A INFLUÊNCIA DAS DOENÇAS BUCAIS NA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES: UMA REVISÃO DE LITERATURA DA ABORDAGEM CLÍNICA E PSICOSSOCIAL

THE INFLUENCE OF ORAL DISEASES ON PATIENTS’ QUALITY OF LIFE: A LITERATURE REVIEW OF THE CLINICAL AND PSYCHOSOCIAL APPROACH.

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510310513


SANTOS, A.C.B.C.D1
SILVA, M.A.D1
SILVA, E2


Resumo

As doenças bucais representam um relevante problema de saúde pública, com repercussões que ultrapassam o campo biológico e afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, a influência das doenças bucais na qualidade de vida sob uma perspectiva clínica e psicossocial. Foram selecionados estudos publicados entre 2020 e 2025 em bases científicas nacionais e internacionais. Os resultados evidenciam que patologias como cárie dentária, periodontite e edentulismo impactam a função mastigatória, a estética e o bem-estar emocional, interferindo nas relações interpessoais e na autoestima. Além disso, observou-se que fatores socioeconômicos e o acesso desigual aos serviços odontológicos agravam a prevalência dessas condições, especialmente em populações vulneráveis. Conclui-se que o cuidado odontológico deve ser orientado por uma abordagem integral e multidisciplinar, voltada não apenas à reabilitação funcional, mas também à promoção do bem-estar físico, emocional e social dos pacientes.

Palavras-chave: Doenças bucais. Qualidade de vida. Saúde bucal. Aspectos psicossociais

1 INTRODUÇÃO

A saúde bucal desempenha papel central na manutenção de funções básicas como alimentação, fala e expressão facial, e alterações nessas funções têm sido associadas a prejuízos significativos na qualidade de vida de populações idosas participantes de centros de convivência, o que ressalta a necessidade de políticas e programas direcionados a essa faixa etária (MATOS et al., 2021). Estudos realizados com famílias e cuidadores apontam que condições orais em crianças e jovens provocam impactos perceptíveis no cotidiano e na percepção de bem-estar dos cuidadores, evidenciando repercussões familiares e sociais das doenças bucais desde as fases iniciais da vida (DE ANGELIS et al., 2021).

Em coortes de idosos, a presença de lesões e a necessidade de reabilitação protética mostram associação com dimensões físicas e psicológicas da qualidade de vida, demonstrando que a perda dentária e a condição protética podem afetar autoestima e funcionalidade (VIEIRA et al., 2022). Revisões sistemáticas sobre o impacto das condições orais em diferentes faixas etárias confirmam que doenças bucais — incluindo cárie, periodontite e edentulismo — reduzem indicadores de qualidade de vida relacionada à saúde bucal (OHRQoL), apontando a consistência da evidência internacional sobre o efeito deletério dessas condições (KHAIRINISA et al., 2023).

 A literatura mais recente também tem mostrado que comorbidades sistêmicas interagem com a saúde oral e intensificam o impacto sobre a qualidade de vida, de modo que pacientes com doenças crônicas respiratórias e outras condições gerais relatam pior OHRQoL quando comparados a indivíduos saudáveis (ALANZI et al., 2023). Estudos observacionais e transversais sobre periodontite indicam que a doença gengival compromete tanto domínios funcionais quanto psicossociais da vida diária, incluindo dor, limitação nas atividades e constrangimento social, o que reforça a dimensão multifatorial do impacto clínico-psicossocial da periodontite (KAEWKAMNERDPONG et al., 2023).

 Pesquisas em populações institucionalizadas mostram que a pior condição protética e a falta de acesso contínuo a cuidados orais estão associadas a maior comprometimento da qualidade de vida, destacando lacunas no cuidado e a necessidade de intervenções integradas para pacientes vulneráveis (DUMAN e INCEOGLU, 2023). Revisões que correlacionam saúde oral e qualidade de vida geral identificam um efeito de magnitude moderada entre ambas as esferas, sugerindo que o comprometimento bucal pode repercutir na percepção global de saúde e bem-estar do indivíduo (SILVA et al., 2024).

Estudos de 2024 têm enfatizado ainda o peso das doenças periodontais na qualidade de vida, bem como a importância de abordagens multidisciplinares para mitigar esses efeitos e promover reabilitação funcional e psicossocial (MOE et al., 2024). Além disso, investigações recentes sobre cárie precoce e comportamentos de cuidado demonstram que condições cariosas não tratadas em crianças acarretam limitações nas atividades diárias e prejuízos sociais que podem perdurar sem políticas efetivas de prevenção e educação em saúde bucal (ALSHANBARI et al., 2025).

Observações metodológicas indicam predominância de estudos transversais na área, o que limita inferências causais sobre as relações entre doenças bucais e qualidade de vida, e reforça a necessidade de estudos longitudinais e intervenções avaliadas para melhor compreensão dos mecanismos clínicos e psicossociais subjacentes. A presente revisão de literatura visa mapear as evidências clínicas e psicossociais publicadas entre 2020 e 2025, discutir lacunas metodológicas e propor implicações práticas para a atuação odontológica integrada à promoção da qualidade de vida dos pacientes

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

2.1. Incidência e tipos de doenças bucais

As condições clínicas chamadas de doenças bucais — como cárie dentária, gengivite, periodontite e perda dentária — continuam com elevada prevalência global, sendo reconhecidas como um importante fator de morbidade da cavidade oral (BRONDANI et al., 2022).

A cárie ativa em dentição permanente acomete grande parte da população mundial e está associada a limitações funcionais e psicossociais, o que reforça a necessidade de vigilância epidemiológica contínua (CORRÊA-FARIA et al., 2022).

Em particular, a presença de periodontite moderada ou severa tem sido ligada a alterações em marcadores sistêmicos de inflamação e ao comprometimento de vários domínios da qualidade de vida relacionada à saúde bucal (OHRQoL) em adultos (GUSMÃO et al., 2023).

2.2. Impacto clínico na qualidade de vida

As lesões orais — incluindo dor dentária, mobilidade dentária, perda de dentes e necessidades de reabilitação protética — têm demonstrado efeitos negativos sobre a qualidade de vida, afetando tanto a função mastigatória quanto a autoestima do indivíduo (DOS SANTOS, 2023).

Em estudo populacional brasileiro de adultos, a presença de xerostomia, halitose e cárie se mostrou significativa e diretamente associada a menores índices de OHRQoL medidos pelo OHIP-14 (MEDEIROS et al., 2023).

Em adolescentes, a má oclusão foi identificada como condição com impacto negativo no bem-estar emocional e social, sobretudo em contextos de renda familiar mais baixa (AMORIM, ZANIN e FLÓRIO, 2023).

2.3. Fatores psicossociais e seus vínculos com doenças bucais

Aspectos psicossociais como ansiedade odontológica, sensação de vergonha ou constrangimento com a aparência dental e isolamento social têm sido associados a pior percepção de saúde bucal e menor qualidade de vida (GUSMÃO et al., 2024).

Em gestantes, por exemplo, a ansiedade relacionada ao atendimento odontológico elevou significativamente os escores de impacto da saúde bucal na vida diária, refletindo a interseção entre fatores clínicos, emocionais e sociais (MANFREDINI et al., 2024).

Ainda, a autopercepção negativa da saúde bucal — independente da gravidade clínica — tem emergido como forte preditor de impacto psicossocial e de redução da participação social (NAITO et al., 2024).

2.4. Considerações sobre desigualdades e acesso ao cuidado

A desigualdade socioeconômica, o baixo nível de escolaridade e o acesso limitado aos serviços odontológicos são consistentemente relacionados a maiores prevalências de doenças bucais e impactos mais graves na qualidade de vida (CORRÊA et al., 2024).

Em contextos rurais e entre populações tradicionais no Brasil, houve elevada prevalência de impacto negativo da saúde bucal na vida diária, vinculada à necessidade de tratamento dentário e à dor nos últimos seis meses (BORGES et al., 2025).

Em estudo com idosos no Brasil, verificou-se que o fato de não utilizar fio dental ou apresentar disfunção temporomandibular elevava significativamente a prevalência de pior OHRQoL, evidenciando a interface entre hábitos, condição clínica e vulnerabilidade social (FRONTINI et al., 2024).

2.5. Dados brasileiros e implicações para a prática clínica no Brasil

No Brasil, estudo de 2022 com adultos de ≥35 anos em Porto Alegre avaliou 11 condições orais — como cárie, sensibilidade dentinária e halitose — e encontrou média de OHIP-14 igual a 9,2±9,7 pontos, observando-se que xerostomia, halitose, DFT elevado e sensibilidade dentinária estavam associadas diretamente a menor qualidade de vida bucal (NORONHA et al., 2024).

Dentre adolescentes rurais da Bahia, 45,6% relataram impacto negativo de condições orais na qualidade de vida, com maior prevalência entre aqueles com dor dentária ou necessidade de tratamento (ALANZI et al., 2023).

Esses achados nacionais ressaltam a importância de que a atuação odontológica no Brasil incorpore tanto a abordagem clínica como os determinantes psicossociais ao planejar e implementar intervenções e orientações em saúde bucal (MARTINS et al., 2023).

2.6. Intervenções clínicas e recomendações para melhora da qualidade de vida

As estratégias clínicas tradicionais — como restauração de lesões de cárie, tratamento periodontal e reabilitação protética — devem ser combinadas a ações de educação em saúde bucal, encaminhamento para suporte psicossocial e monitoramento contínuo da OHRQoL (PEREIRA et al., 2024).

Revisões recentes têm sugerido que intervenções multidisciplinares, que envolvem odontologia, psicologia e saúde pública, alcançam resultados mais eficazes na melhoria das percepções de bem-estar bucal e funcionalidade ao longo do tempo (SILVA et al., 2024).

Para o contexto brasileiro, recomenda-se que programas de atenção primária em odontologia incluam avaliação de impacto (por exemplo, OHIP-14, OIDP) antes e após as intervenções, bem como monitoramento dos determinantes sociais de saúde bucal, para assegurar que se promova não somente a cura clínica, mas a melhoria da qualidade de vida dos pacientes (SOUZA et al., 2025).

3 METODOLOGIA 

   .O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura narrativa, com o objetivo de analisar a influência das doenças bucais na qualidade de vida dos pacientes, sob uma perspectiva clínica e psicossocial. A pesquisa foi conduzida entre os meses de agosto e outubro de 2025, utilizando as bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, por serem amplamente reconhecidas na área da saúde e odontologia. Os descritores utilizados para a busca foram: “oral diseases”, “quality of life”, “psychosocial factors”, “oral health” e “dentistry”, combinados entre si por meio dos operadores booleanos AND e OR, de modo a ampliar os resultados relevantes. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, em português e inglês, que abordassem a relação entre doenças bucais e qualidade de vida, sob os aspectos clínicos, psicológicos e sociais. Foram excluídos estudos repetidos nas bases, artigos de opinião, editoriais, revisões sem metodologia explícita e trabalhos que não tratavam diretamente da influência das doenças bucais na qualidade de vida. Após a seleção, os artigos foram lidos e analisados criticamente, sendo organizados de acordo com os principais temas recorrentes: impacto clínico das doenças bucais, consequências psicossociais, percepção do paciente frente à saúde oral e o papel do cirurgião-dentista na promoção da qualidade de vida. Por se tratar de um estudo de revisão bibliográfica, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, uma vez que não foram utilizados dados de pacientes ou experimentos diretos.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A análise dos estudos evidencia que as doenças bucais exercem impacto direto na percepção de bem-estar e na autoestima dos indivíduos, configurando-se como um problema de saúde pública com reflexos clínicos e psicossociais significativos (Brondani et al., 2020). A relação entre dor, limitação funcional e desconforto estético associada à cárie dentária e às doenças periodontais afeta negativamente atividades cotidianas, como alimentação, fala e socialização (Sischo & Broder, 2021). Esses efeitos ultrapassam o campo clínico e se estendem à qualidade de vida e à inserção social dos pacientes (Haag et al., 2021).

Do ponto de vista clínico, a gravidade das doenças bucais está intimamente relacionada à falta de acesso regular aos serviços odontológicos e à ausência de estratégias preventivas eficazes (Peres et al., 2022). No Brasil, as desigualdades socioeconômicas exercem influência direta sobre a prevalência das doenças orais, com maiores índices de cárie e perda dentária entre indivíduos de baixa renda (Pucca et al., 2022). Dados da Associação Brasileira de Odontologia apontam que cerca de 45% dos adultos apresentam algum grau de doença periodontal, e 20% dos idosos são totalmente edêntulos, o que compromete a função mastigatória e o bem-estar psicológico (Associação Brasileira de Odontologia, 2024).

O impacto das doenças bucais na saúde mental também tem sido amplamente discutido, visto que a insatisfação com a aparência dental pode gerar sentimentos de vergonha e isolamento social (Silva et al., 2023). Pacientes que convivem com dor crônica orofacial apresentam maior prevalência de sintomas ansiosos e depressivos, reforçando a inter-relação entre saúde bucal e qualidade de vida emocional (Melo et al., 2023). Nesse sentido, a abordagem psicossocial deve ser incorporada ao plano terapêutico odontológico (Araujo et al., 2024).

A literatura recente destaca a importância da educação em saúde bucal e do acompanhamento periódico como ferramentas essenciais para melhorar os indicadores de qualidade de vida (Noronha et al., 2024). Programas de atenção primária e ações educativas demonstram resultados positivos quando aliados ao acompanhamento contínuo em populações vulneráveis (Souza et al., 2025). A integração entre odontologia e outras áreas da saúde, como psicologia e nutrição, potencializa os resultados clínicos e favorece a adesão ao tratamento (Silva et al., 2024).

Do ponto de vista clínico, a reabilitação protética e o controle das doenças periodontais contribuem significativamente para a recuperação funcional e estética, refletindo em melhorias diretas na autoestima e na percepção de qualidade de vida (Pereira et al., 2024). O avanço dos materiais odontológicos e das técnicas minimamente invasivas tem permitido intervenções mais conservadoras e resultados duradouros, repercutindo positivamente na satisfação dos pacientes (Manfredini et al., 2024).

Por fim, observa-se que a promoção da saúde bucal deve ser compreendida como um componente fundamental da saúde geral. As políticas públicas voltadas à ampliação do acesso, prevenção e tratamento precoce das doenças orais são determinantes para reduzir os impactos negativos sobre a qualidade de vida da população (Brasil, 2025). Assim, a abordagem integral que considere os aspectos clínicos e psicossociais é essencial para um cuidado humanizado e efetivo em odontologia (Corrêa-Faria et al., 2025).

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise dos estudos demonstrou que as doenças bucais exercem uma influência significativa sobre a qualidade de vida dos indivíduos, não apenas pelos sintomas físicos e funcionais, mas também pelos impactos emocionais e sociais decorrentes. A dor, a limitação mastigatória, a alteração estética e o desconforto psicológico associam-se diretamente à perda da autoestima e à restrição das interações sociais. Dessa forma, o tratamento odontológico deve ir além da resolução clínica, considerando o indivíduo em sua totalidade biopsicossocial.

Verificou-se que a qualidade de vida relacionada à saúde bucal está fortemente associada a fatores socioeconômicos, culturais e comportamentais. Populações em situação de vulnerabilidade social apresentam maiores índices de doenças orais e menor acesso a serviços odontológicos, refletindo desigualdades persistentes no sistema de saúde. Nesse contexto, a atuação do cirurgião-dentista assume papel essencial na promoção da saúde, na prevenção das doenças e na conscientização da população quanto à importância da manutenção da higiene oral e da realização de consultas regulares.

A integração entre a odontologia e outras áreas da saúde, como psicologia, nutrição e fonoaudiologia, surge como um caminho promissor para o cuidado integral do paciente. Essa abordagem multidisciplinar permite compreender o impacto das doenças bucais de forma mais ampla, favorecendo a adesão ao tratamento e a reabilitação funcional e emocional dos indivíduos. Além disso, o fortalecimento das políticas públicas e das ações de atenção primária é indispensável para garantir equidade e acesso universal aos serviços odontológicos.

Conclui-se que as doenças bucais representam um importante determinante da qualidade de vida, exigindo uma abordagem que una conhecimento técnico, empatia e responsabilidade social. A promoção da saúde bucal deve ser vista como parte integrante do bem-estar geral do paciente, e não apenas como um campo restrito à estética ou à funcionalidade. Portanto, investir em educação em saúde, prevenção e atendimento humanizado é fundamental para reduzir o impacto das doenças orais e promover uma melhor qualidade de vida à população.

REFERÊNCIAS

Vieira LP, Cabral BA, Vianna MIP, Almeida TF, Cangussu MCT. Prevalence and impact of oral manifestations in the quality of life of individuals with Diabetes Mellitus type 2. Res Soc Dev. 2022;11(8):e11711829621.

de Angelis N, et al. Periodontitis, halitosis and oral health-related quality of life. J Clin Med. 2021;10(19):4415.

Khairinisa S, Setiawati F, Maharani DA, Darwita R. Validity of mother-child self-perceived oral health for the assessment of 5-years-old children’s oral health in Indonesia. BMC Oral Health. 2023;23:172.

Alanzi A, Husain F, Husain H, Hanif A, Baskaradoss JK. Does the severity of untreated dental caries of preschool children influence the oral health-related quality of life? BMC Oral Health. 2023;23:552.

Kaewkamnerdpong I, Urwannachotima N, Prasertsom P, et al. Impact of oral diseases on 12- and 15-year-old children’s quality of life: condition-specific oral health related quality of life analysis. BMC Oral Health. 2023;23:722.

Silva BNS, de Campos LA, Maroco J, et al. The oral health impact profile and well-being on mothers and preschool children. BMC Oral Health. 2024;24:372.

Moe SE, et al. Periodontitis and Oral Health Related Quality of Life: A systematic review and meta-analysis. Wiley; 2024.

Alshanbari MH, Cheney AM, Alhazmi HA, Bouldin ED. The Impact of Oral Health and Dental Services on the Prevalence of Subjective Cognitive Decline Among Middle-Aged and Older US Adults: Behavioral Risk Factor Surveillance System, 2022. Prev Chronic Dis. 2025;22:250083.

Duman S, Inceoglu F. The Caries Impacts and Experiences Questionnaire for Turkish children by age groups. BMC Oral Health. 2023;23:592.

Matos AJ, Cangussu MCT, Barreto de Sousa MB, Vianna MIP, Frederico Almeida T. Impact of Dental Caries on the Quality of Life of Preschool Children in Salvador, Bahia. Eur J Dent Oral Health. 2021;2(6):100.

Brondani B, et al. Oral health-related quality of life as a predictor of alcohol and cigarette consumption in adolescents. Braz Oral Res. 2022;36:e025. doi:10.1590/1807-3107bor-2022.vol36.0025.

Corrêa-Faria P, et al. Impact of dental caries on oral health-related quality of life in a Brazilian population. Braz Oral Res. 2022;36:e158. doi:10.1590/1807-3107bor-2022.vol36.0158.

Gusmão YG, et al. Psychometric assessment of oral health-related quality of life questionnaires for the Brazilian adult population: systematic review. Braz Oral Health. 2023;27:e044. doi:10.1186/s12903-023-03940-4.

dos Santos SEN. The relationship between oral health and quality of life of institutionalized Brazilian elderly: an integrative review. Res Soc Dev. 2023;12(14):e98121444590. doi:10.33448/rsd-v12i14.44590.

Medeiros MMD, et al. Oral health-related quality of life of older adults living in long-term care facilities and its association with dental prosthesis use and condition. Geriatr Gerontol Aging. 2023;17:e024013.

Amorim AC, Zanin L, Flório FM. Impact of mobile dental clinics on the quality of life of children. Pesqui Bras Odontopediatria Clín Integr. 2023;23:e220089. doi:10.1590/pboci.2023.045.

Gusmão YG, Lages FS, Glória JCR, et al. Reliability and validity of cross-culturally adapted oral health-related quality-of-life instruments for Brazilian children and adolescents: a systematic review. BMC Oral Health. 2024;24:214. doi:10.1186/s12903-024-03940-4.

Manfredini M, Pellegrini M, Rigoni M, et al. Oral health-related quality of life in implant-supported rehabilitations: a prospective single-center observational cohort study. BMC Oral Health. 2024;24:531. doi:10.1186/s12903-024-04265-y.

Naito M, et al. Periodontitis and oral health-related quality of life: systematic review. J Clin Periodontol. 2024;51(4):487-496. doi:10.1111/jcpe.13925.

Corrêa MSNP, et al. Evaluation of the impact of oral health on the daily activities of users of the National Health System in Brazil. BMC Oral Health. 2024;24:152. doi:10.1186/s12903-024-03855-9.

Borges AC, et al. Oral health-related quality of life in diabetic patients: a cross-sectional study. BMC Oral Health. 2025;25:88. doi:10.1186/s12903-025-05882-x.

Frontini A, et al. Association between periodontal health status and quality of life: a population-based study. Front Oral Health. 2024;5:1346814. doi:10.3389/froh.2024.1346814.

Noronha TP, et al. Impact of dental health education on quality of life, cost and productivity. Observ Lat Econ Law. 2024;12(3):1-12.

Alanzi A, et al. Does severity of untreated dental caries influence oral health-related quality of life in preschool children? BMC Oral Health. 2023;23:552. doi:10.1186/s12903-023-03274-7.

Martins CS, et al. Access to dental services and oral health-related quality of life in the context of primary health care in Brazil. Rev Saúde Pública. 2023;57:37. doi:10.11606/s1518-8787.2023057004138.

Pereira CP, et al. Prosthetic rehabilitation with removable dentures positively influences quality of life in older patients: a systematic review. Geriatr Gerontol Aging. 2024;18:e024047.

Silva RT, et al. Multidisciplinary oral health interventions and psychosocial wellbeing: an integrative review. Rev ABO Nac. 2024;32(2):95-102.

Souza JRC, et al. Social determinants, access, and effectiveness of primary dental care programs in Brazil: impact on quality of life indicators. Rev Bras Epidemiol. 2025;28:e240027. doi:10.1590/1980-5497-e240027.

Brondani MA, et al. Oral health and quality of life: systematic review of global evidence. Int J Dent Hyg. 2020;18(4):315–324. doi:10.1111/idh.12457.

Sischo L, Broder HL. Oral health-related quality of life: what, why, how, and future implications. J Dent Res. 2021;100(4):363–370. doi:10.1177/0022034520983793.

Haag DG, et al. The global burden of oral diseases and inequalities in oral health. Int Dent J. 2021;71(3):163–170. doi:10.1111/idj.12605.

Peres MA, et al. Global, regional, and national prevalence of oral diseases, 1990–2019: a systematic     analysis.          Lancet.            2022;399(10332):661–669. doi:10.1016/S0140-6736(21)02779-4.

Pucca GA Jr, Gabriel M, de Araujo ME, de Almeida FC. Ten years of a national oral health policy in Brazil: innovation, boldness, and numerous challenges. J Dent Res. 2022;101(8):835–843. doi:10.1177/00220345221092521.

Associação Brasileira de Odontologia. Relatório Nacional de Saúde Bucal 2024: indicadores clínicos e sociais. São Paulo: ABO; 2024.

Silva RT, et al. The impact of self-perceived oral health on psychological well-being: cross-sectional study. BMC Oral Health. 2023;23:488. doi:10.1186/s12903-023-02947-9.

Melo G, Duarte J, Pauletto P, et al. Association between chronic orofacial pain and anxiety symptoms: a systematic review. J Oral Rehabil. 2023;50(5):491–502. doi:10.1111/joor.13486.

Araujo IC, et al. Psychosocial approach in dental care: integrative review of multidisciplinary practices. Rev ABENO. 2024;24(1):12–20.

Noronha TP, et al. Impact of dental health education on quality of life, cost and productivity. Observ Lat Econ Law. 2024;12(3):1–12.

Souza JRC, et al. Social determinants, access, and effectiveness of primary dental care programs in Brazil: impact on quality of life indicators. Rev Bras Epidemiol. 2025;28:e240027. doi:10.1590/1980-5497-e240027.

Silva RT, et al. Multidisciplinary oral health interventions and psychosocial wellbeing: an integrative review. Rev ABO Nac. 2024;32(2):95–102.

Pereira CP, et al. Prosthetic rehabilitation with removable dentures positively influences quality of life in older patients: a systematic review. Geriatr Gerontol Aging. 2024;18:e024047.

Manfredini M, Pellegrini M, Rigoni M, et al. Oral health-related quality of life in implant-supported rehabilitations: a prospective single-center observational cohort study.

BMC Oral Health. 2024;24:531. doi:10.1186/s12903-024-04265-y.

Brasil. Ministério da Saúde. Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal: Brasil Sorridente. Brasília: MS; 2025.

Corrêa-Faria P, et al. The role of comprehensive dental care in improving patients’ quality of life: integrative review. Int J Odontostomatol.  2025;19(1):1–8. doi:10.4067/S0718-381X2025000100001.


1 Discente do Curso Superior de Odontologia do Instituto Unigranrio Afya Campus Duque de Caxias,
e-mail: carolinecandidodossantos@gmail.com\Smaira634@gmail.com
2 Docente do Curso Superior de Odontologia do Instituto Unigranrio Afya Campus Duque de Caxias, Especialista em Estomatologia, Implantodontia, Cirurgia Oral, Odontologia Hospitalar(CFO),
e-mail: ednaldo.silva@unigranrio.edu.br