REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202512072005
Amauri de Jesus Souza¹
Guilherme Henrique Dias Silva²
Marcelo Oliveira³
Resumo
A eficiência energética nas indústrias constitui uma sustentabilidade, a competitividade e a redução de custos operacionais. Este artigo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão bibliográfica, as principais práticas, indicadores e resultados associados à gestão de energia em ambientes industriais. O referencial teórico baseou-se em normas internacionais, como a ISO 50001, relatórios técnicos da IEA, publicações da UNIDO, guias do PROCEL/UNIFEI e estudos recentes sobre Indústria 4.0 e digitalização. A metodologia envolveu a coleta e análise de estudos publicados entre 2015 e 2025, priorizando evidências de medidas de eficiência aplicáveis a motores, sistemas de ar comprimido, iluminação e utilidades térmicas. Os resultados demonstram que a implementação de sistemas estruturados de gestão de energia, fundamentados na ISO 50001, promove reduções médias de consumo de até 30%, sobretudo quando associada à manutenção preventiva, ao monitoramento contínuo de desempenho e à automação digital dos processos produtivos. Desse modo, a consolida-se como um elemento essencial de inovação, produtividade e sustentabilidade no contexto industrial.
Palavras-chave: eficiência energética; indústria; ISO 50001; gestão de energia; sustentabilidade.
INTRODUÇÃO
A no contexto industrial deixou de ser apenas um vetor de redução de custos para tornar-se um pilar estratégico de competitividade, sustentabilidade e gestão de ativos. Em um cenário de pressão por produtividade, volatilidade de preços de insumos e metas climáticas cada vez mais rigorosas, as indústrias que estruturam programas contínuos de melhoria do desempenho energético tendem a apresentar melhor estabilidade operacional, menor exposição a riscos e ganho reputacional junto a clientes e reguladores (IEA, 2023; IEA, 2024).
Nesse sentido, eficiência não se limita a “fazer mais com menos”; ela envolve governança de energia, padronização de processos, digitalização, manutenção orientada a dados e medição e verificação robusta dos resultados, integradas ao ciclo de vida dos ativos (ISO, 2018; EVO, 2022).
A adoção de sistemas de gestão de energia baseados na ISO 50001 tem se mostrado um caminho consistente para institucionalizar práticas, metas e indicadores (EnPI), estabelecer linhas de base e sustentar a melhoria contínua, especialmente, quando o sistema se articula com rotinas de manutenção e com a gestão de ativos (ISO, 2018).
A norma oferece uma arquitetura de política, planejamento, operação, avaliação de de oportunidades de alto impacto, a alocação de responsabilidades e a perenidade das economias no tempo (ISO, 2018). Em paralelo, organizações e políticas setoriais vêm reforçando o papel da eficiência como “primeiro combustível” (“first fuel”), dado o seu, emissões e custos sem comprometer a produção industrial (IEA, 2023; IEA, 2024).
Do ponto de vista tecnológico, os sistemas motrizes respondem por parcela predominante do consumo elétrico nas plantas, incluindo motores, acionamentos e cargas acopladas (bombas, ventiladores, compressores). Dados internacionais indicam que, em diversos subsetores, a eletricidade dedicada a sistemas motorizados supera metade do uso total (IEA, 2020; IEA 4e/EMSA, 2021).
Isso evidencia o potencial de economia por meio de motores de alto rendimento, controle de velocidade (VFD), adequação de cargas e manutenção de desempenho (IEA, 2020; IEA 4e/EMSA, 2021). Essas intervenções, quando combinadas com balanceamento hidráulico e aerodinâmico e comissionamento periódico, tendem a reduzir perdas sistêmicas e ampliar a confiabilidade operacional (Unido, 2024; Unido, 2024b).
Outro uso final crítico é o ar comprimido, frequentemente apontado como um dos utilitários mais onerosos da fábrica, devido à baixa eficiência global de conversão e às perdas por vazamentos, pressão excessiva e controle inadequado da oferta à demanda. Revisões recentes destacam medidas custo-efetivas como gestão sistemática de vazamentos, otimização de set-points, recuperação de calor, dimensionamento de reservatórios e controle mestre de compressores, com economias substanciais sem prejuízo de desempenho (Gryboś, 2024).
Em paralelo, a digitalização, que faz parte da Indústria 4.0, vem ampliando a precisão e a velocidade do ciclo de melhoria, ou seja, dados de alta frequência de medidores inteligentes, edge analytics, gêmeos digitais e aprendizado de máquina permitem identificar variações anômalas, quantificar degradação de eficiência e conectar energia a indicadores de processo e qualidade.
Revisões recentes mostram a contribuição de soluções 4.0 para a gestão de energia (do diagnóstico à otimização em tempo real), reforçando que ganhos significativos emergem quando tecnologia é acompanhada de processos e competências organizacionais (Cagno, 2025).
Essa visão não substitui o método; ao contrário, a reforça: a medição e verificação (M&V) baseada no IPMVP segue como referência internacional para credenciar resultados, compará-los à linha de base e sustentar decisões de investimento (EVO, 2022).
No plano econômico, a eficiência energética mantém trajetória relevante de investimentos globais, com a Agência Internacional de Energia estimando 2024 em patamar próximo ao recorde histórico recente, mesmo diante de choques conjunturais (IEA, 2024).
Na prática fabril, isso se traduz em portfólios que combinam “wins” de baixo custo e curto payback (eliminação de perdas evitáveis, ajustes operacionais) com projetos estruturantes (retrofit de sistemas motrizes, otimização de utilidades térmicas, automação e monitoramento) — sempre apoiados por métricas claras, governança e rotinas de manutenção para impedir o “rebote” do consumo.
O objetivo desta revisão é sintetizar a evidência científica e técnica sobre práticas, indicadores e resultados de na indústria, identificando medidas priorizadas, barreiras recorrentes e fatores críticos de sucesso na implementação de sistemas de gestão de energia e de soluções digitais.
Metodologicamente, adotaremos uma revisão bibliográfica com busca estruturada em bases indexadas e fontes técnicas qualificadas, priorizando estudos entre 2015–2025 e documentos de referência (normas, protocolos e relatórios de agências), assegurando verificabilidade e aplicação prática ao contexto da manutenção industrial.
As seções seguintes organizam o debate em: (i) Referencial teórico, com fundamentos, padrões e usos finais; (ii) Metodologia, detalhando estratégia de busca e critérios; (iii) Resultados, sintetizando achados por categoria de medida e por indicador; e (iv) Considerações finais, com implicações para a gestão e a tomada de decisão em plantas industriais.
REFERENCIAL TEÓRICO
A eficiência energética, no setor industrial, é reconhecida por causa de sua sustentabilidade, e, ao mesmo tempo, como um fator determinante da competitividade. Essa eficiência envolve a relação entre energia útil e energia total consumida, e, de maneira contínua, visa ampliar a produção com o menor gasto possível (Ferreira, 2023).
Essa dinâmica, entretanto, só se concretiza quando há distinção entre perdas inevitáveis e desperdícios evitáveis, permitindo separar limitações físicas dos sistemas e falhas operacionais que podem ser corrigidas. Essa diferenciação é decisiva para o planejamento de melhorias e para o uso racional, equilibrado e consciente dos recursos (PROCEL UNIFEI, 2007).
Nesse cenário, a norma ISO 50001, amplamente difundida e adotada por organizações industriais, orienta a integração da gestão energética aos processos internos, utilizando o ciclo PDCA como eixo estruturante. Essa abordagem, que envolve planejar, executar, verificar e agir, possibilita o estabelecimento de políticas, metas e indicadores que, revisados periodicamente, garantem melhoria contínua (ISO, 2018).
A estrutura proposta pela norma, quando aplicada, reforça práticas de eficiência e promove a integração da gestão energética à gestão de ativos, permitindo que ações de manutenção, operação e investimento estejam alinhadas à redução de perdas, custos e consumos desnecessários (Ferreira, 2023).
A Agência Internacional de Energia, ao tratar do tema, destaca que a eficiência energética, considerada por muitos como o primeiro combustível da transição energética global, constitui uma estratégia de alto impacto. Essa percepção decorre do fato de que economias significativas podem ser alcançadas sem a necessidade de ampliar a infraestrutura de geração, o que, por sua vez, torna as ações mais rápidas e menos custosas (IEA, 2024).
A indústria, que, cabe destacar aqui, é responsável por um dos maiores volumes de consumo energético, concentra potencial de racionalização, e, justamente por isso, possui um crescente interesse em programas voltados à eficiência (Cagno, 2025).
Entre os principais usos finais de energia, encontram-se sistemas motrizes, ar comprimido, iluminação e sistemas térmicos, que, juntos, representam grande parcela do consumo industrial. Nos sistemas motrizes, por exemplo, observa-se que a adoção de motores de alto rendimento, somada ao uso de inversores de frequência, reduz, de forma significativa, o gasto elétrico (PROCEL UNIFEI, 2007).
Esses ganhos, entretanto, ampliam-se ainda mais quando se mantêm rotinas constantes de manutenção preventiva, correção de desalinhamentos, balanceamento de cargas e inspeções detalhadas. A existência de normas internacionais, como a IEC 60034-30-1, auxilia as empresas a orientar suas decisões de compra e operação com maior precisão (IEC, 2014).
Os sistemas de ar comprimido, amplamente utilizados e, ao mesmo tempo, reconhecidos por sua baixa eficiência, destacam-se como áreas críticas, especialmente devido a vazamentos, pressões inadequadas e controles deficientes. A detecção dessas falhas, acompanhada da otimização dos parâmetros operacionais, pode reduzir o consumo energético em até trinta por cento, um índice extremamente relevante para o setor (Gryboś, 2024).
Quando essas ações são combinadas ao controle adequado dos compressores e à manutenção contínua, o desempenho melhora ainda mais, e, devido ao baixo custo das intervenções, os ganhos aparecem rapidamente. Essa simplicidade, aliada à efetividade, reforça a importância de monitoramentos regulares, medições adequadas e revisões permanentes (DOE, 2014).
No caso da iluminação industrial, observa-se que a substituição de tecnologias obsoletas por sistemas LED reduz o consumo energético e a frequência de manutenção, tornando o ambiente mais seguro e confiável. A adoção de sensores de presença, temporizadores e sistemas de dimerização amplia ainda mais essa economia (Ferreira, 2023).
Além dos impactos econômicos, a iluminação adequada contribui para o conforto visual, a segurança dos trabalhadores e a redução de erros operacionais, influenciando diretamente a produtividade e o desempenho geral das atividades (PROCEL UNIFEI, 2007).
RESULTADOS
A análise dos estudos e documentos técnicos selecionados permitiu identificar padrões de práticas, ganhos e barreiras relacionados à eficiência energética industrial. Verificou-se que as indústrias que implementam sistemas de gestão baseados na ISO 50001 alcançam reduções significativas no consumo de energia e ampliam a confiabilidade operacional.
De acordo com a International Energy Agency (IEA, 2024), a adoção estruturada da norma tem proporcionado reduções médias de 10% a 20% no consumo específico de energia nos primeiros anos de implantação, variando conforme o porte e o segmento industrial. Esses resultados são corroborados por Arabeyyat et al. (2024), que identificaram diminuição consistente da intensidade energética em plantas certificadas, sobretudo quando a gestão de energia é integrada à manutenção preventiva e ao monitoramento contínuo de desempenho.
A revisão dos relatórios técnicos e estudos de caso revelou que os principais usos finais de energia — sistemas motrizes, ar comprimido, iluminação e sistemas térmicos — concentram a maior parte das oportunidades de economia.
Em termos quantitativos, estudos compilados por PROCEL/UNIFEI (2007) e Cagno (2025) mostram que aproximadamente 70% da eletricidade industrial é consumida por sistemas motrizes. A Tabela 1 resume as faixas médias de economia verificadas em diferentes medidas tecnológicas e gerenciais identificadas na literatura.
Tabela 1 – Faixas médias de economia de energia por tipo de medida
| Tipo de medida | Setor ou aplicação principal | Economia média estimada (%) | Fonte principal |
| Substituição por motores de alto rendimento (IE3/IE4) | Manufatura, bombeamento, ventilação | 5 – 10 | IEA (2024); PROCEL/UNIFEI (2007) |
| Controle de velocidade (VFD) | Ventiladores, bombas, compressores | 10 – 25 | UNIDO (2024); Cagno (2025) |
| Programa de manutenção e balanceamento | Motores e acionamentos em geral | 3 – 8 | Ferreira (2023) |
| Redução de vazamentos e controle mestre | Ar comprimido | 10 – 30 | Gryboś (2024); DOE (2014) |
| Substituição por LED e controles automáticos | Iluminação industrial | 30 – 60 | PROCEL/UNIFEI (2007); Ferreira (2023) |
| Recuperação de calor e ISOlamento térmico | Processos térmicos e utilidades | 5 – 15 | IEA (2024); EVO (2022) |
Verifica-se que medidas de baixo investimento, como a redução de vazamentos e a correção de fatores de operação inadequados, frequentemente apresentam retorno financeiro inferior a um ano. Já projetos de médio e alto investimento, como a substituição de motores ou implantação de sistemas de controle eletrônico, possuem paybacks mais longos, porém trazem ganhos permanentes de produtividade e confiabilidade.
Cabe destacar que estudos da Efficiency Valuation Organization mostram que a adoção do protocolo IPMVP reduz incertezas de medição e aumenta a credibilidade dos relatórios, o que permite comprovar economias de consumo e sustentar contratos de desempenho e solicitações de incentivos fiscais (EVO, 2022).
No campo da digitalização industrial, pesquisas de Cagno e Andrijevskaja identificam que tecnologias associadas à Indústria 4.0, como sensores IoT, análise avançada de dados e gêmeos digitais, ampliam a precisão das avaliações energéticas e reduzem o tempo de detecção de desvios operacionais. Essas soluções contribuem para o monitoramento contínuo e para a manutenção preditiva, reforçando a lógica de melhoria contínua prevista na ISO 50001 (Cagno, 2025; Andrijevskaja et al., 2025; ISO, 2018).
A literatura também indica que a integração entre gestão energética e manutenção industrial produz benefícios simultâneos. O estudo de Wang et al. demonstra que empresas que incorporam indicadores energéticos aos sistemas de manutenção reduzem o consumo e aumentam a disponibilidade operacional dos ativos, confirmando que a eficiência energética depende de uma abordagem de gestão transversal que envolva engenharia, operação, compras e capacitação de equipes (Wang et al., 2025; Ferreira, 2023; ISO, 2018).
De modo sintético, a Tabela 2 apresenta os principais fatores críticos de sucesso observados nos programas de eficiência energética industrial analisados.
Tabela 2 – Fatores críticos de sucesso na implementação de programas de eficiência energética
| Categoria | Fatores críticos de sucesso | Referências principais |
| Gestão | Comprometimento da liderança e definição de política energética clara | ISO (2018); IEA (2024) |
| Planejamento e diagnóstico | Auditorias energéticas e priorização com base em indicadores econômicos | PROCEL/UNIFEI (2007); Ferreira (2023) |
| Medição e verificação | Aplicação do IPMVP e uso de dados de alta frequência | EVO (2022); Cagno (2025) |
| Capacitação | Treinamento contínuo de operadores e gestores | UNIDO (2024); Arabeyyat et al. (2024) |
| Digitalização e monitoramento | Automação, IoT, gêmeos digitais e dashboards energéticos | Cagno (2025); Andrijevskaja et al. (2025) |
| Integração organizacional | Conexão entre energia, manutenção e gestão de ativos | Wang et al. (2025); ISO (2018) |
A análise dos documentos técnicos da FUPAI e UNIFEI (PROCEL/UNIFEI, 2007) também revelou a eficácia dos planos de ação estruturados. Esses planos, quando baseados em diagnósticos energéticos detalhados e acompanhados por medições contínuas, resultam em ganhos de eficiência duradouros.
A estrutura de um plano típico inclui: (i) descrição da instalação e dos usos significativos de energia; (ii) indicadores de desempenho atuais; (iii) identificação e hierarquização de oportunidades; (iv) estimativa de investimentos e economias; e (v) definição de responsáveis e prazos. Essa abordagem prática tem sido amplamente validada em empresas de manufatura, química e alimentos, reforçando o papel da gestão integrada como fator-chave de sucesso.
Por fim, os resultados desta revisão apontam que o avanço da eficiência energética industrial no Brasil e no mundo está diretamente ligado à maturidade da gestão e à incorporação de tecnologias digitais.
O setor industrial responde por uma parcela alta do consumo elétrico nacional e apresenta capacidade de reduzir até 30 por cento do uso total de energia quando adota práticas estruturadas de eficiência (IEA, 2024). Esse potencial diz que a eficiência energética constitui uma alternativa, economicamente, vantajosa e um instrumento relevante para a sustentabilidade e a competitividade das organizações em cenários de transição energética global.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A eficiência energética nas indústrias, além de representar um instrumento técnico de racionalização de recursos, consolidou-se como um elemento estratégico para a sustentabilidade e a competitividade organizacional.
A revisão bibliográfica realizada evidenciou que a adoção de sistemas de gestão baseados na norma ISO 50001, aliada à integração com a manutenção industrial e à digitalização dos processos produtivos, é capaz de gerar reduções expressivas no consumo de energia e nos custos operacionais, promovendo simultaneamente melhorias em confiabilidade, segurança e produtividade.
Os resultados apontam que medidas de baixo custo continuam sendo as mais acessíveis e eficazes no curto prazo. No entanto, a consolidação de ganhos duradouros depende da institucionalização de práticas de gestão energética, da aplicação sistemática de M&V, conforme o IPMVP, e do desenvolvimento de uma cultura organizacional, a qual seria voltada à melhoria contínua.
A literatura confirma que empresas que integram a eficiência energética em seus sistemas de gestão e de manutenção alcançam desempenho superior e reduzem a intensidade energética de forma sustentada (IEA, 2024; ISO, 2018; EVO, 2022).
Em um contexto global de transição energética e descarbonização, a eficiência energética é capaz de diminuir emissões e, ainda, melhorar a competitividade industrial. Sendo assim, as indústrias brasileiras têm condições de atingir padrões internacionais de produtividade e sustentabilidade. Com isso, a eficiência energética deixa de ser apenas uma meta operacional e se torna parte da inovação e da transformação organizacional.
REFERÊNCIAS
ANDRIJEVSKAJA, J. et al. Industrial energy use, efficiency, and savings: methods for measuring energy efficiency in manufacturing. Energy Efficiency, Springer, 2025.
ARABEYYAT, O. S. et al. The use of energy management ISO 50001 to increase energy efficiency: case study in water treatment plant. Energy Reports, Elsevier, 2024.
CAGNO, E. et al. Energy management and Industry 4.0: analysis of solutions in manufacturing and impacts on energy management. Applied Energy, Elsevier, 2025.
DOE – Department of Energy. Compressed Air Challenge: best practices for compressed air systems. Washington, D.C., 2014.
EVO – Efficiency Valuation Organization. International Performance Measurement and Verification Protocol (IPMVP): Concepts and Options for Determining Energy and Water Savings. 2022.
FERREIRA, A. R. Gestão de energia e gestão de ativos: integração entre ISO 50001 e ISO 55001. Material de aula, FATEC, 2023.
GRYBOŚ, D. et al. A review of energy overconsumption reduction methods in industrial compressed air systems. Energies, MDPI, 2024.
IEC – International Electrotechnical Commission. Rotating electrical machines – Part 30-1: efficiency classes of line operated AC motors (IE code). IEC 60034-30-1, Genebra, 2014.
IEA – International Energy Agency. Energy Efficiency 2024: analysis and outlooks to 2030. Paris: OECD/IEA, 2024.
IEA 4E/EMSA. Energy Efficient Motor Systems: 4E Electric Motor Systems Annex. Paris: International Energy Agency, 2021.
ISO – International Organization for Standardization. ISO 50001: Energy management systems – Requirements with guidance for use. Genebra, 2018.
PROCEL/UNIFEI – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica / Universidade Federal de Itajubá. Eficiência energética: teoria e prática. Rio de Janeiro: Eletrobras, 2007.
UNIDO– United Nations Industrial Development Organization. Industrial motor systems efficiency: best practices guide. Viena: UNIDO, 2024.
UNIDO. Energy management systems for industry: implementation and benefits. Viena: UNIDO, 2024b.
WANG, E. Z. et al. DOEs ISO 50001 adoption reduce manufacturing energy intensity? Energy Policy, Elsevier, 2025.
¹Autor. Graduando em Tecnólogo em Manutenção Industrial pela Universidade FATEC Prefeito Hirant Sanazar.
²Autor. Graduando em Tecnólogo em Manutenção Industrial pela Universidade FATEC Prefeito Hirant Sanazar.
³Orientador. Especialista em Soldagem, Desenho Técnico Mecânico e Metrologia, Professor da Universidade FATEC Prefeito Hirant Sanazar.
