A CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): NAS PERSPECTIVAS PEDAGÓGICAS NA LICENCIATURA

THE CONTRIBUTIONS AND CHALLENGES OF THE PHYSICAL EDUCATION TEACHER IN PROMOTING HEALTH AND QUALITY OF LIFE OF ELDERLY PEOPLE IN YOUTH AND ADULT
EDUCATION (EJA): IN THE PEDAGOGICAL PERSPECTIVES OF THE BACHELOR’S DEGREE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511301948


Nathaniel Abner Farias De Sousa1
Eliza Gabrielly De Souza Barreto2
Eva Vilma Alves Da Silva3


RESUMO

O seguinte artigo relata sobre a importância da Educação Física na Educação de Jovens e Adultos. A pesquisa é de natureza bibliográfica, analisando obras, artigos de uma abordagem pedagógica adaptada às necessidades e particularidades do público do EJA, tornando-se fundamental para promover a saúde, o convívio social e a melhoria da qualidade de vida dos estudantes que enfrentam desafios como o sedentarismo, o estresse e as consequências de uma vida laboral intensa. O trabalho explora a perspectiva dos professores de Educação Física, suas práticas pedagógicas e os desafios tais como a falta de infraestrutura adequada e a resistência dos alunos em participar das atividades. Esse artigo visa compreender, nesse contexto, o papel da Educação Física na EJA, considerando as características e necessidades dos alunos adultos e identificar práticas pedagógicas eficazes explorar estratégias e metodologias que promovam a inclusão e a participação ativa dos estudantes. Quando as práticas são aplicadas de forma adequada contribuem para o desenvolvimento físico dos alunos e fortalecem sua autonomia e autoestima, promovendo uma experiência educacional enriquecedora.

Palavras-chave: Educação. Física. Educação. Jovens. Adultos.

ABSTRACT

The following article addresses the importance of Physical Education in Adult and Youth Education (EJA). The research is bibliographic in nature, analyzing works and articles with a pedagogical approach adapted to the needs and parti- cularities of the EJA audience, becoming fundamental to promoting health, social interaction, and the improvement of students’ quality of life who face challenges such as sedentary behavior, stress, and the consequences of an in- tense working life. The study explores the perspective of Physical Education teachers, their pedagogical practices, and challenges such as the lack of ade- quate infrastructure and students’ resistance to participating in activities. This article aims to understand, in this context, the role of Physical Education in EJA, considering the characteristics and needs of adult students, and to identi- fy effective pedagogical practices, exploring strategies and methodologies that promote inclusion and active student participation. When the practices are ap- plied correctly, they contribute to the physical development of the students and strengthen their autonomy and self-esteem, promoting an enriching educatio- nal experience.

Keywords: Education. Physical. Education. Young people. Adults.

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho investiga o papel do professor de Educação Física na promoção da saúde e da qualidade de vida de idosos na Educação de Jovens e Adultos (EJA), com foco nas perspectivas pedagógicas na formação de licenciandos na área, e na pesquisa abordada se destaca o incentivo na socialização dos alunos, proporcionando um ambiente que respeite as diferenças. Além disso, é notável a relevância de orientações direcionadas à aquisição de saúde e à melhoria da qualidade de vida. A diversidade entre as faixas etárias é uma característica perceptível no EJA. Os educadores devem estar cientes dessa diversidade e ter sensibilidade para escolher atividades que envolvam todos os participantes, desde jovens até idosos. Para Nascimento, Santos e Martins (2022), a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma resposta às demandas pela escolarização colocadas pelos sujeitos sociais, demandas que são frutos de um longo período histórico de exclusão dos trabalhadores do acesso à educação escolar. Não se pode negar a importância da educação escolar como espaço privilegiado aos conhecimentos produzidos socialmente pela humanidade.

O envelhecimento ativo apresenta-se de uma maneira fisiológica como um declínio progressivo e dinâmico na capacidade física e cognitiva do indivíduo, que resulta em perda de função para atividades da vida diária (AVD). O declínio fisiológico sistêmico típico do envelhecimento, aproxima o idoso do adoecimento, embora não denote doença por si só. Evidências crescentes mostram que há relação estreita entre inatividade física e deficiência cognitiva nos idosos. Acredita ser que a saúde do cérebro está fortemente ligada à saúde física e que, dessa forma, a prática regular de atividade física poderia se atenuar condições e patologias associadas ao envelhecimento (LUCIANO, GUERRA; p.9.). A Educação de Jovens e Adultos (EJA) … integração da Educação Física tem assumido uma relevância crescente, especialmente no que diz respeito à população idosa, podendo trazer efetivas contribuições para a sua funcionalidade (REIS, p, 95. 2021). A Educação Física, no entanto, é um componente curricular, oferecendo recursos fundamentais para promover a saúde, a autonomia e a integração social dos idosos, quando planejada de forma inclusiva e adaptada às suas capacidades. Além dos benefícios físicos, a educação física favorece a autoestima e a socialização, promovendo um ambiente de aprendizagem mais motivador e participativo (PEREIRA, 2024, p. 23). Para que esses objetivos sejam atingidos, é essencial que os licenciandos em Educação Física sejam capacitados para lidar com as especificidades da terceira idade, considerando limitações motoras, cognitivas e sociais (PIROLO, 2024, p. 15). E nisso é possível verificar que a formação de professores em Educação Física desempenha um papel crucial na promoção de práticas educativas eficazes, especialmente quando direcionada ao EJA, destacando a importância de abordagens pedagógicas sensíveis e contextualizadas.

Em suas contribuições, as autoras ressaltam a necessidade de uma formação que transcenda a mera transmissão de conhecimentos técnicos. A Educação Física no EJA requer profissionais capacitados para compreender as particularidades desse público, integrando teoria e prática de maneira adequada.

A perspectiva pedagógica voltada para esse público exige metodologias inclusivas, também interdisciplinares, que considerem a diversidade etária da turma. A prática docente deve ir além do desenvolvimento motor, incorporando reflexões críticas sobre saúde, cidadania e qualidade de vida. Nesse sentido, a licenciatura deve oferecer subsídios teóricos e práticos que capacitem os futuros educadores a planejarem intervenções pedagógicas apropriadas, respeitando os limites biológicos do envelhecimento, mas também potencializando suas capacidades.

A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, buscando revitalizar estudos recentes sobre o tema junto com a BNCC, e nisso, se desempenha um papel essencial no desenvolvimento integral dos estudantes, promovendo saúde, bem-estar e qualidade de vida.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece orientações que valorizam o desenvolvimento de competências motoras, socioemocionais e cognitivas, adaptando práticas pedagógicas às necessidades de cada faixa etária. No contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA), especialmente quando envolve a terceira idade, a Educação Física assume um papel inclusivo e transformador, reconhecendo os limites e potencialidades desses alunos. Atividades físicas planejadas de forma segura e estimulante contribuem para a promoção da saúde, prevenção de doenças, melhora da mobilidade e integração social, alinhando-se às competências previstas na BNCC e às necessidades específicas de aprendizado e desenvolvimento da população idosa e se relaciona no envelhecimento ativo, e práticas pedagógicas inclusivas com os licenciados na área da educação física.

A população idosa vem de forma ampla crescendo significativamente no Brasil, e com esse aumento surge a necessidade de promover práticas que garantam saúde, bem-estar e qualidade de vida para essa faixa etária, e nesse contexto, a Educação Física desempenha um papel essencial, pois, por meio de atividades físicas adaptadas, é possível melhorar a saúde física, mental e social dos idosos. Foram analisadas experiências e estratégias utilizadas por licenciandos durante estágios supervisionados, evidenciando métodos de ensino adaptados, exercícios físicos direcionados e atividades coletivas que promovem interação social e estímulo à saúde integral, e é bastante fundamental para o desenvolvimento integral dos alunos, com foco na saúde, autonomia e socialização, utilizando práticas da cultura corporal de movimento adaptadas à realidade dos adultos e idosos, visando melhorar a qualidade de vida, prevenir doenças e fortalecer os laços sociais. Ostrovski e Correia (2018) ressaltam que o EJA merece atenção especial, pelo fato de desenvolver suas atividades com um grupo diferenciado de alunos, que não estudaram no período adequado à idade escolar. A maioria dos estudantes do EJA foi exposta a situações complexas relacionadas às dificuldades financeiras, familiares, entre outras, o que levou ao abandono da escola. É preciso considerar as vivências prévias dos alunos, a falta de tempo e recursos financeiros, para propor atividades que promovam o bem-estar físico, social e mental, bem como a reflexão sobre a importância do lazer e da cultura corporal na comunidade.

Os resultados indicam que a Educação Física, quando planejada de acordo com as necessidades específicas de idosos, contribui significativamente para a melhoria da mobilidade, força, equilíbrio, prevenção de doenças crônicas e integração social. Arroyo (2017), compreende que no EJA como uma possibilidade de divergir do tempo espaço de formação dos jovens e adultos e que se realiza em escolas, comunidades, igrejas, movimentos sociais, diversidade de sujeitos, jovens e idosos, sem limitar somente à escolas. Além disso, destaca-se a importância da formação pedagógica do professor de educação física, que deve estar preparada para adaptar conteúdos, respeitar limites individuais e estimular a participação ativa dos alunos.

O professor atuando nessa área torna-se mediador de conhecimentos corporais agente transformação social contribuindo assim bem-estar físico psicomotricidade aspectos psicológicos sociais dos idosos inseridos nesse modelo educativo. Setor envelhecimento envolve diversas mudanças sistêmicas organismo sendo caracterizado perda força muscular flexibilidade agilidade coordenação motora processos amenizáveis pela prática regular atividade física conforme Mesquita (2018) “a atividade física promove mudanças positivas estilo vida evitando sedentarismo aparecimento doenças típicas terceira idade”.

A compreensão deste fenômeno relaciona-se diretamente com reconhecimento contínuo educação idosos viabilizando projetos pessoais onde aprendizado perpassa construção reconstrução saber respeitando vivências experiências adquiridas pelos estudantes nesta fase vital. Nesse sentido “Aprendizagem contínua é sempre ato constante compreender comportamento ou intelecto abrangendo toda existência indivíduo”. É imprescindível realizar avaliações antes início qualquer atividade física este grupo etário adotando medidas pré-participação segundo quadro estratificação risco cardiovascular elaborado pela Sociedade Cardiologia Michigan permitindo liberação apenas quando questionário Prontidão Atividade Física (PAR-Q) indicar respostas negativas sem relatos importantes condições médicas classificatórias abaixo média perfil risco cardiovascular.

O estudo desta investigação reside principalmente a contribuição da educação física promoção saúde melhoria qualidade vida seniores envolvidos processo ensino aprendizagem modalidade no EJA, onde se analisa perspectivas pedagógicas habilitando licenciandos ensinar orientando boas aulas integrando objetivos específicos recomendações práticas pedagógicas visando unir saúde qualidade aprendizagem direção terceira idade dentro do EJA, explorando impactos regulares atividades físicas sobre condições gerais físicos mentais sociais desta população favorecendo envelhecer ativamente saudavelmente.

Analisando as perspectivas pedagógicas adotadas na formação de licenciandos na área da educação física, com intuito de aprender a ensinar e orienta para uma boa aula, cabe a nós professores contribuirmos para estimular aos alunos, a curiosidade científica e a busca pelo conhecimento, para que ele possa compreender melhor o seu papel no mundo, compreender sua realidade e construir uma consciência de que é capaz de fazer as próprias escolhas, Silva, Vasconcelos, (2017). Identificar com os objetivos específicos, recomendações para práticas pedagógicas que integrem saúde, qualidade de vida e aprendizagem na educação física voltada à terceira idade no EJA. Investigar a prática regular de atividade física na qualidade de vida de pessoas idosas. Entender a forma que nas atividades físicas contribui para a saúde física, mental e social dessa população, promovendo um envelhecimento saudável e ativo.

2. METODOLOGIA

O seguinte trabalho foi realizado através de uma revisão bibliográfica e forma descritiva onde a metodologia fundamenta-se na necessidade de compreender como o professor de Educação Física pode contribuir para o envelhecimento ativo das pessoas, a promoção da saúde, e a inclusão social de idosos no EJA, reconhecendo seus desafios pedagógicos e formativos, e na prática da Educação Física, quando planejada de forma inclusiva e contextualizada ela é feita de uma forma de abordagem qualitativa, com caráter exploratório e descritivo, optando por alguns parâmetros como: o temático, com obras que continham assuntos relacionados ao objetivo da pesquisa, o linguístico, com obras publicadas em português, o de consulta com referências para obras publicadas em meios eletrônicos, e um parâmetro cronológico, delimitado aos últimos anos, a partir dos seguintes descritores: ´´ Educação física´´, ´´ Educação De Jovens E Adultos´´, ´´EJA ´´ e ´´trajetórias´´.

Recorremos as bases de alguns dados como: o portal de periódicos e domínio público do ministério da educação (MEC): e a biblioteca e acervo pessoal. Após a localização da produção, organizamos as pesquisas para leitura e produção de texto acerca das suas contribuições. A abordagem qualitativa foi escolhida por possibilitar uma compreensão mais profunda e subjetiva do estudo abordado, considerando os contextos sociais e humanos envolvidos. Para Minayo (2006), “a pesquisa qualitativa trabalha com o universo dos significados, dos motivos, das aspirações e das crenças”, que direciona seus esforços na leitura de aspectos que alcançam ações humanas, bem como os significados imbricados no objeto de análise. O que a torna adequada para analisar o sentido das práticas pedagógicas e das experiências vividas por professores e alunos.

O estudo foi estruturado a partir de alguns parâmetros de seleção: Temático foram inclusos obras e artigos com assuntos relacionados ao objetivo central da pesquisa, como Educação Física, envelhecimento ativo, inclusão e EJA; Linguístico priorizaram-se produções publicadas em língua portuguesa; De consulta contemplando referências obtidas em meios eletrônicos, como portais acadêmicos e bibliotecas virtuais; Cronológico delimitando o recorte temporal entre os anos, de acordo com base na atualidade das discussões e das políticas públicas voltadas à EJA e à terceira idade.

Segundo Lakatos e Marconi (2021, p. 84), “a análise bibliográfica permite identificar as principais contribuições, lacunas e contradições existentes na literatura, orientando novas interpretações e caminhos investigativos”. Assim, a partir dessa leitura sistemática, elaborou- se uma síntese das contribuições teóricas que fundamentam o presente estudo, possibilitando reflexões sobre o papel do professor de Educação Física na promoção da saúde e da inclusão de idosos no EJA.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

As análises, resultados e discussões desse estudo evidenciam que o ambiente escolar pode se tornar um espaço de convivência e reconstrução da identidade social do idoso, especialmente quando a Educação Física é trabalhada como ferramenta de integração e cidadania social. Atividades como alongamentos, caminhadas, jogos cooperativos, danças e exercícios de coordenação se mostraram eficazes para fortalecer laços afetivos, reduzir o isolamento social e estimular a memória e a atenção. Além disso, o estudo evidenciou que a atuação do professor como mediador social e corporal é essencial para estimular o envelhecimento ativo dos indivíduos. Segundo Mesquita (2018), a prática de atividade física regular não apenas melhora os indicadores de saúde, mas também contribui para a autonomia e independência funcional, possibilitando ao idoso realizar suas atividades diárias com mais segurança e qualidade.

Tabela 1- Síntese De Resultados

A discussão que demonstra com base no estudo abordado, a Educação Física no EJA não deve ser vista só apenas como disciplina curricular, mas como um instrumento de promoção de saúde, inclusão e valorização da experiência humana. O papel do professor é orientar e adaptar o ensino, reconhecendo que a prática corporal também é uma forma de expressão, cultura e aprendizado contínuo. Analisados convergem na compreensão de que a promoção da saúde por meio da Educação Física e da prática de atividade física regular, especialmente entre idosos inseridos em contextos educativos como a Educação de Jovens e Adultos (EJA), é um campo que exige fundamentação científica e atuação pedagógica consciente.

O estudo de Luciano e Guerra (2024), Assis e Santos (2017), observaram que o exercício físico é um importante instrumento de promoção da saúde, sendo capaz de melhorar a capacidade funcional, prevenir doenças crônicas e favorecer o convívio social. Os autores ainda afirmaram que as práticas aeróbicas, exercícios de força, equilíbrio e flexibilidade são fundamentais para preservar a autonomia e reduzir o risco de quedas entre os idosos. Além disso, a prática regular de atividades físicas está associada à melhoria da autoestima e à redução de sintomas depressivos, evidenciando que a dimensão física se conecta diretamente com a saúde mental e emocional. Os autores ainda sugerem que avaliem outras variáveis como, medidas antropométricas, e nesta discussão revelou que os professores de Educação Física estão desenvolvendo a temática saúde na escola, contribuindo positivamente para o estímulo de hábitos saudáveis e a Prática Regular de Atividade Física.

Essa perspectiva se amplia quando observamos o trabalho de Reis Santos et al. (2025), onde ele destaca que as contribuições da Educação Física na funcionalidade do idoso-aluno do EJA. O estudo evidencia que, ao participar das aulas de Educação Física, o idoso não apenas melhora sua condição física, mas também fortalece o sentimento de pertencimento e inclusão social. Arroyo (2017), a presença de idosos deve ser vista como parte legítima desses itinerários: muitos idosos retornam à escola por motivos de cidadania, socialização e acesso a direitos. Reconhecer suas experiências de vida (saberes corporais, rotinas, limitações) para que a Educação Física voltada a eles seja significativa. A interação com colegas mais jovens, a troca de experiências e o incentivo à aprendizagem contínua favorecem o desenvolvimento integral e a valorização da pessoa idosa como sujeito ativo na comunidade escolar.

A relação entre linguagem, aprendizagem e envelhecimento também é abordada nos estudos de Nascimento, Martins e Santos (2022), ancorados na teoria histórico-cultural de Vygotsky. Para as autoras, a linguagem tem papel mediador no processo de ensino aprendizagem, sendo essencial para a construção de significados e o desenvolvimento cognitivo. Aplicando essa lógica ao contexto do EJA, compreende-se que a linguagem, verbal e corporal, é um instrumento de inclusão e interação, o que reforça o papel do professor de Educação Física como mediador entre o conhecimento e a realidade vivida pelos alunos idosos.

No mesmo sentido de Pirolo, Vitaliano e Gomes (2024) investigaram a formação continuada de professores de Educação Física para a inclusão de alunos com deficiência intelectual, evidenciando que o trabalho colaborativo e reflexivo possibilita práticas mais inclusivas. Embora o estudo se concentre na deficiência intelectual, suas conclusões podem ser estendidas ao atendimento de diferentes grupos, como os idosos no EJA, uma vez que o preparo docente e o diálogo interdisciplinar são fundamentais para o desenvolvimento de práticas pedagógicas acolhedoras e eficazes. Por fim, a pesquisa de Mesquita (2018) reforça empiricamente os benefícios percebidos pelos próprios idosos em relação à prática de atividades físicas. Segundo o estudo, os participantes relataram maior disposição, autonomia nas atividades diárias, melhoria da mobilidade e da interação social.

Conforme os resultados discutidos confirmam que a importância da Educação Física como ferramenta de promoção da saúde e da qualidade de vida, fortalece a ideia de que o movimento é um meio de envelhecer com dignidade, independência e integração social. Mostrando que a de forma contundente os benefícios da atividade física para a saúde e o bem- estar dos idosos. Os estudos analisados evidenciam que a prática regular de exercícios físicos pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida, da autonomia e da saúde mental, trazendo benefícios para a funcionalidade dos idosos. No contexto do EJA, a atividade física mostra-se como uma ferramenta poderosa que pode colaborar na promoção do envelhecimento ativo e saudável.

No estudo de Ostrovski e Correia (2018), eles evidenciam que a Educação de Jovens e Adultos (EJA), reúne um público marcado por trajetórias escolares interrompidas, geralmente associadas a desafios econômicos, responsabilidades familiares e condições sociais adversas. Esses fatores, segundo os autores, não apenas justificam o afastamento dos alunos da escola em fases anteriores da vida, mas também moldam a forma como eles retornam ao ambiente educacional, trazendo expectativas, limitações e necessidades específicas. A análise feita pelos autores revela que a evasão escolar continua sendo um grande obstáculo dentro da modalidade EJA. Entre os aspectos apontados como responsáveis por esse problema estão a dificuldade de conciliar trabalho e estudo, a falta de apoio familiar, a desmotivação decorrente de experiências negativas na educação regular e, em alguns casos, dificuldades de acesso à escola, especialmente para quem mora em regiões rurais.

No entanto, a implementação de programas de atividade física no EJA enfrenta desafios como a falta de recursos, a necessidade de adaptações curriculares e a formação de professores. Diante desse cenário, sugere-se que, futuras pesquisas, investiguem estratégias para integrar a atividade física aos currículos do EJA, atividades e exercícios que podem ser considerando ótimas para especificidades da população idosa.

4. CONCLUSÃO

Este trabalho permitiu compreender bastante que a Educação Física, exerce um papel essencial na promoção da saúde, autonomia e qualidade de vida dos idosos inseridos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A pesquisa demostrou que o professor de Educação Física atua como medidor de saberes corporais e agente de transformação social, os resultados apontam que a atividade física regular é um dos principais fatores que possibilitam ao idoso manter a funcionalidade, prevenir doenças e garantir uma vida mais ativa e independente. A formação de professores licenciados em Educação Física surge, portanto, como um elemento determinante para que as práticas pedagógicas sejam planejadas e executadas de maneira segura, contextualizada e sensível as necessidades da terceira idade.

Além disso, a integração da Educação Física na EJA, conforme orienta a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), reforça a importância de um ensino voltado ao desenvolvimento integral, abrangendo aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais. As práticas corporais, quando bem planejadas, tornam-se instrumentos de aprendizagem significativa e emancipadora, promovendo a saúde, o lazer e a convivência social. Dessa forma, conclui-se que o professor de Educação Física no EJA deve ser preparado para atuar de forma reflexiva e humanizada, compreendendo as particularidades do envelhecimento e adotando metodologias inclusivas e interdisciplinares. Acredita-se que o fortalecimento da formação docente e o incentivo à prática de atividades do envelhecimento ativo, saudável e participativo, reafirmando o papel da Educação Física como agente transformador dentro do processo educacional e social dos idosos. Por fim, buscou-se demonstrar de forma resumida, a importância e o papel do profissional em educação física, que de acordo com as normais legais, através da resolução do Conselho Federal é o especialista para a descrição de atividades físicas, bem como outras responsabilidades afins, tais como, acompanhamento, motivação e orientação, principalmente no trato com pessoas da terceira idade, que se caracterizam na sua maioria por um grande tempo de sedentarismo ao procurador aos serviços deste profissional.

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1Universitário Da Instituição Ceuni Fametro Endereço: Manaus, Amazonas, Brasil
E-mail: nathanielbrabo1327@gmail.com

2Universitária Da Instituição Ceuni Fametro Endereço: Manaus, Amazonas, Brasil
E-mail: Elizagabriellydesouzabarreto@gmail.com

3Mestre em Ciências do Movimento Humano Docente na Instituição: Centro Universitário Ceuni Fametro
Endereço: Manaus, Amazonas, Brasil E-mail: eva.silva@fametro.edu.br