IMPACTOS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES PALIATIVOS COM CÂNCER UTERINO: REVISÃO INTEGRATIVA 

IMPACTS OF NURSING CARE ON THE QUALITY OF LIFE OF PALLIATIVE PATIENTS WITH UTERINE CANCER: INTEGRATIVE REVIEW 

IMPACTOS DE LA ATENCIÓN DE ENFERMERÍA EN LA CALIDAD DE VIDA DE PACIENTES PALIATIVOS CON CÁNCER UTERINO: REVISIÓN INTEGRADORA 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202508071315


Kaienne Basílio da Silva Tadokoro1
Bárbara Dias Rezende Gontijo1


Resumo

Objetivo: Analisar por meio de uma revisão integrativa os impactos da assistência de enfermagem na qualidade de vida de pacientes com câncer uterino em cuidados paliativos. Método: A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, EBSCO e LILACS/BVS/BDENF e utilizado os descritores “Neoplasias do Colo do Útero”, “Qualidade de vida”, “Profissionais de Enfermagem”, “Cuidados Paliativos” e “Assistência de Enfermagem em Cuidados Paliativos”, combinados com o operador booleano AND e OR. Foram incluídos 06 artigos publicados entre 2015 e 2025. Resultados: A análise evidenciou que intervenções de enfermagem como o manejo da dor, escuta ativa, comunicação eficaz e suporte psicossocial contribuem significativamente para o alívio do sofrimento, fortalecimento do vínculo terapêutico e melhoria da experiência do paciente frente à terminalidade. Conclusão: Conclui-se que a atuação do enfermeiro, embasada em competência técnica, empatia e visão holística, é decisiva na garantia de um cuidado paliativo qualificado e reafirma a necessidade de capacitação contínua e políticas públicas que valorizem essa prática.

Palavras-chave: Neoplasias do Colo do Útero, Qualidade de vida, Profissionais de Enfermagem, Cuidados Paliativos, Assistência de Enfermagem em Cuidados Paliativos.

Abstract

Objective: To analyze, through an integrative review, the impacts of nursing care on the quality of life of patients with uterine cancer receiving palliative care. Method: The search was conducted in the PubMed, SciELO, EBSCO, and LILACS/BVS/BDENF databases, using the descriptors “Cervical Neoplasms,” “Quality of Life,” “Nursing Professionals,” “Palliative Care,” and “Nursing Care in Palliative Care,” combined with the Boolean operators AND and OR. Six articles published between 2015 and 2025 were included. Results: The analysis showed that nursing interventions such as pain management, active listening, effective communication, and psychosocial support contribute significantly to alleviating suffering, strengthening the therapeutic bond, and improving the patient’s experience facing terminal illness. Conclusion: It is concluded that the nurse’s performance, based on technical competence, empathy, and a holistic perspective, is crucial in ensuring qualified palliative care and reaffirms the need for ongoing training and public policies that value this practice.

Keywords: Cervical Neoplasms, Quality of Life, Nursing Professionals, Palliative Care, Nursing Assistance in Palliative Care.

Resumen

Objetivo: Analizar, mediante una revisión integrativa, el impacto de la atención de enfermería en la calidad de vida de pacientes con cáncer de útero que reciben cuidados paliativos. Método: La búsqueda se realizó en las bases de datos PubMed, SciELO, EBSCO y LILACS/BVS/BDENF, utilizando los descriptores “Neoplasias Cervicales”, “Calidad de Vida”, “Profesionales de Enfermería”, “Cuidados Paliativos” y “Atención de Enfermería en Cuidados Paliativos”, combinados con los operadores booleanos AND y OR. Se incluyeron seis artículos publicados entre 2015 y 2025. Resultados: El análisis mostró que las intervenciones de enfermería, como el manejo del dolor, la escucha activa, la comunicación efectiva y el apoyo psicosocial, contribuyen significativamente a aliviar el sufrimiento, fortalecer el vínculo terapéutico y mejorar la experiencia de la paciente frente a la enfermedad terminal. Conclusión: Se concluye que el desempeño del personal de enfermería, basado en la competencia técnica, la empatía y una perspectiva holística, es crucial para garantizar cuidados paliativos de calidad y reafirma la necesidad de formación continua y políticas públicas que valoren esta práctica.

Palabras clave: Neoplasias cervicales, Calidad de vida, Profesionales de enfermería, Cuidados paliativos, Asistencia de enfermería en cuidados paliativos.

INTRODUÇÃO

O câncer do colo do útero é um problema de saúde pública global, com maior impacto em países em desenvolvimento, onde representa uma das principais causas de morte por neoplasia entre mulheres. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, em 2020, aproximadamente 604 mil novos casos foram diagnosticados em todo o mundo, o que resultou em cerca de 342 mil mortes, sendo a maioria em países de baixa e média renda (FERLAY et al., 2020).

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou, para o triênio 2023-2025, cerca de 17.010 novos casos por ano, o que evidencia a persistência dessa neoplasia como um desafio significativo para a saúde pública nacional (INCA, 2022). A principal causa da doença é a infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), em especial os tipos oncogênicos 16 e 18, considerados responsáveis por cerca de 70% dos casos. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Infecções Sexualmente Transmissíveis, publicado pelo Ministério da Saúde (2015) e Dos Santos et. al., (2022) o HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais prevalentes no mundo e apresenta maior incidência em mulheres jovens sexualmente ativas.

Além disso, a infecção pelos tipos 16 e 18 está fortemente associada a lesões intraepiteliais escamosas de alto grau e ao desenvolvimento de neoplasias intraepiteliais cervicais de grau 2 e 3 (NIC 2 e NIC 3), consideradas precursoras do câncer do colo do útero. Fatores como início precoce da vida sexual, múltiplos parceiros, tabagismo e imunossupressão aumentam a vulnerabilidade à infecção persistente e à evolução da doença (CARVALHO et al., 2021).

Essa condição afeta de forma significativa a qualidade de vida das pacientes, principalmente nas fases avançadas da doença, em que os cuidados paliativos se tornam fundamentais. A abordagem paliativa visa à promoção do conforto, controle de sintomas físicos e psicológicos, além do suporte à família diante do rocesso de adoecimento e finitude (SOUZA et al., 2021). No contexto brasileiro, muitas mulheres com câncer do colo do útero em estágio avançado não recebem encaminhamento oportuno para os cuidados paliativos, o que compromete diretamente a qualidade de vida e o alívio do sofrimento. Freitas et al. (2025) evidenciaram essa lacuna ao desenvolverem e validarem um protocolo de encaminhamento precoce e oportuno, constatando que mais da metade das pacientes que evoluíram a óbito preencheriam critérios para esse cuidado, mas não foram encaminhadas. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias sistematizadas que assegurem o acesso tempestivo aos cuidados paliativos, evitando que as pacientes cheguem a estágios terminais sem suporte adequado. A assistência de enfermagem, como integrante da equipe multiprofissional, exerce papel central nesse contexto e atua diretamente na gestão do cuidado, no alívio da dor, apoio emocional e intervenções que garantam a dignidade da paciente. Profissionais de enfermagem são peças-chave na articulação de uma abordagem humanizada e baseada nas necessidades individuais o que contribui diretamente para a melhora da qualidade de vida de pacientes com câncer avançado (CARVALHO et al., 2012). Nesse sentido, Vieira et al., (2020) e Markus (2017) apontam que a atuação do enfermeiro em cuidados paliativos oncológicos envolve habilidades técnicas e relacionais que vão desde o controle de sintomas físicos até o apoio psicoemocional e espiritual para que fortaleça o vínculo terapêutico e promova cuidado integral ao paciente e à família. Além disso, a utilização da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) tem se mostrado uma importante ferramenta para organizar o cuidado, garantir continuidade e promover uma assistência mais humanizada e integral nos contextos de terminalidade. De acordo com Silva e Moreira (2011), apesar dos desafios para sua implantação em cenários de cuidados paliativos oncológicos, a SAE favorece o planejamento das ações, fortalece o papel autônomo do enfermeiro e contribui para uma prática centrada nas necessidades complexas dos pacientes e de seus familiares. Outro aspecto relevante apontado por Souza et al. (2022) é a necessidade de formação específica e suporte institucional para que os enfermeiros possam atuar com segurança e sensibilidade nos cuidados paliativos. Os profissionais que atuam em unidades oncológicas relatam desafios significativos, como sobrecarga emocional, falta de preparo adequado e carência de estratégias e orientações sistematizadas, o que inclui a ausência de protocolos claros para o cuidado paliativo. Essas dificuldades comprometem tanto a qualidade do cuidado quanto o bem-estar dos próprios profissionais, o que evidencia a importância de investimentos em capacitação e organização institucional para fortalecer essa prática. 

Ademais, a atuação do enfermeiro na prevenção e detecção precoce do câncer do colo do útero é fundamental para a melhoria dos índices de morbimortalidade, o que destaca a importância de práticas educativas e de rastreamento eficazes (MACHADO et al., 2021).

Embora as pesquisas sobre cuidados paliativos oncológicos tenham avançado, a maioria dos estudos disponíveis trata o tema de forma geral, sem se aprofundar especificamente no câncer do colo do útero. Durante a seleção dos artigos, verificou-se que a maior parte das pesquisas estava direcionada a outras neoplasias, como câncer de mama, pulmão e colorretal. Tal constatação aponta a necessidade de direcionar futuras pesquisas para esse grupo, ao considerar suas particularidades clínicas, psicossociais e culturais no âmbito dos cuidados paliativos com câncer uterino (PAULA et al., 2013; SILVA et al., 2015). Diante desse cenário, o presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa, os impactos da assistência de enfermagem na qualidade de vida de pacientes em cuidados paliativos com câncer de colo uterino, e assim contribuir para a ampliação do conhecimento científico e para a prática clínica baseada em evidências.

METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, método que permite reunir e analisar estudos com diferentes abordagens e que proporciona uma visão ampla e aprofundada do tema em escolhido a fim de responder à questão norteadora da pesquisa. A revisão integrativa possibilita a inclusão de diferentes tipos de delineamentos metodológicos e mostra- se relevante para a área da saúde e ciências sociais aplicadas, por sua capacidade de reunir evidências diversas para subsidiar práticas clínicas, políticas públicas e futuras pesquisas (WHITTERMORE; KNAFL, 2005).

A busca por estudos foi realizada de forma sistemática e criteriosa nas bases de dados PubMed, SciELO, EBSCO e LILACS/ BVS/BDENF e utilizado os descritores “Neoplasias do Colo do Útero”, “Qualidade de vida”, “Profissionais de Enfermagem”, “Cuidados Paliativos” e “Assistência de Enfermagem em Cuidados Paliativos”, combinados com o operador booleano AND e OR. Os critérios de inclusão abrangeram artigos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem a assistência de enfermagem em cuidados paliativos para pacientes com câncer uterino. A seleção dos artigos seguiu as etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão, conforme o protocolo PRISMA 2020.

As etapas do PRISMA 2020 seguem uma sequência que é a de escolha do tema e da questão norteadora com a utilização do método PICo onde P é problema, I o interesse e o Co é o Contexto (etapa 1); faz- se a definição dos critérios utilizados para a inclusão e exclusão dos artigos nas bases de dados (etapa 2); extrai- se os dados de cada artigo e organiza-se os artigos incluídos (etapa 3); faz- se a avaliação crítica de cada um (etapa 4); cria- se uma síntese e discussão dos resultados da revisão (etapa 5) e por último a apresentação da revisão (etapa 6) (MENDES et al., 2019; PAGE et al., 2021). Nesse caso, a questão norteadora baseou- se em: P (problema/paciente) para pacientes em cuidados paliativos com câncer uterino, I (interesse) refere- se a assistência de enfermagem e Co (contexto) diz respeito aos cuidados paliativos. Entretanto, ampliou- se ainda os critérios de inclusão dos artigos a fim de contemplar evidências aplicáveis à prática de enfermagem em cuidados paliativos, mesmo que não exclusivamente em pacientes com câncer uterino, além disso, foram considerados estudos com intervenções de enfermagem voltadas ao bem estar, importantes para o cuidado e melhoria da qualidade de vida mesmo fora do contexto paliativo exclusivo ou de pacientes com câncer uterino.

A partir disso, definiu-se a seguinte pergunta norteadora: “Quais são os impactos da assistência de enfermagem na qualidade de vida de pacientes em cuidados paliativos com câncer uterino?”

Essa abordagem da qual foi feita assegura a transparência e replicabilidade no processo de seleção e resultou na identificação inicial de 526 artigos. Após a aplicação dos critérios de exclusão e remoção de duplicatas que contabilizaram em 64 artigos, 26 artigos foram selecionados para a leitura, finalizando em 6 estudos incluídos na revisão. O processo completo de seleção dos estudos foi representado no fluxograma PRISMA, seguindo as etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão. Os dados extraídos foram organizados em um quadro síntese contendo: autores, ano de publicação, objetivo do estudo, tipo de delineamento metodológico, principais resultados e conclusões (PAGE, 2021).

Todos os estudos foram analisados de maneira criteriosa, com base em critérios de elegibilidade previamente estabelecidos, garantindo a relevância e a coerência com a pergunta de pesquisa. As etapas foram conduzidas conforme as diretrizes metodológicas recomendadas para garantir a transparência, reprodutibilidade e qualidade da revisão, conforme orientações de Whittemore & Knafl (2005) e PRISMA 2020.

Os dados utilizados nesta revisão integrativa estão disponíveis com o autor correspondente mediante solicitação, garantindo transparência e possibilidade de consulta para fins acadêmicos e científicos. Esta revisão integrativa foi conduzida conforme as diretrizes do PRISMA 2020 (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) e o caminho feito em busca e para a seleção dos estudos desta revisão foi especificada no Fluxograma.

Figura 1- Fluxograma do processo de seleção dos estudos para revisão, 2025.

FONTE: autoria própria (2025)

Fonte: autoria própria (2025)

De acordo com Nedel & Silveira (2016), os artigos classificam- se da seguinte maneira: o estudo de Fang et al. (2024) é classificado como nível I de evidência; de Fu e Wang (2018), Santos et al. (2016) é de nível IV; Moscoso et al. (2023) e Paiva et al. (2020) nível V e por fim, o estudo de Castro et al. (2021) nível VI de evidência.

DISCUSSÃO

Este trabalho resulta da seleção e análise de estudos já disponíveis na literatura científica. Nele, entende- se que a assistência de enfermagem em cuidados paliativos voltados a pacientes com câncer uterino é multifacetada e essencial para a melhoria da qualidade de vida, em especial em contextos de terminalidade. A análise dos 6 estudos selecionados evidenciou quatro grandes eixos que concentram as principais intervenções e desafios da prática: manejo da dor, comunicação terapêutica, suporte psicossocial e as lacunas enfrentadas na assistência.

MANEJO DA DOR

O controle da dor é parte fundamental e essencial da assistência de enfermagem em cuidados paliativos oncológicos. Rodrigues et al. (2020) destacam que a atuação da enfermagem no manejo da dor vai além da simples administração de medicamentos, pois une a avaliação contínua dos sintomas, a observação das manifestações da dor total que engloba os aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais e ainda a aplicação de protocolos individualizados para cada paciente. Essa abordagem integral contribui para um cuidado mais digno e humanizado.

Nesse sentido, Castro et al. (2021) colaboram ao discutir as implicações da teoria do conforto de Katharine Kolcaba em diálogo com o conceito de dor total proposto por Cicely Saunders onde compreende- se que a dor total como uma experiência subjetiva complexa, que envolve o sofrimento físico, emocional, espiritual e ainda social e a Teoria do Conforto defende que o cuidado deve promover alívio e tranquilidade onde transcenda o cuidado físico ao incluir esferas psicoespirituais, sociais e ambientais. A articulação entre essas duas perspectivas favorece intervenções mais individualizadas, pois fortalece a autonomia e a dignidade do paciente em processo de terminalidade. Com isso, o enfermeiro deixa de ser apenas executor de medidas farmacológicas, e passa a atuar como agente terapêutico capaz de oferecer conforto integral. Nesse contexto, compreende-se que a dor, especialmente em estágios avançados de doenças graves, pode ser classificada de acordo com o tempo de duração (aguda ou crônica), a localização (somática, visceral, periférica ou central) e o mecanismo de ação (nociceptiva, nociplástica ou neuropática). Essa diversidade reforça a importância de uma avaliação minuciosa e individualizada por parte da equipe de saúde (MELO et al., 2024). Além disso, Santos et. al., (2023) enfatizam que o papel do enfermeiro inclui ações como a escuta ativa, a gestão dos sintomas por meio de medidas farmacológicas, como por exemplo, o uso responsável de opioides e não farmacológicas, isto é, que compreendem técnicas de conforto, suporte psicossocial e espiritual. Esses autores salientam que o manejo da dor requer uma atuação técnica qualificada, alinhada à sensibilidade para as necessidades individuais do paciente. A ausência de preparo técnico adequado impacta diretamente na eficácia do alívio da dor, especialmente diante da resistência cultural e institucional quanto ao uso de opioides. Rodrigues et al. (2020) apontam que essa limitação pode resultar em dores mal manejadas, sobretudo em pacientes com câncer uterino, cujos sintomas exigem continuidade no cuidado, tanto no ambiente hospitalar quanto no domiciliar. A fragmentação da assistência, comum na transição entre esses contextos, compromete a qualidade do alívio da dor e, consequentemente, a qualidade de vida do paciente.

Assim, a capacitação constante da equipe de enfermagem, com implementação de protocolos objetivos e individualizados são medidas indispensáveis para garantir um manejo eficaz da dor, onde passa a promover conforto físico e emocional e a respeitar a dignidade do paciente em cuidados paliativos (RODRIGUES et al., 2020; DE CASTRO ORNELLAS, AC et al., 2023). E ainda, de acordo com Fang et al. (2024), as intervenções de enfermagem de alta qualidade não só contribuem para o controle efetivo da dor, mas também favorecem a redução dos sintomas adversos induzidos pela quimioterapia, o que melhora a qualidade de vida e a adesão ao tratamento em pacientes com câncer do colo do útero. Esses achados reforçam a importância de um cuidado integral, que una conhecimentos técnicos, escuta sensível e estratégias individualizadas para aliviar o sofrimento e promover o bem-estar das pacientes.

COMUNICAÇÃO E ESCUTA QUALIFICADA

A comunicação empática e a escuta ativa são indispensáveis no cuidado paliativo, pois fortalecem o vínculo terapêutico e garantem a preservação da autonomia da paciente. Sabe- se que a atuação da enfermagem é mais do que administração de medicamentos; é necessário desenvolver competências comunicacionais para abordar, com sensibilidade e clareza, temas delicados como o prognóstico, a espiritualidade e o processo de morrer. Nesse sentido, Andrade et al. (2022) evidenciam que a comunicação da equipe de enfermagem promove conforto, paz, dignidade e respeito tanto para o paciente quanto para os familiares, e que esses elementos são importantes para um final de vida tranquilo em um momento cheio de incertezas e medo.

A escuta qualificada também é uma ferramenta terapêutica potente, pois permite reconhecer demandas subjetivas que muitas vezes não estão explícitas nos protocolos clínicos. Por meio dela, o enfermeiro consegue captar, com base em sua experiência e sensibilidade, sentimentos como medo, angústia e incerteza, que impactam diretamente na percepção do cuidado por parte do paciente (ANDRADE et al., 2022).

Além disso, criam-se espaços de diálogo que facilitam a aceitação do diagnóstico e do processo de morte, o que contribui para a melhoria da qualidade de vida do paciente e de seus familiares ao promover estratégias de enfrentamento, intervir na resolução de conflitos e auxiliar no manejo do luto, fortalecendo, assim, o vínculo terapêutico (NAVES et al., 2019). Ainda segundo Andrade et al. (2022), a presença, o diálogo e a escuta das pessoas próximas são fundamentais para aliviar o sofrimento emocional dos pacientes, o que reforça o cuidado humanizado. Além do mais, no contexto do manejo da dor, Rodrigues et al. (2020) reforçam que a comunicação eficaz permite avaliar de forma mais precisa a dor e planejar intervenções mais adequadas, e assim melhorar a qualidade de vida do paciente.

Ainda nos achados de Moscoso et al. (2023), os autores destacam que embora as equipes médicas e de enfermagem estejam inseridas no cuidado paliativo, suas práticas ainda tendem a priorizar o controle físico do sofrimento, por meio de tecnologias e medicamentos, enquanto aspectos subjetivos, como o acolhimento das emoções e a escuta ativa dos familiares, são subvalorizados, porém a família desempenha um papel de elo entre hospital e domicílio e que também necessita de cuidados específicos, o que exige da equipe de enfermagem uma escuta atenta e uma comunicação clara, que acolha tanto as necessidades do paciente quanto de seus familiares. Mediação essa que se faz essencial para favorecer o entendimento sobre o tratamento e as decisões no fim de vida.

Essa escuta atenciosa e qualificada permite reconhecer sentimentos como medo, angústia e incerteza, que nem sempre são verbalizados. Souza et al. (2022) evidenciam que profissionais de enfermagem enfrentam dificuldades para lidar com esses sentimentos, o que reforça a necessidade de estratégias de comunicação eficazes e acolhedoras no contexto paliativo. Paiva et al. (2020) ressaltam que ações de educação continuada e discussão de casos clínicos podem aprimorar as habilidades comunicativas dos enfermeiros e trazer benefícios quanto à assistência.

Desse modo, é compreensível afirmar que a comunicação terapêutica e a escuta ativa integradas ao preparo emocional e técnico da equipe de enfermagem constituem ferramentas importantes no cuidado paliativo.

SUPORTE EMOCIONAL E FAMILIAR

Outro eixo emergente é o suporte emocional às pacientes e seus familiares. Entende-se a importância da abordagem holística, já que é necessário considerar as dimensões psicossociais e espirituais no cuidado de cada indivíduo. O acolhimento humanizado por parte da equipe de enfermagem proporciona conforto e sensação de segurança, especialmente nas fases finais da vida (RODRIGUES et al., 2024).

Ainda de acordo com Rodrigues et al. (2024), a enfermagem desempenha papel essencial na escuta acolhedora, no apoio à tomada de decisões e na construção de uma relação terapêutica que fortalece o enfrentamento do processo de morrer com dignidade. Essa atuação integral também se reflete na melhoria da regulação emocional das pacientes, visto que, segundo Fang et al. (2024), as intervenções de enfermagem como, estratégias como monitoramento contínuo dos sintomas, apoio emocional estruturado, orientação educativa sobre o tratamento, uso de técnicas não farmacológicas para alívio da dor e desconfortos, além do planejamento individualizado do cuidado reduzem sintomas relacionados à quimioterapia e fortalecem a adesão ao tratamento. O que evidência quão o cuidado paliativo de enfermagem quando pautado em protocolos bem definidos e em uma abordagem sensível às dimensões psicossociais, atua diretamente na redução do sofrimento total e na promoção do conforto integral.

Nesse contexto, Fu e Wang (2018) demonstraram que cuidados de enfermagem de alta qualidade têm potencial para melhorar de modo significativo o estado emocional de pacientes com câncer de colo do útero. Os autores observaram que, após quatro semanas de assistência, houve redução expressiva da ansiedade, melhora na regulação emocional e diminuição do pensamento repetitivo e negativo. Esses resultados reforçam a importância de uma atuação de enfermagem empática e tecnicamente qualificada, capaz de promover conforto emocional e psicológico em momentos de grande vulnerabilidade.

Além disso, a mediação da relação entre paciente, família e profissionais contribui para o manejo do luto antecipatório e para a continuidade do apoio mesmo após o óbito. A atuação do enfermeiro como apoio emocional que por muitas vezes está mais presente do que outros profissionais são fundamentais para o enfrentamento da terminalidade. Nava e Sousa (2021) reforçam que, por estar mais próximo da rotina do paciente, o enfermeiro torna-se um elo afetivo entre a equipe e a família, sendo responsável por mediar emoções, reduzir angústias e auxiliar os familiares durante o processo de despedida.

De acordo com Silva et al. (2022), é fundamental que haja uma boa comunicação entre os membros da equipe multidisciplinar. Para isso, os serviços e gestores de saúde devem incentivar ações e capacitações que preparem os profissionais para essa prática. A comunicação efetiva é considerada um elemento chave para oferecer suporte emocional adequado aos pacientes, e pode ser fortalecida por estratégias como a escuta ativa e o uso de perguntas abertas, que permitem às pacientes e aos familiares expressarem suas percepções sobre o tratamento. Tais práticas, quando associadas ao toque afetivo, contribuem para o fortalecimento do vínculo terapêutico. Dessa forma, torna-se imprescindível que os profissionais envolvidos no cuidado paliativo desenvolvam não apenas competências técnicas, mas também preparo emocional, visto que atuam sob constante sobrecarga psicológica. Quando a equipe multiprofissional não recebe o apoio institucional necessário para treinamentos e capacitações voltadas ao enfrentamento desses desafios, aumenta-se o risco de adoção de estratégias inadequadas de enfrentamento, o que pode comprometer a qualidade da assistência, tornando-a desumanizada e pouco eficaz (SILVA et al., 2022).

DESAFIOS E LACUNAS DA ASSISTÊNCIA

Apesar da relevância da enfermagem nesse contexto, vê- se que há uma ausência de preparo técnico e emocional por parte dos profissionais, além da falta de protocolos específicos para pacientes com câncer uterino, além da sobrecarga de trabalho que são obstáculos recorrentes (SALMAN et al., 2024).

Embora existam iniciativas importantes, como a validação de protocolos assistenciais voltados ao cuidado de pacientes paliativos em UTI, como o proposto por Santos et al., (2016), que sistematiza o histórico, os diagnósticos e as intervenções de enfermagem já utilizado no contexto da assistência de enfermagem, ainda há uma lacuna evidente no desenvolvimento de diretrizes voltadas exclusivamente para pacientes com câncer de colo do útero. Salman et. al., (2024) também destacam que a formação acadêmica ainda se encontra inadequada frente as necessidades de qualificação para o atendimento a pacientes paliativados, além da escassez de docentes especializadas na área, recursos educacionais atualizados e de programas de capacitação em diferentes níveis em consonância as demandas regionais e profissionais e assim, integrar os serviços de cuidados paliativos já existentes com universidades, para implementar formações técnico- científicas em conjunto com a prática.

Muitos profissionais relatam sentimento de frustração e impotência diante da escassez de recursos ou do despreparo para lidar com o sofrimento das pacientes. Pois, há uma distância entre a teoria e a prática no contexto hospitalar embora haja iniciativas significativas de reconfiguração do cuidado paliativo oncológico, como a criação de núcleos de assistência, ambulatórios especializados e investimentos em educação continuada, essas ações ainda dependem fortemente do apoio institucional e da articulação entre diferentes setores. Essa realidade evidencia que a consolidação de práticas paliativas na rotina da enfermagem demanda planejamento, pactuação e legitimação profissional contínua (SILVA et. al., 2024; PAIVA et al., 2020). Além disso, observa- se diante da pesquisa feita, que há poucos estudos que sejam voltados exclusivamente ao câncer de colo de útero, como relatado por Nascimento et al. (2021) e Salman et al. (2024) já que a maioria dos estudos científicos ainda trata o tema de forma genérica, com foco em outras neoplasias, o que reforça a necessidade de mais investigações direcionadas a esse grupo. Desse modo, a atuação da enfermagem em cuidados paliativos para pacientes com câncer uterino requer não apenas competência técnica, mas preparo ético, relacional e emocional. A integração de práticas baseadas em evidências, a educação permanente e o fortalecimento de políticas públicas específicas são caminhos essenciais para garantir uma assistência humanizada, integral e qualificada (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018).

LIMITAÇÕES DE REVISÃO

Apesar dos esforços para conduzir uma revisão integrativa ampla e metodologicamente rigorosa, algumas limitações devem ser consideradas na interpretação dos resultados. Observou-se heterogeneidade nos delineamentos metodológicos dos estudos incluídos, com presença de abordagens qualitativas, estudos teórico-reflexivos, revisões sistemáticas com meta-análise baseadas em ensaios clínicos randomizados (RCTs), além de um estudo retrospectivo piloto. Essa variedade dificulta a comparação direta entre os achados e compromete a padronização da análise.

Além disso, há a possibilidade de viés de seleção, relacionado a limitações no processo de busca e triagem, como a exclusão de estudos não disponíveis na íntegra, o uso de critérios de elegibilidade restritivos, descritores específicos ou a eliminação de estudos que não se enquadravam na pergunta PICo. Esses fatores podem ter reduzido o escopo da análise. Verificou-se também uma escassez de investigações com foco exclusivo no câncer de colo do útero em cuidados paliativos, sobretudo no que se refere ao manejo da dor, aspecto importante desta revisão. Destaca-se também que não foi realizada a aplicação formal de instrumentos padronizados para avaliação crítica da qualidade metodológica dos estudos incluídos o que limita a apreciação mais aprofundada da força e confiabilidade de cada evidência. Essas limitações reforçam a necessidade de novas pesquisas com maior rigor metodológico e foco específico nas particularidades dos cuidados paliativos em pacientes com câncer uterino, em especial no enfrentamento da dor, que exige uma abordagem qualificada da equipe de enfermagem (DE ARAÚJO et al., 2024). A análise dos estudos revela que, embora a enfermagem desempenhe papel essencial no cuidado paliativo a pacientes com câncer uterino, ainda existem desafios significativos a serem superados para garantir um atendimento integral e humanizado. O manejo eficaz da dor, aliado a uma comunicação empática e suporte emocional adequado, são aspectos fundamentais que fortalecem a dignidade e o conforto das pacientes (CAMPOS et. al., 2019). Contudo, a falta de preparo técnico e emocional dos profissionais, associada à escassez de protocolos específicos, evidencia lacunas que comprometem a qualidade da assistência. Esses achados indicam a necessidade de investimentos em formação continuada, desenvolvimento de diretrizes direcionadas e políticas públicas que valorizem o papel do enfermeiro. A consolidação dessas práticas podepromover avanços significativos na qualidade de vida das pacientes em fase terminal, destacando a importância da enfermagem como agente central no cuidado paliativo. (SALMAN et. al., 2024; HOFFMANN et. al., 2023).

CONCLUSÃO

Diante dos achados dessa revisão integrativa evidenciou- se que a assistência de enfermagem exerce um papel central e insubstituível na promoção da qualidade de vida de pacientes com câncer uterino em cuidados paliativos juntamente com a equipe multidisciplinar. As evidências apontam que a assistência de enfermagem exerce importante impacto na qualidade de vida de pacientes em cuidados paliativos com câncer de colo uterino, visto que intervenções como o manejo eficaz da dor, a comunicação terapêutica, o suporte emocional e familiar e a escuta qualificada impactam positivamente a vivência da terminalidade, o que contribui para o conforto, dignidade e alívio do sofrimento dessas pacientes.

A atuação da enfermagem vai além da técnica, pois exige sensibilidade, preparo emocional e escuta ativa para lidar com as múltiplas dimensões do cuidado paliativo que inclui a parte física, psíquica, social e espiritual. No entanto, os estudos também revelaram desafios importantes, como a sobrecarga dos profissionais, ausência de protocolos específicos para câncer de colo de útero, lacunas na formação e escassez de pesquisas direcionadas a essa população.

Diante disso, torna-se evidente a necessidade de investimentos em capacitação contínua, fortalecimento de políticas públicas e elaboração de diretrizes específicas que valorizem a atuação do enfermeiro nesse cenário. Além disso, recomenda-se que futuras pesquisas abordem de forma mais aprofundada e específica o câncer uterino em cuidados paliativos, a fim de subsidiar práticas mais eficazes, humanizadas e baseadas em evidências.

Conclui-se que a enfermagem, ao integrar competência técnica e sensibilidade humana, ocupa posição estratégica para transformar a experiência do adoecimento e da terminalidade, o que reafirma seu protagonismo no cuidado paliativo oncológico.

REFERÊNCIAS

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1Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia – Minas Gerais