REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511081334
Guilherme Henrique Oliveira Ferro
Orientador: Lucas Roberto de Carvalho
RESUMO:
O déficit de armazenamento é um grave problema enfrentado no Brasil, o que causou investimentos em tecnologias no campo e em unidades armazenadoras. Neste panorama, como uma boa alternativa às estruturas tradicionais empregadas nas fazendas para a armazenagem, a utilização dos silos-bolsa tem se destacado, pois possibilita a armazenagem na propriedade rural, o que reduz consideravelmente o custo de frete, permite uma armazenagem mais prolongada sem que seja necessário arcar com mensalidades ou manutenção dos silos fixos e possui um baixo custo de implementação em comparação a construção de uma unidade armazenadora na propriedade. O referencial literário traz conceitos sobre os diferentes sistemas de armazenamento de grãos, suas vantagens e desvantagens. O trabalho trata-se de uma pesquisa bibliográfica, que tem como objetivo o armazenamento de grão em silo bolsa, que pode ser uma alternativa para os produtores de comercializar seus produtos no momento mais oportuno, diminuindo os riscos de armazenamento terceirizado e controlando a qualidade do produto. Assim, o presente trabalho se justificou pela importância de armazenagem de grãos em silos bolsa, e como afeta a conservação de grãos, para saber qual a melhor forma de armazenar o grão. Chegou à conclusão de que o armazenamento em silo é uma boa opção, destacando-se que os grãos devem ser armazenados já secos e isentos de impurezas, para evitar perda de qualidade durante o período de armazenagem. Porém, quando se segue as recomendações técnicas, o silo-bolsa é uma boa alternativa para a armazenagem nas propriedades rurais.
Palavras-chave: Armazenamento hermético. Silo Bolsa. Qualidade dos grãos.
1. INTRODUÇÃO
A agricultura brasileira está avançando cada vez mais em tecnologias, como mecanização das atividades de campo, tecnologias de cultivo, sistema de irrigação e armazenagem dos grãos, onde estas inovações com alto desempenho e produtividade proporcionam aos produtores rurais maiores ganhos econômicos sobre sua produção. O armazenamento da produção passou a ser um critério importante no agronegócio, sendo uma ação intermediária entre a produção e a industrialização dessa matéria prima.
Um dos grandes problemas enfrentados pelo Brasil, em relação à produção de grãos, é o baixo índice de unidades armazenadoras localizadas nas fazendas. A utilização de bolsas seladas hermeticamente para o armazenamento de grãos é uma tecnologia alternativa aos métodos tradicionais de armazenagem em fazenda e que tem merecido devida atenção e tem sido alvo de diversas pesquisas, especialmente por estar sendo utilizada em países, como no Brasil e na Argentina (FARONI et al., 2009).
Diante desses fatos, atualmente, as perdas no armazenamento ainda se encontram relativamente altas, e em meio aos diferentes cenários que norteiam essa perda, a armazenagem é o principal fator de perda na produção.
Uma das possíveis soluções seria a construção de unidades armazenadoras nas propriedades, o que diminuiria não só os custos com armazenagem e transporte, mas às perdas que ocorrem no trajeto até os armazéns. Porém este cenário ainda está longe da realidade da maioria dos produtores brasileiros, devido principalmente à falta de crédito. Mas para isso existe a solução da utilização em silos bolsa, o que ocasionaria menos perda, com os grãos colhidos nas condições certas.
E a utilização dos silos bolsa no Brasil está, a cada ano, se tornando uma prática comum, principalmente, em propriedades agrícolas. Embora a sua difusão tenha sido em praticamente todas as regiões do País, tem-se o registro de apenas um trabalho desenvolvido por Faroni et al. (2009) e, por ter sido realizado em uma única condição climática, não retrata a realidade das demais regiões. Nesse sentido, torna-se de fundamental importância a avaliação da qualidade dos grãos armazenados em silos bolsa.
Não há muitas pesquisas relacionadas a quantidade de grãos armazenados no país por esse método, mesmo tendo sido inventado na década de 1970 pela empresa alemã, Eberhard para armazenar forragem fresca, o silo bolsa só chegou ao Brasil em 2003 pela pioneira fabricante argentina IPESA, que investiu no promissor mercado brasileiro, criando uma filial na cidade de São Paulo (INPESA DO BRASIL, 2022).
Com os constantes aumentos de produtividade, insuficiência em armazenagem estática e desafios logísticos dos pais, enxergarem o silo-bolsa como alternativa e entender mais sobre sua utilização se faz necessário. Sempre deixando clara a importância de se manter a qualidade dos grãos para a comercialização e o processamento, pois perdas de qualidade na armazenagem podem afetar diferentemente o valor do produto.
Assim, ressalta-se que a estrutura para armazenagem desses grãos tornou-se uma estratégia. A armazenagem é fundamental e é de extrema necessidade ser realizada de forma correta para se evitar perdas, para manter a qualidade dos alimentos, suprir as demandas nas entressafras e para que se mantenha a sua duração, com as qualidades biológicas, físicas e químicas que os grãos possuem logo após a colheita. Percebe-se que produzir grãos de qualidade é somente uma das prioridades, ainda se tem a necessidade de sustentar esta qualidade até o momento do consumo, pois são esses grãos que farão parte de muitos dos alimentos na mesa dos brasileiros e aos animais (BURKOT, 2014).
Uma das alternativas de armazenamento de grãos é a instalação de silos bolsa, que pode auxiliar, como alternativa temporária, os agricultores que não têm, em suas propriedades, a disposição de armazenamento necessário para sua produção (PIMENTEL e FONSECA, 2011).
Dentro desse contexto, a questão que objetiva este estudo é o armazenamento de grão em silo bolsa, que pode ser uma alternativa para os produtores de comercializar seus produtos no momento mais oportuno, diminuindo os riscos de armazenamento terceirizado e controlando a qualidade do produto.
Os objetivos específicos englobam: a) Investigar os principais tipos de unidades armazenadoras; b) Identificar fatores que afetem o processo da armazenagem e sua qualidade; c) Benefícios dos silos bolsas.
Assim, o presente trabalho se justificou pela importância de armazenagem de grãos em silos bolsa, e como afetam a conservação de grãos, para saber qual a melhor forma de armazenar o grão.
Para a realização deste trabalho foi realizado uma pesquisa bibliográfica, que segundo Boccato (2006), a pesquisa bibliográfica busca o levantamento e análise crítica dos documentos publicados sobre o tema a ser pesquisado com intuito de atualizar, desenvolver o conhecimento e contribuir com a realização da pesquisa, nesse caso apresenta-se como é o armazenamento em silos e como essa estrutura tem ajudado os produtores a armazenarem seus produtos por mais tempo em sua propriedade, e assim escoarem os grãos no momento oportuno
O trabalho é dividido em 5 partes, a primeira trata-se da introdução e apresentação ao tema deste trabalho, o segundo capítulo traz o desenvolvimento e é apresentado os sistemas de armazenamento de grãos a granel, mostrando os principais tipos de armazenagem existentes em nosso país. Na terceira parte o funcionamento dos silos bolsas, como é realizado o armazenamento e os custos de se ter esse tipo de armazenagem na fazenda. Na quarta parte as vantagens e benefícios do silo bolsa, com os resultados de trabalhos já publicados em que diferentes grãos são armazenados nos silos bolsa. E por fim a conclusão deste trabalho com tudo o que foi feito e o que se tirou de aprendizagem, finalizando assim o artigo.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 SISTEMAS DE ARMAZENAGEM DE GRÃOS A GRANEL
O armazenamento configura-se em uma rede indispensável em todo setor agrícola. Ele contribui para suprir as demandas durante todo o ano e também possibilitar geração de uma estabilidade nos preços das commodities e evitar grandes variações no mercado. As unidades armazenadoras conforme Paturca (2014) possuem compartimentos herméticos, semi-herméticos ou de estanques.
A armazenagem de grãos pode ser feita em unidades para armazenagem a granel, quando o produto é depositado em silos de diferentes espécies, ou em sacaria, quando é armazenado em galpões, depósitos e armazéns. A principal função dessas unidades é o de conservação dos produtos agrícolas por um tempo específico, de forma que a qualidade física, química e biológica seja mantida, para tanto, essas estruturas necessitam ser projetadas de maneira apropriada em todas as etapas de processamento, tais como recepção, limpeza, secagem, armazenagem e expedição (SILVA et al., 2008).
A armazenagem dos grãos é realizada de diversas formas, com estruturas como: armazéns graneleiros, silos armazenadores, unidades herméticas (silos bolsas), entre outras.
2.1.1 Armazéns graneleiros
Armazém Graneleiro e Armazém Granelizado são unidades armazenadoras destinadas à guarda de grãos a granel. Por suas características e simplicidade de construção, na maioria dos casos, representa menor investimento que o silo, para a mesma capacidade de estocagem. Essas unidades armazenadoras são instaladas em nível do solo ou semienterradas (PIZZATTO, 2014).
Figura 1. Armazém graneleiro (a) e Granelizado (b);

Fonte: CR engenharia (2022) e ESALQ (2022).
2.1.2 Armazém convencional
São de fundo plano, de compartimento único, onde os produtos são armazenados em blocos individualizados, segundo a sua origem e suas características. Construídos geralmente em alvenaria, estruturas metálicas ou mistas, apresentam características técnicas necessárias à boa armazenagem, como ventilação, impermeabilização do piso, iluminação, pé-direito adequado e cobertura. São mais resistentes que os infláveis e afetam menos os produtos devido às condições de ventilação do primeiro. Podem ter o piso construído de terra batida ou de concreto, sendo utilizados para a armazenagem de produtos ensacados, durante pequeno período (PIZZATTO, 2014).
Figura 2. Interior de um armazém convencional.

Fonte: Portal Gov.br, 2022.
2.1.3 Silos
Os silos são unidades armazenadoras de grãos com estrutura metálica, concreto, de alvenaria armada, de argamassa armada, de madeira e de fibra de vidro caracterizada por um ou mais compartimentos estanques denominados células. Ele pode ou não ser equipado com sistema de aeração; geralmente possui forma cilíndrica, apresentando condições para a preservação da qualidade do produto durante longos períodos de armazenagem (PATURCA 2014).
Figura 3. Modelo bateria de silo metálico.

Fonte: CHBAGRO, 2020.
2.1.3.1 Silos-bag ou silos-bolsa
Santana (2014) comenta que ao contrário das unidades anteriores, os silos-bag não são fixos, ou seja, possuem maior mobilidade devido ao seu material constitutivo: tubos de polietileno que formam uma estrutura horizontal inflável. Comparados aos silos de concreto e metálico, o custo de sua implantação é muito inferior e sua manutenção é extremamente simples, sendo um tipo de unidade mais utilizada por produtores e pequenas cooperativas e associações de produtores rurais para armazenamento temporário de qualquer tipo de grão ou fibras, devido ou à falta de acesso a outros tipos de armazéns ou à falta de espaço para estocar em unidades próprias ou de terceiros.
Além disso, existe uma alternativa até mesmo para grandes produtores e empresas em épocas de colheita quando o sistema de armazenamento fica sobrecarregado, sendo comum nas paisagens de grandes fazendas dos fronts agrícolas.
Figura 4. Utilização de silos-bag em unidades armazenadoras a nível de fazenda.

Fonte: Lonas negreira, 2022.
Do ponto de vista técnico, o silo bolsa por ser um armazenamento hermético, o processo respiratório de fatores bióticos, como grãos, fungos e insetos, consomem o oxigênio (O2) e libera dióxido de carbono (CO2). Assim, num ambiente com maior concentração de CO2, o desenvolvimento e reprodução de insetos e fungos são menores, além de diminuir a taxa respiratória dos grãos armazenados e a perda de massa seca, garantindo uma melhor conservação da qualidade do produto (FARONI et al., 2009; SOUZA et al., 2022b).
3. FUNCIONAMENTO DOS SILOS BOLSAS
Segundo Faroni et al. (2009) o silo bolsa tem apresentado boa eficácia, porém não é necessário dispor de uma infraestrutura especializada e nem de sistema de aeração. Estudos realizados com este tipo de armazenamento revelam que a preservação dos grãos é mantida, bem como sua umidade e temperatura.
O custo deste sistema é muito inferior quando comparado com a construção de um armazém, (WACHTER; PEREIRA, 2015). Para implantação desse sistema, o produtor deverá contar com o auxílio de uma máquina embutidora, empregada para acondicionar os grãos dentro do silo bolsa, e uma máquina extratora, utilizada para descarregar o produto de dentro do mesmo (CASINI et al., 2009).
O armazenamento é executado por manobras mecânicas, por meio de uma embutidora acoplada na tomada de potência do trator. A embutidora é um implemento de custo não elevado, o material e tamanho da bolsa a ser utilizada deve ser apropriada as dimensões do mesmo. O silo bolsa vem sanfonado, basta acoplá-lo ao implemento onde a rosca sem fim conduzirá os grãos túnel adentro (IPESASILO, 2017).
De acordo com FARONI et al. (2009), o modo de operação para a armazenagem em Silos Bolsa é mais simples, uma vez colhidos os grãos em umidade em torno de 13% para a soja e 14% para o milho, estes são diretamente acondicionados através de equipamentos apropriados. Cada unidade de silos bolsa possui capacidade para armazenar entre 180 a 190 toneladas de soja ou milho. Os silos bolsas são utilizados apenas para uma armazenagem, podendo após ser destinados a outras finalidades na propriedade ou encaminhados a empresas de reciclagem de materiais.
De acordo com o portal do agronegócio (2021), no Brasil, em 2020, o silo-bolsa teve um aumento de mais de 36% na demanda. De acordo com o portal ROCKBELL (2017) existe uma variação média entre R$ 0,60 e R$ 0,85 em cada saca nas empresas que disponibilizam o produto, valor esse que pode sofrer variações conforme a localidade, por questões como frete e impostos, além de variações de tamanhos nas bolsas disponíveis no mercado. Com capacidade para armazenar três mil sacas, ou 180 toneladas, a menor bolsa possui 60 metros de comprimento.
Quando o produto armazenado é retirado, é necessário realizar o corte da bolsa, o que impossibilita sua reutilização para armazenagem. Porém o material pode ser aproveitado na propriedade como lona ou até mesmo ser vendido para a reciclagem, por ser constituído de material totalmente reciclável de acordo com ARAÚJO (2016), tendo um retorno de até 20% ao produtor do que foi investido em sua compra.
Cardoso et al. (2014) afirma que grãos de soja com teor de água de 14%b.u., podem ser armazenados sem queda de qualidade em silo bolsa até 18 meses, sem que ocorra deterioração. Para umidades acima de 16%b.u., esse tempo de armazenamento poderá ser de apenas 3 meses, porém, caso seja realizado seguindo as recomendações técnicas adequadamente, poderá se estender por até 12 meses.
4. ARMAZENAGEM EM SILO BOLSAS BENEFÍCIOS E DESVANTAGENS
Por ser hermeticamente fechada, a massa de grãos consome todo o O² interno da bolsa, produzindo assim uma atmosfera modificada no interior do silo, criando condições muito diferentes das que ocorrem no armazenamento tradicional.
No estudo de Pinto et al. (2021), avaliando a qualidade dos grãos de soja (11% b.u.) armazenados em silo bolsa, concluíram que as condições ambientais internas do silo bolsa são influenciadas pelas microcorrentes convectivas presentes dentro do silo, o que favorece o aumento do teor de água do grão durante a estocagem e, consequentemente, reduz o tempo permissível de armazenamento. Ely (2018) também observou o mesmo comportamento no teor de água da soja úmida (18 % b.u.) armazenada em sistema semi-hermético.
No trabalho de Faroni et al. (2009), ao avaliarem o armazenamento da soja armazenada em silos bolsa por 180 dias, verificaram valores médios da massa específica aparente próximos a 640 e 660 kg m-3 para teores de água de 17,4 e 13,3% b.u., respectivamente, corroborando com os dados apresentados.
O resultado está de acordo com trabalho realizado por Ely (2018), ao avaliar o efeito da armazenagem semi-hermética em sacos de polietileno, também verificou redução da germinação mais acentuada nos grãos de soja com maior teor de água (18% b.u.). Isso foi observado por Costa et al. (2010) no armazenamento de grãos de milho úmido (18% b.u.) em silo bolsa.
Em se tratando de armazenamento hermético, Guberac et al. (2003) avaliaram o comportamento da qualidade fisiológica de sementes de trigo, aveia (Avena sativa L.) e milho (Zea mays L.) armazenadas hermeticamente em contêineres de vidro durante 5 anos, com temperatura e umidade relativa do ar controladas. Os autores verificaram que tanto o trigo quanto a aveia não apresentaram variação significativa do percentual de germinação, mas os grãos de milho apresentaram decréscimo significativo após 5 anos de armazenamento. O percentual de germinação em grãos de trigo armazenados hermeticamente em silos bolsa com 12,5 e 16,4% (b.u.) de teor de água foi avaliado por Bartosik et al. (1999), que observaram efeito altamente significativo do teor inicial de água. Esses autores observaram que os grãos de trigo secos perderam 7% do poder germinativo após 150 dias de armazenamento. Por outro lado, o produto armazenado com 16,4% (b.u.) de teor de água perdeu 69,0% do poder germinativo após o mesmo período.
O efeito da armazenagem hermética no percentual de germinação de grãos também foi estudado por Rodriguez et al. (2004), os quais verificaram que os grãos de milho após serem armazenados em silos bolsa com 14,8 e 19,5% (b.u.) de teor de água; obtiveram um decréscimo na germinação em ambas as condições, após 153 dias, sendo esse comportamento mais acentuado nos grãos com menor teor de água. Nos grãos armazenados com 14,8% (b.u.) de teor de água, o percentual de germinação decresceu de 68,9% para 57,3%. Por outro lado, observaram ainda decréscimo de 89,0% para 84,3% nos grãos armazenados com 19,5% (b.u.) de teor de água. O menor decréscimo do percentual de germinação nos grãos úmidos foi explicado pelo fato do produto ter sido acondicionado no silo numa época de temperatura inferior à de acondicionamento do produto seco.
Para VALLONE (2015) as principais vantagens deste sistema de armazenamento são os baixos custos operacionais, com a alta capacidade de trabalho da embutidora, aliado à possibilidade de armazenamento na própria lavoura, os custos operacionais de armazéns e os altos custos de frete no pico da colheita são evitados, possibilita separar a safra por lotes e qualidades diferentes potencializam a logística durante a colheita, a venda do produto na melhor época para a comercialização, a alternativa de armazenamento economicamente viável e de qualidade para qualquer produtor, protege os grãos armazenados de agentes externos e de pragas, além da hermeticidade conseguida pela tecnologia, o polietileno utilizado é desenvolvido para atuar como uma barreira contra o desenvolvimento e proliferação de pragas e insetos nos grãos armazenados, conserva a qualidade dos grãos, a mercadoria armazenada na bolsa não tem contato com agentes externos e basicamente não existe movimento interno de ar. Com a ausência de oxigênio no interior das bolsas, as características da semente se mantêm inalteradas. As principais desvantagens deste sistema de armazenamento são as necessidades de adquirir as máquinas embutidoras, extratoras e trator (manutenção e treinamento), a vulnerabilidade de predadores que podem furar a superfície plástica, o tempo de armazenagem menor que os outros sistemas de armazenamento, não recomendável armazenar grãos com maior conteúdo de umidade e certa dificuldade para descarregar os grãos armazenados.
5. CONCLUSÃO
Com o cenário atual da armazenagem no Brasil apresentando um déficit em todas as regiões, o silo-bolsa surge como uma boa opção de armazenamento em nível fazenda ou até como uma extensão na capacidade de armazenamento dos armazéns fixos, podendo ser utilizado para evitar grandes quantidades de grãos excedentes que ficam a céu aberto nos armazéns. Além de diminuir custos, possuir bom custo-benefício e ser adaptável a produtores de diferentes tamanhos, o silo bolsa proporciona uma boa armazenagem, desde que sejam seguidas as orientações técnicas sobre seu uso. É importante ressaltar que os grãos precisam estar secos e limpos antes de serem armazenados.
Diante do exposto fica evidente a importância da revisão literária nos armazenamentos de grãos frente a nova tecnologia adotada nas fazendas, o uso dessa tecnologia traz várias vantagens para o produtor, porém as diferenças climáticas do País e o fato do silo bolsa estar diretamente no campo, sujeito a todo tipo de ataque e condições climáticas adversas, causa dúvidas quanto à eficiência do armazenamento.
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