DESAFIOS NA VACINAÇÃO CONTRA O HPV NAS ESCOLAS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

CHALLENGES IN HPV VACCINATION IN SCHOOLS: A LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202503211323


Márcia Raquel Baumgratz1


RESUMO

O Papilomavírus Humano (HPV) é um dos principais agentes causadores de infecções sexualmente transmissíveis, estando diretamente associado a doenças graves, como câncer de colo do útero, pênis, ânus, boca e garganta. No Brasil, a vacinação contra o HPV foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2013, inicialmente voltada para adolescentes, e posteriormente expandida para meninos e meninas de 9 a 14 anos. A vacinação escolar tem se mostrado uma estratégia eficaz para aumentar a cobertura vacinal, promovendo a integração entre escolas e unidades de saúde.

Apesar dos avanços na implementação da vacina, diversos desafios ainda limitam a adesão à imunização, como a disseminação de fake news, a resistência de grupos religiosos e a preocupação de pais e responsáveis. Esses obstáculos exigem ações educativas para aumentar a conscientização, combater a desinformação e incentivar a adesão à vacinação.

Este estudo visa analisar a eficácia da vacinação contra o HPV no ambiente escolar e a importância dos programas educativos para superar as barreiras enfrentadas. A promoção de uma maior adesão à vacina, com base em informações corretas e a redução das incertezas, é fundamental para garantir a prevenção das doenças relacionadas ao HPV e, consequentemente, a melhoria da saúde pública

Palavras-chave: escola; HPV; vacina.

ABSTRACT

Human Papillomavirus (HPV) is one of the main agents responsible for sexually transmitted infections, directly associated with severe diseases such as cervical, penile, anal, oral, and throat cancers. In Brazil, the HPV vaccination was incorporated into the National Immunization Program (PNI) in 2013, initially targeting adolescents and later expanded to boys and girls aged 9 to 14 years. School-based vaccination has proven to be an effective strategy to increase vaccination coverage, promoting integration between schools and health units.

Despite the progress in vaccine implementation, several challenges still limit adherence to immunization, such as the spread of fake news, resistance from religious groups, and concerns from parents and guardians. These obstacles require educational actions to raise awareness, combat misinformation, and encourage vaccine adherence.

This study aims to analyze the effectiveness of HPV vaccination in the school environment and the importance of educational programs to overcome the barriers faced. Promoting higher vaccine adherence, based on correct information and reducing uncertainties, is essential to ensure the prevention of HPV-related diseases and, consequently, the improvement of public health.

Keywords: school; HPV; vaccine.

INTRODUÇÃO

O Papilomavírus Humano (HPV) é um dos principais agentes etiológicos das infecções sexualmente transmissíveis (IST) em todo o mundo, afetando pele e mucosas. Está diretamente associado ao desenvolvimento de diversas neoplasias, incluindo câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. No Brasil, estima-se que 15.590 mulheres sejam diagnosticadas anualmente com câncer do colo do útero, resultando em uma taxa de incidência bruta de 15,33 casos por 100 mil habitantes. Esses números evidenciam a relevância do HPV como um problema de saúde pública, demandando ações eficazes de prevenção.

A vacinação contra o HPV é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a incidência dessas doenças e, por isso, é considerada uma prioridade nas políticas de saúde pública voltadas à prevenção do câncer do colo do útero. O Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, incorporou a vacina contra o HPV ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2013, ampliando progressivamente as faixas etárias contempladas.

Em 2024, houve um avanço significativo nessa estratégia: a faixa etária de vacinação foi ampliada para todas as meninas e meninos de 9 a 14 anos de idade. Além disso, com base em novos estudos, a vacinação passou a ser administrada em dose única, sem a necessidade de reforço. Essas mudanças buscam aumentar a adesão ao programa e garantir maior proteção contra o vírus, reforçando a importância da imunização como ferramenta essencial para a saúde pública.

MATERIAL E MÉTODOS

Com o objetivo de reunir e analisar o conhecimento produzido sobre a importância da vacinação contra o HPV dentro da rede escolar, optou-se pela revisão bibliográfica como procedimento metodológico. Segundo Marconi, Lakatos e Gil (2022), a pesquisa bibliográfica consiste na leitura, análise e interpretação de material previamente publicado. Gamboa (1988) ressalta a relevância do mapeamento e da análise crítica do conhecimento já produzido.

As fontes utilizadas para a seleção dos estudos foram o Banco de Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e as fontes oficiais do Ministério da Saúde. A pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2025 e utilizou as palavras-chave “escola”, “HPV” e “vacinação”, aplicadas aos títulos dos trabalhos analisados.

O corpus da análise foi constituído por 26 documentos, sendo 3 teses e 23 dissertações. Os critérios de inclusão consideraram estudos publicados nos últimos 10 anos (2014-2024), escritos em português, que abordassem especificamente a vacinação contra o HPV e as dificuldades encontradas na aplicação da vacina, principalmente dentro do ambiente escolar. Além disso, os estudos selecionados deveriam apresentar metodologias bem definidas e resultados relevantes para a pesquisa.

Diante dos materiais analisados, os dados coletados foram organizados em duas categorias principais:

Dificuldades encontradas pelos profissionais de saúde: Falta de recursos humanos suficientes, escassez de materiais, desinformação por parte dos pais e alunos, e disseminação de fake news.

Dificuldades encontradas pelos profissionais da educação: Preocupações dos profissionais da educação quanto à vacinação no ambiente escolar, além do desconhecimento e da resistência de pais, responsáveis e alunos em relação à imunização contra o HPV.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

A análise dos 26 documentos, juntamente com as informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, revelou os principais desafios enfrentados pelos profissionais da saúde e da educação na implementação da vacinação contra o HPV no ambiente escolar. Essas dificuldades foram organizadas em duas categorias principais:

Desafios enfrentados pelos profissionais da saúde

Os profissionais de saúde relataram diversas barreiras na realização da vacinação extramuros, incluindo:

  • Quantidade insuficiente de profissionais para atender à demanda;
  • Resistência por parte dos alunos à imunização;
  • Escassez de materiais necessários para a aplicação da vacina;
  • Disseminação de fake news, gerando desinformação entre escola, pais e alunos.

Desafios enfrentados pelos profissionais da educação

Os profissionais da educação destacaram as seguintes dificuldades:

  • Medo de possíveis reações adversas à vacina;
  • Insegurança quanto ao processo de imunização;
  • Influência de fake news, contribuindo para a hesitação vacinal;
  • Falta de informações adequadas sobre a importância da vacina;
  • Resistência de pais e alunos à imunização.

A vacinação contra o HPV é uma das medidas mais eficazes para a prevenção de cânceres relacionados ao vírus, especialmente o câncer do colo do útero, que, em 99% dos casos, é causado pela infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). No Brasil, a vacinação tem um papel essencial na redução da incidência e mortalidade dessa enfermidade (BRASIL, 2015).

Nos homens, a ausência de exames específicos para o rastreamento de cânceres associados ao HPV dificulta o diagnóstico precoce, e a doença é frequentemente detectada em estágios avançados. Por isso, a adoção de medidas preventivas, como bons hábitos de higiene, consultas médicas regulares, uso de preservativos e a vacinação, torna-se fundamental.

Estudos indicam que as vacinas contra o HPV disponíveis no mercado são seguras e eficazes para campanhas de imunização em larga escala (Coelho et al., 2015; Quintão et al., 2014; Costa et al., 2017). A vacinação apresenta uma taxa de eficácia de 98% na redução da incidência de Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC 2 e 3) e adenocarcinoma in situ, além de uma redução de 44% nos casos de infecção prévia pelos subtipos virais 16 e 18 (Borsatto, Vidal e Rocha, 2011). Além do câncer do colo do útero, estima-se que o HPV seja responsável por 90% dos casos de câncer anal, 71% dos cânceres de vulva, vagina e pênis, e 72% dos cânceres de orofaringe (BRASIL, 2018).

Segundo Marconi e Lakatos (2022), a adesão à vacina contra o HPV no ambiente escolar é influenciada por fatores sociais e educacionais. A resistência de pais e alunos à imunização geralmente resulta da desinformação e do desconhecimento sobre os benefícios da vacina (Gamboa, 1988). Esse problema é agravado pela disseminação de fake news, que perpetuam mitos e geram insegurança nas famílias (Silva, 2019). Além disso, a falta de informações sobre possíveis reações adversas entre os professores pode gerar medo e dificultar a aceitação da imunização (Lima et al., 2021).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta que as escolas desempenham um papel estratégico na ampliação da cobertura vacinal, sendo ambientes propícios para alcançar grandes grupos de jovens (OMS, 2020). A colaboração entre profissionais da educação e da saúde tem se mostrado uma estratégia eficaz para superar barreiras e aumentar a conscientização sobre a vacinação (Almeida et al., 2018). Costa (2020) destaca que campanhas de vacinação bem estruturadas dentro das escolas podem reduzir significativamente a incidência de doenças relacionadas ao HPV.

A análise dos fatores que dificultam o alcance das metas de vacinação pode contribuir para a reestruturação das políticas de imunização voltadas para adolescentes, considerando estratégias distintas das aplicadas à vacinação infantil, devido às especificidades dessa faixa etária. Além disso, é fundamental revisar as abordagens midiáticas para ampliar a adesão e atingir os objetivos estabelecidos (Moro et al., 2017).

No Brasil, diversos programas de vacinação têm sido implementados em parceria com as escolas públicas, como o Programa Saúde na Escola (PSE) e o Programa Imuniza Escola RS. Este último é uma iniciativa recente do governo que busca fortalecer a integração entre saúde e educação para superar desafios e ampliar as coberturas vacinais. O PSE, por sua vez, já apresentou resultados positivos, contribuindo para o aumento da adesão à vacinação entre adolescentes (Ministério da Saúde, 2023). No entanto, ainda persistem desafios na implementação dessas políticas, como a falta de recursos humanos para a realização de campanhas extramuros (Silva, 2022).

Em síntese, a literatura revisada demonstra que, embora a vacinação contra o HPV seja uma estratégia eficaz na prevenção de cânceres, sua implementação no ambiente escolar requer uma abordagem integrada, envolvendo escolas, famílias e profissionais de saúde. A superação de barreiras sociais, educacionais e estruturais será essencial para garantir maior adesão à imunização e, consequentemente, a proteção dos jovens contra o HPV. Apesar dos desafios, os resultados evidenciam um impacto positivo, com um aumento significativo da cobertura vacinal entre crianças e adolescentes após a implementação de programas educativos e ações em parceria com as escolas.

CONCLUSÃO

A vacinação contra o HPV nas escolas tem se mostrado uma estratégia eficaz para aumentar a cobertura vacinal e oferecer uma prevenção importante contra as doenças associadas ao vírus. No entanto, diversos desafios foram identificados na implementação dessa medida, como a resistência de pais e alunos, a disseminação de fake news, a falta de informações adequadas sobre os benefícios da vacina e a escassez de recursos humanos e materiais. Esses obstáculos exigem uma ação integrada entre profissionais da saúde, da educação e das famílias para garantir o sucesso da vacinação.

A parceria entre unidades de saúde e instituições educacionais é essencial para superar essas dificuldades, assegurando a disseminação de informações corretas e combatendo a desinformação. Além disso, é fundamental que as políticas públicas de saúde e educação se articulem de maneira eficiente, oferecendo suporte adequado para os profissionais envolvidos e garantindo o acesso à vacina para todos os adolescentes.

O fortalecimento dessas ações colaborativas pode garantir que o Brasil atinja a meta de 90% de cobertura vacinal, reduzindo significativamente a incidência de cânceres relacionados ao HPV e melhorando a saúde pública de forma ampla. Portanto, apesar dos desafios encontrados, a implementação efetiva da vacinação contra o HPV no ambiente escolar representa um passo crucial na construção de um sistema de saúde mais equitativo e acessível, com benefícios a longo prazo para toda a população.

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1Graduada em Enfermagem pela Universidade Passo Fundo – E-mail: eumesma.marcia18@yahoo.com.br