SCREENING AND COMPARISON OF CARDIOVASCULAR PROTECTIVE FACTORS IN HEALTH SCIENCES STUDENTS FROM NUTRITION AND PHYSIOTHERAPY COURSES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512151057
Vitória Moraes Silva1
Jacqueline Maria Maranhão Pinto Lima2
Micaella Lima Costa Chagas3
Adrianne Alves Sousa4
Júlio César da Costa Machado5
Cristiano Teixeira Mostarda6
Janice Regina Moreira Bastos7
Gustavo de Jesus Pires da Silva8
Resumo
Introdução: Durante a faculdade é observada uma mudança no estilo de vida dos discentes devido a inúmeros fatores. Estes novos hábitos de vida geralmente vêm associados à negligência do bem-estar e higidez mesmo nos cursos da área da saúde. No entanto, o estilo de vida já é aceito como fator fundamental para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Objetivo: Este trabalho busca rastrear e comparar os fatores de proteção cardiovascular em discentes da área da saúde dos cursos de nutrição e fisioterapia de um centro universitário de São Luís- MA. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, com desenho transversal e observacional, realizada com 72 universitários, sendo 19 do curso de nutrição e 53 do curso de fisioterapia, com idade média de 23,47 ± 2,40 anos e hegemonia (72,22%) do sexo feminino. Foi aplicado o “questionário de vida fantástico” e coletado as seguintes medidas antropométricas: Altura, Peso, medida da cintura e do quadril para cálculo do IMC E RCQ. Os dados foram analisados no Excel com auxílio do Bioestat, versão 5.0, foi considerado nível de significância de 5%. Resultados e Discussões: Observou-se, entre os discentes, hegemonia (72,22%) do sexo feminino, e a maioria apresentou valores de RCQ dentro da normalidade. Na avaliação do IMC, a maioria dos alunos (68,05%) enquadrou-se na classificação “normal”. Quanto ao estilo de vida dos estudantes, o valor médio do questionário foi de 70,13 ± 9,22 pontos, o qual se enquadra na categoria “Muito bom”. Conclusão: Conclui-se que os hábitos de vida dos discentes em sua maioria, analisados segundo o questionário, variam de regular a excelente. Não obstante, os alunos de nutrição apresentaram hábitos de vida e valores de IMC mais saudáveis do que os alunos de fisioterapia. Além disso, os alunos em geral apresentaram uma boa média no IMC e RCQ.
Palavras-chave: Consumo alimentar. Estilos de vida. Ensino Superior. Fatores de Risco Cardiovascular.
1. INTRODUÇÃO
A principal causa de morte no Brasil e no mundo são as Doenças Cardiovasculares (DCV), as quais impactam diretamente nas taxas de mortalidade e incapacidade. As disfunções cardiovasculares resultam de múltiplos fatores de risco que comprometem a qualidade de vida, como condições sociodemográficas, hábitos alimentares inadequados, tabagismo, uso de drogas, sedentarismo, histórico familiar e hipertensão arterial. Além disso, o estresse, privação de sono, alcoolismo e depressão são fatores influentes (Mesquita, 2021; Porto; Silva; Sougey, 2019).
O estilo de vida é reconhecido como um dos principais determinantes da saúde cardiovascular, podendo atuar tanto como fator de risco quanto de proteção. Assim, a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do estresse, desempenha papel essencial na prevenção das enfermidades cardíacas e vasculares.
A avaliação do risco cardiovascular utiliza parâmetros como a gordura abdominal, relação cintura-quadril, que indica a distribuição de gordura corporal. Essa distribuição é influenciada por fatores não modificáveis, como genética e idade, e por fatores modificáveis, como o estilo de vida. O Índice de Massa Corporal (IMC) também é empregado para identificar excesso ou déficit de peso, sendo o sobrepeso um importante fator associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares (Silva; Brito, 2019).
Durante a formação universitária, observa-se uma modificação significativa dos hábitos de vida, muitas vezes associada ao sedentarismo, à alimentação inadequada e à negligência com o bem-estar, o que pode elevar o risco de doenças cardiovasculares. Nesse contexto, o ensino superior constitui-se para muitos como um processo de transição entre as fases da vida, em que se observa a prevalência entre os discentes de hábitos de vida preocupantes como o uso de tabaco e drogas, álcool, privação de sono, má alimentação e outros elementos prejudiciais para a saúde cardiovascular (Amado et al., 2021).
Embora o jovem adulto discente universitário não seja o perfil prevalente de pacientes acometidos por doenças cardiovasculares, estes caminham para o envelhecimento que combinado ao estilo de vida na faculdade, aumentam o risco para desenvolvimento futuro para tais doenças (Barbosa et al., 2020).
Sendo assim, o ensino superior destaca-se como um importante meio de influência positiva para a higidez e bem-estar dos estudantes, colaboradores e da comunidade em geral. Dessa forma, ações preventivas que abordem e incentivem um estilo de vida saudável no ensino superior poderão vir a refletir queda nos índices de doença cardiovascular (Amado et al., 2021).
Portanto, este trabalho busca rastrear e comparar os fatores de proteção cardiovascular em discentes da área da saúde dos cursos de nutrição e fisioterapia de um centro universitário de São Luís- MA, assim como apontar os fatores de proteção cardiovascular e seus efeitos fisiológicos; citar os hábitos de proteção cardiovascular dos discentes e correlacionar os hábitos de vida dos discentes com a proteção cardiovascular.
A importância deste estudo associa-se aos altos índices das doenças cardiovasculares, os quais tornaram-na um problema de saúde pública e tem levado milhões de pessoas ao óbito ou à morbidade. Os hábitos de vida adotados por jovens adultos ainda na vida acadêmica podem contribuir para o aumento dessas taxas, levando a necessidade desse rastreio (Maurício, 2016).
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Dados epidemiológicos
As Doenças Cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte não só no Brasil como também a nível global, representando aproximadamente um terço de todos os falecimentos (Malta et al., 2020). Calcula-se que todos os anos as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) causam cerca de 71% das mortes em todo o mundo, o que equivale a aproximadamente 41 milhões de falecimentos (Silva et al., 2021; Malta et al., 2021).
Em 1998, houve um total de 38.130 hospitalizações financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar doenças relacionadas ao sistema circulatório, um número que aumentou para 62.993 em 2007 (Farias et al., 2009). Em 2016, as Doenças Cardiovasculares (DCV) foram responsáveis por cerca de 17,9 milhões de óbitos, representando cerca de 31% do total de mortes no planeta, compondo as principais causas de doenças e mortes em todo o mundo (Silva et al., 2021).
No ano de 2015, foram aprovados 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, pela Assembleia das Nações Unidas, estes incluem o compromisso de garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todas as pessoas, independentemente da idade. Entre esses objetivos, foi estabelecido o parâmetro de reduzir em 30% a probabilidade de morte prematura devido às DCNT até o ano 2030, que engloba a redução das DCV (ONU, 2015).
2.2 Fatores de proteção cardiovascular
Hodiernamente, mais de 80% das mortes relacionadas a doenças Cardiovasculares (DCV) estão diretamente ligadas a Fatores de Risco Cardiovascular (FRCV) bem estabelecidos. Dentre esses fatores, merecem destaque o diabetes mellitus tipo 2, a obesidade, a falta de atividade física, o tabagismo, os níveis elevados de lipídios no sangue (hiperlipidemia), a hipertensão arterial, o alto consumo de álcool, hábitos alimentares não saudáveis, estresse psicossocial e idade maior de 45 anos em homens e maior de 55 anos em mulheres (Silva, Luiz, Pereira, 2015; Mussi, Teixeira, 2018; Gama et al., 2023).
Esses FRCV apresentam uma alta prevalência em diversas populações e exercem um impacto significativo no aumento do risco de doenças isquêmicas e Acidente Vascular Encefálico (AVE) e, a presença simultânea dos mesmos amplifica o risco de ocorrência e mortalidade por DCV. No entanto, esses fatores são passíveis de modificação ou de controle, tornando, dessa forma, a disseminação de conhecimento acerca dos fatores de proteção cardiovascular necessária (Silva, Luiz, Pereira, 2015; Mussi, Teixeira, 2018; Gama et al., 2023).
A implementação de medidas preventivas e o efetivo controle dos FRCV desempenham um papel fundamental na prevenção do aparecimento e no desenvolvimento de complicações dessas patologias. Essas ações também contribuem para a redução das taxas de hospitalização, mortalidade e dos custos associados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Por essa razão, políticas governamentais voltadas para a promoção e proteção da saúde, bem como o combate às doenças, têm sido amplamente recomendadas e defendidas (Mussi, Teixeira, 2018).
Sendo assim, as Doenças Cardiovasculares (DCV) possuem múltiplos fatores de risco, mas também diversos fatores de proteção associados ao estilo de vida. A cessação do tabagismo é um dos principais fatores protetivos, pois o tabaco contém milhares de substâncias químicas que provocam estresse oxidativo e danos às paredes dos vasos sanguíneos, favorecendo a aterosclerose. Fumantes apresentam níveis mais elevados de hiperlipidemia, IMC e pressão arterial, além de maior risco de DCV (Silva; Luiz; Pereira, 2015). Segundo Maurício (2016), mulheres jovens fumantes de longa data possuem maior risco cardiovascular, mas a interrupção do hábito por 15 anos iguala o risco ao de não fumantes. Já Burke et al. (2017) observaram que, entre 1971 e 2006, fumantes apresentaram risco de DCV duas vezes maior em homens e 1,6 vez maior em mulheres.
O consumo excessivo de álcool também é um fator de risco, associado à hipertensão, obesidade, Acidente Vascular Encefálico (AVE) e outras doenças cardiovasculares (Oliveira et al., 2019). O uso combinado de álcool e tabaco potencializa esses riscos, elevando a probabilidade de doenças crônicas não transmissíveis. O uso de drogas psicoativas, como a cocaína, pode causar hipertensão, arritmias, infarto e insuficiência cardíaca, sendo um dos principais motivos de atendimentos cardiovasculares no SUS (Pontes et al., 2019).
A alimentação saudável é outro pilar essencial na prevenção das DCV. Hábitos alimentares inadequados, como comer rapidamente e consumir alimentos gordurosos, estão associados ao sobrepeso e à obesidade, especialmente quando somados ao sedentarismo. O baixo consumo de frutas e vegetais aumenta o risco de doenças cardíacas e derrames, sendo sua ingestão regular uma prioridade em políticas de prevenção (Mussi; Teixeira, 2018; Silva; Luiz; Pereira, 2015).
A prática regular de atividade física contribui para a redução da pressão arterial, do LDL e da gordura corporal, além de aumentar o VO₂máx e a sensibilidade à insulina, configurando-se como um importante fator de proteção cardiovascular (Gualano; Tinucci, 2011; Précoma, 2019). O sobrepeso e a obesidade, sobretudo a visceral, elevam o risco de mortalidade por doenças cardiometabólicas, especialmente em indivíduos acima de 40 anos (Pohl et al., 2018; Sousa et al., 2013).
Outros fatores protetivos incluem o sono adequado e o cuidado com a saúde mental. O sono insuficiente está relacionado ao aumento do consumo de substâncias e ao pior desempenho cognitivo (Oliveira et al., 2019). O estresse e a ansiedade, por sua vez, contribuem para alterações metabólicas e inflamatórias que aumentam o risco cardiovascular (Rodrigues, 2020; Gonçalves, 2023). A depressão também é considerada um fator de risco independente, associada à maior morbimortalidade cardiovascular e redução da variabilidade da frequência cardíaca (Santareno, 2010; Kemp et al., 2010).
2.3 Estilo de vida dos universitários
Os estilos de vida são moldados por experiências individuais e sociais, e a adoção de hábitos saudáveis desde cedo é essencial para um envelhecimento bem-sucedido. A educação, especialmente o ensino superior, é essencial a promoção da saúde e do bem-estar por meio da formação, pesquisa e práticas institucionais. As chamadas Universidades Saudáveis integram a promoção da saúde à sua missão educacional, estimulando o desenvolvimento humano e a qualidade de vida da comunidade acadêmica, além de atuarem como referência de comportamento saudável na sociedade (Amado et al., 2021).
O ingresso na universidade representa uma fase de transição marcada por novos desafios e responsabilidades. Nesse período, os jovens tornam-se mais suscetíveis à adoção de comportamentos de risco, mesmo com acesso à informação e formação em saúde. A distância da família, a rotina em repúblicas e a vida social em bares e cantinas podem favorecer hábitos inadequados (Salvaro; Ávila Junior, 2009; Pelicioli, 2017). A vida acadêmica também é permeada por alterações psicossociais e profissionais que impactam diretamente a alimentação, o sono, o consumo de álcool, drogas e tabaco, além do aumento do estresse (Ramos-Dias et al., 2010; Loureiro et al., 2022).
A dificuldade de conciliar estudos, lazer e descanso contribui para o cansaço e o estresse constantes, com reflexos negativos na saúde física e mental (Tassini et al., 2017). A alimentação inadequada, marcada pelo consumo de alimentos industrializados e baixa ingestão de frutas e verduras, é comum entre universitários e favorece o surgimento de obesidade, diabetes e hipertensão (Cansian et al., 2012).
Além disso, estudos apontam baixa adesão à prática de atividades físicas entre estudantes universitários, o que agrava os riscos à saúde. A promoção do esporte e de hábitos alimentares adequados pode reduzir o estresse e o consumo de substâncias nocivas, prevenindo doenças crônicas (Vieira et al., 2002). Pesquisas com estudantes de nutrição mostram que, mesmo com conhecimento técnico, muitos mantêm estilos de vida que favorecem fatores de risco cardiovascular, evidenciando a necessidade de ações efetivas de promoção da saúde no ambiente universitário (Salvaro; Ávila Junior, 2009).
3. METODOLOGIA
Este estudo refere-se a uma pesquisa quantitativa, com desenho transversal e observacional. Foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB), com o parecer n° 6.247.871 (Anexo 1). O trabalho foi realizado na instituição privada de ensino superior: Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco em São Luís, Maranhão, CEP 65075-441.
Foram incluídos discentes de nutrição e fisioterapia, do último ano do curso e matriculados no centro universitário regularmente; maiores de idade e de ambos os sexos. Foram excluídos os participantes maiores de 60 anos a fim de se evitar viés na pesquisa; gestantes; discentes com sequelas motoras que impossibilite a bipedestação para mensuração das medidas antropométricas (peso, altura e medida da cintura e quadril) e/ou cognitivas que comprometam a coleta de dados.
A pesquisa foi realizada no período de setembro a novembro de 2023 e a abordagem dos alunos foi feita de forma individual na instituição de ensino, após divulgação prévia em sala de aula. Na ocasião foi explicado aos discentes o objetivo e procedimentos desta pesquisa. Os participantes após confirmarem seu voluntariado, foram encaminhados a uma sala reservada disposta na própria instituição de ensino para confirmação da participação por meio da leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Foi aplicado o “questionário de vida fantástico”, ferramenta foi desenvolvida por Wilson e Ciliskaem em 1948, no Canadá, e validado no Brasil por Añez, Reis e Petroski (2008); e coletado as seguintes medidas antropométricas: Altura, Peso, medida em centímetros da cintura e do quadril para cálculo do IMC E RCQ, e dados sociodemográficos como: Idade, sexo e curso de graduação. Foram garantidos tempo e infraestrutura adequados para que os voluntários respondessem o questionário e se submetessem a coleta das medidas antropométricas.
O Questionário de Vida FANTÁSTICO é composto por 25 questões que avaliam nove dimensões do estilo de vida: Família e Amigos (F), Atividade Física (A), Nutrição (N), Tabaco e Drogas (T), Álcool (A), Sono/Sexo Seguro/Estresse (S), Trabalho (T), Introspecção (I) e Comportamentos (C). Cada item possui cinco alternativas, pontuadas de 0 a 4, totalizando até 100 pontos. O escore final classifica o estilo de vida em cinco níveis: 0–34 (Necessita melhorar), 35–54 (Regular), 55–69 (Bom), 70–84 (Muito bom) e 85–100 (Excelente). Quanto menor a pontuação, maior a necessidade de mudanças nos hábitos de vida.
O IMC foi calculado a partir da divisão do peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado e os resultados obtidos foram comparados com os valores de referência propostos pela ABESO (2016).
As medidas da cintura e do quadril foram realizadas com fita métrica inelástica. A estatura foi mensurada com a fixação da fita métrica em uma superfície vertical. Para a aferição do peso, utilizou-se balança digital portátil com capacidade de até 180 kg.
Todos os materiais utilizados foram concedidos pelo pesquisador e a infraestrutura disponibilizada pela instituição de ensino superior, conferindo ao voluntário nenhum custo financeiro.
Após finalizada a coleta de dados estes foram tabulados no Microsoft Excel e, em seguida, analisados neste software com auxílio do Bioestat, versão 5.0. Os dados qualitativos foram demonstrados em frequência absoluta e relativa. Os dados quantitativos estão expostos em média ± desvio padrão. Foi realizada análise bivariada para comparar os dados entre os alunos dos cursos de fisioterapia e nutrição. Para este fim, utilizou-se o teste t de student quando variáveis quantitativas. Quando variáveis qualitativas, foi utilizado o teste qui-quadrado. Para todos os testes foi considerado nível de significância de 5%.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Foram abordados 75 alunos, dentre estes, três (3) foram excluídas por estarem gestantes, resultando em uma amostra de 72 alunos. Dos 72 estudantes pesquisados, 19 (26,38%) eram do curso de nutrição e 53 (73,61%) do curso de fisioterapia. Dentro do grupo total de estudantes, foi visto idade média de 23,47 ± 2,40 anos e hegemonia (72,22%) do sexo feminino. Estes achados foram similares aos vistos por Haddad et. al. (2010) que constataram predomínio de mulheres nos cursos da área da saúde, sendo cerca de 90% no curso de nutrição e 70% no curso de fisioterapia. Concordando a estes resultados, Hernandes e Vieira (2020) apontam que o sexo feminino compõe 79% dos profissionais de saúde no Brasil.
Analisando os cursos de forma comparativa, destaca-se que não foram observadas diferenças quando comparados os alunos de fisioterapia e nutrição, quanto ao sexo, idade, e relação cintura-quadril. Em ambos os cursos há predomínio de mulheres e alunos categorizados no peso normal pelo IMC. Ademais, os acadêmicos de fisioterapia apresentaram uma porcentagem de sobrepeso bem acima em comparação aos de nutrição. Quase a totalidade dos alunos de ambos os cursos possuíam relação cintura-quadril considerada normal, os três alunos que apresentaram valores acima do padrão são do sexo feminino (Quadro 1).
Quadro 1: Características sociais, índice de massa corporal e Relação cintura quadril.
| FISIOTERAPIA | NUTRIÇÃO | P VALOR | |
| Idade (em anos) | 23,20 ± 1,49 | 24,21 ± 3,94 | 0,05* |
| SexoMasculino Feminino | 16 (30,18%)37 (69,82%) | 4 (21,05%)15 (78,95%) | 0,5** |
| Índice de Massa CorporalAbaixo do peso Normal Sobrepeso ObesidadeObesidade Grave | 3 (5,66%)32 (60,38%)14 (26,42%)4 (7,54%)0 (0%) | 0 (0%)17 (89,48%)1 (5,26%)1 (5,26%)0 (0%) | 0,1** |
| Relação Cintura- QuadrilNormalElevada | 51 (96,23%)2 (3,77%) | 18 (94,73%)1 (5,27%) | 0,9** |
*p valor obtido utilizando o teste t de student
**p valor obtido utilizando o teste quiquadrado
Fonte: Dados da Pesquisa (2023)
Sousa, Souza e Ribeiro (2018) identificaram relação direta entre RCQ e percentual de Gordura Corporal (GC%). Alunos que apresentavam altos valores de RCQ exibiam também um percentual de gordura consideravelmente mais elevado.
No estudo de Marcondelli, Costa e Schmitz (2008), no qual fora avaliado o IMC de acadêmicos de diversas áreas, o curso de nutrição obteve o menor percentual de sobrepeso (7%) comparado aos demais, registrando valores similares ao deste estudo. O estudo de Salvaro e Ávila Junior (2009), realizado com alunos de nutrição, obteve que embora 81% da sua amostra fosse sedentária, 77% dos discentes estavam no peso ideal de acordo com o IMC.
Segundo Ng et al. (2014), a quantidade de pessoas com excesso de peso e obesidade cresceu de 921 milhões em 1980 para 2,1 bilhões em 2013. Além disso, nos últimos tempos, essa condição tem sido identificada como um dos principais elementos de risco para as doenças cardiovasculares (Barroso, et al., 2017).
Na averiguação do IMC por gênero, exibida no gráfico 1, o sexo feminino demostrou melhores porcentagens no peso adequado e sobrepeso que o masculino.
Gráfico 1– Analise do IMC por Sexo.

Fonte: Dados da Pesquisa (2023)
Apesar dos valores de sobrepeso e obesidade exibidos pelo sexo masculino no gráfico 1, os dados avaliados da RCQ apontaram alterações apenas no sexo feminino. Isso pode sugerir a falha do IMC na diferenciação de massa muscular e tecido adiposo, não obstante, seu uso é válido na detecção de sobrepeso e obesidade em estudos populacionais (Souza et al., 2016).
No estudo de Lima Junior, et al. (2017), no qual fora avaliado o perfil morfofisiológico de alunos da área da saúde encontrou-se que, dentre a amostra analisada, o sexo feminino apresentava alterações apenas na RCQ com um risco moderado para as patologias ligadas a obesidade, enquanto que nas outras dimensões como o IMC os valores estavam dentro da normalidade.
Quanto ao estilo de vida dos estudantes, o valor médio global foi de 70,13± 9,22 pontos, o qual se enquadra na categoria “Muito bom”. Nenhum dos integrantes da pesquisa apresentou pontuação na categoria “Necessita melhorar”. Alunos de nutrição apresentaram maior frequência na classificação “muito bom” e “excelente” em comparação aos acadêmicos de fisioterapia (Tabela 2).
Tabela 2 – Escore Do Questionário
| QUESTIONÁRIO FANTÁSTICOCLASSIFICAÇÃO GERAL | FISIOTERAPIA | NUTRIÇÃO | P valor* |
| NECESSITA MELHORAR | 0 (0%) | 0 (0%) | |
| REGULAR | 4 (7,55%) | 0 (0%) | 0,01 |
| BOM | 23 (43,40%) | 5 (26,32%) | |
| MUITO BOM | 26 (49,05%) | 11 (57,90%) | |
| EXCELENTE | 0 (0%) | 3 (15,78%) |
*p valor obtido por meio da aplicação do teste quiquadrado.
Fonte: Dados da Pesquisa (2023)
Tassini et al. (2017) aplicaram o questionário de vida fantástico em estudantes de fisioterapia e Medicina, a média geral foi de 48 pontos, isto é, “Regular”. Ademais, nenhum aluno enquadrou-se na categoria “Muito Bom” e “Excelente” diferindo dos achados desta pesquisa. Em semelhança a presente pesquisa, no estudo de Añez, Reis, Petroski (2008) o qual aplicou o questionário com alunos de graduação e pós-graduação, a maioria classificou-se na categoria “Muito Bom”.
Rovida e colaboradores (2016), em seu estudo com acadêmicos do curso de odontologia encontrou, através de outro instrumento, um perfil indesejável relativo à atenção à saúde e estilo de vida nesse público. Além disso, menciona que o modo de vida do estudante que inicia sua jornada no ensino superior está associado à sua habilidade de se ajustar a essa nova etapa da vida.
Comparando cada domínio do instrumento entre os cursos, identificou-se maior pontuação nos domínios nutrição e atividade física nos alunos de nutrição. Os demais domínios não diferiram entre os cursos (Tabela 3).
Tabela 3 – Domínios do questionário nos cursos de fisioterapia e nutrição
| DOMÍNIO | FISIOTERAPIA | NUTRIÇÃO | P valor* |
| Família e amigos | 6,83 ± 1,30 | 6,89 ± 1,45 | 0,4 |
| Atividade Física | 3,98 ± 2,54 | 5,74 ± 1,79 | 0,02 |
| Nutrição | 6,34 ± 2,80 | 9,26 ± 2,16 | 0,0001 |
| Tabaco e Tóxicos | 14,2 ± 1,53 | 14,5 ± 1,47 | 0,2 |
| Álcool | 10,60 ± 2,04 | 10,47 ± 1,78 | 0,4 |
| Sono, cinto de segurança, Estressee sexo seguro | 13,15 ± 2,65 | 13,84 ± 3,62 | 0,1 |
| Tipo de comportamento | 4,06 ± 1,98 | 3,89 ± 1,88 | 0,3 |
| Introspecção | 6,98 ± 2,28 | 7,26 ± 2,28 | 0,3 |
| Trabalho | 2,51 ± 1,05 | 2,42 ± 1,35 | 0,3 |
*p valor obtido por meio da aplicação do teste t de student.
Fonte: Dados da Pesquisa (2023)
Outrossim, com base nas pontuações por domínio, ambos os cursos apresentaram uma média baixa nos domínios: “Tipo de comportamento” e “Introspecção”. Isto deve alertar para a necessidade de investigação e cuidado com transtornos psicológicos, como a ansiedade e depressão, nesse público. Rodrigues (2020) e Gonçalves (2023) correlacionam desordens psicológicas, como a ansiedade e o estresse, com as doenças cardiovasculares, indicando que as existências desses distúrbios elevam o risco de desenvolvimento dessas doenças.
Os domínios de “atividade física” e “nutrição”, que diferiram entre os cursos, eram compostos por 2 e 3 perguntas respectivamente, as quais foram detalhadas no Gráfico 3. Na ilustração é possível ver melhores pontuações para o curso de nutrição em todos os questionamentos.
Gráfico 3 – Detalhamento dos Domínios “Nutrição” e “Atividade”

Fonte: Dados da Pesquisa (2023)
Diferente da presente pesquisa, Tassini et al. (2017) identificaram que a maioria dos alunos se exercitava menos de 1 vez por semana. Na pesquisa atual, foi observado prática de 1 a 2 vezes por semana para os alunos de fisioterapia e 3 vezes por semana para os de nutrição. No entanto, para o Ministério da Saúde do Brasil (2010), a prática adequada de exercícios envolve se dedicar a atividades físicas por pelo menos 30 minutos por dia, com intensidade leve ou moderada em 5 ou mais dias durante a semana, ou se engajar em exercícios de alta intensidade por pelo menos 20 minutos diários, em pelo menos 3 dias por semana. Isso mostra a necessidade de criar programas ou políticas que motivem prática de exercício físico no ensino superior.
Com relação a nutrição, muitos estudantes enfrentam, ao ingressar na universidade, a responsabilidade de cuidar de sua moradia, alimentação e finanças. A falta de habilidade para lidar com essas tarefas, combinada com o estilo de vida e as pressões acadêmicas, pode levar a saltar refeições, recorrer a fast-food e consumir alimentos desequilibrados nutricionalmente (Alves; Boog 2007). Além disso, Santos, Freitas e Yamaguchi (2020) mencionam a pressão enfrentada pelos nutricionistas para promover padrões de alimentação saudável, dada sua associação com a imagem de um corpo magro e saudável, baseada em seu conhecimento especializado em alimentação, nutrição e saúde. Ademais, a compreensão da temática por parte dos acadêmicos do curso propicia a adoção de uma alimentação mais equilibrada, que inclua grupos específicos de alimentos essenciais para o corpo humano.
Esta pesquisa apresenta limitações, a saber: A carência de uma coleta de dados sociodemográficos mais abrangentes, e a ausência da mensuração da composição corporal, e da circunferência abdominal. Outrossim, considerando o instrumento ser autoaplicado não se descarta viés, haja vista que, discentes de nutrição podem sentir-se pressionados a demonstrar melhores hábitos de vida em função da imagem corporal saudável.
5. CONCLUSÃO
Os resultados apontaram que os hábitos de vida dos discentes em sua maioria, analisados segundo o questionário, variam de regular a excelente. Não obstante, os alunos de nutrição apresentaram hábitos de vida mais saudáveis do que os alunos de fisioterapia. Além disso, os alunos em geral apresentaram uma boa média no IMC e RCQ. Com isso, observa-se que os dados antropométricos estão em consonância com os resultados encontrados no questionário acerca do estilo de vida desses alunos.
Sugere-se que futuras investigações ampliem o escopo para outros cursos da área de saúde, de modo a fortalecer o entendimento sobre os fatores de proteção cardiovascular nesse público. Reforça-se, por fim, a relevância da promoção da saúde no ambiente universitário como estratégia essencial para a prevenção de doenças cardiovasculares e incentivo a hábitos de vida saudáveis.
REFERÊNCIAS
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1Fisioterapeuta. Formada pelo Centro Universitário UNDB – Unidade de Ensino Superior Dom Bosco. E-mail: vitoria.moraes.silvag@gmail.com
2Docente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNDB – Unidade de Ensino Superior Dom Bosco. Mestra (UFRJ). E-mail: jacqueline.lima@undb.edu.br
3Nutricionista. Formada pelo Centro Universitário UNDB – Unidade de Ensino Superior Dom Bosco. Especialista. E-mail: micaellachagasnutri@gmail.com
4Nutricionista. Formada pelo Centro Universitário UNDB – Unidade de Ensino Superior Dom Bosco. E-mail: a.adrianne.sousa@gmail.com
5Docente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário UNDB – Unidade de Ensino Superior Dom Bosco. Mestre em Educação Física (PPGEF/UFMA). E-mail: julio.machado@undb.edu.br
6Profissional de Educação Física. Formado na Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: cristiano.mostarda@ufma.br
7Docente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNDB – Unidade de Ensino Superior Dom Bosco. E-mail: janice.bastos@undb.edu.br
8Docente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNDB – Unidade de Ensino Superior Dom Bosco. E-mail: gustavo.silva@undb.edu.br
