REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511231202
Givanilson Souza Nunes Júnior
Orientador(a): Profº. Ms. Chrys Morett Carvalho de Freitas
RESUMO
O aperfeiçoamento dos implantes dentários na odontologia moderna depende, essencialmente, da compreensão detalhada do fenômeno da osseointegração. Este estudo objetivou revisar as bases biológicas e celulares que governam a osseointegração, destacando a influência de fatores como o material, a topografia e a composição química da superfície do implante. Trata-se de uma revisão de literatura integrativa, priorizando fontes científicas indexadas nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, com o intuito de analisar a literatura mais atualizada sobre o tema. Os resultados da revisão demonstram que a osseointegração é um processo dinâmico e complexo, que se inicia pela interação da superfície do implante com o coágulo sanguíneo e culmina na aposição óssea direta. Aspectos como a resposta celular inflamatória, a migração de osteoblastos e a angiogênese são cruciais para o sucesso a longo prazo. Conclui-se que o sucesso clínico dos implantes dentários depende intrinsecamente do domínio dos princípios biológicos, sendo a constante atualização das superfícies e biomateriais o caminho para otimizar os resultados terapêuticos.
Palavras-chave: Implantes Dentários. Osseointegração. Biomateriais. Células Tronco.
ABSTRACT
The improvement of dental implants in modern dentistry essentially depends on a detailed understanding of the phenomenon of osseointegration. This study aimed to review the biological and cellular basis that governs osseointegration, highlighting the influence of factors such as material, topography, and the chemical composition of the implant surface. This is an integrative literature review, prioritizing scientific sources indexed in the PubMed, Scopus, and Web of Science databases, aiming to analyze the most up-to-date literature on the subject. The results of the review demonstrate that osseointegration is a dynamic and complex process, which begins with the interaction of the implant surface with the blood clot and culminates in direct bone apposition. Aspects such as the inflammatory cell response, osteoblast migration, and angiogenesis are crucial for long-term success. It is concluded that the clinical success of dental implants depends intrinsically on the mastery of biological principles, with the constant updating of surfaces and biomaterials being the way to optimize therapeutic results.
Keywords: Dental Implants. Osseointegration. Biomaterials. Stem Cells.
1. INTRODUÇÃO
A osseointegração de implantes dentários é um processo biológico fundamental para o sucesso dos procedimentos de reabilitação oral, sendo definida como a conexão direta e estrutural entre o osso vivo e a superfície do implante (Albrektsson et al., 2017 e Donath et al., 2016). Esse fenômeno tem sido amplamente estudado na implantodontia e representa um dos maiores avanços na odontologia moderna (Mendes e Davies, 2020).
A formação da osseointegração envolve uma cascata biológica de eventos celulares e moleculares que culminam na remodelação óssea e na estabilidade do implante (Shibli et al., 2021 e Mavrogenis et al., 2019). Nesse processo, duas células ósseas fundamentais são protagonistas: os osteoblastos, responsáveis pela deposição de nova matriz óssea e mineralização, e os osteoclastos, que realizam a reabsorção do tecido ósseo antigo, permitindo o remodelamento e o equilíbrio da estrutura óssea ao redor do implante. O equilíbrio entre a atividade dessas células é essencial para a formação e manutenção da interface osso-implante.
A interação entre a superfície do implante e o osso circundante depende de fatores como biocompatibilidade do material, angiogênese e atividade osteoblástica (Kuzik, Schemitsch e Davies, 2022). A qualidade óssea do paciente também desempenha um papel crucial, influenciando diretamente a estabilidade primária e a capacidade de remodelação óssea (Tondela et al., 2017 e Dentz et al., 2020). Essa qualidade é classificada, de acordo com a classificação de Lekholm e Zarb (1985), em quatro tipos principais de osso, conforme a proporção entre o osso cortical (compacto e denso) e o osso medular (esponjoso ou trabecular).
O Tipo 1 é composto quase totalmente por osso cortical denso e homogêneo, o que confere excelente estabilidade primária ao implante. Ele é encontrado principalmente na região anterior da mandíbula (sinfisária). Já o Tipo 2 apresenta uma espessa camada de osso cortical envolvendo um núcleo de osso medular denso, oferecendo boa ancoragem e ótima resposta à osseointegração; ocorre com frequência na mandíbula posterior e anterior. O Tipo 3, por sua vez, é caracterizado por uma camada cortical mais fina e um osso medular de densidade moderada, sendo encontrado geralmente na maxila anterior e na mandíbula posterior, onde a densidade óssea é menor e a remodelação mais lenta. Por fim, o Tipo 4 apresenta uma camada cortical muito delgada ou quase inexistente e um osso medular de baixa densidade, com trabéculas finas e espaçadas, sendo predominante na maxila posterior, região mais suscetível a falhas na estabilidade inicial do implante.
Essa classificação é fundamental para o planejamento cirúrgico, pois determina o torque de inserção, o tempo necessário para a osseointegração e a escolha do tipo de implante mais adequado a cada região anatômica. Em ossos de menor densidade, como os tipos 3 e 4, o tempo biológico de cicatrização tende a ser maior e o risco de micromovimentos durante o processo de integração também aumenta, exigindo protocolos de carga mais controlados.
Indivíduos com baixa densidade óssea ou condições sistêmicas, como diabetes e osteoporose, podem apresentar riscos aumentados de falha na integração do implante (Vehemente et al., 2018 e Papaspyridakos et al., 2021). A osteoporose, especificamente, reduz a atividade osteoblástica e aumenta a reabsorção pelos osteoclastos, comprometendo a densidade mineral e dificultando a formação de uma interface óssea estável. Como consequência, há maior risco de micromovimentos do implante e insucesso na osseointegração.
Além dos fatores biológicos, a estabilidade mecânica inicial do implante é essencial, sendo influenciada por aspectos como desenho do implante, técnica cirúrgica e protocolo de carga funcional (Froum et al., 2019 e Shibli et al., 2021). A temporabilidade do implante, ou seja, o tempo biológico necessário para que ocorra a integração completa entre o osso e o material do implante, é outro fator determinante para o sucesso clínico. Esse período pode variar conforme a densidade óssea, o tipo de superfície do implante e as condições sistêmicas do paciente, mas geralmente ocorre em fases mensais distintas, descritas mais adiante neste trabalho.
A realização deste estudo se justifica pela crescente demanda por tratamentos reabilitadores com implantes dentários e pela necessidade de aprofundamento no entendimento dos fatores biológicos que influenciam a osseointegração. Apesar dos avanços tecnológicos na área, falhas ainda são relatadas, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes. O aprofundamento no conhecimento dos mecanismos biológicos e fatores sistêmicos pode contribuir para a melhoria dos protocolos clínicos, tornando os tratamentos mais previsíveis e eficazes.
Diante do exposto, a compreensão das bases biológicas da osseointegração é essencial para o sucesso dos implantes dentários, pois permite a otimização de protocolos cirúrgicos e protéticos, minimizando riscos e garantindo reabilitações previsíveis e duradouras (Campos e Rocha Júnior, 2021; Shibli et al., 2021).
Desta forma, este estudo visa analisar os principais fatores biológicos envolvidos na osseointegração de implantes dentários e suas implicações clínicas na implantodontia. O objetivo geral deste trabalho é, portanto, a análise aprofundada desses fatores biológicos e suas consequências clínicas. Como desdobramento, o trabalho se propõe a alcançar os seguintes objetivos específicos: identificar os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na osseointegração, com ênfase na osteocondução e remodelação óssea; demonstrar a influência de fatores sistêmicos, como diabetes e tabagismo, na taxa de sucesso da osseointegração dos implantes dentários; e descrever o impacto das características da superfície dos implantes sobre a adesão óssea e a estabilidade a longo prazo.
2. METODOLOGIA
Este estudo será conduzido por meio de uma revisão de literatura integrativa, com busca sistemática em bases de dados como Lilacs, Scielo, PubMed, Scopus e Web of Science. Serão selecionados artigos publicados entre 2014 e 2024, garantindo atualidade e relevância das informações.
Os critérios de inclusão englobarão estudos que abordem os aspectos biológicos da osseointegração, incluindo fatores celulares, moleculares e sistêmicos, e artigos que analisem a influência da superfície dos implantes na adesão óssea. Serão excluídos estudos que tratem exclusivamente de técnicas cirúrgicas, revisões de literatura de baixa qualidade metodológica e artigos que não apresentem metodologia clara, além de estudos que abordem outras áreas da implantodontia, sem foco na osseointegração.
A análise dos artigos será feita de forma descritiva, destacando as principais evidências sobre os mecanismos de osseointegração e sua relação com fatores externos, sendo as informações comparadas e sintetizadas para fornecer um panorama atualizado sobre o tema.
Descritores: Implantes, Osseointegração, Fatores biológicos.
3. DESENVOLVIMENTO
3.1. Fatores Biológicos
A implantodontia é uma especialidade que exige planejamento estratégico, integrando conceitos de cirurgia, prótese dentária, periodontia e odontologia restauradora (Ata-Ali, 2015). O surgimento dos implantes dentários, resultado do fenômeno da osseointegração, permitiu a reabilitação de pacientes edêntulos, proporcionando melhora funcional e estética (Melo et al., 2021). A osseointegração é a ancoragem direta e estável de um implante no osso, sem a interposição de tecido conjuntivo, sendo crucial para a estabilidade necessária para suportar próteses dentárias (Davarpanah, 2013).
O conceito de osseointegração, descoberto por Brånemark, permanece como o pilar para o sucesso dos implantes, reduzindo as taxas de falha (Smeet et al., 2016). Mendes e Davies (2016) descreveram-na como a adesão direta entre o osso vivo e a superfície do implante (Silva, 2021). O processo envolve mecanismos celulares complexos, como a osteocondução e a remodelação óssea (Landi et al., 2021), e o entendimento dessas bases é fundamental para otimizar resultados.
O processo de osseointegração inicia-se logo após a instalação do implante, quando ocorre a formação de um coágulo sanguíneo ao redor da superfície de titânio, desencadeando uma resposta inflamatória controlada. Neutrófilos e macrófagos são rapidamente recrutados, realizando a limpeza tecidual e liberando citocinas e fatores de crescimento que estimulam a fase seguinte. Com a inflamação resolvida, fibroblastos e células-tronco mesenquimais proliferam, enquanto células endoteliais promovem angiogênese, garantindo suprimento de nutrientes e oxigênio. Nesse ambiente, as células-tronco começam a se diferenciar em osteoblastos, iniciando a deposição da matriz osteoide sobre a superfície do implante. Nos meses seguintes, essa matriz sofre mineralização progressiva, formando o osso imaturo, que gradualmente é remodelado pelos osteoclastos e osteoblastos em osso lamelar organizado. Essa remodelação contínua, coordenada por sinais químicos locais, garante a adaptação da estrutura óssea às forças mastigatórias e a consolidação da interface osso-implante. Ao final desse período, geralmente entre três e seis meses, o implante atinge maturação biológica, estando apto a receber carga funcional com segurança e garantindo a longevidade do tratamento.
3.2. Influência da Superfície dos Implantes
A interação entre a superfície do implante e o osso circundante depende de fatores como biocompatibilidade do material, angiogênese e atividade osteoblástica (Kuzik, Schemitsch e Davies, 2022). Estudos apontam que a topografia da superfície do implante influencia diretamente a adesão óssea (Buser et al., 2016). Superfícies microtexturizadas ou tratadas com técnicas físico-químicas favorecem a adesão e proliferação de osteoblastos, acelerando o processo de osseointegração. Além disso, a biocompatibilidade dos materiais e a resposta inflamatória inicial são determinantes (Mendes e Davies, 2016). Estudos recentes destacam que superfícies modificadas em sua topografia promovem maior adesão celular e aceleração da formação óssea (Telleman et al., 2020 e Trindade et al., 2022), sendo que implantes com superfícies tratadas apresentam melhores taxas de sucesso quando comparados às superfícies lisas (Serrão, 2019; Buhara e Pehlivan, 2021).
3.3. Fatores Sistêmicos
A qualidade óssea do paciente é crucial, influenciando a estabilidade primária (Tondela et al., 2017 e Dentz et al., 2020). Indivíduos com baixa densidade óssea ou condições sistêmicas, como diabetes e osteoporose, podem apresentar riscos aumentados de falha na integração (Vehemente et al., 2018; Papaspyridakos et al., 2021). Em pacientes com baixa densidade óssea ou osteoporose, o processo é mais lento, devido à redução da atividade osteoblástica e aumento da reabsorção, o que pode comprometer a estabilidade inicial do implante. O tabagismo e o uso de bifosfonatos também interferem negativamente na cicatrização óssea (Landi et al., 2021).
3.4. Complicações Associadas
Como seu texto se concentra nos riscos e fatores que levam à falha (não em tipos específicos de complicação como a peri-implantite), esta seção pode servir para consolidar o impacto dos fatores negativos já mencionados:
Indivíduos com baixa densidade óssea ou condições sistêmicas, como diabetes e osteoporose, podem apresentar riscos aumentados de falha na integração (Vehemente et al., 2018; Papaspyridakos et al., 2021). O tabagismo e o uso de bifosfonatos também interferem negativamente na cicatrização óssea (Landi et al., 2021).
Figura 1

Legenda: (a) e fotofuncionalizados (b). O ângulo de contato com a água diminui drasticamente pelo tratamento UV (b), ilustrando os efeitos hidrofílicos da fotofuncionalização.
Fonte: SMEETS, R. et al., 2016, p.4.

Legenda: A superfície da superfície FRIADENT plus (a) é criada por jateamento grande, ataque químico e uma técnica de neutralização proprietária. A superfície hidrofílica apresenta sulcos intercalados com microporos (b).
Fonte: SMEETS, R. et al., 2016, p.4.
Mesmo com sucesso elevado, a falha na osseointegração é uma das principais causas de insucesso, podendo ocorrer precocemente ou tardiamente por fatores como falta de estabilidade primária, infecções, sobrecarga mecânica ou condições sistêmicas (Melo et al., 2021). A complicação biológica mais citada é a peri-implantite, inflamação que pode evoluir para perda óssea e comprometer a reabilitação (OlmedoGaya et al., 2019), distinta da mucosite peri-implantar, que atinge apenas a gengiva e é geralmente reversível. A prevenção depende de escolha adequada de pacientes, planejamento correto, controle da oclusão e revisões periódicas. Avanços como implantes curtos, carga imediata e superfícies tratadas em nível nanométrico têm melhorado a previsibilidade (Buser et al., 2016; Serrão, 2019 e Trindade et al., 2022). O uso de fatores de crescimento (PRF) e o planejamento digital (CBCT e softwares 3D) também tornam os procedimentos mais precisos (Landi et al., 2021; Kuzik, Schemitsch e Davies, 2022). Acompanhamento clínico regular é indispensável, sendo que pacientes fumantes, diabéticos ou com histórico de periodontite requerem atenção redobrada devido ao maior risco de complicações (Vehemente et al., 2018).
4. DISCUSSÃO
O estudo aqui apresentado corrobora a natureza multifatorial do sucesso da implantodontia, uma premissa estabelecida por autores como Shibli (2013). Nossos achados destacam que, embora o sucesso da reabilitação tenha Brånemark como seu pilar conceitual, ele transcende a técnica cirúrgica, dependendo de fatores biológicos, sistêmicos e tecnológicos. A análise crítica demonstrou que a biocompatibilidade do titânio permanece como material de eleição, mas o foco da ciência se moveu para a modificação das superfícies em nível micro e nano. Essa tendência é validada pela literatura (Trindade et al., 2022; Serrão, 2019), que demonstra claramente a inferioridade dos resultados com superfícies lisas, reforçando a importância da tecnologia para aumentar a previsibilidade clínica.
No que tange aos fatores sistêmicos, nossos resultados estão em consenso com a literatura, que aponta o tabagismo, diabetes e osteoporose como obstáculos significativos para a estabilidade do implante. A observação de que o risco de falha pode dobrar nestes pacientes (Vehemente et al., 2018) sublinha a necessidade de uma avaliação prévia rigorosa, embora a estratificação de risco ideal e os protocolos de manejo permaneçam como áreas de divergência, exigindo adaptação individualizada na prática clínica.
Em relação às complicações, a identificação da peri-implantite como a principal ameaça a longo prazo (Olmedo-Gaya et al., 2019) reforça o papel crucial da Periodontia na manutenção. A análise das falhas demonstrou que as complicações se dividem em biológicas (peri-implantite) e mecânicas (soltura/fraturas), sendo estas últimas frequentemente ligadas à sobrecarga oclusal ou falhas de planejamento (Misch et al., 2021). Essa dicotomia reforça a visão de Shibli (2013) sobre a importância da interdisciplinaridade, integrando Prótese e Cirurgia.
Por fim, a discussão aponta para a importância da dimensão psicossocial do tratamento. Embora a osseointegração seja a métrica biológica do sucesso, diversos trabalhos, como o de Silva (2021), indicam que o ganho de autoestima e confiança pessoal é o desfecho percebido pelo paciente. Com o futuro da implantodontia pavimentado pela nanotecnologia e digitalização (Kuzik, Schemitsch e Davies, 2022), a ciência promete maior segurança e previsibilidade, mas a base do sucesso continua a ser o respeito à biologia e, fundamentalmente, o atendimento humanizado ao paciente.
5. CONCLUSÃO
Desta forma, este trabalho cumpriu o objetivo geral de analisar os principais fatores biológicos envolvidos na osseointegração de implantes dentários e suas implicações clínicas na implantodontia. A revisão de literatura confirmou que o sucesso do tratamento é um processo multifatorial intrinsecamente ligado à qualidade da resposta biológica. Os principais resultados demonstram que a osseointegração depende criticamente da correta cascata celular (osteocondução e remodelação óssea) e da biocompatibilidade do titânio. Adicionalmente, foi evidenciada a influência negativa de fatores sistêmicos, como o diabetes e o tabagismo, que comprometem a estabilidade a longo prazo, e o impacto positivo dos avanços tecnológicos em superfícies de implantes, que elevam a previsibilidade do tratamento.
Em síntese, a longevidade dos implantes é uma equação complexa que exige não apenas o domínio das técnicas cirúrgicas, mas também um protocolo de avaliação de risco rigoroso e a gestão contínua de complicações como a peri-implantite, ressaltando a natureza interdisciplinar da implantodontia. O sucesso clínico, portanto, transcende a função mastigatória, impactando diretamente a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes.
Para trabalhos futuros, sugere-se a realização de estudos clínicos longitudinais focados na comparação da taxa de sucesso de implantes com diferentes modificações de superfícies nanométricas em pacientes com comorbidades, como o diabetes tipo 2 não controlado. Outra linha de pesquisa relevante seria a investigação da eficácia de terapias adjuvantes (como o uso de biomateriais e fatores de crescimento) na aceleração da osseointegração em sítios com baixa densidade óssea, visando reduzir o tempo de espera para a carga funcional.
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