PREVALÊNCIA, FATORES DE RISCO E IMPACTO DAS LESÕES NOS ISQUIOTIBIAIS EM ATLETAS DE FUTEBOL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

PREVALENCE, RISK FACTORS AND IMPACT OF HAMSTRING INJURIES IN SOCCER PLAYERS: AN INTEGRATIVE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510311744


Caroliny de Souza Silva1
Renner Ferreira Barbosa1
Thais Caetano da Silva1
Victor Sousa Silva1
Jéssica Farias Macedo2


Resumo 

Introdução: As lesões musculares representam um importante desafio no contexto esportivo, com destaque para aquelas que acometem os músculos isquiotibiais, frequentes em atletas de futebol recreativos, amadores e profissionais. Objetivo: Analisar a literatura científica sobre a ocorrência e consequências dessas lesões no contexto esportivo.  Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão integrativa realizada entre maio e agosto de 2025, com busca nas bases PubMed, EBSCO e DOAJ, considerando artigos publicados entre janeiro de 2020 e agosto de 2025. Foram incluídos 12 estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade.  Resultados: As lesões isquiotibiais apresentam elevada incidência e recorrência, sendo influenciadas por fatores intrínsecos, como idade e histórico prévio de lesão, e extrínsecos, como déficits de força, fadiga e desequilíbrios musculares. Essas lesões impactam diretamente o desempenho esportivo, o tempo de recuperação e os custos financeiros dos clubes. Conclusão: Programas preventivos individualizados e estratégias de reabilitação bem estruturadas são essenciais para reduzir a ocorrência dessas lesões e promover a longevidade da carreira dos atletas. 

Palavras-chave: atletas. futebol. fatores de risco. músculos isquiotibiais. lesão. 

Abstract 

Background: Muscle injuries represent a significant challenge in the sporting context, particularly those affecting the hamstring muscles, which are common in recreational, amateur and professional soccer players. Purpose: To analyze the scientific literature on the occurrence and consequences of these injuries in the sports context. Methods: An integrative review was carried out between May and August 2025, through searches in PubMed, EBSCO, and DOAJ databases, including articles published from January 2020 to August 2025. A total of 12 studies met the eligibility criteria. Results: Hamstring injuries have high incidence and recurrence rates, influenced by intrinsic factors such as age and previous injury history, and extrinsic factors such as strength deficits, fatigue, and muscle imbalances. These injuries directly affect sports performance, recovery time, and financial costs for clubs. Conclusion: Individualized preventive programs and well-structured rehabilitation strategies are essential to reduce their occurrence and ensure athletes’ career longevity. 

Keywords: Athletes. soccer. risk factors. muscle hamstrings. injury. 

1. INTRODUÇÃO 

As lesões musculares representam um desafio significativo no contexto esportivo, especialmente para atletas de alto desempenho, como jogadores de futebol recreativos, amadores e profissionais. Dentre essas lesões, as mais prevalentes são as que afetam os músculos isquiotibiais, correspondendo a uma proporção considerável de todas as ocorrências e apresentando taxas de recorrência relevantes mesmo após tratamento adequado (Ekstrand et al., 2016; Green et al., 2020). 

Os músculos isquiotibiais estão envolvidos em movimentos essenciais tanto na vida diária quanto no esporte, como caminhar, correr, saltar, realizar manobras de corte e chutar (Ekstrand et al., 2012). Na posição ereta, por exemplo, a linha de gravidade passa atrás do quadril, produzindo um movimento de extensão que precisa ser contrabalançado pelos flexores do quadril (Houglum; Bertoti, 2012). 

A incidência dessas lesões tem aumentado ao longo dos anos, possivelmente em razão da intensificação das demandas físicas impostas pelo esporte, do histórico prévio de lesões, da idade avançada e das exigências específicas da modalidade (Barnes et al., 2014; Andrade et al., 2017). Estima-se que aproximadamente um em cada três atletas sofra uma nova lesão dentro de um ano após o retorno às atividades, evidenciando a gravidade do problema (Thelen et al., 2006).  

No contexto esportivo, as lesões isquiotibiais ocorrem com maior frequência em ações de alta velocidade, como sprints, curvas fechadas e mudanças rápidas de direção, características comuns no futebol, e estão entre as lesões musculares com maiores taxas de recorrência (Carlson, 2008; Biz et al., 2021). Essas ocorrências geram impacto direto sobre o desempenho esportivo, desde a perda de dias de treinamento até potenciais prejuízos à longevidade da carreira de atletas de alto rendimento (Hallén; Ekstrand, 2014).  

Além dos fatores de risco não modificáveis, como idade e histórico de lesão, destacam-se variáveis modificáveis, ou seja, passíveis de intervenção, como a força excêntrica do joelho e o comprimento do fascículo do bíceps femoral, que vêm sendo estudados como potenciais alvos de programas preventivos, embora nem sempre apresentem correlação precisa com o risco (Opar et al., 2015; Timmins et al., 2016).  

A identificação e análise desses fatores possibilitam a criação de programas de treinamento mais seguros, que minimizem a chance de ocorrência das lesões. Além disso, compreender seus impactos no desempenho esportivo justifica a relevância desta pesquisa, visto que contribui para fundamentar práticas terapêuticas mais eficazes, estratégias preventivas consistentes e medidas que acelerem o retorno ao esporte (Cruz-Ferreira et al., 2015). 

A compreensão da etiologia dessas lesões vem avançando, assim como o desenvolvimento de estratégias preventivas, como o treinamento excêntrico e intervenções voltadas ao treinamento em alta velocidade, que se mostram eficazes na redução do risco (Askling et al., 2012; Kamandulis et al., 2020; Petersen et al., 2011; Bahr et al., 2015). No entanto, ainda existem lacunas quanto à identificação precisa dos fatores de risco como desequilíbrios musculares, falta de aquecimento adequado e histórico prévio de lesões, bem como sobre seu real impacto na performance e na recuperação dos atletas (Ramos et al., 2017). 

Diante desse cenário, este estudo busca investigar a prevalência das lesões isquiotibiais em atletas de futebol, identificar os fatores de risco mais comuns associados, analisar seu impacto no desempenho esportivo incluindo tempo de recuperação, queda de performance e reincidência e avaliar se programas de prevenção baseados em treinamento específico podem contribuir para a redução de sua incidência, consolidando evidências que orientem tanto a prática clínica quanto futuras pesquisas. 

2. MATERIAIS E MÉTODO 

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que tem como objetivo reunir, sintetizar e analisar criticamente os estudos científicos que abordam a prevalência, os fatores de risco e o impacto das lesões dos músculos isquiotibiais em atletas de futebol. A busca bibliográfica foi realizada entre os meses de maio e agosto de 2025, nas bases de dados eletrônicas PubMed, EBSCO e Directory of Open Access Journals (DOAJ), considerando artigos publicados no período de janeiro de 2020 a agosto de 2025. Foram utilizados descritores em português e em inglês, combinados com os operadores booleanos AND e OR, sendo eles: “músculo isquiotibiais” (muscle hamstrings), “lesão” (injury), “fatores de risco” (risk factors), “futebol” (soccer) e “atletas” (athletes). 

Foram incluídos na pesquisa apenas artigos disponíveis na íntegra e em acesso aberto, estudos originais de caráter observacional, experimental, prospectivo, retrospectivo ou de coorte, que abordassem diretamente lesões dos isquiotibiais em atletas masculinos de futebol de campo, tanto profissionais quanto amadores, publicados nos idiomas português, inglês ou espanhol, e que apresentassem dados relacionados à prevalência, fatores de risco, mecanismos de lesão, impacto funcional ou financeiro, estratégias de prevenção e/ou reabilitação. Por outro lado, foram excluídos os artigos duplicados, estudos que abordassem outras modalidades esportivas, pesquisas que não especificassem o gênero, bem como revisões narrativas, editoriais, resumos de congresso, cartas ao editor e publicações que não apresentassem informações relevantes para os objetivos propostos. 

O processo de seleção dos estudos ocorreu em três etapas sequenciais. A primeira consistiu na identificação dos artigos a partir das buscas realizadas nas bases de dados. Na segunda etapa, procedeu-se à leitura dos títulos e resumos, com o objetivo de excluir trabalhos que não apresentavam relação com a temática. Por fim, realizou-se a leitura na íntegra dos artigos potencialmente elegíveis, a fim de aplicar os critérios de inclusão e exclusão definidos previamente. 

A análise dos resultados foi conduzida de forma qualitativa e quantitativa descritiva, com a organização dos estudos em um quadro sinóptico contendo informações sobre autor, ano, tipo de estudo, objetivos, instrumentos utilizados ou intervenções aplicadas e principais resultados, a partir dessa sistematização, foi realizada uma análise integrativa, que possibilitou identificar convergências, divergências e lacunas na literatura sobre as lesões de isquiotibiais no contexto do futebol. 

3. RESULTADOS  

O fluxograma de seleção dos estudos apresenta de maneira sistematizada o processo de triagem e elegibilidade dos artigos incluídos nesta revisão integrativa. Inicialmente, foram identificados 119 estudos nas bases PubMed, EBSCO e DOAJ. Após a aplicação dos critérios de recorte temporal, 65 foram excluídos, permanecendo 54 para leitura de títulos e resumos. Desses, 33 não apresentaram relação direta com a temática e foram removidos, resultando em 21 artigos para leitura na íntegra. Por fim, nove foram excluídos por não responderem à questão de pesquisa, culminando em 12 artigos que compuseram a amostra final. Esse delineamento metodológico, garante maior transparência e rigor científico, conforme recomendações estabelecidas para revisões integrativas (figura 1). 

Figura 1. Fluxograma do processo de seleção dos artigos.

O quadro sinóptico elaborado constitui um instrumento analítico essencial, ao reunir de forma comparativa e organizada informações sobre os artigos incluídos, contemplando autores, ano de publicação, tipo de estudo, objetivos, instrumentos de coleta de dados e principais resultados.  

Essa sistematização possibilita a identificação de convergências, divergências e lacunas na literatura acerca das lesões dos isquiotibiais em atletas de futebol. Por exemplo, Rhodes et al. (2020) apontaram a associação entre baixa força excêntrica e instabilidade dinâmica, enquanto Lievens et al. (2023) destacaram a tipologia das fibras musculares como determinante para o aumento do risco de lesões. Assim, o quadro favorece a análise crítica e fortalece a consistência interpretativa dos achados, em consonância com a relevância atribuída por Garcia et al. (2022) às sínteses estruturadas em revisões científicas (Quadro 1). 

Quadro 1. Descrição dos estudos selecionados.

AUTOR E ANOTIPO DE ESTUDOOBJETIVO DO
ESTUDO
INSTRUMENTOS
DE COLETA DE
DADOS /
INTERVENÇÃO
RESULTADOS
Rhodes et al.
(2020)
Estudo correlacional
transversal
Investigar a relação
entre força
excêntrica dos
isquiotibiais e
estabilidade
dinâmica em
jogadores de elite.
Medidas de força
excêntrica dos
isquiotibiais e testes de estabilidade direcional.
Correlações
significativas entre força excêntrica e estabilidade.
Ausência de relação com estabilidade anterior, sugerindo risco aumentado de lesão.
Lievens et al.
(2023)
Estudo de coorte
prospectivo
Investigar se a
tipologia das fibras
musculares é um
fator de risco para
lesões por distensão
dos isquiotibiais
(HSI) em jogadores
de futebol.
Espectroscopia de
ressonância magnética
de prótons para estimar a tipologia muscular (baseada na concentração de
carnosina no músculo sóleo). Registro de lesões ao longo de 3
temporadas em duas ligas profissionais (Jupiler Pro League e Premier League).
Análise estatística com modelo multivariado de
Cox.
Jogadores com
predominância de fibras rápidas apresentaram risco 5,3 vezes maior de
sofrer HSI em
comparação com
jogadores de fibras lentas.
Esse risco foi consistente nas duas ligas analisadas.
A tipologia muscular foi identificada como um novo e potente fator de
risco para lesões
nos isquiotibiais.
Rasp et al. (2024)Experimental,
longitudinal
Investigar como a
força dos músculos
isquiotibiais (HSS)
se desenvolve ao
longo de uma partida de futebol simulada, e se há diferenças entre a perna dominante e a não dominante, além de avaliar a simetria entre os membros (LSI).
Teste de Vaivém
Intermitente de
Loughborough (LIST) para simular uma partida. Teste
isométrico de cadeia
posterior 90:20
otimizado para medir força muscular.
ANOVA para análise
estatística de medidas repetidas.
A força dos isquiotibiais
diminuiu
significativamente após 15 minutos (perna não
dominante) e 30 minutos (perna dominante). Não
houve recuperação da força no início do
segundo tempo. Não foram observadas
diferenças significativas
entre as pernas nem
deterioração da simetria muscular (LSI)
Calderón-Díaz et
al. (2024)
Estudo observacional com
análise preditiva
usando aprendizado
de máquina.
Identificar
biomarcadores
biomecânicos para
prever lesões
musculares em
jogadores
profissionais de
futebol.
Testes biomecânicos
(força excêntrica dos
isquiotibiais e
quadríceps, rigidez
muscular, salto vertical, teste de ponte unilateral), dados
antropométricos,
posição em campo;
aplicação de 35
algoritmos de Machine Learning(ML), com
destaque para XGBoost (Extreme Gradient Bosting) algorítmo de
aprendizado de máquinas em arvores de decisão.
O modelo XGBoost
alcançou 78% de
precisão. As variáveis
mais relevantes foram força máxima dos isquiotibiais esquerdos e rigidez muscular, sugerindo seu potencial como preditores confiáveis para prevenção de
lesões musculares.
Nédélec et al.,
(2020)
Estudo prospectivo,
multidimensional
Avaliar se 72h são
suficientes para a
recuperação dos
isquiotibiais após
uma partida de
futebol em atletas
profissionais.
Monitoramento de
marcadores
fisiológicos,
neuromusculares e
bioquímicos em
jogadores após jogos oficiais, com avaliações periódicas até 72h pós partida.
O período de 72h não foi suficiente para recuperação completa dos
isquiotibiais. Déficits
neuromusculares
permaneceram nesse intervalo, sugerindo risco
elevado de lesão se
houver novo jogo em curto espaço de tempo.
Os autores destacam a
importância de
estratégias de
recuperação adequadas e
maior intervalo entre partidas.
Shalaj et al.,
(2020)
Estudo prospectivo
de coorte (Kosovo
Premier League,
n=143 atletas)
Investigar a
incidência e fatores
prognósticos de
lesões de isquiotibiais em
jogadores de elite.
Avaliação pré
temporada com testes isocinéticos, Nordichamstring test, testes funcionais e
questionário de
histórico médico.
Monitoramento ao
longo de uma
temporada.
Incidência de 1,17
lesões/1000 h de
exposição; risco 11 vezes maior em jogos do que em treinos. Reincidência
de 23%. Jogadores mais velhos, com maior IMC e
histórico prévio de lesão tiveram risco aumentado.
Baixo desempenho no teste nórdico associou-se a maior ocorrência de lesões. Testes funcionais
e outros parâmetros
mostraram baixa
capacidade preditiva.
Baize et al.,
(2025)
Estudo prospectivo
(modelo preditivo
Desenvolver um
modelo preliminar
parcimonioso
multifatorial para
prever jogadores em
risco de lesão por
estiramento de
isquiotibiais através
de triagem na pré
temporada.
Variáveis psicológicas,
fisiológicas,
cinemáticas,
fatigabilidade de
desempenho e saúde coletadas em 120 jogadores durante a pré
temporada de 2022;
lesões acompanhadas
prospectivamente
durante toda a
temporada; análise via regressão logística com
método Wald backward step-wise.
29 jogadores lesionados; modelo final incluiu 8
variáveis: idade, sexo, histórico de HSI, fatigabilidade dos flexores do joelho, desempenho em sprint (melhor tempo e velocidade teórica máxima V₀), percepção de vulnerabilidade e
normas subjetivas no futebol.
Desempenho preditivo: taxa de verdadeiros
positivos igual a 79%, área sob a curva igual a
0,82. Variáveis isoladas apresentaram área sob a curva menor ou igual a 0,65.
Jiménez-Rubio S.
et al. (2020)
Estudo longitudinal
experimental
Avaliar se um
programa de
treinamento em
campo melhora o
desempenho físico relacionado a
partidas em
jogadores
profissionais após
lesão nos isquiotibiais.
Programa de
reabilitação específico em campo para
isquiotibiais;
monitoramento do desempenho físico em partidas (ex.:
velocidade, aceleração, distância percorrida).
O programa de
reabilitação teve uma melhora significativa no
desempenho físico de partidas após a aplicação do programa de
reabilitação o funcional em campo foi eficaz na
recuperação do
desempenho físico,
auxiliou os jogadores a
retornarem próximos do
nível de performance pré
lesão.
Jokela A. et al.
(2023)
Estudo transversal
comparativo
Analisar os
mecanismos de lesão nos isquiotibiais em
jogadores profissionais de
futebol, utilizando
análise de vídeo e
ressonância
magnética.
Três mecanismos de
lesão identificados: tipo misto (43%), tipo alongamento (36%) e tipo corrida (21%); ações mais comuns durante as lesões: mudança de direção (29%), chute (29%) e corrida (21%); 71% das lesões ocorreram a altas
velocidades horizontais;
79% das lesões foram lesões isoladas de
tendão único.
A maioria das lesões nos isquiotibiais ocorre durante movimentos de
alta velocidade; os
médicos devem suspeitar de lesões proximais e
isoladas de tendão único, especialmente do bíceps femoral, quando os
mecanismos de lesão representados forem observados durante o
jogo.
Oliveira-Júnior et
al., (2024)
Coorte prospectiva
(1 temporada)
Investigar fatores de
risco e estimar
impacto financeiro
de lesões isquiotibiais no
futebol brasileiro de
elite
Avaliação isocinética,
testes funcionais,
monitoramento por
GPS e histórico médico de 34 atletas profissionais.
9 lesões moderadas em 8 atletas; afastamento
médio de 22 dias; déficits de força excêntrica,
fadiga e mobilidade
reduzida do tornozelo associados ao risco.
Gamsarian
et al., (2023)
Estudo descritivo
epidemiológico
Analisar incidência,
gravidade,
reincidência e tempo de retorno após lesões isquiotibiais na MLS (2010
2021).
Análise do banco de
dados de vigilância de lesões da MLS (2.865 ocorrências em 1.227 jogadores).
Tempo médio perdido: 11 dias; aumento de 17,6
para 23,9 dias entre
períodos; recidiva
próxima a 50%; lesões em partidas e agudas prolongaram retorno.
Maffulli et al.,
(2021)
Coorte
observacional
Identificar déficits de força e flexibilidade em jogadores
universitários
(NCAA Divisão III)
e potenciais fatores
de risco para lesão.
Avaliação isocinética
(Biodex) e testes de
flexibilidade (AKE e
Thomas).
Desequilíbrios médios 10% e relações H:Q abaixo do ideal; sem
diferenças

A busca inicial resultou em 119 artigos identificados (PubMed = 73; EBSCO = 43; DOAJ = 3), após a exclusão de duplicados e a aplicação dos critérios de elegibilidade, 54 artigos foram avaliados por título e resumo. Destes, 21 foram lidos na íntegra e, por fim, 12 estudos compuseram a amostra final desta revisão integrativa (PubMed = 8; EBSCO = 3; DOAJ = 1) , os resultados evidenciam que as lesões de isquiotibiais no futebol apresentam alta prevalência, recorrência significativa e múltiplos fatores de risco. Conforme Rhodes et al. (2020), a baixa força excêntrica está diretamente associada à menor estabilidade dinâmica, o que justifica a vulnerabilidade dos atletas. Complementarmente, Lievens et al. (2023) demonstraram que jogadores com predominância de fibras rápidas possuem risco até 5,3 vezes maior de sofrer lesões, reforçando o papel da tipologia muscular como marcador de risco. 

Outro ponto crítico identificado foi a fadiga durante a partida, como descrito por Rasp et al. (2024), que verificou quedas significativas na força dos isquiotibiais já nos primeiros 30 minutos de jogo, sem recuperação no segundo tempo, esse achado é corroborado por Nédélec et al. (2020), ao demonstrarem que mesmo 72h após uma partida não há recuperação neuromuscular completa, expondo os atletas a novo risco de lesão em intervalos curtos entre jogos. 

Modelos de predição também têm sido explorados. Calderón-Díaz et al. (2024) aplicaram aprendizado de máquina, obtendo precisão de 78% na identificação de biomarcadores de risco, enquanto Baize et al. (2025) desenvolveram um modelo multifatorial que combinou variáveis físicas, fisiológicas e psicológicas, atingindo acurácia de 82% esses resultados justificam o avanço de ferramentas preditivas no contexto da prevenção. 

Estudos epidemiológicos reforçam a gravidade e o impacto financeiro das lesões. Shalaj et al. (2020) observaram incidência de 1,17/1000h de exposição, com reincidência de 23%, principalmente em jogos, enquanto Oliveira-Júnior et al. (2024) apontaram um afastamento médio de 22 dias por lesão e custos elevados para clubes brasileiros. De forma semelhante, Gamsarian et al. (2023) relataram que, na MLS, as recidivas atingiram cerca de 50% dos casos, com aumento progressivo no tempo de afastamento ao longo dos anos. 

Quanto aos mecanismos de lesão, Jokela et al. (2023) identificaram que a maioria ocorre em ações de alta velocidade, como mudanças de direção e chutes, com predomínio de lesões no bíceps femoral. Além disso, Maffulli et al. (2021) destacaram desequilíbrios de força e baixa relação isquiotibiais/quadríceps (H:Q) como fatores predisponentes, ainda que com evidências conflitantes sobre sua capacidade preditiva isolada. No campo da reabilitação, Jiménez-Rubio et al. (2020) verificaram melhora significativa do desempenho físico após a implementação de programas de treino funcional em campo, indicando que a recuperação direcionada pode acelerar o retorno ao desempenho pré-lesão. 

De modo geral, os resultados apontam para uma etiologia multifatorial das lesões nos isquiotibiais em que fatores intrínsecos idade, histórico de lesão, tipologia muscular, extrínsecos condições de jogo, calendário competitivo e modificáveis força excêntrica, fadiga, desequilíbrios musculares interagem, aumentando o risco de ocorrência e recorrência. A literatura justifica, portanto, a necessidade de programas preventivos individualizados, com ênfase em exercícios excêntricos, monitoramento da fadiga e utilização de modelos preditivos para reduzir a incidência dessas lesões. 

4. DISCUSSÃO 

As lesões musculares dos isquiotibiais (LIST) representam, de forma consistente, a patologia mais prevalente no futebol, afetando significativamente a carreira dos atletas e impondo um substancial ônus financeiro aos clubes. A incidência dessas lesões tem demonstrado um aumento contínuo, com análises longitudinais indicando um crescimento anual de aproximadamente 4% no futebol profissional masculino desde 2001, chegando a representar até 24% de todas as lesões em temporadas recentes (Shalaj et al., 2020; Gamsarian et al., 2023). Essa prevalência e o aumento progressivo sublinham a necessidade crítica de compreender seus fatores etiológicos e desenvolver estratégias de prevenção e reabilitação mais eficazes. 

A etiologia das LIST é multifatorial, englobando uma complexa interação de fatores não modificáveis e modificáveis. O histórico de lesão prévia nos isquiotibiais é o fator de risco mais robusto para a reincidência, aumentando a probabilidade de uma nova lesão em até três vezes, e em alguns contextos, até 11,6 vezes (Kakavas et al., 2021). A idade avançada também é um preditor significativo, elevando o risco em 1,4 vezes para atletas mais velhos (Shalaj et al., 2020). Esses achados reiteram a vulnerabilidade persistente do atleta após um evento lesivo e com o envelhecimento, indicando que a estratificação do risco deve sempre considerar esses elementos intrínsecos. 

Entre os fatores modificáveis, a força excêntrica dos isquiotibiais destaca-se como um componente crítico. Atletas com baixos níveis de força excêntrica nos isquiotibiais, avaliados por exercícios como o Nordic Hamstring Exercise (NHE), apresentaram uma probabilidade 2,7 vezes maior de sofrer uma LIST (Rhodes et al., 2021). Além disso, o comprimento curto dos fascículos da cabeça longa do bíceps femoral foi associado a um risco elevado, com intervenções excêntricas capazes de influenciar positivamente a arquitetura muscular (Opar et al., 2015).  

A relação isquiotibiais/quadríceps (H:Q) e os desequilíbrios de força bilateral também são frequentemente citados, com relações H:Q abaixo de 0,505 e diferenças bilaterais superiores a 15% associadas a um risco aumentado (Perkins; Canavan, 2023). No entanto, a literatura apresenta resultados conflitantes quanto à validade preditiva dos testes isocinéticos (Van de hoef et al., 2019), sugerindo que a interpretação desses parâmetros deve ser cautelosa. 

A fadiga muscular emerge como um dos fatores de risco mais cruciais para LIST. Uma partida de futebol de 90 minutos induz uma diminuição significativa na capacidade de produzir força excêntrica de alta velocidade nos isquiotibiais (Rasp et al., 2024). Essa fadiga pode levar a alterações na coordenação neuromuscular e biomecânica, aumentando a predisposição a lesões (Carmona et al., 2024). A ocorrência de quase metade das LIST nos últimos 15 minutos de cada tempo corrobora a forte ligação entre fadiga e risco de lesão (Jiménez-Rubio et al., 2020). Estudos simulados de partidas de futebol também demonstraram uma diminuição significativa da força dos isquiotibiais após curtos períodos de jogo, já aos 15-30 minutos (Rasp et al., 2024). 

A flexibilidade e mobilidade articular, como a dorsiflexão do tornozelo e a flexibilidade dos isquiotibiais e flexores do quadril, são fatores com evidências conflitantes (Vatovec; Kozinc; Sarabon, 2020). Embora alguns estudos sugiram que uma dorsiflexão do tornozelo reduzida possa aumentar a demanda mecânica sobre os isquiotibiais durante a corrida de alta velocidade, meta-análises recentes não encontraram correlação significativa (Baize et al., 2025). Fatores como a posição do jogador, tipo de campo, condições climáticas e tempo de jogo da lesão geralmente não foram estatisticamente significativos (Jokela et al., 2023). Contudo, um ambiente menos profissionalizado, com más condições de campo e falta de assistência médica, pode contribuir para uma maior incidência de lesões (Oliveira-Júnior et al., 2024). 

O impacto das LIST transcende a saúde do atleta, com perdas financeiras substanciais para os clubes. Em um time de futebol brasileiro de elite, a perda financeira potencial devido a lesões nos isquiotibiais foi estimada em US$ 43,2 milhões (Oliveira-Júnior et al., 2024). Similarmente, um time da Premier League inglesa reportou perdas de aproximadamente £45 milhões por temporada devido a quedas de desempenho relacionadas a lesões (Gamsarian et al., 2023). Além disso, as LIST são uma das principais causas de tempo perdido em treinamentos e jogos, prejudicando o sucesso individual e coletivo. Em média, um jogador profissional perde 18 dias e três partidas devido a LIST, e um clube pode perder 90 dias e 15 partidas por temporada, correspondendo a 25% da ausência dos jogadores em jogos (Shalaj et al., 2020). 

A presente revisão integrativa oferece subsídios cruciais para a prática fisioterapêutica, reforçando a importância de uma abordagem multifacetada e individualizada na prevenção e reabilitação das LIST. O reconhecimento do histórico de lesão prévia e da idade como fatores de risco não modificáveis direciona os fisioterapeutas a priorizar e monitorar continuamente esses atletas (Kakavas et al., 2021; Shalaj et al., 2020). 

A evidência da eficácia de exercícios excêntricos, como o NHE, na redução da incidência de lesões e na melhoria da força excêntrica e arquitetura muscular é fundamental (Rhodes et al., 2021; Vatovec; Kozinc; Sarabon, 2020). Programas multimodais, como o FIFA 11+, demonstraram sucesso na redução da incidência e, consequentemente, nos custos associados (Van de Hoef et al., 2019). Isso sugere que a fisioterapia deve enfatizar a inclusão sistemática desses exercícios em rotinas de aquecimento e treinamento preventivo. 

Além disso, a compreensão do papel da fadiga como preditor de lesão orienta os fisioterapeutas a desenvolver estratégias de treinamento que visem aumentar a resistência à fadiga (Carmona et al., 2024; Rasp et al., 2024). A melhora da mobilidade do tornozelo, embora com evidências conflitantes, ainda é recomendada em casos de déficits (Vatovec; Kozinc; Sarabon, 2020). A correção de déficits de força do flexor do joelho e o treinamento específico para reduzir a fadiga também são intervenções práticas (Perkins; Canavan, 2023). 

Apesar dos avanços, a pesquisa sobre LIST no futebol ainda apresenta lacunas. A natureza multifatorial das lesões e a falta de consenso sobre a validade preditiva de certos testes indicam a necessidade de estudos mais robustos (Shalaj et al., 2020). Em suma, as lesões nos isquiotibiais permanecem um desafio complexo no futebol. A continuidade da pesquisa, com foco em metodologias padronizadas, estudos longitudinais, abordagens multimodais, é essencial para transformar evidências em práticas clínicas e de treinamento eficazes. 

5. CONCLUSÃO 

Esta revisão integrativa confirma que as lesões isquiotibiais são altamente prevalentes e recorrentes em atletas de futebol, resultantes de múltiplos fatores de risco intrínsecos (como idade e histórico de lesão) e extrínsecos (como déficits de força excêntrica, fadiga e desequilíbrios musculares). Tais lesões estão ligadas a ações de alta intensidade características do esporte, evidenciando a necessidade de estratégias preventivas eficazes, como exercícios excêntricos, aquecimento multimodal, monitoramento da fadiga e individualização do treino, para reduzir sua incidência e recorrência. Apesar dos avanços, persistem lacunas metodológicas e prognósticas, sendo recomendados estudos longitudinais e multicêntricos que consolidem evidências e aprimorem práticas de prevenção e reabilitação, visando preservar o desempenho e a sustentabilidade das equipes. 

REFERÊNCIAS  

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