REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202503301508
Camila Queibre Baltazar de Souza1,
Ana Beatriz Dutel Hilário2,
João Victor Santos Gomes3,
Samara Lima de Oliveira Brum de Souza4
RESUMO
Esta revisão integrativa analisou a literatura científica mundial dos últimos 10 anos para fornecer uma visão abrangente das bases farmacológicas, microbiológicas e clínicas da terapia antibiótica aplicada às infecções mais prevalentes na prática médica no Brasil. As infecções do trato respiratório, urinário e de pele e tecidos moles foram identificadas como as mais comuns através de dados epidemiológicos nacionais. A metodologia envolveu uma busca sistemática nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando termos chave relacionados à terapia antibiótica, resistência antimicrobiana e infecções prevalentes no Brasil. Foram selecionadas as 10 principais literaturas de referência que abordavam os três domínios de interesse. Os resultados revelaram as principais abordagens terapêuticas recomendadas para cada tipo de infecção, destacando a crescente preocupação com a resistência antimicrobiana e a importância de considerar os padrões locais de resistência na escolha do antibiótico empírico. Para a pneumonia adquirida na comunidade, amoxicilina, doxiciclina e macrolídeos são frequentemente recomendados em pacientes ambulatoriais, enquanto combinações de betalactâmicos ou fluoroquinolonas respiratórias são usadas em casos mais graves. Nas infecções urinárias não complicadas, nitrofurantoína, SMX-TMP e fosfomicina são as opções de primeira linha. O tratamento de infecções de pele e tecidos moles varia de acordo com a gravidade e o agente etiológico suspeito, com atenção especial para o Staphylococcus aureus resistente à meticilina. A discussão enfatiza a necessidade de otimizar a duração da terapia antibiótica e implementar programas de uso racional de antibióticos no Brasil. Conclui-se que, apesar da vasta literatura, são necessários mais estudos específicos para o contexto brasileiro, incluindo dados epidemiológicos detalhados e ensaios clínicos em populações locais, para enfrentar o desafio da resistência antimicrobiana e aprimorar a prática clínica.
Palavras-chave: “Antibioticoterapia”. “Microbiologia”. “Infecções”.
1 INTRODUÇÃO
A terapia antibiótica representa um pilar fundamental da prática médica contemporânea, exercendo um papel crucial no tratamento de infecções bacterianas e na redução significativa da morbidade e mortalidade a elas associadas. Desde a descoberta da penicilina, o desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos revolucionou a saúde pública, permitindo o tratamento eficaz de doenças que antes eram frequentemente fatais. Contudo, a crescente ameaça da resistência antimicrobiana (RAM) emerge como um desafio global que coloca em risco os avanços terapêuticos alcançados. A ineficácia dos antibióticos convencionais frente a bactérias resistentes tem implicações diretas no tratamento de infecções prevalentes, prolongando a duração das doenças, aumentando os custos de saúde e elevando as taxas de mortalidade.
No contexto brasileiro, a diversidade de agentes etiológicos e a complexidade do cenário epidemiológico demandam uma compreensão aprofundada das infecções mais comuns e das estratégias terapêuticas adequadas. As infecções do trato respiratório, urinário e de pele e tecidos moles figuram entre as mais frequentes na prática clínica, impactando significativamente a saúde da população. A identificação precisa dessas infecções e o conhecimento das bases farmacológicas, microbiológicas e clínicas dos antibióticos utilizados para seu tratamento são essenciais para otimizar a terapêutica e mitigar o desenvolvimento e a disseminação da resistência antimicrobiana.
Diante desse cenário, a presente revisão integrativa se justifica pela necessidade de sintetizar o conhecimento científico atual sobre a terapia antibiótica aplicada às infecções mais prevalentes no Brasil. A disponibilidade de dados epidemiológicos nacionais, como os Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde e as informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), permite identificar as infecções de maior impacto na saúde da população. A análise da literatura de referência mundial, que aborda as bases farmacológicas (mecanismos de ação, farmacocinética, farmacodinâmica), microbiológicas (espectro de ação, mecanismos de resistência) e clínicas (indicações, esquemas terapêuticos, resultados de estudos) dos antibióticos, é crucial para fornecer um panorama abrangente e atualizado do tema. A integração dessas diferentes perspectivas é fundamental para aprimorar a prática clínica, promover o uso racional de antibióticos e enfrentar o desafio da resistência antimicrobiana no Brasil.
O objetivo geral desta revisão integrativa é analisar criticamente a literatura de referência mundial publicada nos últimos 10 anos para fornecer uma visão abrangente e atualizada das bases farmacológicas, microbiológicas e clínicas relacionadas à terapia antibiótica aplicada às infecções mais prevalentes na prática médica no Brasil. Os objetivos específicos incluem: identificar as infecções bacterianas mais prevalentes no Brasil nos últimos anos, analisar as bases farmacológicas e microbiológicas dos principais antibióticos utilizados no tratamento dessas infecções, discutir os aspectos clínicos da terapia antibiótica para as infecções prevalentes, e sintetizar as informações para fornecer recomendações e insights para a prática médica no Brasil, considerando o contexto da resistência antimicrobiana.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
A eficácia da terapia antibiótica repousa sobre sólidas bases farmacológicas e microbiológicas, que se interconectam para determinar o sucesso ou a falha no tratamento das infecções bacterianas.
No âmbito farmacológico, os antibióticos exercem sua ação terapêutica através de diversos mecanismos que visam inibir o crescimento ou destruir as células bacterianas, sem causar danos significativos ao hospedeiro. As principais classes de antibióticos atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana (como os betalactâmicos, incluindo penicilinas e cefalosporinas), interferindo na síntese proteica (como macrolídeos, aminoglicosídeos e tetraciclinas), inibindo a replicação e transcrição do DNA bacteriano (como as quinolonas) ou através de outras vias metabólicas essenciais para a sobrevivência bacteriana. Por exemplo, a azitromicina, um macrolídeo frequentemente utilizado no tratamento de infecções respiratórias, possui um amplo espectro de ação e vantagens farmacocinéticas que a tornam uma opção terapêutica relevante. Seu mecanismo de ação envolve a ligação à subunidade 50S do ribossomo bacteriano, inibindo a síntese proteica.
A farmacocinética e a farmacodinâmica dos antibióticos são igualmente cruciais para otimizar o tratamento. A farmacocinética descreve o caminho do fármaco no organismo, desde a absorção até a eliminação, enquanto a farmacodinâmica examina a relação entre a concentração do fármaco e o efeito farmacológico. Parâmetros como a biodisponibilidade, o volume de distribuição, a meia-vida e a eliminação influenciam a escolha da dose, a frequência de administração e a via de administração do antibiótico. A farmacodinâmica, por sua vez, considera a concentração inibitória mínima (CIM), a concentração bactericida mínima (CBM) e o efeito pós-antibiótico, que são importantes para determinar a eficácia do antibiótico contra um patógeno específico. A tendência atual na terapia antibiótica é a utilização de cursos mais curtos de tratamento, o que pode melhorar a adesão do paciente e reduzir o risco de desenvolvimento de resistência antimicrobiana, desde que os parâmetros farmacocinéticos e farmacodinâmicos do antibiótico permitam a erradicação eficaz da infecção em um período mais curto. Em populações especiais, como idosos e pacientes com disfunção renal ou hepática, as características farmacocinéticas e farmacodinâmicas dos antibióticos podem sofrer alterações, exigindo ajustes de dose e considerações especiais na escolha do agente antimicrobiano.
Do ponto de vista microbiológico, a terapia antibiótica visa erradicar ou controlar o crescimento dos patógenos bacterianos responsáveis pela infecção. O espectro de ação de um antibiótico define a variedade de espécies bacterianas que são suscetíveis à sua atividade. Antibióticos de espectro estreito são eficazes contra um número limitado de espécies bacterianas, enquanto antibióticos de amplo espectro atuam contra uma gama maior de bactérias, incluindo Gram-positivas e Gram-negativas. A escolha de um antibiótico com o espectro de ação apropriado para o patógeno identificado ou suspeito é fundamental para o sucesso do tratamento. Por exemplo, em infecções do trato urinário, as bactérias Gram-negativas da família Enterobacteriaceae são frequentemente os agentes etiológicos, e a escolha do antibiótico deve levar em consideração sua atividade contra esses microrganismos.
Um dos maiores desafios na terapia antibiótica é o desenvolvimento de resistência bacteriana. As bactérias possuem diversos mecanismos para resistir à ação dos antibióticos, incluindo a produção de enzimas que inativam o fármaco, a alteração dos sítios de ligação do antibiótico, o aumento da expressão de bombas de efluxo que removem o antibiótico da célula e a modificação das vias metabólicas alvo do antibiótico. Organismos como a Pseudomonas aeruginosa e o complexo Acinetobacter são notórios por sua capacidade de desenvolver resistência a múltiplos antibióticos, tornando o tratamento de infecções causadas por esses patógenos particularmente difícil. A disseminação da resistência antimicrobiana é um processo complexo impulsionado pelo uso excessivo e inadequado de antibióticos, tanto na medicina humana quanto na veterinária, pela pressão seletiva que os antibióticos exercem sobre as populações bacterianas, permitindo a sobrevivência e a proliferação de cepas resistentes, e pela transferência de genes de resistência entre diferentes espécies bacterianas. A resistência antimicrobiana representa uma ameaça crescente à saúde pública, limitando as opções terapêuticas disponíveis e comprometendo a eficácia dos tratamentos para infecções comuns.
3 METODOLOGIA
Este estudo foi conduzido como uma revisão integrativa da literatura, um método que permite a síntese de resultados de diferentes tipos de estudo para fornecer uma compreensão abrangente de um fenômeno complexo. A escolha desta metodologia se justifica pela necessidade de integrar as bases farmacológicas, microbiológicas e clínicas da terapia antibiótica no contexto das infecções prevalentes no Brasil.
A estratégia de busca envolveu a consulta de bases de dados científicas globais, como PubMed, Scopus e Web of Science, reconhecidas pela sua ampla cobertura na área da saúde e ciências biomédicas. Os termos de busca utilizados foram combinações de palavras-chave relevantes para os três domínios de interesse, incluindo “antibiotic therapy”, “antimicrobial therapy”, “pharmacology”, “pharmacokinetics”, “pharmacodynamics”, “microbiology”, “bacterial resistance”, “spectrum of action”, “clinical”, “treatment”, “guidelines”, “most common infections”, “prevalent infections”, e o termo “Brazil”. Foram utilizados operadores booleanos (AND, OR) para refinar a busca e filtros para restringir os resultados a artigos publicados nos últimos 10 anos (2014-2024).
Os critérios de inclusão definidos para a seleção dos estudos foram: ser um artigo de revisão, meta-análise ou diretriz clínica publicado em periódico científico indexado; abordar pelo menos dois dos três domínios de interesse (farmacologia, microbiologia e clínica); ter relevância para as infecções bacterianas prevalentes na prática médica; estar escrito em inglês, português ou espanhol; estar disponível na íntegra; ter sido publicado entre 2014 e 2024; e ser considerado uma literatura de referência mundial sobre o tema, avaliado pelo número de citações, relevância para a prática clínica e abrangência dos aspectos abordados. Os critérios de exclusão incluíram: estudos primários que não fossem revisões ou meta-análises; artigos focados exclusivamente em infecções fúngicas, virais ou parasitárias; artigos que abordassem apenas um aspecto isolado da terapia antibiótica sem conexão com a clínica; literatura não científica; e artigos duplicados.
O processo de seleção das 10 principais referências envolveu a triagem dos resultados da busca com base nos títulos e resumos, a recuperação e leitura na íntegra dos artigos potencialmente relevantes, a avaliação da qualidade metodológica e do rigor científico, a ordenação dos artigos por número de citações (utilizando o Google Scholar) e a seleção das 10 referências com o maior número de citações que também atendessem aos critérios de relevância e abrangência. Cada referência selecionada foi então submetida a um processo de extração de dados, utilizando uma matriz padronizada para coletar informações sobre as infecções prevalentes abordadas, os antibióticos discutidos e as bases farmacológicas, microbiológicas e clínicas relevantes. As informações extraídas foram posteriormente sintetizadas de forma narrativa e organizada nas seções de Resultados e Discussão do artigo.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
A análise de dados epidemiológicos de fontes como o Ministério da Saúde e o SINAN revela que as infecções bacterianas mais prevalentes na prática médica no Brasil nos últimos anos incluem as infecções do trato respiratório (ITR), as infecções do trato urinário (ITU) e as infecções de pele e tecidos moles (IPTM). Dentro das ITR, destacam-se a pneumonia, a sinusite e a faringite bacteriana. As ITU são particularmente comuns em mulheres, sendo a cistite não complicada a apresentação mais frequente. As IPTM abrangem uma variedade de condições, desde infecções superficiais como o impetigo e a erisipela até infecções mais profundas como a celulite e os abscessos.
A revisão da literatura de referência mundial permitiu identificar as principais abordagens terapêuticas e considerações sobre as bases farmacológicas, microbiológicas e clínicas da terapia antibiótica para essas infecções prevalentes.
No tratamento das infecções do trato respiratório, a literatura demonstra uma preocupação crescente com o uso excessivo de antibióticos, especialmente para as infecções virais do trato respiratório superior. Para a pneumonia adquirida na comunidade (PAC), as diretrizes internacionais recomendam diferentes esquemas terapêuticos baseados na gravidade da infecção e na presença de comorbidades. A amoxicilina, a doxiciclina e os macrolídeos (em áreas com baixa resistência pneumocócica) são frequentemente recomendados para pacientes ambulatoriais sem comorbidades. Para pacientes com comorbidades ou PAC mais grave, as opções incluem combinações de betalactâmicos com macrolídeos ou fluoroquinolonas respiratórias. A resistência do Streptococcus pneumoniae, um dos principais patógenos da PAC, aos macrolídeos é uma preocupação crescente.
Nas infecções do trato urinário não complicadas, as diretrizes atuais favorecem o uso de nitrofurantoína, sulfametoxazol-trimetoprima (SMX-TMP), fosfomicina e pivmecilinam como opções de primeira linha. A escolha do antibiótico deve considerar os padrões locais de resistência, sendo a resistência do Escherichia coli, o uropatógeno mais comum, às fluoroquinolonas e ao SMX-TMP uma preocupação em muitas regiões. Para as ITU complicadas e pielonefrites, as opções terapêuticas são mais amplas e podem incluir fluoroquinolonas, cefalosporinas de terceira ou quarta geração e carbapenêmicos, dependendo da gravidade da infecção e dos fatores de risco para bactérias resistentes.
O tratamento das infecções de pele e tecidos moles varia dependendo da extensão e da gravidade da infecção, bem como do agente etiológico suspeito. Para infecções purulentas como abscessos e furúnculos, a incisão e drenagem são frequentemente suficientes, mas a antibioticoterapia sistêmica pode ser necessária em casos de infecções extensas, sinais sistêmicos de infecção ou risco de disseminação. A preocupação com o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) tem levado ao uso de antibióticos como a clindamicina, a doxiciclina e o SMX-TMP em casos de suspeita ou confirmação de infecção por MRSA. No entanto, a resistência à clindamicina tem aumentado, e alternativas como a linezolida e a vancomicina podem ser consideradas em infecções mais graves. Para infecções não purulentas como a celulite e a erisipela, os antibióticos betalactâmicos como a penicilina, a amoxicilina e as cefalosporinas de primeira geração são geralmente eficazes, pois os estreptococos são os patógenos mais comuns.
A comparação das abordagens terapêuticas entre as diferentes literaturas revela uma convergência em relação à importância de considerar os padrões locais de resistência antimicrobiana na escolha do antibiótico empírico. Há também um reconhecimento crescente da necessidade de otimizar a duração da terapia antibiótica, com uma tendência para cursos mais curtos sempre que possível, para minimizar o risco de seleção de bactérias resistentes e reduzir os efeitos colaterais. As diretrizes também enfatizam a importância de distinguir entre infecções bacterianas e virais para evitar o uso desnecessário de antibióticos.
As implicações desses achados para a prática médica no Brasil são significativas. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre os padrões de resistência antimicrobiana prevalentes em suas regiões e sigam as diretrizes clínicas baseadas em evidências para o tratamento das infecções mais comuns. O uso de dados epidemiológicos nacionais e locais para orientar a escolha da terapia empírica é essencial. Além disso, a implementação de programas de uso racional de antibióticos, que incluam a educação dos profissionais de saúde e da população sobre a importância do uso correto de antibióticos, é crucial para conter a disseminação da resistência antimicrobiana no Brasil.
5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta revisão integrativa buscou sintetizar o conhecimento atual sobre as bases farmacológicas, microbiológicas e clínicas da terapia antibiótica aplicada às infecções mais prevalentes na prática médica no Brasil, com base na literatura de referência mundial dos últimos 10 anos. As infecções do trato respiratório, urinário e de pele e tecidos moles foram identificadas como as mais comuns, e a análise da literatura revelou as principais abordagens terapêuticas recomendadas para cada uma delas, bem como as considerações importantes sobre a resistência antimicrobiana.
Apesar da vasta literatura disponível, existem lacunas no conhecimento específico sobre o contexto brasileiro. A falta de dados epidemiológicos detalhados e atualizados sobre a prevalência de infecções e os padrões de resistência em diferentes regiões do Brasil dificulta a adaptação das diretrizes internacionais à realidade local. Além disso, são necessários mais estudos clínicos conduzidos em populações brasileiras para validar a eficácia e a segurança de diferentes esquemas terapêuticos e para avaliar o impacto de intervenções para promover o uso racional de antibióticos.
Para futuras direções de pesquisa, sugere-se a realização de estudos epidemiológicos abrangentes para monitorar a prevalência de infecções e a evolução da resistência antimicrobiana em diferentes regiões do Brasil. A condução de ensaios clínicos randomizados que avaliem a eficácia de diferentes esquemas terapêuticos em populações brasileiras, considerando os padrões locais de resistência, é fundamental. Além disso, pesquisas sobre a implementação e a avaliação de intervenções para promover o uso adequado de antibióticos em diferentes níveis de atenção à saúde no Brasil são cruciais para enfrentar o desafio da resistência antimicrobiana e otimizar o tratamento das infecções prevalentes.
REFERÊNCIAS
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1,2,4Discentes do Curso Superior de Medicina do Centro Universitário de Valença (UNIFAA) Campus Valença-RJ
3Médico Graduado pelo Centro Universitário de Valença (UNIFAA) Campus Valença-RJ