REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202503251715
Danielle Neves de Moraes1
Suélen Joicy Santos Lima2
Daniela Cristina Gonçalves Aidar3
Resumo: Embora a expectativa de vida global tenha aumentado, os distúrbios mentais continuam sendo um foco significativo em pesquisas epidemiológicas. Pesquisas mostram que entre 50% e 75% dos casos de problemas mentais começam durante a infância ou adolescência. A Organização Mundial da Saúde categoriza os transtornos mentais em crianças e adolescentes em duas grandes áreas: transtornos do desenvolvimento psicológico e transtornos de comportamento e emocionais. Portanto, o objetivo deste estudo foi descrever os principais transtornos mentais que afetam crianças e adolescentes. Para isto, utilizou-se de revisão integrativa da literatura, através de estudos publicados nos últimos dez anos (20142024), nas bases de dados SCIELO, LILACS e BDENF, na língua portuguesa. As ações de saúde mental para crianças e adolescentes, antes eram focadas principalmente em pessoas com sofrimento psíquico grave, agora abrangem uma gama mais ampla de situações de risco ou vulnerabilidade social, posto que os transtornos mentais na infância podem comprometer o desenvolvimento neurológico, com cerca de 20% das crianças em países subdesenvolvidos afetadas, muitas vezes sem a devida atenção da sociedade, sendo assim, para uma abordagem eficaz é necessário o estabelecimento de vínculos de forma acolhedora a fim de promover cuidados humanizados na atenção psicossocial. A participação ativa de enfermeiros nesse processo pode ajudar a transformar a prática de saúde mental, tornando-a mais sensível às necessidades da população infanto-juvenil.
Palavras-chave: Adolescentes. Crianças. Enfermagem. Transtornos Mentais.
Abstract: Although global life expectancy has increased, mental disorders continue to be a significant focus of epidemiological research. Research shows that between 50% and 75% of mental disorders begin during childhood or adolescence. The World Health Organization categorizes mental disorders in children and adolescents into two broad areas: disorders of psychological development and behavioral and emotional disorders. The aim of this study was therefore to describe the main mental disorders affecting children and adolescents. For this, an integrative literature review was used, using studies published in the last ten years (2014-2024), in the SCIELO, LILACS and BDENF databases, in the Portuguese language. Mental health actions for children and adolescents, which used to be focused mainly on people with severe mental suffering, now cover a wider range of situations of risk or social vulnerability, since mental disorders in childhood can compromise neurological development, with around 20% of children in underdeveloped countries affected, often without due attention from society, so for an effective approach it is necessary to establish bonds in a welcoming way in order to promote humanized care in psychosocial care. The active participation of nurses in this process can help transform mental health practice, making it more sensitive to the needs of the child and adolescent population.
Keywords: Adolescents. Children. Nursing. Mental disorders.
1. INTRODUÇÃO
Transtornos mentais são condições que alteram o funcionamento da mente e impactam negativamente várias áreas da vida, incluindo relações familiares, sociais, acadêmicas e profissionais, além de afetar a capacidade de autocrítica e compreensão própria e dos outros, reduzindo a satisfação pessoal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que é comum o surgimento de transtornos mentais durante a infância e adolescência, sendo essa faixa etária especialmente propensa a esses problemas. Isso inclui distúrbios de comportamento, emocionais e do desenvolvimento psicológico (Daltro et al., 2023).
Embora a expectativa de vida global tenha aumentado e haja uma redução nas taxas de infecções respiratórias, tuberculose, e doenças neonatais e maternas, os distúrbios mentais continuam sendo um foco significativo em pesquisas epidemiológicas. Isso inclui distúrbios comportamentais observados desde a infância. Pesquisas mostram que entre 50% e 75% dos casos de problemas mentais começam durante a infância ou adolescência (Lima; Baptista, 2023).
A saúde mental é essencial para o cuidado integral e melhora a compreensão da saúde em um sentido mais amplo, permitindo que os profissionais baseiem suas práticas em evidências. O cuidado de crianças e adolescentes com transtornos mentais difere significativamente do cuidado prestado aos adultos, tanto nos tipos de transtornos enfrentados quanto nas abordagens de cuidado adotadas (OMS, 2022).
Dessa maneira, surgem questões importantes, como: Quais são os transtornos mentais mais comuns em crianças e adolescentes e quais são os principais desafios e cuidados que a enfermagem deve observar nesse contexto?
A OMS categoriza os transtornos mentais em crianças e adolescentes em duas grandes áreas: transtornos do desenvolvimento psicológico e transtornos de comportamento e emocionais. O primeiro geralmente se inicia na primeira ou segunda infância, caracterizando-se por atrasos ou dificuldades no desenvolvimento de funções que estão relacionadas à maturação do sistema nervoso central, com um curso contínuo, sem períodos de remissão ou recaídas. O segundo incluem transtornos hipercinéticos, como problemas de atenção, hiperatividade e distúrbios de conduta. Estes normalmente surgem nos primeiros cinco anos de vida e podem estar associados a déficits cognitivos e atrasos no desenvolvimento motor e da linguagem (Thiengo; Cavalcante; Lovisi, 2014).
O presente estudo justificou-se pela relevância em abordar um tema de extrema importância para a saúde pública ao focar nos transtornos mentais em crianças e adolescentes, um grupo frequentemente subestimado dentro das discussões de saúde mental. Abordar esta temática é essencial, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem alterar significativamente a trajetória de vida dos jovens afetados. Além disso, o aumento da compreensão sobre os desafios específicos enfrentados por este grupo pode levar a melhorias nas estratégias de intervenção e suporte, tanto no âmbito familiar quanto escolar.
Sendo assim, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão de literatura para identificar os transtornos mais prevalentes na infância e adolescência e os desafios e perspectivas para a enfermagem no atendimento a esses grupos. Espera-se que a revisão contribua para uma melhor compreensão das práticas de enfermagem e para a elaboração de estratégias mais eficazes no cuidado e suporte a crianças e adolescentes com transtornos mentais.
2. METODOLOGIA
Para conduzir este estudo, realizou-se uma revisão de literatura com abordagem qualitativa, abrangendo estudos publicados nos últimos 10 anos (2014-2024), nas bases eletrônicas de acesso público, como Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF).
Foram escolhidos estudos na língua portuguesa dentro do período estabelecido, selecionando estudos que continham no resumo ou título algum dos descritores com base nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), sendo eles: “Transtornos Mentais” AND “Crianças” AND “Adolescentes” AND “Enfermagem”. Foram excluídos aqueles que não abordavam diretamente o tema ou que estavam fora do recorte temporal determinado para o estudo.
A revisão integrativa é uma abordagem minuciosa que combina estudos de diversas metodologias para integrar resultados, ela mescla dados da literatura prática e científica, estimulando a geração de conceitos e identificando áreas não estudadas. Essa ferramenta permite a inclusão simultânea de pesquisa empírica e teórica, proporcionando uma compreensão abrangente do tema. Porém, é necessário seguir seis etapas, incluindo identificar o tema, determinar a hipótese ou questão da pesquisa, estabelecer critérios de inclusão e exclusão, extrair informações dos estudos, avaliar e interpretar os resultados, e finalmente apresentar a síntese do conhecimento (Júnior et al., 2023).
3. OBJETIVOS
- Descrever os principais transtornos mentais que afetam crianças e adolescentes;
- Analisar os desafios enfrentados pela enfermagem;
- Identificar as melhores práticas e abordagens para o atendimento em saúde mental infantojuvenil;
- Promover a reflexão sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado;
- Contribuir para a construção de estratégias mais eficazes no âmbito da enfermagem;
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na primeira etapa, a consulta às bases de dados resultou em 685 estudos: 651 na SciELO, 17 na LILACS e 17 na BDENF. Após aplicar filtros temporais (2014-2024), o número reduziu para 503: 477 na SciELO, 13 na LILACS e 13 na BDENF. Com a aplicação dos critérios de exclusão, restaram 226 estudos: 210 na SciELO, 8 na LILACS e 8 na BDENF. A leitura prévia dos resumos e os critérios de inclusão resultaram na seleção final de 13 estudos: 7 na SciELO, 4 na LILACS e 2 na BDENF, conforme quadro 1 a seguir.
Quadro 01: Seleção dos estudos

Fonte: Elaborado pelos autores, 2024.
Para a análise e discussão dos dados, foram considerados o ano de publicação, autores, título dos estudos, metodologia utilizada e objetivo. Esses dados estão organizados na Tabela 01, em ordem decrescente a partir do ano de publicação. Além disso, para discussões os estudos foram organizados em sessões.
Tabela 01: Resultados dos estudos selecionados



Fonte: Elaborado pelos autores, 2024.
4.1 Saúde mental das crianças e adolescentes
O Brasil só começou a desenvolver uma Política de Saúde Mental para Crianças e Adolescentes (SMCA) no início do século XXI. Antes disso, não havia uma estrutura organizada para atender a essa faixa etária no contexto da saúde mental. As ações eram limitadas e focavam mais em medidas disciplinares e assistenciais, com pouca ênfase em cuidados clínicos ou psicossociais (Couto; Delgado, 2015).
O autor supracitado afirma ainda que a nova política SMCA busca construir redes comunitárias de atenção, integrando serviços de diferentes níveis de complexidade. A introdução dos Centros de Atenção Psicossocial Infantis e Juvenis (CAPSi) e a articulação entre diversos setores são estratégias para corrigir a falta de assistência anterior, que muitas vezes resultou em institucionalizações fora do sistema psiquiátrico tradicional, mantendo crianças e adolescentes com problemas de saúde mental invisíveis e sem atendimento adequado.
De acordo com Rossi et al., (2019), as ações de saúde mental para crianças e adolescentes, antes focadas principalmente em pessoas com sofrimento psíquico grave, agora abrangem uma gama mais ampla de situações de risco ou vulnerabilidade social. Isso inclui problemas relacionados ao tráfico, prostituição, consumo de álcool e outras drogas, violência, além de questões como dificuldades escolares, comportamentos agressivos, automutilação e isolamento social.
Diante dessa variedade de problemas que afetam a saúde mental de crianças e adolescentes, o autor supracitado, afirma também que é essencial que o cuidado seja adaptado para cada caso, considerando não apenas os tipos de transtornos, mas também fatores de risco e proteção. Além disso, a organização dos serviços e as estratégias de intervenção devem ser específicas para essa população, que possui características distintas em relação aos adultos.
No contexto do SUS, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) inclui serviços além da Atenção Primária, como CAPS e leitos de psiquiatria em hospitais gerais, para tratar transtornos mentais agudos e crônicos. Para crianças e adolescentes, a internação pode ocorrer em unidades pediátricas ou psiquiátricas especializadas. No entanto, a acomodação de jovens em unidades que também atendem adultos apresenta desafios para as equipes de saúde e pode impactar negativamente o tratamento desses pacientes (Barbosa et al., 2023).
Desse modo, compreender o perfil epidemiológico dos transtornos mentais em crianças e adolescentes, além de saber diferenciá-los pelos sinais e sintomas característicos, é essencial para garantir a correta identificação e o encaminhamento adequado para serviços especializados. Esse conhecimento contribui para a organização e o planejamento de um atendimento de qualidade, permitindo que os profissionais de saúde ofereçam intervenções mais precisas e direcionadas, melhorando os resultados para esse público através de um diagnóstico baseado em evidências (Sá et al., 2020).
4.2 Principais Transtornos mentais em crianças e adolescentes
Segundo Camargo et al., (2023), pesquisas no Brasil mostram uma alta prevalência de transtornos mentais entre crianças e adolescentes, variando entre 12,7% e 23,3%. Desses, cerca de 3 a 4% requerem tratamento intensivo. Globalmente, a média de prevalência de transtornos mentais nesse grupo é de 15,8%, com uma tendência de aumento conforme a idade. Entre pré-escolares, a taxa é de 10,2%, enquanto entre adolescentes chega a 16,5%.
Silva et al., (2021), colabora afirmando que, meninos têm maior prevalência de transtornos de atenção e hiperatividade, enquanto meninas tendem a sofrer mais de transtornos emocionais. Além disso, os primeiros anos do ensino fundamental são um período crítico para identificar transtornos emocionais e comportamentais, assim como a depressão materna pode afetar diretamente a saúde mental da criança, impactando seu convívio social.
Para Silva et al., (2021), a violência é um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de transtornos mentais em adolescentes, resultando em efeitos negativos que podem atrasar ou interromper o desenvolvimento social, cognitivo e emocional, além de aumentar o risco de psicopatologias. Transtornos como Estresse Pós-Traumático, transtornos de ansiedade, transtornos de humor e transtornos de personalidade estão frequentemente associados à exposição à violência.
Os transtornos mentais em crianças e adolescentes podem ser decorrentes de múltiplos fatores etiológicos. Entre os elementos contribuintes, destacam-se predisposições genéticas, exposições a violências, perdas de pessoas significativas, adversidades crônicas, eventos estressores agudos, disfunções no desenvolvimento, contextos de adoção ou abrigamento, e transtornos neurológicos como epilepsia. Além desses fatores, questões culturais e sociais também têm uma influência significativa no desenvolvimento infantil e podem estar associadas ao surgimento de problemas de saúde mental (Rodrigues et al., 2023).
O diagnóstico clínico de transtornos mentais segue diretrizes de manuais como CID-10 e DSM-5, mas não é suficiente para confirmar um diagnóstico, especialmente em crianças e adolescentes. Esses critérios guiam o raciocínio clínico, mas precisam ser adaptados ao desenvolvimento individual. O diagnóstico infantil geralmente requer uma abordagem interdisciplinar envolvendo neuropsicólogos, psiquiatras infantis, neuropediatras e outros profissionais (Lima; Baptista, 2023).
Tszesnioski et al., (2015), afirmam que a Política Nacional de Saúde Mental, baseada na Lei 10.216/01, busca consolidar um modelo de atenção comunitário e aberto. Este modelo organiza ações por meio de redes de cuidados territoriais, interagindo com outras políticas específicas para promover vínculo e acolhimento. A rede de cuidados inclui atores e espaços diversos, como escolas e igrejas, facilitando a resolução de problemas e contribuindo para o tratamento e reabilitação.
4.3 Desafios e perspectivas da enfermagem
O trabalho de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico requer uma interação cuidadosa, além de um conhecimento específico sobre a fase de desenvolvimento em que a criança ou adolescente se encontra e seu impacto no comportamento. A colaboração com a família é essencial para oferecer um tratamento eficaz e apropriado (Pereira et al., 2024).
De acordo com Bezerra, Ferreira e Portela (2024), o cuidado exige uma abordagem centrada nas necessidades individuais, no qual, a relação enfermeiro-paciente deve ser baseada em vínculo e confiança, com a construção de um Projeto Terapêutico Singular (PTS). A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é usada para planejar e organizar o cuidado, possibilitando a implementação do Processo de Enfermagem (PE).
Segundo Barbosa et al., (2023), no CAPSij, a equipe de enfermagem enfrenta frequentes desafios entre teoria e prática, resultando em uma abordagem predominantemente biológica com ênfase em procedimentos técnicos, guiada por diretrizes de outros profissionais. Um problema adicional é a persistência de uma visão manicomial que se reflete em práticas tradicionais focadas em cuidados básicos, vigilância, punição e, em casos extremos, abandono e violência, além da falta de conhecimento especializado em saúde mental e a dificuldade para identificar e diferenciar diversos transtornos.
Diante disso, o ensino de enfermagem em saúde mental para crianças e adolescentes deve ser integrado desde a graduação, capacitando os futuros profissionais com habilidades científicas, humanísticas e técnicas necessárias para o cuidado eficaz. Enfermeiros devem dominar o processo terapêutico para criar intervenções que favoreçam a reabilitação psicossocial e a autonomia dos pacientes (Sá et al., 2020).
Vale destacar que, o planejamento em enfermagem para saúde mental de crianças e adolescentes é fundamental para identificar comportamentos associados a diferentes estágios patológicos e implementar estratégias de controle e manejo eficazes (Santos et al., 2020).
Segundo Luz et al., (2023), os enfermeiros desempenham um papel fundamental ao acolher, ouvir e apoiar crianças e adolescentes, promovendo habilidades relacionais, emocionais e sociais. Além de incentivar a independência e confiança, contribuem para planos de cuidado voltados à emancipação do paciente.
Sendo assim, Martins et al., (2022), aborda que, em serviços como CAPS, Unidades de Acolhimento e leitos psiquiátricos em hospitais gerais, a centralidade no usuário demanda novas formas de escuta e compreensão de suas histórias, incluindo práticas grupais e expressões artísticas. A humanização do atendimento enfatiza valores de vida, inclusão e transformação do trabalho para torná-lo mais criativo e gratificante, exigindo mudanças coletivas e colaborativas na prática profissional para uma assistência mais inclusiva e inovadora.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O cuidado centrado na criança e adolescente com transtorno mental é um campo repleto de desafios que exigem do enfermeiro competências e habilidades baseadas em evidências científicas a fim de prestar um cuidado eficaz, visto que, foi possível evidenciar que esses problemas são um grande desafio para a saúde pública devido à sua alta prevalência e ao impacto significativo que têm no desenvolvimento deste grupo, no qual, a variedade de transtornos mentais e a diversidade de manifestações exigem uma abordagem integral entre diferentes serviços de saúde mental, educação e assistência social para que assim possa-se melhorar a qualidade de vida do paciente.
O papel do enfermeiro é fundamental na construção de vínculos terapêuticos e na criação de planos de cuidado individualizados, que levem em conta as necessidades emocionais, sociais e de desenvolvimento de cada criança ou adolescente. A ampliação da capacidade de atuação dos enfermeiros, inclusive com a prescrição e monitoramento de medicamentos, pode ser uma ferramenta útil para melhorar a segurança do paciente e a qualidade do atendimento.
Além disso, é vital criar redes de apoio envolvendo famílias, escolas e comunidades, que promovam um ambiente mais inclusivo, colaborativo e humanizado, dado que, a humanização do atendimento requer uma mudança de paradigma, focando na compreensão individual do paciente e na adoção de práticas que promovam sua autonomia e inclusão social. A participação ativa de enfermeiros nesse processo pode ajudar a transformar a prática de saúde mental, tornando-a mais sensível às necessidades da população infantojuvenil.
Por fim, é importante destacar a necessidade de mais pesquisas nesta área, já que há uma lacuna na literatura sobre os desafios e estratégias de cuidado para crianças e adolescentes com transtornos mentais. Estudos adicionais podem fornecer mais informações para aprimorar as práticas clínicas, identificar novas abordagens terapêuticas e contribuir para a formulação de políticas públicas mais efetivas. Assim, este trabalho não só cumpre seu objetivo de descrever o panorama atual dos transtornos mentais em crianças e adolescentes, mas também serve como um incentivo para futuras pesquisas que possam enriquecer nosso entendimento sobre este tema fundamental para a saúde pública.
REFERÊNCIAS
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1Acadêmica do 8º período do curso de Enfermagem do Centro Universitário São Lucas de Ji-Paraná – JPR. E-mail: danhymoraes28@gmail.com
2Acadêmica do 8º período do curso de Enfermagem do Centro Universitário São Lucas de Ji-Paraná – JPR. E-mail: suelenjoicy261@gmail.com
3Enfermeira Mestre em Ensino em Ciências da Saúde; Especialista em Saúde Pública. Centro Universitário São Lucas de Ji-Paraná – JPR. E-mail: daniela.aidar@saolucasjiparaná.edu.br