REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202509091046
Patrick da Silva Gonzaga1
Sabryne Moura Martins2
Leonardo Pimentel Fiori3
João Bosco Formiga Relvas4
RESUMO
Diante da constante evolução das abordagens terapêuticas na Odontologia, a laserterapia tem se destacado como uma tecnologia promissora, especialmente em tratamentos endodônticos que apresentam complicações ou insucessos. Este trabalho teve como objetivo relatar um caso clínico que avaliou a regressão de uma lesão periapical persistente por meio de radiografias periapicais digitais envolvendo o dente 41, submetido ao tratamento endodôntico convencional associado à terapia laser de baixa intensidade e ao uso de medicação intracanal biocerâmica. A paciente em questão havia sido submetida a múltiplas medicações intracanais, sem apresentar melhora clínica significativa, mantendo-se a presença da lesão. Os resultados obtidos demonstraram regressão completa da lesão, sem intercorrências ou complicações adicionais. Dessa forma, o presente estudo reforça o potencial da laserterapia como uma abordagem viável, eficaz e menos invasiva para o tratamento de lesões periapicais refratárias, além de contribuir para o aprofundamento do conhecimento científico e clínico sobre sua aplicação na Endodontia.
Palavras-chave: Terapia a laser, Lesões periapicais persistentes, Laser no tratamento de infecções endodônticas, Tratamento de infecção periapical.
ABSTRACT
Given the constant evolution of therapeutic approaches in Dentistry, laser therapy has emerged as a promising technology, especially in endodontic treatments that present complications or failures. This study aimed to report a clinical case that evaluated the regression of a persistent periapical lesion using digital periapical radiographs involving tooth 41, which underwent conventional endodontic treatment combined with low-level laser therapy and the use of bioceramic intracanal medication. The patient had undergone multiple intracanal medications without significant clinical improvement, although the lesion remained present. The results demonstrated complete regression of the lesion, without complications or additional complications. Therefore, this study reinforces the potential of laser therapy as a viable, effective, and less invasive approach for the treatment of refractory periapical lesions, in addition to contributing to the deepening of scientific and clinical knowledge about its application in Endodontics.
Keywords: Laser therapy. Persistent periapical lesions. Laser in the treatment of endodontic Infections. Treatment of periapical infection.
1. INTRODUÇÃO
Atualmente, a terapia fotodinâmica (TFD) é considerada uma abordagem promissora para aprimorar o tratamento endodôntico convencional, pois apresenta propriedades químicas, físicas e biológicas que potencializam a descontaminação. Essa técnica é especialmente eficaz na eliminação de bactérias resistentes, que conseguem se infiltrar nos túbulos dentinários e na anatomia complexa dos canais radiculares (Galindo et al., 2023).
A TFD foi descoberta de maneira acidental em 1900 pelo estudante de medicina Oscar Raab, durante suas investigações sobre a toxicidade do corante vermelho acridina em paramécios (Shabazi et al., 2022).
Coadjuvante ao tratamento endodôntico, a terapia fotodinâmica pode ser utilizada para o controle biológico, com auxílio do azul de metileno, na eliminação dos microrganismos persistentes, além de fácil uso clínico a utilização da terapia fotodinâmica não desenvolve a resistência biológica (Magri et al. 2023).
A ação da terapia fotodinâmica é composta por um fotossensibilizador não tóxico, uma fonte de luz e oxigênio molecular (Cieplik et al., 2018). Os microrganismos absorvem o fotossensibilizador, e então é ativado pela luz de um comprimento de onda específico. Esse fotossensibilizador transfere a energia recebida para o oxigênio molecular e o converte em espécies reativas, causando a morte dos microrganismos por afetar suas membranas, proteínas e ácidos nucléico (Diogo et al., 2022)
Os lasers podem ser classificados em duas categorias principais: os de alta potência, também conhecidos como lasers cirúrgicos ou HILT (High Intensity Laser Treatment), que são indicados para procedimentos como corte, cauterização, coagulação e ablação. Esses lasers são utilizados, por exemplo, na preparação de cavidades odontológicas e na prevenção de lesões. Já os lasers de baixa potência, chamados de lasers terapêuticos, fotobiomoduladores ou LILT (Low Intensity Laser Therapy), são amplamente empregados com finalidades terapêuticas. Eles promovem alívio da dor, têm ação anti-inflamatória e estimulam a regeneração celular, sendo especialmente úteis para acelerar o processo de cicatrização dos tecidos. (Evangelista, 2022).
A técnica de Fotobiomodulação vem ganhando destaque na prática clínica odontológica por ser uma terapia eficaz e com diversos benefícios. Seu principal atrativo é o fato de ser minimamente invasiva, bem aceita pelo organismo e apresentar poucos efeitos adversos. Essa abordagem utiliza radiação não ionizante, emitida por diodos que geram luz nas faixas vermelha (com comprimentos de onda entre 632 e 660 nm) e infravermelha (entre 820 e 940 nm) (Rodrigues, 2020).
Os materiais biocerâmicos, por serem bioativos e biodegradáveis, são amplamente utilizados na odontologia, especialmente como cimentos de obturação de canal, materiais reparadores ou de preenchimento. Também são empregados na terapia pulpar, em casos de exposição pulpar por cárie, trauma ou causas mecânicas, atuando como capeamento pulpar direto (Sanz et al., 2019). Um exemplo é o BioC® TEMP (Angelus®), um cimento reparador temporário usado como medicação intracanal em tratamentos realizados em múltiplas sessões. Sua formulação à base de silicato de cálcio libera hidróxido de cálcio após a hidratação, elevando o pH e dificultando a proliferação bacteriana. Essa medicação é indicada em casos de necrose pulpar, retratamentos, perfurações e reabsorções dentárias (Andrade e Gomes-Cornélio, 2021).
Pesquisas recentes destacam a terapia fotodinâmica como um método complementar promissor ao tratamento endodôntico convencional. Essa abordagem auxilia na eliminação de bactérias resistentes, que não são completamente removidas apenas com o preparo biomecânico, tornando-se, assim, uma estratégia essencial para garantir um prognóstico favorável do dente tratado (Amiri e Mirzaie, 2024; Araújo et al., 2024; Silva, Moreira e Amarante, 2024).
O objetivo deste artigo foi relatar um caso clínico que avaliou a regressão de uma lesão periapical persistente por meio de radiografias periapicais digitais envolvendo o dente 41, submetido ao tratamento endodôntico convencional associado à terapia laser de baixa intensidade e ao uso de medicação intracanal biocerâmica.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
A terapia fotodinâmica antimicrobiana tem ganhado destaque como recurso adjuvante no tratamento de infecções endodônticas persistentes, especialmente em lesões periapicais de difícil resolução. Baseia-se no uso de um corante fotossensibilizador, o azul de metileno, que após ser ativado por uma fonte de luz de baixa intensidade, gera espécies reativas de oxigênio capazes de promover ação antimicrobiana (Figueirêdo Júnior et al., 2021). A ativação do corante gera espécies reativas de oxigênio capazes de romper estruturas microbianas, incluindo biofilmes organizados e microrganismos resistentes, como Enterococcus faecalis (Martins et al.,2022)
Estudo recente de Carvalho et al.(2022) evidenciaram a eficácia da laserterapia no tratamento de lesões periapicais persistentes, essa terapia se destaca como uma técnica altamente eficaz, pouco invasiva e segura para os pacientes. Também, observaram que a aplicação de TFD com azul de metileno promoveu redução significativa das lesões periapicais em três meses,.
Diversos estudos clínicos randomizados demonstraram que a utilização de lasers, especialmente os de diodo, pode favorecer a reparação tecidual e reduzir o desconforto pós-operatório. Em particular, observou-se que pacientes submetidos à laserterapia apresentaram redução significativa do tamanho das lesões periapicais em avaliações de seguimento a médio prazo (3 a 9 meses), além de menor incidência de dor após o tratamento endodôntico (Rodrigues et al., 2020).
A utilização da técnica de Fotobiomodulação tem conquistado espaço na prática clínica odontológica como uma terapia vantajosa. Sua principal vantagem é ser minimamente invasiva, bem tolerada pelo corpo e com poucos efeitos colaterais. Essa tecnologia utiliza radiação não ionizante, por meio de diodos ativos que emitem luz vermelha (com comprimentos de onda entre 632-660 nanômetros) e infravermelha (entre 820-940 nanômetros) (Rodrigues, 2020).
Além disso, a LLLT exerce efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, modulando a liberação de citocinas pró-inflamatórias e reduzindo mediadores químicos como prostaglandinas e histamina, o que contribui para o controle da inflamação periapical e alívio da dor. O Bio-C Temp®, desenvolvido como uma alternativa ao hidróxido de cálcio, apresenta formulação rica em silicatos e óxidos de cálcio que, ao entrarem em contato com fluidos, promovem a liberação de íons cálcio e a elevação do pH, criando um ambiente alcalino com ação antimicrobiana e potencial de estimulação da reparação periapical (Silva, Moreira e Amarante,2024; Ordinola-Zapata et al.,2021).
Estudos apontam que o Bio-C Temp® possui excelente escoabilidade, resistência à umidade e alta radiopacidade, características fundamentais para seu desempenho clínico em canais radiculares infectados ou com exsudato. Tais propriedades favorecem a adaptação à anatomia do canal e a visualização radiográfica do preenchimento, assegurando um tratamento mais previsível e eficaz. Apesar de ainda escassos, os estudos sobre a associação entre biocerâmicos e terapias antimicrobianas avançadas, como a Terapia Fotodinâmica (PDT), sugerem um potencial sinérgico na desinfecção intracanal e na estimulação da cicatrização tecidual ( Ordinola-Zapata et al.,2021; Souza, Passos e Pinto, 2024).
3. RELATO DE CASO CLÍNICO
A paciente A.L.L.S, 57 anos, gênero feminino, compareceu à clínica odontológica do Centro Universitário São Lucas para atendimento odontológico. Na primeira consulta, foram realizados anamnese, exame clínico e radiográfico. No exame radiográfico do dente 41 (figura 1), verificou-se a necessidade de tratamento endodôntico devido ao trauma causado pelo bruxismo. Também foi realizado o teste de sensibilidade térmica com a técnica do frio, que apresentou resposta negativa. Diante dos achados clínicos e radiográficos, o diagnóstico pulpar foi de Necrose pulpar e o diagnóstico periapical foi de Periodontite apical assintomática.
Figura 1- Radiografia periapical convencional do dente 41

Na Primeira sessão do tratamento endodôntico, com o auxilio da radiografia inicial, foi achado o comprimento aparente do dente – CAD de 23mm, logo em seguida foi realizada a técnica anestésica de fundo de vestíbulo, utilizando o anestésico lidocaína 2% com epinefrina 1:100000, em seguida foi realizado o acesso coronário utilizando as brocas 1012 e 3080, logo após foi feito o isolamento absoluto com dique de borracha com grampo nº 0 sendo feito o vedamento do lençol de borracha com barreira gengival (FGM), em seguida ao isolamento foi realizado a neutralização com hipoclorito de sódio a 2,5 (Asfer). Foi iniciada a primeira fase da instrumentação do canal radicular no comprimento provisório de trabalho – CPT com as limas manuais K File de 1 série (Dentsply sirona) e instrumentos rotatórios Protaper Gold (Dentsply Sirona), sendo realizado a irrigação com hipoclorito de sódio a 2,5% (Asfer) a cada troca de limas.#08 #10 #15 #20 #25, Sx, S1. Para a segunda fase do preparo biomecânico foi realizado a odontometria eletrônica, sendo o comprimento real de trabalho CRT = 21mm e foi dado o inicio da segunda fase do preparo biomecânico com as limas #15,#20,#25,S1 e S2, finalizando a instrumentação na terceira fase com as limas F1 e F2. Com a finalização da terceira fase do preparo biomecânico foi realizado o processo de irrigação final com hipoclorito , EDTA a 17%, deixando no conduto por 3 minutos) e soro fisiológico 0,9%.
Para colocação da medicação intracanal (MIC) de pasta Holland, foi utilizado duas porções de Hidróxido de cálcio P.A (Biodinâmica), 1 porção de Iodofórmio ( Biodinâmica) e 6 gotas de propileniglicol. O canal foi devidamente seco com cones de papel, e para a colocação da MIC, foi utilizada a lentulo de cor vermelha em baixa rotação.
Em seguida foi realizado o vedamento do canal com isotap ( TDV) e restauração provisória com cimento de ionomero de vidro (Maxxion R-FGM). Foi informado a paciente, que era necessário a medicação ficar por até 15 dias, para um melhor resultado.
A paciente apresentou lesão periapical persistente, não responsiva à medicação intracanal inicial. Foram necessárias quatro trocas de medicação ao longo do tratamento, A lesão demonstrou resistência à terapia convencional. Onde foi dado início a terapia fotodinâmica, dessa forma foi feito o processo de irrigação final com hipoclorito, EDTA (deixado no conduto por 3 minutos) e soro fisiológico 0,9%. Para realização da laserterapia (Figura 3), foi feito o preenchimento do canal radicular com azul de metileno Chimiolux 0,01% – DMC® (Figura 3) onde esse produto ficou em repouso por 2 minutos para penetração nos túbulos dentinários e sua ativação foi realizada com laser Therapy EC – DMC®, com as seguintes especificações: Vermelho com 660 nm ± 10 nm – semicondutor InGaAlP, infravermelho com 808 nm ± 10 nm – semicondutor AlGaAs, Potência 100 mW ± 20% de potência, dosimetria em Joules (1,2,3,4,6 e 9J), bivolt, Bateria: Li-íon 3,7V 18650 com circuito de proteção. Com auxílio de ponteira de fibra óptica foi feito movimentos elípticos durante 90 segundos.
Após a aplicação do laser foi realizada a remoção do azul de metileno com abundante irrigação com hipoclorito de sódio 2,5% e soro fisiológico 0,9% Após o procedimento, foi inserida a medicação intracanal à base de silicato de cálcio (Bio-C Temp) (Figura 4) e feita a restauração provisória em resina composta (DA2)


A paciente retornou após um intervalo de 30 dias para dar continuidade ao tratamento endodôntico. Na sessão foi realizada a técnica anestésica e feito o isolamento absoluto. Foi realizada a remoção do selamento coronário provisório juntamente com o isotape, em seguida foi removido a MIC ( Bio-C Temp) com seringa de irrigação abundante com hipoclorito de sódio a 2,5% e soro. Após a fase de instrumentação, o conduto foi devidamente seco com o auxílio de cânula de aspiração equipada com capillary tips e cones de papel absorventes compatíveis com o preparo (F2). Em seguida, realizou-se a prova do cone principal (F2), que foi submetido à radiografia (Figura 5), demonstrando adequada adaptação ao formato do canal.
Para a obturação, empregou-se o cimento biocerâmico BIO-C® SEALER (Angelus), utilizando-se a técnica do cone único. O cimento foi inserido no interior do canal com o próprio cone de guta-percha, que foi posicionado até o comprimento de trabalho previamente estabelecido.
Uma nova radiografia foi realizada e confirmou o bom assentamento do cone. Na sequência, procedeu-se ao corte do cone com auxílio de uma lamparina e compactação com o calcador de Paiva. A limpeza final da cavidade foi feita com óleo de banana e algodão, assegurando a remoção de quaisquer excessos de material. A radiografia final (Figura 6) confirmou o preenchimento satisfatório do canal radicular. Logo após, foi realizada a restauração definitiva, com a blindagem do canal com resina flow e a aplicação de resina composta (DA2), promovendo o selamento e a integridade estrutural do dente tratado.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A evolução do tratamento endodôntico tem demandado estratégias cada vez mais eficazes no combate às infecções persistentes, sobretudo aquelas associadas à complexa anatomia do sistema de canais radiculares e à resistência microbiana. Nesse cenário, a terapia fotodinâmica (TFD) surge como uma abordagem complementar promissora, especialmente pela sua capacidade de eliminar microrganismos patogênicos resistentes, como Enterococcus faecalis, frequentemente implicados em falhas endodônticas (Galindo et al.,2023; De Oliveira et al.,2021).
O laser de baixa potência possui a capacidade de gerar efeitos fotoquímicos e fotobiológicos, os quais impactam tanto a área onde é aplicado, quanto as regiões ao seu redor. Os efeitos fotobiológicos podem ser classificados de maneira convencional como imediatos, de curto prazo, e tardios, de longo prazo, em resposta à radiação (Rodrigues, 2020). Pesquisas recentes (Amiri e Mirzaie, 2024; Araújo et al.,2024) demonstraram que a TFD pode eliminar microrganismos mesmo em áreas inacessíveis à instrumentação mecânica, como canais acessórios e túbulos dentinários.
Paralelamente, o Bio-C Temp®, material biocerâmico à base de silicato de cálcio, tem se mostrado eficaz como medicação intracanal temporária em casos de necrose pulpar e retratamentos. Sua formulação promove a liberação de íons cálcio e a elevação do pH, favorecendo um ambiente antimicrobiano e bioativo (Ordinola- Zapata et al., 2021). Além disso, suas propriedades físico-químicas, como excelente escoabilidade e alta radiopacidade, facilitam a adaptação ao canal e o controle clínico por meio de exames radiográficos (Silva, Moreira e Amarante, 2024).
A TFD mostrou um efeito antimicrobiano significativo associado ao tratamento endodôntico, apresentando redução das lesões e melhoria de sintomas clínicos. A redução das bactérias nos canais radiculares é uma característica promissora para esta terapia (Prates et al., 2013).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O tratamento das lesões periapicais persistentes continua sendo um desafio na prática endodôntica, sobretudo quando há falha na resposta às terapias convencionais. Neste contexto, a introdução da terapia fotodinâmica (TFD) e do cimento biocerâmico Bio-C Temp® representa um avanço promissor ao unir desinfecção eficaz e estímulo à regeneração tecidual.
O presente trabalho, ao relatar um caso clínico de sucesso com essa abordagem integrada, reforça o potencial dessas tecnologias como estratégias complementares à endodontia tradicional. Contudo, ressalta-se a necessidade de mais estudos clínicos controlados que validem a eficácia a longo prazo dessas intervenções e padronizem seus protocolos de aplicação.
Em suma, a associação entre TFD e Bio-C Temp® amplia as possibilidades terapêuticas, promovendo não apenas a eliminação da infecção, mas também a recuperação funcional e estrutural do dente afetado. Essa combinação representa um exemplo claro de como o avanço tecnológico, aliado ao conhecimento científico, pode transformar e aperfeiçoar a prática odontológica contemporânea.
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1Acadêmico do curso de Odontologia do Centro Universitário São Lucas – Porto Velho. E-mail: patrick-silva-13@hotmail.com
2Acadêmica do Curso de Odontologia do Centro Universitário São Lucas – Porto Velho. E-mail: sabryne719@gmail.com
3Professor do curso de Odontologia do Centro Universitário São Lucas – Porto Velho. E-mail: leonardo.fiori@saolucas.edu.br
4Orientador e Professor do curso de Odontologia do Centro Universitário São Lucas – Porto Velho e Professor do curso de Pós-graduação em Endodontia SOEP – FACSete. E-mail: joao.relvas@saolucas.edu.br
