A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DA SAÚDE BUCAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202601102314


Bruna Geórgia Silva Rodrigues
José Henrique Nascimento Souza Junior
Aline Beserra da Silva


RESUMO 

A saúde bucal na infância e adolescência representa um componente essencial para o desenvolvimento integral, influenciando diretamente aspectos funcionais, psicológicos e sociais. Este trabalho, de natureza bibliográfica, qualitativa, descritiva e exploratória, analisou produções científicas publicadas em bases como SciELO, PubMed, Google Acadêmico e documentos oficiais do Ministério da Saúde, a fim de compreender a importância do acompanhamento e monitoramento da saúde bucal em crianças e adolescentes. Os resultados evidenciam que a ausência de acompanhamento odontológico contínuo nessa fase acarreta impactos negativos na nutrição, autoestima, rendimento escolar e saúde sistêmica, além de reforçar desigualdades sociais relacionadas ao acesso aos serviços. Constatou-se que fatores socioeconômicos, como renda familiar e escolaridade dos responsáveis, associados à distribuição desigual de serviços odontológicos, constituem barreiras relevantes para a prevenção e o tratamento. Nesse sentido, programas de promoção da saúde bucal em ambiente escolar e políticas públicas, como o Brasil Sorridente, demonstram avanços, mas ainda carecem de fortalecimento. Conclui-se que o acompanhamento e o monitoramento da saúde bucal em crianças e adolescentes são estratégias fundamentais para a promoção da saúde integral, devendo ser priorizados por gestores, profissionais e instituições de saúde. 

Palavras-chave: Saúde Bucal; Crianças; Adolescentes; Prevenção. 

INTRODUÇÃO 

A saúde bucal na infância e adolescência constitui um pilar fundamental para o desenvolvimento integral, interferindo diretamente na mastigação, fonética, autoestima e qualidade de vida (NARVI, 2020). Estudos mostram que a cárie dentária ainda é a doença crônica mais prevalente nesse grupo etário, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil (PIRES et al., 2021). Segundo dados do levantamento nacional SB Brasil 2010, mais de 56% das crianças de 12 anos apresentavam histórico de cárie, enquanto entre adolescentes de 15 a 19 anos esse número ultrapassava 76% (BRASIL, 2012). 

O acompanhamento contínuo da saúde bucal, com ações como avaliações periódicas, aplicação tópica de flúor, selantes e educação em saúde, é reconhecido como estratégia eficaz para reduzir a incidência de doenças bucais (OLIVEIRA et al., 2020). Programas escolares de promoção da saúde também mostram impacto positivo nos hábitos de higiene oral e no autocuidado de crianças e adolescentes (FERREIRA et al., 2023). 

Diversos trabalhos apontam que os fatores socioeconômicos exercem influência direta sobre a condição de saúde bucal em crianças e adolescentes. Estudos indicam que famílias de baixa renda, com menor escolaridade dos pais e acesso limitado a recursos preventivos, apresentam maior prevalência de cáries e doenças periodontais (SILVA; COSTA; OLIVEIRA, 2020). A literatura também demonstra que a saúde bucal pode ser considerada um reflexo das condições sociais e econômicas, funcionando como um importante marcador de desigualdade (RODRIGUES et al., 2023). Dessa forma, compreender essas disparidades é essencial para planejar estratégias de monitoramento e acompanhamento que alcancem de forma equitativa a população infantojuvenil. 

Revisões sistemáticas têm destacado que programas voltados à saúde bucal infantil, quando implementados em regiões de maior vulnerabilidade social, apresentam impacto significativo na redução das desigualdades (MARTINS et al., 2021). Além disso, estudos de caso em escolas públicas demonstram que a inserção de medidas de educação em saúde, aliada ao acompanhamento odontológico contínuo, não apenas reduz a incidência de doenças bucais, mas também fortalece o vínculo entre comunidade e serviços de saúde (CARVALHO; LIMA, 2022). Tais evidências reforçam a importância de direcionar ações preventivas e de monitoramento para grupos mais suscetíveis, garantindo assim a efetividade das políticas públicas. 

Pesquisas qualitativas e artigos de opinião científica reconhecida também contribuem para ampliar a compreensão sobre os desafios da saúde bucal em crianças e adolescentes. Esses trabalhos destacam a necessidade de integrar diferentes perspectivas — clínicas, sociais e educativas — para promover um cuidado mais abrangente (PEREIRA; GOMES, 2020). Além disso, defendem que o acompanhamento não deve ser visto apenas como uma prática clínica isolada, mas como parte de uma rede de atenção que envolve família, escola e comunidade (ALMEIDA; SOUZA, 2021). Tal visão amplia a compreensão da saúde bucal como um fenômeno multidimensional, fortemente condicionado pelo contexto em que o indivíduo está inserido. 

Contudo, apesar dos avanços em políticas públicas como o Programa Brasil Sorridente, ainda persistem desigualdades no acesso aos serviços odontológicos. A cobertura de atenção básica não é suficiente para garantir o monitoramento contínuo necessário durante o desenvolvimento infantil (NARVAI; FRIAS, 2021). 

Dessa forma, este estudo tem como objetivo discutir a importância do acompanhamento e do monitoramento da saúde bucal em crianças e adolescentes, com base em revisão de literatura em bases científicas como SciELO, PubMed, Google Acadêmico e revistas de saúde pública. 

METODOLOGIA 

Este trabalho configura-se como uma pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória. A opção por esse tipo de pesquisa justifica-se pela necessidade de reunir, analisar e interpretar o conhecimento já produzido sobre o acompanhamento e monitoramento da saúde bucal em crianças e adolescentes, com base em materiais publicados em fontes confiáveis e atualizadas. 

A abordagem qualitativa permite a análise crítica e interpretativa dos conteúdos revisados, priorizando o entendimento da complexidade do fenômeno da saúde bucal na infância e adolescência. Já a natureza descritiva e exploratória da pesquisa se refere à intenção de descrever os principais aspectos que envolvem o tema, como fatores de risco, barreiras de acesso, políticas públicas, ações preventivas e implicações sociais, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre o assunto (GIL, 2022; MINAYO, 2014). 

O levantamento bibliográfico foi realizado entre os meses de abril e junho de 2025, utilizando as bases de dados SciELO, Google Acadêmico, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), além de documentos técnicos disponibilizados pelo Ministério da Saúde, como o SB Brasil 2010 e a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.  

Os critérios de inclusão foram: 

  • Publicações que tratassem da saúde bucal de crianças e adolescentes; 
  • Estudos sobre políticas públicas e programas voltados à saúde bucal coletiva; 
  • Trabalhos que relacionassem fatores socioeconômicos ao acesso à saúde bucal; 
  • Revisões sistemáticas, estudos de caso, pesquisas qualitativas e artigos de opinião científica reconhecida. 

Com isso, o presente artigo busca contribuir para o aprofundamento teórico sobre o acompanhamento e monitoramento da saúde bucal em crianças e adolescentes, oferecendo uma síntese crítica do que tem sido produzido na literatura científica, além de apresentar propostas que possam subsidiar a prática profissional e a formulação de políticas públicas mais eficazes e inclusivas. 

DESENVOLVIMENTO 

1. A Saúde Bucal como Parte da Saúde Integral na Infância e Adolescência

A saúde bucal tem sido amplamente reconhecida como um componente essencial da saúde geral e do bem-estar humano, especialmente em períodos críticos como a infância e adolescência. De acordo com Silveira e Andrade (2020), problemas bucais não se restringem à cavidade oral, afetando a alimentação, a fala, o sono e até o desempenho escolar de crianças e adolescentes.   A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que a promoção da saúde bucal é parte fundamental de uma política de saúde pública eficaz, e que as ações preventivas devem começar nos primeiros anos de vida (OMS, 2022). A ausência de cuidados nesse período pode levar à formação de um quadro de doenças de difícil reversão, como a cárie dentária, a gengivite e até a periodontite em estágios mais avançados (GENCO; PAPAPANOU, 2018). 

Além dos impactos locais, há evidências de que doenças bucais podem provocar repercussões sistêmicas. Estudos demonstram a associação entre infecções bucais e agravos como doenças cardiovasculares, respiratórias e complicações no controle do diabetes tipo 2 (KUO; POLSON; KANG, 2008). Assim, cuidar da saúde bucal na infância é também uma estratégia de prevenção em saúde pública. 

2. Desigualdades Sociais e Barreiras ao Acompanhamento Odontológico 

Diversos autores apontam que o contexto socioeconômico exerce forte influência sobre a saúde bucal de crianças e adolescentes. Segundo Borrell e Crawford (2008), há uma relação significativa entre baixa renda familiar, escolaridade dos responsáveis e menor acesso a serviços odontológicos de qualidade. 

Villalobos-Rodelo et al. (2007), ao estudarem escolares mexicanos, identificaram que a falta de informação e recursos básicos de higiene bucal comprometem diretamente a saúde oral infantil. No Brasil, essa realidade é ainda mais marcada nas regiões Norte e Nordeste, conforme dados do levantamento nacional SB Brasil (BRASIL, 2012). 

Além disso, hábitos alimentares inadequados, comuns em populações de baixa renda, também contribuem para o agravamento das condições bucais. Moynihan e Petersen (2004) destacam que dietas ricas em açúcares simples aumentam consideravelmente a incidência de cáries na infância, sendo uma consequência direta da vulnerabilidade social.  A desigualdade no acesso à saúde bucal também está relacionada à distribuição desigual de serviços públicos. Boing et al. (2005) revelam que fatores como distância geográfica, ausência de transporte, horários limitados de atendimento e número reduzido de profissionais são obstáculos frequentes enfrentados pelas famílias. 

3. Saúde Bucal na Primeira Infância e seus Impactos no Desenvolvimento 

A primeira infância é considerada uma fase crítica para o estabelecimento de hábitos saudáveis e para o desenvolvimento integral da criança. Nesse período, a saúde bucal exerce papel fundamental, uma vez que alterações precoces podem comprometer funções básicas como mastigação, deglutição e fala, além de influenciar o crescimento craniofacial (SILVEIRA; ANDRADE, 2020). 

A cárie dentária na primeira infância permanece como um problema de saúde pública, especialmente em populações socialmente vulneráveis. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a cárie precoce pode gerar dor, infecções recorrentes e prejuízos nutricionais, interferindo negativamente no desenvolvimento físico e emocional da criança (OMS, 2022). Estudos nacionais indicam que crianças com histórico de cárie apresentam maior risco de baixo peso, dificuldades alimentares e maior absenteísmo escolar (LOPES et al., 2011). 

O acompanhamento odontológico desde os primeiros anos de vida possibilita ações preventivas eficazes, como orientação aos responsáveis, controle dietético, aplicação tópica de flúor e monitoramento do risco de cárie. Oliveira et al. (2020) destacam que a prevenção precoce reduz significativamente a necessidade de intervenções invasivas no futuro, além de contribuir para a formação de hábitos de higiene bucal adequados. 

Assim, o cuidado em saúde bucal na primeira infância deve ser entendido como parte integrante das ações de promoção da saúde, devendo ser incorporado de forma sistemática na Atenção Primária à Saúde, especialmente no âmbito da Estratégia Saúde da Família. 

4. Saúde Bucal, Rendimento Escolar e Aspectos Psicossociais 

Diversos estudos têm demonstrado que a condição de saúde bucal está diretamente relacionada ao rendimento escolar e ao bem-estar psicossocial de crianças e adolescentes. Problemas como dor dentária, infecções e perdas dentárias precoces podem comprometer a concentração, a participação em atividades escolares e o desempenho acadêmico (FERREIRA et al., 2023). 

Segundo Genco e Papapanou (2018), a dor orofacial recorrente é uma das principais causas de faltas escolares em crianças, afetando negativamente o processo de aprendizagem. Além disso, alterações estéticas decorrentes de problemas bucais podem impactar a autoestima e as relações sociais, especialmente na adolescência, fase marcada por maior sensibilidade à autoimagem (MARMOT; BELL, 2011). 

Estudos qualitativos indicam que adolescentes com problemas bucais relatam constrangimento ao sorrir, dificuldade de socialização e maior vulnerabilidade emocional, fatores que podem contribuir para isolamento social e queda do desempenho escolar (ASSIS; DESLANDES; SANTOS, 2021). 

Nesse contexto, o acompanhamento contínuo da saúde bucal no ambiente escolar surge como estratégia relevante, possibilitando não apenas a identificação precoce de agravos, mas também o fortalecimento de ações educativas que promovam o autocuidado e a valorização da saúde bucal como parte da saúde integral. 

5. Papel da Família no Acompanhamento e Monitoramento da Saúde Bucal

A família exerce papel central no processo de cuidado em saúde bucal de crianças e adolescentes. A literatura evidencia que o nível de escolaridade dos responsáveis, o acesso à informação e as condições socioeconômicas influenciam diretamente os hábitos de higiene oral e a busca por serviços odontológicos (BORRELL; CRAWFORD, 2008). 

Villalobos-Rodelo et al. (2007) ressalta que crianças cujos pais possuem maior conhecimento sobre práticas preventivas apresentam menor prevalência de cárie dentária. Em contrapartida, famílias em situação de vulnerabilidade social enfrentam maiores dificuldades para manter acompanhamento odontológico regular, seja por barreiras financeiras, geográficas ou organizacionais dos serviços de saúde. 

O envolvimento da família nas ações de promoção da saúde bucal é fundamental para a efetividade das estratégias preventivas. A orientação sobre escovação supervisionada, uso adequado do flúor e alimentação saudável contribui significativamente para a redução de agravos bucais (MOYNIHAN; PETERSEN, 2004). 

Dessa forma, o monitoramento da saúde bucal deve ser entendido como uma prática compartilhada entre profissionais de saúde, família e escola, reforçando a corresponsabilidade no cuidado. 

6. Saúde Bucal na Adolescência e Comportamentos de Risco 

A adolescência é caracterizada por intensas mudanças biológicas, psicológicas e sociais, que podem influenciar negativamente os cuidados com a saúde bucal. Nessa fase, observa-se maior exposição a comportamentos de risco, como consumo excessivo de açúcares, negligência com a higiene oral e uso de substâncias como álcool e tabaco (SILVA; GOTTEMS, 2017). 

Segundo Narvai (2020), a ausência de acompanhamento odontológico regular na adolescência favorece a progressão de doenças bucais iniciadas na infância, agravando quadros de cárie e doença periodontal. Estudos apontam que adolescentes tendem a procurar o serviço odontológico apenas em situações de dor, reforçando um modelo curativista em detrimento da prevenção (PIRES et al., 2021). 

O monitoramento contínuo nessa fase permite identificar precocemente alterações bucais, orientar sobre hábitos saudáveis e promover autonomia no autocuidado. Além disso, ações educativas voltadas ao público adolescente devem considerar suas especificidades, utilizando abordagens participativas e linguagem adequada. 

7. Atenção Primária à Saúde, Estratégia Saúde da Família e Monitoramento em Saúde Bucal 

A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui o principal eixo organizador do cuidado em saúde bucal no Sistema Único de Saúde. A inserção das Equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família ampliou o acesso aos serviços odontológicos e fortaleceu ações preventivas e de promoção da saúde (PUCCA JUNIOR et al., 2015). 

O acompanhamento longitudinal das famílias possibilita o monitoramento das condições de saúde bucal de crianças e adolescentes, favorecendo a identificação de grupos de risco e o planejamento de intervenções adequadas. Mendes Júnior et al. (2015) destacam a importância do uso de indicadores epidemiológicos para orientar ações e avaliar a efetividade das políticas públicas. 

Programas como o Brasil Sorridente representam avanços significativos, entretanto, ainda existem desafios relacionados à cobertura, infraestrutura e número de profissionais, especialmente em regiões mais vulneráveis do país (NARVAI; FRIAS, 2021). 

Nesse sentido, o fortalecimento da APS e a qualificação do acompanhamento em saúde bucal são fundamentais para garantir equidade, continuidade do cuidado e redução das desigualdades sociais. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A análise bibliográfica realizada evidenciou que a saúde bucal de crianças e adolescentes deve ser compreendida como parte integrante da saúde geral, com repercussões diretas no desenvolvimento físico, emocional e social (SILVEIRA; ANDRADE, 2020; GENCO; PAPAPANOU, 2018). Constatou-se que a ausência de acompanhamento odontológico adequado nesse período da vida acarreta consequências que vão além da cavidade oral, refletindo em aspectos nutricionais, na aprendizagem escolar e na autoestima (KUO; POLSON; KANG, 2008; LOPES et al., 2011). 

Verificou-se, ainda, que as desigualdades socioeconômicas representam barreiras significativas ao acesso e à continuidade do cuidado em saúde bucal. Fatores como renda familiar, escolaridade dos responsáveis e disponibilidade de serviços de atenção básica influenciam diretamente na prevenção e no tratamento de doenças bucais (BORREL; CRAWFORD, 2008; VILLALOBOS-RODELO et al., 2007). Nesse sentido, políticas públicas como o Programa Brasil Sorridente, embora representem avanços importantes, ainda necessitam de maior fortalecimento para garantir cobertura efetiva e equitativa (PUCCA JUNIOR et al., 2015; NARVAI; FRIAS, 2021). 

O estudo reforça que ações preventivas, como aplicação tópica de flúor, selantes e educação em saúde, devem ser estimuladas desde a infância, com envolvimento de escolas, famílias, famílias e profissionais de saúde (OLIVEIRA et al., 2020; FERREIRA et al., 2023). Além disso, destaca-se importância de integrar práticas educativas e assistenciais, assegurando que o acompanhamento não seja apenas pontual, mas contínuo, favorecendo hábitos saudáveis e a construção de uma consciência crítica sobre o autocuidado (ASSIS; DESLANDES; SANTOS, 2021; SILVA; GOTTEMS, 2017). 

Portanto, conclui-se que o acompanhamento e o monitoramento da saúde bucal em crianças e adolescentes constituem estratégias fundamentais para a promoção da saúde integral, devendo ser prioridade em políticas públicas e práticas multiprofissionais (MENDES JÚNIOR et al., 2015; OMS, 2022). Investir na prevenção, ampliar o acesso e reduzir as desigualdades são passos essenciais para garantir uma infância e adolescência mais saudáveis, contribuindo para a formação de adultos com melhor qualidade de vida (MARMOT; BELL, 2011; CASCAES et al., 2017). 

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