REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202512301108
Amanda Fernandes dos Santos
Maria Isabel de Brito Theodoro
Filipe Brum Della Rosa
Pablo de Oliveira Vieira
Monalize Zanini
Resumo
Introdução: A violência obstétrica, caracterizada por práticas desrespeitosas e desumanizadas durante o ciclo gravídico-puerperal, compromete a integridade física e psicológica das mulheres. Em contraponto, a humanização do parto prioriza o respeito à autonomia, redução de intervenções desnecessárias e a promoção de um cuidado centrado na mulher. O papel dos profissionais de saúde é fundamental e deve ser analisado, uma vez que estes têm o compromisso, estabelecido por seu juramento ético, de garantir o bem-estar de seus pacientes, respeitar sua dignidade e oferecer cuidados que favoreçam a saúde física e emocional, assegurando um parto seguro e respeitoso. Objetivo: Analisar as práticas de violência obstétrica e revisar abordagens de cuidado no parto, destacando a importância da humanização como estratégia para melhorar a assistência à saúde materna. Metodologia: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, do tipo revisão de literatura. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “violência obstétrica”, “humanização do parto” e “práticas obstétricas”, combinados por meio do operador booleano AND. Foram incluídos artigos publicados no período de 2015 a 2024, disponíveis na íntegra, em língua portuguesa e inglesa, que abordassem práticas de violência obstétrica e estratégias de humanização da assistência ao parto. Foram excluídos estudos que não apresentavam relação direta com o tema proposto. A seleção dos artigos ocorreu por meio da leitura dos títulos e resumos e, posteriormente, da análise do texto completo dos estudos elegíveis. Os estudos analisados demonstraram que a violência obstétrica ainda se apresenta de forma recorrente na assistência ao parto, manifestando-se por meio de práticas desrespeitosas, intervenções desnecessárias e restrição da autonomia da mulher. Essas condutas estão associadas, principalmente, à insuficiente capacitação dos profissionais de saúde e à permanência de um modelo assistencial intervencionista, em desacordo com as evidências científicas atuais. A literatura evidencia que a violência obstétrica compromete a saúde física e emocional das gestantes, podendo também repercutir negativamente no bem-estar neonatal. Em contrapartida, a adoção de práticas baseadas no parto humanizado mostrou-se uma estratégia eficaz para a redução dessas práticas, ao promover o respeito, a dignidade e o protagonismo da mulher durante o processo de parturição. Assim, reforça-se a necessidade de reestruturação da assistência obstétrica, com investimento em formação profissional e fortalecimento de políticas públicas voltadas à humanização do cuidado. Apesar das intensas discussões sobre a violência obstétrica e a tentativa de implementação do parto humanizado, a análise da continuidade e frequência dessas práticas destacam a urgência de mudanças na relação entre a equipe de saúde e a gestante. É indispensável a melhora na educação, a fiscalização dos profissionais de saúde e a intensificação de políticas públicas para erradicar a violência obstétrica, assim, assegurando um cuidado mais humanizado.
Palavras-chave: “Violência obstétrica”, “Humanização do parto” e “Práticas obstétricas”.
Referências:
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