REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202503171915
Carlos Victor Carvalho Gomes1
Daniel de Oliveira Mackert2
Gabrielle de Oliveira Moreira3
Maria Luiza Bandeira da Silva4
Sandra Souza Lima5
Izaura Maria Vieira Cayres Vallinoto6
RESUMO
A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, destacou-se pela transmissão eficiente através de secreções contaminadas e pela capacidade de infecção assintomática. A doença afeta principalmente os pulmões, mas também pode causar complicações sistêmicas persistentes, incluindo o sistema neurológico, como na síndrome pós-COVID-19. Até 2023, o Brasil registrou mais de 33 milhões de casos, com significativa incidência no Estado do Pará e na Região Metropolitana de Belém (RMB), destacando-se como um dos principais focos da doença e mortalidade associada, e enfrentando desafios com a baixa adesão ao reforço vacinal. Apesar dos esforços de vacinação desde 2020, a falta de adesão ao reforço vacinal é preocupante, com taxas abaixo do ideal tanto no Estado quanto na RMB, o que pode comprometer a eficácia global da imunização e abrir caminho para novos surtos. O estudo prospectivo de corte transversal na RMB envolveu 400 participantes, cujos dados sociodemográficos e epidemiológicos foram coletados através de questionários semiestruturados, ao longo de 2023 e 2024, destacando uma predominância de completude do esquema vacinal e um bom conhecimento sobre vacinas, embora haja uma proporção considerável de indivíduos com esquema vacinal incompleto. A análise estatística revelou associações entre escolaridade e incidência de COVID-19, sugerindo que a educação contínua sobre vacinação é crucial para manter a eficácia da imunização. Com o cenário pandêmico possivelmente evoluindo para endêmico, estratégias contínuas de vigilância epidemiológica e promoção da vacinação são essenciais para controlar a disseminação do vírus e mitigar o impacto de novas variantes.
Palavras-Chaves (máximo de cinco): SARS-CoV-2, Imunização, Epidemiologia, Pará
INTRODUÇÃO
A pandemia do Novo Coronavírus (COVID-19) tem como cadeia de transmissão, disseminação direta de secreções contaminadas. O contágio é facilitado pela aglomeração de pessoas. (2) O SARS-CoV-2 é transmissível mesmo na ausência de sintomas como é o caso dos pacientes assintomáticos, o que pode levar ao aumento do risco de transmissão pela não ciência da condição clínica positiva para a doença. (1) (10)
A COVID-19 é uma doença sistêmica que tem o pulmão como órgão alvo, porém agrava outros sistemas. (3) A síndrome pós-COVID-19 tem o sistema neurológico e respiratório como principais sítios de atuação, com sintomas que perduram mesmo após a cura da doença. Também aumenta susceptibilidade de infecção por outros patógenos, sobretudo vírus, à exemplo, casos de pneumonias oportunistas, levando à reflexão do prejuízo real causado pelo SARS-CoV-2 no pulmão e no sistema imunológico. (13)
A vacinação contra o vírus é considerada a medida mais eficaz para prevenir casos severos de COVID-19, sendo, portanto, o maior fator redutor de mortalidade e de carga total sobre o sistema público de saúde. Entretanto, a hesitação e recusa da população à vacinação apresentou-se como o maior obstáculo para a alcançar cobertura vacinal suficiente, tendo sido considerada uma das 10 maiores ameaças à saúde global pela OMS, em 2019. (14) Com a pandemia, a desinformação passou a circular de forma muito mais presente, contribuindo para o ceticismo entre os pacientes mais hesitantes a se vacinar. (13) Dentre os adultos que já receberam alguma dose vacinal, os maiores motivos para não se receber reforço foram o desconhecimento sobre elegibilidade para receber, oferta da vacina, acreditar que já está protegido com as doses iniciais, ou incerteza sobre a segurança e eficácia da vacina. (15) Como forma de melhorar o acesso à informação, vários países e organizações tiveram como medida a criação de materiais educativos para a equipe de saúde distribuir aos pacientes, a exemplo do UpToDate®, com cartilhas diferentes para diferentes faixas etárias e níveis de educação. (16)
Até 2023 o Brasil apresentou 33.728.415 casos de COVID-19, o Estado do Pará confirmou 884.133 dos casos. (4) A Região Metropolitana de Belém (RMB), composta pelos municípios de Ananindeua, Belém, Benevides, Marituba e Santa Bárbara do Pará, foram responsáveis pela notificação de 23,82% dos casos estaduais e de 34,77% dos óbitos confirmados por COVID-19 no estado. (12) Após três anos de vacinação, há baixa adesão ao reforço das doses, o que prejudica a cobertura e a eficiência vacinal, ameaçando um possível aumento do número de casos. Em 2023, houve, no Brasil, a aplicação de 515.393.557 doses; No Estado do Pará, foram aplicadas 15.697.833 doses; (12) Na RMB, houve aplicação de 4.984.613 doses vacinais, sendo 1.913.420 de primeira dose e 7.014 de terceira dose. (9) A cobertura vacinal no Pará para primeira dose é de 92,44%, (11) enquanto para dose de reforço (terceira dose) é de 33,40%. (5) Na RMB para a primeira e terceira dose foi de 88,39%. (11)
Com o surgimento de novas variantes, aumentam-se os riscos do surgimento de novas infecções, mesmo naqueles com o esquema vacinal atualizado. A terceira dose e as doses de reforço tem o intuito de aumentar o número populacional de células de memória, fortalecendo os anticorpos previamente produzidos, estimulando a resposta imunológica. (6) A plena vacinação, com reforço de uma quantidade substancial da população, é imprescindível para controle de surtos e manutenção de níveis baixos de mortalidade pela infecção por SARS-CoV-2. (8)
METODOLOGIA
Desenho do Estudo e Amostragem: Trata-se de um estudo prospectivo de corte transversal, com análise quantitativa e qualitativa. Se utilizou a população global da RMB delimitada, dada pela somatória das populações das cinco cidades integrantes para o ano de 2022, com dados obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sendo o total de 1.977.338 habitantes na RMB (Belém: 1.303.389 hab., Ananindeua: 478.778 hab., Marituba: 110.515 hab., Benevides: 63.567 hab. e Santa Bárbara do Pará: 21.089 hab.) (7). Utilizando a fórmula padronizada na literatura com um grau de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%, se chegou ao N= 385 entrevistados (as). A amostra total do estudo admitiu o próximo número inteiro possível em centenas depois do valor de N, para tornar as comparações mais intuitivas ao leitor, sendo assim, 400 entrevistados (as).
Aspectos Éticos: O estudo ocorreu em conformidade com as Diretrizes e Normas Regulamentadas de Pesquisa envolvendo Seres Humanos, com os preceitos da Declaração de Helsinque e do Código de Nuremberg e do Conselho Nacional de Saúde, dispostas na Resolução n°466/2012. Por meio do parecer do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Pará (CAAE: 63246122.6.0000.0018). Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), foi esclarecido sobre os dados que foram coletados e publicados em meios acadêmicos, assegurando-lhes privacidade acerca das informações relacionadas à identificação e à possibilidade de desistir do estudo a qualquer momento sem qualquer prejuízo.
Coleta de dados: A seleção dos participantes realizou-se por meio de amostragem aleatória simples, no qual foram escolhidos os participantes que estiveram presentes nos dias e locais de coleta de dados. Os participantes inseridos na população deste estudo cumpriram os seguintes critérios de inclusão: ser domiciliado e residente na RMB; ter 18 anos ou mais; aceitar participar da pesquisa, concordando com o TCLE. Optou-se neste estudo pelo uso de instrumentos na forma de questionário semiestruturado. Os participantes responderam perguntas de caráter sociodemográfico e epidemiológico acerca da COVID-19. Os seguintes dados foram coletados de cada participante: dados sociodemográficos, como (1) gênero, faixa etária, escolaridade e etnia. (2) informações específicas ao COVID-19, como: esquema vacinal, infecção e reinfecção e presença de sintomas. Todos os dados obtidos foram lidos dos formulários físicos dos participantes, transcritos e armazenados em um banco de dados feito no Microsoft Excel®, versão 2021.
Análise Estatística: Realizou-se análise descritiva dos dados, por meio da ferramenta “tabela dinâmica”, criou-se as tabelas que agrupam os dados coletados e que posteriormente armazenavam as compilações das variantes desejáveis. A planilha com os cruzamentos de dados gerada no Microsoft Excel®, versão 2021 foi exportada para o programa Bioestat®, versão 5.3 para realização das análises inferenciais, para obtenção do valor de p, o teste G foi utilizado para tabelas com frequência menor que 5 e o teste Qui-quadrado para tabelas com frequência maior que 5. Será adotado p < 0,0500 para rejeição da hipótese de nulidade e se aceitará a hipótese alternativa.
RESULTADOS
A amostra foi composta por entrevistados maiores de 18 anos (mediana 40-59 anos), de ambos os sexos (243 femininos e 157 masculinos), com maior prevalência de autodeclarados pardos e com ensino superior completo. As características sociodemográficas são mostradas na Tabela 1. Em relação a temática do estudo (Tabela 2), obteve-se as seguintes informações: acerca do esquema vacinal a maioria afirmou possuir o esquema vacinal completo, sendo o maior quantitativo, acerca da infecção pelo COVID-19, de infectados somente uma vez e, ao indagar os níveis de conhecimento acerca das tecnologias e plataformas vacinais, a prevalência foi de que detinham conhecimento acerca da vacina no momento do ato.
Da amostra coletada, entre os 77,75% (n=311) indivíduos que afirmaram estarem com o esquema vacinal completo, 44,69% (n= 139) declararam não terem sido infectados nenhuma vez pelo SARS-CoV-2. Aqueles 17% (n=68) com esquema vacinal parcialmente completo, 48,53% (n=33) declararam não terem apresentado a doença (Tabela 3).
Entre os indivíduos completamente vacinados, 38,26% (n=119) possuem ensino superior completo. Entre os parcialmente vacinados, o quantitativo de indivíduos com ensino superior completo é equivalente àqueles com ensino médio completo, 29,41% (n=20) (Tabela 4).
A tabela 5, apresenta a relação escolaridade e infecção por COVID-19, constatando-se que, dos indivíduos que adoeceram uma única vez, 36,80% (n=46) tem ensino superior completo. Aqueles que foram reinfectados, 52,33% (n= 45) tinham ensino superior completo. Os indivíduos que não foram infectados, o quantitativo dos que têm ensino superior completo e ensino médio completo são equivalentes, com o percentil de 26,98% (n=51).
DISCUSSÃO
No contexto atual, com a queda na mortalidade e uma possível transição da pandemia para uma fase endêmica, surge a preocupação com o surgimento de novas variantes que podem comprometer os avanços alcançados pela vacinação em massa, ainda mais em se considerar a possibilidade de diminuição da cobertura vacinal. Ao se analisar os dados obtidos, é possível observar que a quantidade de indivíduos com esquema vacinal incompleto apresenta-se elevado, com 17% declarando esquema vacinal parcialmente completo, estabelecendo ambiente orgânico para surgimento de mutações e novas variantes. Destes, quase metade que, alegadamente, não apresentaram a doença, podem potencialmente vir a transmitir o vírus de forma assintomática, ao não tomar medidas de isolamento. Quanto ao conhecimento sobre o esquema de vacinação e plataformas vacinais, o resultado foi satisfatório, como demonstrado na Tabela 2, denotando uma boa via informacional pública quanto ao tema. Em se tratar da relação com a escolaridade, mesmo com uma boa prevalência dos entrevistados apresentando ensino superior completo, apenas uma minoria dos indivíduos que declaram ter adoecido apenas uma vez tinha esse nível de escolaridade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o fim do cenário pandêmico, a capacidade de resposta natural ao vírus sem restrições e/ou medidas de proteção adicionais depende da permanência da efetividade da imunização, acompanhando as mutações virais e impedindo a transmissibilidade. Como observado, a alta cobertura vacinal observada na Região Metropolitana de Belém é um indicativo positivo, mas é imperativo aumentar a adesão ao reforço vacinal, especialmente diante da possibilidade de novas variantes. Além disso, o conhecimento da população em geral quanto às plataformas vacinais é de suma importância para a manutenção dos níveis de reforço vacinal em todas as faixas etárias e níveis de escolaridade, campanhas educativas devem ser promovidas e a divulgação mantida, perpetuando o incentivo à participação contínua na vacinação. Este estudo não apenas oferece uma análise epidemiológica retroativa, mas também ressalta a importância da vigilância constante quanto ao tema.
Lista de Referências:
- AGÊNCIA BRASIL. Vacinação contra a COVID-19 começa em todo o país. 2021. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-01/vacinacao-contra-covid19come%C3%A7a-em-todo-o-pais. Acesso em: 10 de maio de 2023.
- ALMIRA a. SANTOS E. M. C. W., Euclides M. T. Filho, Luciana M. M. Pacheco, Isabela C. F. Medeiros, Ricardo J. S. Silva, Sandra M. O. G. Queiroz. Manual Interativo como é realizado o diagnóstico da COVID-19. 2021. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/. Acesso em: 11 de maio de 2023.
- ANDRADE, Rodrigo de Oliveira. Os efeitos da COVID-19. Pesquisa Fadesp. Ed. 295. Setembro de 2020. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-efeitos-da-covid-19/. Acesso em: 16 de maio de 2023.
- CONSELHO Nacional de Saúde – Vacinômetro. 2022. Disponível em: https://conselho.saude.gov.br/vacinometro. Acesso em: 11 de maio de 2023.
- CORONAVÍRUS Brasil. 2022. Disponível em: https://covid.saude.gov.br/. Acesso em: 14 de maio de 2023.
- COVID, EDIÇÃO ESPECIAL. “Acurácia diagnóstica dos métodos sorológicos de detecção da COVID-19.” RBAC 53.2 (2021): 155-162.
- INSTITUTO Brasileiro de Geografia e Estatística – Cidades e Estados. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa. Acesso em: 21 de abril e 04 de agosto de 2023.
- MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde DdAH, Urgência e Domiciliar. Protocolo de Tratamento do Novo Coronavírus (2019-nCoV). 2020.
- MINISTÉRIO da Saúde – Vacinômetro COVID-19. Disponível em: https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_Vacina_C19/SEIDIGI_DEMAS_Vacina_C19.html. Acesso em: 04 de agosto de 2023.
- PRODEST. COVID-19 – Coronavírus. 2022. Disponível em: https://coronavirus.es.gov.br. Acesso em: 10 de maio de 2023.
- SECRETARIA de Estado da Saúde do Pará – Coronavírus. Disponível em: http://www.saude.pa.gov.br/rede-sespa/coronavirus/. Acesso em: 04 de agosto de 2023.
- SECRETARIAS Estaduais de Saúde. Brasil, 2020, 2021, 2022 e 2023 – COVID-19 no Brasil. Disponível em: https://infoms.saude.gov.br/extensions/covid-19_html/covid-19_html.html Acesso em: 10 de agosto de 2023.
- Twentyman E. Updates to Interim Clinical Considerations for Use of COVID-19 Vaccines. Disponível em: https://www.cdc.gov/vaccines/acip/meetings/downloads/slides-2023-04-19/07-COVID-Twentyman-508.pdf Acesso em: 20 de abril de 2024
- World Health Organization. Ten threats to global health in 2019. Disponível em: https://www.who.int/news-room/spotlight/ten-threats-to-global-health-in-2019 Acesso em: 12 de novembro de 2024
- Reasons for Receiving or Not Receiving Bivalent COVID-19 Booster Vaccinations Among Adults – United States, November 1-December 10, 2022. Sinclair AH, Taylor MK, Weitz JS, Beckett SJ, Samanez-Larkin GR MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2023;72(3):73. Acesso em: 25 de Janeiro de 2024
- Crowley K, et al. Patient education: COVID-19 vaccines (The Basics). Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/covid-19-vaccines-the-basics Acesso em: 09 de janeiro de 2025
TABELAS
TABELA 1 – Perfil dos entrevistados
Faixa etária (n) | 40-59 anos (147) |
Sexo % (n) | |
Feminino | 60,75% (243) |
Masculino | 39,25% (157) |
Raça ou cor % (n) | |
Parda | 63,25 (253) |
Preta | 18 (72) |
Branca | 17,75 (71) |
Amarela | 0,75 (3) |
Indígena | 0,25 (1) |
Escolaridade % (n) | |
Ensino fundamental completo | 6,25 (25) |
Ensino fundamental incompleto | 7,25 (29) |
Ensino médio incompleto | 9,75 (39) |
Ensino superior incompleto | 18 (72) |
Ensino médio completo | 23,25 (93) |
Ensino superior completo | 35,5 (142) |
Fonte: Elaborada pelos autores com base na metodologia descrita anteriormente.
TABELA 2 – Perfil vacinal
Vacinação % (n) | |
Completamente vacinados | 77,75 (311) |
Parcialmente | 17 (68) |
Não vacinados | 5,25 (21) |
Teve COVID-19? % (n) | |
Não teve | 47,25 (189) |
Sim, uma vez | 31,25 (125) |
Teve reinfecção | 21,5 (86) |
Fonte: Elaborada pelos autores com base na metodologia descrita anteriormente.
TABELA 3 – Relação casos x vacinação dos (as) entrevistados (as)
Completamente vacinados (n= 311) | Parcialmente (n= 68) | Não vacinados (n= 21) | Valor P | |
Não teve % (n) | 44,69 (n= 139) | 48,53 (n= 33) | 80,95 (n= 17) | 0,0209 |
Sim, uma vez % (n) | 22,19 (n= 69) | 23,53 (n= 16) | 4,76 (n= 1) | |
Teve reinfecção % (n) | 33,12 (n= 103) | 27,94 (n= 19) | 14,29 (n= 3) |
Fonte: Elaborada pelos autores com base na metodologia descrita anteriormente.
TABELA 4 – Relação escolaridade x vacinação dos (as) entrevistados (as)
Completamente vacinados (n= 311) | Parcialmente (n= 68) | Não vacinados (n= 21) | Valor P | |
Ensino fundamental completo % (n) | 5,79 (18) | 7,35 (5) | 9,52 (2) | 0,2947 |
Ensino fundamental incompleto % (n) | 6,43 (20) | 10,29 (7) | 9,52 (2) | |
Ensino médio incompleto % (n) | 10,61 (33) | 4,41 (3) | 14,29 (3) | |
Ensino superior incompleto % (n) | 17,36 (54) | 19,12 (13) | 23,81 (5) | |
Ensino médio completo % (n) | 21,54 (67) | 29,41 (20) | 28,57 (6) | |
Ensino superior completo % (n) | 38,26 (119) | 29,41 (20) | 14,29 (3) |
Fonte: Elaborada pelos autores com base na metodologia descrita anteriormente.
TABELA 5 – Relação escolaridade x casos dos (as) entrevistados (as)
Não teve (n=189) | Sim, uma vez (n=125) | Teve reinfecção (n=86) | Valor P | |
Ensino fundamental completo % (n) | 5,82 (11) | 4 (5) | 10,47 (9) | < 0,0001 |
Ensino fundamental incompleto % (n) | 7,94 (15) | 10,4 (13) | 1,16 (1) | |
Ensino médio incompleto % (n) | 13,23 (25) | 9,6 (12) | 2,33 (2) | |
Ensino superior incompleto % (n) | 19,05 (36) | 14,4 (18) | 20,93 (18) | |
Ensino médio completo % (n) | 26,98 (51) | 24,8 (31) | 12,79 (11) | |
Ensino superior completo % (n) | 26,38 (51) | 36,8 (46) | 52,33 (45) |
Fonte: Elaborada pelos autores com base na metodologia descrita anteriormente.
1ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9380-5008, Universidade Federal do Pará, Brasil, E-mail: carlos.gomes@icm.ufpa.br;
2ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1563-9216, Universidade Federal do Pará, Brasil, E-mail: daniel.mackert@ics.ufpa.br;
3ORCID: https://orcid.org/0009-0009-0669-3593, Universidade Federal do Pará, Brasil, E-mail: gabrielle.moreira@ics.ufpa.br;
4ORCID: https://orcid.org/0009-0008-9824-8018, Universidade Federal do Pará, Brasil, E-mail: maria.bandeira.silva@ics.ufpa.br;
5ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5137-7770, Universidade Federal do Pará, Brasil, E-mail: saraujo@ufpa.br;
6ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1408-8384, Universidade Federal do Pará, Brasil E-mail: ivallinoto@ufpa.br