TRAINING FOR OCTOGENARIAN SENIORS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511060614
Carlos Alberto da Costa Linhares Riccaldone1
Raffaela Nobre Riccaldone Linhares2
Orientadora: Profa. Me. Lidiane Cosme3
RESUMO
No modo que enquanto muitas pessoas veem o envelhecimento como algo ruim ou negativo, outras pessoas compreendem essa fase da vida como um sinal libertador e assim o nascimento de uma fase de possibilidades, a sua grande diferença é a forma como é enxergada e compreendida, obviamente que alguns cuidados especiais devem ser aderidos para que assim se tenha a clareza de uma qualidade de vida digna e uma das formas é incluindo a prática de exercícios físicos diários na vida do idoso. Compreende-se que o exercício físico em si não apenas acarreta ganhos de melhoria para o desenvolvimento e manutenção da parte motora, mas sim para a parte mental também, estimulando cada vez mais o raciocínio e memória. Neste artigo iremos abordar a temática do Treinamento para Idosos Octogenários.
Palavras Chaves: Idoso.Treinamento.Saúde.Longevidade.
ABSTRACT
While many people view aging as something bad or negative, others understand this phase of life as a liberating sign and the birth of a new era of possibilities. The main difference lies in how it is perceived and understood. Obviously, some special care must be taken to ensure a dignified quality of life, and one way to do this is by including daily physical exercise in the elderly person’s life. It is understood that physical exercise not only leads to improvements in the development and maintenance of motor skills, but also to mental development, increasingly stimulating reasoning and memory. In this article we will address the topic of Training for Octogenarian Seniors.
Keywords: Elderly.Training.Health.Longevity.
1.0 INTRODUÇÃO
De acordo com Bauer (2008) a palavra terceira idade surgiu na França em 1962, logo quando ocorreu a política de integração social que tinha por objetivo visar a transformação da imagem da velhice, atualmente esse cenário aos poucos vem mudando o idoso hoje é visto como símbolo da família e conquistou o seu respeito também como cidadão. Há alguns estudos que trazem atualizações e informações que indicam que o envelhecimento dos órgãos passa a ocorrer a partir dos 28 anos de idade trazendo tal significado que tanto de maneira interna como externa o envelhecimento vem provocando uma perca acentuada e progressiva ao longo do tempo de forma estrutural e funcional do organismo. Já aos 30 anos de idade tanto os homens e as mulheres passam a apresentar dificuldades no ganho de massa magra e disposição ao aumento e acúmulo do percentual de gordura, e com isso quando há perda de massa magra a perda de força também o que naturalmente se agrava com o passar do tempo, assim se levar uma vida independente e autônoma torna-se cada vez mais difícil devido à falta de energia e também o cansaço físico geral. Em geral a população deveria entender a importância de se exercitar, pois todos iremos envelhecer e com isso mantendo o corpo humano em atividade faz com que a base fundamental do organismo não se degrada tão rápido, o idoso que não pratica exercícios físicos criam uma baixa estima, desânimo, sentimento de impotência e aos poucos sentem à vontade de partir, o exercício físico é apenas uma das formas de se mostrar o quanto eles são importantes para a sociedade e o quanto são capazes de realizarem tarefas com tal significância.
Segundo Dias (2006) através de pesquisas viu-se que segundo os dados do IBGE o número de idosos com 80 anos ou mais deve ultrapassar 19 milhões de pessoas até o ano de 2060, com isso no dia 12 de julho de 2017 foi publicada então a Lei Federal nₒ. 13.466|2017 que teve como objetivo a alteração do estatuto do idoso e passou então a trazer como prioridade especial os idosos com mais de 80 anos, até então os idosos acima de 60 anos tinham todos os seus direitos e prioridades iguais desde os octogenários e nonagenários, através desta lei entende se que os octogenários á uma parcela extremamente vulnerável apresentando limitações na locomoção, comprometimento com a saúde, déficit de memórias e
outros aspectos pertinentes a idade, sendo assim merecendo uma atenção totalmente especial. Como toda legislação, sabemos que para ocorrer com tal eficácia necessita-se de sua aplicabilidade aliada a uma série de medidas como por exemplo a fiscalização eficaz por seus órgãos competentes e que pessoas ajudem a se construir o respeito, ressaltando também a importância do idoso com 60 anos se conscientizar que o octogenário tem direito sobre ele.
1.1 OBJETIVO
Esta revisão bibliográfica teve como objetivo buscar a análise de alguns estudos que vem a estabelecer determinadas correlações de treinamento físico para idosos octogenários, para tanto foi feito uma busca na base de dados BVS, Google acadêmico, Pubmed e Scielo.
2.0 MÉTODOS
Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas seguintes bases de dados: google acadêmico, utilizando os termos “idosos octogenários e exercício físico´´ foram encontrados 6 artigos dos quais 3 foram utilizados 3 desconsiderados por encontrar se em língua inglesa. No pubmed foi encontrado mais um artigo onde utilizou-se o termo “Octogenário e a prática de exercício físico”.
Em geral todos os artigos encontrados os temas se referem: Efeitos dos programas de exercícios no tratamento de idosos frágeis, Efeito de exercício aeróbico sobre a qualidade neuromuscular em idosos, A qualidade de vida de idosos octogenários no Brasil e Melhora da capacidade funcional em idosos octogenários através de exercícios de fortalecimento muscular. Todos os estudos tem a mesma base de raciocínio trazendo em questão que com a prática de exercícios físicos o efeito retardante da progressão da senilidade é maior e a redução de perda de aptidão funcional também retratando que os estímulos físicos e mentais que eventualmente por sua vez influenciam o risco de demência são retardados com o exercício físico e que assim cada vez mais irá se prevenir a redução de déficits cognitivos.
3.0 DESENVOLVIMENTO
De acordo com Domingues (2003) trazendo o olhar do idoso octogenário para o exercício físico, entendemos que é de suma importância trabalhar os pontos de queixas de dificuldades apresentados ao longo do processo de envelhecimento, queixas relatas por familiares, profissionais e até mesmo pelo próprio idoso, é natural que nesta fase da vida algumas características sejam apresentadas tais como: evidencias de sarcopenia, comprometimento cognitivo leve, declínio funcional em AVD´s e outras demais características. Com a prática de exercícios físicos orientadas por um profissional capacitado o idoso melhora sua autoestima, controle ou diminuição da gordura corporal, força muscular e densidade óssea. Melhora também da flexibilidade, aumento da irrigação sanguínea principalmente em suas extremidades como mãos e pés, melhora da ventilação pulmonar e também do estado de humor.
Dentre várias opções que atualmente se tem de exercícios físicos, é importante ressaltar que o idoso deverá escolher qual atividade lhe agrade mais que possa lhe motivar mais, pois assim irá gerar uma maior qualidade de vida e bem-estar, as alterações físicas no idoso são fatores que limitam a mobilidade e também a independência do mesmo, prejudicando a sua sociabilidade, atividades diárias e também o seu bem-estar. O exercício traz uma grande contribuição a saúde do idoso no que se refere a funções locomotoras, cardiovascular, equilíbrio e melhora do estado nutricional, desta forma assim reduzindo o declínio funcional e prevenindo quedas.
3.1 JUSTIFICATIVA
Entende-se que hoje a prática de exercícios físicos é de suma importância para a saúde em âmbito geral, seja ela física, emocional ou psicossocial, com o processo de envelhecimento ocorrem várias modificações acerca da fisiologia humana sendo na função neuro-músculo-esquelética com isso ocorrem uma associação de doenças crônico-degenerativas que são de grande associação em idosos, segundo o autor essas modificações poderão levar a situações de déficts de equilíbrio e algumas alterações na marcha que levam a ocasiões de quedas gerando desequilíbrios nas funções de vida diária (AVD`S) e entre outros desequilíbrios.
Com isso não se pode atribuir a deterioração dessas capacidades como consequência de uma vida longa, ou seja, a terceira idade, por isso justifica-se a importância da elaboração deste estudo, elencando aqui os principais benefícios de uma vida ativa praticando-se exercícios físicos diariamente, contudo sabe-se que muitas vezes parte dessas deteriorações podem ser atribuídas a falta da prática de exercícios físicos, isso nos faz pensar que a elaboração de aulas com conteúdo programados de acordo com a necessidade específica é capaz de minimizar e em alguns casos evitar o declínio funcional de forma progressiva, amenizando e retardando os efeitos das doenças (BORGES, 2011).
Dentre várias opções que atualmente se tem de exercícios físicos, é importante ressaltar que o idoso deverá escolher qual atividade lhe agrade mais que possa lhe motivar mais, pois assim irá gerar uma maior qualidade de vida e bem estar, as alterações físicas no idoso são fatores que limitam a mobilidade e também a independência do mesmo, prejudicando a sua sociabilidade, atividades diárias e também o seu bem-estar. O exercício traz uma grande contribuição a saúde do idoso no que se refere a funções locomotoras, cardiovascular, equilíbrio e melhora do estado nutricional, desta forma assim reduzindo o declínio funcional e prevenindo quedas.
Figura 1. Fluxograma da busca de artigos e critérios de seleção


Tabela 1. Características e resultados dos estudos incluídos na revisão




4.0 RESULTADO
Através do levantamento bibliográfico nas bases de dados já mencionadas aqui, vimos que o Brasil é um país que está envelhecendo a passos largos e mesmo assim o conhecimento e compreensão sobre a importância sobre a prática de exercícios físicos ainda é bem básica tornando assim cada vez mais o ambiente mais dificultoso ao idoso. Entende-se também que o octogenário e nonagenário são idosos com um grau de fragilidade imenso e que necessitam de profissionais capacitados para tal, e hoje ainda é bem mínimo o número de profissionais que tem a capacitação específica nesta área, trazendo um cenário ainda pior ao idoso em
relação a prática de exercícios físicos. Por fim recomendados investigações futuras com o mesmo âmbito de abordagem para que assim de explane o conhecimento mais apurado nesta área.
5.0 CONCLUSÃO
Concluímos que nos dias de hoje não se á novidade o assunto saúde e sua promoção, sabemos também que as pessoas cada vez mais buscam o exercício físico como aliado a sua saúde e longevidade, para tanto os idosos ficam cada vez mais esquecidos, pois a figura do idoso hoje ainda não é tida como um cidadão uma pessoa como uma mais nova que necessita dos mesmos cuidados ou até de um olhar mais apurado, diante deste cenário existe a preocupação aqui com a classe dos octogenários, pois o parâmetro de cuidados e atenção a sua saúde está cada vez mais escasso. Diante deste trabalho encontramos dificuldades de pesquisas nas bases de dados mencionadas aqui, isso prova poucos estudos na área, ou seja, ainda um assunto a ser explorado, com isso com os dados obtidos tentamos ao máximo trazer a sua diversificação para este artigo.
6. REFERÊNCIAS
BAUER, J. M.; SIEBER, C. C. Sarcopenia and frailty: A clinician’s controversial point of view. Experimental Gerontology, v.43, n. 7, p. 674-678, 2008.
BAUM, E. E. et al. Efectiveness of a group exercise program in a long-term care facility:A randomized pilot trial. Journal of the American Medical Directors Association, v. 4, n.2, p. 74-80, 2003.
BORGES, L. L., Menezes R. L. Definitions and markers of frailty: a systematic review ofliterature. Reviews in Clinical Gerontology, v. 21, n. 1, p. 67-77, 2011.
AHMED, N.; MANDEL, R.; FAIN M. J. Frailty: An emerging geriatric syndrome. The American Journal of Medicine, v.120, n. 9, p. 748-753, 2007.
DOMINGUES, João Marcos. 2003. Importância do treinamento de força na reabilitação da função muscular, equilíbrio e mobilidade de idosos / The importance of strength training programs for the rehabilitation of muscle function, equilibrium and mobility of the elderly Acta fisiátrica ; 10(3): 133-137, dez. 2003.Artigo em Português | LILACS | ID: lil-413576Biblioteca responsável: BR734.1
DIAS, Raphael Mendes Ritti.2006. Importância do treinamento de força na reabilitação dafunção muscular, equilíbrio e mobilidade de idosos.Artigo de revisão .SP.
1 Carlos Alberto da Costa Linhares – Treinamento de Força para Grupos Especiais – contatodudupersonal@gmail.com;
2 Hernandes de Oliveira Queiroz – Treinamento de Força para Grupos Especiais;
3 Raffaela Nobre Riccaldone – Treinamento de Força para Grupos Especiais – raffaela.personaltrainer@gmail.com
