A OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE LESÕES CUTÃNEAS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511220551


 Cleciane Martins Silva
Josseni Ferreira De Souza
Orientadora: Profª Andressa Rodrigues Lopes


RESUMO 

As técnicas de cuidados com feridas têm sido registradas desde os  tempos antigos, pelos gregos e egípcios. Muitas dessas práticas foram  amparadas em conhecimentos e condutas individuais e dirigidas pelas  necessidades da época, tais como recuperar ferimentos em soldados  provocados por arma de fogo durante a guerra. No século XX, vários  trabalhos de pesquisa foram elaborados visando não apenas identificar o  melhor tratamento, mas também alcançar a compreensão do complexo  processo de cicatrização (BORGES,2008). 

Segundo SILVA (2009), dentre inúmeros produtos e métodos  terapêuticos disponíveis que podem ser adotados para potencializar o  tratamento padrão de lesões, vem ganhado destaque a oxigenoterapia  hiperbárica (OHB), uma terapêutica indicada no tratamento de feridas  agudas ou crônicas, de natureza infecciosa, isquêmica, traumática ou  infecções.  

Este estudo trata-se de revisão integrativa da literatura baseada em  evidências que objetivou identificar a efetividade da oxigenioterapia  hiperbárica de forma isolada no tratamento de lesões cutâneas. Nos  últimos anos surgiram novos conhecimentos e avanços tecnológicos que  possibilitaram a melhora nos resultados de clientes que tiveram problemas  com feridas crônicas, refratárias e debilitantes. Assim, a oxigenoterapia  hiperbárica tem possibilitado auxílio no tratamento de lesões cutâneas. O  número de publicações revisadas para compor essa amostra foram  totalizadas em 05 artigos, demonstrado o uso de oxigenoterapia  hiperbárica como forma de terapia adjuvante para o tratamento de lesões.  

Descritores: oxigenação hiperbárica, efetividade e cicatrização.

ABSTRACT 

The techniques of wound care have been recorded since ancient  times, Greeks and Egyptians. Many of these practices were supported in  knowledge and individual conduct and directed by the needs of the time,  such as injuries to recover soldiers caused by firearms during the war. In  the twentieth century, several research studies were designed to not only  identify the best treatment, but also achieve an understanding of the  complex healing process (Borges, et al, 2008). 

According to Silva (2009), among numerous products and treatment  methods available that can be adopted to enhance the standard treatment  of injuries, has gained prominence hyperbaric oxygen therapy (HBO)  therapy indicated for the treatment of acute or chronic wounds, infectious in  nature, ischemic, traumatic or infectious.  

This study deals with the review of the literature intergrades strategy that  aimed to identify the effectiveness of hyperbaric oxygen therapy in isolation  in the treatment of skin lesions. possible the improvement in outcomes of  clients who had problems with chronic wounds, refractory and debilitating.  Hyperbaric oxygen therapy has enabled aid in the treatment of skin lesions.  The number of publications reviewed for this study were composed in 2005  totaled articles, demonstrated the use of hyperbaric oxygen therapy as a  form of adjuvant therapy for treatment of injuries.  

Keywords: hyperbaric oxygenation, and healing effectiveness.

1 INTRODUÇÃO 

As técnicas de cuidados com feridas têm sido registradas desde os  tempos antigos, pelos gregos e egípcios. Muitas dessas práticas foram  amparadas em conhecimentos e condutas individuais e dirigidas pelas  necessidades da época, tais como recuperar ferimentos em soldados  provocados por arma de fogo durante a guerra. No século XX, vários  trabalhos de pesquisa foram elaborados visando não apenas identificar o  melhor tratamento, mas também alcançar a compreensão do complexo  processo de cicatrização (BORGES, 2008).  

O tratamento padrão de feridas, de forma geral, tem por objetivo  preparar o leito lesado a fim de promover condições fundamentais para a  sua cicatrização: um meio úmido – facilitando o deslocamento das células,  favorecendo o crescimento e a divisão celular e a eliminação de patógenos  (SILVA, 2009).  

A reparação do tecido lesado necessita de um ambiente que propicie a  formação de colágeno, a angiogênese, a epitelização e a contração da ferida.  Atendidas essas exigências, a reparação é obtida com mais sucesso em um  ambiente local onde existam ótimas condições de temperatura, hidratação e  oxigenação (BORGES, 2008). 

Segundo Silva (2009), dentre inúmeros produtos e métodos  terapêuticos disponíveis que podem ser adotados para potencializar o  tratamento padrão de lesões, vem ganhando destaque a oxigenoterapia  hiperbárica (OHB). Essa terapêutica é indicada no tratamento de feridas  agudas ou crônicas, de natureza infecciosa, isquêmica, traumática ou  infecciosa. Nas práticas clínica, temos observado que os pacientes com lesões  crônicas vêm aumentado à taxa de ocupação hospitalar permanecendo nas  instituições por um longo período, além de demandarem o uso de  antibióticos para tratamento de infecção presente, período, além de  demandarem o uso de antibióticos para tratamento de infecção presente,  algumas vezes, na lesão.  

Considerando-se que a literatura associa o tratamento de lesões  cutâneas a diferentes terapêuticas, optou-se por levantar evidências científicas que determinem à efetividade da oxigenoterapia hiperbárica para  tratamento de lesões cutâneas. Relembra-se que atualmente, não há na  literatura estudos de evidência da oxigenoterapia hiperbárica no tratamento  de lesões cutâneas refratárias.  

Desta forma, pretende-se responder ao seguinte questionamento: a  oxigenoterapia hiperbárica é efetiva quando usada isoladamente no  tratamento de lesões cutâneas? Considerando-se a gravidade da ocorrência  de lesões cutâneas em pacientes hospitalizados, observa-se que existem  poucas indicações para tratamento de lesões com a oxigenoterapia  hiperbárica, bem como escassez de conhecimento dos profissionais da saúde  para a escolha da terapia em questão. Não há um conhecimento prévio  na maioria das instituições hospitalares a respeito do uso da  oxigenoterapia hiperbárica como proposta terapêutica para tratamento de  lesões cutâneas, reforçando a importância da implementação de um estudo  dessa natureza. Espera-se que os resultados do estudo possam contribuir para  melhorias no planejamento e atendimento ao paciente portador de lesões  cutâneas e, ainda motivar estudos. sobre o impacto da utilização da  oxigenoterapia hiperbárica no tratamento de lesões cutâneas. 

2 OBJETIVO 

Identificar a efetividade da oxigenoterapia hiperbárica no tratamento de  lesões cutâneas.

3. CONTEXTUALIZAÇÃO 

 Para, LACERDA, (2006), etimologicamente, hiperbárico é o termo  composto pelos radicais hiper + baros. Hiper é um prefixo grego que indica  excesso ou acima; baros, também oriundo do grego, indica pressão, peso ou  densidade. Oxigenoterapia (oxis= ácido; genção = produzir; therapeia =  tratamento) é o tratamento por inalação de oxigênio, muitas vezes associado à  respiração artificial. 

Segundo DEALEY (2008), a oxigenoterapia vem sendo usada há muitos  anos na recompressão para mergulhadores, portadores de complicações  causadas pela descompressão. Mais recentemente, tem sido usada para  tratamento de feridas de difícil cicatrização. O tratamento com oxigênio  hiperbárico é definido como “o paciente respirando em ambiente com 100%  de oxigênio, intermitentemente, num ponto mais alto do que a pressão no  nível do mar”. O tratamento é administrado colocando o paciente dentro de  uma câmara de pressão, que pode ser projetada para uma ou mais pessoas.   Conforme VAL (2003), a oxigenoterapia consiste na inalação intermitente de  oxigênio (O²) a 100% sob uma pressão atmosférica maior que um atmosfera  (ATA). 

A elevada pressão parcial de oxigênio no ar inspirado determina um  aumento nos níveis de oxigênio dissolvidos no plasma sanguíneo, fundamento  dessa modalidade terapêutica. Essa terapêutica teve como marco inicial o ano  de 1622 em que Henshaw, um pastor inglês, construiu uma câmara selada, a  qual denominou domicillim– atualmente câmara hiperbárica – usando pela  primeira vez o ambiente hiperbárico para fins terapêuticos, embora utilizasse  naquela época somente o ar comprimido. SOUZA, 2007. 

Contudo, a era da oxigenoterapia normobárica moderna, baseada em  princípios científicos sólidos, só se iniciou verdadeiramente, com as  publicações de J.S. Haldane, a partir de 1917, nas quais o seu autor definiu a  hipoxemia, explanou a sua fisiologia, nomeou as suas principais causas,  referiu os seus efeitos deletérios sobre o organismo humano, e salientou os  efeitos benéficos da oxigenoterapia, particularmente causadas por  insuficiência respiratória e circulatória. SOUZA, 2007.  

Muitos estudos com oxigenoterapia hiperbárica foram desenvolvidos,  embora a utilização de câmaras hiperbáricas na medicina clínica com o  embasamento científico só tenha se iniciado em 1955, passando a ser habitualmente recomendada para tratamento de feridas crônicas a partir de  1964, quando foi usada a primeira vez no tratamento de úlceras traumáticas e  na prevenção de necrose de enxertos e retalhos de pele. 

Contudo, a oxigenoterapia hiperbárica só viria a ser introduzida na prática  clínica, com bases cientificamente credíveis, a partir de meados do século XX.  Nas últimas décadas, os serviços de oxigenoterapia hiperbárica vêm ganhando  força e se expandindo mundialmente.  

No Brasil, encontra-se regulamentada desde 1955 pelo Conselho Federal  de Medicina, por meio da resolução nº. 1.457, que define as doenças que  devem ser tratadas com esse método e norteia sua prática e cobertura pelos  planos e seguros de saúde. Como conseqüência desse fenômeno, observa-se  uma melhor evolução no processo de cicatrização das feridas e o combate  efetivo a diversas infecções, processos seriamente prejudicados pela  deficiência de oxigenação (VAL, 2003). Esse processo de hiperóxia ocorre  utilizando-se ambientes fechados, denominados câmaras, que são capazes de  acomodar um paciente (monopaciente) ou vários pacientes (multipacientes)  (VAL, 2003  

As câmaras monoplace, são em sua maioria, pressurizadas com oxigênio  puro, que é inalado pelo cliente diretamente da atmosfera da câmara. As  multiplaces são pressurizadas somente com ar comprimido, com o oxigênio  fornecido através da máscara oronasal, capuz cefálico ou, nos casos de  clientes traqueostomizados, de tubo endotraqueal (SILVA,2009). 

O oxigênio é absolutamente indispensável para o funcionamento de todos  os nossos tecidos orgânicos, sendo um elemento fundamental para sua  restauração quando acontece alguma lesão tecidual em nosso corpo, o nível de  oxigênio tecidual necessário para, em condições normais, atender ás  necessidades fisiológicas teciduais é muito baixo, de 35 a 40 mmHg. No  entanto, nem sempre esse nível mínimo de oxigênio exigido é alcançado  quando se trata de situações em que ocorre desestrutura da anatomia local por  trauma, bloqueio de capilares, presença de edema e inflamação, resultando na  ocorrência de uma ferida. Na década de 1960, vários estudos comprovaram  que o processo de cicatrização estava diretamente relacionado com o  suprimento de oxigênio (SILVA, 2009).  

Na década de 1970, estudos de avaliação do oxigênio tecidual  demonstraram, por meio realização de oximetrias transcutâneas, que feridas  refratárias apresentam valores da concentração tecidual de oxigênio abaixo de  20 mmHg, ou seja, valores que geralmente inviabilizariam o processo de recuperação desses tecidos lesados e que são significativamente aumentados  na vigência do emprego da oxigenoterapia hiperbárica, mudando totalmente o  prognóstico (SILVA, 2009). 

Do ponto de vista fisiológico, a oxigenoterapia hiperbárica é um valioso  método é um valioso método terapêutico quando empregado na recuperação  de tecidos lesionados, uma vez que consegue corrigir a hipóxia na região da  ferida. Seu mecanismo de ação está fundamentado, na elevação da pressão  parcial de oxigênio (ppO2), basal da ferida a valores iguais ou acima de 40  mmHg, suficientes para garantir a realização de todas as etapas da cicatrização  dependentes de oxigênio. 

De acordo com GOGIA (2003), as tensões aumentadas de oxigênio,  melhoram o processo de cicatrização, aprimorando a capacidade fagocítica  dos leucócitos para destruir bactérias e outros materiais estranhos, além de  aumentar a epitelização, a contração da ferida e a síntese de colágeno,  resultando em maior resistência tensional da ferida.  

Conforme LACERDA (2006), a oxigenoterapia hiperbárica exerce seus  efeitos terapêuticos através da alta concentração de oxigênio dissolvido nos  líquidos teciduais. São quatro os principais efeitos da OHB:  

Proliferação de fibroblastos: a OHB, por meio do aumento de oxigênio  dissolvido nos líquidos teciduais, permite a chegada de concentrações  adequadas de oxigênio em tecidos pouco vascularizados favorecendo a  cicatrização de feridas de difícil cicatrização.  

-Neovascularização: durante as sessões de OHB, os tecidos recebem maior  quantidade de oxigênio que o normal. Imediatamente após a sessão, os tecidos  corporais são submetidos a uma hipóxia relativa (volta à concentração normal  de oxigênio), efeito este responsável pela estimulação da neovascularização.  

Atividade osteoclástica e osteoblástica: – a OHB, pelo aumento de  oxigênio dissolvido nos líquidos teciduais, permite a chegada de  concentrações adequadas de oxigênio nos ossos, permitindo as atividades  osteoclásticas e osteoblásticas, sendo indicado, desta forma, no tratamento  adjuvante da osteomielite crônica. 

Ação antimicrobiana: – a tensão de oxigênio desempenha um papel crítico  no desenvolvimento de infecções. Várias condições patológicas, como lesões  ou infecções podem diminuir notavelmente a tensão de oxigênio no sítio  afetado, onde o fluído de lesões experimentais frequentemente apresenta  valores inferiores a 10mmHg. Em infecções ósseas experimentais verificam-se reduções de 50% das tensões normais. Portanto, condições de considerável  hipóxia ou mesmo anaerobiose são verificadas em tecidos orgânicos  infectados, favorecendo o crescimento de bactérias específicas. A princípio, é  nestas infecções que a hipóxia hiperbárica apresenta maior potencial  terapêutico. Vários mecanismos antibióticos foram identificados na ação  direta da hiperóxia sobre bactérias em estudos de biologia molecular de  microorganismos, tais como:  

– Inibição da biossíntese de aminoácidos – a OHB bloqueia a dihidroxi-ácido  desidratase favorecendo a proteólise e bloqueando o crescimento bacteriano: –  Inibição da síntese e degradação de ácido desoxirribonucléico (DNA) e lesões  diretas ao ácido ribonucléico (RNA) da bactéria são induzidas por radicais  ativados do oxigênio, favorecendo a ação microbicida e microbiostática direta  do oxigênio, formando radicais livres inibindo o metabolismo bacteriano;  Inúmeros trabalhos científicos experimentais e clínicos (SILVA 2009;  DEALEY 2008; KRANKE, 2004; KALANI. 2002 e WANG 2003) têm  demonstrado os efeitos fisiológicos e os mecanismos de ação do oxigênio  hiperbárico. Apesar disso, restam ainda questões não totalmente respondidas  no processo de sua efetividade no tratamento de lesões crônicas.  

No Brasil temos dois tipos de câmaras hiperbáricas: as câmaras do tipo  “monoplace’’ ou monopacientes, pequenas, geralmente são utilizadas com  oxigênio a 100% e comporta apenas um paciente, que respira neste ambiente  hiperbárico, sem usar máscara ou capuz. As câmaras com dois ou mais  compartimentos, são chamadas “multiplaces” ou multipaciente, têm  capacidade para até mais de dez pessoas, incluindo um profissional que opera  a câmara de seu interior. Este profissional também assiste e faz medicações  nos pacientes, que não precisam ter o tratamento medicamentoso interrompido  durante as sessões. Em casos mais graves, o médico pode entrar pela  antecâmara e realizar procedimentos, sem que seja interrompido o tratamento  hiperbárico deste e dos outros pacientes. Como os ambientes destas câmaras  são comprimidos com ar, os pacientes usam máscaras, capuzes ou tubos  endotraqueais para inalarem o oxigênio (MARCONDES e LIMA, 2006). 

São reconhecidas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), como  indicação para a aplicação de OHB: as embolias gasosas; a doença  descompressiva; as embolias traumáticas pelo ar; o envenenamento por gás  carbônico ou inalação de fumaça; o envenenamento por cianeto ou derivados  cianídricos; a gangrena gasosa; a síndrome de fournier; outras infecções  necrotizantes de tecidos moles (celulites, fasceítes e miosites), as isquemias  agudas traumáticas (lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas e outras); as vasculites agudas de  etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos,  ofídeos e insetos); as queimaduras térmicas e elétricas; as lesões refratárias  (úlceras de pele, lesões do “pé diabético’’, úlceras por pressão, úlcera por,  vasculites autoimunes, deiscências de suturas); as lesões por radiação  (radiodermite, osteoradionecrose e lesões actínicas de mucosas); os retalhos  ou enxertos comprometidos ou de risco; as osteomielites; a anemia aguda, em  casos de impossibilidade de transfusão (MARCONDES e LIMA, 1997). 

A OHB consiste em uma modalidade segura apresentando poucas contra indicações. Os efeitos colaterais da OHB estão relacionados à variação da  pressão e toxicidade do oxigênio. A toxicidade do oxigênio está relacionada à  dose oferecida e ao tempo de exposição ao tratamento hiperbárico. As  toxicidades pulmonar (inexistente com doses clínicas de OHB) e neurológica  são as mais importantes. Os efeitos colaterais da OHB são os seguintes.  

• Toxicidade pulmonar: tosse seca, dor retrosternal e edema pulmonar.

• Toxicidade neurológica: parestesias e convulsão (1:10.000 tratamentos) • Desconforto e barotrauma auditivos 

• Desconforto em seios da face 

• Alterações visuais transitórias 

Para LACERDA, (2006), a grande maioria dos efeitos colaterais e  complicações oriundas da OHB são decorrentes da Lei de Boyle,  manifestando-se durante a compressão (aumento da pressão dentro da câmara  hiperbárica) ou a descompressão.  

O barotrauma de ouvido médio é a complicação mais freqüente encontrada  durante as sessões de OHB. Ocorre durante a compressão quando não há  equalização das pressões no ouvido médio, através da trompa auditiva. Sua  principal causa é obstrução da trompa decorrente de congestão como no  estado gripal.  

A embolia arterial gasosa é uma das complicações mais graves que  podemos encontrar durante um tratamento hiperbárico. Ocorre no final do  tratamento, durante a descompressão quando o paciente não exala o ar dos  seus pulmões. Pela lei de “Boyle’’, com a diminuição da pressão dentro da  câmara ocorre uma expansão dos gases, de tal forma que, se não houver a exalação do ar haverá uma ruptura pulmonar com entrada de ar na circulação  arterial. Esta complicação pode ocorrer em pacientes com pneumopatias que  aprisionem ar nos alvéolos, devido aos bronquíolos obstruídos.  

De acordo com Desola, (1998), não há condição que seja estritamente  contra indicado a aplicação da OHB. Algumas situações requerem  planejamento cuidadoso e avaliação da relação custo benefício. Condições  como pneumotórax, existência de toracotomias, doenças infecciosas e  respiratórias superiores, sinupatías agudas ou crônicas exigem uma maior  cautela, no entanto, tomando as precauções necessárias, não acarretam  maiores problemas quando a OHB é indicada. 

A OHB, não só proporciona um aumento significativo da disponibilidade  do oxigênio molecular ao nível dos tecidos como causa uma vasoconstrição  hiperóxia, , não hipoxemiante, seletiva, ocorrendo predominantemente, ao  nível dos tecidos saudáveis, com atenuação do edema e redistribuição da  volemia periférica a favor dos tecidos hipóxicos (efeito “Robin Hood”),  mecanismo fisiológico este, que acentua os efeitos anti-isquémicos e anti hipóxicos desta modalidade complementar de tratamento ao nível de  extremidades (SOUZA, 2007).  

O aumento da disponibilidade local de oxigênio molecular ao nível das  lesões hipóxicas, promove, por sua vez, a sua cicatrização (aumento,  quantitativo e qualitativo, do colágeno fibroblástico, depositado ao nível da  matriz extracelular de tecido conjuntivo, estimulação da angiogênese local e  da reepitelização) e combate a infecção local (aumento da atividade  fagocitária das bactérias e da sua lise ao nível dos granulócitos  polimorfonucleares neutrófilos, sinergismo em relação a certos antibióticos,  efeito bacteriostático e bactericida, este último em anaeróbios estritos).  SOUZA, 2007. 

A terapia hiperbárica passou por um grande desenvolvimento, graças  principalmente ao aprofundamento do estudo de novas formas de tratamento,  notadamente na competência médica. Dessa forma, hoje, inúmeros hospitais  públicos e privados contam com serviços de medicina hiperbárica no Brasil e  no exterior, tendo em vista não só a melhora da qualidade de vida dos  pacientes tratados com essa forma terapêutica, mas também a considerável  redução do tempo e do gasto com internações hospitalares prolongadas,  procedimentos intervencionistas, uso de antibióticos caros, além dos curativos  diários e das indenizações por afastamento de trabalho.

4. PROCEDIMENTO METODOLÓGICO 

O presente estudo adotou como referencial teórico-metodológico a  Prática baseados em Evidências (PBE). Por definição a Prática Baseada em  Evidências compreende o uso consciente explícito e judicioso da melhor  evidência atual para a tomada de decisões sobre o cuidar individual do  paciente, compreende um processo integralizador da competência clínica  individual com os achados clínicos gerados pelas pesquisas sistemáticas  existentes e nos princípios da epidemiologia clínica. Os elementos da  práticos baseados em evidências são constituídos pelas técnicas de  tomada de decisão clínica, pelo acesso ás informações graus de eficiência  e efetividade que possuem (DOMENICO e IDE, 2003).  

A PBE envolve a definição de um problema, a busca e a avaliação  crítica de evidências disponíveis, a implementação das evidências na  prática e a avaliação dos resultados obtidos. Assim, essa abordagem  encoraja a assistência à saúde fundamentada em conhecimento científico,  com resultados de qualidade e com custo efetivo (MENDES 2008).  

Os enfermeiros são constantemente desafiados na busca de conhecimento  científico a fim de promoverem a melhoria do cuidado ao paciente. Um  dos propósitos da prática baseada em evidências é encorajar a utilização de  resultados de pesquisa junto á assistência à saúde prestada nos diversos  níveis de atenção, reforçando a importância da pesquisa para a prática  clínica (MENDES et al, 2008).  

Stetler. (1998) propõem que as produções científicas obedeçam uma  hierarquia pautada em seus níveis e na qualidade da evidência científica  produzida, o quadro 1 demonstra sistematicamente os níveis e as fontes  de evidência. Ao classificar os estudos estamos na verdade dizendo qual a  força de evidência que o mesmo produziu.  

4.1 Métodos e etapas 

Optou-se como método de análise para este estudo, pela revisão  integrativa, foram analisados estudos primários para identificar a resposta  sobre a efetividade do uso de ESTRATÉGIA DE oxigenioterapia  hiperbárica de forma isolada para tratamento de lesões cutâneas a revisão  integrativa da literatura também é um dos métodos de pesquisa utilizados na  PBE que permite a incorporação das evidências na prática clínica. Esse  método tem a finalidade de reunir e sintetizar resultados  ESTRATÉGIA DE de pesquisas sobre um delimitado tema ou questão, de maneira sistemática e  ordenada, contribuindo para o aprofundamento do conhecimento do tema  investigado. Desde 1980 a revisão integrativa da literatura é relata como  método de pesquisa. (MENDES,2008).  

No geral, para a construção da revisão integrativa é preciso percorrer seis  etapas distintas, similares aos estágios de desenvolvimento de pesquisa  convencional, sendo a identificação do tema e seleção de hipóteses ou  questão de pesquisa para a elaboração da revisão integrativa, estabelecer  critérios para inclusão e exclusão de estudo/ amostragem ou busca da  literatura, definição das informações a serem extraídas dos estudos  selecionados/categorização dos estudos, avaliação dos estudos  incluídos na revisão integrativa, interpretação dos resultados e  apresentação da revisão/síntese do conhecimento (MENDES, 2008).  

 Este estudo consistiu pela elaboração da seguinte questão: a oxigenioterapia  hiperbárica tem efetividade para o tratamento de lesões cutâneas quando usada  de forma isolada ? A busca para encontrar a resposta foi realizada através  da estratégia de busca como mostra o quadro 2. Para a busca foram  utilizados os formulários básicos e descritores de assunto. Para que não se  perdessem conteúdos de relevância dessa temática foram realizadas buscas  distintas utilizando-se descritores diferentes. Para realização da busca foram  utilizados os descritores: oxigenação hiperbárica or oxigenioterapia  hiperbárica or hiperbaric oxigen and effectiveness or efectividad or  efetividade or treatment outcome or resultado del tratamiento or eficácia de  tratamento or resultado de reabilitação foram encontrados 20 estudos, no  LILAC, 06 estudos no IBECS e 582 estudos no MEDILAINE e 36 estudos no  COCHRANE. 

QUADRO 2 

4.2 Critérios de inclusão e exclusão 

Para os critérios de inclusão do estudo compuseram a amostra:  

• Estudos primários realizados em humanos; 

• Portadores de lesões cutâneas adultos; 

• Estudo randomizado controlado; 

• Estudo randomizado não controlado; 

• Estudo descritivo com intervenção; 

• Apresentar resultados decorrentes da intervenção; 

• Indicar a taxa de pessoas que tiveram as lesões curadas ou redução  da aera lesada; 

• Ter sido publicado em periódicos nacionais e internacionais e de  circulação no Brasil; 

• Nos idiomas português, inglês e espanhol; 

• No período de 2005 á 2010; 

• Artigos que aborde tratamento de lesões por meio da oxigenoterapia  hiperbárica 

• Este estudo deveria abordar pelo menos um desses desfechos para  sua seleção. Na seleção dos estudos primários a base de dados  utilizada foi a biblioteca Virtual de Saúde BVS, LILACS  (Literatura Latino Americana e do Caribe), COCHRANE, IBECS  (Índica Bibliográfico Espanhol em Ciências da Saúde),  SCIELO (Scientific Electronic Library Online) e BDENF (Base de  Dados de Enfermagem). Foram identificadas 644 publicações que  foram submetidas à leitura de títulos e resumos, conforme o  quadro 3: 

Nesse processo resultaram da seleção 05 artigos para composição da amostra  para facilitar esse etapa os estudos foram submetidos à segunda leitura na  integra dos artigos e elaborou-se um instrumento para sua coleta (Apêndice). 

5 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 

Na presente revisão integrativa, foram analisados 644 artigos científicos  e 05 artigos compuseram a amostra, as características dos estudos e a síntese  de suas análises estão apresentadas no quadro a seguir.  

De acordo com a caracterização dos artigos que fizeram parte dessa  amostra, segundo as variáveis do estudo, constatou-se que a maioria dos  artigos estão indexados na base de dados do Medlaine, e no Cochraine foi  selecionado apenas 01 artigo. Ao realizarmos esse estudo verificou-se que  existem na literatura consultada vários tipos de lesões sendo tratadas pela oxigenioterapia hiperbárica, porém os artigos selecionados que  compuseram a amostra estão retratando sobre o uso da oxigenioterapia  hiperbárica para tratamento de lesões de cutâneas de etiologia diabética,  estudos 01, 02, 03, 04 e 05. 

Nestes estudos, o tratamento para as lesões cutâneas de pré diabético  obtiveram êxito quando a terapia hiperbárica foi utilizada, porém como  terapêutica adjuvante. Em todos os casos fez-se necessário a utilização de  antibioticoterapia, associada ao desbridamento cirúrgico e/ ou amputação.  

A literatura sobre esse assunto é vasta em estudos realizados por Fife,  (2007) Duzgun. (2008), Furtado (2008), Ong (2008), Chen. (2010) e  Löndahl, (2010), a oxigenoterapia hiperbárica teve efeitos positivos na  cicatrização de feridas no pé diabético com infecção, porém em todos os  casos como terapia adjuvante, , ou seja, associada a. 

Para Berendt (2006), ainda não há evidências científicas suficientes para  indicação de oxigenoterapia hiperbárica como tratamento único, em pé  diabético. Uma revisão sistemática da colaboração Cochrane concluiu que a  terapia com oxigênio hiperbárico pode ter valor no tratamento de feridas  diabéticas, mas os estudos revistos todos tiveram deficiências  metodológicas e os efeitos positivos do tratamento não foi observado no  estudo randomizado. O quadro nº 4 a seguir demonstra os estudos. 

6. CONCLUSÃO 

Embora a oxigenação hiperbárica seja utilizada desde os anos 60 no  Brasil, para diferentes afecções, com base no aumento da oxigenação dos  tecidos pelo aumento do oxigênio dissolvido no plasma quando o mesmo é  respirado em condições de pressão elevada, o uso da oxigenação hiperbárica  é, ainda hoje, motivo de controvérsias. Apesar de existir um grande número  de artigos publicados sobre o assunto na biblioteca virtual de saúde, a maioria  dos trabalhos realizados resume-se a descrições de casos e ensaios clínicos  não controlados ou com controles não suficientemente seguros, o que fornece  pouca evidência para sua indicação em diferentes situações clínicas. Para  indicar essa terapia, mesmo que utilizada, apenas como método  complementar, como mostram os autores, sugere-se que outros trabalhos  controlados devam ser realizados, para sabermos se existe realmente um  efeito terapêutico.  

Reconhece-se que esse tratamento possa ser útil para algumas lesões. No  entanto, esse fato não evidencia substancialmente sua indicação para início do  tratamento de forma, isolada. Lembra-se que sérios eventos adversos podem  ocorrer e que ensaios clínicos randomizados e controlados devam ser  realizados para avaliar os riscos e benefícios, a curto e longo prazo,  permitindo, assim, uma decisão clínica mais adequada.  

Dessa maneira, esse estudo concluiu que ainda não há evidências  científicas de cura ou melhora significativa de lesões crônicas com a  utilização da OTH de forma isolada. Esta parece ser eficaz quando  associada a outras terapias, ou seja, como terapia adjuvante.

7. REFERENCIAL TEORICO 

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APÊNDICE 

Instrumento de coleta de dados 

Referência__________________________________________________________ Qualificação________________________________________________________ Fonte_______________________________________________________________
Ano de publicação__________________________________________________ Objetivo____________________________________________________________
Delineamento do estudo____________________________________________ Amostra____________________________________________________________
Classificação do nível de evidência___________________________________ Recomendação_____________________________________________________