HUMANIZED NURSING CARE IN HOSPITAL CARE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202512071947
Adria de Paula Pinheiro Brito1; Andresa de Souza Silva Campos2; Ramile Pinheiro Araújo3; Geovana Santos Domingues4; Flávia Reis da Cunha5; Orientadora: Jamilly Karoliny da Silva Miranda6
Resumo
Introdução: A assistência de enfermagem humanizada no atendimento hospitalar constitui um elemento essencial para a promoção da saúde, o bem-estar do paciente e a qualidade do cuidado prestado. Objetivo: Analisar a importância da assistência de enfermagem humanizada no atendimento hospitalar, destacando suas contribuições para a qualidade do cuidado, a experiência do paciente e a efetividade do tratamento. Metodologia: Revisão de literatura, a coleta de dados foi realizada entre os anos de 2019 ao ano de 2025, utilizando como fontes as seguintes bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Resultados: Os resultados evidenciam que a assistência de enfermagem humanizada no atendimento hospitalar melhora a experiência do paciente, reduz a ansiedade e fortalece o vínculo entre paciente, família e equipe. Conclusão: Práticas de acolhimento, escuta ativa e empatia reduzem a ansiedade, aumentam a satisfação e fortalecem o vínculo entre paciente, família e equipe. Apesar de desafios como sobrecarga de trabalho e limitações estruturais, a capacitação profissional e a implementação de políticas de humanização e a assistência de enfermagem tornam o cuidado mais eficaz.
Palavras- chaves: Assistência de Enfermagem. Humanizada. Atendimento. Hospitalar.
1 INTRODUÇÃO
A humanização na enfermagem é uma abordagem que transcende as práticas técnicas, colocando o paciente no centro do cuidado e reconhecendo suas necessidades físicas, emocionais e sociais. Este conceito ganha relevância em um cenário de saúde cada vez mais complexo, onde a relação entre pacientes e profissionais frequentemente se torna mecanizada devido à alta demanda e à escassez de recursos humanos e materiais (Almeida et al; 2019).
A humanização na assistência de enfermagem é essencial para a construção de um vínculo terapêutico, proporcionando conforto e dignidade aos pacientes durante todo o processo de cuidado e de hospitalização. Além disso, a prática humanizada se baseia em princípios como empatia, respeito e valorização do indivíduo, elementos fundamentais para a melhoria da qualidade do atendimento e dos resultados em saúde (Dias et al; 2024).
O processo de hospitalização, para a maioria das pessoas, tende a causar medo, insegurança, angústia e ansiedade. Além da vulnerabilidade no momento, é preciso enfrentar a própria condição de saúde em um ambiente desconhecido e com pessoas diferentes de seu convívio social. Esses sentimentos podem se exaltar diante de uma situação de intervenção cirúrgica ou de qualquer procedimento, por isso a humanização deve ser considerada e praticada dentro dos hospitais (Getahum et al., 2025).
A presença da enfermagem é de suma importância no contexto humanitário, além de realizar o cuidado é também responsável por esclarecer dúvidas e orientar as crianças, jovens , adultos. Ainda, destaca-se a importância da equipe multiprofissional na ala hospitalar, no atendimento humanizado considerando as especificidades de cada caso, sendo capaz de diminuir o trauma e os sentimentos negativos acerca dos procedimentos (Pestanha et al., 2024).
A falta de atendimento humanizado na enfermagem pode ocorrer em ambientes hospitalares, onde a pressão por resultados e a escassez de recursos humanos e materiais podem dificultar a prática de cuidados personalizados. O atendimento não humanizado não traz respeito e empatia como pilares do atendimento, ao contrário pode ser até prejudicial para os pacientes. (Almeida et al; 2019).
A humanização não beneficia apenas os pacientes, mas também os profissionais de saúde, que passam a atuar em um ambiente mais colaborativo e gratificante, reduzindo o estresse ocupacional e fortalecendo o trabalho em equipe. Assim, investir em práticas humanizadas é essencial para enfrentar os desafios contemporâneos da saúde e garantir que o cuidado seja oferecido com equidade e eficácia (Lima, 2024)
O enfermeiro pode usar estratégias como linguagem acessível, comunicação clara, escuta ativa, padronização de procedimentos, treinamento contínuo e dupla checagem para reduzir o medo e a insegurança, criando um ambiente mais tranquilo para os pacientes e seus acompanhantes. Assim, as intervenções não farmacológicas realizadas pela enfermagem representam um avanço importante no cuidado, pois ajudam a melhorar a atenção prestada aos adolescentes e a quem os acompanha (Marques et al; 2024).
Partindo do interesse pela temática, este trabalho analisa, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as estratégias adotadas na assistência de enfermagem para garantir um manejo adequado e um atendimento humanizado aos pacientes em unidades hospitalares. Assim, a enfermagem busca oferecer cuidados que valorizem a integralidade do ser humano, especialmente em um contexto social marcado por desigualdades e pela vulnerabilidade de grupos específicos. A humanização da assistência contribui de maneira expressiva para reduzir o sofrimento dos pacientes, fortalecendo um ambiente de acolhimento e confiança.
O objetivo geral deste estudo foi analisar os impactos da humanização na assistência de enfermagem sobre o cuidado ao paciente, bem como sua relevância no contexto social da saúde.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO (PNH)
A Política Nacional de Humanização (PNH), instituída pelo Ministério da Saúde em 2003, reforça a necessidade de práticas voltadas à valorização do sujeito no processo de cuidado, defendendo princípios como a escuta qualificada, o vínculo entre profissionais e usuários, a integralidade do atendimento e a participação da família no tratamento. Esses aspectos evidenciam que a humanização não deve ser entendida como um diferencial, mas como requisito indispensável para a efetivação de uma assistência segura, ética e resolutiva (Stropa, 2021).
O propósito ou meta de humanizar, em todos os sentidos apontados, mais objetivamente no caso da saúde, implica aceitar e reconhecer que nessa área e nas suas práticas, em especial, subsistem sérios problemas e carências de muitas das condições exigidas pela definição da concepção, organização e implementação do cuidado da saúde da humanidade, tanto por parte dos organismos e práticas estatais, como da sociedade civil (Timoteo, 2024).
A PNH também reforça a importância de reconhecer a singularidade dos indivíduos, respeitando suas necessidades, seus contextos sociais e suas vulnerabilidades. Ao promover relações mais horizontais e solidárias, a política contribui para reduzir o sofrimento dos pacientes, fortalecer vínculos e aumentar a efetividade das intervenções. Assim, a PNH se consolida como um instrumento fundamental para promover um cuidado integral, humanizado e alinhado aos princípios do SUS (Pezanhane, 2025).
2.2 OS BENEFÍCIOS DA ASSITÊNCIA HUMANIZADA NA PRÁTICA HOSPITALAR
A assistência humanizada na prática hospitalar representa um avanço fundamental na qualidade do cuidado em saúde, uma vez que integra aspectos técnicos e relacionais, reconhecendo o paciente como sujeito integral, com necessidades físicas, emocionais e sociais. Nesse sentido, a prática humanizada fortalece o vínculo entre profissionais e pacientes, favorecendo a confiança e reduzindo a sensação de medo, insegurança e isolamento que muitas vezes acompanha a hospitalização (De Sousa et al; 2025).
Entre seus principais benefícios, destaca-se a melhoria significativa na adesão ao tratamento. Pacientes que se sentem acolhidos e compreendidos tendem a seguir orientações com mais facilidade, compreender melhor seu quadro clínico e participar ativamente das decisões relacionadas ao cuidado. A comunicação humanizada também diminui conflitos, ruídos de informação e retrabalhos, reduzindo erros e contribuindo para a segurança do paciente. Além disso, a escuta qualificada possibilita a identificação precoce de necessidades e demandas emocionais que poderiam impactar negativamente no processo de recuperação (Ferro et al; 2025 ).
Outro benefício relevante é a promoção do bem-estar psicológico durante a internação. A hospitalização, por si só, já é um momento de vulnerabilidade, e a abordagem humanizada ajuda a minimizar esse sofrimento, proporcionando tranquilidade, conforto e suporte emocional. Isso reflete diretamente na evolução clínica, uma vez que pacientes emocionalmente amparados apresentam melhor resposta terapêutica, menor ansiedade e, muitas vezes, menor tempo de internação. A humanização também favorece a participação da família no cuidado, fortalecendo o suporte social e ampliando a compreensão do tratamento (De Carvalho et al; 2025).
Para os profissionais de saúde, especialmente a equipe de enfermagem, a assistência humanizada também traz benefícios importantes. Ela melhora o clima organizacional, reduz a sobrecarga emocional, fortalece o trabalho em equipe e aumenta a satisfação profissional, pois o cuidado passa a ser reconhecido não apenas pela técnica, mas pela qualidade das relações estabelecidas. Nesse contexto, a humanização se consolida como um elemento essencial para a prática hospitalar contemporânea, promovendo um cuidado mais seguro, ético, integral e eficaz, que realmente coloca o ser humano no centro da assistência (De Santana et al; 2025).
2.3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM HUMANIZADA HOSPITALAR
Na prática do cuidado de enfermagem, é evidenciada que os profissionais têm que praticar a assistência de saúde, a conduta humanizada por parte da equipe de enfermagem é ter ética profissional, não somente a enfermagem, mas todos os funcionários que trabalham nos serviços de saúde. A humanização vai além de uma boa ausculta, é acolher com empatia, é atender os usuários com dedicação e com resolutividade. O Sistema Único de Saúde (SUS) vem se empenhando por meio de políticas públicas e campanhas para o aperfeiçoamento do atendimento dos usuários (De Sá et al; 2024).
A hospitalização representa, para a maioria dos pacientes, um momento de fragilidade física e emocional, marcado por sentimentos de medo, ansiedade e insegurança frente ao adoecimento. Nesse contexto, a assistência de enfermagem desempenha papel fundamental, pois o enfermeiro é o profissional que permanece em contato direto e contínuo com o paciente, sendo responsável não apenas por procedimentos técnicos, mas também por oferecer acolhimento e suporte integral durante a permanência hospitalar. Assim, a humanização da assistência emerge como elemento essencial para a qualidade do cuidado em saúde, pautada no respeito à dignidade, à autonomia e às necessidades individuais de cada ser humano (Reis, 2021).
O homem é uma criatura de relações e valores, cuja identidade é a subjetividade, portanto sua história é construída através de suas experiências acumuladas, pilares culturais, morais e éticos que o fazem compreender as relações humanas e encontrar problemas, inclusive a alegria, o que permite o desenvolvimento da determinação. Todavia, por mais que outras especialidades também devam priorizar a humanização, a enfermagem e o cuidado humanizado possuem uma relação especial, já que os enfermeiros são aqueles que mais têm contato direto com os pacientes (Schutc et al; 2025).
Com isso, no cotidiano, a humanização na assistência de enfermagem demanda pleno entendimento sobre as percepções, sentimentos, expectativas, concepções e dúvidas dos indivíduos em tratamento. Mais que amenizar as adversidades das intervenções de saúde, a humanização na enfermagem também garante que elas sejam mais eficientes (Souza, 2024).
Portanto, discutir a assistência de enfermagem humanizada hospitalar é refletir sobre a importância de aliar competência técnica e sensibilidade no cuidado, reconhecendo o paciente como protagonista de sua trajetória de saúde. Esse enfoque torna-se essencial para promover a recuperação, minimizar o sofrimento e garantir uma experiência mais humanizada no ambiente hospitalar, fortalecendo o vínculo entre paciente, família e equipe multiprofissional (Vaz et al; 2024).
2.4 HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE
A humanização em saúde é um conceito que ganhou relevância nas últimas décadas, principalmente a partir da necessidade de superar práticas estritamente técnicas e mecanizadas no cuidado aos pacientes. Esse processo visa reconhecer o indivíduo em sua totalidade, valorizando não apenas os aspectos biológicos, mas também os fatores emocionais, sociais, culturais e espirituais que compõem a experiência de adoecimento. Nesse sentido, a humanização busca equilibrar ciência e sensibilidade, tornando o atendimento em saúde mais ético, acolhedor e respeitoso (Torres et al; 2021).
Com o tempo, percebeu-se que, para oferecer um atendimento de saúde completo, é preciso colocar o paciente em primeiro lugar. Assim, além de analisar a doença, os profissionais de saúde enfermeiros, médicos, dentistas e outros precisam oferecer uma atenção integral a essa pessoa, enxergando-a como um ser biopsicossocial (Silva, 2024).
No Brasil, a implementação da Política Nacional de Humanização (PNH), criada em 2003 pelo Ministério da Saúde, constituiu um marco fundamental para a promoção de práticas de cuidado centradas no usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa política estabelece diretrizes voltadas à valorização da escuta qualificada, ao fortalecimento do vínculo entre profissionais e usuários, ao respeito à autonomia e à dignidade do paciente, além da participação ativa da família e da comunidade nos processos de saúde (Oliveira et al; 2024).
Dessa forma, a humanização em saúde não se limita ao atendimento em nível individual, mas estende-se às relações entre gestores, profissionais e usuários, buscando transformar a cultura institucional e fortalecer a qualidade do serviço prestado. Refletir sobre esse tema é essencial para compreender os desafios e as potencialidades da assistência em saúde no cenário contemporâneo, promovendo práticas que conciliem competência técnica, ética e empatia no cuidado ao ser humano (Marques et al; 2021).
3. METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura integrativa, cuja finalidade é reunir, analisar e sintetizar publicações científicas recentes que abordam a assistência da enfermagem humanizada no atendimento hospitalar. A abordagem metodológica adotada permitiu uma análise ampla e sistemática da produção acadêmica sobre o tema, possibilitando o levantamento de evidências relevantes para subsidiar a discussão e compreensão da problemática.
A coleta de dados foi realizada a partir do ano de 2019 até 2025, utilizando como fontes as seguintes bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Essas bases foram selecionadas por sua relevância na área da saúde, abrangência de publicações em língua portuguesa e acesso gratuito à artigos completos.
Para a realização da busca, foram utilizados descritores controlados extraídos dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Assistência de enfermagem”, “Humanização” e “Atendimento Hospitalar”. Os descritores foram combinados com os operadores booleanos AND e OR, a fim de refinar os resultados e garantir a inclusão de artigos que abordassem especificamente a temática proposta. A estratégia de busca foi aplicada individualmente em cada base, respeitando suas particularidades e filtros de pesquisa.
Os critérios de inclusão estabelecidos para a seleção dos artigos foram: (1) publicações no idioma português; (2) artigos disponíveis na íntegra; (3) estudos publicados no período de 2019 a 2025; e (4) artigos classificados como pesquisas originais, revisões de literatura ou revisões sistemáticas que abordassem direta ou indiretamente o tema proposto que foi a assistência de enfermagem humanizada no atendimento hospitalar.
Foram excluídos da análise: artigos duplicados; estudos que não incluíssem o tema proposto como por exemplo, adolescentes e enfermagem, desumanização em atendimentos ; editoriais, cartas, resumos de eventos, dissertações, teses e monografias; além de trabalhos sem dados empíricos ou que não abordassem o tema proposto que foi a assistência de enfermagem humanizada no atendimento hospitalar. Após aplicar esses critérios, definiu-se o conjunto final de materiais analisados.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados encontrados nos estudos sobre a assistência da enfermagem humanizada no atendimento hospitalar De Almeida (2019), evidenciam que esse modelo de cuidado tem impacto direto e significativo na experiência do paciente e na qualidade dos serviços de saúde. A humanização, quando efetivamente aplicada, proporciona não apenas o alívio de sintomas físicos, mas também melhora o bem-estar emocional e psicológico do indivíduo hospitalizado, contribuindo para uma recuperação mais rápida e eficaz. Além disso, os dados apontam que a presença de um cuidado pautado na escuta, no respeito e na valorização da autonomia fortalece o vínculo entre paciente, família e equipe multiprofissional, promovendo uma relação mais ética e de confiança
De acordo com De Sá et al (2024), a humanização é percebida pelos pacientes como fator determinante para a adesão ao tratamento. Quando a equipe de enfermagem estabelece um diálogo claro e empático, explicando os procedimentos e respeitando a individualidade de cada pessoa, há maior cooperação no processo terapêutico. Isso reforça a ideia de que a comunicação é um dos pilares fundamentais da humanização, pois reduz a ansiedade e possibilita que o paciente se sinta participante ativo do seu cuidado.
Os estudos de Oliveira et al (2024), também destacam a importância da família durante a hospitalização. Conforme a Política Nacional de Humanização, a presença de familiares deve ser incentivada, pois promove segurança, conforto e apoio emocional. Muitos hospitais têm adotado medidas de flexibilização de horários de visitas e integração da família no cuidado, como estratégias que fortalecem a rede de apoio ao paciente. Entretanto, ainda existem limitações estruturais e administrativas que dificultam essa prática em algumas instituições, o que demonstra a necessidade de revisão e adaptação das normas hospitalares.
Outro aspecto recorrente nos resultados analisados refere-se à valorização da equipe de enfermagem, os estudos de Lima et al (2025), apontam que a sobrecarga de trabalho, a falta de recursos humanos e a precariedade de condições físicas são fatores que interferem negativamente na efetivação de práticas humanizadas. Apesar disso, observa-se que enfermeiros que recebem capacitação específica em acolhimento, comunicação e práticas de escuta qualificada conseguem desenvolver uma assistência diferenciada, mesmo em contextos de dificuldades. Essa constatação reforça a necessidade de investimentos contínuos em formação e educação permanente, para que os profissionais possam atuar de forma ética e sensível às demandas do paciente.
Menezes et al (2021) ressaltam que a humanização é construída a partir de pequenos gestos no cotidiano da assistência: olhar atento, toque respeitoso, explicação clara antes de cada procedimento e garantia da privacidade. Essas ações, embora simples, têm repercussões profundas no estado emocional do paciente, diminuindo o medo, a insegurança e o sofrimento que acompanham o processo de hospitalização. Além disso, tornam o ambiente hospitalar mais acolhedor, favorecendo a confiança na instituição e no trabalho da equipe multiprofissional.
Portanto, os resultados e discussões evidenciam que a assistência de enfermagem humanizada hospitalar contribui para a integralidade do cuidado, melhora a relação entre profissionais e pacientes e promove maior efetividade no processo terapêutico. Contudo, os desafios ainda são numerosos, principalmente no que se refere às condições de trabalho e ao dimensionamento adequado das equipes. Assim, torna-se essencial que gestores e instituições de saúde fortaleçam a implementação da Política Nacional de Humanização e criem estratégias que permitam à enfermagem exercer seu papel de forma plena, garantindo um atendimento digno, ético e verdadeiramente centrado no ser humano (Timoteo et al; 2024).
5 CONCLUSÃO
A assistência de enfermagem humanizada no atendimento hospitalar constitui um dos pilares fundamentais para a qualificação do cuidado em saúde, sendo indispensável no processo de recuperação e bem-estar do paciente. Este estudo evidenciou que a humanização não se restringe à execução técnica de procedimentos, mas envolve atitudes pautadas no acolhimento, na escuta qualificada, na empatia e no respeito à dignidade humana. Nesse sentido, a prática humanizada aproxima a equipe multiprofissional do paciente e de seus familiares, fortalecendo vínculos, reduzindo a ansiedade e promovendo maior adesão ao tratamento.
A análise mostrou que a Política Nacional de Humanização (PNH), instituída pelo Ministério da Saúde, representa um marco na busca por práticas assistenciais mais éticas, democráticas e participativas. Sua efetivação, contudo, ainda encontra desafios, como a sobrecarga de trabalho dos profissionais, a carência de recursos humanos e estruturais e as limitações impostas pela organização hospitalar. Apesar disso, ficou evidente que pequenas ações cotidianas da equipe de enfermagem, como a comunicação clara, a preservação da privacidade e a valorização da autonomia do paciente, geram impactos significativos na experiência de hospitalização.
Portanto, conclui-se que a enfermagem desempenha papel central na consolidação de um cuidado humanizado no ambiente hospitalar, por estar em contato direto e contínuo com o paciente. Torna-se necessário investir na capacitação permanente dos profissionais, em condições de trabalho adequadas e na implementação efetiva das diretrizes da PNH. Dessa forma, será possível oferecer uma assistência mais integral, ética e empática, capaz de transformar a experiência hospitalar em um processo menos doloroso e mais digno, garantindo que o paciente seja reconhecido em sua totalidade como ser humano.
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1 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: adria.batista.73307@gmail.com
2 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: – andressasilvajunior.com05@gmail.com
3 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: – ramilearaujo25@gmail.com
4 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: geovannasantoaz@gmail.com
5 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: reisdacunhaflavia@gmail.com
6 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: jamillymiranda854@gmail.com
