que o ator não tem controle sobre sua condição de superior hierárquico ou linhagem associada ao desempenho da relação de trabalho”. cargo ou função tem prioridade”. (Código Penal, artigo 216-A). Em outras palavras, é o comportamento sexual reprovado que é visto como desagradável, ofensivo e impertinente. A lei pune a coerção destinada a forçar alguém a prestar favores sexuais. Esta proteção estende-se a todas as relações em que haja hierarquia e descendência: relações laborais, relações educativas, relações médicas, etc. (Conselho Nacional do Ministério Público, 2017).
Os exemplos mais comuns de assédio sexual no local de trabalho são: avanços explícitos ou velados de natureza sexual; Gestos ou palavras, escritas ou faladas, de natureza sexual; promessa de tratamento diferenciado; extorsão para manter ou promover emprego; ameaças veladas ou explícitas de retaliação, como perder o emprego; perturbação, insulto; conversas indesejadas sobre sexo; contar piadas ou usar linguagem de natureza sexual; contato físico indesejado; solicitar favores sexuais; convites atrevidos; pressão para participar de “reuniões” e passeios; Exibicionismo; Criando um ambiente pornográfico (Conselho Nacional do Ministério Público, 2017).
O assédio sexual pode ocorrer entre homens contra mulheres, mulheres contra homens, homens contra homens e mulheres contra mulheres. No entanto, a investigação mostra que o assédio das mulheres, especialmente das mulheres negras, por parte dos homens é muito mais comum. Outro grupo particularmente vulnerável é a população LGBTI+ (Conselho Nacional do Ministério Público, 2017).
As formas de assédio podem ocorrer vertical ou horizontalmente. Na forma vertical, ocorre quando um homem ou mulher em posição hierárquica superior se aproveita de sua posição de chefe para constranger alguém por meio de intimidação, pressão ou outras interferências, com o objetivo de obter favorecimento sexual. Esta forma clássica de assédio é classificada como crime e está descrita no Código Penal (Ministério Público do Trabalho, 2018).
O assédio horizontal ocorre quando não há distinção hierárquica entre a pessoa que assedia e a pessoa que é assediada, como é o caso da vergonha de um colega de trabalho. Esta forma não constitui “crime de assédio” previsto no Código Penal Brasileiro, embora o comportamento também possa ser punível em outros tipos de crimes (Ministério Público do Trabalho, 2018).
O assédio sexual no trabalho é uma conduta de natureza sexual, expressa fisicamente, através de palavras, gestos ou outros meios, que é sugerida ou imposta às mulheres contra a sua vontade, causa vergonha e viola a sua liberdade sexual. Arte. 216-A do Código Penal define o assédio sexual da seguinte forma: “Constranger alguém com a intenção de obter vantagem ou favor sexual, valendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou da sua ascendência relacionada com o exercício do vínculo laboral” ou função “ e pune o assediador com pena de prisão de 1 a 2 anos (Conselho Nacional do Ministério Público, 2017).
A intenção do perseguidor pode ser expressa de várias maneiras. No local de trabalho, devem ser evitadas atitudes como piadas depreciativas sobre a sexualidade e/ou escolhas sexuais dos outros, fotos de mulheres nuas, piadas tipicamente sexistas ou comentários constrangedores sobre o sexo oposto (Ministério Público do Trabalho, 2018).
As causas que surgem para a pessoa assediada no trabalho são: privação de autonomia; integridade física e psicológica prejudicada resultante da desestabilização emocional através de assédio, sentimentos de vergonha, autoisolamento e introjeção de culpa através do questionamento do próprio comportamento; redução significativa da autoestima; produtividade reduzida; Atestado médico; para; Aumento de doenças profissionais, absentismo e acidentes de trabalho; deterioração permanente da saúde física e mental devido à pressão psicológica sofrida (Ministério Público do Trabalho, 2018).
O assédio sexual no ambiente de trabalho é considerado infração grave e pode ensejar demissão por justa causa e instauração de processo administrativo e as correspondentes consequências, conforme Consolidação das Leis do Trabalho (Lei nº 8.112, de 1990). O invasor também pode ser punido por comportamento de assédio na esfera administrativa. No direito penal, a pena por assédio pode ser de até dois anos de prisão (Ministério do Trabalho, 2018).
A prática do assédio sexual degrada o ambiente de trabalho, que deve, acima de tudo, garantir o respeito pela dignidade humana. Construir esse ambiente de trabalho saudável é responsabilidade de cada indivíduo. Os gestores são particularmente responsáveis por monitorar o ambiente de trabalho e prevenir situações constrangedoras para as pessoas que nele trabalham (Ministério do Trabalho, 2018).
Consequências e tratamentos
No contexto da violência contra a mulher, as mulheres sofrem diversos tipos de violência que podem afetar seu equilíbrio psicológico e até causar transtornos preocupantes como a depressão, que é um dos primeiros transtornos a aparecer em mulheres vítimas de violência. A violência, gatilho para outras síndromes, bem como a necessidade absoluta de tratamento psicológico.
Nestes casos, é de extrema importância planejar e implementar intervenções que visem prevenir esse tipo de violência, bem como tratar as mulheres que passaram por tais experiências, ou seja, intencionalmente. Promover intervenções terapêuticas através de técnicas de tratamento psicológico que ajudem as mulheres vítimas de violência a superar o trauma vivido (Habigzang, Petersen, Maciel, 2019).
Portanto, é importante destacar que é fundamental que haja coerência entre as ações dos trabalhadores da saúde e as diretrizes públicas para o desenvolvimento da rede de proteção, bem como de acordo com a legislação vigente que garante os direitos das mulheres (Habigzang , Petersen, Maciel, 2019).
Entre os tipos de intervenção possíveis, a psicoterapia contribui para a melhoria do estado de saúde das mulheres vítimas de violência e da sua qualidade de vida, o que se enquadra perfeitamente no atendimento psicológico de forma específica e eficaz, ou seja, H. para mulheres vítimas de violência. Eles devem ser essenciais ter acesso à terapia cognitivo-comportamental, uma vez que este tipo de psicoterapia é eficaz na redução dos sintomas e distúrbios que surgem nestes casos (Habigzang, Petersen, Maciel, 2019).
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma ciência que estuda o comportamento humano e se baseia no behaviorismo radical de Skiner, com o objetivo de avaliar e especificar a influência dos comportamentos que se relacionam entre si no ambiente, bem como os fenômenos para compreender o clínicos com a intenção de desenvolver intervenções de forma eficaz (Nascimento, 2016).
Portanto, a intenção da TCC em psicoterapia é identificar comportamentos que ajudem a explorar comportamentos favoráveis que se adaptem ao ambiente em que o paciente está envolvido e contribuam para o processo de aprendizagem do paciente. Portanto, na terapia cognitivo-comportamental, o tratamento é baseado em uma análise funcional que descreve as características do paciente antes e depois da ocorrência da violência, ou seja, H. variáveis comportamentais antecedentes e subsequentes (Nascimento, 2016).
Alguns modelos de terapia comportamental são apresentados na literatura: terapia comportamental racional-emotiva de Ellis e Greiger (1977) e Ellis e Dryden (1997); psicoterapia analítica funcional de Kohlenberg e Tsai (1991); Terapia de Aceitação e Compromisso por Hayes, Strosahl e Wilson (1999); Terapia de Contingência de Reforço de Guilhardi (2004) e incluindo terapia cognitiva (Nascimento, 2016).
A terapia cognitiva foi desenvolvida na década de 1960 por Aaron Beck e caracteriza-se como uma psicoterapia de participação ativa entre terapeuta e cliente, semiestruturada e especialmente psicoeducacional, de curta duração, focada e voltada para a resolução de problemas atuais (Nascimento, 2016).
Na teoria cognitiva, existem três níveis de cognição: pensamentos automáticos, crenças subjetivas (crenças intermediárias) e crenças centrais (crenças centrais). Portanto, nesta teoria cognitiva, as emoções e os pensamentos são influenciados pela percepção adquirida do acontecimento, do fato, do acontecimento, ou seja, 2016).
A TCC na prática clínica é baseada em uma série de teorias bem desenvolvidas que são utilizadas para desenvolver planos de tratamento e orientar as ações do psicoterapeuta. Isto inclui o desenvolvimento e aplicação de técnicas estratégicas que promovam mudanças comportamentais e cognitivas (Nascimento, 2016). Portanto, a estratégia escolhida é determinada com base na previsão do comportamento esperado, ou seja, isto é, na forma de suas ações e comportamentos e como isso pode afetar os padrões de emoções e pensamentos (Nascimento, 2016).
Como pode ser observado, o principal objetivo da terapia cognitivo-comportamental é tratar os aspectos psicológicos dos pacientes que apresentam disfunções em suas cognições, reestruturar essas cognições, alterar seus excessos e/ou déficits de comportamento, crenças e valores, e aprender. o paciente é apoiado em sua forma de pensar, sentir e agir, ele também é ensinado a reconhecer e lidar com situações que levam ao conflito e suas habilidades de resolução de problemas são treinadas (Nascimento, 2016).
Segundo Gomes (2012), mulheres que sofrem violência, principalmente psicológica, tendem a desenvolver transtorno de estresse pós-traumático. Os sintomas psicológicos podem ser identificados como choque, negação, retraimento, confusão, dormência e medo, mas os sintomas que mais se destacam são depressão, desesperança, baixa autoestima e negação. Outros sintomas também podem ser observados em mulheres vítimas de agressão: sentimentos de inadequação, ansiedade, irritabilidade, perda de memória, abuso de álcool e drogas.
Além desses sintomas, Gomes (2012) observa que as mulheres vítimas de violência também apresentam pensamentos intrusivos, como sonhos e revivência dos ataques que sofreram, bem como sintomas de evitação, ou seja, H. eles evitam lembrar de certas situações. Além desses sintomas, também é observada hiperexcitabilidade autonômica, como: B. Alterações no sono, acessos de raiva, dificuldade de concentração, hipervigilância e tendência a ficar fácil e excessivamente ansioso.
Segundo Gomes (2012), o tratamento desses pacientes que sofreram violência e transtorno de estresse pós-traumático deve ser por meio de farmacoterapia e psicoterapia, principalmente terapia cognitivo-comportamental. Neste tratamento, as etapas que precisam ser desenvolvidas e aplicadas no tratamento cognitivo-comportamental são a psicoeducação, as técnicas de exposição, a reestruturação cognitiva e o treinamento de autoeducação (Gomes, 2012).
Na fase de psicoeducação, a tarefa do terapeuta é educar e familiarizar a paciente, mulher vítima de violência com transtorno de estresse pós-traumático, sobre seus problemas e esclarecer-lhe as implicações e consequências do diagnóstico feito no momento do início do tratamento. Terapia em uma sessão que abrange todas as informações sobre o transtorno e tratamento. Pretende-se, portanto, fazer com que a paciente participe ativamente no tratamento e sensibilizá-la para o modelo de tratamento a que será submetida (Gomes, 2012).
A técnica de exposição desenvolvida por Meyer na década de 1960 consiste em expor o paciente a estímulos que ele teme, ou seja, situações que desencadeiam medo e que o paciente gostaria de evitar. Esta etapa é realizada repetida, abrupta e gradualmente in vivo ou na imaginação durante um período de tempo suficientemente longo para desencadear os estímulos temidos e promover adicionalmente processos de habituação e extinção no paciente (Gomes, 2012).
Semelhante à técnica de exposição, existe a técnica de inundação, na qual o paciente é exposto direta e continuamente ao estímulo de seu medo, seja ele vivo ou imaginário, até que o medo seja superado. Outra exposição que também pode ser utilizada no tratamento cognitivo de pacientes com estresse pós-traumático é aquela realizada por meio de imagens e de forma sistemática, repetida e prolongada, envolvendo memórias traumáticas que causam sofrimento ao paciente.
O objetivo é aliviar o sofrimento e os sintomas recorrentes e aumentar a consciência do paciente de que as memórias e emoções traumáticas não são perigosas. O procedimento é realizado por escrito ou gravado, narrando o evento traumático (Gomes, 2012). Na fase de reestruturação cognitiva, o objetivo é restaurar os pensamentos distorcidos do paciente causados pelo trauma sofrido. Neste contexto, o terapeuta capta os pensamentos automáticos distorcidos do paciente e os medos associados. Quando são registrados pensamentos distorcidos, o paciente é orientado a analisar e avaliar esses pensamentos para reduzir a ansiedade que eles geram (Gomes, 2012).
Segundo Gomes (2012, p. 5), “o interrogatório dos pensamentos automáticos distorcidos é realizado através da técnica do questionamento socrático, questionando provas que, entre outras coisas, confirmem ou não as hipóteses negativas da vítima”. tem disfuncionalidade negativa ao identificar, questionar e modificar pensamentos decorrentes do TEPT, ele consegue reconhecer a conexão entre pensamentos e sintomas e reduzir a influência negativa dos pensamentos sobre suas emoções e promover controle e autocontrole. -Confiar.
A técnica de autoinstrução nada mais é do que substituir cognições desadaptativas por cognições adaptativas por meio de autoafirmações que o paciente aprende a usar ao sentir ansiedade. O treinamento de autoinstrução ocorre nas fases de preparação, enfrentamento, enfrentamento e reforço, ou seja, o paciente identifica o problema e avalia as consequências, quebra as metas em etapas administráveis, imagina o medo de forma administrável e temporária e, por fim, orienta isso por meio de autoinstrução. Orientações, afirmações positivas após todo o processo (Gomes, 2012).
A fase de respiração controlada é o processo em que o paciente pratica respiração diafragmática profunda todos os dias com frequência de 4 segundos, inspirando e expirando, colocando a mão no tórax e abdômen, e adicionalmente expandindo o abdômen com o menor movimento possível do mão. no peito até que um ciclo respiratório constante seja alcançado.
Segundo Fontes e Diniz (2017), a violência psicológica contra a mulher ainda é subestimada, destacando-se a violência física e sexual nestes casos e ignorando as consequências que surgem nestes casos para as vítimas da violência, especialmente os traumas. Fontes e Diniz (2017) acrescentam ainda que a violência psicológica contra a mulher no ambiente de trabalho é recorrente e causa sofrimento psíquico significativo à vítima, além de diversos transtornos psicopatológicos como prejuízo na autoestima, qualidade de vida e até transtornos psiquiátricos, agravados por diversas comorbidades.
As mulheres vítimas de violência apresentam principalmente perturbações como a depressão e o stress pós-traumático, mas também perturbações de ansiedade como a síndrome do pânico e a ansiedade generalizada, prevalência de insónia, dependência de antidepressivos, ansiolíticos e benzodiazepínicos, etc. Tendências suicidas. Pensamentos (Fontes; Diniz, 2017).
Considerações Finais
A pesquisa demonstrou que o assédio sexual não é apenas uma violação de direitos humanos e uma conduta criminosa, mas também uma forma perversa de violência que acarreta danos profundos e duradouros à saúde mental das vítimas. A alta incidência de casos no Brasil evidencia que este é um problema estrutural que exige ações imediatas e eficazes por parte da sociedade, das empresas e do poder público.
A análise do referencial teórico permitiu compreender o assédio sexual como um fenômeno enraizado em uma histórica subordinação de gênero, que remonta à Idade Média e se perpetuou em movimentos como o Iluminismo, que, embora defendessem a igualdade, a restringiam aos homens. Essa herança patriarcal ainda se manifesta na subestimação da violência psicológica e nas dificuldades que as vítimas, principalmente mulheres, enfrentam para denunciar os agressores e buscar ajuda.
A pesquisa ressaltou que, além das ameaças físicas e verbais, o assédio se manifesta em condutas sutis, como elogios intimidadores e proximidades indesejadas, que minam a dignidade e a autoestima da vítima de forma contínua. Observou-se que as consequências do assédio sexual vão muito além do ambiente profissional, gerando uma série de transtornos psicopatológicos, sintomas como depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, síndrome do pânico, baixa autoestima e até tendências suicidas.
A pesquisa destaca a necessidade de intervenções terapêuticas para tratar esses traumas, e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) se mostrou uma abordagem eficaz, capaz de ajudar as vítimas a reestruturar pensamentos disfuncionais e a desenvolver estratégias de enfrentamento. O tratamento, que inclui psicoeducação, técnicas de exposição e reestruturação cognitiva, demonstra a importância do apoio psicológico especializado para a recuperação do bem-estar e da qualidade de vida.
Conclui-se que o combate ao assédio sexual requer uma abordagem multifacetada. É fundamental que as políticas públicas e as ações corporativas foquem não apenas na punição dos agressores, mas também na criação de ambientes de trabalho seguros e na garantia de acesso facilitado a serviços de saúde mental. A conscientização, a educação e o apoio psicológico são ferramentas indispensáveis para que as vítimas possam superar o trauma e retomar suas vidas profissionais e pessoais com dignidade e respeito. A luta contra o assédio sexual é uma luta pela saúde coletiva e pela promoção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Referências
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