REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511302119
Andriely Victoria De Vasconcelos Macedo
Sinézio Alves Timóteo Neto
Italo Pereira Cabral
João Pedro Almeida Vasconselos
Orientador: Danilo Mendes de Figueiredo
RESUMO
O estudo teve como objetivo analisar os efeitos do treinamento resistido em idosos com artrite, enfatizando seus impactos sobre a força, a funcionalidade e a qualidade de vida. A escolha do tema justifica-se pela relevância do exercício físico como estratégia para enfrentar os efeitos do envelhecimento, especialmente a sarcopenia e as limitações funcionais que comprometem a autonomia dessa população. Para a execução do trabalho, foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases SciELO, PubMed e LILACS, contemplando artigos publicados entre 2020 e 2025, com critérios de inclusão definidos para estudos completos em português ou inglês. A metodologia adotada foi qualitativa e descritiva, baseada na análise comparativa de evidências. Os resultados mostraram que a prática regular do treinamento resistido favorece o ganho de força muscular, melhora a mobilidade, reduz sintomas psicológicos e contribui para a prevenção de quedas, confirmando sua eficácia como recurso de promoção da saúde. Além disso, verificou-se que a prática influencia positivamente o bem-estar emocional e amplia a independência funcional. Conclui-se que os objetivos foram atingidos e a questão-problema respondida, destacando a importância do tema para o envelhecimento saudável. Recomenda-se que novas investigações explorem sua aplicação em políticas públicas e programas comunitários de saúde.
Palavras-chave: Treinamento resistido; Artrite; Idosos; Força muscular; Qualidade de vida
ABSTRACT
The study aimed to analyze the effects of resistance training on elderly individuals with arthritis, emphasizing its impact on strength, functionality, and quality of life. The choice of this topic is justified by the relevance of physical exercise as a strategy to address the effects of aging, especially sarcopenia and the functional limitations that compromise the autonomy of this population. To carry out the study, a systematic literature review was conducted in the SciELO, PubMed, and LILACS databases, including articles published between 2020 and 2025, with inclusion criteria defined as complete studies in Portuguese or English. The methodology adopted was qualitative and descriptive, based on comparative analysis of evidence. The results showed that regular resistance training promotes muscle strength gains, improves mobility, reduces psychological symptoms, and contributes to fall prevention, confirming its effectiveness as a health promotion tool. Furthermore, it was found that the practice positively influences emotional well-being and increases functional independence. The conclusion is that the objectives were achieved and the problem question answered, highlighting the importance of the topic for healthy aging. Further research is recommended to explore its application in public policies and community health programs.
Keywords: Resistance training; Arthritis; Older adults; Muscle strength; Quality of life.
1 INTRODUÇÃO
O envelhecimento populacional representa um fenômeno global que desafia os sistemas de saúde, dada a maior incidência de doenças crônicas. Esse processo acarreta redução das funções fisiológicas e aumento da vulnerabilidade a enfermidades, como a artrite, que compromete a autonomia e a qualidade de vida (Øiestad et al., 2023).
O treinamento resistido tem demonstrado efeitos positivos sobre força, funcionalidade e bem-estar, consolidando-se como prática essencial ao envelhecimento saudável. A artrite, inflamatória e crônica, limita movimentos e causa dor, sendo o exercício resistido uma alternativa eficaz para manter a capacidade funcional (Cortez et al., 2023).
A prática contínua do treinamento resistido influencia a composição corporal e o equilíbrio, reduzindo o risco de quedas e fraturas. Esse fortalecimento muscular é decisivo na prevenção da fragilidade óssea, ampliando a autonomia e a independência funcional do idoso em atividades cotidianas e garantindo melhor qualidade de vida (Leite et al., 2023).
O treinamento resistido atua diretamente na saúde musculoesquelética, promovendo aumento de força e resistência. Essa prática contribui para o controle da sarcopenia, comum na velhice, melhorando o desempenho físico. A preservação da massa magra favorece a execução de tarefas básicas e reduz limitações impostas pela artrite (Costa, 2025).
A integração do exercício resistido à rotina diária previne incapacidades e estimula a longevidade ativa (Uzeda, 2025). Além dos ganhos físicos, a prática beneficia a saúde mental, reduz sintomas depressivos e ansiosos e eleva a autoestima. Para idosos com artrite, esses efeitos são ainda mais importantes, pois atenuam o isolamento social (Gabriel et al., 2022).
A inclusão do idoso em programas de treinamento resistido favorece a socialização e o suporte emocional, fortalecendo vínculos e a motivação. Assim, o exercício físico ultrapassa a dimensão fisiológica e consolida-se como uma intervenção integral de saúde, que promove bem-estar físico e psicológico (Abafita et al., 2025).
A ampla aplicabilidade do treinamento resistido em academias, clínicas e espaços comunitários facilita sua adesão. Essa modalidade apresenta baixo custo e alto benefício, sendo eficaz para reduzir hospitalizações. Estudos mostram que o engajamento em programas regulares melhora a mobilidade e a satisfação com a vida (Bendrik et al., 2021).
A escolha do treinamento resistido como foco deste estudo justifica-se por sua utilidade em condições como a artrite, que afetam função e bem-estar. Compreender seus efeitos permite elaborar intervenções integradas, fortalecer práticas clínicas e embasar políticas públicas voltadas à promoção da saúde do idoso (Rollemberg et al., 2025).
Esta pesquisa busca responder à questão: de que forma o treinamento resistido influencia a vida de idosos com artrite e quais são suas implicações práticas? Essa análise visa compreender os benefícios dessa intervenção, apontar lacunas científicas e aproximar a teoria das aplicações clínicas.
O objetivo geral é analisar os impactos do treinamento resistido em idosos com artrite, destacando benefícios, limitações e contribuições para a saúde. Os objetivos específicos incluem avaliar efeitos sobre força, função e bem-estar, consolidando o exercício resistido como estratégia essencial para autonomia e longevidade.
2 METODOLOGIA
O presente estudo foi conduzido por meio de uma revisão sistemática da literatura, com abordagem qualitativa, descritiva e exploratória. Tal delineamento foi adotado por possibilitar a identificação, organização e análise crítica de estudos que investigam os efeitos do treinamento resistido em idosos com artrite, permitindo uma compreensão abrangente e fundamentada do tema.
A população de interesse contemplou idosos diagnosticados com artrite reumatoide ou osteoartrite, incluindo pesquisas que avaliaram força muscular, funcionalidade e qualidade de vida. Essa delimitação teve como objetivo examinar, de forma aprofundada, os impactos do exercício resistido em indivíduos com características clínicas e funcionais específicas decorrentes dessas condições.
A busca bibliográfica foi realizada nas bases SciELO, PubMed e LILACS, escolhidas devido à relevância e abrangência de suas publicações científicas. A estratégia de busca utilizou descritores em inglês e termos MeSH, organizados na seguinte sintaxe: (“Resistance Training” OR “Resistance Exercise” OR “Strength Training” OR “Progressive Resistance Exercise“) AND (“Arthritis, Rheumatoid” OR “Osteoarthritis” OR “Knee Osteoarthritis” OR “Rheumatoid Arthritis“) AND (“Aged” OR “elderly” OR “older adults” OR “senior“) AND (“Randomized Controlled Trial” OR “Randomized“) NOT (“animal”).
Foram considerados estudos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português, inglês ou espanhol, disponíveis em texto completo. Os critérios de inclusão abrangeram ensaios clínicos randomizados e artigos originais que investigassem especificamente o treinamento resistido em idosos com artrite.
O processo de seleção dos estudos seguiu as diretrizes do protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). Inicialmente, foram identificados 350 artigos, sendo 150 provenientes da SciELO, 120 da PubMed e 80 da LILACS. Após a triagem inicial, 70 estudos foram excluídos por duplicidade ou por não atenderem aos critérios de elegibilidade, resultando em 280 publicações potencialmente relevantes.
Na etapa de avaliação dos resumos, 120 artigos foram selecionados para leitura integral. Destes, 90 foram excluídos por não contemplarem todos os critérios de inclusão previamente estabelecidos. Ao final do processo, 30 estudos compuseram a amostra final da revisão, conforme apresentado no fluxograma da Figura 1, que detalha as fases de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão.
Os dados dos estudos selecionados foram organizados em uma planilha contendo informações sobre autor, ano de publicação, tipo de estudo, características da população, intervenções empregadas, desfechos analisados e principais resultados. Essa sistematização possibilitou comparar achados, identificar convergências e apontar lacunas relacionadas aos efeitos do treinamento resistido em idosos com artrite, fortalecendo a consistência da análise.
A análise dos dados foi conduzida de forma descritiva e interpretativa, por meio de síntese narrativa. As evidências foram categorizadas segundo seus principais desfechos: força muscular, funcionalidade, dor, equilíbrio e qualidade de vida. Cada categoria foi examinada considerando a aplicabilidade clínica e o impacto reportado pelos estudos incluídos.
A adoção da revisão sistemática justifica-se por sua capacidade de reunir evidências recentes e metodologicamente robustas sobre o tema, contribuindo para o avanço do conhecimento científico e para o fortalecimento da prática baseada em evidências, especialmente no contexto do envelhecimento ativo.
Conforme preconizado por Page et al. (2021), o uso do protocolo PRISMA assegura maior transparência, rigor e reprodutibilidade às revisões sistemáticas. O fluxograma apresentado na Figura 1 sintetiza todas as etapas do processo, incluindo identificação, triagem, exclusão de duplicatas, leitura de resumos e seleção final dos estudos, garantindo clareza metodológica e padronização científica.
Figura 1: Fluxograma PRISMA – Identificação, seleção e inclusão de artigos

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A organização dos estudos evidencia, de forma objetiva, os principais efeitos do treinamento resistido sobre força, dor e funcionalidade em idosos com artrite. A consolidação desses achados facilita a visualização das convergências entre os diferentes ensaios e embasa a análise desenvolvida na sequência, conforme exposto na Tabela 1.
Tabela 1 – Síntese dos resultados encontrados na literatura sobre treinamento resistido em idosos com artrite
| Autor (ano) | Tipo de estudo | População / Contexto | Principais achados |
| Abafita et al. (2025) | Ensaio clínico randomizado | Idosos com osteoartrite de joelho | Fortalecimento mostrou melhores resultados que yoga para dor, rigidez e função. |
| Araújo & Ribeiro (2021) | Estudo descritivo | Idosos praticantes de exercício | Treinamento de força melhora autonomia, saúde e qualidade de vida. |
| Araújo & Silva (2024) | Revisão integrativa | Idosos com sarcopenia | Treinamento resistido é essencial no combate à perda muscular. |
| Barros et al. (2020) | Ensaio controlado | Idosos hipertensos | Treino com oclusão vascular melhorou força e função. |
| Belichar et al. (2023) | Revisão | Idosos com sarcopenia | Treino resistido previne sarcopenia e melhora coordenação. |
| Bendrik et al. (2021) | Ensaio clínico randomizado | Osteoartrite de quadril/joelho | Exercício prescrito melhorou dor e funcionalidade. |
| Bennell et al. (2020) | Ensaio clínico randomizado | Osteoartrite + obesidade | Resistido supervisionado reduziu dor e melhorou função. |
| Cortez et al. (2023) | Revisão | Idosos | Treinos resistido, aeróbio e flexibilidade afetam positivamente saúde. |
| Costa (2025) | Estudo descritivo | Idosos | Resistido melhora composição corporal e desempenho funcional. |
| Franco et al. (2022) | Estudo comparativo | Idosas | Resistido reduz medo de quedas e melhora equilíbrio. |
| Gabriel et al. (2022) | Estudo clínico | Idosos com obesidade sarcopênica | Melhorou composição corporal e força. |
| Gohir et al. (2021) | Ensaio clínico randomizado | Osteoartrite de joelho | Treinos online aumentaram força e reduziram dor. |
| Grossl et al. (2023) | Ensaio clínico | Osteoartrite | Exercício único com RFS reduziu dor. |
| Jesus et al. (2019) | Estudo clínico | Idosos | Resistido aumenta densidade óssea e força. |
| Leite et al. (2023) | Estudo experimental | Osteoartrite | Treino em grupo reduziu dor e melhorou função. |
| León-Ballesteros et al. (2020) | Ensaio clínico | Mulheres com osteoartrite | Fortalecimento + banda elástica melhoraram força e dor. |
| Lima et al. (2021) | Estudo experimental | Idosos | Treino multiarticular melhora função e força. |
| Lin et al. (2022) | Ensaio clínico randomizado | Idosos com OA leve | Sistema de remo computadorizado melhorou força e função. |
| Messier et al. (2021) | Ensaio clínico randomizado | Idosos com OA | Treino de força intensa reduziu dor sem aumentar carga articular. |
| Mitoma et al. (2025) | Ensaio clínico | Idosas | Resistido + estrogênio → melhora de dor e força. |
| Nelligan et al. (2021) | Ensaio clínico | OA de joelho | Exercícios via mensagens de texto aumentaram adesão e força. |
| Øiestad et al. (2023) | Ensaio clínico | Adultos e idosos | Resistido e aeróbico melhoraram função e qualidade de vida. |
| Lim et al. (2024) | Revisão sistemática e meta-análise | Pacientes com osteoartrite (1.712 participantes) | Treinamento resistido reduziu dor, aumentou força e melhorou função com efeito significativo. |
| Rollemberg et al. (2025) | Ensaio clínico | Idosos osteoporóticos | Resistido melhorou função e força. |
| Sadeghi et al. (2023) | Ensaio clínico | OA de joelho | Fortalecimento reduziu dor e melhorou função. |
| Santana et al. (2022) | Estudo piloto | Idosas | Destreinamento reversível; TR mantém função. |
| Sørensen et al. (2025) | Ensaio clínico | OA crônica | Resistido com RFS aumentou função mecânica. |
| Tore et al. (2023) | Ensaio clínico | OA de joelho | Telereabilitação melhorou função e dor. |
| Uzeda (2025) | Estudo bibliométrico | Idosos | Resistido melhora saúde mental e função. |
| Yuenyongviwat et al. (2020) | Ensaio clínico | OA de joelho | Fortalecimento de abdutores reduziu dor e acelerou recuperação. |
A literatura evidencia que o treinamento resistido exerce papel central na preservação da funcionalidade de idosos com artrite, favorecendo força e estabilidade articular. Abafita et al. (2025) indicam superioridade dessa prática na redução da dor e da rigidez, reforçando seu potencial para manter a autonomia. Esses efeitos resultam de estímulos musculares consistentes, que atenuam limitações provocadas pela inflamação. Assim, o fortalecimento configura estratégia importante para retardar perdas funcionais típicas do envelhecimento.
A prática contínua de fortalecimento contribui para maior independência e melhor desempenho nas atividades diárias, aspecto enfatizado por Araújo e Ribeiro (2021). A regularidade do exercício garante estímulos necessários para preservar mobilidade e segurança durante o movimento. Essa manutenção funcional reduz impactos negativos do envelhecimento, permitindo que o idoso permaneça ativo. Dessa forma, o treinamento resistido torna-se instrumento essencial na construção de um envelhecimento estável e autônomo.
A capacidade do fortalecimento de atuar sobre a sarcopenia reforça sua importância clínica em idosos com artrite. Araújo e Silva (2024) destacam que o aumento progressivo de cargas estimula adaptações que retardam o declínio muscular. Esses ganhos preservam movimentos básicos e sustentam autonomia mesmo diante de limitações articulares. A dor crônica acelera a perda de massa muscular, tornando o fortalecimento ainda mais necessário nesses casos. Essa interação assegura evolução funcional mais estável.
Estratégias complementares ampliam as possibilidades do treinamento, especialmente para indivíduos com restrições articulares. Barros et al. (2020) demonstram que a oclusão vascular permite ganhos de força com cargas reduzidas, oferecendo alternativa segura para idosos sensíveis ao impacto articular. A técnica favorece adaptações sem exposição excessiva ao esforço, ampliando a adesão e o conforto. Assim, diferentes abordagens podem ser combinadas conforme necessidades específicas, favorecendo evolução contínua.
A relação entre fortalecimento, coordenação e estabilidade corporal é amplamente reconhecida. Belichar et al. (2023) evidenciam que a manutenção da força auxilia no controle motor, reduzindo fragilidade e instabilidade durante o deslocamento. Esses ganhos repercutem na prevenção de quedas, evento crítico para idosos com artrite. A preservação dessas capacidades garante maior segurança e confiança no movimento. Dessa maneira, o treinamento atua como mecanismo de proteção funcional.
O fortalecimento também se mostra eficiente na redução da dor e no aprimoramento da capacidade articular. Bendrik et al. (2021) identificam melhora relevante em dor e funcionalidade após exercícios prescritos, indicando resposta positiva mesmo em quadros avançados de osteoartrite. As adaptações neuromusculares reduzem sobrecarga em estruturas danificadas, facilitando movimentos cotidianos. Tais benefícios elevam o desempenho funcional e reduzem limitações impostas pela doença. O resultado é mobilidade mais eficiente e menos dolorosa.
Em idosos com osteoartrite associada à obesidade, o fortalecimento supervisionado gera avanços expressivos. Bennell et al. (2020) demonstram que a prática reduz a dor e melhora a função, ao mesmo tempo em que diminui a pressão sobre as articulações comprometidas. O trabalho muscular adequado redistribui cargas e estabiliza os membros inferiores. Esses efeitos contribuem para maior segurança ao caminhar e menor limitação funcional. Assim, o exercício torna-se ainda mais relevante em condições clínicas combinadas.
A adaptação individual do treinamento desempenha papel decisivo para resultados seguros e duradouros. Cortez et al. (2023) mostram que ajustes de intensidade, volume e frequência permitem respeitar limitações articulares sem comprometer a progressão. Essa abordagem personalizada possibilita estimular músculos enfraquecidos mantendo o conforto do praticante. A adequação contínua favorece a adesão e reduz riscos de sobrecarga. Dessa forma, o treinamento ajustado às condições clínicas torna-se mais eficaz.
A composição corporal também se beneficia do fortalecimento, refletindo melhora metabólica e funcional. Costa (2025) observa que a prática reduz gordura e aumenta massa magra, favorecendo desempenho físico e resistência. Esses ajustes contribuem para menor fadiga e melhor tolerância ao esforço, aspectos fundamentais no envelhecimento. A melhora da estrutura corporal auxilia na execução de tarefas diárias com menos limitação. Assim, o fortalecimento atua como ferramenta de reequilíbrio metabólico.
A estabilidade postural apresenta avanços significativos com a prática do treinamento resistido. Franco et al. (2022) identificam melhora do equilíbrio entre idosas, com redução do medo de quedas e maior confiança no deslocamento. Em complemento, Yuenyongviwat et al. (2020) demonstram que o fortalecimento dos abdutores do quadril reduz a dor e melhora a mecânica da marcha, ampliando a segurança funcional. Esses efeitos diminuem instabilidades típicas da artrite e fortalecem a participação social. Assim, o treinamento contribui para movimentos mais firmes e independentes.
A melhora da força e da composição corporal também se manifesta em populações com maior vulnerabilidade fisiológica. Gabriel et al. (2022) mostram que idosos com obesidade sarcopênica apresentam avanços significativos em força e estrutura muscular após programas de resistência. Essa resposta amplia o controle motor e reduz esforços excessivos nas articulações. A melhora funcional permite maior autonomia nas tarefas diárias e reduz a sobrecarga mecânica. Assim, o fortalecimento assume papel decisivo em grupos com múltiplas fragilidades.
Em contextos digitais, intervenções mediadas por tecnologia reforçam a eficácia do treinamento resistido. Gohir et al. (2021) evidenciam que exercícios conduzidos por plataformas online mantêm alta adesão e promovem redução da dor, além de ganhos de força. Esse modelo amplia o acesso e beneficia idosos com limitações de deslocamento. A possibilidade de acompanhamento remoto favorece continuidade e engajamento. Dessa forma, soluções digitais se mostram úteis para sustentar programas de fortalecimento.
A utilização de exercícios com restrição de fluxo sanguíneo apresenta resultados animadores para idosos com artrite. Grossl et al. (2023) demonstram redução da dor e melhora da função mesmo com cargas baixas, aspecto essencial para articulações sensíveis. Essa prática permite estímulos adequados sem intensificar desconfortos articulares. A combinação entre baixo impacto e alta eficiência favorece adesão em longo prazo. Assim, a técnica amplia o leque de alternativas seguras de fortalecimento.
Entre os benefícios estruturais, observa-se melhora da densidade óssea e estímulo ao colágeno. Jesus et al. (2019) destacam que o fortalecimento promove adaptações que protegem contra a osteoporose e sustentam a integridade musculoesquelética. Essa resposta reduz fragilidades e eleva a resistência física geral. A saúde óssea fortalecida diminui riscos de fraturas, especialmente em indivíduos com artrite. O exercício, portanto, atua de forma preventiva e restauradora.
Nos ambientes institucionais, a continuidade do exercício apresenta efeitos expressivos na funcionalidade. Leite et al. (2023) observam redução da dependência física e melhora do equilíbrio em idosos submetidos a programas supervisionados. A prática regular favorece estabilidade muscular e desempenho nas tarefas diárias. Esses ganhos são essenciais em locais onde a vulnerabilidade é maior. Assim, o fortalecimento contribui diretamente para maior autonomia e segurança.
Estratégias de fortalecimento que utilizam resistência elástica e exercícios direcionados ampliam os efeitos positivos em mulheres com artrite. León-Ballesteros et al. (2020) mostram avanços em força e redução da dor após protocolos com banda elástica. A praticidade dos materiais favorece adesão e continuidade em casa. Essa abordagem torna o treinamento mais acessível e adaptável. Dessa forma, amplia-se o alcance terapêutico mesmo fora de ambientes especializados.
Os exercícios multiarticulares e monoarticulares possuem impacto relevante na funcionalidade. Lima et al. (2021) apontam que a combinação de diferentes padrões de movimento melhora força, coordenação e resistência, promovendo avanços amplos na mobilidade. A diversidade de estímulos permite trabalhar grupos musculares variados, favorecendo evolução global. Essa versatilidade possibilita adaptação às limitações articulares sem perder eficácia. Assim, o programa torna-se mais flexível e completo.
A incorporação de tecnologias assistivas amplia o potencial do treinamento em idosos com artrite leve. Lin et al. (2022) demonstram que sistemas de remo computadorizado melhoram força e mobilidade com segurança. Essa ferramenta oferece monitoramento preciso e permite ajustes finos na carga. A combinação de tecnologia e exercício favorece evolução funcional mesmo em quadros iniciais da doença. Desse modo, amplia-se a eficiência do fortalecimento.
A aplicação de treinos intensos apresenta resultados sólidos para idosos com maior comprometimento articular. Messier et al. (2021) relatam redução da dor e melhora da capacidade funcional após protocolos de alta intensidade supervisionada. O aumento da força diminui sobrecargas mecânicas, favorecendo movimentos mais estáveis. Esses avanços reforçam a eficácia de programas estruturados para artrite. Assim, observa-se progressão funcional consistente.
Em mulheres com osteoartrite, a combinação de estrogênio e fortalecimento gera melhorias relevantes. Mitoma et al. (2025) mostram aumento de força, redução da dor e maior mobilidade após essa abordagem conjunta. A interação entre estímulo hormonal e carga mecânica potencializa adaptações musculares. Essa associação favorece equilíbrio e desempenho físico, mesmo em quadros avançados. Dessa forma, ampliam-se possibilidades terapêuticas com resultados eficazes.
O uso de programas digitais autogeridos amplia a autonomia do idoso e fortalece a continuidade do treinamento. Nelligan et al. (2021) mostram que o apoio por mensagens automatizadas mantém o engajamento e favorece ganhos de força e mobilidade em pessoas com osteoartrite. Essa abordagem reduz barreiras de deslocamento e permite acompanhamento mais frequente. A facilidade de acesso incentiva a adesão prolongada. Assim, tecnologias de suporte reforçam a efetividade do fortalecimento.
A combinação de exercícios resistidos e aeróbicos demonstra potencial expressivo na qualidade de vida de idosos com comprometimento articular. Øiestad et al. (2023) evidenciam que ambos os métodos melhoram função e desempenho global ao longo do tempo, com impacto consistente na dor e na mobilidade. Essa integração amplia o efeito das adaptações fisiológicas. A diversidade de estímulos favorece progressos contínuos. Dessa forma, programas híbridos fortalecem os resultados clínicos.
A síntese de dados provenientes de diferentes protocolos reforça a importância do fortalecimento como estratégia multifuncional. Lim et al. (2024) evidenciam que intervenções resistidas reduzem dor, ampliam força e melhoram a função com efeitos estatisticamente significativos. Esses achados demonstram que o exercício promove adaptações coerentes em diferentes contextos clínicos. A consistência dos resultados confirma a relevância do método. Assim, o fortalecimento representa recurso terapêutico de alta aplicabilidade.
Entre idosos com osteoporose associada à artrite, observa-se resposta positiva ao fortalecimento. Rollemberg et al. (2025) mostram aumento da força muscular e melhora da funcionalidade após programas supervisionados. Essas adaptações reduzem fragilidade óssea e aumentam a segurança durante a marcha. A intervenção contribui para maior independência nas tarefas diárias. Dessa forma, o treinamento resistido torna-se fundamental na proteção musculoesquelética.
Protocolos que priorizam fortalecimento segmentado apresentam resultados sólidos na melhora de dor e função. Sadeghi et al. (2023) demonstram que diferentes intensidades produzem avanços consistentes em pacientes com osteoartrite do joelho. A resposta positiva ocorre mesmo em quadros de maior limitação. A variabilidade de estímulos permite personalização eficaz. Assim, o exercício ajustado às necessidades do idoso promove evolução contínua.
A regularidade do treinamento desempenha papel determinante na manutenção dos ganhos funcionais. Santana et al. (2022) evidenciam que períodos de destreinamento provocam perdas rápidas de força e mobilidade, reforçando a importância da continuidade. A retomada precoce do exercício recupera parte dos avanços obtidos. Esse padrão demonstra que o corpo do idoso responde melhor à constância. Dessa forma, o fortalecimento deve ser inserido como prática permanente. A restrição de fluxo sanguíneo vem sendo explorada como alternativa de baixo impacto para idosos com artrite crônica. Sørensen et al. (2025) mostram melhora da função mecânica e da força muscular mesmo em condições de limitação avançada. Essa técnica permite estimular adaptações com menor carga, reduzindo desconfortos articulares. A abordagem amplia opções terapêuticas seguras. Assim, o fortalecimento se adapta a diferentes níveis de comprometimento.
A telereabilitação também se destaca como recurso de suporte para idosos com artrite. Tore, Oskay e Haznedaroglu (2023) mostram que programas conduzidos à distância melhoram capacidade funcional e reduzem dor, favorecendo adesão em públicos com restrições de mobilidade. A orientação remota mantém acompanhamento técnico contínuo. Essa interação reforça o compromisso com o exercício. Dessa forma, tecnologias digitais ampliam o acesso ao fortalecimento.
A relação entre força muscular, saúde mental e engajamento social é evidenciada em abordagens contemporâneas. Uzeda (2025) aponta que o fortalecimento melhora bem-estar psicológico, reduz inseguranças e favorece participação ativa nas rotinas. Esses efeitos refletem interações positivas entre corpo e mente. A melhora funcional contribui para maior autonomia e autoestima. Assim, o treinamento resistido consolida-se como intervenção global para idosos com artrite.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo permitiu compreender que o treinamento resistido é uma intervenção eficaz para fortalecer a musculatura, ampliar a funcionalidade e favorecer o bem-estar de idosos com artrite. Os resultados confirmam que a prática regular previne a sarcopenia, reduz limitações e contribui para a autonomia funcional e qualidade de vida.
As análises evidenciaram que o treinamento resistido melhora a força muscular, o equilíbrio e a mobilidade, aspectos que influenciam diretamente na independência e na autoestima. Esses achados respondem de forma clara à questão norteadora e demonstram que os objetivos propostos foram plenamente atingidos ao longo da pesquisa.
Foram identificados conceitos fundamentais e analisados os efeitos do exercício resistido sobre a autonomia, a saúde física e psicológica. Tais resultados reafirmam a importância dessa prática como estratégia terapêutica segura e acessível para idosos com artrite, fortalecendo sua aplicação em programas de envelhecimento saudável.
Constatou-se que o objetivo geral foi alcançado, reforçando a relevância do tema para a área da saúde e para práticas clínicas voltadas ao idoso. A revisão confirmou a efetividade do treinamento resistido na manutenção da capacidade funcional, promovendo ganhos físicos e emocionais que sustentam a promoção da longevidade ativa.
Como direcionamento para estudos futuros, recomenda-se o aprofundamento das pesquisas sobre a aplicação do treinamento resistido em populações com diferentes níveis de comprometimento funcional. Sugere-se também sua inclusão em políticas públicas e estratégias comunitárias que ampliem o acesso ao exercício e à reabilitação.
REFERÊNCIAS
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