ASPECTOS PSICOLÓGICOS E PSIQUIÁTRICOS DA FIBROMIALGIA: UMA REVISÃO NARRATIVA 

PSYCHOLOGICAL AND PSYCHIATRIC ASPECTS OF FIBROMYALGIA: A REVIEW NARRATIVE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202602251410


Lara Fiorino1
Pedro Paulo Coutinho Toribio2


RESUMO

A fibromialgia é uma síndrome clínica crônica de sensibilização central, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono e prejuízos cognitivos, afetando entre 2% e 4% da população mundial. Esta revisão narrativa destaca que a condição possui uma forte interface com aspectos psicológicos e psiquiátricos, apresentando taxas de transtornos mentais significativamente superiores às da população geral. Estima-se que entre 50% e 80% dos pacientes apresentem ao menos uma comorbidade psiquiátrica ao longo da vida, sendo a depressão (30% a 60%) e os transtornos de ansiedade os mais prevalentes. Essas patologias não são apenas reações secundárias à dor, mas compartilham mecanismos neurobiológicos, como alterações nos sistemas serotoninérgico e noradrenérgico e na regulação do estresse. Fatores como a catastrofização da dor, hipervigilância corporal e históricos de traumas precoces atuam na manutenção e no agravamento dos sintomas, criando um ciclo de sofrimento que compromete severamente a qualidade de vida e a funcionalidade ocupacional. O estudo conclui que abordagens terapêuticas focadas exclusivamente no componente somático são limitadas. É fundamental a implementação de um modelo biopsicossocial que integre a avaliação sistemática da saúde mental e intervenções combinadas, como a terapia cognitivo-comportamental e o uso criterioso de psicofármacos, para garantir um manejo clínico eficaz e individualizado.

Palavras-chave: Fibromialgia; Dor Crônica; Transtornos Psiquiátricos; Depressão; Ansiedade; Sensibilização Central; Saúde Mental.

1. INTRODUÇÃO

    A fibromialgia é uma síndrome clínica crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga persistente, distúrbios do sono e sintomas cognitivos, sem evidência de lesão estrutural que explique plenamente o quadro doloroso. Atualmente, é reconhecida como uma condição de sensibilização central, envolvendo alterações no processamento da dor no sistema nervoso central (WOLFE et al., 2016; CLAUW, 2014).

    Estima-se que a prevalência da fibromialgia varie entre 2% e 4% da população mundial, sendo significativamente mais frequente em mulheres, especialmente entre a quarta e a sexta décadas de vida (HEYMANN et al., 2017). No Brasil, estudos epidemiológicos apontam prevalência semelhante à observada em países desenvolvidos, reforçando seu impacto como problema de saúde pública (MARQUES et al., 2017).

    Embora historicamente abordada sob uma perspectiva predominantemente reumatológica, evidências contemporâneas demonstram que a fibromialgia apresenta forte interface com aspectos psicológicos e psiquiátricos. Sintomas como ansiedade, depressão, alterações do humor, catastrofização da dor e prejuízos cognitivos são altamente prevalentes nesses pacientes (HÄUSER; FITZCHARLES, 2018).

    Transtornos psiquiátricos, especialmente transtornos depressivos e transtornos de ansiedade, ocorrem em taxas significativamente mais elevadas em indivíduos com fibromialgia quando comparados à população geral, sugerindo uma relação bidirecional entre dor crônica e sofrimento psíquico (ARNOLD et al., 2016; HÄUSER et al., 2015).

    Do ponto de vista psicopatológico, estudos indicam que a fibromialgia está associada a alterações nos sistemas neurobiológicos relacionados ao estresse, incluindo disfunções do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, além de alterações nos sistemas serotoninérgico e noradrenérgico, mecanismos também implicados em transtornos do humor (CLAUW, 2014; SLUKA; CLARK, 2018).

    Adicionalmente, fatores emocionais como experiências traumáticas precoces, estresse crônico, adversidades psicossociais e estilos de enfrentamento disfuncionais têm sido associados tanto ao surgimento quanto à perpetuação dos sintomas da fibromialgia (HÄUSER; SARZI-PUTTINI; FITZCHARLES, 2011).

    O impacto da fibromialgia sobre a qualidade de vida é expressivo, com prejuízos significativos no funcionamento ocupacional, social e interpessoal, frequentemente acompanhados de estigmatização e invalidação do sofrimento do paciente, o que pode agravar sintomas depressivos e ansiosos (ARNOLD et al., 2016). Apesar do crescente reconhecimento da dimensão psicológica da fibromialgia, ainda há lacunas na integração entre os modelos biomédico e psicopatológico, o que dificulta abordagens terapêuticas verdadeiramente integradas e individualizadas (HÄUSER; FITZCHARLES, 2018).

    Diante desse cenário, a pergunta de pesquisa que orienta este estudo é: quais são os principais aspectos psicopatológicos e psiquiátricos associados à fibromialgia e de que forma esses fatores influenciam a manifestação clínica e o manejo terapêutico da síndrome? A hipótese do presente estudo é que a fibromialgia apresenta forte associação com transtornos psiquiátricos e alterações emocionais, as quais não apenas coexistem com a dor crônica, mas participam ativamente de sua manutenção e agravamento, impactando negativamente o prognóstico quando não adequadamente reconhecidas e tratadas

    2. MÉTODO

      O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo-analítico, delineamento amplamente utilizado em pesquisas na área da saúde mental e da medicina psicossomática quando o objetivo é integrar criticamente evidências provenientes de estudos heterogêneos, com diferentes delineamentos metodológicos e focos conceituais diversos (ROTHER, 2007; GRANT; BOOTH, 2009).

      A escolha por uma revisão narrativa justifica-se pela complexidade da fibromialgia enquanto síndrome multifatorial, cuja compreensão demanda a articulação entre aspectos neurobiológicos, psicológicos, psiquiátricos e sociais, não sendo plenamente capturada por abordagens exclusivamente quantitativas.

      A busca bibliográfica foi conduzida de forma sistematizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, PsycINFO, Scopus, Web of Science e SciELO, selecionadas por sua abrangência e relevância nas áreas de reumatologia, psiquiatria, psicologia clínica e dor crônica.

      O período de publicação considerado compreendeu estudos publicados entre janeiro de 2010 e dezembro de 2025, com o objetivo de contemplar evidências alinhadas aos critérios diagnósticos mais recentes da fibromialgia propostos pelo American College of Rheumatology (WOLFE et al., 2016) e às abordagens contemporâneas da psicopatologia associada à dor crônica (CLAUW, 2014; HÄUSER; FITZCHARLES, 2018).

      Foram utilizados descritores controlados do Medical Subject Headings (MeSH) e dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados a termos livres, por meio dos operadores booleanos AND e OR. A estratégia de busca incluiu os termos “Fibromyalgia”, “Chronic Pain”, “Psychiatric Disorders”, “Depression”, “Anxiety”, “Psychological Factors”, “Emotional Distress” e “Central Sensitization”, conforme estratégias previamente empregadas em revisões narrativas e sistemáticas sobre fibromialgia e saúde mental (ARNOLD et al., 2016; HÄUSER et al., 2015).

      Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e meta-análises que abordassem adultos diagnosticados com fibromialgia segundo critérios do American College of Rheumatology e que investigassem aspectos psicológicos, psiquiátricos, emocionais ou psicossociais associados à síndrome. Estudos que explorassem prevalência de transtornos mentais, mecanismos psicopatológicos, impacto emocional da dor crônica ou implicações terapêuticas integradas foram considerados elegíveis. Foram excluídos relatos de caso isolados, estudos com amostras exclusivamente pediátricas, pesquisas com modelos animais e publicações cujo foco fosse estritamente farmacológico ou fisiopatológico, sem interface com a saúde mental (HÄUSER; SARZI-PUTTINI; FITZCHARLES, 2011).

      A seleção dos estudos ocorreu em múltiplas etapas. Inicialmente, realizou-se a leitura dos títulos e resumos para exclusão de duplicatas e de estudos claramente irrelevantes. Em seguida, os textos completos dos artigos potencialmente elegíveis foram avaliados quanto à adequação aos critérios de inclusão e à relevância temática.

      A extração dos dados foi realizada de forma sistemática, contemplando informações sobre delineamento metodológico, características da amostra, instrumentos diagnósticos utilizados para fibromialgia e transtornos psiquiátricos, principais achados psicológicos e psiquiátricos e implicações clínicas descritas (GRANT; BOOTH, 2009).

      A análise dos dados seguiu uma abordagem qualitativa temática, permitindo a identificação de padrões recorrentes e a organização dos achados em eixos analíticos, tais como: (1) prevalência de transtornos psiquiátricos; (2) desregulação emocional e mecanismos psicopatológicos; (3) impacto funcional e qualidade de vida; e (4) implicações terapêuticas. Essa estratégia possibilitou uma síntese integrada das evidências disponíveis, respeitando a complexidade clínica da fibromialgia.

      3. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

        A análise da literatura revelou que a fibromialgia apresenta forte associação com sofrimento psíquico e transtornos psiquiátricos, configurando-se como uma das condições clínicas com maior sobreposição entre dor crônica e psicopatologia. Estudos observacionais e revisões sistemáticas demonstraram que entre 50% e 80% dos pacientes com fibromialgia apresentam ao menos um transtorno psiquiátrico ao longo da vida, percentual significativamente superior ao observado na população geral (HÄUSER et al., 2015; ARNOLD et al., 2016).

        Os transtornos depressivos foram os mais frequentemente identificados, com prevalências que variaram entre 30% e 60%, dependendo do método diagnóstico e da gravidade da amostra avaliada. A presença de sintomas depressivos mostrou associação consistente com maior intensidade da dor, pior qualidade do sono, maior fadiga e maior incapacidade funcional, sugerindo uma relação bidirecional entre humor deprimido e amplificação da dor (CLAUW, 2014; HÄUSER; FITZCHARLES, 2018).

        Transtornos de ansiedade também foram altamente prevalentes, especialmente transtorno de ansiedade generalizada e transtornos relacionados ao estresse. Esses quadros foram associados a maior hipervigilância corporal, catastrofização da dor e menor eficácia das estratégias de enfrentamento, contribuindo para a manutenção do ciclo dor–sofrimento emocional (ARNOLD et al., 2016).

        Além dos transtornos do humor e da ansiedade, estudos apontaram elevada frequência de sintomas cognitivos, frequentemente descritos como “fibrofog”, caracterizados por prejuízos de atenção, memória e velocidade de processamento. Esses sintomas mostraram associação tanto com a intensidade da dor quanto com a presença de depressão e ansiedade, sugerindo mecanismos centrais compartilhados (SLUKA; CLARK, 2018).

        Os resultados também evidenciaram que fatores psicossociais, como histórico de trauma, estresse crônico e adversidades precoces, são mais comuns em pacientes com fibromialgia e se associam a maior gravidade clínica e pior prognóstico funcional (HÄUSER; SARZI-PUTTINI; FITZCHARLES, 2011).

        Tais fatores mostraram correlação com maior sensibilidade à dor e maior risco de comorbidades psiquiátricas. No que se refere ao impacto funcional, os estudos analisados demonstraram prejuízos significativos na qualidade de vida, com limitações no desempenho ocupacional, redução da participação social e maior taxa de afastamento do trabalho, frequentemente mediadas por sintomas depressivos e ansiosos (HEYMANN et al., 2017; MARQUES et al., 2017).

        4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

          Os achados desta revisão narrativa evidenciam de forma consistente que a fibromialgia está associada a uma elevada carga de sofrimento psicológico e a uma prevalência significativamente aumentada de transtornos psiquiátricos, especialmente depressão e transtornos de ansiedade, corroborando a literatura internacional recente (HÄUSER et al., 2015; CLAUW, 2014).

          Esses resultados reforçam a compreensão da fibromialgia como uma condição complexa, que ultrapassa o modelo puramente somático e demanda uma abordagem integrativa e multidimensional. A elevada prevalência de transtornos depressivos observada nos estudos analisados, frequentemente superior a 50%, sugere que a depressão não deve ser interpretada apenas como uma reação psicológica secundária à dor crônica, mas possivelmente como parte intrínseca da fisiopatologia da fibromialgia (BASSI et al., 2021; GALVEZ-SÁNCHEZ; REYES DEL PASO, 2020).

          Evidências neurobiológicas indicam que alterações nos sistemas serotoninérgico e noradrenérgico, envolvidos tanto na modulação do humor quanto na percepção da dor, podem explicar parcialmente essa associação (CLAUW, 2014). Da mesma forma, os transtornos de ansiedade apresentaram prevalências substancialmente elevadas nos pacientes com fibromialgia, sendo frequentemente associados a maior intensidade da dor, distúrbios do sono e pior funcionalidade (MARTÍNEZ et al., 2020).

          A ansiedade parece exercer papel central na amplificação da experiência dolorosa, favorecendo estados de hipervigilância corporal e catastrofização da dor, fatores amplamente descritos como moduladores negativos da dor crônica (GALVEZ-SÁNCHEZ; REYES DEL PASO, 2020). Outro aspecto relevante discutido nos estudos revisados refere-se à coexistência de múltiplos transtornos psiquiátricos em um mesmo indivíduo, incluindo transtorno de estresse pós-traumático e transtornos de personalidade, o que sugere a presença de trajetórias de vulnerabilidade psicológica prévia em parte dessa população (HÄUSER et al., 2015).

          Experiências adversas precoces, eventos traumáticos e estresse crônico ao longo da vida têm sido apontados como fatores de risco tanto para o desenvolvimento da fibromialgia quanto para transtornos mentais, fortalecendo a hipótese de mecanismos etiológicos compartilhados. Os resultados também indicam que a presença de comorbidades psiquiátricas está associada a pior qualidade de vida, maior incapacidade funcional e maior utilização dos serviços de saúde, o que impõe desafios adicionais ao manejo clínico da fibromialgia (BASSI et al., 2021).

          Pacientes com sintomas depressivos e ansiosos tendem a apresentar menor adesão terapêutica, resposta menos favorável ao tratamento farmacológico da dor e maior cronicidade dos sintomas, perpetuando um ciclo de sofrimento psicofísico. A literatura analisada sustenta ainda que a fibromialgia pode ser compreendida como uma condição de sensibilização central, na qual fatores emocionais e psiquiátricos exercem papel fundamental na modulação da dor e na manutenção dos sintomas (CLAUW, 2014).

          Nesse contexto, os transtornos mentais não apenas coexistem com a fibromialgia, mas interagem ativamente com seus mecanismos neurobiológicos, influenciando a percepção da dor, o processamento cognitivo e as respostas emocionais. Do ponto de vista clínico, os achados desta revisão reforçam a necessidade de avaliação sistemática da saúde mental em pacientes com fibromialgia, incluindo rastreamento para depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos, desde o diagnóstico inicial.

          Abordagens terapêuticas centradas exclusivamente no controle da dor mostram-se limitadas, sendo fundamental a integração de intervenções psicoterapêuticas e psiquiátricas baseadas em evidências, como terapia cognitivo-comportamental e uso criterioso de psicofármacos (HÄUSER et al., 2015).

          Embora esta revisão tenha reunido evidências robustas, algumas limitações devem ser consideradas, como a heterogeneidade metodológica dos estudos incluídos e a variabilidade dos instrumentos diagnósticos utilizados. Ainda assim, a convergência dos achados reforça a importância de uma abordagem biopsicossocial no cuidado aos pacientes com fibromialgia, destacando a saúde mental como componente central no entendimento e no manejo dessa síndrome.

          Concluindo, a fibromialgia configura-se como uma condição clínica complexa, na qual a dor crônica se entrelaça de maneira profunda com aspectos psicológicos e psiquiátricos. As evidências analisadas nesta revisão demonstram de forma consistente que pacientes com fibromialgia apresentam prevalência significativamente elevada de transtornos psiquiátricos, especialmente depressão e transtornos de ansiedade, os quais estão associados a maior intensidade da dor, pior funcionalidade e redução expressiva da qualidade de vida.

          Os achados reforçam que essas comorbidades não devem ser interpretadas apenas como reações emocionais secundárias à dor persistente, mas como componentes centrais da própria fisiopatologia da síndrome, possivelmente sustentados por mecanismos neurobiológicos compartilhados, como a sensibilização central e alterações nos sistemas de neurotransmissão envolvidos na regulação do humor e da dor.

          Dessa forma, a dissociação entre sintomas físicos e psíquicos revela-se inadequada para a compreensão integral da fibromialgia. Do ponto de vista clínico, os resultados evidenciam a necessidade de uma abordagem terapêutica integrada, que inclua avaliação sistemática da saúde mental e intervenções psicológicas e psiquiátricas baseadas em evidências, associadas ao manejo da dor.

          A incorporação do modelo biopsicossocial no cuidado desses pacientes mostra-se fundamental para a redução do sofrimento global, melhoria da funcionalidade e promoção de melhores desfechos clínicos. Assim, compreender e tratar a dimensão psíquica da fibromialgia não constitui um aspecto acessório, mas um elemento essencial para o cuidado efetivo dessa população.

          REFERÊNCIAS

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          1Discente do Curso Superior de Medicina da UNESC Campus colatina

          2Docente do Curso Superior de Psicologia da Multivix Campus Vitória. Mestre em Psicologia Social (PPGPS/UERJ).