EFFECTIVENESS OF AN INDIVIDUALIZED PHYSIOTHERAPY PROTOCOL IN THE TREATMENT OF LUMBAR SPONDYLOARTHROSIS AND PIRIFORMIS SYNDROME IN AN ELDERLY PATIENT: CASE REPORT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509261634
Gleice Casimiro Calazans1
Marília Salete Tavares2
Elaine Aparecida Pedrozo Azevedo3
Arthur Rodrigues Neto4
Resumo
A espondiloartrose lombar é uma doença degenerativa que afeta as articulações interapofisárias da coluna vertebral. A síndrome do piriforme é uma condição neuromuscular, decorrente da compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Ambas as condições se caracterizam por dor na região lombar, quadril e membros inferiores. A proximidade anatômica entre as estruturas e sobreposição sintomática pode dificultar o diagnóstico e comprometer o tratamento. Objetivo: Avaliar a eficácia de um protocolo fisioterapêutico individualizado no tratamento de uma paciente idosa com espondiloartrose lombar associada à síndrome do piriforme, cuja dor crônica, presente há aproximadamente dez anos, mostrou-se refratária às terapias medicamentosas convencionais. Métodos: Relato de caso (CAAE: 51045021.2.0000.8044). Paciente sexo feminino, 75 anos, submetida a protocolo fisioterapêutico personalizado de 15 sessões. Utilizou-se: liberação miofascial, mobilização neural, alongamentos, facilitação neuromuscular proprioceptiva, eletroterapia (TENS), ultrassom terapêutico e exercícios voltados ao fortalecimento muscular e à flexibilidade da região lombar. Resultados: Após a intervenção, observou-se remissão completa da dor (EVA: 7 para 0), aumento da força muscular (grau 4 para 5), normalização da sensibilidade, ampliação da amplitude de movimento e recuperação da independência funcional. A ausência de suporte farmacológico durante todo o processo reforça a relevância da fisioterapia como estratégia autônoma e eficaz no controle da dor e reabilitação funcional. Conclusão: A aplicação combinada de técnicas fisioterapêuticas como liberação miofascial, mobilização neural, exercícios de estabilização lombar e ultrassom terapêutico demonstrou-se segura e eficaz no tratamento de uma paciente idosa com espondiloartrose lombar e síndrome do piriforme.
Palavras-chave: Idosos frágeis; Dor lombar; Modalidades de fisioterapia; Reabilitação.
INTRODUÇÃO
Com o envelhecimento, observa-se um aumento na prevalência de limitações da mobilidade funcional entre os idosos, sendo estas decorrentes de múltiplos fatores, incluindo condições socioeconômicas desfavoráveis e presença de comorbidades crônicas (Pires et al., 2025). A dor lombar é considerada uma das principais causas de incapacidade física no mundo, com estimativas indicando que até 80% da população mundial apresentará ao menos um episódio de dor lombar ao longo da vida (Hoy et al., 2014). Em muitos casos, a dor torna-se persistente e está frequentemente associada às alterações degenerativas, como a espondiloartrose lombar, que costuma causar dor localizada na região lombar, que pode irradiar para as nádegas e coxas, além de rigidez ao movimentar o tronco e perda de flexibilidade exigindo intervenções terapêuticas específicas (Boscato e Paiva, 2022).
A espondiloartrose lombar é uma forma de artrose progressiva, sem cura, que acomete as articulações interapofisárias da coluna lombar, caracterizando-se pelo desgaste da cartilagem, esclerose subcondral e formação de osteófitos. Essas alterações estruturais resultam deformação dos discos intervertebrais, desencadeando outras doenças, como hérnia de disco, dor crônica, rigidez articular e limitação funcional, impactando negativamente a qualidade de vida (Bydon, Alvi e Goyal, 2019).
Já a síndrome do piriforme é uma condição neuromuscular que também é caracterizada por dor na região do quadril, nádegas e membros inferiores, decorrente da compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Devido à proximidade anatômica entre as estruturas envolvidas, há uma possibilidade clínica relevante de que a síndrome do piriforme seja uma causa frequentemente negligenciada de dor lombociática, especialmente em pacientes com diagnóstico prévio de espondiloartrose. Essa sobreposição sintomática pode dificultar o diagnóstico preciso e comprometer a eficácia do tratamento (Tezcan, Erol e Gezer, 2024). O envelhecimento e o sedentarismo são os principais fatores de risco para dores na região lombar, mas fatores genéticos, sobrecarga crônica e má postura também contribuem para casos de dor lombociática (Souza, 2023; Kalichman, Hunter, 2008; Tavares et al., 2024). A fisioterapia surge como uma importante abordagem no manejo conservador da espondiloartrose lombar e da síndrome do piriforme, com intervenções que visam à redução da dor, melhora da mobilidade e recuperação funcional (Kalichman, Hunter, 2008; Tavares et al., 2024; Freitas, Maltese, Barros et al., 2019; Santana, Sampaio, dos Reis et al., 2025).
A espondiloartrose lombar e a síndrome do piriforme compartilham padrões dolorosos semelhantes e envolvem estruturas anatômicas próximas, o que dificulta o diagnóstico diferencial e pode comprometer a escolha terapêutica mais adequada. Essa complexidade é ainda mais relevante em pacientes idosos com dor crônica refratária ao tratamento medicamentoso convencional (Tezcan, Erol e Gezer, 2024).
Nesse contexto, a apresentação de um caso clínico que aborde simultaneamente ambas as condições, se mostra pertinente, pois permite discutir estratégias fisioterapêuticas individualizadas, destacando a importância da fisioterapia como abordagem eficaz em quadros clínicos multifatoriais. Ao compartilhar a experiência clínica e os resultados obtidos, este estudo contribui para a ampliação do conhecimento sobre abordagens integradas e reforça a importância da fisioterapia como recurso terapêutico autônomo e eficaz em situações complexas.
Este estudo tem como objetivo analisar e descrever o processo de reabilitação fisioterapêutica de uma paciente idosa com diagnóstico de espondiloartrose lombar associada à síndrome do piriforme, abordando o plano terapêutico adotado, sua evolução clínica, os desafios enfrentados, as adaptações realizadas ao longo do tratamento e os resultados obtidos.
Métodos
Relato de caso, aprovado pelo comitê de ética da Universidade Iguaçu, CAAE: 51045021.2.0000.8044. desenvolvido na Clínica de Ensino em Fisioterapia da Universidade Iguaçu (UNIG), no município de Nova Iguaçu, com a finalidade de acompanhar e avaliar a evolução clínica de uma paciente idosa, de 74 anos de idade, com diagnóstico médico de espondiloartrose na região lombar, sob acompanhamento fisioterapêutico supervisionado. Antes de iniciar o estudo, a paciente assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), autorizando a utilização de seus dados para a descrição e análise deste relato de caso. Foi admitido na clínica escola de Ensino de Fisioterapia da Universidade Iguaçu em 02 de abril de 2025, foi realizada a avaliação clínica antes e após a intervenção fisioterapêutica, traçada uma conduta fisioterapêutica. O estudo de caso foi encerrado em 18 de junho de 2025.
Apresentação do caso clínico
A paciente E.R.C.S., do sexo feminino, com 74 anos de idade, apresentou quadro álgico na região lombar, tendo sido diagnosticada clinicamente com espondiloartrose lombar, especificamente ao nível vertebral de L5/S1. Sua principal queixa refere-se a uma dor profunda e intensa na região lombar, com início há aproximadamente 10 anos. Nos últimos meses, a dor apresentou piora, agravando-se especialmente ao sentar-se, caminhar e durante a realização de atividades cotidianas. A paciente também relatou limitação funcional relevante, diretamente associada ao quadro álgico persistente.
Resultados
Este estudo teve como propósito analisar os efeitos de um protocolo fisioterapêutico multifatorial, composto por técnicas manuais, eletroterapia e exercícios terapêuticos ao longo de 15 sessões, visando não apenas a redução da intensidade dolorosa, mas também a restauração da funcionalidade e da autonomia nas atividades de vida diária de uma paciente idosa acometida por espondiloartrose lombar associada à síndrome do piriforme.
Os dados obtidos da primeira e na última avaliação estão apresentados na Tabela 1 abaixo:
Tabela 1: Sinais vitais e dados antropométricos

FC = Frequência Cardíaca; FR = Frequência Respiratória; PAS = Pressão Arterial Sistólica; PAD= Pressão Arterial Diastólica; IMC = Índice de Massa Corporal; Irpm = Incursões respiratórias por minuto; *mmHg = Milímetro de Mercúrio; beats/min = batimentos por minuto.
Fonte: Dados da pesquisa.
Durante todo o processo terapêutico, não foram registradas intercorrências clínicas, mantendo-se os dados antropométricos e os sinais vitais dentro dos parâmetros fisiológicos.
Exames Complementares
Foi realizada radiografia da coluna lombar nos planos anteroposterior (AP) e perfil, cujo laudo evidenciou eixo lombar preservado, com pedículos e apófises articulares sem alterações significativas. Observou-se redução do espaço intervertebral entre as vértebras L5 e S1, compatível com o diagnóstico de espondiloartrose, sem presença de fraturas. A inspeção da região lombar revelou ausência de edema ou sinais visíveis de inflamação local.
A avaliação cinético-funcional indicou encurtamento bilateral do músculo piriforme na região lombar, o que pode contribuir para a sintomatologia dolorosa apresentada pela paciente. Na palpação, a paciente apresentou reação álgica intensa, à simples estimulação tátil, evidenciando hipersensibilidade local. Entre os testes específicos realizados, o teste de Lasègue foi negativo, descartando radiculopatia ciática. Os testes do piriforme (FAIR e Freiberg) foram positivos, assim como a sensibilidade no músculo piriforme e a dor ao sentar-se, sugerindo o envolvimento desta musculatura na sintomatologia apresentada.
A Tabela 2 abaixo apresenta os achados da avaliação clínica inicial realizada em 02 de abril de 2025 e os resultados observados após 15 atendimentos fisioterapêuticos, concluídos em 18 de junho de 2025.
Tabela 2 – Avaliação Clínica Lombar: Pré e Pós-Tratamento Fisioterapêutico

Fonte: Dados da pesquisa
Depois da avaliação e diagnóstico, buscou-se abolir o quadro álgico, promovendo alívio da dor e conforto à paciente a curto prazo. A médio prazo, o foco foi ampliar e aprimorar a flexibilidade da região lombar, assim como dos músculos piriformes, visando a melhora da mobilidade e redução da tensão muscular. A longo prazo, os objetivos incluíram o fortalecimento do grupamento muscular lombar e a promoção da funcionalidade, favorecendo a execução das atividades de vida diária com maior independência e qualidade.
O protocolo terapêutico aplicado na paciente foi composto por uma abordagem multifatorial, com foco na analgesia, liberação de estruturas tensionadas, mobilidade neural e fortalecimento muscular. Inicialmente, foi utilizada a corrente TENS com finalidade analgésica (250 hz, 50 Us, por 25 minutos, modo burts), atuando na modulação da dor lombar (Matheus et al., 2008).
Em seguida, foram realizadas técnicas de pompagem lombar com o objetivo de aliviar o encurtamento vertebral e promover o relaxamento da musculatura paravertebral (Ferreira et al., 2009). A liberação miofascial foi aplicada por 10 minutos, com foco na região lombar e nos músculos piriformes, para redução da tensão e melhora da mobilidade tecidual. Também foi incluída mobilização neural, visando diminuir possíveis restrições do sistema nervoso periférico e melhorar a condução neural nos membros inferiores.
A parte ativa da reabilitação contou com cinesioterapia resistida, destacando-se os exercícios de ponte com bola suíça (3 séries de 10 segundos), voltados para o fortalecimento do core e musculatura estabilizadora da lombar. A bicicleta ergométrica foi utilizada como recurso para fortalecimento global dos membros inferiores e melhora da flexibilidade e resistência muscular, promovendo ganho funcional progressivo. Além disso, foram realizados alongamentos específicos para o músculo piriforme, com o objetivo de reduzir o encurtamento bilateral identificado na avaliação cinético-funcional. O tratamento foi complementado com a aplicação de ultrassom terapêutico nos parâmetros adequados (na tabela 3 abaixo) para promover efeitos anti-inflamatórios e analgésicos na região lombossacra.
Tabela 3 – Parâmetros da aplicação do ultrassom terapêutico


Fonte: Dados da pesquisa.
Após 15 sessões de fisioterapia realizadas na Clínica de Ensino da UNIG, observou-se evolução clínica da paciente, com destaque para a melhora da dor lombar anteriormente classificada como intensa (EVA 7), melhora da força muscular (de grau 4 para grau 5) e normalização da sensibilidade local. Houve também ganho de funcionalidade, com a paciente retomando atividades cotidianas como caminhar e se sentar sem limitação ou dor. Além disso, o teste do piriforme, anteriormente positivo, passou a apresentar resultado negativo, sugerindo melhora na flexibilidade e redução da tensão muscular tanto na musculatura paravertebral quanto no músculo piriforme. Também foi observada melhora no desempenho funcional durante os exercícios de fortalecimento. Esses achados corroboram estudos que demonstram os benefícios de estratégias como liberação miofascial, cinesioterapia e eletroterapia no tratamento da dor lombar crônica de origem degenerativa (Kalichman, Hunter, 2008; Freitas, Maltese, Barros et al., 2019)
DISCUSSÃO
A escolha deste relato de caso fundamenta-se na resposta positiva da paciente em todos os desfechos clínicos avaliados. Tratava-se de uma paciente idosa, com 74 anos, com histórico de dor persistente e refratária ao tratamento medicamentoso há cerca de 10 anos, com diagnóstico médico de espondiloartrose lombar. Além da dor de forte intensidade, havia importante limitação funcional, comprometendo sua independência nas atividades diárias.
Neste relato, a síndrome do piriforme foi considerada como diagnóstico adicional à espondiloartrose lombar, devido às características da dor relatada, à positividade nos testes FAIR e Freiberg durante o exame físico e à sensibilidade à palpação do músculo piriforme. Após a confirmação das condições, instituiu-se uma abordagem terapêutica personalizada, resultando em significativa redução da dor da paciente. Essa faixa etária é especialmente vulnerável às dores crônicas, com prevalência estimada entre 47% e 76% na população idosa brasileira, sendo mais frequente entre mulheres e associada à presença de comorbidades, sedentarismo e baixa percepção de saúde (Ferreira et al., 2009).
No estudo conduzido por Tezcan, Erol e Gezer (2024), foi identificada uma paciente com diagnóstico de espondiloartrite axial (axSpA) e dor lombar inflamatória classificada em 9/10 sem remissão por dois anos. Tratada com acemetacina (120 mg/dia), associada a exercícios, inicialmente relatou melhora da dor e da rigidez matinal. Contudo, nos dois meses seguintes, a dor na região glútea e no quadril se intensificou, levando à suspeita de síndrome do piriforme. O diagnóstico foi confirmado com base na história clínica (dor ao sentar-se) e nos achados do exame físico (sensibilidade no músculo piriforme e testes FAIR e Freiberg positivos). Após a avaliação, foi realizada uma injeção de anestésico local e corticosteroide diretamente no músculo piriforme, guiada por ultrassom, em posição de decúbito ventral com rotação neutra dos membros inferiores e manutenção rigorosa da técnica estéril.
A paciente relatou redução imediata da dor para 3/10, o que corroborou o diagnóstico (Tezcan, Erol e Gezer, 2024). A literatura aponta que idosos enfrentam maiores dificuldades no tratamento da dor crônica devido a alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento, como redução da tolerância à dor, alterações na condução neural e maior risco de efeitos adversos aos medicamentos. Além disso, fatores como polifarmácia, comprometimento cognitivo e limitações funcionais dificultam a adesão e a resposta aos tratamentos convencionais (Tavares et al., 2024 e Molton IR, Terrill, 2014).
No presente relato, optou-se por um protocolo individualizado, estruturado com base nos achados da avaliação cinético-funcional e ajustado conforme a evolução clínica da paciente. Ao longo do tratamento e no período de seguimento, observou-se manutenção dos ganhos terapêuticos. A melhora clínica foi rápida e evidente ao longo das 15 sessões (conforme demonstrado na Tabela I). Houve remissão completa da dor lombar, previamente classificada como intensa (EVA 7), indicando controle eficaz do quadro álgico. Além disso, foi constatada melhora na flexibilidade da musculatura paravertebral e do músculo piriforme, bem como no desempenho funcional durante os exercícios de fortalecimento, com destaque para a melhora da capacidade de realizar movimentos anteriormente limitados, como se sentar e caminhar. Estudos que empregam protocolos combinados de fisioterapia como liberação miofascial, cinesioterapia, eletroterapia e técnicas de mobilização neural, têm mostrado resultados promissores na reabilitação da dor lombar crônica associada a doenças degenerativas como a espondiloartrose. Por exemplo, uma pesquisa conduzida por Van Middelkoop et al. (2011) demonstrou melhora significativa nos desfechos relacionados à dor e funcionalidade com o uso de abordagens multifatoriais.
Estudos como os de Molton & Terrill (2014) corroboram a eficácia de estratégias não farmacológicas na melhora da dor e da funcionalidade em populações geriátricas. A utilização da terapia manual, por exemplo, mostrou-se eficaz na diminuição da dor e no aumento da amplitude de movimento em pacientes com lombalgia, conforme evidenciado por Santana, Sampaio e Reis (2025), que reforçam a importância da aplicação dessas técnicas de forma individualizada e baseada em evidências.
O estudo de Lima, dos Santos Costa e Vallejo (2024) descreve um protocolo terapêutico envolvendo recursos manuais e exercícios ativos, com resultados significativos na melhora funcional do paciente, indicando o potencial dessas abordagens no tratamento de quadros degenerativos como a espondiloartrose lombar. As técnicas aplicadas promoveram o controle do quadro álgico e ganhos funcionais expressivos, permitindo a paciente atendida maior independência nas atividades de vida diária. Além disso, a consideração simultânea das duas condições, espondiloartrose e síndrome do piriforme, reforça a importância de uma avaliação clínica abrangente e de intervenções integradas. No entanto, destaca-se a necessidade de continuidade do acompanhamento fisioterapêutico, a fim de manter os resultados obtidos e prevenir recidivas, conforme recomendado na literatura.
Conclusão
A aplicação combinada de técnicas fisioterapêuticas como liberação miofascial, mobilização neural, exercícios de estabilização lombar e ultrassom terapêutico demonstrou-se segura e eficaz no tratamento de uma paciente idosa com espondiloartrose lombar e síndrome do piriforme. O protocolo individualizado permitiu não apenas o alívio completo da dor, mas também a restauração da funcionalidade e da qualidade de vida, evidenciando o potencial da fisioterapia como abordagem principal em casos refratários à farmacoterapia. Apesar dos resultados promissores, as limitações inerentes ao delineamento de estudo de caso impedem a ampla generalização dos achados. Recomenda-se a realização de estudos com amostras maiores e metodologias controladas para validar a eficácia do protocolo proposto e ampliar sua aplicabilidade clínica.
Referências
BOSCATO KL, PAIVA LM. Revisão de métodos para tratamento da dor lombar. Rev Foco. 2022;15(1):e0300. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/300
BOYAJIAN-O’NEILL L, MCCLAIN R, COLEMAN M, THOMAS P. Diagnosis and management of piriformis syndrome: an osteopathic approach. J Am Osteopath Assoc. 2008;108(11):657–64. Disponível em: https://www.degruyterbrill.com/document/doi/10.7556/jaoa.2008.108.11.657/htm
BYDON M, ALVI MA, GOYAL A. Degenerative lumbar spondylolisthesis: definition, natural history, conservative management, and surgical treatment. Neurosurg Clin N Am. 2019;30(3):299–304. Disponível em: https://www.neurosurgery.theclinics.com/article/S1042-3680(19)30016-6/abstract
FERREIRA MC, PENIDO H, AUN A, FERREIRA P, FERREIRA ML, OLIVEIRA VC. Eficácia dos exercícios de controle motor na dor lombopélvica: uma revisão sistemática. Fisioter Pesqui. 2009;16(4):374–9. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1809-29502009000400016
FREITAS CD, MALTESE CJ, BARROS LMA. Abordagem biopsicossocial associada aos exercícios do Pilates solo em paciente com dor lombar crônica e cinesiofobia: relato de caso. Fisioter Bras. 2019;20(4):S33–8 Disponível em: https://doi.org/10.33233/fb.v20i4.3067
HOY D, MARCH L, BROOKS P, BLYTH F, WOOLF A, BAIN C, et al. The global burden of low back pain: estimates from the Global Burden of Disease 2010 study. Ann Rheum Dis. 2014;73(6):968–74. Disponível em: https://ard.bmj.com/content/73/6/968
KALICHMAN L, HUNTER DJ. Diagnosis and conservative management of degenerative lumbar spondylolisthesis. Eur Spine J. 2008;17(3):327–35. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s00586-007-0543-3
MATHEUS JPC, OLIVEIRA FB, GOMIDE LB, MILANI JGPO, VOLPON JB, SHIMANO AC. Efeitos do ultra-som terapêutico nas propriedades mecânicas do músculo esquelético após contusão. Braz J Phys Ther. 2008;12(3):241–7. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-35552008000300013
MOLTON IR, TERRILL AL. Visão geral da dor persistente em idosos. Am Psychol. 2014;69(2):197. Disponível em: https://psycnet.apa.org/record/2014-04960-009
PIRES, P. A. D., DE MEDEIROS, R. A., BRASILEIRO, D. N. M., CORDEIRO, M. D. N. A., DE SANTANA SILVA, F., CATÃO, R. C., … & ARAÚJO, A. T. H. (2025). Comprometimento da mobilidade funcional e inatividade física nas pessoas idosas em um ambulatório de fisioterapia. Fisioterapia Brasil, 26(4), 2283-2290.
SANTANA AN, SAMPAIO IC, DOS REIS LA. Eficácia da terapia manual na melhora da dor e amplitude de movimento em pacientes com lombalgia. Res Soc Dev. 2025;14(2):e6314248234. Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v14i2.48234
SOUZA PM, LIVRAMENTO RA, LIMA IV, CUNHA WP. Intervenções fisioterapêuticas na dor lombar crônica: uma revisão de literatura. Braz J Implantol Health Sci. 2023;5(5):3379–95. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/908
TAVARES MS, DE MENEZES SLS, RODRIGUES CT, GUIMARÃES TT, DIAS LA, DE MOURA PH, et al. A inserção social do idoso: reflexões sobre a inclusão, saúde e bem-estar. Cuad Educ Desarro. 2024;16(2):e3496. Disponível em: https://ojs.cuadernoseducacion.com/ojs/index.php/ced/article/view/3496
TEZCAN EA, EROL K, GEZER IA. Piriformis syndrome as an overlooked cause of pain in a patient with axial spondyloarthritis: a case report. J Rheum Dis. 2024 Apr 1;31(2):120-124. doi: 10.4078/jrd.2023.0066. Epub 2024 Jan 18. PMID: 38559797; PMCID: PMC10973357
VAN MIDDELKOOP M, RUBINSTEIN SM, KUIJPERS T, VERHAGEN AP, OSTELO RW, KOES BW, et al. A systematic review on the effectiveness of physical and rehabilitation interventions for chronic non-specific low back pain. Eur Spine J. 2011;20(1):19–39. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00586-010-1518-3
1Discente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade Iguaçu Campus Nova Iguaçu. E-mail: gleicecasimiro@gmail.com
2Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade Iguaçu Campus Nova Iguaçu. E-mail: mariliasalete@gmail
3Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade Iguaçu Campus Nova Iguaçu. E-mail: epedrozoazevedo@gmail.com
4Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade Iguaçu Campus Nova Iguaçu. E-mail: Arthur.rodriguesneto@hotmail.com
