RHINOMODELING: NASAL FILLING WITH HYALURONIC ACID. A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202507131038
Gabriela Stefanie Alves Nunes1
Rachel Lamarck2
Andreia Gomes Moreira3
Resumo
A rinomodelação é um procedimento não cirúrgico, sendo essa uma técnica injetável e minimamente invasiva. Suas indicações são para reparos estéticos nasais, que constitui em método alternativo à cirurgia de rinoplastia. Embora este não seja definitivo, ou seja, tal produto utilizado é absorvido gradativamente conforme o tempo, o procedimento gera resultados estéticos satisfatórios, de maneira rápida e segura desde que se feito com um profissional habilitado que conheça a anatomia da região nasal e as técnicas de aplicação. O procedimento consiste em injetar um determinado volume dessa substância no nariz, com o objetivo de corrigir imperfeições ou defeitos, melhorando, assim, o contorno nasal. portanto, o objetivo deste trabalho é realizar um estudo sobre o procedimento minimamente invasivo no nariz a rinomodelação com a utilização do ácido hialurônico. A metodologia utilizada se caracteriza por uma pesquisa acadêmica através de pesquisas bibliográficas realizadas em plataformas online, Google Acadêmico e Scientific Electronic Library Online (SciELO).
Palavras-chave: Nariz, Rinomodelação, Ácido Hialurônico.
1. INTRODUÇÃO
O padrão de beleza é um aspecto atemporal na sociedade e ao mesmo tempo preocupante. Essa preocupação foi tomando proporção com o decorrer dos tempos e independente da classe social se tornou acessível a todos, a beleza passou de um fator genético e se tornou uma escolha ao alcance de todos. Melhorar a aparência, o envelhecimento e o próprio corpo, evidencia que o ser humano não aceita a sua naturalidade e sempre tentando buscar o domínio sobre sua beleza, e assim, aumentando a sua autoestima (CASSOTI ET AL. 2017).
O envelhecimento é um processo biológico natural e contínuo que se caracteriza por alterações celulares e moleculares, com a perda de água, colágeno e outras biomoléculas importantes na estrutura e manutenção da pele. Tratar e cuidar da estética facial do indivíduo não se resume somente em melhora na estética, mas de forma geral, melhora sua autoaceitação e suas relações interpessoais. Não é de se admirar o aumento significativo de métodos estéticos não cirúrgicos, principalmente preenchedores e toxina botulínica, uma vez que eles oferecem bons resultados, com segurança e sem afastamento das atividades cotidianas (SALLES ET AL 2019).
No levantamento realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) referente a procedimentos estéticos, no Brasil em 2017, foram realizados 254 mil procedimentos com a aplicação de ácido hialurônico, com alto índice de eficácia e satisfação dos pacientes (ISAPS, 2017), é crucial que os profissionais tenham conhecimento profundo da anatomia relacionada à área de aplicação e obtenham histórico completo dos procedimentos anteriores para determinar possíveis contraindicações. Isso é ainda mais importante para reduzir as complicações dos procedimentos cosméticos injetáveis, mais populares (SIGNORINI, 2016).
Este trabalho tem por objetivo revisar a literatura cientifica encontrada, para avaliar benefícios estéticos, destacando as propriedades do ácido hialurônico na melhoria estética do nariz em procedimentos voltados para a Harmonização Facial.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 CONCEITO DE RINOMODELAÇÃO
A rinomodelação é uma técnica injetável que tem como objetivo o preenchimento e a modelagem do nariz. O preenchedor de ácido hialurônico é o mais empregado devido à sua facilidade de aplicação, à eficácia previsível, ao perfil de segurança e à rápida recuperação do paciente (CARRUTHERS et al., 2009; HUMPHREY; ARKINS e DAYAN, 2009)
Os preenchedores são divididos em preenchedores absorvíveis que duram até um ano (ácido hialurônico e colágeno), os absorvíveis que duram aproximadamente 2 anos (dextrana, ácido polilático e a hidroxiapatita de cálcio) e os não absorvíveis ou permanentes (polimetilacrilato e gel de poliacrilamida) A gordura autóloga é considerada um tipo de preenchimento, seja temporário ou permanente, sem efeitos imunológicos ou tóxicos, que atua para diminuir, reverter ou prevenir o processo de envelhecimento (FILHO, 2010; VARGAS; AMORIM e PINTAGUY, 2009; MARINELLI et al., 2016. A rinomodelação com ácido hialurônico é um tipo de preenchimento absorvível. Dessa forma, a molécula injetada é biodegradável e, consequentemente, tende a diminuir gradativamente ao longo do tempo após a aplicação. Assim, a durabilidade da técnica varia de 4 a 8 meses, mas geralmente os pacientes retornam de 2 a 3 vezes ao ano para assegurar a manutenção do resultado obtido (NANDA; BANSAL, 2013; MAIO, 2004; ZHU et al., 2017) Kurkjian, Ahmad e Rohrich (2014) relataram alguns casos em que o ácido hialurônico permaneceu no nariz por cerca de 2 a 3 anos. O estudo de Zhu e colaboradores (2017) mostram melhores resutados associados a outras técnicas subcultaneas. Adicionalmente, a duração do preenchimento varia de indivíduo para indivíduo. A degradação das moléculas do ácido hialurônico após a sua injeção na pele, a digestão enzimática, os movimentos faciais e fatores externos, como o fumo e o álcool, são os principais responsáveis pela duração dos efeitos do preenchimento (NANDA; BANSAL, 2013) O ácido hialurônico é recomendado como preenchedor dérmico devido à sua peculiaridade na capacidade de reter líquidos, como água, e por sua propriedade hidrofílica, tem a habilidade de atrair e manter moléculas de água no tecido mole, resultando no preenchimento do nariz (HOTTA, 2017) Dessa forma, é usado quando o paciente deseja corrigir ou ajustar as falhas existentes no nariz, sendo uma alternativa pouco invasiva se comparada a procedimentos permanentes como rinoplastia e com poucos efeitos colaterais, como hematoma, eritema e ou edema local (BRAVO et al., 2018) É crucial que se evite a utilização de preenchedores absorvíveis em locais onde já tenha algum tipo de aplicação permanente, devido ao risco relevante e possível formação de nódulos de fibrose. A técnica também é contraindicada quando há infecção no local, infecção ou alérgica na região, gestação e amamentação (PARADA et al., 2016).
2.2 O ÁCIDO HIALURÔNICO
O ácido hialurônico é um polímero natural presente na matriz extracelular de diversos tecidos, como a cartilagem humana, o fluido articular sinovial, a derme, o cérebro e os tecidos conectivos. A molécula de AH consiste em um dissacarídeo glicosaminoglicano formado por unidades D-ácido glucurônico e N-acetil D-glucosamina conectadas alternadamente por ligações glicosídicas. De acordo com Moraes e colegas (2017), o AH foi inicialmente estudado por Karl Meyer e John Palmer em 1934, na Universidade de Columbia, mas somente em 1950 suas características e estrutura molecular foram definidas. O nome desse composto vem da combinação do termo grego “hialoide”, relacionado ao vidro, e “ácido urônico”, que se refere a uma das moléculas de monossacarídeo presente no mesmo. Resumidamente, o ácido hialurônico é um glicosaminoglicano de alto peso molecular encontrado nas matrizes extracelulares de vários tecidos (Tobin, 2016). Em um pH fisiológico, o ácido hialurônico apresenta propriedades físicas e biológicas distintas. Altamente hidrofílico, ele tem a capacidade de reter cerca de 6 litros de água para cada grama do composto, o que confere características hidrodinâmicas essenciais para a hidratação, tonicidade e integridade dos tecidos. Pereira e Delay (2014) destacam que o ácido hialurônico é comumente utilizado em procedimentos estéticos devido à sua capacidade única de atrair moléculas de água, resultando em uma maior hidratação, maleabilidade e elasticidade da pele.
Segundo Sundaram e Cassuto (2013), a AH é encontrado no tecido humano, mas os produtos injetáveis são obtidos a partir de fontes animais ou bacterianas e sua caracterização físico-química e biológica é de fundamental importância para diferenciar suas indicações e aplicações clínicas. De acordo com COSTA ET AL. (2013), os preenchimentos dérmicos à base de AH podem ser qualificados de duas formas: com reticulação, denominados crosslink, os quais são compostos pelas substâncias causadoras de ligações intermoleculares que criam maior estabilidade e durabilidade clínica do implante; e sem crosslink, no caso, aqueles que não contêm essas substâncias estabilizadoras. As principais diferenças entre eles dizem respeito à concentração, tamanho de partícula, densidade de ligações cruzadas, capacidade de absorção de água, comportamento reológico, estabilidade à degradação enzimática e a capacidade de estimular a produção de componentes da matriz extracelular. Além disso, a reticulação pode afetar a longevidade do preenchimento, bem como a difusão do material através da pele. Desse modo, GREENE e SIDLE (2015) ressaltam que a observação dessas propriedades é de suma relevância na abordagem clínica, uma vez que as variações de viscosidade (concentração) são empregadas em abordagens terapêuticas distintas. As apresentações com baixa viscosidade são para aplicações intradérmicas e corrigem linhas superficiais, rugas e sulcos moderados, enquanto as apresentações com alta viscosidade são para implante profundo, considerado supraperiostal ou subdérmico, e conseguem repor as perdas de volume oriundas das mudanças das estruturas internas mais acentuadas, por exemplo, osso, músculo e gordura.
2.3. A HIALURONIDASE
A hialuronidase é uma enzima que tem como objetivo acelerar a decomposição natural do ácido hialurônico (LIAPAKIS et al., 2013) O ácido hialurônico apresenta características biomecânicas fracas como preenchedores dérmicos devido à sua baixa viscoelasticidade e à sua longa duração. Para melhorar essas características biomecânicas, há a reticulação, que é uma modificação química da molécula que não altera a sua biocompatibilidade (SCHANTÉ et al., 2011; FAKHARI; PHAN e BERKLAND, 2014) A reticulação é utilizada para aumentar a viscosidade da fórmula (FAKHARI; PHAN e BERKLAND, 2014) Produtos que são reticulados apresentam maior resistência à ação da hialuronidase e devem ser considerados caso ocorra um efeito indesejado (HOTTA, 2017) Essa enzima, que é comum na derme e tem a habilidade de degradar o ácido hialurônico, pode ser obtida por meio de fontes de origem animal ou bacteriana. Na harmonização facial, a hialuronidase envolve a dissolução de preenchedores de ácido hialurônico após o procedimento, o tratamento de reações granulomatosas de corpo estranho e o tratamento da necrose cutânea associada às injeções dos preenchedores. O uso e o tratamento da hialuronidase são bem tolerados e os eventos adversos são raros (BUHREN et al., 2016. A enzima hialuronidase é responsável por despolimer o ácido hialurônico presente nas células do tecido conjuntivo, reduzindo temporariamente sua viscosidade e tornando-o mais permeável à difusão de líquidos. Para evitar a hidrólise excessiva do ácido hialurônico, é importante que o profissional tenha domínio da técnica de aplicação (NERI et al., 2013)
2.4. CUIDADOS NA PRÉ E PÓS TÉCNICA
As medidas e dimensões do nariz são as principais partes do planejamento, da indicação do paciente e da escolha da técnica que será utilizada. É importante salientar que tudo será adaptado de acordo com os resultados desejados pelo paciente, visando o aumento da sua autoestima (BRAVO et al., 2018) A higienização do local é indispensável para a aplicação do procedimento, sendo necessário tirar totalmente a maquiagem e outros resíduos, através da assepsia e antissepsia da pele com clorexidina alcoólica. O profissional deve estar equipado com touca e máscara, além de luvas e gazes estéreis. Após a aplicação do ácido hialurônico, é recomendado que os pacientes não utilizem maquiagem nas próximas quatro horas para evitar qualquer tipo de obstrução ou contaminação no local (PARADA et al., 2016; COIMBRA; OLIVEIRA e URIBE, 2015) A técnica de rinomodelação também está ligada ao uso da lidocaína, que é um anestésico usado em conjunto com o ácido hialurônico. É crucial destacar que não é necessário utilizar anestésico tópico ou injetável antes da realização do procedimento (COIMBRA; OLIVEIRA e URIBE, 2015) Ao final da aplicação das injeções, é aplicado um creme e compressas geladas para aliviar o processo inflamatório e consequente edema. Após a aplicação do ácido, o paciente pode retomar sua rotina normal sem necessidade de repouso, mas é importante ter cuidado ao realizar atividades físicas (YAMAGUCHI, 2005; SAKAI et al, 2011).
2.5 RISCOS E BENEFÍCIOS DA TÉCNICA
A tolerância orgânica ao ácido hialurônico é grande, com poucos efeitos colaterais transitórios, como hematoma, hipersensibilidade, eritema e edema, que duram aproximadamente 1 a 3 dias. As reações locais estão relacionadas à injeção e à inflamação local provocada pelo procedimento (SALVAL et al., 2017; PARADA et al., 2016). As reações inflamatórias que ocorrem têm um impacto significativo no calibre da agulha utilizada, nas propriedades físico-químicas do material utilizado, na quantidade de produto aplicado e na velocidade da injeção. A presença de eritema pode estar relacionada à realização de massagem local após o procedimento, o que deve, portanto, ser evitado. O edema é a reação mais frequente que ocorre quando os vasos sanguíneos são extravasados, resultando em acúmulo de líquidos e, consequentemente, em inchaço (PARADA et al., 2016) Na injeção superficial do material de preenchimento, pode ocorrer uma complicação conhecida como efeito Tyndall. Nessa situação, que é comum em pessoas com fototipo baixo, a área preenchida apresenta uma coloração azulada, que são sinais de hemossiderina após lesão vascular ou da alteração visual da refração de luz através da pele causada pelo material utilizado (PARADA et al., 2016; RAVELLI et al., 2011) Se houver infecção no local, o doente poderá apresentar endurecimento, sensibilidade, eritema e prurido no local. Os micro-organismos geralmente estão relacionados à microbiota residente, tais como Staphylococcus ou Streptococcus sp, e podem ter sido introduzidos durante a aplicação. A infecção tardia ocorre entre oito e doze dias após a injeção (PARADA et al., 2016) As complicações cardíacas são as mais preocupantes devido à necrose. Se a aplicação do ácido hialurônico resultar em branqueamento temporário nos primeiros segundos, pode ocorrer hiperemia reativa em minutos, descoloração preto-azulada em minutos a horas e, em seguida, a formação de bolhas, necrose e ulceração cutânea (PARADA et al., 2016) Segundo Harrison e Rhodes (2017), apesar do grande número de pacientes que utilizam preenchedores faciais para restauração, os efeitos adversos são reduzidos. Assim, os preenchimentos dérmicos são os mais frequentes e, apesar de apresentarem alguns efeitos adversos, conforme mencionado anteriormente, uma análise minuciosa, planejamento do procedimento e técnica adequada são suficientes para alcançar resultados satisfatórios (PARADA et al., 2016).
3. METODOLOGIA
Este estudo é uma revisão da literatura em forma de narrativa que aborda a rinomodelação com uso de ácido hialurônico, realizada entre fevereiro e junho de 2024. A revisão incluiu artigos publicados nos anos de 2004 a 2018, em revistas indexadas nas bases de dados Scielo, Google Acadêmico e Medline, que se apresentavam em domínio público nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Inclui-se também trabalhos de conclusão de curso, teses e artigos científicos. Os descritores usados para a busca de artigos científicos nas bases de dados foram: “beleza”, “estética”, “rinoplastia”, “ácido hialurônico”, “preenchedores dérmicos’’. Foram utilizados 30 artigos científicos para compor esta revisão, juntamente com trabalhos de conclusão de curso. Após essa busca, a primeira avaliação e seleção consistiu na leitura dos títulos das publicações. Em seguida, aconteceu a leitura dos resumos e a segunda seleção. Os artigos selecionados foram lidos de forma completa e aplicados os critérios de exclusão. Após ler todos os artigos e trabalhos encontrados, foram utilizados 30 artigos, sendo que 5 foram excluídos devido aos critérios de exclusão previamente estabelecidos.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
A rinomodelação consiste em um grupo de técnicas para modelar a aparência do nariz, sendo o material mais utilizado para isso o ácido hialurônico (CARRUTHERS et al., 2009). O ácido hialurônico é uma substância presente na nossa matriz extracelular, sendo o material preenchedor reabsorvível e biocompatível, tornando a técnica mais segura (VARGAS, AMORIM e PINTAGUY, 2009).
Por ser reabsorvível, seu efeito é temporário e vai gradativamente diminuindo com o passar de alguns meses, diferentes regiões do nariz terão diferentes durabilidades, com o dorso geralmente sendo a zona de maior durabilidade do efeito, podendo chegar a 12 meses, e a zona de columela a de menor durabilidade, muitas vezes durando até 4 meses, sendo necessário que o paciente refaça o procedimento em média 2 a 3 vezes ao ano para manter o efeito desejado (NANDA; BANSAL, 2013).
Existem fatores que podem acelerar a degradação e, portanto, diminuir a durabilidade do material preenchedor, como etilismo e tabagismo, digestão enzimática do organismo e movimentação da região, e outros que podem aumentar sua durabilidade como a associação de diferentes técnicas e materiais de rinomodelação (ZHU et al., 2017).
Outros fatores essenciais na rinomodelação são a análise da anatomia do nariz a ser tratado e o profundo conhecimento da anatomia geral da região, visto que essa é uma região considerada de alto risco para preenchimentos, devido à sua vascularização rica e às características teciduais que fornecem pouco espaço para acomodação do material (SIGNORINI, 2016).
Alguns cuidados ao se trabalhar na região de nariz são: utilizar a menor quantidade possível de material, para que não haja acúmulo desnecessário e risco de compressão vascular, nunca aplicar qualquer produto onde hajam preenchedores não absorvíveis, devido ao risco de infecções e inflamações graves no local, realizar uma higienização criteriosa da região, não realizar o procedimento caso haja infecção ativa na zona, também é contraindicado para gestantes (BRAVO et al., 2018; PARADA et al., 2016; COIMBRA, OLIVEIRA e URIBE, 2015).
Nesse levantamento de dados foi clara a evidência de que a rinomodelação se constitui de uma técnica mais avançada dentro do grupo de preenchimentos faciais, principalmente pelas características anatômicas que aumentam os riscos de intercorrências graves como a compressão vascular, além de especificidades da técnica, sendo necessário o conhecimento técnico pelo profissional que deseja trabalhar com essa técnica.
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estamos no meio de uma nova era de rinoplastia, na qual a cirurgia não é o único método para tratar defeitos nasais. As opções não cirúrgicas parecem mais viável do que eram antes do surgimento dos novos preenchedores sintéticos. Vários cirurgiões de rinoplastia têm usado preenchedores no nariz por vários anos, reconhecendo que o AH é capaz de suavizar com precisão irregularidades e assimetrias no nariz após a rinoplastia estética. Certamente, o uso de um material injetável para suavizar irregularidades e assimetrias no nariz ainda é uma opção atraente, já que as imperfeições após a cirurgia de rinoplastia são frequentemente encontradas.
A principal vantagem do emprego de preenchedores no nariz é a possibilidade de corrigir uma deformação sem o gasto financeiro, o risco anestésico ou o tempo de inatividade frequentemente associados à intervenção cirúrgica. As dificuldades incluem danos potenciais ao envelope da pele nasal, a necessidade de tratamentos alternados para manter a correção e uma diminuição no impulso do cirurgião para alcançar o resultado ideal no intraoperatório. Conclui-se que receio de oclusão ou compressão vascular é certamente o maior perigo, embora acreditemos que, seguindo os procedimentos básicos de segurança e com um conhecimento anatômico aprofundado, os preenchedores podem ser uma ótima opção para aprimorar a rinomodelação de forma segura e abrangente.
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1Discente do Curso Superior de pós-graduação em Harmonização Orofacial-IOA Belém-PA. e-mail: gstefanie8@gmail.com
2Docente do Curso Superior de pós-graduação em Harmonização Orofacial-IOA Belém-PA. e-mail: rachellamarck@gmail.com
3Docente do Curso Superior de pós-graduação em Harmonização Orofacial-IOA Belém-PA. e-mail: andreiamsb@hotmail.com
