IMPORTÂNCIA DO MANEJO AO PACIENTE COM DIAGNÓSTICO DE MASSA PÉLVICA NA GESTAÇÃO: PRODUÇÃO DE TECNOLOGIA TEXTUAL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202510302045


Jenny Perez Leyva1; Luciana Inácia De Souza2; Laura Andrade Diniz3; Tamilis De Azevedo Neves3; Luanny Brandão Medeiros3; Vanderson Ribeiro Alves4; Alan Lima Da Silva4; Maria Laura Martins De Medeiros5; Layze Carvalho Borges2; Alice Hermes Sousa De Oliveira2; Remita Viegas Vieira6


RESUMO

INTRODUÇÃO: Massa pélvica é um aumento ou inchaço na parte inferior do abdômen ou na região pélvica. A cavidade da pelve feminina consiste no sistema reprodutivo feminino superior (colo do útero, útero, ovários, trompas de falópio); anexos refere-se aos ovários, trompas de falópio e tecido conjuntivo circundante. A cavidade pélvica também contém os intestinos bexiga e o ureter inferior massas pélvicas podem ser formadas a partir dessas estruturas, exames ginecológicos de rotina e exames de imagem podem detectar uma massa na pelve massas pélvicas podem ou não ser cancerígenas. MATERIAL E MÉTODOS: Pesquisa de desenvolvimento metodológico com abordagem qualitativa e exploratória. que de acordo com Vasconcelos e colaboradores 2018, é uma forma de investigação que se concentra na compreensão em profundidade de fenômenos sociais ou humanos. DISCUSSÃO: As massas pélvicas são uma condição clínica que afeta mulheres e descreve o crescimento anormal de tecido no ovário ou em outras estruturas reprodutivas femininas. Essas massas são geralmente detectáveis por meio de ultrassonografia abdominal e pélvica ou por outras técnicas de imagem RESULTADOS: O manual médico referente ao diagnóstico de pacientes com massa pélvica na gestação, foi composta por sua versão de capa (frente e verso), contendo 6 páginas. CONCLUSÃO: Espera-se que o manual textual e a pesquisa do assunto contribuam para mais pesquisas na área contribuindo para a formação do conhecimento e formação dos profissionais e atendimento aos usuários do serviço.

Palavras chaves: Ginecologia, obstetrícia, Saúde da Mulher e Massas Pélvicas.

ABSTRACT

INTRODUCTION: Pelvic mass is an enlargement or swelling in the lower abdomen or pelvic region. The cavity of the female pelvis consists of the upper female reproductive system (cervix, uterus, ovaries, fallopian tubes); appendages refers to the ovaries, fallopian tubes and surrounding connective tissue. The pelvic cavity also contains the bowels bladder and lower ureter pelvic masses can be formed from these structures, routine gynaecological examinations and imaging scans can detect a mass in the pelvis pelvic masses may or may not be cancerous. MATERIAL AND METHODS: Methodological development research with qualitative and exploratory approach. which according to Vasconcelos and collaborators 2018, is a form of research that focuses on the in-depth understanding of social or human phenomena. DISCUSSION: Pelvic masses are a clinical condition that affects women and describes abnormal growth of tissue in the ovary or other female reproductive structures. These masses are usually detectable by abdominal and pelvic ultrasonography or other imaging techniques RESULTS: The medical manual regarding the diagnosis of patients with pelvic masses in pregnancy was composed of a front and back cover version containing 6 pages. CONCLUSION: It is expected that the textual manual and the research on the subject contribute to further research in the area contributing to the formation of knowledge and training of professionals and service users.

Key words: Gynecology, obstetrics, women’s health and pelvic masses.

1 INTRODUÇÃO

 O American College of Obstetrics and Gynecologists (ACOG) divulgou diretrizes que descrevem a conduta diagnóstica e o manejo de massas pélvicas que ocorrem fora da gravidez. Entretanto, as diretrizes que determinam as abordagens dos médicos para mulheres com massas pélvicas durante a gravidez permanecem indefinidas (YACOBOZZI et al, 2012).

Uma massa pélvica é um aumento ou inchaço na parte inferior do abdômen ou na região pélvica. A cavidade da pelve feminina consiste no sistema reprodutivo feminino superior (colo do útero, útero, ovários, trompas de falópio); anexos refere-se aos ovários, trompas de falópio e tecido conjuntivo circundante. A cavidade pélvica também contém os intestinos bexiga e o ureter inferior massas pélvicas podem ser formadas a partir dessas estruturas, exames ginecológicos de rotina e exames de imagem podem detectar uma massa na pelve massas pélvicas podem ou não ser cancerígenas (BERKOW, 2002).

Quando em tais exames são detectadas as massas pélvicas é importante, fazer a distinção de sua origem, caso se classifique como uterino ou anexais, dentre outros procedimentos de distinção. Miomas uterinos são os tumores mais comuns do sistema reprodutor feminino, a taxa de incidência cumulativa da idade reprodutiva é de 70%. A taxa combinada de gravidez e leiomioma uterino é de 2,7% a 10,7%. Esses pacientes podem ter um diagnóstico prévio ou encontrar Diagnóstico incidental de miomas durante as consultas de pré-natal, durante a ultrassonografia obstétrica Exame Físico Inicial ou Obstétrico (BRASIL, 2022).

Existem várias causas possíveis de massa anexial durante a gestação, incluindo: Cistos ovarianos: esses são sacos cheios de líquido que se desenvolvem nos ovários. Eles são comuns em mulheres em idade fértil e geralmente são inofensivos. No entanto, se um cisto crescer durante a gravidez, pode ser considerado uma massa anexial. Gravidez ectópica: isso ocorre quando o embrião se fixa fora do útero, geralmente nas trompas de falópio. Devido ao crescente tamanho do embrião nessa área, pode ocorrer a formação de uma MP. Endometriose: essa condição ocorre quando o tecido que normalmente reveste o útero cresce fora dele, muitas vezes nas trompas de falópio ou nos ovários (NEZHAT et al, 2019).

Alguns fatores podem contribuir para o surgimento de massas pélvicas na gestação como: Tumores ovarianos: esses são crescimentos anormais nos ovários que podem ser benignos ou cancerígenos, Infecções: como a doença inflamatória pélvica, podem causar inflamação nos órgãos pélvicos, incluindo os ovários e as trompas de falópio. Adesões pélvicas: Essas são bandas de tecido cicatricial que se formam após cirurgias ou infecções prévias e podem aderir os órgãos pélvicos uns aos outros, criando massa pélvica durante a gravidez. Fibromas uterinos: esses são tumores benignos que crescem no útero e que, em alguns casos, podem se estender às trompas de falópio e/ou ovários. Em qualquer um desses casos, a detecção precoce e o tratamento adequado são fundamentais para garantir uma gestação segura e saudável (SANTOS et al, 2023).

As massas pélvicas durante a gravidez podem representar riscos para a mãe e o feto, dependendo da sua natureza e tamanho. Alguns dos riscos incluem: Ruptura: Uma MP pode romper, causando dor abdominal intensa, hemorragia interna e risco de vida para a mãe e o feto. Torção do ovário: A MP pode torcer em torno do ovário, interrompendo o fluxo sanguíneo para o órgão e causando dor abdominal intensa. (BRASIL, 2022).

Parto prematuro: Massas pélvicas podem aumentar o risco de parto prematuro, pois podem desencadear contrações uterinas prematuras. Aborto espontâneo: Algumas massas anexiais, como cistos ovarianos, podem aumentar o risco de aborto espontâneo e causar Complicações durante o parto, podendo aumentar o risco de complicações durante a gravidez, como torção do ovário, ruptura da massa e parto prematuro. Já as massas pélvicas malignas podem ser extremamente perigosas tanto para a mãe quanto para o feto. Alguns tipos de câncer de ovário, por exemplo, podem se espalhar para outras partes do corpo, incluindo a placenta e o feto (NEZHAT et al, 2019).

 Além disso, a presença de uma MP pode interferir no desenvolvimento fetal, especialmente se a massa estiver crescendo rapidamente e comprimindo órgãos adjacentes. Isso pode levar a problemas como restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e até mesmo morte fetal. Por isso, é importante que as mulheres realizem exames ginecológicos e ultrassonografias regularmente para detectar precocemente a presença de massas anexiais e tratá-las adequadamente (NEZHAT et al, 2019).

 No caso de infecções algumas massas podem ficar infectadas, causando febre, dor e mal-estar geral. Má perfusão placentária: A presença de massas pélvicas pode prejudicar a perfusão placentária, afetando o desenvolvimento fetal. É recomendado que todas as mulheres grávidas sejam cuidadosamente monitoradas pelo seu médico para detectar a presença de MP e realizar o tratamento adequado. Em casos raros, pode ser necessário realizar uma cirurgia para remover a MP (HERING et al, 2019).

As massas pélvicas detectadas no primeiro trimestre de gestação possuem incidência de 0,2 a 2,9%; após 16 semanas de gravidez, a recorrência do cisto ovariano diminui, estando entre 0,5 e 3%. Dessa forma, observa-se que 71,9% dos cistos ovarianos detectados à ultrassonografia (US), de primeiro trimestre, resolveram-se espontaneamente. E aqueles que não se resolveram espontaneamente e que necessitaram de conduta cirúrgica variaram de 0,0004 a 0,36% (MANETE et al., 2013).

A conduta perante uma massa ovariana durante a gestação ainda gera grande discussão entre especialistas, tornando-se uma decisão clínica difícil. Na grande maioria dos casos, esse comportamento ocorre durante a gravidez. A monitorização do volume do leiomioma mesmo durante as consultas de pré-natal não é necessário para pacientes assintomáticos. Nódulos maiores que 5 cm, definido como grande volume, merece atenção especial devido risco de degeneração, que raramente ocorre sem relevância clínica na grande maioria dos casos, esse comportamento ocorre durante a gravidez (MANETE et al., 2013) (BRASIL, 2022).

 O manual de manejo médico é de extrema importância para o atendimento de pacientes grávidas com essa patologia, pois oferece informações essenciais para o diagnóstico e o tratamento adequado da condição, fornecendo um conjunto de orientações para os profissionais de saúde lidarem com essa patologia. Nele, é possível encontrar informações sobre os sintomas e os sinais clínicos da massa pélvica, os exames necessários para o diagnóstico, o tratamento mais adequado para cada caso e as precauções que devem ser tomadas durante a gravidez. Ao seguir as orientações presentes no manual, os profissionais de saúde podem garantir uma abordagem segura e eficiente para tratar a MP em pacientes grávidas, minimizando os riscos de complicações e oferecendo melhores condições para o desenvolvimento do feto (SANTOS, LIMA, 2022).

Com base no conhecimento empírico adquirido durante a atuação como residente médica em ginecologia e obstetrícia em um hospital do baixo amazonas, fez-se necessário a elaboração de um manual de manejo ao paciente com diagnostico de massa pélvica. Pois, a elaboração de produtos didáticos textuais é fundamental para a educação permanente de profissionais, permitindo a disseminação de conhecimentos e habilidades atualizadas que são necessárias para o bom desempenho em suas atividades profissionais. Além disso, permite uma maior interação entre as equipes de saúde e uma melhoria na qualidade dos serviços prestados, uma vez que esses profissionais estarão atualizados e preparados para lidar com as demandas apresentadas pelos pacientes (SANTOS, LIMA, 2022).

Portanto, a elaboração de produtos textuais que contribuam para a educação permanente de profissionais é uma estratégia importante para a promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida das pessoas atendidas pelos serviços de saúde, principalmente em casos diagnosticados rotineiramente em uma rotina de trabalho hospitalar (PORTAL et al, 2020).

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivos gerais

Elaboração de tecnologia educativa no formato de manual médico para manuseio ao paciente diagnosticado com massa pélvica na gestação.

2.2 Objetivos específicos

– Auxiliar os profissionais médicos das Unidade de saúde da mulher, Hospitais e outros para no diagnóstico e decisão entre conduta clínica ou cirúrgica nas massas pélvicas e abdominopélvicas na gestação.

– Promover melhor assistência a paciente acometida com essa patologia

– Promover educação em saúde

3 MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Tipo de estudo

Pesquisa de desenvolvimento metodológico com abordagem qualitativa e exploratória. que de acordo com Vasconcelos e colaboradores 2018, é uma forma de investigação que se concentra na compreensão em profundidade de fenômenos sociais ou humanos. Ela se baseia na obtenção de dados não numéricos por meio da observação, entrevistas, análises de documentos, entre outras técnicas. Em vez de buscar dados estatísticos ou quantitativos, a abordagem qualitativa tem como objetivo explorar a natureza complexa e subjacente dos fenômenos em estudo. Ela permite examinar as experiências, percepções e significados dos indivíduos envolvidos no fenômeno, em vez de simplesmente medir ou quantificar seus comportamentos ou opiniões.

3.2 Local do estudo

O local do estudo foi o Hospital Municipal na região Oeste do Estado do Pará na região do Baixo Amazonas, nos setores de obstetrícia e o centro de referência em saúde da mulher.

3.3 Período

A observação da necessidade da elaboração de um manual local de manuseio ao paciente acometido com massas pélvicas se deu ao período de atuação durante a residência médica em ginecologia e obstetrícia no período de agosto de 2020 – setembro de 2022.

3.4 Amostragem

A pesquisa foi realizada em duas fases: inicialmente através de levantamento de dados bibliográficos, e posteriormente construção da tecnologia metodológica com base nos artigos lidos e a vivência empírica.

3.5 Critérios de seleção, inclusão e exclusão

O levantamento desses materiais científicos foi realizado através de pesquisas em sites acadêmicos, como o Scielo, Google Acadêmico, da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) dos últimos 12 anos e Periódico Capes. Os seguintes descritores para filtragem foram selecionados: “Ginecologia”, obstetrícia” e “Saúde da Mulher” e “Massas Pélvicas”.

Para esta escrita foram estudados em média 150 artigos referentes ao tema, contudo, com a preocupação de trazer dados atualizados e publicados nos últimos 05 anos. Essa decisão foi tomada pois nos últimos anos condutas médicas e recursos foram mais disponibilizados para diagnóstico e tratamento precoce, trazendo assim uma evolução e atualização dos dados anteriormente existentes. Com isso, foram analisados 58 artigos para construção do artigo e manual. Levou-se em conta para a construção o histórico de evolução com isso em poucos casos, mas usados, a necessidade de trabalhar artigos com mais de 12 anos.

 Os critérios de inclusão para os artigos são: 1) artigos que abordem os descritores pesquisados; 2) publicações de artigos no período entre 2010 e 2022 e artigos que tragam pontuações interessantes para o artigo. Além disso, os critérios de exclusão são: 1) artigos não disponibilizados completamente; 2) artigos que não possuem relação com a temática da pesquisa. Infere-se que ao final da análise dos artigos foram selecionados artigos no idioma português, inglês e espanhol.

4 REFERENCIAL TEORICO

4.1 Massa pélvica

Os estudos de CARNEIRO (2022) referenciam as massas pélvicas a uma massa anormal localizada na região pélvica, que pode ter várias origens e causas.

As possíveis causas incluem:  Tumores benignos ou malignos: A massa pélvica pode ser causada por tumores que se formam em órgãos como ovários, útero, bexiga, próstata ou reto. Doenças inflamatórias: Algumas doenças inflamatórias, como as doenças inflamatórias pélvicas, podem levar à formação de massa pélvica (CÂMARA et al., 2021).

Cistos: Os cistos ovarianos são comuns em mulheres e podem levar à formação de massa pélvica. Gravidez ectópica: Quando um óvulo fertilizado se implanta fora do útero, na tuba uterina, pode levar a uma massa pélvica. Os sintomas da massa pélvica variam de acordo com a causa e tamanho da massa. Alguns sintomas comuns são dor abdominal, inchaço, pressão ou desconforto na área pélvica, mudanças no ciclo menstrual, dificuldade para urinar ou defecar e náusea (RIBEIRO et al., 2020).

O diagnóstico da causa da massa pélvica geralmente envolve exames médicos, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, além de exames de sangue e biópsias. O tratamento dependerá da causa da massa pélvica e pode incluir cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. É importante obter um diagnóstico preciso e tratamento adequado para evitar complicações e melhorar o prognóstico (CARNEIRO et al., 2022).

4.2 Apresentações de massas pélvicas na gestação

As considerações de DE SOUSA CAETANO (2019) apontam que as principais apresentações de massas pélvicas na gestação incluem: Mioma uterino: é um tumor benigno que se desenvolve no tecido muscular do útero e pode causar dor abdominal, sangramento vaginal, aumento do útero e dor durante a relação sexual. O mioma uterino é comum em mulheres em idade reprodutiva e pode crescer durante a gestação devido aos hormônios produzidos pelo corpo. Cisto ovariano: é um saco cheio de líquido que se desenvolve no ovário. Geralmente, não causa sintomas, mas pode causar dor abdominal, inchaço e desconforto durante a relação sexual. Na gestação, pode crescer devido ao aumento dos níveis hormonais e pode causar torção do ovário, o que pode ser grave e exigir uma cirurgia de emergência.

Gravidez ectópica: é quando o óvulo fertilizado se implanta fora do útero, geralmente nas trompas de Falópio. Pode causar dor abdominal intensa, sangramento vaginal e ser potencialmente fatal se não tratada. Mola hidatiforme: é uma anomalia gestacional em que um tumor se desenvolve no útero durante a gestação. Pode causar sangramento vaginal, aumento do útero e pode ser cancerígena. Geralmente, é tratada com uma curetagem ou cirurgia (SOUZA et al., 2020).

4.3 Complicações durante a gestação e no parto

Leiomiomas na gravidez conforme a localidade e crescimento podem levar a complicações obstétricas, como prematuridade, abortamentos, óbito fetal, restrição de crescimento do feto, apresentação anômala, obstrução de canal do parto, placenta previa, descolamento de placenta, e retenção de placenta e hemorragias pôs parto (BRASIL, 2022).

As massas pélvicas durante o parto podem causar complicações significativas para a mãe e o feto. Algumas das possíveis complicações incluem: Obstrução do canal do parto: Uma massa pélvica grande pode impedir a passagem do bebê pelo canal do parto, o que pode levar a um parto prolongado ou a uma cesariana de emergência (BARROS et al., 2021).

Lesão fetal: Se a massa pélvica estiver pressionando o feto, pode ocorrer lesão fetal, incluindo asfixia, danos cerebrais, fraturas ósseas e outras lesões. Lesão materna: Uma massa pélvica grande pode causar lesões na mãe durante o parto, incluindo lacerações uterinas, hemorragia e lesões nas vias urinárias ou intestinais (NEBESNIAK; NETO.,2022).

Infecções: Se a massa pélvica estiver infectada, pode ocorrer uma infecção pós-parto na mãe ou no feto. Hemorragia: Uma massa pélvica pode aumentar o risco de hemorragia durante o parto, o que pode levar à perda excessiva de sangue e complicações para a mãe e o feto. Parto prematuro: Algumas massas pélvicas podem aumentar o risco de parto prematuro, colocando o feto em risco de complicações (DA SILVA et al., 2021).

E a necessidade de cirurgia após o parto: Em alguns casos, a massa pélvica pode precisar ser removida cirurgicamente após o parto, o que pode causar complicações adicionais para a mãe (ALENCAR; 2022).

4.4 Leiomiomas

A principal complicação do leiomioma na gravidez é seu tamanho está relacionado à degeneração rubra ou vermelha, que causa a ‘síndrome de dor leiomiomatosa da gravidez’. Em 10% dos casos. Geralmente inclui dor localizada, náuseas, vômitos, Febre baixa, leucocitose e aumento da atividade uterina, especialmente em início do segundo e terceiro trimestres de gravidez, em média dez dias após a inicialização. Seu tratamento é bastante clínico, com uso de anti-inflamatórios não esteroidais (BRASIL 2022).

Passados ​​os três primeiros meses, uma das prioridades é investigar descrição detalhada do local da placenta, com ênfase na implantação próxima à placenta Leiomioma submucoso é investigar acretismo placentário. Já no terceiro trimestre, a avaliação do crescimento fetal passa a ser a via de parto, especialmente em casos de leiomioma retroplacentário. A miomectomia raramente é realizada durante a gravidez pelas seguintes razões risco de sangramento descontrolado, aborto espontâneo e evolução para histerectomia. Se indicado, preferencialmente no segundo trimestre, após a semana 12, até a semana 20-22, exceto nos seguintes casos emergências (COSTA, 2011).

4.5 Massa anexial

A massa anexial é uma massa abdominal em que se pode sentir nódulos ou tumores nas regiões do trato urinário ou reprodutivo feminino, como os ovários, as trompas de Falópio e os ligamentos uterinos. Esses nódulos podem ser benignos ou malignos. As causas mais comuns de massa anexial são o cisto ovariano e a gravidez ectópica. Outras causas incluem endometriose, inflamação pélvica, tumores ovarianos benignos ou malignos e hérnias no ligamento inguinal (ROCHA; BARCELOS; DINIZ., 2020).

Os sintomas podem incluir dor abdominal ou pélvica, inchaço abdominal, alterações no ciclo menstrual, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, pode haver sangramento vaginal anormal, febre ou desmaio. O diagnóstico da massa anexial é feito por meio de exames de imagem, como ultrassonografia pélvica, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM). Em alguns casos, pode ser necessária a realização de uma biópsia para confirmar a natureza benigna ou maligna da massa (BARRA; JORGE; CONDÉ., 2021).

O tratamento para massa anexial depende da causa da massa. Os cistos ovarianos geralmente podem ser tratados com a observação ou remoção cirúrgica. Tumores malignos podem exigir tratamento agressivo, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A gravidez ectópica geralmente requer cirurgia. Tais massas, são um termo genérico para descrever massas encontradas na região do trato urinário ou reprodutivo feminino. É importante identificar a causa da massa para que o tratamento correto possa ser realizado (ROCHA; BARCELOS; DINIZ., 2020).

Faz-se necessário pontuar que a Massa Anexial na gestação está classificada em neoplásicas e não neoplásicas, a maioria das massas anexiais diagnosticadas na gravidez são benignas e possivelmente terão resolutividade sem complicações ou a necessidade de intervenção cirúrgica. Em gestantes a predominância de achados na ultrassonografia do trimestre inicial é de 4.9% a 6.1%, com retrocesso espontâneo em 71% a 89% (NAQVI; KAIMAL, 20015) (ACOG, 2007).

A massa anexial na gravidez tem como incidência 1 a 10% em média dependendo da população e a frequência do uso de USG e idade gestacional. Os casos mais frequentes no primeiro trimestre da gestação tem como origem de localização ovariana, que são: cistos funcionais benignos que apresentam risco de malignidade baixa, não ultrapassando 1% dos casos (NEZHAT et al, 2019).

O corpo lúteo ovariano se forma após ovulação, sendo observado de 13 a 17% e persiste por 8 semanas durante a gestação, mantendo a produção de progesterona nos primeiros meses de gestação, após primeiro trimestre a lesão anexial mais comum e cisto dermoide ou teratoma, tipo histológico mais comum é o epitelial. O risco de tumor ovariano maligno na gravidez é raro, com incidência variando de 1% (AGGARWAL; KEHOE, 2011).

5 DISCUSSÃO

As massas Pélvicas são uma condição clínica que afeta mulheres e descreve o crescimento anormal de tecido no ovário ou em outras estruturas reprodutivas femininas. Essas massas são geralmente detectáveis por meio de ultrassonografia abdominal e pélvica ou por outras técnicas de imagem. Existem diversos tipos de MP, sendo que algumas são benignas e outras malignas (MURTA et al., 2004).

 As massas podem ser divididas em dois grupos: as massas ovarianas e as extras ovarianas. As massas ovarianas são aquelas que surgem nos ovários e podem ser classificadas em três categorias: cistos funcionais, cistos neoplásicos e tumores malignos. Os cistos funcionais são os mais comuns e geralmente desaparecem sozinhos sem necessidade de tratamento. Os cistos neoplásicos são considerados pré cancerígenos e requerem remoção cirúrgica. Por fim, os tumores malignos são malignos e podem se disseminar para outros órgãos (MURTA et al., 2004).

As massas extra ovarianas são aquelas que surgem fora dos ovários. Elas podem se desenvolver em qualquer parte do trato reprodutivo feminino, incluindo as trompas de Falópio e útero. As massas extra ovarianas são geralmente causadas por processos inflamatórios, endometriose e tumores. Os sintomas das massas anexiais podem incluir dor pélvica, inchaço abdominal, alterações no ciclo menstrual, dor durante a relação sexual e sintomas urinários ou intestinais. Em alguns casos, as massas anexiais são assintomáticas e só são descobertas por meio de exames de rotina (ROCHA, BARCELOS., 2020).

O diagnóstico de MP é geralmente feito por meio de ultrassonografia abdominal e pélvica ou por outros tipos de exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Em alguns casos, um procedimento chamado laparoscopia pode ser necessário para obter uma biópsia ou remover a massa (ROCHA, BARCELOS., 2020).

O tratamento de MP depende do tipo e da gravidade da massa. Em casos de cistos funcionais, o tratamento é geralmente baseado em monitoramento e observação, uma vez que esses cistos geralmente desaparecem sozinhos. Em casos de cistos neoplásicos e tumores malignos, a remoção cirúrgica da massa é necessária. São uma condição clínica comum em mulheres, que podem ser benignas ou malignas. Sintomas como dor pélvica, inchaço abdominal, alteração no ciclo menstrual e dor durante a relação sexual podem indicar a presença de uma massa anexial. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, e o tratamento depende do tipo e gravidade da massa. É importante que as mulheres realizem exames ginecológicos regulares para detectar e tratar massas pélvicas precocemente (LIMA et al., 2010).

Os cuidados para com as massas pélvicas podem variar de acordo com o tipo de massa e a gravidade dos sintomas. Em alguns casos, pode ser necessário um acompanhamento regular para monitorar o crescimento e a evolução da massa. Se a massa for pequena e não estiver causando sintomas significativos, o médico pode recomendar o monitoramento da massa pelo exame ultrassônico regular e uma abordagem expectante (MARTINS et al, 2007).

Os cistos dermoides são massa anexial que contêm tecido de diferentes tipos, como cabelo, dente ou osso, e podem crescer lentamente ao longo dos anos. Os cistos adenomas são tumores ovarianos não cancerosos que crescem a partir das células do revestimento do ovário. Os tumores ovarianos são massas anormais que crescem nos ovários, podendo ser benignos ou malignos (COSTA et al. 2011).

Se a massa estiver causando sintomas graves ou for grande demais para ser tratada com medicamentos, pode ser necessário procedimentos cirúrgicos. Há uma alta incidência de cesariana e manifestações fetais anormais. Gestantes com leiomiomatose uterina tem como principais causas Comprometimento mecânico ou tumor anterior, disfunção contrátil, complicações placentárias, como subinserção e descolamento prematuro. Interrupção da gravidez por cesariana é principalmente preferido por aqueles que tiveram uma miomectomia anteriores extratos múltiplos, miomas volumosos, intramural (excisado por laparoscopia ou laparotomia). Abertura abdominal durante cesariana para leiomioma pode permanecer a mesma incisão pfannenstiel, contudo, técnicas como Cherney, Maylard ou mesmo incisões medianas podem ser consideradas. A histerotomia preferencial é a segmentar transversa, distando no mínimo 2 cm de eventuais nódulos ístmicos. Como alternativa, incisões uterinas corporais longitudinais ou fúndicas podem facilitar o acesso ao feto, evitando-se margear os fibromas (MARTINS et al, 2007) (BRASIL, 2022).

O plano terapêutico referente às MP na gestação precisa ser individualizado e depende da idade da paciente, do tamanho e localização da massa, dos sintomas apresentados, no desenvolvimento do feto e do risco de malignidade (Brasil,2022).

O primeiro passo é o exame físico, que inclui um exame ginecológico completo, seguido de exames laboratoriais e de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. Na maioria dos casos, as MP não são malignas, mas podem causar desconforto e necessidade de intervenção médica. O tratamento pode variar desde uma simples observação até a realização de cirurgia. Nos casos em que a suspeita é de malignidade, a cirurgia é o tratamento mais indicado. A retirada completa do ovário ou dos ovários é chamada de ooforectomia, e nesses casos é necessário avaliar a extensão da doença e a presença de metástases para definir a necessidade de outros tratamentos, como radioterapia ou quimioterapia (ANDRADE NETO, SILVA, COSTA., 2011).

Nos casos em que a massa é benigna e não causa sintomas, a observação pode ser uma opção. Cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em consideração a idade da paciente, o tamanho e a localização da massa, os sintomas e o risco de malignidade. A cirurgia para retirada da massa pode ser indicada quando ela apresenta crescimento mais rápido, quando ocorre um aumento do tamanho da massa durante a observação ou quando a paciente apresenta sintomas. Em casos de gravidez, o tratamento deve ser individualizado, sendo necessária a avaliação do risco de complicação para a mãe e para o feto, além de considerar a necessidade de tratamento imediato ou de esperar até o final da gestação para realizar a cirurgia (ANDRADE NETO, SILVA, COSTA., 2011).

As massas pélvicas na gestação são um problema comum, mas que pode gerar preocupação e ansiedade para as gestantes e até mesmo para os profissionais de saúde. Essas massas referem-se a tumores que se desenvolvem no útero, anexos do útero, como ovários, tubas uterinas e ligamentos redondos. Essas massas podem ser diagnosticadas durante o pré-natal, seja por meio de exames de ultrassom ou por sintomas relatados pela gestante, tais como dor abdominal, náusea e vômito. Apesar de serem mais comuns no primeiro e segundo trimestres, as massas anexiais podem ocorrer em qualquer momento da gestação (FEITOSA et al., 2009).

O tratamento durante a gestação depende do tipo de tumor e da gravidade dos sintomas apresentados pela gestante. Em alguns casos, é necessário realizar uma cirurgia para remover a massa, mas isso deve ser feito com muito cuidado para evitar possíveis danos ao feto. Quando a cirurgia não é indicada, podem ser prescritos analgésicos para aliviar a dor e monitorar a massa regularmente por meio de exames de ultrassom (ANDRADE NETO, SILVA, COSTA., 2011).

Um plano terapêutico adequado para MP na gravidez deve ser adaptado às necessidades individuais de cada paciente, levando em consideração o tipo de massa, tamanho, localização e risco de malignidade, bem como a idade gestacional e histórico médico prévio. Geralmente, o tratamento é baseado em intervenção cirúrgica, mas a decisão de operar ou aguardar pode ser difícil devido às complicações potenciais do procedimento, tanto para a mãe quanto para o feto (ANDRADE et al., 2017).

As massas pélvicas são um problema que pode ocorrer em qualquer fase da gestação e requerem acompanhamento e monitoramento cuidadoso por parte dos profissionais de saúde. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar da gestante e do feto. Por isso, é importante que as gestantes procurem o profissional de saúde ao identificar qualquer sintoma diferente durante a gestação

A gestação é um momento muito importante para a mãe e para o feto, onde surgem diversos riscos de complicações que podem afetar diretamente o bem-estar e a saúde de ambos. Entre essas complicações, as massas anexiais representam um dos maiores riscos para mães e fetos durante a gravidez. Quando uma MP é diagnosticada durante a gestação, é importante avaliar o risco de complicações para a mãe e para o feto, e decidir qual o melhor procedimento a ser adotado. Dependendo do tamanho, localização e tipo da massa, algumas opções de tratamento podem ser necessárias, como cirurgia ou observação clínica (VERAS et al., 2022)

O risco das massas anexial para a mãe durante a gestação está relacionado à possibilidade de ruptura ou torção, o que pode causar hemorragias internas e infecções graves. Além disso, em algumas situações, a massa pode crescer rapidamente e comprometer o desenvolvimento fetal, o que pode levar ao aborto espontâneo ou parto prematuro (VERAS et al., 2022).

Na gestação é uma condição relativamente comum, com uma prevalência estimada de cerca de 1 em cada 500 gestações. Essas massas podem ser benignas ou malignas, e representam uma preocupação tanto para a mãe quanto para o feto. Portanto, é importante que as mulheres grávidas recebam um plano terapêutico adequado para garantir a segurança do feto e preservação da saúde materna (COSTA et al., 2021).

Já o risco para o feto inclui a possibilidade de restrição de crescimento intrauterino, malformações congênitas, e até mesmo óbito fetal. Isso ocorre quando a tumor compromete a irrigação sanguínea do útero, impedindo a circulação adequada de oxigênio e nutrientes para o feto (BRASIL, 2022).

Apesar dos riscos envolvidos, é importante ressaltar que nem toda massa durante a gestação apresenta perigo iminente. Algumas delas podem ser assintomáticas e evoluírem de forma benigna, sem causar prejuízo para a mãe ou para o feto. Por isso, é fundamental que a mulher faça um acompanhamento médico adequado durante toda a gestação, realizando exames de rotina e mantendo um diálogo aberto com seu obstetra. Dessa forma, qualquer alteração pode ser detectada precocemente, o que aumenta as chances de um prognóstico favorável. Com isso, representam um risco potencial para mães e fetos durante a gestação, mas a adoção de medidas adequadas para o seu diagnóstico e tratamento podem minimizar esses riscos e garantir um desfecho positivo para a gravidez. Por isso, é fundamental que as mulheres estejam atentas aos sinais de alerta e busquem a orientação médica sempre que necessário (COSTA et al., 2021).

Os tumores epiteliais ou de células germinativas representam uma pequena porcentagem das massas anexiais durante a gravidez e têm maior probabilidade de serem malignos. O tratamento padrão para esses tumores é a remoção cirúrgica, geralmente durante o segundo trimestre, seguida de quimioterapia (NOGUEIRA; GUEDES., 2016).

Em geral, as massas pélvicas que não representam risco imediato para mãe ou feto podem ser gerenciadas conservadoramente até o final da gestação. No entanto, se houver suspeita de malignidade ou risco de complicações para a mãe ou feto, a cirurgia pode ser necessária no segundo trimestre para minimizar esses riscos. É fundamental que essas condições sejam diagnosticadas precocemente e tratadas adequadamente para minimizar riscos e preservar a segurança materno-fetal. A escolha do plano terapêutico deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa e individualizada das características da massa e da gestação, a fim de garantir o melhor resultado possível para a mãe e o feto (ARAUJO et al., 2021).

A prevalência de uma MP na gravidez varia de 1 a 10%, dependendo da população, frequência do uso do ultrassom e idade gestacional das análises iniciais de acordo com NEZHAT e colaboradores 2019, os casos são mais comuns no primeiro trimestre da gravidez, visto que a maioria dos cistos anexiais tem origem em cistos ovarianos funcionais benignos. rotineiramente, condições clínicas não-ginecológicas, como alças dilatadas de tumores intestinais, podem ser mal interpretadas como uma massa anexa. O risco de malignidade de uma MP é muito baixo, não ultrapassando 1% dos casos diagnosticados (NEZHAT, F.; WANG; TINELLI, 2019).

O diagnóstico de massa pélvica na gestação tem aumentado devido ao aumento do uso de ultrassonografia obstétrica de rotina e à melhoria da sensibilidade e especificidade dos exames. A maioria das massas pélvicas são benignas, como cistos ovarianos e miomas uterinos, e geralmente não causam problemas durante a gravidez. No entanto, algumas massas podem ser malignas ou causar complicações, embora relativamente raras, podem ocorrer, e incluem torção, ruptura e malignidade (PAGAN; JINKS; WILSON, 2019).

Diversos casos de grande massa anexial durante a gestação já foram descritos na literatura. Para citar, o histórico de uma gestante de 34 anos de idade, da qual foi removido um cisto de 33 cm e pesando 9800 g (DESSOLE et al., 2001).

 Neste caso, assim como o caso aqui relatado, a laparotomia exploradora foi importante para retirada total da massa anexial, mantendo inclusive a sua integridade. Destaca-se também o caso de uma paciente de 20 anos de idade, também primigesta como a atendida em um serviço, que após buscar o pronto-atendimento devido a fortes dores na região abdominal inferior, obteve diagnóstico de gravidez, até então desconhecida pela paciente, todavia associada a um grande cisto de 6700 gramas, por sua vez removido também por laparotomia (AUJANG, 2011).

Diga-se, que nos últimos anos muitos casos referentes ao assunto estão sendo relatadas, o que se assemelha com a realidade vivenciada durante a residência Médica de Ginecologia e Obstetrícia no hospital municipal do baixo amazonas.

Após analisado o contexto e pesquisado manuais médicos existentes no assunto, se deu a importância de deixar como produto da residência médica em GO um manual sobre condutas médicas frente ao cuidado e conduta do profissional ao paciente referente a MP na gestação. Visto que, que é um recurso eficiente na propagação de informação, instrução de embasamento científico à medida que o hospital é um dos principais formadores de especialistas da região através da Universidade Estadual. Tal ato, entra de acordo com PADILHA 2018, que em sua pesquisa traz a importância de manuais instrutivos para condutas referentes a patologias de frequente contato.

Para a construção o embasamento teórico seguiu a autoria de ECHER 2005 que aborda os passos:

1. Definir o objetivo: antes de começar a produzir o manual, é importante estabelecer o objetivo que se pretende alcançar com ele. O manual pode ter como finalidade fornecer informações aos profissionais de saúde, pacientes ou familiares. Também é importante definir o público-alvo e as necessidades que o manual deve atender.

2. Selecionar os temas: após definir o objetivo, é possível selecionar os temas que serão abordados no manual. É importante que os temas sejam relevantes para os profissionais de saúde ou pacientes. Alguns temas que podem ser abordados são: diagnóstico, tratamento, prevenção, cuidados paliativos, entre outros.

3. Desenvolver o conteúdo: depois de selecionar os temas, é necessário desenvolver o conteúdo do manual. É importante que as informações sejam precisas, atualizadas e baseadas em evidências científicas. Além disso, é necessário utilizar uma linguagem clara e objetiva para facilitar a compreensão do leitor.

4. Organizar o manual: depois de desenvolver o conteúdo, é necessário organizar o manual de forma lógica e fácil de seguir. É importante utilizar títulos e subtítulos para facilitar a localização das informações e utilizar imagens e ilustrações que ajudem a compreender o conteúdo.

5. Revisar o manual: antes de finalizar o manual, é importante revisá-lo para corrigir erros de gramática, ortografia e de conteúdo. Também é recomendável que o manual seja revisado por um profissional da área médica para garantir a exatidão e qualidade das informações.

6. Distribuir o manual: após finalizar o manual, é necessário definir como será a distribuição dele. Pode-se disponibilizá-lo para download em sites ou distribuí-lo impresso em eventos ou consultas médicas. Também é importante divulgar o manual para que as pessoas possam ter acesso a ele.

O plano de ação para os passos seguintes cabe as colaborações da banca avaliadora do projeto, que trarão sugestões e orientações que após consideradas entraram em análise com a instituição de ensino e hospitais municipais, regionais e centros de referência em saúde da mulher, pretende-se também entrar em contato com a secretaria municipal de saúde e conselhos de saúde que continuaram a validação no processo revisão, validação e propagação do manual elaborado.

O manual médico referente ao diagnóstico de pacientes com massa pélvica na gestação, foi composta por sua versão de capa, contendo 10 páginas. Com o título final: “MANUAL DE MANEJO MÉDICO A PACIENTE DIAGNOSTICADA COM MASSAS PÉLVICAS NA GESTAÇÃO.”

A versão final do manual textual, ilustrada e objetiva, e o seu conteúdo foi organizado em tópicos importantes para o assunto como: sumário, siglas e conceitos, objetivos, justificativas, critérios de inclusão e de exclusão, atribuições, competências, responsabilidades, história clínica e exame físico, exames diagnósticos indicados, tratamento indicado e plano terapêutico, critérios de internação, critérios de mudança terapêutica, critérios de alta ou transferência, fluxogramas, monitoramento, referências, histórico de elaboração/revisão  e siglas. É relevante destacar que todas as imagens do material foram tiradas pela autora do manual respeitando o anonimato dos exclusivamente para o manual textual.

6 CONCLUSÃO

Após o contexto regional e a literatura tanto nacional como internacional, a construção do manual textual: “MANUAL DE MANEJO MÉDICO A PACIENTE DIAGNOSTICADA COM MASSAS PÉLVICAS NA GESTAÇÃO”, se mostrou valido para a implementação nos setores visitados, contribuindo para o ensino, pesquisa e conhecimento técnico científico dos profissionais que trabalharam com o manuseio do manual em sua localidade de atuação.

Em virtude do assunto, espera a aprovação do manual para que ela atinja muitos profissionais, em especial aqueles que estão tendo uma primeira visão mais aprofundada do assunto nos primeiros anos da residência médica.

Cabe ressaltar a importância da validação do público-alvo, uma vez que é importante lembrar que é um processo contínuo. À medida que informações evoluem e a literatura e novas formas de abordagem se atualizam. Por isso, é importante manter-se atualizado sobre as tendências da medicina e monitorar constantemente as mudanças no cenário de estudo.

Espera-se que o manual textual e a pesquisa do assunto contribuam para mais pesquisas na área contribuindo para a formação do conhecimento e formação dos profissionais e atendimento aos usuários do serviço.

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1Especialista Em Ginecologia Obstetrícia Pela Universidade Do Estado Do Pará

2Médico Pela Universidade Do Estado Do Pará

3Médico Pela Universidade Federal Do Pará

4Médico Pelo  Centro Universitário Do Pará

5Residente De Ginecologia E Obstetrícia No Hospital Federal Da Lagoa

6Mestre em ciências da saúde pela Universidade Federal do Oeste do Pará.