IMPACT OF PHYSICAL ACTIVITY ON PATIENTS WITH BREAST CANCER: A THERAPEUTIC APPROACH
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506231318
Raidila Pereira de Oliveira1
Daiana Silva Reis Santos2
Guilherme Luis Nascimento Quintiliano3
João Paulo Soares Fonseca4
Nielly Andrade Carvalho Ribeiro5
Resumo
Introdução: O câncer de mama é uma neoplasia mais comum entre mulheres, com fatores de risco como excesso de peso, idade e hábitos de vida. A detecção precoce, a prática de exercícios físicos e a atuação da enfermagem são fundamentais para a prevenção, tratamento e reabilitação. Objetivo: Avaliar os impactos da atividade física na qualidade de vida de pacientes com câncer de mama. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo, envolvendo 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama com idade superior a 25 anos no estado de Minas Gerais. Foi aplicado um questionário sociodemográfico, de autoria dos pesquisadores, com 22 questões formulado pela ferramenta Google Forms e enviado de forma online. Resultado: A maioria das participantes relatou que a prática de atividade física trouxe benefícios tanto no aspecto físico quanto emocional, incluindo diminuição da fadiga e das dores corporais, melhora da autoestima e da ansiedade. A caminhada se destacou como a atividade mais realizada antes, durante e após o tratamento. A maior parte considerou a atividade física muito relevante e avaliou positivamente o atendimento de enfermagem. Conclusão: Conclui-se que a prática de atividade física contribui consideravelmente para a qualidade de vida de mulheres com câncer de mama, sendo imprescindível no cuidado integral e no apoio ao tratamento.
Palavras-chave: Câncer de Mama; Exercício físico; Enfermagem; Educação em Saúde.
Abstract
Introduction: Breast cancer is a neoplasm that is more common among women, with risk factors such as excess weight, age, and lifestyle habits. Early detection, physical exercise, and nursing care are essential for prevention, treatment, and rehabilitation. Objective: To evaluate the impacts of physical activity on the quality of life of patients with breast cancer. Method: This is a quantitative, cross-sectional, and descriptive study involving 100 women diagnosed with breast cancer and over the age of 25 in the state of Minas Gerais. A sociodemographic questionnaire, written by the researchers, with 22 questions formulated using the Google Forms tool and sent online was applied. Result: Most participants reported that physical activity brought benefits both physically and emotionally, including decreased fatigue and body pain, and improved self-esteem and anxiety. Walking stood out as the most performed activity before, during, and after treatment. Most considered physical activity very relevant and positively evaluated nursing care. Conclusion: It is concluded that the practice of physical activity contributes considerably to the quality of life of women with breast cancer, being essential for comprehensive care and treatment support.
Keywords: Breast Cancer; Physical Exercise; Nursing, Health Education.
1. INTRODUÇÃO
O câncer (CA) é uma das principais causas de óbitos no mundo, podendo ter origem genética ou estar relacionado a fatores ambientais e hábitos de vida. No caso do câncer de mama (CM), fatores como sobrepeso, menopausa, menarca precoce, uso de contraceptivos orais, gestação tardia, consumo de álcool e idade aumentam o risco da doença (INCA, 2023a; Germano, 2020).
Para o Instituto Nacional do Câncer (INCA) 2023b, o câncer de mama é um tumor que se origina no tecido mamário e se caracteriza pelo crescimento irregular e acelerado das células da mama, sendo a neoplasia mais incidente em mulheres no Brasil, com previsão de 73.610 novos casos entre 2023 e 2025, com taxas mais altas nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste (Santos et al., 2023).
Segundo Silva et al (2021), a enfermagem marca presença em diversas etapas e contextos, trabalhando desde a prevenção inicial até os cuidados após o diagnóstico e durante a reabilitação, oferecendo um suporte integral. É importante destacar também a sua relevância dentro da equipe multiprofissional, para discutir casos, tomar decisões, elaborar planos de cuidados e garantir o bem-estar físico e emocional dos pacientes.
É fundamental adotar um estilo de vida saudável para evitar o desenvolvimento do CM. Isso inclui ter uma alimentação equilibrada; evitar o consumo excessivo de álcool; praticar atividades físicas (AF) regularmente; e manter o peso sob controle, pois a obesidade eleva os níveis de estrogênio, favorecendo o desenvolvimento do tumor (Campos et al., 2022; Oliveira, 2020).
Além disso, o exercício físico (EF) regular é uma solução para a prevenção e controle de doenças não transmissíveis (DNTs), como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer, sendo recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que adultos e idosos pratiquem, no mínimo, 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou, pelo menos, 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa, para obter benefícios significativos à saúde (WHO, 2020).
De acordo com Renni, Rego e Andrade (2022), muitos são os prejuízos causados pelo tratamento oncológico. Os pacientes acometidos pelo câncer mamário podem desenvolver perda de massa muscular e fragilidade óssea, depressão, angústia, complicações na vida sexual, dificuldades para dormir e fadiga. Todos esses fatores interferem na qualidade de vida desses pacientes e, no que diz respeito aos benefícios do exercício físico, este tem um papel significativo na melhoria das respostas aos tratamentos e na redução desses impactos.
Portanto, a educação em saúde é uma atividade desenvolvida pelos profissionais de saúde, incluindo o enfermeiro, que desempenha um papel fundamental nesse processo, fortalece o diálogo e a conscientização dos pacientes sobre a importância da saúde e o papel ativo que cada indivíduo tem na melhoria da qualidade de vida (Silva; Nogueira; Souza, 2022).
O tema tem como relevância a contribuição social e acadêmica em explorar um assunto de saúde pública emergente e atual, como o CM. Na medida em que busca intervir no comportamento dos pacientes oncológicos, ao expor benefícios da prática de atividades físicas.
Da mesma forma, este estudo tem como relevância profissional, pois fornece subsídios aos competentes de enfermagem, compartilhando dados sobre as recomendações de AF, e para que pacientes e profissionais consigam incluir a AF no contexto do cuidado contínuo, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida e, possivelmente, melhores resultados clínicos.
A ciência da saúde ganha mais uma forte evidência sobre o tratamento do CM, com mais indícios de que as práticas de vida saudáveis são um fator modificador, não só na prevenção de doenças, como também, durante o tratamento.
Nesse contexto, esse estudo tem como objetivo avaliar os impactos da AF na qualidade de vida de pacientes com CM e como finalidade responder o seguinte questionamento: será que a prática de AF traz algum benefício durante o tratamento do CM?
2. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo, que explora a pesquisa de campo e bibliográfica, envolvendo seres humanos por meio da aplicação de questionários através de uma entrevista estruturada, utilizando amostragem em bola de neve.
A pesquisa foi realizada em um cenário de estudo no território brasileiro, no Estado de Minas Gerais, e utilizou a técnica de amostragem em bola de neve. Esta abordagem é particularmente eficaz para estudar populações que são raras ou que não possuem um conhecimento prévio amplo. A amostragem em bola de neve inicia-se com a identificação de informantes-chave, denominados “sementes”, que são capazes de indicar indivíduos que atendam ao perfil desejado para a pesquisa. Após a identificação inicial, os participantes são convidados a sugerir novos contatos por meio de suas próprias redes sociais, permitindo a expansão do conjunto amostral a cada nova entrevista, desde que isso se mostre relevante para os objetivos da investigação (Biernaki; Waldorf, 1981).
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2022, a população do Estado de Minas Gerais alcança aproximadamente 20,54 milhões de habitantes conforme Censo realizado em 2022.
Foram incluídas na amostra 100 mulheres diagnosticadas, que estão em tratamento contra o câncer de mama (CM) ou curada, com idades superiores a 25 anos.
O questionário foi elaborado pelas próprias autoras, contendo 22 questões de múltipla escolha, sendo dividido em: dados sociodemográfico, estado civil, idade, região de residência, escolaridade, uso de cigarro, álcool, drogas ilícitas ou consumo de produtos processados e ultraprocessados; na segunda parte, idade em que foi diagnosticada com câncer de mama e a fase do tratamento que se encontra e o tratamentos realizados; para finalizar foi abordado sobre a atividade física, se realizou atividade física no diagnóstico, no tratamento, após o tratamento e quais as atividades foram realizadas.
O instrumento foi enviado via ferramenta Google Forms, por meio do link em grupos de WhatsApp e Instagram.
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da UninCor, pelo parecer n. 7.406.807 e CAAE 85846825.5.0000.0295, todas as participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Os dados obtidos foram descritos em forma de tabela e gráficos conforme a estatística descritiva, sendo elaborados e discutidos abaixo.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Esta seção, denominada resultados e discussões, apresenta e discute os dados obtidos a partir do questionário aplicado de forma online a 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama que estavam em tratamento, pós terapia ou curada, com o objetivo de avaliar os impactos da atividade física na qualidade de vida dessas pacientes.
A tabela 1 refere-se aos dados sócio demográficos de mulheres com diagnóstico ou em tratamento de câncer de mama.
Tabela 1 – Sociodemográfico, aplicado a mulheres com diagnóstico ou tratamento de Câncer de Mama, N. 100, Três Corações, Minas Gerais, Brasil.


Fonte: Autores da pesquisa, 2025
Os dados acima mostram a população de mulheres que tiveram câncer de mama e a prática de atividade. Os dados relacionados a idade, a pesquisa demonstrou que de 41 a 50 anos (39%), já com mais de 51 anos (37,0%), de 31 e 40 anos (21,0%) e de 25 a 30 anos (3,0%). Já o estado civil observou-se que a mulheres que relataram serem casadas foram de 56,0%, sendo as solteiras de 17,0%, divorciadas 12,0%, união estável 10,0%, separadas 4,0% e viúvas 1,0%. O estudo apresentado por Nunes, Cupertino e Silva (2023) relata que o CM tem mais prevalência em mulheres com idade 52 a 59 anos (38,77%), casadas (53,06%). Segundo Bobato, Britto e William (2022), o apoio do companheiro influencia em bons resultados durante o tratamento, sendo essencial para o bem-estar e a habilidade de lidar com o diagnóstico.
Um dado importante relaciona-se ao local de moradia das participantes, sendo um dos objetivos da pesquisa atingir a população Mineira (100%), residem em Minas Gerais. No quesito escolaridade constatou-se, que a maioria das mulheres possuíam ensino superior completo 41,0%, igualando-se ao potencial daquelas com ensino médio 41,0%. Já 12,0% apresentaram ensino superior incompleto, 6,0% tinham apenas ensino fundamental, e nenhuma das participantes relatou saber apenas ler e escrever. Diferentemente do estudo de Brisolla et al (2025) que identificou maior prevalência a mulheres com alfabetização em ensino fundamental (67,6%), os resultados desse trabalho apontam um perfil com maior nível de escolaridade. Essa divergência pode estar ligada as particularidades demográficas do grupo analisado, além do ambiente regional em que foi realizada a pesquisa. Um período mais extenso de educação contribui para que a paciente entenda os elementos relacionados ao progresso da doença e, assim, os fatores que oferecem proteção ou risco, além dos comportamentos que são essenciais para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido do CM (Dong e Qin, 2020).
Na questão que se refere ao uso de substâncias, foi permitido que as participantes indicassem mais de uma alternativa. Com resultado, observou-se o consumo de produtos processados (50,0%), álcool (30,0%), cigarro (14,0%), nenhuma das opções acima (5,0%) e drogas ilícitas (1,0%). Esses achados vêm de encontro com as pesquisas realizada por Fakhri et al (2022) e Luquetti et al (2024), que afirmam que o uso de cigarro, consumo de álcool e outras drogas, má alimentação, obesidade e sedentarismo estão associados ao aumento do risco para desenvolvimento do CM.
A tabela 2 demonstra os dados relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama.
Tabela 2 – Dados sobre Câncer de Mama (CM), aplicado a mulheres com diagnóstico ou tratamento, N. 100, Três Corações, Minas Gerais, Brasil.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025
Nota: CM= Câncer de Mama.
Os dados acima afirmam que a maioria das participantes relataram obter o diagnóstico de CM entre 36 a 45 anos (43,0%), seguida da faixa etária de 46 a 55 anos (26,0%), de 25 a 35 anos (18%), enquanto acima de 56 anos (13,0%). Segundo o INCA (2022), o CM se torna mais frequente com o passar dos anos, sendo que a maioria dos casos é observado a partir dos 50 anos. No entanto, na pesquisa conduzida por Correa et al (2023), constatou-se que as participantes tinham uma idade média de 36 anos (as idades variavam de 33-39 anos), o presente estudo destaca que mulheres jovens tendem a ser diagnosticadas com formas mais agressivas da doença e apresentam prognósticos desfavoráveis, além de enfrentarem maior risco de recorrência, metástases, entre outras complicações. Ainda segundo os autores, observa-se que o diagnóstico de CM em mulheres jovens frequentemente ocorre quando os sintomas já estão presentes, uma vez que essa faixa etária não é comtemplada pelos programas nacionais de rastreamento.
Em relação a fase do tratamento do CM durante a pesquisa, constatou-se que 38,0% das mulheres estavam em pós-tratamento, enquanto 33,0% ainda se encontravam em tratamento ativo, outro dado observado foi que 25,0% das participantes afirmam estar curadas e 4,0% estavam em fase inicial do tratamento. Esses resultados estão em consonância com os dados da pesquisa de Monteiro e Barros (2024) relatam que o tratamento do CM, das pesquisadas 58,33% estavam em remissão da doença.
No que diz respeito aos procedimentos terapêuticos realizados, as participantes poderiam assinalar mais de uma opção, sendo que as diferentes etapas do tratamento são variadas e constantes. Os resultados demonstraram que os mais citados foram: a quimioterapia com 37,5%, a mastectomia 26,0%, radioterapia 25,5% e com 11,0% a reconstrução mamária.
Estas evidências divergem parcialmente do estudo de Vasconcelos (2022), mostrou que 100% das pesquisadas realizaram a mastectomia, 23,0% radioterapia e 16,0% a quimioterapia. Conforme apontam Sartori e Basso (2019), a seleção do tratamento a ser adotado após a confirmação do diagnóstico segue diretrizes médicas, podendo variar entre diferentes associações de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal, conforme as especialidades de cada caso.
A tabela 3 apresenta os dados relacionados à prática de AF entre as mulheres com diagnóstico, tratamento ou curadas do CM.
Tabela 3 – Dados sobre Atividade Física (AF), aplicado a mulheres com diagnóstico ou tratamento de Câncer de Mama (CM), N. 100, Três Corações, Minas Gerais, Brasil.


Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Nota: AF= Atividade Física, CM= Câncer de Mama
A pesquisa apontou que 67,0% das participantes já praticavam AF antes do diagnóstico, enquanto 33,0% não faziam nenhuma prática nesse período. Durante o tratamento, 50,0% mantiveram a prática de AF, enquanto que a outra metade (50,0%) não praticou. Em relação ao período pós-tratamento, a adesão aumentou com 62,0% das mulheres relatando prática de AF à medida que 38,0% permaneceram inativas. Sobre o apoio profissional recebido, 54,0% das mulheres afirmaram ter recebido orientações da equipe de enfermagem durante o tratamento em relação à prática de atividade física, enquanto 46,0% não receberam tais informações. Além disso, 77,0% relataram ter recebido informações ou prescrição médica para a prática de AF e 23,0% informaram que não receberam.
Os dados desse estudo são similares aos achados de Bezerra e Oliveira (2021), que verificaram que antes do diagnóstico do CM, muitas mulheres praticavam AF de forma constante, já durante o tratamento, essa frequência diminuiu e só após o término do procedimento, elas voltaram a realizar algum tipo de AF os dados do estudo apontam que 60,0% das entrevistadas receberam informações sobre a AF e 80,0% recebera indicação médica.
Em relação ao tempo de prática de AF, observou-se que 27,0% das participantes relataram não praticar AF, enquanto 25,0% estavam praticando há mais de quatro anos. Além disso, 18,0% praticavam entre três anos e um mês a quatro anos, 17,0% entre dois anos e um mês a três anos, e 13,0% haviam iniciado entre um a dois anos.
Um estudo conduzido por Dixon-Suen et al (2022), por meio de randomização realizado na Europa, relata que a prática de AF geral ou vigorosa está agregado a menor risco de CM. Por outro lado, o maior tempo de comportamento sedentário foi relacionado a um risco maior de tumor negativo para receptor hormonal. Essas informações destacam a relevância de implementar e manter a AF como uma abordagem preventiva e de controle da doença.
Na tabela 4 mostra os dados sobre a atividade física praticada em três tempos, sendo ela antes do diagnóstico, durante e pós tratamento do câncer de mama. Esse item a participante da pesquisa poderia indicar mais de um item em cada tempo.
Tabela 4 – Dados sobre as Atividade Física (AF) realizadas antes, durante e após o tratamento do Câncer de Mama (CM), aplicado a mulheres com diagnóstico ou tratamento de Câncer de Mama, N. 100, Três Corações, Minas Gerais, Brasil.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Nota: AF = Atividade Física; AT = Antes do tratamento; DT= Durante o tratamento; PT = Pós tratamento.
A prática de AF antes do início do tratamento do CM, mostrou que a modalidade mais citada foi a caminhada ou corrida correspondendo a 33,0% das respostas. Em seguida, destacam-se a musculação com 24,0% e a dança (10,0%). Práticas como pilates 6,0%, yoga 0,5% e outras atividades 7,5% também foram citadas, embora com menor frequência. Ainda assim, 19,0% das participantes relataram não praticar nenhuma AF nesse período. Esses achados são coerentes com os dados apresentados por Bezerra e Oliveira (2021), que observaram que a maioria das mulheres já mantinham alguma prática regular de AF antes do diagnóstico, sendo a caminhada a mais comum. Além disso, o estudo de Cannioto et al (2020) evidenciou que mulheres fisicamente ativas antes do diagnóstico e após o tratamento apresentam reduções estatisticamente significativas nos riscos de recorrência e mortalidade por CM.
Durante o tratamento, observou-se uma redução na adesão a maioria das categorias. A caminhada ou corrida permaneceu como a prática mais comum (31,5%), porém com leve queda em relação ao período anterior. A musculação teve uma redução significativa, sendo praticada por 10,5% das participantes. Atividades como o pilates (7,0%), dança (7,0%), yoga (1,0%) e outros (7,0%) apresentaram baixa prevalência e 5,0% das mulheres relataram não praticar nenhuma AF durante esse período. Segundo estudos de Browall et al (2016) e Gomes, Pinto e Domingues (2020), fatores como fadiga, dor, desconforto, fatores sociais e falta de informação atuam como barreiras que reduzem a disposição para prática de EF durante o tratamento oncológico. Esses autores ressaltam a necessidade de incluir programas de AF, levando em conta a vivência do paciente, e enfatizam o papel dos profissionais de saúde em oferecer apoio e orientação especializada sobre como iniciar ou manter a prática regular de AF de forma segura, visando atenuar sintomas, diminuir a morbidade e promover o bem-estar durante ou após o tratamento do CM.
No período pós-tratamento, houve uma retomada da prática de AF. Caminhada ou corrida voltou a ser a mais praticada com 33,5% de respostas, seguida por musculação (21,5%), pilates (9,0%), outras atividades (9,5%), dança (4,0%) e yoga (0,5%). A proporção de mulheres que não praticavam nenhuma AF reduziu para 22,0%, sugerindo uma possível reabilitação ou retomada gradual do estilo de vida ativo.
Um estudo recentemente publicado por Zapirain et al (2025), evidenciou os benefícios de um programa estruturado de EF para mulheres sobreviventes de CM, especialmente no que diz respeito ao aumento da adesão à prática de AF após o tratamento. A pesquisa, conduzida com 72 participantes, mostrou que aquelas inseridas em um protocolo de treinamento simultâneo (força e aeróbico) ao longo de 12 sessões, demonstraram aumento significativo no tempo e na intensidade da AF moderada e vigorosa, além de redução do tempo sedentário, em comparação ao grupo controle. Esses resultados reforçam a importância da implementação de programas de reabilitação física direcionados, visto que a retomada da AF está associada à melhora da qualidade de vida, prevenção de recorrências e benefícios funcionais e emocionais, como aumento da autoestima e redução da fadiga.
Segundo Wu e colegas (2023), apontam que práticas como ioga, exercícios combinados, aeróbicos e de resistência estão realmente relacionadas à redução da fadiga. Entre essas opções, a ioga se destacou como a terapia de exercício mais eficaz para aliviar esse sintoma, seguida pelos exercícios aeróbicos e de resistência combinados.
A tabela 5 demonstra os dados sobre os benefícios das atividades físicas citadas pelas participantes. Ao abordar os benefícios, a participante tinha como opção marcar mais de uma alternativa.
Tabela 5 – Dados sobre benefício da Atividade Física (AF), aplicado a mulheres com diagnóstico ou tratamento de Câncer de Mama, N. 100, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Nota: AF = Atividade Física
No que se refere aos benefícios percebidos com a prática de AF, 82,0% das participantes reconheceram que a AF trouxe efeitos positivos para sua saúde, 18,0% afirmaram não ter notado benefícios. Os principais impactos relatados, destacaram-se a diminuição da dor corporal (18,5%) e fadiga (18,0%), o aumento da autoestima (15,0%), melhora da ansiedade (14,0%) e o ganho de força ou massa muscular (13,5%). Outros efeitos mencionados incluíram melhora da depressão (8,0%), outros benefícios (9,0%) e 4,0% informaram não praticar nenhuma AF.
Confirmando esses achados, a pesquisa de Liu et al (2025), investigou os efeitos da prática de EF em 25 mulheres com CM metastático, evidenciou que as participantes notaram benefícios tanto para o corpo quanto para a mente, como elevação dos níveis de energia, o fortalecimento da resiliência emocional e uma maior sensação de domínio sobre o próprio corpo.
Segundo Ligibel et al (2022), em diretriz publicada pela American Society of Clinical Oncology (ASCO), relataram que a prática de AF está associada à melhora significativa da fadiga, força muscular, aptidão cardiorrespiratória e outros desfechos positivos que incluem os aspectos relacionados à saúde mental e qualidade de vida.
Outros estudos com de Rampirez-Vélez et al (2021) e Bini (2023), examinaram os efeitos da AF em mulheres com CM, e demonstraram que a prática reduz significativamente a ansiedade, depressão e fadiga, além de melhorar a imagem corporal e promover uma melhor qualidade de vida.
Corroborando esses dados a pesquisa publicada por García-Soidán et al (2020), que abordou um ensaio clínico randomizado e avaliou o efeito da AF durante dois anos na qualidade de vida e funcionalidade de mulheres sobreviventes de CM, e comprovou que a prática de exercícios, especialmente o treino de força, proporciona melhorias significativas na saúde física e mental.
A tabela 6 apresenta sobre a percepção das participantes quanto à importância da AF durante o tratamento do CM, e se receberam orientações da equipe de enfermagem em relação aos cuidados antes, durante e após o tratamento, bem como a forma como avaliaram o atendimento prestado por esses profissionais.
Tabela 06 – Dados sobre a importância da Atividade Física (AF) durante o tratamento do Câncer de Mama (CM) e o atendimento de enfermagem, aplicado a mulheres com diagnóstico ou tratamento de Câncer de Mama, N. 100, Três Corações, Minas Gerais, Brasil.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Nota: AF = Atividade Física; CM = Câncer de Mama.
Com relação a percepção sobre a importância da AF durante o tratamento do CM, 77,0% das participantes consideraram a prática como muito relevante, 19,0% a classificaram como relevante e 4,0% admitiram ser pouco relevante. Esses dados coincidem com os resultados da pesquisa de Bezerra e Oliveira (2019), na qual 60% das entrevistadas identificaram a AF como um fator relevante e 30% julgaram que seja muito relevante.
Quanto às orientações recebidas ao longo do tratamento, 71,0% afirmaram que sempre receberam orientações de profissionais sobre os cuidados, antes, durante e após o tratamento, 24,0% relataram que isso ocorria às vezes e 5,0% indicaram que quase nunca receberam informações. Esses achados indicam um bom nível de assistência em relação à educação em saúde. Sobre o atendimento de enfermagem, 61,0% das participantes avaliaram como excelente, 31,0% bom e 8,0% classificaram como razoável e nenhuma o considerou péssimo.
De acordo com Gomes (2023), ao realizar uma revisão integrativa, a enfermagem deve considerar não apenas as demandas físicas, mas também das necessidades psicossociais e, em determinados casos, espirituais dos pacientes. A autora enfatiza ainda a importância do enfermeiro como orientador de saúde, oferecendo informações detalhadas sobre o tratamento, medicações e procedimentos, construindo uma relação de confiança e fortalecimento do vínculo com o paciente.
A pesquisa encontrou achados importantes e relevantes, vindo de encontro com a literatura já existente, reforçando assim que a AF é essencial para melhoria da qualidade de vida das pacientes acometidas pelo CM.
4. CONCLUSÃO
A presente pesquisa mostrou que a prática de AF exerce impactos positivos na qualidade de vida de mulheres diagnosticadas com CM. Foi observado que a AF auxilia a reduzir sintomas físicos e emocionais, como fadiga, dor corporal, ansiedade e depressão, além de melhorar a autoestima e a força muscular. As participantes também reconheceram a importância da AF durante o tratamento, principalmente quando acompanhada de orientações adequadas da equipe de enfermagem.
A pesquisa tinha por objetivo avaliar os impactos da AF na qualidade de vida de pacientes com CM, esse propósito foi alcançado, uma vez que os dados revelam benefícios expressivos relatados pelas participantes, reforçando a importância de incluir práticas corporais no cuidado completo. Além disso, o estudo evidenciou o papel essencial da enfermagem na orientação em saúde e no incentivo à prática de AF ao longo de todo o processo terapêutico.
Dessa forma, conclui-se que a inclusão dessas atividades como uma estratégia complementar não deve ser considerada apenas como um recurso de reabilitação, mas também como uma estratégia de promoção e proteção da saúde e de suporte emocional às mulheres em tratamento do CM.
O estudo limita-se pela região a qual foi submetida, sendo necessário expandir para várias localidades do Brasil. As futuras pesquisas irão contribuir e aprofundar ainda mais na relação entre a prática regular de AF e os diferentes tipos e estágios do CM, levando em conta fatores como intensidade, frequência e duração dos exercícios. Recomenda-se que sejam realizadas pesquisas que possam contribuir para entender melhor as experiências, barreiras e motivações dessas mulheres em diferentes contextos sociais e regionais.
REFERÊNCIAS
BIERNAKI, Patrick; Waldorf, Dan. Snowball sampling-problems and techniques of chain referral sampling. Sociological Methods and Research. v.10, n.2, p.141-163, 1981. Doi: 10.1177/004912418101000205. Acesso em: 20/11/2024.
BINI, Amanda Petrini. Níveis de Atividade Física, Qualidade de Vida e Fadiga em Mulheres Sobreviventes de Câncer de Mama. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Trabalho de Conclusão de Curso, Orientador: Gabriela Tomedi Leites, Coorientador: Fabricio Edler Macagnam, p.1-11, 2023. https://api.repositorio.ufcspa.edu.br/server/api/core/bitstreams/48d04f0c-00fb-4cc4-b215-2ff65187e010/content. Acesso em: 18/maio/2025.
BOBATO, Sueli Terezinha; Britto, Kássia Renata; Cunha, William da Silva; Impacto das relações afetivo-amorosas no tratamento de mulheres com câncer de mama na perspectiva da psicologia analítica. Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, Brasil, v.1, n.1, 2022. Disponível em: https://periodicos.univali.br/index.php/SDC/article/view/19017. Acesso em: 10/maio/2025.
BRISOLLA, Nathalia Koempfer; et al. Relação entre a raça, escolaridade, idade, índice de massa corporal e origem do encaminhamento com os estádios do diagnóstico de câncer de mama das mulheres. Revista DELOS, Curitiba, v.18, n.63, p. 01-19, 2025. DOI: 10.55905/rdelosv18.n63-090. Acesso em: 10/maio/2025.
BROWALL, Maria; et al. Physical Activity During and After Adjuvant Treatment for Breast Cancer: An Integrative Review of Women’s Experiences, Integrative Cancer Therapies, v.17, p.16–30, 2016. DOI: 10.1177/1534735416683807. Acesso em: 11/maio/2025.
CAMPOS. Milena dos Santos Barros, et al. Os Benefícios dos Exercícios Físicos no Câncer de Mama. Sociedade Brasileira de Cardiologia- SBC 1. v.119, n.6, p. 981-990, 2022. Doi: https://doi.org/10.36660/abc.20220086. Acesso 25/jul/2024.
CANNIOTO, Rikki A; et al. Physical Activity Before, During, and After Chemotherapy for High-Risk Breast Cancer: Relationships With Survival. JNCI J Natl Cancer Inst, v. 113, p. 54-63. 2020. DOI: 10.1093/jnci/djaa046. Acesso em: 11/maio/2025.
CORREA, Daniela B. et al. Epidemiological and clinical characteristics of young patients with breast cancer in brazil: a retrospective study. JCO Global Oncology, p.1-9, 2023; 9: e2300152 DOI: https://doi.org/10.1200/GO.23.00152. Acesso em: 11/maio/2025.
DIXON-SUEN, Suzanne C; et al, Physical activity, sedentary time and breast cancer risk: A Mendelian randomization study. Br. J. Esportes Med, v.56, p.1157-1170, 2022; 56:1157–1170. DOI: 10.1136/bjsports-2021-105132. Acesso em: 11/maio/2025.
DONG, Jia Yi; Qin, Li-Qiang. Education level and breast cancer incidence: a metaanalysis of cohort studies, Menopause, v. 27, n. 1, p. 113-118, 2020. Doi: 10.1097/GME.0000000000001425. Acesso em: 11/maio/2025.
FAKHRI, Nada; et al. Risk factors for breast cancer in women: an update review. Med Oncol. v. 39, p. 197, 2022. doi: 10.1007/s12032-022-01804-x. Acesso em: 04/jun/2025.
GARCÍA-SOIDÁN, Jose L; et al. Long-Term Influence of the Practice of Physical Activity on the Self-Perceived Quality of Life of Women with Breast Cancer: A Randomized Controlled Trial. Int J Environ Res Public Health, v.17, p.1-12, 2020. DOI: 10.3390/ijerph17144986. Acesso em: 17/maio/2025.
GERMANO, Ana Beatriz da Silva Baptista. Aspectos Genéticos Relacionados ao Câncer de Mama. Orientadora: Fernanda Costa Vinhaes de Lima. 2020. 46F. Conclusão de Curso (Biomedicina). Uniceb Educação Superior. Brasília. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/14723/1/Ana%20Beatriz.pdf. Acesso em: 10/set/2024.
GOMES, Maria Laura Brizio; Pinto, Stephanie Santana; Domingues, Marlos Rodrigues. Barriers to physical activity in women with and without breast câncer. ABCS Health Sciences, v.45, p.1-7, 2020. DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.45.2020.1404. Acesso em: 17/maio/2025.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER- INCA. DADOS E NÚMEROS SOBRE CÂNCER DE MAMA. Relatório anual 2022, Ministério da Saúde, Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/dados_e_numeros_site_cancer_mama_setembro2022.pdf. Acesso em: 11/maio/2025.
INCA- INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. O que causa o câncer? Há diversas causas externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas) que podem interagir e dar início ao câncer. Governo Federal. 2023a. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/o-que-causa-o-cancer. Acesso em: 20/ago/2023.
INCA- INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Câncer de mama: o câncer de mama é caracterizado pelo crescimento de células cancerígenas. Ministério da Saúde. Governo Federal. 2023b. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama. Acesso em: 25/jul/2024.
LIGEBEL, A. Jennifer; et al. Exercise, Diet, and Weight Management During Cancer Treatment: ASCO Guideline. Journal of Clinical Oncology. v.40, n.22, p.2491-2507, 2022. Doi: https://doi.org/10.1200/JCO.22.00687. Acesso em: 04/jun/2025.
LIU, Mark; et al. Motivations and perceptions for physical activity in women living with metastatic breast cancer: a qualitative interview study. BMC Cancer, v.80, p.1-8, 2025. Doi: https://doi.org/10.1186/s12885-023-11335-x. Acesso em: 17/maio/2025.
LUQUETTI, Camilla Maganhin; et al. Fatores que modificam o risco de câncer de mama em mulheres. Journal of Medical and Biosciences Research; v. 5, p. 1059–1068, 2024. DOI: 10.70164/jmbr.v1i5.404. Acesso em: 04/jun/2025.
MONTEIRO, Ana Beatriz Maciel; Barros, Amanda Ashton Baeta. Análise da atividade física, força muscular, composição corporal, funcionalidade e qualidade de vida de mulheres com câncer de mama, Programa de Iniciação Científica PIC/CEUB, Pesquisa de Pós-Graduação, Orientador: Mateus Medeiros Leite, Brasília, v.9, n.1, 2024. Disponível em: https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/pic/article/view/10051/6022. Acesso em: 11/maio/2025.
NUNES, Ana Luiza Santana Oliveira; Cupertino, Marli do Carmo; Silva, Emília Pio. A reabilitação fisioterapêutica como parte do tratamento do câncer de mama, Revista Brasileira de Reabilitação e Atividade Física, Vitória, v.12, n.1, p. 47-54, 2023. Disponível em: 6+-+A+reabilitação+fisioterapeutica+p.47-54.pdf. Acesso em 10/maio/2025.
OLIVEIRA, Luciana Santos. Mortalidade feminina por câncer de mama no Brasil nos anos 2000 a 2017: tendência e perfil sociodemográfico. Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT)Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/handle/icict/44747/luciana_oliveira_icict_espec_2020.pdf?sequence=2&isAllowed=y. Acesso em: 25/ago/2024.
RAMÍREZ-VÉLEZ, Robinson; et al. Evidence-Based Exercise Recommendations to Improve Mental Wellbeing in Women with Breast Cancer During Active Treatment: A Systematic Review and Meta-Analysis. Cancers, v. 13, p.1-28, 2021. DOI: 10.3390/cancers13020264. Acesso em:17/maio/2025.
RENNI, Marcos P. J; Rego, Marcos V. Machado; Andrade, Leonardo Freire. Breast Cancer Suvivors: Rehabilitation and Quality of life. Acta Scientific Women’s Health. v.4.5, p.09-12, 2022. Disponível em: https://actascientific.com/ASWH/pdf/ASWH-04-0355.pdf. Acesso em: 18/ago/2024.
SANTOS, Marceli de Oliveira; et al. Estimativa de incidência de Câncer no Brasil, 2023-2025. Revista Brasileira de Cancerologia. v.69.1, e-213700, p. 1-12, 2023. Doi: https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2023v69n1.3700. Acesso em: 13/ago/2024.
SILVA, Renata Roberta Dantas; et al. Ações do enfermeiro para prevenção e detecção precoce do câncer de mama. Saúde Coletiva. v.11, n.65, p.6090-6094, 2021. Disponível em: https://revistasaudecoletiva.com.br/index.php/saudecoletiva/article/view/1593/1839. Acesso em: 31/ago/2024.
SILVA, Mislene Araújo; Nogueira, Vitória de Souza; Souza, Camila Silva. Importância do enfermeiro na promoção da qualidade de vida do idoso. Scire Salutis. v.12, n.1, p.190-198, 2022. DOI: http://doi.org/10.6008/CBPC2236- 9600.2022.001.0021 Acesso em: 28/ago/2024.
VASCONCELOS, Jamily Borba. Depressão em mulheres submetidas ao tratamento do câncer de mama: estudo de coorte retrospectivo. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ministério da Educação, Trabalho de conclusão de curso de fisioterapia. Orientador: Dr. Marcello Barbosa Otoni Gonçalves Guedes, Coorientadora: Dr. Thais Sousa Rodrigues Guedes, Natal-RN, p.1-25, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/c1e62028-68be-4a74-9608-008bf39ebbdd/content. Acesso em: 11/maio/2025.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Who Guidelines on Physical Activity and Sedentary Behaviour. 2020. Disponível em: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/336656/9789240015128-eng.pdf?sequence=1. Acesso em: 18/ago/2024.
WU, Tong BS; et al. Effect of Exercise Therapy on Cancer-Related Fatigue in Patients With Breast Cancer: A Systematic Review and Network Meta-analysis. American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation. v.102, n.12, p.1055-1062, 2023. DOI: 10.1097/PHM.0000000000002277. Acesso em: 01/jun/2025.
ZAPIRAIN, Igor Herrero; et al. Effects of a Targeted Concurrent Training Program on the Exercise Adherence in Female Breast Cancer Survivors: A Randomized Controlled Trial. Healthcare; v: 429. p: 13. 2025. Acesso em: 01/jun/2025.
1Graduada em Enfermagem – Instituição: Centro Universitário Unincor: Endereço: Três Corações –Minas Gerais, Brasil. E-mail: raidila.oliveira@aluno.unincor.edu.br – Orcid: https://orcid.org/0009-0004-0773-0003
2Graduada em Enfermagem – Instituição: Centro Universitário Unincor: Endereço: Três Corações –Minas Gerais, Brasil. E-mail: daiana.santos@unincor.edu.br – Orcid: https://orcid.org/0009-0009-8180-4572
3Mestre em Enfermagem – Instituição: Centro Universitário Uninco: Endereço: Três Corações – Minas Gerais, Brasil. E-mail: guilherme.quintiliano@unincor.edu.br Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2470-7943
4Mestre em Educação – Instituição: Centro Universitário Unincor: Endereço: Três Corações –Minas Gerais, Brasil. E-mail: joao.fonseca@unincor.edu.br – Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4886-1718
5Mestre em Enfermagem – Instituição: Centro Universitário Unincor: Endereço: Três Corações –Minas Gerais, Brasil. E-mail: nielly.ribeiro@unincor.edu.br – Orcid: https://orcid.org/0000-0002-8399-0657
