ORAL SQUAMOUS CELL CARCINOMA: DIAGNOSTIC PROCESS – CASE REPORT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202508081250
Ana Flávia Rodrigues Knoll¹; Gabriela Girardi Pita¹; Isadora Hernandes Oliveira Souza¹; Vitória Barato Franceschini¹; Hélio Massaiochi Tanimoto²
Resumo
O carcinoma espinocelular (CEC) é a neoplasia maligna bucal mais comum, predominando em homens acima de 50 anos. Seus principais fatores de risco incluem tabagismo e etilismo. Em indivíduos com menos de 40 anos, sua ocorrência é rara, representando de 3 a 6% dos casos. Nesses pacientes, a doença tende a ser mais agressiva, com maior risco de metástase cervical e prognóstico desfavorável. O objetivo deste artigo foi descrever um caso clínico de carcinoma espinocelular, tendo o tabagismo e o etilismo como possíveis fatores associados. O paciente O.J.S., sexo masculino, 66 anos, branco, foi encaminhado à clínica de diagnóstico do curso de Odontologia do Centro Universitário Educacional de Barretos (UNIFEB). Relatou presença de lesão semelhante a uma afta no soalho da boca e ventre da língua esquerda, associada a dor intensa e gosto salgado periódico. Segundo o paciente, a lesão surgiu há cerca de 10 anos, com remissão temporária e recidiva em fevereiro de 2023, evoluindo com crescimento progressivo. Foi realizada biópsia incisional em lesão nodular ulcerada de 4x3x3 cm, com consistência endurecida, base pediculada e limites mal definidos. O fragmento foi encaminhado para o departamento de Patologia da faculdade de Odontologia de Piracicaba – Unicamp. O laudo confirmou o diagnóstico de carcinoma espinocelular, e o paciente foi encaminhado ao Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital de Amor Barretos, onde iniciará tratamento oncológico.
Palavras-chave: odontologia; câncer bucal; diagnóstico tárdio.
1 INTRODUÇÃO
O câncer de cabeça e pescoço engloba neoplasias malignas que afetam as vias aerodigestivas superiores, sendo o carcinoma espinocelular (CEC) o subtipo histológico mais prevalente, responsável por cerca de 90% dos tumores malignos da cavidade oral e orofaringe (INCA, 2019). Essa neoplasia apresenta comportamento agressivo, alto potencial de invasão local e metástase linfonodal, contribuindo para elevadas taxas de morbimortalidade (SOBRAL; DIAS; KOWALSKI, 2023).
A maior incidência ocorre em homens acima de 50 anos, fortemente associada a fatores de risco como tabagismo, etilismo e infecção pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelos subtipos 16 e 18 (SOARES et al., 2019; CUNHA et al., 2022). Outros elementos, como exposição à radiação ultravioleta, dieta pobre em frutas e vegetais e predisposição genética, também estão relacionados ao desenvolvimento da doença (LIMA et al., 2023).
O diagnóstico precoce representa um desafio, principalmente em áreas de difícil visualização. A confirmação requer exame clínico associado a métodos de imagem e biópsia incisional (SOUZA et al., 2021; ZHANG; LIU; LI, 2019). O tratamento varia de acordo com o estágio clínico, sendo a cirurgia o método preferencial nos estágios iniciais, enquanto casos avançados podem necessitar de esvaziamento cervical, radioterapia, quimioterapia e, mais recentemente, imunoterapia (BLACK et al., 2023).
Apesar dos avanços, o prognóstico ainda depende do momento do diagnóstico, sendo mais favorável nos estágios iniciais (CUNHA et al., 2022). Nesse contexto, a capacitação de profissionais da saúde, especialmente cirurgiões-dentistas, é fundamental para o reconhecimento precoce de lesões suspeitas e para a redução do diagnóstico tardio (SANTOS et al., 2023).
O presente estudo tem como objetivo relatar um caso clínico de carcinoma espinocelular oral, ressaltando aspectos diagnósticos e a importância da intervenção precoce.
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Epidemiologia e fatores de risco
O carcinoma espinocelular oral (CEC) é o subtipo histológico mais comum entre os tumores malignos da cavidade oral, representando cerca de 90% dos casos (INCA, 2019). Acomete preferencialmente homens acima de 50 anos, com forte associação a fatores de risco como tabagismo, etilismo e infecção pelo papilomavírus humano (HPV), principalmente subtipos oncogênicos 16 e 18 (SOARES et al., 2019; CUNHA et al., 2022). Outros fatores descritos incluem exposição prolongada à radiação ultravioleta, dieta pobre em frutas e vegetais e predisposição genética (LIMA et al., 2023).
2.2 Manifestações clínicas e diagnóstico
As lesões de CEC podem se apresentar como úlceras de bordas endurecidas ou massas exofíticas com aspecto verrucoso, frequentemente acompanhadas de dor, sangramento e infiltração de estruturas adjacentes. A evolução lenta, mas progressiva, dificulta o diagnóstico precoce, principalmente em regiões de difícil visualização, como o ventre da língua e o assoalho bucal (SOBRAL; DIAS; KOWALSKI, 2023). O diagnóstico definitivo é estabelecido por biópsia incisional e análise histopatológica, auxiliada por exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET-CT (SOUZA et al., 2021; ZHANG; LIU; LI, 2019).
2.3 Impactos do diagnóstico tardio
Estudos demonstram que a detecção tardia está associada a maior comprometimento funcional, risco elevado de metástases e prognóstico desfavorável (CUNHA et al., 2022). Situações de atraso podem ocorrer devido a limitações estruturais nos serviços de saúde, Calta demanda de atendimento e interrupções em períodos de férias acadêmicas, comprometendo o fluxo de encaminhamento. Em casos relatados, intervalos prolongados entre a recidiva da lesão, a confirmação histopatológica e o início do tratamento favoreceram a evolução tumoral e aumentaram a complexidade da abordagem terapêutica.
2.4 Tratamento
O manejo do CEC oral varia conforme o estágio clínico, localização do tumor e condições sistêmicas do paciente. A cirurgia é o tratamento de escolha nos casos iniciais, enquanto tumores avançados podem requerer esvaziamento cervical e terapias adjuvantes, como radioterapia e quimioterapia à base de cisplatina e 5-fluorouracil. Recentemente, a imunoterapia com inibidores de checkpoint imunológico, como o pembrolizumabe, tem se mostrado promissora, especialmente em casos refratários (BLACK et al., 2023).
3 DESCRIÇÃO DO CASO
O.J.S., paciente do sexo masculino, 66 anos, mecânico, foi encaminhado à Clínica Integrada do curso de Odontologia da UNIFEB no dia 6 de junho de 2023, por profissional do Centro Odontológico Municipal Dr. Aniz João, localizado na cidade de São Joaquim da Barra (SP). A solicitação formal de biópsia incisional havia sido emitida anteriormente, no dia 18 de maio de 2023, em razão da persistência e evolução de uma lesão ulcerada localizada no assoalho da boca e ventre da língua à esquerda.
Durante a anamnese, o paciente relatou que a lesão teve início há aproximadamente 10 anos, com remissão espontânea por um período. Contudo, referiu recidiva da lesão em fevereiro de 2023, evoluindo com crescimento contínuo nos três meses anteriores à sua chegada à clínica. Segundo seu relato, tratava-se da mesma lesão observada anteriormente, porém reapareceu de forma mais agressiva. Além disso, queixava-se de dor local intensa, sensação de ardência, gosto salgado periódico na boca e desconforto durante a alimentação. Como antecedentes médicos relevantes, destacam-se histórico de etilismo crônico, com diagnóstico prévio de cirrose hepática, e tabagismo por mais de duas décadas, fatores de risco classicamente associados ao desenvolvimento do carcinoma espinocelular oral.
No exame clínico intraoral, realizado em 6 de junho de 2023, observou-se uma lesão nodular ulcerada, localizada no assoalho bucal e ventre da língua à esquerda, medindo aproximadamente 4,0 x 3,0 x 3,0 cm. A lesão apresentava base endurecida, superfície rugosa, limites mal definidos, sem halo inflamatório, além de sangramento ao toque, características compatíveis com lesões malignas de origem epitelial, como o carcinoma espinocelular. No exame extraoral, não foram observadas alterações significativas em linfonodos cervicais palpáveis. Dessa forma, não foi possível estabelecer classificação TNM, uma vez que não foram realizados exames de imagem que possibilitassem um estadiamento preciso neste momento.
Diante dos achados clínicos, considerou-se o carcinoma espinocelular como o diagnóstico mais compatível com a apresentação clínica. Para fechamento diagnóstico, realizou-se a biópsia incisional no dia 20 de junho de 2023, sem necessidade de sutura. O fragmento coletado foi devidamente acondicionado em solução de formol a 10% e encaminhado para análise anatomopatológica na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (UNICAMP).
O resultado da biópsia, emitido em 30 de junho de 2023, confirmou o diagnóstico de carcinoma espinocelular bem diferenciado. Com base nesse laudo, o paciente foi encaminhado em 8 de agosto de 2023 ao Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital de Amor Barretos, referência nacional no tratamento oncológico, a fim de iniciar o manejo especializado.
4 DISCUSSÃO
O carcinoma espinocelular (CEC) da cavidade oral é uma das neoplasias malignas mais frequentes em cabeça e pescoço, apresentando comportamento agressivo e alto potencial metastático. Caracteriza-se pela diferenciação escamosa e produção de queratina, podendo manifestar-se em formas ulceradas ou proliferativas (Gaetti-Jardim et al., 2010). Os principais fatores de risco incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool e idade avançada, sendo mais comum em homens acima dos 50 anos (Neville et al., 2009). O caso analisado, de um paciente masculino com histórico de tabagismo e etilismo crônico, reforça a associação entre esses hábitos e o desenvolvimento do CEC oral, como já amplamente descrito na literatura.
A localização da lesão, envolvendo o soalho da boca e o ventre da língua, é particularmente preocupante em razão da intensa vascularização dessas regiões e da proximidade com estruturas anatômicas nobres. Tais características favorecem a disseminação locorregional do tumor e aumentam o risco de metástases linfonodais (Bello et al., 2018). A dor intensa referida pelo paciente pode estar relacionada à invasão perineural, fator que, segundo Veness (2016), está associado a pior prognóstico e maior risco de recidiva tumoral.
O diagnóstico do CEC oral baseia-se na integração entre a avaliação clínica, os exames histopatológicos e os métodos de imagem. No presente caso, diante dos achados clínicos e do diagnóstico diferenciail considerado, como carcinoma espinocelular, optou-se pela realização de biópsia incisional, que confirmou a natureza maligna da lesão (Speight et al., 2018). O laudo anatomopatológico, emitido em 30 de junho de 2023, identificou um carcinoma espinocelular bem diferenciado, o que justificou o encaminhamento imediato do paciente ao tratamento especializado. No entanto, exames de imagem para estadiamento não foram realizados no serviço acadêmico, sendo responsabilidade do serviço de referência após o encaminhamento. Essa limitação evidencia as restrições estruturais comuns em instituições de ensino, nas quais a conduta se restringe, em muitos casos, à confirmação diagnóstica e ao encaminhamento.
O tratamento do CEC oral envolve uma abordagem multidisciplinar, com cirurgia sendo o pilar principal do controle local da doença (Ferlito et al., 2017). A remoção cirúrgica, no entanto, pode comprometer funções essenciais como fonação e deglutição, especialmente em tumores localizados em áreas como o soalho bucal e a língua, tornando necessária uma abordagem voltada também para a reabilitação funcional (Silva et al., 2011). A dissecção cervical deve ser considerada em casos avançados, devido à elevada propensão à metástase linfonodal. A radioterapia adjuvante pode ser indicada na presença de margens comprometidas ou invasão perineural, enquanto a quimioterapia, embora com papel limitado como tratamento isolado, pode ser utilizada em regimes neoadjuvantes ou em casos metastáticos (Valle et al., 2016; Júnior et al., 2013). De forma complementar, a imunoterapia tem sido investigada como alternativa promissora, especialmente em tumores localmente avançados, com bons resultados em sobrevida global (Seiwert et al., 2019).
Embora o diagnóstico histopatológico tenha sido confirmado em tempo compatível com os fluxos institucionais, houve um intervalo significativo até o efetivo encaminhamento e início do tratamento. O laudo foi emitido em 30 de junho de 2023, mas o encaminhamento ao Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital de Amor Barretos foi formalizado apenas em 8 de agosto. Além disso, observou-se uma nova espera até o início da abordagem terapêutica, provavelmente relacionada à alta demanda do serviço especializado. Esse atraso foi agravado por fatores institucionais, como a rotina acadêmica com dias restritos de atendimento e a suspensão das atividades clínicas durante o recesso universitário de julho. Esses elementos contribuíram para o retardo no tratamento e, possivelmente, para a progressão clínica do tumor, o que está de acordo com relatos da literatura que relacionam atrasos assistenciais ao agravamento prognóstico em neoplasias orais.
A análise deste caso também permite refletir sobre os desafios enfrentados por instituições de ensino que prestam atendimento à população. A conciliação entre as atividades pedagógicas e o compromisso com uma assistência eficaz representa um obstáculo real, especialmente em contextos oncológicos que demandam celeridade diagnóstica e terapêutica. A experiência relatada ilustra a importância da articulação entre teoria e prática no ambiente acadêmico, além da necessidade de se pensar em estratégias que melhorem a integração entre ensino e serviço, promovendo desfechos clínicos mais favoráveis aos pacientes atendidos.
5 CONCLUSÃO
O carcinoma espinocelular oral configura-se como uma neoplasia agressiva, relacionada a fatores de risco como tabagismo, etilismo e diagnóstico tardio. A demora na busca por atendimento, somada às limitações da estrutura acadêmica, contribui para o atraso no encaminhamento e para a progressão clínica da doença.
A condução do caso permite evidenciar a importância da articulação entre teoria e prática no processo de formação em saúde, especialmente no desenvolvimento de competências clínicas e de raciocínio diagnóstico. O trabalho atinge seus objetivos ao demonstrar, por meio da experiência clínica, os desafios e aprendizados envolvidos no manejo de neoplasias orais em ambientes acadêmicos.
REFERÊNCIAS
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¹Graduandas do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (UNIFEB) – Barretos (SP), Brasil, E-mails: anaflaviaknoll@gmail.com; gabrielapgirardi@gmail.com; isadorahosouza@gmail.com; vitoria.barato.00@gmail.com;
²Docente do Curso Superior de Odontologia do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (UNIFEB) – Barretos (SP), Brasil. Doutor em Estomatologia (UNESP- Araçatuba-SP), E-mail: heliotanimoto@uol.com.br
