REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202503311323
Marcus Vinícius Carvalho
Profª. Drª. Patrícia Carla Oliveira
Resumo
O ensino de Botânica no Ensino Médio enfrenta desafios significativos, como o desinteresse dos alunos e a falta de metodologias eficazes que favoreçam a aprendizagem ativa. Este estudo teve como objetivo explorar a integração da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) e o Ensino Investigativo no ensino de Botânica, com foco no cultivo de sementes de árvores. A proposta metodológica buscou envolver os alunos de maneira ativa, tornando-os protagonistas no processo de aprendizagem, ao invés de meros receptores passivos. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual Terezinha de Jesus Silva, em Várzea Grande (MT), com a participação de 33 alunos do 2º ano do Ensino Médio. A metodologia utilizada envolveu atividades práticas como o plantio e germinação de sementes, estudos de morfologia vegetal e reprodução das plantas, além de discussões em grupo e resolução de problemas. Os resultados indicaram que a combinação das metodologias PBL e Ensino Investigativo contribuiu para o aumento do engajamento dos estudantes, promovendo um aprendizado mais significativo e o desenvolvimento de habilidades como trabalho em equipe, pensamento crítico e resolução de problemas. Um guia didático, intitulado “O que eu faço com a semente, Siminino?”, foi elaborado para apoiar os professores na implementação dessa abordagem, oferecendo planos de aulas detalhados e experimentos práticos. Os resultados confirmam a eficácia das metodologias ativas na promoção de uma aprendizagem mais envolvente e relevante para os alunos.
Palavras-chave: Ensino de Botânica, PBL, Ensino Investigativo, Aprendizagem ativa, Ensino Médio, Educação.
Introdução
Há muito tempo, o ensino apresentado pelas escolas brasileiras vem sofrendo críticas em relação sua qualidade. A transmissão dos conhecimentos centrada em uma ação de ensino-aprendizagem, este caso, em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno um mero receptor passivo (Schiavi et al. 2021), não contribui para que o estudante desenvolva a sua capacidade crítica (Guisso et al., 2019).
No âmbito específico do Ensino de Biologia, a Botânica enfrenta uma dificuldade metodológica considerável em capturar a atenção dos jovens estudantes, especialmente em aulas predominantemente expositivas. Segundo Batista e Araújo (2015), o ensino de Botânica é frequentemente percebido como um domínio teórico distante e inquestionável, o que sublinha a necessidade de uma mudança de paradigma. As limitações no ensino de Botânica são também atribuídas à sua complexidade percebida e ao desinteresse manifestado pelos estudantes. Tognon (2021) também aponta para a falta de estrutura física nas escolas e o despreparo de alguns professores como fatores que contribuem para este cenário.
Diante dessas reflexões, emerge uma questão central na prática docente e no cotidiano escolar: como incentivar nos alunos do Ensino Médio o interesse pelo aprendizado e pela vivência da Botânica de maneira que se tornem agentes ativos e centrais no estudo da Biologia? Uma abordagem promissora para enriquecer o processo de ensino-aprendizagem, colocando o aluno como protagonista e construtor do seu próprio conhecimento, é a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL). Adicionalmente, o Ensino Investigativo, que promove uma compreensão aprofundada dos fenômenos naturais e sua relação com o mundo circundante, capacita o aluno a aplicar conhecimentos e práticas científicas para transformar e atuar na sociedade.
A combinação do método PBL com o Ensino Investigativo no estudo da Biologia, particularmente através do cultivo de sementes de árvores com potencial para a urbanização de ruas e praças no entorno da unidade escolar, pode facilitar a conexão dos estudantes com a disciplina e com a percepção ambiental da flora local. Ao confrontar desafios reais relacionados à preservação da biodiversidade, os alunos desenvolvem habilidades cruciais para a vida, como trabalho em equipe, pensamento crítico e resolução de problemas, preparando-se para enfrentar questões complexas em um mundo em constante evolução.
O objetivo geral desta pesquisa foi explorar a integração da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) associada ao Ensino Investigativo dentro do componente curricular de Biologia no Ensino Médio, centrada no cultivo de sementes de árvores, e produzir um Guia Didático para apoiar os professores de Biologia nesse processo. A disponibilização deste guia visa compartilhar práticas pedagógicas bem-sucedidas, oferecendo uma ferramenta testada em sala de aula e inspirando os docentes a desenvolverem novas abordagens em outras temáticas.
Este trabalho apresenta a fundamentação teórica com embasamento do estudo, subdividido em tópicos, com abordagem metodológica utilizada na proposta de Ensino da Botânica. Na sequência, apresentamos o material e a metodologia da pesquisa, bem como os resultados obtidos e as discussões acerca do assunto, finalizando com a inclusão das referências bibliográficas e dos anexos pertinentes ao estudo.
Referencial Teórico
O ensino de Botânica no Ensino Médio frequentemente enfrenta desafios consideráveis, sendo descrito por Ursi et al. (2018) como um campo sempre presente nos principais eventos da Biologia para a humanidade. No entanto, apesar de sua importância histórica e intrínseca à vida, a Botânica é frequentemente percebida pelos estudantes como uma unidade curricular árida, entediante e desconectada do contexto contemporâneo, representando um desafio tanto para professores quanto para alunos. Essa percepção negativa é corroborada pela falta de interesse e pelos resultados de aprendizado aquém do esperado nesse conteúdo. Piassa, Megid Neto e Simões (2022) sugerem que a capacidade limitada e o desinteresse de alguns professores podem impedir a transmissão entusiasmada desse conhecimento.
Kinoshita et al. (2006) observam que o ensino de Botânica no Brasil muitas vezes é caracterizado por uma abordagem excessivamente teórica, desencorajadora e subestimada no contexto da Biologia. Diante desse cenário, diversos autores, como Silva (2013), têm enfatizado a urgência de implementar melhorias, incluindo atividades que auxiliem os alunos a apreciar e compreender a Botânica. Exemplos dessas atividades incluem saídas de campo, visitas a jardins, hortos e praças próximas à escola, ou até mesmo a criação de hortas suspensas nos corredores escolares, proporcionando a observação direta das transformações vegetais.
Dutra e Gullich (2014) apontam que a didática no ensino de Botânica é prejudicada pela complexidade dos termos, pela escassez de materiais, ambientes inadequados e desafios na abordagem. A insuficiência de formação continuada para os docentes também contribui para o desinteresse dos estudantes, que recebem o conteúdo predominantemente em forma de textos, tornando-os apáticos em relação ao aprendizado sobre Botânica.
Sousa (2018) alerta ainda para o fenômeno da “cegueira botânica”, uma expressão que descreve a dificuldade em perceber e valorizar as plantas no ambiente, e para o zoocentrismo, a tendência de supervalorizar os animais em detrimento das plantas, como fatores que contribuem para a antipatia e o reduzido interesse pela Botânica. Salatino e Buckeridge (2016) também destacam a influência da mídia na formação dessas tendências.
Em contraposição às abordagens tradicionais, metodologias ativas como a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) e o Ensino Investigativo têm ganhado destaque no ensino de Biologia. Ferraz Filho et al. (2017) apontam que a PBL pode contribuir significativamente para o processo de ensino-aprendizagem, focando no protagonismo do aluno, que se torna o construtor do seu próprio conhecimento através da resolução de problemas reais, realizados individualmente ou em equipe. Sousa (2018) descreve as etapas típicas da metodologia PBL, que incluem a apresentação e análise do problema, a formulação de hipóteses baseadas no conhecimento prévio, a definição de objetivos para a pesquisa, a sistematização individual através da análise bibliográfica, e o trabalho em grupo para rediscussão do problema à luz dos novos conhecimentos, culminando na seleção das melhores hipóteses de solução. Soares, Araújo e Leal (2008) ressaltam que essas etapas são sugestões e não prescrições rígidas, enquanto Ribeiro (2008) reforça que a PBL não é um conjunto fixo de regras, mas sim um método flexível com inúmeras possibilidades de aplicação, sendo crucial definir as competências e habilidades que se pretende desenvolver no estudante. A aprendizagem por meio da PBL enfatiza a responsabilidade do estudante em tomar decisões e resolver problemas, valorizando a voz do aluno e o conceito de “aprender fazendo”.
O Ensino por Investigação (EnCI), por sua vez, fundamenta-se na problematização, na observação, na elaboração de questionamentos, no planejamento, bem como na coleta de dados e na construção de explicações a partir das informações obtidas na pesquisa. De acordo com Sasseron (2015), o EnCI é uma abordagem de ensino que tem se destacado nas Ciências da Natureza, embora autores como Scarpa e Campos (2018) e Trivelato e Tonidandel (2015) reconheçam seu potencial significativo para a aprendizagem da Biologia. Lorenzetti e Delizoicov (2001) afirmam que o objetivo do Ensino Investigativo é conduzir os estudantes ao desenvolvimento de características inerentes à Alfabetização Científica, formando cidadãos conscientes capazes de utilizar saberes e práticas científicas para modificar o mundo e intervir na sociedade. Sasseron e Carvalho (2011) corroboram essa visão.
Em consonância com o EnCI, a PBL, conforme a análise de Zompero et al. (2019), apresenta pontos de convergência que podem favorecer direcionamentos metodológicos sinérgicos, promovendo um pensamento mais profundo e uma compreensão mais completa dos conceitos abordados na Educação Básica. Ambos visam proporcionar uma aprendizagem mais ativa, envolvente e centrada no aluno, com o potencial de gerar transformações pedagógicas que permitam ao professor trabalhar em sintonia com um discurso crítico, favorecendo a inovação e o acompanhamento do processo cognitivo dos alunos.
A educação se beneficiou significativamente com a incorporação do Ensino Investigativo nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), no final dos anos 90, conforme apontado por Batista e Silva (2018). Essa abordagem estimula a aprendizagem por investigação e reposiciona o papel do professor de detentor do conhecimento para mediador. Contudo, um avanço ainda maior foi observado com a introdução da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), uma metodologia ativa originada no Canadá, no final dos anos 60. Essa inovação pedagógica chegou ao Brasil no início dos anos 90, sendo primeiramente adotada em cursos da área da saúde, conforme discutido por Borges et al. (2014). Somente por volta dos anos 2000, estudos e implementações do PBL se intensificaram no contexto da Educação Básica, conforme aponta o artigo Aprendizagem Baseada em Problemas: Uma experiência no Ensino Fundamental (Borochovicius; Tassoni, 2021), marcando um período de inovação didática na educação.
Metodologia
Esta pesquisa adotou uma abordagem de natureza qualitativa, exploratória-descritiva e transversal, com a coleta de dados realizada no ambiente escolar da Escola Estadual Terezinha de Jesus Silva, em Várzea Grande – MT. Outrossim, foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP/Saúde) da Universidade Federal de Mato Grosso, via Plataforma Brasil, sendo homologado com o número do parecer 6.430.179 e obtendo a aprovação em 17/10/2023, salvaguardando a integridade física e moral dos envolvidos na pesquisa.
A análise se concentrou na observação da participação ativa dos alunos nas atividades propostas e na construção de conhecimento significativo. Magalhães Júnior e Batista (2021) destacam que a abordagem qualitativa permite aos pesquisadores explorar as visões e percepções de mundo dos sujeitos investigados, bem como analisar as teorias que eles desenvolvem acerca do mundo. Minayo (2010) ressalta que a pesquisa qualitativa, embora não seja conclusiva, busca delimitar seu campo de análise para garantir uma estrutura com início, desenvolvimento e conclusão.
O campo de análise desta pesquisa compreendeu as percepções dos alunos registradas em avaliações específicas, após a aplicação da proposta pedagógica, fundamentada em roteiros de aula, distribuição de recursos educacionais, atividades práticas e o desenvolvimento de todas as etapas da proposta. As percepções dos alunos foram sistematicamente registradas por meio de respostas objetivas e subjetivas, gravações de vídeo e notas de observação do pesquisador.
A pesquisa foi realizada na Escola Estadual Terezinha de Jesus Silva, na cidade de Várzea Grande – MT, situada na rua 15, quadra 56, Bairro Nova Fronteira, região urbana. A escola possui cerca de 700 alunos matriculados nos 3 períodos (matutino, vespertino e noturno) oferecidos pela escola.
No período matutino, a instituição atende os estudantes do Ensino Fundamental (8º ano e 9ºano) e Ensino Médio; no período vespertino, os estudantes do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental; e no noturno, apenas Ensino Médio. A unidade escolar possui oito salas de aulas, uma sala de vídeo e informática, uma biblioteca, uma sala de professores e um amplo pátio com jardim.
Os sujeitos da pesquisa foram os 33 (trinta e três) alunos matriculados na 2ª série do Ensino Médio matutino da referida escola. A escolha desta turma se justificou pela consonância da emenda curricular de Biologia com o objeto de estudo abordado: a germinação da semente e o desenvolvimento de plantas angiospermas, especialmente aquelas presentes no entorno da unidade escolar.
A elaboração do produto educacional e as formas de aplicação foram centradas na busca por meios e métodos que tornassem o ensino de Botânica mais atrativo e relevante para os estudantes. A temática escolhida foram as sementes, coletadas pelos próprios alunos no entorno da escola, em praças públicas e canteiros de ruas. Essa escolha visou despertar a curiosidade dos estudantes através da exploração das formas, tamanhos e cores das sementes, bem como do fascinante processo de germinação, artesanato, plantio e, principalmente, aprendizado. As sementes utilizadas incluíram espécies como Flamboyant (Delonix regia), Jacarandá (Jacaranda mimosifolia) e diferentes espécies de Ipê (Handroanthus spp.).
Para a aplicação da proposta, foram estruturadas 11 (onze) aulas distribuídas em 5 (cinco) roteiros organizados em duas partes: 1ª Parte: Três Roteiros (Semente, Plantio e Germinação) e 2ª Parte: Dois Roteiros (Morfologia e Reprodução das Plantas).
Os roteiros detalharam as aulas, abrangendo as etapas da PBL e a abordagem investigativa, com a utilização de materiais de fácil acesso. Em cada parte da proposta, os estudantes responderam a questionários para avaliar a experiência. Na primeira parte, as questões foram objetivas, enquanto na segunda parte foram discursivas. Adicionalmente, o professor realizou duas avaliações seguindo as etapas da Taxonomia de Bloom, direcionadas a cada grupo, servindo como análise dos níveis de pensamento alcançados pelos estudantes.
O material pedagógico central criado foi o guia “O que eu faço com a semente, Siminino?”, disponibilizado online. O guia contém uma explicação das metodologias utilizadas e planos de aulas detalhados. Durante a aplicação, após a distribuição do texto gerador “A Parábola da Semente que Cresce em Segredo”, os alunos participaram de atividades de leitura, esclarecimento de conceitos e exploração de questões-chave sobre a produção e germinação de sementes.
A coleta de sementes no entorno da escola foi uma etapa prática importante. Um problema central investigado foi a influência do tamanho da semente no tempo de germinação, com a formulação e investigação de hipóteses pelos grupos. Os estudantes realizaram pesquisas sobre os nomes científicos, partes das sementes e tempos de germinação. A técnica de escarificação para acelerar a germinação do Flamboyant foi introduzida por uma estudante. O plantio das sementes foi realizado em copos descartáveis com substrato, com adaptações no plano inicial devido à instabilidade dos suportes. A divisão das sementes em grupos por tamanho permitiu a investigação da influência do tamanho na germinação.
Após a germinação, os grupos monitoraram o crescimento das plantas e estudaram sua morfologia. Discussões em grupo levaram à revisão de temas como a profundidade da raiz pivotante e a diversidade de estruturas vegetais. A importância da polinização para plantas frutíferas também foi abordada, culminando na produção de uma salada de frutas para ilustrar o tema dos frutos.
O material pedagógico criado a partir das problemáticas apresentadas neste trabalho é o guia “O que eu faço com a semente, Siminino?” está disponível em: https://drive.google.com/file/d/1zy0MDbVChYEfs91lK9fiMEJLEwJ2FKxp/view?usp=drivesdk. Ele se constitui de duas partes, a primeira é uma explicação resumida das abordagens metodológicas utilizadas; já a segunda traz a proposta em si com os planos de aulas de aplicação.
A pesquisa seguiu todos os trâmites éticos e científicos pertinentes ao Sistema CEP/CONEP, (Comitês de Ética em Pesquisa e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa).
Resultados e Discussões
A implementação da proposta pedagógica proporcionou percepções valiosas sobre como engajar os estudantes de forma eficaz, promovendo um aprendizado ativo e uma compreensão aprofundada dos conceitos botânicos. A análise das respostas dos estudantes sobre a execução da proposta na primeira parte (Semente, Plantio e Germinação) revelou uma avaliação majoritariamente positiva das atividades realizadas.
A atividade de escolha das sementes foi particularmente bem avaliada, sendo considerada “Muito Boa” pela maioria dos alunos. Em contraste, a cooperação com o grupo obteve avaliações menos positivas, indicando uma área que necessita de reforço no trabalho em equipe. No entanto, a percepção dos estudantes sobre o relacionamento com o professor durante a mediação do processo foi amplamente positiva. A análise do somatório das respostas confirmou a tendência geral de avaliações positivas (“Bom” e “Muito Bom”), sugerindo uma boa aceitação da metodologia PBL. Hmelo-Silver (2004) enfatiza que a eficácia da PBL reside no seu potencial para engajar e aumentar a satisfação dos estudantes com o processo de aprendizagem.
A análise da avaliação segundo a Taxonomia de Bloom aos grupos (GT) nas duas etapas demonstrou uma evolução no alcance dos objetivos de aprendizagem. Na primeira etapa (Sementeira, Plantação e Germinação), os Grupos 1 e 5 atingiram a pontuação máxima, enquanto os demais apresentaram variações nos domínios de Aplicação, Análise, Avaliação e Criação, sinalizando a necessidade de intervenções formativas. Ademais, os objetivos de “Lembrar” e “Entender” alcançaram 100% de realização, enquanto os objetivos mais complexos (“Aplicar”, “Analisar”, “Avaliar” e “Criar”) apresentaram percentuais inferiores.
Benedetti (2020) argumenta que a integração de intervenções específicas para os níveis mais elevados da Taxonomia de Bloom na PBL melhora o aprendizado e prepara os alunos para desafios complexos. Na segunda etapa (Morfologia e Reprodução das Plantas), houve um avanço significativo, com a maioria dos grupos demonstrando maior eficácia ao longo do processo. O gráfico 6 revelou que apenas os objetivos de “Aplicar” e “Analisar” não atingiram uma média superior a 95%, refletindo uma participação mais intensa dos grupos nas atividades propostas. Esses resultados corroboram a eficácia da PBL e do Ensino Investigativo em promover um aprendizado ativo e centrado no aluno, conforme enfatizado por Colburn (2000). Anderson e Krathwohl (2001) destacam que os avanços nas competências de “Aplicar” e “Analisar” evidenciam o impacto positivo dessas metodologias na promoção dos níveis cognitivos superiores.
A análise das respostas dos estudantes sobre a execução da proposta na segunda parte (Morfologia Vegetal e Reprodução) revelou percepções importantes sobre o aprendizado e a interação nos grupos. Na questão sobre o que aprenderam com as atividades desenvolvidas , a maioria dos estudantes mencionou o aprendizado prático sobre plantio, extração de sementes e a estrutura das plantas. A interação do grupo para a resolução dos problemas foi descrita como positiva e colaborativa pela maioria dos alunos, com destaque para a cooperação e a ajuda mútua. No entanto, na questão sobre os obstáculos enfrentados, a maioria dos estudantes apontou para problemas estruturais decorrentes da formação de grupos heterogêneos e a falta de comprometimento de alguns membros.
Gonçalves et al. (2007) observam que a PBL exige um maior protagonismo dos alunos e pode expor dificuldades na colaboração em grupos heterogêneos. A menção à “poucas aulas com o professor” devido à nova estruturação do ensino médio não se mostrou um fator determinante para a não execução das atividades, com os estudantes demonstrando participação nas discussões e tomadas de decisões.
Barochovicius (2020) relata que, durante as atividades da Aprendizagem Baseadas em Problemas, é fundamental estabelecer uma atmosfera de confiança, em que as decisões sejam debatidas de forma ampla e reflexiva, demandando maturidade dos envolvidos e fornecendo um diálogo transformador, permitindo ao professor transmitir as orientações necessárias. Assim sendo, ao discutir esses obstáculos, observou-se que os alunos forneceram uma visão mais profunda sobre os desafios inerentes ao processo de aprendizagem ativa e colaborativa, além de demonstrar sua capacidade de resolver problemas e adaptar-se às circunstâncias.
Conclusão
Este estudo evidenciou que a incorporação de aulas práticas, articuladas ao modelo da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) e ao Ensino Investigativo, representa um elemento fundamental para enriquecer o processo de ensino-aprendizagem de Biologia no Ensino Médio, particularmente no que se refere à Botânica.
A metodologia utilizada catalisou o interesse pelo aprendizado, criando um ambiente educacional rico e significativo, que diminui o desinteresse acadêmico. Ao incentivar os discentes para que apliquem os saberes adquiridos e desenvolvam competências importantes para a elaboração de seu próprio alicerce de conhecimentos, desde a fase de problematização até a investigação, abarcando todas as fases do processo educativo, essa abordagem abala a premissa de que o aprendizado se efetiva apenas mediante instrução direta, promoveu um engajamento significativo dos estudantes e estimulou o desenvolvimento de habilidades essenciais como trabalho em equipe, pensamento crítico e resolução de problemas.
A proposta didática proporcionou percepções valiosas sobre como envolver os estudantes de maneira eficaz, promovendo o aprendizado ativo e a compreensão aprofundada dos conceitos botânicos. Os resultados alcançados indicaram que os estudantes se mostraram empenhados em resolver os problemas propostos, colaborativos no desenvolvimento das atividades e interessados em construir uma aprendizagem significativa, assumindo o protagonismo do seu aprendizado.
Para apoiar os professores de Biologia na implementação de abordagens pedagógicas inovadoras, foi elaborado o Guia Didático “O que eu faço com a semente, Siminino?”. Este guia contém experimentos práticos destinados a enriquecer a prática pedagógica e incentivar a inovação no ensino de Botânica. Ele é estruturado em duas partes: a primeira apresenta uma explicação resumida das abordagens metodológicas da PBL e do Ensino Investigativo utilizadas na pesquisa, enquanto a segunda parte detalha a proposta pedagógica em si, com planos de aulas e o planejamento das ações.
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