EFEITOS DA POLUIÇÃO DO AR NA SAÚDE CARDIORRESPIRATÓRIA DOS  MORADORES DE VOLTA REDONDA/RJ

 EFFECTS OF AIR POLLUTION ON THE CARDIORESPIRATORY HEALTH OF  RESIDENTS OF VOLTA REDONDA/RJ

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202503251839


Dayana Miranda da Silva1
Luiz Gabriel da C.B. Lopes2
Thais Côrrea Ibañez3


RESUMO 

Este  estudo  visa  analisar  a  relação  entre  a  poluição  do  ar  e  as  doenças  cardiorrespiratórias  na  cidade  de  Volta  Redonda,  RJ,  considerando  o  impacto  do  crescimento  industrial  local  na  saúde  da  população.  A  poluição  atmosférica,  reconhecida  por  sua  contribuição  para  problemas  cardiovasculares  e  respiratórios,  é  um  tema  de  grande  relevância,  especialmente  em  cidades  com  intensa  atividade  industrial,  como  Volta  Redonda.  O  problema  central  deste  estudo  questiona  se  os  poluentes  atmosféricos  da  região  estão  agravando  as  condições  de  saúde  dos  moradores.  A  metodologia  adotada  foi  um  estudo  transversal  analítico  com  204  participantes,  realizado  de  janeiro  a  março  de  2025.  Os  resultados  confirmaram  que  a  poluição  do  ar  está,  de  fato,  relacionada  ao  aumento  de  doenças  cardiorrespiratórias  na  cidade.  A  percepção  negativa  da  qualidade  do  ar,  associada  à  alta  incidência  de  doenças  entre  os  participantes,  evidencia  a  necessidade  de  ações  mitigadoras,  como  a  redução  das  emissões  de  poluentes  da  Companhia  Siderúrgica  Nacional  (CSN).  Além  disso,  destaca-se  a  urgência  de  políticas  públicas  voltadas  para  a  saúde  da  população  e  a  promoção  de  campanhas  educativas  sobre  os  riscos  da  poluição  atmosférica,  já  que  muitos  participantes  demonstraram  falta  de  conscientização sobre os efeitos específicos da poluição. 

Palavras-chave:  Poluição. Hospitalização. Doenças  cardiorrespiratórias. 

ABSTRACT 

This  study  aims  to  analyze  the  relationship  between  air  pollution  and  cardiorespiratory  diseases  in  the  city  of  Volta  Redonda,  RJ,  considering  the  impact  of  local  industrial  growth  on  public  health.  Atmospheric  pollution,  recognized  for  its  contribution  to  cardiovascular  and  respiratory  problems,  is  a  topic  of  great  relevance,  especially  in  cities  with  intense  industrial  activity,  such  as  Volta  Redonda.  The  central  issue  of  this  study  questions  whether  the  atmospheric  pollutants  in  the  region  are  worsening  the  health  conditions  of  the  residents.  The  methodology  adopted  was  an  analytical  cross-sectional  study  with  204  participants,  conducted  from  January  to  March  2025.  The  results  confirmed  that  air  pollution  is  indeed  related  to  the  increase  in  cardiorespiratory  diseases  in  the  city.  The  negative  perception  of  air  quality,  combined  with  the  high  incidence  of  diseases  among  participants,  highlights  the  need  for  mitigating  actions,  such  as  reducing  emissions  from  the  Companhia  Siderúrgica  Nacional  (CSN).  Furthermore,  the  urgency  of  public  policies  focused  on  public  health  and  the  promotion  of  educational  campaigns  on  the  risks  of  atmospheric  pollution  is  emphasized,  as  many participants showed a lack of awareness about the specific effects of pollution.

Keywords:  Pollution. Hospitalization. Cardiorespiratory diseases 

RESUMEN 

Este  estudio  tiene  como  objetivo  analizar  la  relación  entre  la  contaminación  del  aire  y  las  enfermedades  cardiorrespiratorias  en  la  ciudad  de  Volta  Redonda,  RJ,  considerando  el  impacto  del  crecimiento  industrial  local  en  la  salud  pública.  La  contaminación  atmosférica,  reconocida  por  su  contribución  a  los  problemas  cardiovasculares  y  respiratorios,  es  un  tema  de  gran  relevancia,  especialmente  en  ciudades  con  intensa  actividad  industrial,  como  Volta  Redonda.  La  cuestión  central  de  este  estudio  plantea  si  los  contaminantes  atmosféricos  de  la  región  están  agravando  las  condiciones  de  salud  de  los  residentes.  La  metodología  adoptada  fue  un  estudio  transversal  analítico  con  204  participantes,  realizado  entre  enero  y  marzo  de  2025.  Los  resultados  confirmaron  que  la  contaminación  del  aire  está,  de  hecho,  relacionada  con  el  aumento  de  enfermedades  cardiorrespiratorias  en  la  ciudad.  La  percepción  negativa  de  la  calidad  del  aire,  junto  con  la  alta  incidencia  de  enfermedades  entre  los  participantes,  resalta  la  necesidad  de  acciones  mitigadoras,  como  la  reducción  de  las  emisiones  de  la  Companhia  Siderúrgica  Nacional  (CSN).  Además,  se  destaca  la  urgencia  de  políticas  públicas  enfocadas  en  la  salud  de  la  población  y  la  promoción  de  campañas  educativas  sobre  los  riesgos  de  la  contaminación  atmosférica,  dado  que  muchos  participantes  mostraron  falta  de  conciencia  sobre los efectos específicos de la contaminación. 

Palabras-clave: Contaminación. Hospitalización. Enfermedades cardiorrespiratorias 

1. INTRODUÇÃO 

A  poluição  do  ar  pode  afetar  a  saúde  humana  de  diversas  formas,  contribuindo  para  o  aumento  da  incidência  e  gravidade  de  várias  doenças.  Fatores  como  a  ação  dos  ventos,  a  umidade  do  ar,  a  temperatura  e  o  tempo  de  permanência  das  impurezas  na  atmosfera  desempenham  um  papel  significativo,  potencializando  efeitos  tóxicos  e  prejudiciais  tanto  para  os  indivíduos  quanto  para  o  meio  ambiente  (FERNANDES  et  al.,  2010).  Dessa  forma,  abordar  esse  tema  é  essencial,  pois  envolve  questões  de  grande  relevância  para  a  saúde  pública e para a preservação do ecossistema. 

De  acordo  com  Pamplona  (2016),  a  poluição  do  ar  é  caracterizada  pela  liberação  de  poluentes  na  atmosfera,  causando  impactos  negativos  tanto  à  saúde  humana  quanto  a  outros  seres  vivos  e  ao  meio  ambiente.  Além  disso,  a  presença  de  substâncias  tóxicas  no  ar  resulta  em  sérios  danos  não  apenas  para  os  indivíduos  que  respiram  esse  ar  contaminado,  mas  também  para  o  ecossistema.  Nesse  sentido,  Anselme  e  Routledge,  citados  por  Bezerra  (2016),  discutem  os  elevados  níveis  de  material  particulado  na  atmosfera  e  sua  relação  com  o  aumento  significativo  do  número  diário  de  óbitos  e  das  internações  hospitalares  por  problemas  cardiovasculares.  Nesse  contexto,  afirmam  que:  “Estudos  realizados  nos  EUA  têm  demonstrado  associações  entre  as  variações  diárias  na  poluição  do  ar  e  os  problemas  cardiovasculares, baseando-se nas admissões hospitalares” (EVO, 2010, p. 7). 

Além  disso,  pesquisas  adicionais  indicam  que  o  aumento  das  partículas  de  poluição  do  ar  também  está  correlacionado  com  um  aumento  da  mortalidade  por  falência  cardíaca,  infarto  do  miocárdio,  bem  como  uma  maior  incidência  de  arritmias  destacando,  assim,  os  graves  impactos  da  poluição  atmosférica  na  saúde  humana  (ANSELME  et  al.,  2007;  ROUTLEDGE  et al.,2005 apud BEZERRA, 2016, p. 24). 

Com  base  nisso,  o  pneumologista  Gilmar  Zonzin,  em  uma  entrevista  para  a  revista  Correio  Sul  Fluminense,  explicou  como  os  gases  poluentes  afetam  a  saúde  das  pessoas  que  o  inalam diariamente ao afirmar que: 

“O  nosso  sistema  respiratório  possui  uma  forma  de  retirar  o  excesso  de  poluentes  de  dentro  dele,  porém  quando  essa  carga  de  poluição  excede  o  limite  que  o  organismo  consegue  retirar,  acaba  gerando  um  fenômeno  chamado  antracose,  que  é  o  depósito  de  material  enegrecido  nos  pulmões,  semelhante  a  uma  pessoa  que  fuma”  (CORREIO SUL FLUMINENSE, 2023), explicou o especialista. 

Em  sua  obra,  Leão  (2018)  fala  sobre  os  promissores  estudos  de  Pinheiro  (2014)  mencionando  que  o  autor  ”encontrou  associação  positiva  entre  a  poluição  atmosférica  e  a  mortalidade  por  doenças  respiratórias  e  cardiovasculares,  demonstrando  que  os  riscos  se  estendem  à  mortalidade  e  não  apenas  à  elevação  no  número  de  internações”  (LEÃO,  2018,  p.12). 

Vale  ressaltar  que  estudos  epidemiológicos  realizados  na  metade  do  século  passado  já confirmaram  a  relação  entre  a  poluição  atmosférica  e  suas  implicações  na  saúde.  Dessa  forma,  pacientes  e  pessoas  idosas  com  doenças  cardiorrespiratórias  pré-existentes  são  mais  vulneráveis  a  uma  evolução  mais  grave  da  condição  quando  comparados  à  população  saudável (GOUVEIA et al., 2006; ALSELME, 2007 apud PAMPLONA, 2016, p. 24-25). 

Sabe-se  que,  na  região  do  Médio  Vale  do  Rio  Paraíba  do  Sul  fluminense,  o  rápido  crescimento  da  cidade  de  Volta  Redonda  foi  impulsionado  pela  instalação  da  Companhia  Siderúrgica  Nacional  (CSN),  situada  no  centro  da  cidade  e  que  opera  de  forma  integrada  nos  setores de siderurgia, mineração, logística, cimento e energia (CSN, 2022). 

Atualmente,  a  companhia  é  considerada  a  maior  siderúrgica  da  América  Latina  e  possui  grande  influência  socioeconômica  na  região,  contribuindo  para  o  desenvolvimento  local  por  meio  da  oferta  de  empregos,  serviços  e  outras  benfeitorias.  No  entanto,  sendo  uma  empresa  de  grande  porte,  sua  atuação  envolve  a  emissão  de  gases  como  material  particulado  (MP), óxidos de enxofre (SOx) e óxidos de nitrogênio (NOx) na atmosfera local (CSN, 2022). 

Em  entrevista  ao  Portal  G1,  em  2023,  o  pesquisador  da  Fiocruz,  Marcelo  Moreno,  afirmou  existir  uma  relação  entre  a  emissão  de  gases  da  CSN  e  o  aumento  de  casos  de  doenças  respiratórias  na  cidade  de  Volta  Redonda:  ‘A  gente  já  tem  estudos  que  mostram  que  a  poluição  do  ar  agride  a  saúde  do  feto.  Então,  a  gente  vai  ter  crianças  nascidas  com  baixo  peso,  nascidas  prematuramente.  Isso  já  está  comprovado’,  comentou  o  pesquisador  (TRIGUEIRO,  2023).  Dessa  maneira,  constata-se  que  os  componentes  expelidos  pela  companhia  são  considerados  responsáveis  por  provocar  o  aumento  de  casos  de  doenças  respiratórias  no  município. 

Para  exemplificar  a  magnitude  dessa  questão,  é  importante  destacar  que,  segundo  dados  do  IBGE,  embora  Volta  Redonda  tenha  um  IDH  de  0,77  e  Barra  do  Piraí  de  0,73,  a  diferença  entre  esses  índices  é  pequena.  No  entanto,  os  números  de  óbitos  por  doenças  respiratórias  entre  as  duas  cidades  são  expressivamente  distintos:  enquanto  Barra  do  Piraí  registrou  82  mortes  por  essas  condições  em  2023,  Volta  Redonda  teve  519  óbitos  de  acordo  com  dados  coletados  pelo  Datasus.  Essa  discrepância  significativa  pode  ser  atribuída,  em  grande  parte,  à  presença  da  CSN  em  Volta  Redonda,  que,  através  da  emissão  de  poluentes,  contribui  diretamente  para  o  agravamento  das  condições  respiratórias  da  população,  um  fator  ausente em Barra do Piraí. 

Diante  disso,  o  interesse  global  por  esse  tema  tem  crescido  significativamente,  merecendo atenção não apenas dos profissionais de saúde, mas também dos gestores públicos. 

Isso  ocorre  porque  a  questão  está  intimamente  relacionada  à  necessidade  de  desenvolver  políticas  públicas  que  promovam  a  saúde,  previnam  doenças  e  proporcionem  uma melhor qualidade de vida para a população, como destacado por Fernandes  et al. (2010) . 

Portanto,  este  estudo  parte  da  hipótese  de  que  a  poluição  do  ar  exerce  um  papel  significativo  no  desenvolvimento  de  doenças  cardiorrespiratórias  entre  os  moradores  de  Volta  Redonda, cidade onde está situada a Companhia Siderúrgica Nacional. 

Considerando  o  crescimento  industrial  da  região  e  suas  possíveis  consequências  para  a  qualidade  de  vida  da  população,  torna-se  essencial  investigar  de  que  maneira  a  poluição  atmosférica  afeta  a  saúde  local.  Assim,  busca-se  analisar  a  relação  entre  a  poluição  do  ar e a incidência  de  doenças  cardiorrespiratórias,  reunindo  evidências  que  possam  fortalecer  essa  hipótese  e  contribuir  para  o  entendimento  dos  impactos  ambientais  e  sociais  decorrentes  da  atividade siderúrgica. 

2. METODOLOGIA 

A  metodologia  adotada  consiste  em  um  estudo  transversal  analítico,  de  abordagem  quantitativa  e  qualitativa,  realizado  com  204  moradores  de  Volta  Redonda-RJ,  entre  outubro  de  2024  a  março  de  2025.  A  amostra  populacional  selecionada  apresentou  como  critério  de  inclusão  idade  igual  ou  superior  a  40  anos,  de  ambos  os  sexos  e  como  critérios  de  exclusão  moradores  de  outras  cidades  e  indivíduos  menores  de  40  anos  que  foram  excluídos  objetivando-se  garantir  a  homogeneidade  da  amostra  em  relação  às  faixas  etárias,  uma  vez  que  a  prevalência  de  comorbidades  cardiorrespiratórias  tende  a  aumentar  com  o  avanço  da  idade,  o  que  pode  influenciar  diretamente  os  resultados  da  pesquisa.  A  coleta  de  dados  foi  realizada  por  meio  de  um  questionário  online  (  Anexo  A),  aplicando-se  os  critérios  de  inclusão e exclusão já mencionados. 

Os  dados  coletados  foram  analisados  de  forma  qualitativa  e  quantitativa,  com  os  resultados  apresentados  em  gráficos  e  tabelas.  A  pesquisa  foi  aprovada  pelo  Comitê  de  Ética  em  Pesquisa  (CAAE:  77836723.8.0000.5237)  e  seguiu  as  diretrizes  da  Resolução  nº  466/2012  do Conselho Nacional de Saúde. 

Todos  os  participantes  assinaram  o  Termo  de  Consentimento  Livre  e  Esclarecido  (TCLE),  estando  cientes  dos  objetivos,  procedimentos,  riscos  e  benefícios  da  pesquisa.  O  estudo  seguiu  os  princípios  éticos  estabelecidos  na  Declaração  de  Helsinki  (1964,  revisada  em  1975,  1983,  1989,  1996  e  2000),  e  todos  os  procedimentos  envolvendo  seres  humanos  foram  aprovados pelo Comitê de Ética local, em conformidade com as legislações vigentes. 

Assim,  a  pesquisa  analisou  a  relação  entre  poluição  do  ar  e  as  doenças  cardiorrespiratórias entre os participantes, com foco na análise estatística dos dados obtidos. 

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

A  pesquisa  foi  aplicada  a  moradores  de  Volta  Redonda/RJ,  totalizando  em  204  (duzentos  e  quatro)  participantes.  Dentro  desse  montante  foram  descartados  os  participantes  cuja  idade  fosse  inferior  a  40  anos  e  os  que  não  residiam  na  cidade  de  Volta  Redonda/RJ,  obtendo-se ao final um total de 114 (cento e quatorze)  participações válidas. 

A  análise  dos  dados  coletados  via  Google  Forms  foi  realizada  com  o  auxílio  da  planilha  eletrônica  Google  Sheets,  onde  as  respostas  foram  tabuladas  e  organizadas  em  gráficos para facilitar a interpretação. 

 Tabela 1 – Frequência e Percentual das Características da Amostra

VARIÁVEL CATEGORIA FREQUÊNCIA PERCENTUAL (%) 
Sexo Feminino 75  65 ,81% 
Masculino 39 34,19% 
Faixa etária Idade que mais se  repetiu: 43 anos 11 9,65% 
Idade que menos se  repetiu: 63 anos 0,88% 
Considera o impacto da  poluição no ar na saúde  cardiorrespiratória. Sim 113 99,12% 
Não 0,088% 
Acredita que há  conscientização sobre os  riscos da poluição. Sim 21 18,42% 
Não 93 81,58% 
Considera que a poluição  do ar tem impacto  negativo na sua qualidade  de vida. Sim 113 99,12% 
Não 0,88% 
Morador que já buscou  atendimento hospitalar. Sim 85 74,56% 
Não 29 25,44% 

 Fonte: Autor (2025) 

3.1 Perfil dos participantes em relação a Comorbidades e à faixa etária.

Gráfico 1

 Fonte: Autor (2025)

A  amostra  da  pesquisa  foi  composta  por  34,19%  de  homens  e  65,81%  de  mulheres,  com  maior  concentração  de  participantes  do  sexo  feminino,  conforme  mostrado  na  tabela  anterior  ( Tabela  1) .  Considerando  que  os  participantes  com  menos  de  40  anos  foram  excluídos  do  estudo,  a  Tabela  1  apresenta  a  distribuição  dos  participantes  a  partir  dos  40  anos.  Diante  disso,  observa-se  que  a  maioria  dos  participantes  têm  43  anos,  representando  9,65%  da  amostra e apenas um tem 63 anos, representando 0,88% da amostra. 

Com  base  nessa  informação,  observa-se  que  a  amostra  representada  no  Gráfico  1  é  composta  principalmente  por  pessoas  em  uma  faixa  etária  intermediária,  provavelmente  no  início  de  possíveis  comorbidades,  visto  que  a  pesquisa  excluiu  participantes  com  menos  de  40  anos.  Além  disso,  a  presença  de  apenas  um  participante  com  63  anos  indica  que  a  amostra  é  predominantemente  composta  por  indivíduos  mais  jovens,  possivelmente  refletindo  uma  menor  prevalência  de  doenças  associadas  à  idade  mais  avançada  dentro  deste  grupo  específico. 

Nesse  contexto,  a  análise  dos  dados  revela  que  a  faixa  etária  entre  40  e  50  anos  é  a  mais  afetada  por  doenças  respiratórias,  destacando  a  maior  vulnerabilidade  desse  grupo  à  poluição  atmosférica  e  seus  impactos  na  saúde  cardiorrespiratória.  Além  das  doenças  respiratórias,  observa-se  uma  incidência  elevada  de  outras  comorbidades,  como  diabetes  e  hipertensão  arterial,  especialmente  entre  pessoas  na  faixa  etária  de  40  a  60  anos.  Esses  achados  sugerem  que,  além  da  exposição  à  poluição  do  ar,  fatores  relacionados  ao  envelhecimento  e  à  presença  de  condições  pré-existentes  contribuem  significativamente  para  o  aumento  da  prevalência  dessas  doenças.  Esse  cenário  reforça  a  importância  de  políticas  públicas  focadas  na  prevenção  e  no  manejo  de  doenças  respiratórias  e  cardiovasculares,  especialmente em faixas etárias mais vulneráveis. 

3.2 Exposição à Poluição do Ar 

Quando  questionados  sobre  a  percepção  da  qualidade  do  ar  em  Volta  Redonda,  no  que  se  refere  ao  impacto  negativo  da  poluição  do  ar  na  qualidade  de  vida  do  participante,  cerca  de  99,12%  dos  respondentes  indicaram  que  consideram  a  incidência  de  persistência  da  poluição  tenha  um  impacto  negativo  à  sua  qualidade  de  vida.  Este  resultado  reforça  os  dados  de  estudos anteriores que apontam altos níveis de poluentes atmosféricos na região. 

Em  sua  obra,  Fernandes  explica  que  existem  duas  categorias  imprescindíveis  de  poluentes  atmosféricos  que  prejudicam  a  qualidade  do  ar:  compostos  voláteis  e  material  particulado.  Os  compostos  voláteis  compõem-se  de  gases  que  são  dissipados  de  várias  fontes  ou gerados na atmosfera a partir de substâncias presentes no meio ambiente. 

Por  outro  lado,  o  material  particulado  (MP)  é  uma  mistura  de  partículas  de  diferentes  tamanhos,  que  podem  se  apresentar  em  formas  líquidas  ou  gasosas  e  permanecer  suspenso  no  ar.  Além  disso,  o  MP  é  composto  por  metais  pesados  e  hidrocarbonetos  policíclicos  aromáticos,  sendo  considerado  o  poluente  mais  prejudicial  à  saúde  humana  (FERNANDES  et  al., 2010). 

A  percepção  negativa  da  qualidade  do  ar  coincide  com  os  dados  de  monitoramento  ambiental  que  indicam  a  presença  de  partículas  nocivas,  como  Material  Particulado  (MP),  Óxidos  de  Nitrogênio  (NOx)  e  Enxofre  (SOx),  emitidos  pela  Companhia  Siderúrgica  Nacional (CSN). (FIGUEIREDO, 2020). 

3.3 Incidência de Doenças em moradores de Volta Redonda.

Gráfico 2

Fonte: Autor (2025)

A  pesquisa  também  investigou  a  incidência  de  doenças  cardiorrespiratórias  entre  os  participantes.  O  Gráfico  2  mostra  que  cerca  de  21,93%  e  12,28%  dos  respondentes  declararam  ter  sido  diagnosticados  com  doenças  respiratórias  e  cardiovasculares,  respectivamente,  entre  os moradores da cidade de Volta Redonda/RJ. 

A  relação  direta  entre  a  poluição  atmosférica  e  a  saúde  da  população  é  clara,  com  estudos  indicando  que  a  exposição  prolongada  a  poluentes  está  associada  ao  aumento  de  hospitalizações  e  à  mortalidade  por  doenças  como  asma,  bronquite,  enfisema  e  infarto  do  miocárdio  (ARBEX,  2012,  p.  647).  Nesse  contexto,  observa-se  a  proporção  em  que  a  poluição  atmosférica contribui para um alto índice de sintomas cardiorrespiratórios. 

3.4 Busca por atendimento 

Além  do  mais,  a  busca  por  atendimento  hospitalar  é  um  indicador  importante  no  impacto  da  poluição  na  saúde.  De  acordo  com  a  Tabela  1  foi  possível  verificar  se  os  moradores  estão  buscando  atendimento  hospitalar  com  mais  frequência.  Isso  sugeriu  um  impacto  direto  da  poluição  na  qualidade  de  vida  e  na  saúde  pública,  além  de  possíveis  sobrecargas aos serviços de saúde. (OLIVEIRA, 2020). 

3.5 Relação Etilismo e Tabagismo com Comorbidades 

 Gráfico 3

Fonte: Autor (2025)

Gráfico 4

Fonte: Autor (2025)

Outrossim,  ao  analisar  a  relação  entre  etilismo,  tabagismo  e  comorbidades,  é  essencial  compreender  como  esses  fatores  contribuem  para  a  saúde  dos  moradores  de  Volta  Redonda/RJ,  especialmente  aqueles  que  apresentam  condições  preexistentes.  O  Gráfico  3  revela  que  18,42%  dos  participantes  não  etilistas  sofrem  de  doenças  respiratórias,  enquanto  apenas  3,51%  dos  etilistas  apresentam  a  mesma  condição.  Esses  dados  indicam  que  o  consumo  de  álcool  não  está  significativamente  correlacionado  à  presença  de  comorbidades  respiratórias,  sugerindo  que  fatores  ambientais,  como  a  poluição  do  ar,  desempenham  um  papel mais relevante no desenvolvimento dessas doenças. 

No  que  diz  respeito  ao  tabagismo,  o  Gráfico  4  mostra  que  cerca  de  22,1%  dos  não  fumantes  apresentam  doenças  respiratórias,  14,9%  sofrem  de  outras  comorbidades  e  10,5%  têm  hipertensão  arterial  sistêmica.  Esses  índices  relativamente  altos  entre  os  não  fumantes  sugerem  que  o  tabagismo  não  é  o  principal  fator  associado  às  comorbidades,  apontando  para  a  influência de outros fatores, como a poluição atmosférica, na ocorrência dessas condições. 

Portanto,  os  dados  analisados  reforçam  a  ideia  de  que  fatores  ambientais,  em  particular  a  poluição  do  ar,  são  determinantes  mais  significativos  na  incidência  de  comorbidades  em  Volta  Redonda,  quando  comparados  ao  consumo  de  álcool  e  tabagismo.  Isso  destaca  a  necessidade  de  se  concentrar  em  políticas  públicas  de  controle  da  poluição  para  melhorar  a  saúde da população local. 

3.6 Considerações dos participantes 

Diante  do  exposto,  observa-se  que  a  Tabela  1  revela  uma  ampla  maioria  de  99,12%  dos  participantes,  que  afirmam  que  a  poluição  do  ar  impacta  negativamente  sua  saúde  cardiovascular  e  respiratória.  Apenas  0,088%  dos  entrevistados  indicaram  não  perceber  esse  impacto.  Esses  dados  indicam  uma  percepção  quase  unânime  sobre  a  influência  da  poluição  do ar na saúde, particularmente no que se refere às doenças cardiovasculares e respiratórias. 

Além  disso,  a  Tabela  1  aponta  que  81,58%  dos  participantes  afirmam  não  ter  consciência  sobre  os  riscos  da  poluição  do  ar,  enquanto  18,42%  reconhecem  os  efeitos  prejudiciais  dessa  poluição.  Embora  quase  todos  os  participantes  reconheçam  o  impacto  da  poluição  na  saúde,  a  maioria  (81,58%)  acredita  que  ainda  há  uma  grande  parte  da  população  que carece de conscientização sobre os riscos específicos relacionados à poluição atmosférica. 

Com  base  nesses  dados,  é  possível  concluir  que,  embora  haja  um  reconhecimento  generalizado  sobre  o  impacto  da  poluição  do  ar  na  saúde,  especialmente  nas  condições  cardiovasculares  e  respiratórias,  ainda  há  uma  lacuna  significativa  em  relação  à  conscientização da população. 

Isso  sugere  que,  além  de  adotar  medidas  para  mitigar  os  efeitos  da  poluição,  é  urgente  implementar  programas  de  educação  e  sensibilização  pública  para  informar  os  moradores  sobre  os  riscos  específicos  da  poluição  e  as  formas  de  proteção.  A  melhoria  na  conscientização  pode  ser  um  passo  crucial  para  fortalecer  a  prevenção  e  reduzir  o  impacto  das  doenças associadas à poluição atmosférica. 

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Os  resultados  confirmam  que  a  poluição  do  ar,  intensificada  pelas  emissões  da  CSN,  contribui  para  o  aumento  das  doenças  cardiorrespiratórias  em  Volta  Redonda.  A  alta  prevalência  de  comorbidades  e  a  percepção  negativa  da  qualidade  do  ar  reforçam  a  necessidade  de  medidas  urgentes,  como  a  redução  de  poluentes  e  políticas  públicas  voltadas  à  saúde. 

Além  disso,  a  falta  de  informação  sobre  os  impactos  da  poluição  destaca  a  importância  de  campanhas  educativas  e  monitoramento  ambiental.  Novos  estudos  são  essenciais  para  aprofundar  a  compreensão  do  problema  e  embasar  estratégias  eficazes  de  controle  da  poluição, visando à melhoria da qualidade de vida da população. 

REFERÊNCIAS 

AMBIENTAL, Companhia de Tecnologia de Saneamento.  Poluentes ambientais . São Paulo: CETESB, 2015. Disponível em <https://cetesb.sp.gov.br/ar/wp-content/uploads/sites/28/2013/12/RQAR-2015.pdf>. Acesso:  06 de setembro de 2023. 

ARBEX, Marcos Abdo.  A poluição do ar e o sistema respiratório .  Faculdade de Medicina,  Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2012. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/sD3cLkXqQwmDFpgzsyj7gBm/?lang=pt&format=pdf>.  Acesso em: 07 de setembro 2023. 

BEZERRA, Yuri Charllub Pereira.  Relação entre poluição  do ar e internações de adultos  por doenças cardiovasculares totais em São Paulo entre 2000 e 2013 . Dissertação de  Mestrado. Universidade Católica de Santos, Santos, 2016. Disponível em: <https://tede.unisantos.br/bitstream/tede/3461/2/Yuri%20C.%20Pereira%20Bezerra.pdf>.  Acesso em: 08 de setembro de 2023. 

CSN. Meio Ambiente.  Qualidade do Ar . Brasil, 2022.  Disponível em: <https://esg.csn.com.br/meio-ambiente/qualidade-ar>. Acesso em 08 de setembro de 2023. 

CSN. O GRUPO.  A Empresa . Brasil, 2022. Disponível em: < https://www.csn.com.br/quem-somos/grupo-csn/o-grupo/>. Acesso em: 08 de setembro de 2023 . 

EVO, Carolina Pinto Rodrigues. et al.  Poluição do  ar e internação por insuficiência cardíaca congestiva em idosos no município de Santo André . Arquivos Brasileiros de  Ciências da Saúde, v.36, n.1, p. 6-9, Jan./Abr. 2011. Faculdade de Medicina do ABC ( FMABC), Santo André/SP, Brasil, 2010. Disponível em: < https://www.portalnepas.org.br/abcs/article/view/68/66>. Acesso em: 10 de setembro de 2023 . 

FERNANDES, Juliana Santana. et al.  Poluição atmosférica  e efeitos respiratórios, cardiovasculares e reprodutivos na saúde humana . Revista  Med Minas Gerais. v.20, n.1,  p.92-101, Minas Gerais, 2010. Disponível em: < https://rmmg.org/artigo/detalhes/387>.  Acesso em 15 de setembro de 2023. 

FIGUEIREDO, Isabel Peralva.  Avaliação de Emissões  Atmosféricas na Indústria Siderúrgica sob a ótica do controle e monitoramento: O Caso Da Csn . 2016. 97 f. TCC  (Graduação) – Curso de Engenharia Ambiental, A Escola Politécnica, Universidade Federal  do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. Disponível  em: http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10017105.pdf. Acesso em: 20  outubro de 2024. 

FONOFF, Adriana Morgan de Oliveira.  A influência da  poluição atmosférica no  remodelamento miocárdico . Tese de Doutorado. Universidade  de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: <  https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-26082014-094741/publico/AdrianaMor  gandeOliveiraFonoff.pdf>. Acesso em 25 de setembro de 2023. 

FLUMINENSE, Correio Sul. 2023.  População de Volta  Redonda sofre com poluição  ambiental . Correio da Manhã Brasil, 2023. Disponível  em: <https://www.correiodamanha.com.br/correio-sul-fluminense/regiao-do-vale/2023/05/59657-  populacao-de-volta-redonda-sofre-com-poluicao-ambiental.html>. Acesso em 15 de maio de  2024. 

LEÃO, Hemanuelly. et al.  A qualidade do ar influencia  as internações hospitalares por  doenças respiratórias em crianças? Uma revisão sistemática . ASSOBRAFIR Ciência,  vol.9, n2, p.55-70, 2018. Disponível em: <https://www.cpcrjournal.org/article/5da73cbf0e8825ed62ba68e3/pdf/assobrafir-9-2-55.pdf>  Acesso em 05 de outubro de 2023. 

MAZETO, Caroline Ferreira da Silva; SILVEIRA, Gabriel Rondina Pupo da; BAZAN, Silméia Garcia Zanati.  Impacto da poluição ambiental  sobre a doença Arterial Coronariana e Insuficiência Cardíaca . 14° Congresso  Nacional de Meio Ambiente, Poços  de Caldas, Minas Gerais, 2017. Disponível em: <https://www.meioambientepocos.com.br/anais2017/38.pdf>. Acesso em: 15 de outubro de  2023. 

OLIVEIRA, André Albuquerque Bittencourt de.  Inventário das Emissões Atmosféricas na  Indústria Siderúrgica . 2014. 85 f. TCC (Graduação)  – Curso de Engenharia Metalúrgica,  Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014. Disponível em: < http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10009328.pdf >.  Acesso em: 20 de  Outubro de 2024. 

OLIVEIRA, Marcio Sacramento.  Associação entre poluição  do ar e morbimortalidade por doenças cardiorrespiratórias no Município de Volta Redonda, RJ, Brasil . Tese de  Doutorado. ENSP, FIOCRUZ, Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: <https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/handle/icict/34307/ve_Marcio_Sacramento_ENSP_20 11 ?sequence=2&isAllowed=y>. Acesso em: 20 de outubro de 2023. 

PAMPLONA, Ysabely Aguiar Pontes.  Relação entre poluição  do ar e internações por  insuficiência cardíaca congestiva, em adultos e idosos, na cidade de São Paulo,  estratificado por sexo, explorando estruturas de defasagens, para o período de 2000 a 2013 . Tese de Doutorado. Universidade Católica de  Santos, Santos, 2016. Disponível em: <https://tede.unisantos.br/bitstream/tede/2401/2/Ysabely%20de%20Aguiar%20Pontes%20Pa  mplona.pdf>. Acesso em: 20 de outubro de 2023. 

PESTANA, Paula Roberta da Silva.  Relação entre poluição  do ar e internações  hospitalares por doenças respiratórias e cardiovasculares em uma cidade do interior do  estado de São Paulo . Dissertação de mestrado. UNESP,  São Paulo, 2015. Disponível em:  <https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/5971f0ae-6664-4fbb-8029-edd754157  3f2/content>. Acesso em: 20 de outubro de 2023. 

PINHEIRO, Samya de Lara Lins Araujo. et al.  Efeitos  isolados e sinérgicos do MP10 e da  temperatura média na mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias . Rev. Saúde Pública 48 (6) Dez 2014. Disponível em: <https://www.scielosp.org/article/rsp/2014.v48n6/881-888/pt/> Acesso em 21 de outubro de  2023. 

TRIGUEIRO, André et al.  ‘Pó preto’ da CSN: a poluição  que se espalha por Volta  Redonda, afeta a saúde de moradores e deixou de ser fiscalizada pelas autoridades . Globo Notícias, Julho 2023. Disponível em: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/07/13/po-preto-da-csn-a-poluicao-que-se-  espalha-por-volta-redonda-afeta-a-saude-de-moradores-e-deixou-de-ser-fiscalizada-pelas-auto  ridades.ghtml>. Acesso em 15 de maio de 2024.


Anexo A ( Questionário)

1 ª)  Qual o seu sexo? 

  1. Feminino 
  2. Masculino 
  1. ª) Qual a sua idade? 
  2. ª) É natural de Volta Redonda? 
  1. Sim 
  2. Não 

4 ª) É morador de Volta Redonda? 

  1. Sim 
  2. Não 
  1. ª) Etilismo (Alcoolismo) – Quantas vezes por semana? 
  2. ª) Tabagismo – Quantos maços por dia? 
  3. ª) Possui alguma doença/comorbidade? 
  1. Hipertensão arterial sistêmica 
  2. Insuficiência cardíaca 
  3. Infarto agudo do miocárdio 
  4. Diabetes 
  5. Doença respiratória 
  6. Outros 
  7. Não 

 8ª) Conhece alguém em sua família ou comunidade que tenha problemas de saúde  cardiovascular ou respiratória? 

  1. Sim 
  2. Não 

 9ª) Considera que a poluição do ar possui impacto negativo na sua qualidade de vida? 

a) Sim 

b) Não 

 10ª) Você já buscou atendimento médico ou tratamento para problemas de saúde  cardiovascular ou respiratório? 

  1. Sim 
  2. Não 

 11ª) Acredita que o pó de ferro predispõe doenças? 

  1. Sim 
  2. Não 

 12ª) Acredita que a poluição do ar gerada na cidade de Volta Redonda-RJ influencia e impacta  de forma prejudicial nas doenças cardiovasculares e respiratórias? 

a) Sim 

b) Não 

 13ª) Você acredita que há conscientização suficiente na comunidade sobre os riscos da  poluição da CSN para a saúde cardiovascular e respiratória? 

a) Sim 

b) Não 

 14ª) Quais medidas você acredita que as autoridades locais deveriam implementar para  enfrentar esse problema?


1UniFOA, Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ.
2UniFOA, Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ.
3UniFOA, Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ.