O CICLO VICIOSO DA SAÚDE: COMO A DEPRESSÃO AGRAVA A CÁRIE E A CÁRIE INTENSIFICA SINTOMAS DEPRESSIVOS

THE VICIOUS CYCLE OF HEALTH: HOW DEPRESSION WORSENS DENTAL CARIES AND CARIES INTENSIFIES DEPRESSIVE SYMPTOMS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202602072202


Júlia Maria Braga Zani1
Michelle Rampaso Guilhermite2
Kátia Botelho3
Andreza Barbosa Silva Cavalcanti4
Christiane Kelen Lucena da Costa5


RESUMO

A cárie dentária e a depressão são condições de alta prevalência e de relevante impacto na saúde pública, que vêm sendo cada vez mais discutidas em função de sua possível relação bidirecional. Este trabalho tem como objetivo analisar de forma sistemática as evidências científicas que apontam para a influência mútua entre saúde bucal e saúde mental, destacando os mecanismos biológicos, comportamentais e psicossociais envolvidos. A escolha do tema se justifica pela necessidade de compreender como o estado psicológico interfere na manutenção da saúde bucal e, inversamente, como alterações orais não tratadas repercutem negativamente no bem-estar emocional. O estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão integrativa da literatura, com levantamento de publicações dos últimos cinco anos nas bases SciELO, Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 13 artigos compuseram o corpus final da análise, sendo os dados examinados de forma qualitativa, o que permitiu identificar padrões, convergências e divergências entre os estudos. Os resultados apontaram que a depressão está associada a maior incidência de cáries, doenças periodontais e halitose, em razão da redução nos hábitos de higiene, do consumo de alimentos ultraprocessados e dos efeitos colaterais de medicamentos antidepressivos. Em contrapartida, a cárie dentária exerce repercussões significativas no estado psicológico, por meio da dor crônica, do desconforto funcional e das alterações estéticas que comprometem a autoestima, favorecendo sentimentos de vergonha, exclusão social e agravamento de sintomas depressivos. Conclui-se que a integração entre odontologia e saúde mental é fundamental para romper o ciclo de adoecimento, propondo estratégias preventivas e terapêuticas mais eficazes. Este estudo contribui para ampliar o debate interdisciplinar e aponta a necessidade de novas pesquisas empíricas que avaliem intervenções conjuntas, voltadas à promoção de uma atenção integral e humanizada em saúde.

Palavras-chave: Cárie dentária, Depressão, Saúde bucal, Saúde mental, Revisão bibliográfica.

ABSTRACT

Dental caries and depression are high-prevalence conditions with a significant impact on public health, increasingly discussed due to their potential bidirectional relationship. Objective: This study aims to systematically analyze scientific evidence pointing to the mutual influence between oral health and mental health, highlighting the biological, behavioral, and psychosocial mechanisms involved. Methodology: Na integrative literature review was conducted, surveying publications from the last five years in SciELO, Google Scholar, and the Virtual Health Library (VHL) databases. After applying inclusion and exclusion criteria, 13 articles formed the final corpus of analysis. Data were examined qualitatively, allowing for the identification of patterns, convergences, and divergences among the studies. Results: Findings indicated that depression is associated with a higher incidence of caries, periodontal diseases, and halitosis due to reduced hygiene habits, consumption of ultra-processed foods, and side effects of antidepressant medications. Conversely, dental caries has significant repercussions on psychological well-being through chronic pain, functional discomfort, and aesthetic alterations that compromise self-esteem, fostering feelings of shame, social exclusion, and the worsening of depressive symptoms. Conclusion: The integration between dentistry and mental health is fundamental to breaking the cycle of illness, proposing more effective preventive and therapeutic strategies. This study contributes to broadening the interdisciplinary debate and highlights the need for further empirical research to evaluate joint interventions aimed at promoting comprehensive and humanized healthcare.

Keywords: Dental caries, Depression, Oral health, Mental health, Literature review.

INTRODUÇÃO

A cárie dentária figura entre as doenças bucais mais comuns e continua sendo um desafio para a saúde pública, não apenas por sua elevada prevalência, mas também pelos danos funcionais, sociais e psicológicos que provoca. Ao mesmo tempo, a depressão desponta como um dos transtornos mentais mais frequentes em todo o mundo, associada à perda de motivação, alterações nos hábitos de vida e prejuízos na qualidade de vida. Nos últimos anos, diferentes estudos têm indicado que essas duas condições podem estar relacionadas de forma mútua: a depressão contribui para a piora da saúde bucal, enquanto a presença de problemas dentários pode intensificar sintomas depressivos, formando um ciclo de adoecimento físico e emocional. (KLOECKNER, 2024).

Diante dessa realidade, este estudo busca compreender de maneira aprofundada como a depressão influencia o desenvolvimento da cárie e de que forma a saúde bucal prejudicada pode impactar o bem-estar psicológico. A proposta de análise se justifica pela necessidade de maior integração entre os campos da odontologia e da saúde mental, uma vez que os cuidados oferecidos ao paciente ainda costumam ser fragmentados, sem considerar a complexidade das relações entre corpo e mente. Ao reunir evidências científicas atualizadas, a pesquisa pretende ampliar o debate interdisciplinar e apontar caminhos para práticas clínicas mais completas e humanizadas (NOMURA, 2023).

Os objetivos centrais consistem em revisar de forma sistemática a literatura que aborda a relação entre cárie dentária e depressão, identificar os fatores biológicos e comportamentais envolvidos, descrever os efeitos de cada condição sobre a outra e analisar propostas de manejo integrado. Também se pretende verificar quais lacunas permanecem na produção científica, a fim de orientar futuras investigações e fortalecer a construção de políticas públicas que contemplem a saúde em sua totalidade.

A metodologia adotada corresponde a uma revisão da literatura, realizada a partir de bases de dados nacionais e internacionais. Serão selecionados artigos publicados nos últimos cinco anos, em português, inglês e espanhol, que abordem explicitamente a interação entre saúde bucal e transtornos depressivos. A análise dos achados permitirá organizar os dados em categorias, comparando metodologias, resultados e conclusões, para então construir uma síntese crítica sobre o tema (GIL, 2008; LAKATOS & MARCONI, 2017).

A partir dessa análise, espera-se evidenciar aspectos como a negligência dos cuidados odontológicos em indivíduos com depressão, o efeito de medicamentos antidepressivos no risco de cáries e a influência das alterações estéticas e funcionais na autoestima e no convívio social. Tais observações devem demonstrar a importância de intervenções conjuntas entre profissionais da odontologia e da saúde mental, reforçando a necessidade de práticas preventivas mais eficazes (CAMPOS et al., 2024; CALDEIRA et al., 2023).

Assim, o objetivo desse estudo foi compreender que a interdependência entre cárie e depressão é fundamental para repensar os modelos de atenção à saúde. O estudo pretende mostrar que a integração de abordagens clínicas pode melhorar não apenas os indicadores odontológicos, mas também a qualidade de vida dos pacientes, fortalecendo uma visão mais ampla e humanizada do cuidado em saúde (NOMURA, 2023; GREGÓRIO et al., 2022).

METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, cujo objetivo é reunir, analisar e sintetizar as evidências recentes sobre a relação entre cárie dentária e depressão. Esse tipo de estudo permite a construção de um panorama amplo e atualizado do conhecimento produzido, integrando resultados de diferentes delineamentos metodológicos e favorecendo o diálogo entre distintos achados A revisão integrativa possibilita, ainda, a identificação de convergências, lacunas e perspectivas futuras investigação, contribuindo para a compreensão aprofundada do fenômeno estudado. Segundo Gil (2008), a pesquisa bibliográfica constitui um procedimento fundamental no campo acadêmico, pois permite ao pesquisador examinar criticamente contribuições anteriores e organizar o conhecimento disponível de forma sistemática e reflexiva.

Para garantir a atualidade e a relevância das informações, foram estabelecidos critérios de inclusão: artigos publicados nos últimos cinco anos, redigidos em língua portuguesa e que apresentassem dados ou discussões diretamente relacionados à questão de pesquisa proposta. Como critérios de exclusão, foram retirados do corpus estudos duplicados, trabalhos considerados antigos e publicações que não respondessem de forma clara à questão norteadora. Esse processo visou assegurar a qualidade e pertinência das fontes utilizadas, fortalecendo a consistência dos resultados.

O levantamento de dados foi realizado em bases reconhecidas na área da saúde, especificamente SciELO, Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Em cada base, foram utilizadas combinações específicas de descritores, tais como “cárie dentária” AND “depressão”, “cárie dentária” AND “saúde bucal” e “saúde bucal” AND “depressão”, aplicando-se operadores booleanos para ampliar ou restringir os resultados conforme a pertinência temática. A busca inicial resultou em 42 artigos na SciELO, 58 artigos no Google Acadêmico e 37 artigos na BVS, totalizando 137 estudos identificados. Após a leitura dos títulos e resumos, foram excluídos 49 artigos por duplicidade e 75 estudos por não atenderem aos critérios de inclusão estabelecidos. Ao final do processo de seleção, 13 artigos compuseram o corpus final da revisão integrativa, por abordarem de forma direta a relação bidirecional entre saúde bucal e transtornos depressivos em diferentes contextos clínicos e sociais.

A análise do material selecionado foi conduzida de forma qualitativa, com organização dos artigos em tabelas comparativas que incluíram informações como autor, ano, objetivos, metodologia e principais conclusões. Posteriormente, os dados foram submetidos a uma leitura crítica para identificar pontos de convergência e divergência entre os estudos. Como ressaltam Lakatos e Marconi (2017), a pesquisa bibliográfica exige uma avaliação criteriosa das fontes, garantindo que as informações extraídas contribuam de maneira significativa para a compreensão do problema investigado.

Destaca-se que este trabalho respeitou os princípios éticos da pesquisa acadêmica, utilizando exclusivamente materiais de domínio público e de livre acesso. Não houve necessidade de submissão a comitê de ética, uma vez que não foram coletados dados primários com seres humanos. Também não foi utilizada nenhuma imagem que exigisse autorização especial, mantendo-se a integridade acadêmica e científica em todo o processo de construção da revisão.

REFERENCIAL TEÓRICO

A literatura recente demonstra que a saúde mental e a saúde bucal estão profundamente interligadas por meio de mecanismos fisiológicos e comportamentais. A depressão reduz a motivação para o autocuidado e altera a produção de neurotransmissores e hormônios que interferem na imunidade, predispondo o organismo a infecções, inclusive orais. Durante a pandemia da COVID-19, por exemplo, observou-se um agravamento dos quadros de doenças bucais em razão do isolamento social, da piora nos hábitos de higiene e da redução no acesso a serviços odontológicos. Esses fatores revelam como condições emocionais podem potencializar problemas físicos, reforçando a necessidade de uma abordagem integrada entre saúde bucal e saúde mental (CALDEIRA et al., 2023).

Estudos recentes têm destacado a relação bidirecional entre cárie dentária e depressão. A presença de transtornos depressivos contribui para o descuido com hábitos de higiene, a redução na procura por tratamento odontológico e o aumento no consumo de alimentos cariogênicos. Por outro lado, os impactos estéticos e funcionais da cárie favorecem o isolamento social e a baixa autoestima, intensificando sintomas depressivos. Essa interação complexa evidencia a importância de considerar a saúde em sua dimensão integral (NOMURA, 2023).

Pesquisas realizadas com grupos de risco também confirmam que a depressão está associada à piora da saúde bucal. Em pacientes com síndrome metabólica, verificou-se que sintomas depressivos resultaram em menor adesão aos cuidados odontológicos, aumento da xerostomia e maior predisposição à cárie. Esse achado reforça que a condição psicológica afeta diretamente o bem-estar bucal e deve ser incluída na análise clínica do paciente (PINTO et al., 2021). 

Medicamentos antidepressivos, por sua vez, frequentemente causam xerostomia (boca seca), o que compromete a função protetora da saliva e favorece a proliferação de bactérias cariogênicas. A baixa autoestima e o isolamento social decorrentes da perda dentária ou da dor constante também intensificam sintomas depressivos, evidenciando uma relação de retroalimentação negativa entre corpo e mente. 

A relação entre saúde bucal e depressão também tem sido sistematicamente investigada em revisões que consolidam evidências disponíveis. Kloeckner (2024) destaca, em sua dissertação, que há uma associação consistente entre transtornos depressivos e desfechos negativos em saúde bucal, como aumento de cáries e doenças periodontais. Esses resultados fortalecem a hipótese de um ciclo bidirecional, em que fatores psicossociais e biológicos se sobrepõem e agravam mutuamente.

No mesmo sentido, investigações sobre o estresse e a ansiedade como fatores associados à depressão demonstram que esses quadros emocionais tendem a reduzir a motivação para o autocuidado, impactando a frequência da escovação, o uso do fio dental e o comparecimento a consultas odontológicas. Tais condições, somadas ao efeito de medicamentos antidepressivos que reduzem o fluxo salivar, criam um ambiente favorável para o surgimento da cárie (SILVA JUNIOR et al., 2020).

Relatos de casos também ajudam a compreender a intensidade dessa relação. Em um estudo clínico, observou-se que pacientes com depressão apresentavam maior gravidade nas lesões cariosas, assim como impactos significativos na autoestima e na vida social. A pesquisa demonstrou que, nesses indivíduos, a cárie não era apenas uma condição física, mas um fator que contribuía para a manutenção do quadro depressivo (KWIATKOWSKI et al., 2022). 

Outro aspecto relevante é o impacto da depressão em fases mais tardias da vida, quando os efeitos acumulados da negligência com a saúde bucal se tornam mais evidentes. Estudos sobre depressão tardia indicam que idosos deprimidos apresentam maior perda dentária, dificuldade de mastigação e consequente piora do estado nutricional, fatores que se somam ao sofrimento emocional e ao isolamento social característicos dessa etapa (JESUS et al., 2024).

Nesse contexto, torna-se indispensável compreender a cárie dentária e a depressão não como condições isoladas, mas como fenômenos interligados. A dor crônica, a limitação funcional e o estigma social associados à cárie favorecem a intensificação de sintomas depressivos, ao passo que a falta de energia e motivação da depressão reforçam a progressão da doença bucal. Esse ciclo estabelece uma conexão clara entre os dois campos, demandando estratégias conjuntas de intervenção (NOMURA, 2023; KLOECKNER, 2024).

O conjunto de estudos evidencia que a integração entre odontologia e saúde mental é fundamental para promover um cuidado mais amplo e humanizado. Profissionais dessas áreas precisam atuar de forma colaborativa, considerando tanto as dimensões clínicas quanto os fatores psicossociais que influenciam a saúde. Essa perspectiva interdisciplinar possibilita não apenas o tratamento das condições já instaladas, mas também a criação de estratégias preventivas mais eficazes para reduzir os impactos da cárie e da depressão na vida das pessoas (CALDEIRA et al., 2023).

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Mecanismos biológicos, comportamentais e psicossociais que conectam cárie dentária e depressão

A literatura demonstra que a depressão influencia a saúde bucal por meio de mecanismos biológicos ligados às alterações no organismo. O uso de antidepressivos, por exemplo, está associado à xerostomia, que favorece o aumento do risco de cárie. Nesse sentido, Campos et al., (2024) evidenciam que alterações fisiológicas decorrentes da depressão impactam diretamente a mucosa oral, enquanto Barros et al., (2024) destacam que as manifestações psicossomáticas ampliam a vulnerabilidade a doenças bucais. 

Os estudo analisados reforçam que a relação entre depressão e cárie não é meramente coincidente, mas resultado de uma interação complexa entre fatores fisiológicos, emocionais e sociais. Indivíduos deprimidos demonstram menor frequência de escovação, maior consumo de alimentos açucarados e menor adesão a tratamentos odontológicos.

Do ponto de vista comportamental, pacientes deprimidos apresentam menor adesão às práticas de higiene bucal e maior propensão ao consumo de alimentos açucarados, fatores que favorecem a progressão da cárie. Kellermann (2020) identificou altos índices de cárie entre indivíduos com transtornos mentais graves, enquanto Campos et al., (2024) ressaltaram a importância de compreender a depressão como um fator de risco comportamental significativo para o agravamento das doenças estomatológicas.

A análise também evidencia impactos psicossociais, uma vez que a condição bucal comprometida reforça sentimentos de vergonha e isolamento social, perpetuando sintomas depressivos. Gregório et al., (2022) ressaltam que a perda dentária em idosos está diretamente relacionada ao aumento da depressão, e Vasconcelos et al., (2020) complementam ao demonstrar que a piora da saúde bucal afeta a qualidade de vida e o bem-estar psicológico desses indivíduos.

A interação entre biologia, comportamento e fatores psicossociais mostra-se, portanto, multifatorial e cíclica. Segundo Barros et al., (2024), os transtornos psicossomáticos atuam tanto como causa quanto como consequência da cárie, enquanto Sgrinhelli e Coelho (2020) apontam a cárie como uma doença de fundo psicossocial, onde emoções mal elaboradas podem refletir na saúde dentária. Essa abordagem reforça a necessidade de uma visão ampliada do problema.

Entre os fatores biológicos, além da xerostomia induzida por medicamentos, destaca-se a relação da depressão com processos inflamatórios sistêmicos. Campos et al., (2024) descrevem que alterações imunológicas reduzem a resistência contra agentes cariogênicos, enquanto Barros et al., (2024) confirmam que o estado depressivo fragiliza o organismo, tornando-o mais suscetível a doenças infecciosas, incluindo a cárie dentária.

Nos aspectos comportamentais, estudos indicam que a desmotivação, a fadiga e a anedonia típicas da depressão resultam em maior negligência do autocuidado. Kellermann (2020) verificou que pacientes psiquiátricos apresentam maior acúmulo de biofilme dental, e Gregório et al., (2022) acrescentam que a má higiene oral também contribui para a perda dentária precoce, intensificando os impactos psicológicos e sociais.

Em relação aos fatores psicossociais, observa-se que a estética comprometida pelos dentes cariados afeta a autoestima, prejudicando interações sociais. Vasconcelos et al., (2020) destacam que idosos com saúde bucal deficiente relataram pior qualidade de vida, e Sgrinhelli e Coelho (2020) defendem que a cárie deve ser entendida como expressão de desequilíbrios emocionais que, somados às dificuldades sociais, ampliam o sofrimento psíquico.

A discussão entre autores confirma que a cárie não deve ser considerada apenas como uma patologia bucal, mas como resultado de múltiplas dimensões da saúde humana. Barros et al., (2024) e Campos et al., (2024) convergem ao afirmar que o estresse e a depressão são determinantes importantes na manifestação de doenças bucais, sendo necessário reconhecer essa interdependência para a prática clínica.

A integração entre os achados demonstra que os mecanismos biológicos, comportamentais e psicossociais formam um ciclo de retroalimentação: a depressão favorece o surgimento da cárie, e esta, por sua vez, intensifica o sofrimento emocional. Kellermann (2020) e Gregório et al., (2022) mostram que essa relação é evidente em grupos vulneráveis, enquanto Vasconcelos et al., (2020) reforçam que a saúde bucal impacta diretamente a qualidade de vida. Assim, as evidências apontam para a necessidade de abordagens interdisciplinares que integrem saúde mental e odontologia. 

Impactos da depressão na saúde bucal e desenvolvimento de cáries

A relação entre depressão e saúde bucal tem sido amplamente discutida na literatura, revelando que sintomas depressivos reduzem o cuidado com a higiene oral e favorecem a instalação de doenças como a cárie. Caldeira et al., (2023) demonstraram que, durante a pandemia da COVID-19, o aumento da ansiedade e da depressão levou ao agravamento das condições bucais, enquanto Nomura (2023) destacou que a depressão é um fator de risco consistente para o desenvolvimento de cáries e outras doenças orais.

Além disso, os impactos da depressão sobre a saúde bucal podem ser observados em populações específicas, como pacientes com síndrome metabólica. Pinto et al., (2021) verificaram que esses indivíduos, quando também apresentam sintomas depressivos, tendem a ter maior incidência de problemas dentários, reforçando a associação entre doenças sistêmicas e saúde mental. Kloeckner (2024) complementa afirmando que a depressão atua como fator agravante de desfechos bucais negativos, tornando o quadro clínico mais complexo.

Da mesma forma, a presença de cáries extensas, dor crônica e alterações estéticas atua como gatilho emocional, potencializando a sensação de vergonha e inutilidade. A recuperação da saúde bucal, especialmente quando acompanhada de suporte psicológico, tende a restaurar parte da autoestima e da motivação do paciente, evidenciando que o cuidado integrado é o caminho mais eficaz.

Os mecanismos psicossociais também aparecem como determinantes importantes nesse processo. Silva Junior et al., (2020) explicam que a depressão e a ansiedade reduzem a motivação para o autocuidado, refletindo em baixa adesão a hábitos básicos como escovação e uso do fio dental. Em consonância, Caldeira et al., (2023) mostraram que a somatória de fatores emocionais e sociais, como isolamento e estresse, contribuiu para a piora significativa das condições orais em pacientes deprimidos.

Estudos clínicos reforçam essa perspectiva ao mostrar como a depressão agrava quadros odontológicos já existentes. Kwiatkowski et al., (2022), em um relato de caso, evidenciaram que pacientes deprimidos apresentavam lesões cariosas mais graves e resistência à adesão ao tratamento odontológico. Nomura (2023) confirma que a negligência no acompanhamento clínico e a redução da busca por atendimento são fatores que elevam o risco de progressão da doença.

Os idosos são um grupo especialmente vulnerável aos efeitos da depressão na saúde bucal. Jesus et al., (2024) apontaram que a depressão tardia se relaciona à maior perda dentária e a dificuldades de mastigação, o que agrava o estado nutricional e, consequentemente, a saúde geral. Gregório et al., (2022), em convergência, demonstraram que a perda dentária é um importante preditor de sintomas depressivos, reforçando o caráter bidirecional dessa relação.

A influência de fatores biológicos também merece destaque. Pinto et al., (2021) observaram que alterações metabólicas decorrentes da depressão reduzem o fluxo salivar, aumentando a suscetibilidade à cárie. Kloeckner (2024) complementa afirmando que, além do fator biológico, o estresse oxidativo associado à depressão pode favorecer processos inflamatórios que impactam diretamente a cavidade oral.

Do ponto de vista comportamental, a alimentação desregulada observada em pacientes com depressão representa outro fator de risco. Silva Junior et al., (2020) verificaram que o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados eleva a incidência de cáries, enquanto Caldeira et al., (2023) reforçaram que, em momentos de maior vulnerabilidade emocional, esses hábitos alimentares se intensificam, piorando as condições orais.

Outro aspecto relevante é a relação entre bruxismo, dor orofacial e depressão. Kwiatkowski et al., (2022) relataram que pacientes deprimidos apresentavam alta prevalência de bruxismo, que contribui para desgastes dentários e dores articulares. Nomura (2023) também destacou que esses sintomas agravam a percepção negativa da saúde bucal, reforçando sentimentos de incapacidade e baixa autoestima.

Os resultados convergem para a compreensão de que a depressão intensifica os riscos de desenvolvimento e agravamento de cáries, tanto por fatores biológicos quanto comportamentais e psicossociais. Jesus et al., (2024) mostram que essa relação é especialmente evidente em idosos, enquanto Pinto et al., (2021) e Caldeira et al., (2023) reforçam que o impacto da depressão no autocuidado bucal é generalizado em diferentes populações. Assim, os estudos analisados confirmam a necessidade de integrar a saúde mental ao planejamento de estratégias preventivas e terapêuticas em odontologia.

Efeitos das condições bucais sobre o bem-estar psicológico e os sintomas depressivos

A cárie dentária, quando não tratada, gera consequências que vão além da dor física, alcançando a esfera emocional e social. Silva Junior et al., (2020) explicam que os quadros de ansiedade e depressão influenciam na progressão das doenças orais, enquanto Barros et al., (2024) ressaltam que essas mesmas doenças bucais intensificam sintomas depressivos, configurando um ciclo bidirecional. Essa interação mostra que a condição bucal afeta diretamente o bem-estar psicológico.

Em termos estéticos, a cárie compromete a aparência do sorriso, influenciando a autoestima e as relações interpessoais. Kwiatkowski et al., (2022), em estudo clínico, demonstraram que pacientes com lesões cariosas severas apresentaram sinais de baixa autoconfiança e isolamento social. De forma complementar, Campos et al., (2024) destacam que os distúrbios estomatológicos relacionados à depressão agravam o impacto estético, intensificando os efeitos psicológicos negativos.

A adolescência e a juventude representam fases críticas, pois a identidade e a vida social estão em construção. Kellermann (2020) observou maior prevalência de cárie em pacientes com transtornos mentais graves, sugerindo uma relação direta com a negligência de cuidados odontológicos. Gregório et al., (2022) reforçam que, em jovens e adultos, a perda dentária ou alterações estéticas decorrentes de cáries afetam diretamente a autoestima e a aceitação social.

Nos idosos, o impacto das doenças bucais sobre a saúde mental torna-se ainda mais evidente. Jesus et al., (2024) afirmam que a depressão tardia está relacionada à perda dentária e à dificuldade de mastigação, o que compromete o estado nutricional e aumenta a vulnerabilidade emocional. De modo convergente, Gregório et al., (2022) ressaltam que a perda dentária contribui significativamente para o desenvolvimento ou agravamento de sintomas depressivos em idosos.

A dor crônica também desempenha papel central nesse processo. Silva Junior et al., (2020) destacam que a presença constante de dor interfere no sono e no desempenho diário, gerando estresse e predisposição a transtornos mentais. Barros et al., (2024) complementam que o sofrimento causado por doenças psicossomáticas associadas à cárie amplifica sentimentos de desesperança, reforçando a necessidade de tratamentos precoces.

Outro aspecto importante refere-se ao isolamento social decorrente de alterações bucais. Kwiatkowski et al., (2022) relataram casos em que pacientes evitavam interações sociais devido ao constrangimento com a aparência dentária. Campos et al., (2024) reforçam que essa exclusão social é potencializada por quadros depressivos pré-existentes, criando um círculo vicioso de sofrimento físico e emocional.

A análise dos estudos também evidencia que fatores psicossociais e biológicos se sobrepõem. Kellermann (2020) destaca que pacientes internados por transtornos mentais graves apresentavam piores condições odontológicas, enquanto Barros et al., (2024) reforçam que a depressão favorece alterações fisiológicas que agravam a saúde bucal. Essa combinação demonstra como os efeitos da cárie vão além do físico, atingindo o psicológico de forma complexa.

A bidirecionalidade da relação entre saúde bucal e depressão é confirmada por diferentes autores. Jesus et al., (2024) mostram que a depressão tardia pode ser intensificada pela perda de dentes, enquanto Silva Junior et al., (2020) enfatizam que o estresse e a ansiedade associados à dor dental contribuem para piora dos sintomas psicológicos. Juntos, esses estudos evidenciam a circularidade entre os dois fenômenos.

Esses resultados apontam para a necessidade de incluir o rastreamento de sintomas depressivos nas consultas odontológicas, bem como o incentivo ao autocuidado bucal em programas de saúde mental. A fragmentação entre essas áreas compromete a eficácia do tratamento e perpetua o ciclo vicioso descrito.

Por fim, os resultados sistematizados indicam que a negligência odontológica e o avanço da cárie impactam diretamente no bem-estar emocional. Gregório et al., (2022) e Barros et al., (2024) concluem que a integração entre odontologia e saúde mental é fundamental para quebrar o ciclo negativo que conecta doença bucal e depressão. A literatura reforça, assim, a urgência de abordagens interdisciplinares que promovam tanto a saúde oral quanto a psicológica.

Tabela 1 – Síntese dos estudos analisados sobre a relação entre cárie dentária e depressão.

Autor/AnoTipo de EstudoAmostraPrincipais AchadosConclusões
Barros et al (2024)Revisão teóricaEvidências de que doenças psicossomáticas afetam a saúde bucal por meio de alterações hormonais e comportamentais.
Caldeira et al (2023)Revisão Integrativa22 artigosPandemia aumentou níveis de ansiedade e depressão, elevando prevalência de cárie e gengivite.O estresse emocional influência a saúde oral em contextos de crise.
Campos et al (2024)Revisão Integrativa30 estudosDepressão e ansiedade associadas a distúrbios estomatológicos, como bruxismo e xerostomia.Alterações emocionais impactam diretamente a cavidade oral.
Gregório et al (2022)Revisão de literatura27 artigosRelação entre perda dentária e sintomas depressivos em idosos.A perda de dentes prejudica autoestima e favorece quadros depressivos.
Jesus et al (2024)Revisão Narrativa18 artigosAnalisou depressão tardia e alterações bucais em idososDestaca a necessidade de atenção odontogeriátrica associada ao cuidado psicológico.
Kellermann (2020)Estudo observacional80 pacientes com transtornos mentais gravesPacientes institucionalizados apresentaram maior incidência de cárie e menor higiene oral.O ambiente e o tratamento psiquiátrico influenciam a saúde bucal.
Kloeckner (2024)Revisão Sistemática45 estudos observacionaisAssociação estatisticamente significativa entre depressão e doenças bucaisReforça necessidade de rastreamento psicológico em atendimentos odontológicos.
Kwiatkowski et al. (2022)Relato de caso1 pacientePaciente com depressão apresentou lesões de cárie múltiplas e falta de motivação para higiene oral.Demonstra relação clínica direta entre depressão e agravamento da cárie dentária.
Nomura (2023)Revisão sistemática29 estudosAssociação consistente entre cárie e transtornos depressivos.Confirma relação bidirecional entre depressão e piora da saúde bucal.
Pinto et al (2021)Estudo preliminar40 pacientes com síndrome metabólicaSintomas depressivos associados a maior índice de placa e cárie.A depressão agrava o estado bucal em condições sistêmicas pré-existentes.
Silva Junior et al. (2020)Estudo de revisão
Depressão e estresse relacionados a maior incidência de doença periodontal e cárie.O manejo emocional é parte essencial da saúde bucal.
Sgrinhelli e Coelho (2020)Revisão teórica
Cárie interpretada como doença psicossocial e energética, vinculada a desequilíbrios emocionais.Destaca importância do olhar integral sobre o paciente.
Vasconcelos et al. (2020)Revisão sistemática33 estudosCorrelação entre saúde bucal, qualidade de vida e depressão em idososO bem-estar psicológico influencia diretamente os indicadores bucais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa buscou compreender a relação entre cárie dentária e depressão, analisando os mecanismos que conectam essas condições e seus impactos na saúde integral. A questão central proposta foi se a depressão pode agravar os quadros de cárie e se, por outro lado, as alterações bucais podem intensificar sintomas depressivos. A análise sistemática realizada permitiu confirmar essa interdependência, evidenciando que fatores biológicos, comportamentais e psicossociais estão envolvidos nesse processo bidirecional.

Os resultados demonstraram que a depressão influencia diretamente a saúde bucal, seja pela diminuição dos cuidados de higiene, seja pelas alterações fisiológicas relacionadas ao uso de medicamentos e ao estresse metabólico. Também se observou que a cárie, quando não tratada, repercute negativamente no bem-estar psicológico, causando dor, desconforto funcional e impactos estéticos que afetam a autoestima e as relações sociais. Esses achados responderam de forma clara à questão norteadora, confirmando que a interação entre saúde mental e bucal precisa ser considerada de maneira integrada.

A análise dos achados evidencia a existência de um ciclo vicioso entre depressão e cárie dentária. A depressão interfere no autocuidado e na fisiologia oral, enquanto a cárie, ao comprometer estética e função, intensifica o sofrimento emocional. 

Ao longo da pesquisa, verificou-se que cada objetivo específico foi alcançado. Foram identificados os mecanismos biológicos, comportamentais e psicossociais que influenciam a conexão entre cárie e depressão; descritos os impactos da depressão na saúde bucal; e analisados os efeitos das condições bucais comprometidas sobre o bem-estar psicológico. Esses pontos confirmam que a literatura atual sustenta a existência de uma relação de influência mútua entre os dois campos.

O estudo reforça a necessidade de um olhar interdisciplinar que una odontologia e psicologia, superando a fragmentação do cuidado em saúde. Profissionais dessas áreas devem trabalhar em conjunto para desenvolver estratégias de prevenção, acompanhamento e tratamento que considerem o paciente em sua totalidade. 

Com base nas evidências reunidas, compreende-se que a integração entre saúde mental e saúde bucal não é apenas desejável, mas essencial para o alcance de um bem-estar pleno e sustentável.

O objetivo geral, de analisar as evidências científicas sobre a relação bidirecional entre cárie dentária e depressão, também foi cumprido. A revisão permitiu sistematizar os principais achados disponíveis, destacando a necessidade de modelos de cuidado em saúde que superem a fragmentação e contemplem o indivíduo em sua totalidade. Assim, a pesquisa contribui para o fortalecimento do diálogo interdisciplinar entre odontologia e saúde mental.

Por fim, destaca-se a importância de novos estudos que aprofundem essa temática, especialmente com pesquisas empíricas que avaliem intervenções conjuntas entre profissionais da saúde bucal e da saúde mental. A aplicação prática dos resultados poderá contribuir para políticas públicas e estratégias clínicas mais eficazes, promovendo uma atenção integral, humanizada e centrada no paciente. Dessa forma, a investigação não apenas cumpre seu papel científico, mas também aponta caminhos para a transformação da prática em saúde.

REFERÊNCIAS

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1Mestranda do curso de Ciências da Saúde da Ivy Enber Christian University, jumbzani@gmail.com;

2Mestranda do curso de Ciências da Saúde da Ivy Enber Christian University, michellerampaso@gmail.com:  

3Professora dos Cursos de Mestrado e Doutorado em Psicologia, Psicanálise e Neurociências da Enbe University,  katiabotelho@enberuniversity.com 

 4Professora dos Cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências da Saúde da Enber University

5Coordenadora dos Cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências da Saúde da Enber University