ANÁLISE DOS ÓBITOS POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NAS CIDADES MAIS POPULOSAS DO ESTADO DO TOCANTINS NOS ANOS DE 2022 E 2023 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202512081737


Ana Luiza Noleto Barros1; Simone Sampaio da Costa2; Vicente Fernando Rocha Cavalcante3; Kamila Soares dos Santos4; Clayton Ferreira do Carmo5; Leticia Tamara Silva Soares6; Matheus Carvalho Bandeira7; Wanessa Santana Araújo8; Daniela de Oliveira Alves Ponce Mafra9; José Altamir Batista Da Costa10


RESUMO 

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é caracterizado pela necrose do músculo cardíaco, resultante de uma isquemia miocárdica prolongada (Borba et al., 2016). O objetivo dessa pesquisa é analisar os óbitos por infarto agudo do miocárdio nas cidades mais populosas do estado do Tocantins. Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal e quantitativa, realizada a partir do DataSUS. Os dados coletados foram referentes aos anos de 2022 e 2023. A amostra é constituída por 525 casos de óbitos por IAM. Os resultados demonstraram que Araguaína liderou em número de óbitos nos anos analisados, enquanto Palmas registrou aumento e Gurupi manteve valores estáveis. Observou-se que a maior concentração de óbitos ocorreu entre os idosos, especialmente nas faixas de 70 a 79 anos e 80 anos ou mais. Com relação ao sexo, os homens foram os mais afetados. Assim, os dados comparativos reforçam a necessidade de estudos e ações regionais específicas, com foco em estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e ampliação do acesso a tratamentos eficazes para doenças cardiovasculares. 

Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares. Infarto do Miocárdio. Registros de Mortalidade. Tocantins. 

1 INTRODUÇÃO 

As informações sobre mortalidade e os aspectos demográficos dos óbitos representam indicadores altamente relevantes das condições de saúde e da realidade socioeconômica de uma população. Esses dados estatísticos em saúde são fundamentais para o planejamento, o monitoramento e a avaliação de ações e políticas públicas. Além disso, por se tratarem de métricas sensíveis, permitem a identificação de grupos mais vulneráveis, contribuindo para a análise dos impactos de programas e intervenções sociais (Marinho et al., 2019). 

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de óbito no Brasil e no mundo, sendo responsáveis por cerca de 17,9 milhões de mortes por ano. Essas, fazem parte de um grupo de patologias de distúrbios do coração e dos vasos sanguíneos, englobando as doenças cardíacas coronarianas, cerebrovasculares, cardíacas reumáticas e outras. Estima-se que mais de quatro a cada cinco mortes originadas por doenças cardiovasculares são causadas por ataques cardíacos e derrames, sendo que, um terço desses óbitos ocorre em uma população com menos de 70 anos de idade (OMS, 2021). 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2023) as hospitalizações por infarto agudo do miocárdio aumentaram mais de 50% na última década, com uma média anual de 90 mil internações, refletindo maior incidência e/ou melhor diagnóstico. O custo anual do tratamento de procedimentos cardiovasculares pelo SUS ultrapassa R$1 bilhão, e o custo total (direto e indireto) das DCV no Brasil pode chegar a cerca de 10 bilhões de dólares. 

Este estudo tem como objetivo analisar os óbitos por IAM nas cidades mais populosas do estado do Tocantins. Com isso, busca-se contribuir para a compreensão dos principais determinantes da saúde na região, fornecendo subsídios para a criação de políticas públicas e ações de saúde mais eficazes. 

2 REFERENCIAL TEÓRICO 

As doenças cardiovasculares possuem um tempo de desenvolvimento prolongado, podendo não ter sintomatologia no início; porém, sinais como desconforto na região central do tórax, dor nos braços, ombros e cotovelos, podem indicar o início de um ataque cardíaco. Na maioria dos casos, são originadas por fatores modificáveis de saúde, como obesidade, hipertensão, gordura, estresse, depressão e diabetes (BRASIL, 2022). 

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é caracterizado pela necrose do músculo cardíaco, resultante de uma isquemia miocárdica prolongada (Borba et al., 2018). As causas dessa isquemia normalmente resultam de uma combinação de fatores, incluindo a formação de trombose ou vasoespasmo sobre uma placa ateroesclerótica. A aterosclerose, que é caracterizada pelo acúmulo de placas de gorduras calcificadas nas artérias coronárias, causa uma inflamação nas paredes dos vasos sanguíneos, o que pode levar ao seu estreitamento e endurecimento, consequentemente, ocasiona em redução do fluxo sanguíneo para o coração e danos há diversos órgãos (BRASIL, 2023). 

Estudos recentes identificaram o aumento de diagnósticos de infarto em jovens, o que pode ser associado aos hábitos de vida, como alimentação, sedentarismo, estresse, obesidade e tabagismo (Dattoli-García et al., 2021; Bajaña et al., 2024). 

O infarto do miocárdio é classificado em 5 tipos baseado na sua origem e características (Thygesen et al., 2018): 

● Tipo 1: Ocorre de maneira espontânea, originado por isquemia decorrente de instabilidade da placa ateromatosa (ruptura, erosão ou fissuras na placa);

● Tipo 2: Ocorre por meio de isquemia decorrente do aumento da oferta de oxigênio ou diminuição do fornecimento (hipertensão, espasmo ou embolia arterial coronariana, arritmia, hipotensão); 

● Tipo 3: Acontece por morte cardíaca súbita; 

● Tipo 4: Associado a Angioplastia e subdividido em dois. 
– 4a: Relacionado a intervenção coronariana percutânea; 
– 4b: Relacionado a trombose ou reestenose do stent. 

● Tipo 5: Associado a cirurgia de revascularização do miocárdio. 

Quanto à sua extensão o IAM pode ser classificado em transmurais e não transmurais. Os IAM transmurais envolvem todo o tecido do miocárdio, do epicárdio ao endocárdio, e tem como característica o eletrocardiograma (ECG) com ondas Q anormais. Já os infartos não transmurais não se estendem através da parede ventricular, resultando em alterações apenas no segmento ST e na onda T (Sweis; Jivan, 2024). 

Diante disso, devido a profundidade transmural da necrose não poder ser determinada clinicamente de maneira precisão, existe classificados como de Infarto agudo do miocárdio com supradesnível de ST (IAMCST) e Infarto agudo do miocárdio sem supradesnível de ST (IAMSSST). Assim, o IAMSSST (IAM subendocárdico) caracteriza-se pela necrose miocárdica evidenciada por biomarcadores cardíacos no sangue sem elevação aguda do segmento ST; já o IAMCST (transmural) é caracterizado pela necrose miocárdica com alterações do ECG constituídas por supradesnível do segmento ST (Almeida; Sgarbi, 2024; Sweis; Jivan, 2024).

Diante do exposto, denota-se a alta complexidade e gravidade da patologia apresentada. Além disso, reitera-se a prevenção deste por meio de fatores modificáveis de saúde. 

2 MATERIAL E MÉTODOS 

O estudo trata-se de uma pesquisa descritiva de caráter transversal com abordagem quantitativa. Uma pesquisa descritiva consiste na caracterização de evento a partir de um levantamento, possibilitando o estabelecimento de relação entre variáveis (Coelho, 2025). 

A população é constituída por dados de mortalidade relacionados à Classificação Internacional de Doenças (CID-10), desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que se referem às patologias Infarto Agudo do Miocárdio (CID 10 I21), nas cidades de Palmas, Araguaína e Gurupi. A amostra é constituída por 525 número de casos de óbito por IAM. 

A pesquisa foi realizada a partir do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), pelo Sistema de informações sobre mortalidade (SIM), por meio do aplicativo TABNET, tabulador genérico de domínio público que foi criado com o objetivo de gerar e organizar informações das bases de dados do Sistema Único de Saúde – SUS. Os dados coletados foram referentes aos anos de 2022 e 2023, conforme as últimas atualizações da plataforma. A coleta de dados foi realizada de abril a junho de 2025. 

Os critérios de inclusão foram os óbitos por IAM pelo CID 10 I21, a média de permanência hospitalar e os óbitos relacionados à Araguaína, Gurupi e Palmas. As variáveis dependentes foram o CID e o ano de processamento, já as independentes consistiam na faixa etária, sexo, municípios e a média de internação. 

A pesquisa consiste em uma análise de dados de domínio público, disponibilizados pelo Ministério da Saúde por meio da plataforma DataSUS. Desse modo, devido a utilização exclusiva de dados secundários já registrados, a pesquisa não necessita de apresentação ao Comitê de Ética e torna-se isenta da utilização de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme a Resolução n° 466/12. 

Os dados requeridos foram selecionados a partir dos filtros disponíveis pela plataforma, sendo os selecionados: Mortalidade geral, municipio, faixa etário, sexo, óbitos por ocorrência e categoria do CID 10. 

A busca pelo tempo médio de permanência hospitalar, primeiramente, é selecionado a opção morbidade hospitalar do SUS, após, escolhe-se a opção ´´Geral, por local de Internação

– a partir de 2008´´ e o estado. Os filtros aplicados são município, ano processamento, média de permanência e então são marcados as cidades e a causa do óbito. 

O site permite que os dados gerados na sua interface sejam exportados na íntegra para o Microsoft Excel 2016, ferramenta essa, que foi utilizada para o registro de dados. Após a coleta, as informações obtidas foram organizadas e estruturadas para a análise. 

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 

4.1 Óbitos por Infarto agudo do miocárdio das cidades mais populosas do estado do Tocantins. 

Os óbitos por IAM (Gráfico 1) em Palmas e Gurupi tiveram taxas mais elevadas no ano de 2023, e em 2022 em Araguaína. 

Gráfico 1: Óbitos por IAM segundo Município. 

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS – Departamento de Informática do SUS. TABNET, 2025. 

O número absoluto de óbitos por IAM em ambos os anos é liderado por Araguaína, apesar de uma pequena redução de 2022 para 2023 (-9,8%). Em Palmas, houve um leve crescimento no número de óbitos no mesmo período, ultrapassando os 90 casos. Já em Gurupi, os valores foram os menores entre os três municípios, com um número estável, próximo de 45 óbitos. 

Esses dados podem refletir o tamanho populacional, a concentração de serviços de saúde, diferenças no acesso ao diagnóstico precoce e o tratamento e prevenção das doenças cardiovasculares. O aumento em Palmas e Gurupi pode sugerir a necessidade de maior atenção à prevenção e controle dos fatores de risco.

A presença de hospitais de referência, como o Hospital Geral de Palmas e o Hospital Regional de Araguaína, pode influenciar tanto os registros quanto a complexidade dos casos atendidos, o que deve ser considerado na análise dos dados. 

Estudos epidemiológicos recentes mostraram que a mortalidade por IAM está diminuindo lentamente em todo o mundo, porém essa redução é menor em países com Produto Interno Bruto (PIB) mais baixo, classes sociais mais baixas e regiões socioeconomicamente desfavorecidas. Dessa maneira, quando atrelado as cidades abordadas, percebe-se o aumento dos óbitos em duas das cidades mais populosas do Tocantins (Abreu et al., 2021). 

4.2 Perfil epidemiológico dos óbitos por Infarto agudo do miocárdio das principais cidades do estado do Tocantins. 

Gráfico 2: Óbitos por IAM segundo a faixa etária em Palmas-TO. 

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS – Departamento de Informática do SUS. TABNET, 2025. 

A partir dos dados é possível observar que a maior concentração de óbitos ocorreu entre os idosos, especialmente nas faixas de 70 a 79 anos e 80 anos ou mais, em ambos os anos analisados. Em 2022, o pico ocorreu na faixa de 70 a 79 anos, com quase 30 óbitos, enquanto em 2023 houve uma distribuição mais equilibrada entre as faixas de 60 a 79 anos, sugerindo um deslocamento da mortalidade para faixas ligeiramente mais jovens. 

A faixa etária de 60 a 69 anos também apresentou número expressivo de óbitos em 2023, superando os registrados em 2022. Já entre a faixa de 30 a 49 anos, os números foram significativamente menores, porém apresentaram constância, o que aponta para a necessidade de atenção também às faixas etárias economicamente ativas. 

O acometimento majoritário dos idosos por IAM é correlacionado ao tratar-se de uma patologia crônico-degenerativa. Assim, com o avanço da idade a aterosclerose tem um desenvolvimento natural, dificultando a absorção vascular e elevando a pressão sanguínea, o que resulta em doenças cardiovasculares. Dessa maneira, as taxas de mortalidade nos idosos têm uma relação direta com a longa exposição a fatores danosos à saúde, sendo eles ambientais ou comportamentais, além de serem os mais acometidos com doenças como o Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica, o infarto prévio, e outras (Santos et al., 2018; Troncoso, 2018). 

Esse panorama reforça a associação do IAM com o envelhecimento, mas também ressalta a importância de ações de prevenção ao longo da vida, especialmente com relação ao controle de fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo. O aumento dos óbitos em determinadas faixas etárias entre os dois anos também pode indicar falhas na detecção precoce ou na assistência médica durante eventos agudos. 

Gráfico 3: Óbitos por IAM segundo a faixa etária em Araguaína-TO. 

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS – Departamento de Informática do SUS. TABNET, 2025. 

Os óbitos por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) segundo a faixa etária no município de Araguaína-TO (Gráfico 4) mostra que a maior concentração de óbitos ocorreu entre os indivíduos com 80 anos ou mais em ambos os anos. No ano de 2022, essa faixa etária apresentou o maior número absoluto de mortes, com aproximadamente 45 casos, enquanto em 2023 esse número foi ligeiramente menor, embora ainda represente a maior parcela das ocorrências. 

Nota-se uma tendência clara de aumento progressivo nos óbitos à medida que a idade avança. As faixas etárias abaixo dos 60 anos apresentaram uma baixa incidência de mortes por IAM, o que está de acordo com a literatura médica, que aponta um risco crescente de infarto com o envelhecimento. No entanto, chama atenção o fato de que, em 2023, houve um aumento significativo no número de óbitos nas faixas de 50 a 79 anos em comparação ao ano anterior. A faixa etária de 70 a 79 anos, em particular, teve um crescimento perceptível nos registros de morte, indicando uma possível mudança no perfil etário dos pacientes mais vulneráveis ao IAM. 

Estudos realizados por Silva, Melo e Neve (2019) e Lima, Máximo e Filho (2023) apresentaram resultados consonantes à pesquisa, em que a população mais acometida também foi a idosa. Dessa maneira, fatores como que contribuem com esses resultados podem estar relacionados com o aumento da expectativa de vida e o acometimento dessa população por doenças crônicas não transmissíveis. 

Apesar da redução dos óbitos entre os idosos com 80 anos ou mais em 2023, esse grupo ainda continua sendo o mais afetado. Essa variação pode estar relacionada a diversos fatores, como uma possível melhora no acesso aos cuidados médicos, maior efetividade nas estratégias de prevenção e controle de doenças crônicas entre os mais idosos, ou até mesmo mudanças demográficas na população do município. 

Em síntese, o gráfico revela que os idosos continuam sendo o grupo mais suscetível aos óbitos por IAM, mas o crescimento das mortes nas faixas intermediárias de idade, principalmente entre 50 e 79 anos, em 2023, acende um alerta. Isso reforça a importância de ampliar as ações de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento médico contínuo também para essa população. 

Gráfico 4: Óbitos por IAM segundo a faixa etária em Gurupi-TO. 

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS – Departamento de Informática do SUS. TABNET, 2025. 

Destaca-se um aumento no número de mortes por IAM em 2023 em quase todas as faixas etárias em comparação com 2022. A faixa etária com maior número de óbitos em 2023 foi a de 80 anos ou mais, apresentando um crescimento importante em relação ao ano anterior.

Além disso, a faixa de 70 a 79 anos apresentou um número elevado de óbitos em 2023, superando a marca de 10 registros. Na comparação com 2022, percebe-se que houve um aumento não apenas nas faixas mais avançadas de idade, mas também entre adultos de meia-idade, como na faixa de 50 a 59 anos, que passou a apresentar uma presença mais expressiva de óbitos no ano de 2023. Já as faixas etárias mais jovens, como de 30 a 49 anos, mantiveram-se com baixa incidência de mortes, com variações discretas entre os dois anos. 

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a doença cardiovascular com mortalidade prevalente em pessoas idosas, porém a sua incidência em pacientes jovens tem aumentado ao longo dos anos (Santos et al., 2018). 

A maior parte dos óbitos por essa patologia ocorre antes mesmo da chegada do paciente ao hospital, tendo maior chance de sobrevida os pacientes que recebem o tratamento precoce especializado (Ouchi et al., 2017). 

Um estudo epidemiológico realizado por Menezes et al. (2024) identificou que o número de óbitos com relação à faixa etária representou uma taxa de 2.1% de 15 a 19 anos, 20 6,6% de 29 anos e 15,2% de 30 a 39 anos. Esta última, possui maior exposição a fatores de risco como estresse, dieta inadequada e falta de exercício físico, o que pode contribuir para o desenvolvimento de IAM. Entretanto, há uma elevação significativa dos números na idade entre 15 e 19 anos nos últimos anos. 

O crescimento nas faixas etárias intermediárias, como de 50 a 69 anos, sugere que fatores de risco cardiovasculares podem estar se manifestando precocemente e merecem maior atenção das políticas de saúde pública. 

Em suma, o gráfico evidencia que, em Gurupi, o ano de 2023 foi marcado por um aumento expressivo nos óbitos por IAM em diversas faixas etárias, principalmente entre os idosos. A ampliação dessas ocorrências também em adultos mais jovens reforça a importância de ações preventivas e de monitoramento contínuo da saúde cardiovascular da população como um todo. 

Gráfico 5: Óbitos por IAM segundo o sexo em Palmas-TO.

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS – Departamento de Informática do SUS. TABNET, 2025. 

A análise revela que, em ambos os anos, os homens foram os mais afetados, com um número significativamente maior de óbitos em relação às mulheres. Em 2022, os óbitos masculinos ultrapassaram a marca de 60, enquanto os femininos ficaram próximos de 30. Já em 2023, embora tenha havido uma leve redução nas mortes entre os homens — que caíram para cerca de 55 —, o número de óbitos femininos aumentou, aproximando-se dos 40 casos. 

Esse comportamento sugere uma tendência de redução da mortalidade por IAM entre os homens, ao mesmo tempo em que aponta para um aumento preocupante entre as mulheres. Ainda que os homens continuem sendo o grupo com maior número absoluto de óbitos, a aproximação dos índices femininos em 2023 pode indicar mudanças no perfil de risco ou possíveis falhas no diagnóstico e tratamento do IAM em mulheres, que frequentemente apresentam sintomas atípicos e podem ser subdiagnosticadas. 

Estudos realizados por Moreira et al. (2018), Silva et al. (2018) e Sant’anna et al. (2021) evidenciaram a prevalência do sexo masculino em caso de óbitos por IAM. Estes dados ocorrem por fatores genéticos e culturais, em que a figura do homem ocupa uma posição que muitas vezes cuidar de si torna a sua sexualidade vulnerável, contribuindo para uma negligência da própria saúde. 

Em resumo, o gráfico evidencia uma disparidade entre os sexos nos óbitos por IAM em Palmas, com predominância masculina, mas também destaca a elevação dos óbitos entre as mulheres em 2023. Esses dados reforçam a necessidade de estratégias de prevenção e atenção à saúde cardiovascular que considerem as especificidades de cada sexo, com campanhas de conscientização, diagnósticos mais sensíveis para o público feminino e acompanhamento regular de fatores de risco em toda a população. 

Gráfico 6: Óbitos por IAM segundo o sexo em Araguaína-TO.

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS – Departamento de Informática do SUS. TABNET, 2025. 

Os dados revelam que, em ambos os anos, os homens morreram mais por IAM do que as mulheres, mantendo uma tendência já observada em outras localidades. Em 2022, os óbitos masculinos superaram a marca de 140, enquanto os femininos ficaram pouco acima de 70. Em 2023, houve uma redução nos óbitos masculinos, caindo para cerca de 120, enquanto os óbitos femininos aumentaram, ultrapassando os 80 registros. 

Pesquisas realizadas por Benito e Nunes (2023) e Cavalheiro et al. (2024) evidenciaram a predominância de internações por IAM no sexo masculino, entretanto, no segundo estudo, as mulheres apresentaram taxa de mortalidade superior (12,07% contra 8,83% entre os homens). 

Esse cenário evidencia duas tendências opostas: de um lado, a redução das mortes por IAM entre os homens, o que pode estar relacionado à melhoria na prevenção, diagnóstico precoce ou acesso ao tratamento; de outro, o crescimento entre as mulheres, que pode indicar uma maior exposição a fatores de risco, menor atenção aos sintomas ou falhas nos protocolos de atendimento voltados ao sexo feminino. Essa inversão parcial na tendência é preocupante, pois sinaliza que as mulheres vêm ganhando espaço em uma estatística antes predominantemente masculina. 

Portanto, a análise do gráfico destaca que, embora os homens ainda representem a maior parte dos óbitos por IAM em Araguaína, a diferença entre os sexos diminuiu em 2023 devido ao aumento significativo das mortes entre as mulheres. Isso aponta para a necessidade de ações mais direcionadas à saúde cardiovascular feminina, com ênfase na educação em saúde, prevenção e atenção adequada aos sinais do infarto em mulheres, que muitas vezes se manifestam de forma diferente dos homens.

Gráfico 7: Óbitos por IAM segundo o sexo em Gurupi-TO. 

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS – Departamento de Informática do SUS. TABNET, 2025. 

Assim como nas outras cidades analisadas, os dados indicam que os homens continuam sendo os mais afetados, com um número significativamente maior de óbitos do que as mulheres. Em 2022, os óbitos masculinos ultrapassaram os 170 casos, enquanto os femininos ficaram próximos de 90. Já em 2023, observa-se uma leve redução entre os homens, com cerca de 160 óbitos, ao mesmo tempo em que o número de mortes femininas aumentou, ultrapassando a marca dos 100 casos. 

Esse padrão mostra uma diminuição da mortalidade por IAM entre os homens, ainda que pouco expressiva, e um crescimento contínuo entre as mulheres, o que repete uma tendência já observada em outros municípios tocantinenses. Tal comportamento pode ser resultado de fatores como o aumento da exposição feminina a condições de risco cardiovascular como hipertensão, tabagismo, estresse e sedentarismo , somado à dificuldade de identificação precoce do IAM em mulheres, cujos sintomas nem sempre seguem o padrão clássico. 

Em suma, o gráfico demonstra que, embora os homens ainda sejam os mais atingidos por óbitos decorrentes de IAM em Gurupi, a distância entre os sexos está diminuindo, principalmente pelo crescimento das mortes entre as mulheres. Esse cenário reforça a importância de políticas públicas de saúde específicas para o público feminino, voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce de doenças cardiovasculares, bem como à capacitação dos serviços de saúde para reconhecer e tratar adequadamente os sintomas do infarto em ambos os sexos.

4.3 Média de permanência hospitalar por doenças cardiovasculares nas principais cidades do estado do Tocantins. 

Nos anos de 2022 o tempo médio de permanência hospitalar (Gráfico 15) foi maior em Araguaína e Gurupi, em contraponto, o número de óbitos em Araguaína foi maior no mesmo ano, porém em Gurupi foi maior em 2023. 

Gráfico 8: Tempo médio de permanência hospitalar por infarto agudo do miocárdio.

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS – Departamento de Informática do SUS. TABNET, 2025. 

Em Palmas o tempo médio de permanência hospitalar foi maior no de 2023, sendo também o ano com maior número de óbitos na cidade. As informações revelam variações significativas entre os municípios e ao longo do período analisado, em Araguaína houve uma redução no tempo médio de internação, de 5,9 dias em 2022 para 5,1 dias em 2023. Já em Gurupi ocorreu diminuição de 6,7 dias em 2022 para 6 dias em 2023. Em Palmas, diferentemente dos demais municípios, registrou um aumento no tempo médio de permanência, passando de 5,8 dias em 2022 para 7 dias em 2023. 

O tratamento dessa patologia é de alto custo e concentra-se nas capitais, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil (Abreu, 2021). Segundo Wenzel et al. (2016) o IAM apresenta mortalidade média de 30% quando não tratada e de menos de 6% quando o tratamento adequado é administrado em tempo. Metade desses óbitos ocorrem nas primeiras 2 horas do início dos sintomas e 80% acontecem nas primeiras 24 horas, resultando em muitas mortes antes de qualquer atendimento hospitalar.

Esse panorama destaca a importância do monitoramento contínuo desses indicadores para avaliar a eficácia dos serviços de saúde, identificar gargalos e orientar políticas públicas que busquem reduzir a morbimortalidade por IAM, promovendo uma assistência mais eficaz e equitativa em todo o estado. 

4 CONCLUSÃO 

Com base nos dados analisados, observou-se que os óbitos são mais frequentes em indivíduos idosos, especialmente nas faixas etárias acima de 60 anos, e com predominância do sexo masculino. 

Em Palmas, os dados evidenciaram aumento nos óbitos tanto por IAM em 2023, podendo sugerir o agravamento no controle dos fatores de risco, falhas na detecção precoce ou sobrecarga nos serviços de saúde. Araguaína, embora tenha apresentado o maior número absoluto de óbitos, mostrou redução nos casos. Já Gurupi, com menores números absolutos, apresentou crescimento nos óbitos em 2023, reforçando uma possível vulnerabilidade do município. 

Quanto ao perfil etário, a maior concentração de óbitos em idosos corrobora a literatura, visto que doenças crônicas e degenerativas são prevalentes nesse grupo. Contudo, o crescimento de óbitos em adultos entre 50 e 69 anos revela a necessidade de intervenções precoces e contínuas ao longo da vida, especialmente no controle da hipertensão, diabetes, tabagismo e obesidade. 

A análise por sexo revelou um padrão esperado de maior mortalidade entre os homens, contudo, um aumento consistente dos óbitos entre mulheres em 2023 aponta para a importância de ampliar campanhas e protocolos específicos para o público feminino, cuja sintomatologia cardíaca muitas vezes difere da clássica, dificultando o diagnóstico precoce. 

Em relação à média de permanência hospitalar, os dados mostraram variações importantes entre os municípios e entre os anos, sendo possível associar esses índices à gravidade dos casos, complexidade da rede de atendimento e eficiência terapêutica. Araguaína e Gurupi reduziram a média de dias de internação por IAM, o que pode refletir maior resolutividade dos serviços. Já Palmas apresentou aumento, o que pode estar relacionado ao atendimento de casos mais graves ou mudanças nos protocolos clínicos. Para AVE, observou-se aumento da permanência hospitalar em Araguaína e Gurupi, o que pode refletir maior complexidade dos casos ou atraso no diagnóstico.

Em síntese, os dados comparativos reforçam a necessidade de estudos e ações regionais específicas, com foco em estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e ampliação do acesso a tratamentos eficazes para doenças cardiovasculares. 

REFERÊNCIAS 

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1Acadêmica de Enfermagem, Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA). E-mail: analuizanb@rede.ulbra.br
2Enfermeira, Mestre em promoção da saúde – Centro Universitário Adventista São Paulo (UNASP). E-mail: sicosta@ceulp.edu.br
3Acadêmico de Enfermagem, Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA). E-mail: vicente.fernando73@rede.ulbra.br
4Acadêmica de Enfermagem, Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA). E-mail: kamilasoares@rede.ulbra.br
5Acadêmico de Enfermagem, Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA). E-mail: clay.ferreira@rede.ulbra.br
6Enfermeira, Graduada de Enfermagem – Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA). E-mail: leticiatamara@rede.ulbra.br
7Enfermeiro, Graduada de Enfermagem – Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA). E-mail:matheusbandeira096@rede.ulbra.br
8Acadêmica de Enfermagem, Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA). E-mail: wanessasantana@rede.ulbra.br.
9Enfermeira, Mestre em Ciências da Saúde – Universidade Federal do Tocantins (UFT). E-mail: danielaalvesana@gmail.com
10Enfermeiro, Mestre em Ensino em Ciências da Saúde – Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP). E-mail: enfermeiroaltamir@gmail.com