O COOPERATIVISMO EMPRESARIAL COMO ESTRATÉGIA PARA A FORMALIZAÇÃO DO MERCADO BRASILEIRO DE GEMAS E JOIAS

BUSINESS COOPERATIVISM AS A STRATEGY FOR THE FORMALIZATION OF THE BRAZILIAN GEMS AND JEWELRY MARKET

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202601181129


Gabriel Estevão de Faria Avolio Pinto
Raul Claro Marques 


RESUMO

O presente estudo tem como objetivo Investigar o cooperativismo empresarial como estratégia para formalizar e fortalecer o mercado brasileiro de gemas e joias, promovendo organização produtiva, valorização profissional e desenvolvimento econômico sustentável do setor. No setor de gemas e joias, este modelo representa uma estratégia eficaz para superar barreiras de informalidade, facilitar acesso a mercados regulados, garantir certificações e fortalecer o desenvolvimento sustentável regional e nacional. Este estudo investiga o cooperativismo empresarial como uma estratégia eficaz para formalizar e fortalecer o mercado brasileiro de gemas e joias, um setor tradicionalmente marcado pela informalidade e falta de organização. Com base em princípios como gestão democrática e participação econômica, o modelo é apresentado como uma alternativa sólida para promover a inclusão produtiva, valorizar o trabalho artesanal e estimular o desenvolvimento sustentável. A partir de uma abordagem qualitativa e bibliográfica, o estudo analisa experiências nacionais e internacionais de cooperativas, destacando o papel de instituições como o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), o Sindijoias e o Sicoob na estruturação de políticas e práticas voltadas à formalização do setor. O referencial teórico fundamenta-se nas contribuições de Paul Singer, cuja obra sobre economia solidária e autogestão oferece bases conceituais para compreender o cooperativismo como instrumento de transformação econômica e social. Observa-se que a adoção do modelo cooperativo favorece a criação de redes de intercooperação, facilita o acesso a crédito e certificações de origem, reduz custos operacionais e fortalece a competitividade das micro e pequenas empresas joalheiras. Além disso, promove a inserção dos produtores em cadeias globais de valor, ao mesmo tempo em que estimula práticas sustentáveis e socialmente responsáveis. Conclui-se que o cooperativismo empresarial não apenas contribui para a formalização das atividades, mas também redefine a estrutura produtiva do setor de gemas e joias, oferecendo um caminho viável para o equilíbrio entre eficiência econômica, justiça social e preservação ambiental.

PALAVRAS-CHAVE: cooperativismo empresarial; economia solidária; formalização; gemas e joias; sustentabilidade.

ABSTRACT

The present study aims to investigate business cooperativism as a strategy to formalize and strengthen the Brazilian gems and jewelry market, promoting productive organization, professional appreciation, and sustainable economic development in the sector. In the gems and jewelry sector, this model represents an effective strategy to overcome barriers of informality, facilitate access to regulated markets, ensure certifications, and strengthen regional and national sustainable development. This study examines business cooperativism as an effective strategy to formalize and strengthen the Brazilian gems and jewelry market, a sector traditionally marked by informality and lack of organization. Based on principles such as democratic management and economic participation, the model is presented as a solid alternative to promote productive inclusion, enhance artisanal work, and stimulate sustainable development. Using a qualitative and bibliographic approach, the study analyzes national and international experiences of cooperatives, highlighting the role of institutions such as the Brazilian Institute of Gems and Precious Metals (IBGM), Sindijoias, and Sicoob in structuring policies and practices aimed at formalizing the sector. The theoretical framework is grounded in the contributions of Paul Singer, whose work on solidarity economy and self-management provides conceptual foundations for understanding cooperativism as an instrument of economic and social transformation. It is observed that the adoption of the cooperative model favors the creation of intercooperation networks, facilitates access to credit and origin certifications, reduces operational costs, and strengthens the competitiveness of micro and small jewelry companies. Furthermore, it promotes the integration of producers into global value chains, while encouraging sustainable and socially responsible practices. It is concluded that business cooperativism not only contributes to the formalization of activities but also redefines the productive structure of the gems and jewelry sector, offering a viable path toward balancing economic efficiency, social justice, and environmental preservation.

KEYWORDS: business cooperativism; solidarity economy; formalization; gems and jewelry; sustainability.

1 INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, o cooperativismo no setor empresarial tem se consolidado como uma das abordagens mais relevantes para impulsionar a economia, promover a inclusão produtiva e fomentar o desenvolvimento sustentável em várias áreas da economia brasileira. Fundamentado em princípios como adesão voluntária, gestão coletiva, participação financeira dos membros e dedicação à comunidade, esse modelo organizacional alia eficiência econômica à responsabilidade social. Diferentemente das empresas tradicionais, que focam na maximização dos lucros individuais, as cooperativas buscam equilibrar a rentabilidade com o bem-estar de seus integrantes, implementando práticas mais justas, transparentes e participativas. O Brasil tem uma história rica no cooperativismo, especialmente nas áreas de agricultura, finanças e serviços. Conforme dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), existem atualmente mais de 4.384 cooperativas em operação no país, envolvendo cerca de 18 milhões de cooperados e gerando centenas de milhares de empregos diretos. Esses números demonstram a influência positiva do cooperativismo na formalização da economia, na geração de renda e no fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Ao reunir produtores e trabalhadores sob uma estrutura legal comum, as cooperativas conseguem reduzir custos, facilitar o acesso a mercados e fortalecer o poder de negociação de seus membros, fatores essenciais para a competitividade em um ambiente econômico cada vez mais desafiador e globalizado (OCB, 2024).

Entretanto, não todas as áreas industriais do Brasil conseguiram se beneficiar dessa organização coletiva. O setor de gemas e joias, por exemplo, apesar de seu elevado potencial econômico e cultural, enfrenta barreiras significativas que dificultam sua consolidação como um segmento totalmente formalizado e competitivo. Historicamente marcado pela informalidade, falta de regulação e descoordenação entre garimpeiros, lapidadores, ourives e comerciantes, esse grupo opera, em grande parte, fora do escopo das políticas públicas de incentivo e das normas legais de rastreabilidade e certificação (Souza, 2021). Essa informalidade, além de restringir o acesso ao crédito e a mercados internacionais, prejudica a credibilidade e a sustentabilidade da produção nacional.

Nesse cenário, o cooperativismo empresarial se destaca como uma solução eficaz e estratégica para lidar com os problemas da informalidade e da desorganização do setor. A formação de cooperativas focadas na produção, tratamento, venda e exportação de materiais gemológicos e joias pode trazer um progresso considerável na organização da cadeia produtiva, proporcionando aos empreendedores condições mais sólidas e competitivas. Através da colaboração e da gestão conjunta, as cooperativas oferecem acesso coletivo a infraestrutura tecnológica, certificações de origem, capacitações, suporte jurídico e oportunidades de negócios que seriam inviáveis para indivíduos atuando isoladamente. O modelo cooperativista, por sua vez, fomenta o sentimento de pertencimento e a responsabilidade social entre os envolvidos, cultivando uma cultura de solidariedade econômica e valorização do trabalho em conjunto. A colaboração coletiva facilita o surgimento de marcas locais, fortalece os sistemas produtivos da região e impulsiona o desenvolvimento sustentável do território, especialmente em áreas historicamente conectadas à extração e ao processamento de gemas, como Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. A formalização dessas atividades, através de cooperativas, não só aumenta a segurança jurídica e a clareza nas transações, como também apoia a conservação ambiental e fortalece a competitividade do Brasil no mercado global de joias e gemológico.

Casos de êxito, como os projetos apoiados pelo Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), pelo Sindijoias e pelo Sindirochas, evidenciam que a organização em grupo pode ter um papel crucial no avanço do setor. Essas instituições têm sido essenciais na capacitação profissional, na promoção de certificações de origem, na criação de novas oportunidades de venda e na representação do setor joalheiro nacional. Ao implementar práticas inspiradas em valores cooperativos, tais iniciativas demonstram que a colaboração produtiva e a governança compartilhada são ferramentas eficazes para combater a informalidade e estimular o crescimento econômico, fundamentando-se na legalidade e na sustentabilidade. Sendo assim, entender o cooperativismo empresarial como uma abordagem para a formalização do mercado de gemas e joias é essencial para apresentar soluções eficazes para os problemas que esse setor enfrenta. A colaboração entre produtores, lapidadores, ourives e vendedores dentro de um modelo cooperativo pode remodelar a realidade existente, favorecendo a regularização das operações, o fortalecimento das instituições, o reconhecimento dos profissionais da gemologia e a construção de um ambiente econômico mais equitativo e competitivo.

Logo, este estudo visa explorar o cooperativismo empresarial como uma estratégia para a formalização do mercado brasileiro de gemas e joias. Serão examinados seus fundamentos teóricos, as experiências relevantes tanto nacionais quanto internacionais, além das possíveis direções para estabelecer esse modelo como uma base para o progresso econômico e social da indústria.

1.1 OBJETIVOS

Este estudo tem como finalidade principal examinar o cooperativismo empresarial como uma abordagem para a formalização do mercado brasileiro de gemas e joias, ressaltando seu papel na promoção do desenvolvimento econômico, na inclusão produtiva e na sustentabilidade do setor. A pesquisa pretende entender de que maneira a criação e o fortalecimento de cooperativas podem ajudar a diminuir a informalidade, aumentar o acesso a mercados regulamentados e estabelecer uma estrutura produtiva mais organizada e competitiva.

Também se busca analisar casos reais de cooperativas e organizações de apoio ao setor de joias, destacando práticas eficazes, obstáculos superados e possibilidades de crescimento desse modelo de organização em várias partes do país. O objetivo da pesquisa é sugerir medidas estratégicas e políticas governamentais que promovam a formação e o fortalecimento de cooperativas dedicadas à lapidação, ao trabalho em ourivesaria, à venda e à exportação de materiais gemológicos e joias brasileiras.

Embora ao longo deste o termo “pedras preciosas” apareça em diversas citações e referências bibliográficas, é importante esclarecer que o uso recomendado, conforme estabelece a ABNT NBR 10630:2016 – Gemas de Cor: Terminologia e Classificação, é “materiais gemológicos” ou simplesmente “gemas”.

1.1.1 Objetivo Geral

O presente estudo tem como objetivo Investigar o cooperativismo empresarial como estratégia para formalizar e fortalecer o mercado brasileiro de gemas e joias, promovendo organização produtiva, valorização profissional e desenvolvimento econômico sustentável do setor. 

1.1.2 Objetivos Específicos

Os objetivos específicos desta pesquisa são:

a) Entender os conceitos e bases do cooperativismo no contexto empresarial e como eles podem ser aplicados em cadeias produtivas com elevado grau de informalidade;

b) Analisar o cenário contemporâneo do setor de gemas e joias no Brasil, reconhecendo os principais obstáculos associados à falta de formalização e à desordem no segmento;

c) Examinar exemplos de cooperativas e organizações que atuam em defesa do setor e implementaram com êxito práticas cooperativistas, como o IBGM, Sindijoias e associações locais de joalheiros e ourives;

d) Analisar a influência do cooperativismo na regularização das ações produtivas e comerciais, levando em conta fatores econômicos, sociais e institucionais;

e) Sugerir abordagens e orientações que estimulem a formação e o fortalecimento de cooperativas direcionadas à produção de gemas e joias, com o objetivo de promover a competitividade, a sustentabilidade e a conformidade legal na área.

    2 REFERENCIAL TEÓRICO

    O cooperativismo representa um sistema econômico e social fundamentado na associação voluntária de indivíduos que se juntam para satisfazer necessidades e desejos compartilhados, utilizando uma empresa de colegiado e gestão participativa. Conforme a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), essa é uma maneira de organização que procura harmonizar a eficiência na produção com valores éticos e de solidariedade, almejando não só o lucro, mas também o progresso dos cooperados e da comunidade circundante. Conforme aponta Schneider (2018, p. 22), “o cooperativismo emerge como uma solução para a concentração de riqueza e a marginalização social geradas pelo modelo capitalista convencional”, constituindo, assim, uma alternativa sustentável para o progresso. Essa perspectiva ressalta que o cooperativismo vai além de uma mera estrutura legal de empresa, representando uma abordagem filosófica para a organização da produção e do trabalho, focando na colaboração, na igualdade e no interesse coletivo. (SCHNEIDER, 2018)

    Os fundamentos do cooperativismo contemporâneo têm suas origens nas experiências dos Pioneiros de Rochdale, na Inglaterra do século XIX, que definiram os princípios essenciais do movimento, como a adesão voluntária, a gestão democrática, a participação econômica dos associados e o compromisso com a comunidade. Esses princípios foram mais tarde sistematizados pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e adotados em todo o mundo. No Brasil, esses conceitos são regulamentados pela Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, que estabelece a Política Nacional de Cooperativismo e define as diretrizes legais e administrativas para a criação e operação das cooperativas. Conforme a legislação mencionada, a cooperativa é definida como uma “sociedade formada por indivíduos, com uma estrutura e natureza jurídica específicas, pertencente ao âmbito civil, que não está sujeita a processos de falência, e que é criada para oferecer serviços aos seus membros” (BRASIL, 1971, art. 4º). Essa descrição ressalta a distinção fundamental entre o cooperativismo e as organizações tradicionais: enquanto as últimas buscam maximizar o lucro, as cooperativas colocam o ser humano e a comunidade em primeiro lugar, operando sob o princípio da autogestão.

    Segundo Singer (2002, p. 45), o cooperativismo deve ser visto como “uma prática econômica de solidariedade, que integra a produção, o consumo e o crédito sob a supervisão direta dos trabalhadores”. O autor destaca a importância do modelo cooperativo dentro da economia solidária, pois ele possibilita a formalização de atividades que operam informalmente e fortalece micro e pequenos negócios. Em áreas com baixo capital e elevada informalidade como o setor de gemas e joias , a criação de cooperativas empresariais pode proporcionar uma transição para um modelo produtivo mais formal e sustentável, garantindo melhores condições laborais, acesso a mercados e inclusão financeira. O Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) é uma organização nacional que desempenha um papel crucial na organização, desenvolvimento e formalização do setor de gemas, joias e metais preciosos no Brasil. Estabelecido em 1977, o IBGM tem como objetivo representar os interesses de empresas e profissionais do setor joalheiro, atuando em várias áreas, como defesa institucional, regulamentação técnica, promoção de exportações, certificação de produtos e capacitação profissional (IBGM, 2023).

    Uma das mais importantes iniciativas do IBGM consiste em seu trabalho contínuo para diminuir a informalidade na indústria de joias do Brasil, implementando ações para regularizar a produção, facilitar o acesso a mercados formais e apoiar a profissionalização de pequenos e micros empresários. A organização fornece orientação jurídica, contábil e fiscal, além de desenvolver programas de capacitação técnica e gestão, com o objetivo de aconselhar empresários sobre a relevância da formalização fiscal e trabalhista como estratégia de inserção em cadeias produtivas sustentáveis e em mercados globais. No setor de certificação e valorização de produtos, o IBGM cria sistemas que atestam a origem de gemas e metais, facilitando a rastreabilidade e a adesão a normas legais e ambientais. Essa iniciativa é essencial para fortalecer a credibilidade do mercado formal. Além disso, desempenha um papel importante na ampliação da confiança dos consumidores e importadores globais, ao mesmo tempo que assegura que o Brasil esteja em conformidade com as exigências de entidades reguladoras e acordos comerciais. O IBGM também se encarrega de promover feiras, encontros comerciais e missões de negócios, que permitem a interação direta entre empresas legalmente estabelecidas e compradores, tanto do Brasil quanto do exterior. Essas iniciativas são fundamentais para pequenos produtores e artesãos, pois através do trabalho em conjunto, eles conseguem acessar oportunidades que seriam difíceis de obter de forma isolada.

    Um levantamento da Mordor Intelligence aponta que o mercado de joias no Brasil alcançou US$ 3,59 bilhões até o final de 2024, com potencial para atingir US$ 5,34 bilhões em 2029. A taxa média de crescimento anual estimada é de 8,31% nos próximos cinco anos, reforçando o papel estratégico do país nesse segmento (VALOR ECONÔMICO, 2024).

    No cenário político, o IBGM se relaciona com o governo federal para sugerir políticas públicas que incentivem a indústria, diminuam a carga tributária e promovam a formalização, sobretudo em áreas produtoras de gemas e joias que enfrentam altos níveis de informalidade. Sua parceria com sindicatos estaduais, como o Sindijoias-ES e o Sindirochas, fortalece ainda mais sua influência na base produtiva do setor. Dessa forma, o IBGM se estabelece como um protagonista na apoio à formalização, estruturação e valorização da cadeia produtiva de gemas e joias no Brasil, exemplificando de que maneira o associativismo institucional pode provocar efeitos benéficos em nível nacional, tanto no reforço econômico do setor quanto na sua presença sustentável e regularizada no mercado.

    2.1 PAUL SINGER E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O COOPERATIVISMO

    Paul Israel Singer (1932–2018) foi um destacado economista e pensador social brasileiro, amplamente reconhecido por sua contribuição ao cooperativismo e à economia solidária. Nascido em Viena, na Áustria, ele se mudou para o Brasil na infância e sua trajetória foi caracterizada por um engajamento acadêmico, político e militante em favor de modelos econômicos mais justos e democráticos. Como docente na Universidade de São Paulo (USP), Singer promoveu importantes reflexões sobre a autogestão, a cooperação e a importância do trabalho coletivo como uma alternativa à lógica centralizadora do capitalismo tradicional (SINGER, 2002).

    Sua participação no debate acadêmico esteve intimamente ligada à promoção da economia solidária, que integra valores como democracia interna, solidariedade, autogestão e sustentabilidade social. Conforme Singer (2002), as cooperativas e outras iniciativas solidárias não devem ser vistas apenas como alternativas temporárias para o desemprego, mas como componentes de uma proposta de transformação estrutural da economia, visando a justiça social e a diminuição das desigualdades. Nesse contexto, ele enfatizava a relevância da formação contínua e da pedagogia da autogestão, que capacitam os trabalhadores a administrar coletivamente seus negócios.

    Sua influência ultrapassou o ambiente acadêmico. No período de 2003 a 2016, como o primeiro Secretário Nacional de Economia Solidária, Singer liderou iniciativas de políticas públicas destinadas a promover cooperativas e associações em múltiplos setores econômicos, estabelecendo programas de incubação, disponibilizando linhas de crédito e oferecendo incentivos para a intercooperação (MEZAROBBA, 2018). Essas iniciativas possibilitaram que milhares de trabalhadores, que anteriormente estavam à margem, conseguissem acessar a formalização e a proteção social.

    2.1.1 APLICAÇÃO DE SINGER NO SETOR DE GEMAS E JÓIAS

    As ideias de Singer ressoam de forma clara na indústria de gemas e joias no Brasil, que possui uma longa história de informalidade e segmentação da produção. A implementação da economia solidária nesse cenário demonstra que a colaboração entre lapidadores, ourives e artesãos poderia trazer vantagens, como o acesso a financiamentos, a regularização das atividades e a entrada no mercado global. Assim como Singer sugeria, a formação de redes cooperativas neste setor não só incrementaria o valor da produção, mas também asseguraria condições laborais mais justas, reforçando a identidade cultural e econômica dessas cadeias produtivas. Os conceitos apresentados por Paul Singer fornecem bases robustas para entender o cooperativismo como uma abordagem para o progresso socioeconômico. Sua perspectiva revela que, no contexto das gemas e joias, o fortalecimento das cooperativas pode ser essencial para ultrapassar barreiras estruturais e estabelecer o setor de maneira mais sustentável e competitiva.

    A análise de Paul Singer sobre o cooperativismo é bastante relevante para o ramo de gemas e joias, que apresenta uma grande fragmentação e alta informalidade. O autor destaca a importância da formação e do desenvolvimento de cooperativas, conceito que ele chamava de autogestão pedagógica. Para garimpeiros, pequenos lapidadores, ourives e micro oficinas, a prática demonstra que a falta de capacitação em gestão coletiva, padrões de qualidade e estratégias de venda prejudica a solidificação das organizações cooperativas. A proposta de Singer (2002) sugere que, para que essas iniciativas tenham sucesso, é fundamental investir em incubadoras de cooperativas que forneçam formação técnica em lapidação, certificação e gestão. Exemplos brasileiros reforçam essa visão: projetos do Museu das Gemas em colaboração com a COOPREGEMAS e as avaliações dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Teófilo Otoni e Limeira evidenciam a eficácia de ações formativas e institucionais para agregar valor e promover a formalização do setor.

    Um elemento crucial na obra de Singer é a colaboração entre cooperativas. Segundo ele, as cooperativas que atuam de forma isolada têm um impacto limitado, sendo essencial estabelecer redes de serviços compartilhados que previnam a dispersão e ampliem os recursos disponíveis. Quando aplicado ao setor de gemas e joias, esse conceito envolve a formação de cooperativas que utilizem laboratórios de gemologia, oficinas de alta tecnologia (como microfusão e CAD/CAM), estrutura logística para exportação e espaços para venda coletiva, como feiras e marketplaces. A experiência de Mondragón, na Espanha, é comumente mencionada como um exemplo inspirador, já que se organizou como um sistema de centrais cooperativas que disponibilizam serviços comuns e reforçam a competitividade do setor. No Brasil, iniciativas semelhantes poderiam ser implementadas em regiões como Teófilo Otoni e Limeira, conectando a produção artesanal a uma rede de apoio tecnológico e comercial.

    Singer ressaltou a relevância do financiamento cooperativo e da inclusão financeira como fundamentos essenciais para a sustentabilidade do movimento. De acordo com o autor, sem acesso a crédito em condições adequadas, iniciativas solidárias enfrentam limitações em operações de pequeno porte e ficam suscetíveis a concorrência desleal. Para o setor de joias, isso implica a necessidade de linhas de crédito específicas voltadas para a compra de equipamentos, obtenção de certificações e participação em feiras. Nesse contexto, as instituições de cooperativismo de crédito, como Sicoob e Sicredi, exemplificam a aplicação das ideias de Singer, ao disponibilizar produtos financeiros que atendem às necessidades de micro e pequenos empresários. Assim, a colaboração entre cooperativas produtivas e de crédito se configura como uma estratégia importante para assegurar a sustentabilidade econômica e o aumento da presença no mercado.

    Por último, Singer destacava a importância fundamental do governo na formulação de políticas públicas e na organização de mercados institucionais, a fim de garantir que as cooperativas possam competir em pé de igualdade. No setor de materiais gemológicos e joias, essas políticas poderiam se manifestar em iniciativas como programas de certificação de procedência das gemas, rastreamento dos produtos, compras governamentais destinadas a cooperativas e incentivos à exportação, tudo isso sob a coordenação de instituições como o IBGM e secretarias estaduais de desenvolvimento. A recente implementação de programas e legislações que recebem o nome de Paul Singer demonstra uma maior abertura institucional para esse tipo de iniciativa.

    Resumidamente, as sugestões de Singer podem ser organizadas em quatro linhas de atuação voltadas para a indústria de gemas e joias: a formação de incubadoras regionais de cooperativas em parceria com universidades e o SEBRAE; a criação de redes para compartilhar serviços onerosos e canais de exportação, seguindo o modelo de Mondragón; a colaboração entre cooperativas produtivas e cooperativas de crédito para facilitar o acesso a financiamentos; e a implementação de cláusulas de compras públicas e programas de certificação que fortaleçam mercados seguros. Essas iniciativas evidenciam como as contribuições teóricas de Singer se conectam diretamente com os desafios e oportunidades do setor, apresentando alternativas para sua regulamentação e avanço sustentável.

    2.2  APLICAÇÕES PRÁTICAS DO COOPERATIVISMO EMPRESARIAL NO SETOR DE GEMAS E JOIAS

    O cooperativismo no mundo dos negócios oferece uma variedade de ferramentas práticas que podem facilitar a formalização, aumentar a competitividade e garantir a sustentabilidade na indústria de gemas e joias no Brasil. Esse setor, que ao longo da história tem sido caracterizado pela informalidade, divisão e falta de políticas públicas adequadas, pode tirar grande proveito das práticas cooperativas em áreas como gestão, financiamento, venda e certificação.

    Conforme Singer (2002, p. 63), “a união entre pequenos produtores é uma maneira eficaz de superar o isolamento econômico e converter o trabalho individual em um esforço colaborativo”. Essa observação é particularmente relevante para a indústria de gemas e joias, onde predominam micro empresários, artesãos e lapidadores que operam de maneira independente e, frequentemente, fora dos parâmetros legais referentes a impostos e questões trabalhistas. A principal utilização do cooperativismo nesse cenário é a formação de cooperativas voltadas para a produção e o trabalho. Essas cooperativas podem agregar lapidadores, ourives e artesãos em um sistema coletivo de prestação de serviços, promovendo uma distribuição equitativa dos resultados e a formalização das operações. Conforme mencionado por Pinho (2019), o cooperativismo de produção possibilita “diminuição dos custos operacionais, padronização dos procedimentos e asseguração da proteção legal dos cooperados”, além de facilitar o acesso a iniciativas públicas de apoio e formação. A formação de cooperativas de crédito especializadas é um passo importante para o fortalecimento econômico do setor.

    Organizações como Sicoob e Sicredi, que seguem o modelo cooperativista financeiro, disponibilizam opções de crédito direcionadas a pequenos negócios, com taxas mais baixas e condições mais facilitas do que as oferecidas pelo sistema bancário convencional. Segundo Nunes e Rodrigues (2021), o crédito cooperativo “funciona como um meio de promover a inclusão financeira e de diminuir a vulnerabilidade econômica dos empreendedores locais”, principalmente em áreas com baixa circulação de capital, como a lapidação de minerais brutos com potencial gemológico e ourivesaria.

    Uma outra área de utilização é a formação de cooperativas que se dedicam ao compartilhamento de infraestrutura tecnológica. No segmento de gemas e joias, os elevados custos de ferramentas como máquinas de lapidação de precisão, microscópios gemológicos e sistemas CAD/CAM se tornam um empecilho para pequenos e micro produtores. A criação de cooperativas ou centrais de serviços tecnológicos possibilita o uso compartilhado desses equipamentos, permitindo um acesso mais igualitário à inovação e melhorando a qualidade dos produtos. A formação de cooperativas de crédito especializadas é um passo importante para o fortalecimento econômico do setor. Organizações como Sicoob e Sicredi, que seguem o modelo cooperativista financeiro, disponibilizam opções de crédito direcionadas a pequenos negócios, com taxas mais baixas e condições mais facilitas do que as oferecidas pelo sistema bancário convencional. Segundo Nunes e Rodrigues (2021), o crédito cooperativo “funciona como um meio de promover a inclusão financeira e de diminuir a vulnerabilidade econômica dos empreendedores locais”, principalmente em áreas com baixa circulação de capital, como a lapidação de minerais e ourivesaria. Uma outra área de utilização é a formação de cooperativas que se dedicam ao compartilhamento de infraestrutura tecnológica. A criação de cooperativas ou centrais de serviços tecnológicos possibilita o uso compartilhado desses equipamentos, permitindo um acesso mais igualitário à inovação e melhorando a qualidade dos produtos.

    De acordo com Costa (2020, p. 57), “o cooperativismo tecnológico se apresenta como um instrumento para democratizar a inovação, possibilitando que microempreendedores tenham acesso a equipamentos e laboratórios de alta tecnologia de maneira compartilhada e sustentável”. Essa estratégia pode ser aliada a universidades, centros de pesquisa e organizações como o IBGM, formando redes de suporte técnico que integrem treinamento, certificação e progresso na criação de produtos. A certificação de origem e a rastreabilidade representam um fator importante onde o cooperativismo pode ter uma influência significativa. O IBGM e o Sindijoias-RS estão implementando iniciativas focadas na identificação e autenticação da procedência das gemas, o que não só aumenta seu valor de mercado, mas também assegura o cumprimento de regulamentações ambientais e trabalhistas. A colaboração entre cooperativas de produção e organizações do setor possibilita que pequenos agricultores conquistem certificações em grupo, diminuindo despesas e facilitando o acesso a mercados formais e internacionais (IBGM, 2023).

    Além dos aspectos produtivos e financeiros, o cooperativismo empresarial tem a capacidade de auxiliar na venda coletiva e na inserção internacional do segmento. As cooperativas podem desenvolver plataformas de vendas conjuntas ou participar de exposições em nível nacional e internacional, utilizando marcas coletivas que reforçam a presença comercial das joias e gemas brasileiras. A OCB afirma que a colaboração entre cooperativas e a utilização de marcas regionais em conjunto “aumentam a competitividade das cooperativas e valorizam a produção local no cenário global”. Um desdobramento significativo é a conexão com políticas públicas voltadas para o desenvolvimento regional. As cooperativas têm a oportunidade de colaborar com prefeituras, secretarias estaduais de desenvolvimento e o SEBRAE para obter acesso a programas que promovem a economia solidária, a formação profissional e a inclusão no mercado de trabalho. Schneider (2018) destaca a importância dessa colaboração entre o Estado e as cooperativas para “combater a informalidade estrutural e fortalecer cadeias produtivas locais de maneira sustentável”.

    Em síntese, a formação de redes de intercooperação é uma das estratégias mais eficientes para fortalecer o cooperativismo no segmento de gemas e joias. Baseado no modelo de Mondragón, na Espanha, esse sistema propõe a criação de cooperativas de segundo grau, que fornecem apoio técnico, jurídico e logístico às cooperativas de base. Essa estrutura pode unir cooperativas de produção, crédito e comercialização, fomentando sinergia e aumentando a escala econômica. Como destaca Singer (2002, p. 78), “a intercooperação é o nível avançado da autogestão, onde o grupo se organiza em rede para amplificar sua capacidade produtiva e autonomia econômica”. Assim, o cooperativismo no mundo empresarial proporciona alternativas práticas e sustentáveis para a evolução do setor de gemas e joias. A implementação de seus princípios na realidade do Brasil não apenas possibilita a formalização das atividades, mas também contribui para o fortalecimento das instituições, a valorização da profissão de gemólogo e a criação de um ambiente de negócios ético e competitivo. Por meio da integração produtiva, do crédito cooperativo, da certificação coletiva e da intercooperação, esse setor pode atingir novos níveis de eficiência e reconhecimento, estabelecendo-se como uma cadeia produtiva formal e sustentável dentro da economia do país.

    3 METODOLOGIA DE PESQUISA

    Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com abordagem teórico-prática. A opção pela metodologia qualitativa justifica-se pela necessidade de compreender em profundidade os fenômenos sociais e econômicos que envolvem a informalidade no setor de gemas e joias e a atuação de entidades associativas e cooperativas como instrumentos de formalização.

    O procedimento metodológico adotado foi o levantamento bibliográfico e documental, realizado com base em livros, artigos científicos, relatórios institucionais, legislações específicas e documentos técnicos produzidos por organizações do setor, como o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), além de sindicatos e cooperativas do setor joalheiro. Também foram utilizados dados secundários disponibilizados em plataformas oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de estudos setoriais acessados em bases como ResearchGate e Redalyc.

    Complementarmente, o trabalho utilizou a análise de estudos de caso, envolvendo entidades representativas como o Sindijoias-ES, Sindijoias-RS, Sindirochas-ES, bem como cooperativas regionais de lapidadores e joalheiros. Os casos foram selecionados com base em sua relevância para o tema, histórico de atuação na formalização produtiva e fácil acesso a dados institucionais.

    A análise dos dados seguiu os princípios da análise de conteúdo, com foco na identificação de estratégias associativas e cooperativistas que contribuem para a formalização econômica, bem como os principais entraves e resultados observados. O tratamento das informações priorizou a comparação entre diferentes modelos organizacionais e suas implicações para a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável do setor.

    A pesquisa foi desenvolvida entre os meses de Abril e agosto de 2025, respeitando os princípios éticos de produção científica e com uso exclusivo de fontes públicas e de livre acesso.

    CONCLUSÃO

    A análise desenvolvida ao longo deste estudo demonstra que o cooperativismo empresarial representa uma alternativa sólida e sustentável para a formalização e o fortalecimento do setor de gemas e joias no Brasil. Em um cenário historicamente marcado pela informalidade, pela ausência de regulamentação e pela fragmentação das cadeias produtivas, o modelo cooperativo se apresenta como um instrumento capaz de promover a organização coletiva, a inclusão produtiva e o desenvolvimento econômico e social. A lógica cooperativista rompe com o paradigma competitivo e individualista predominante no mercado tradicional, substituindo-o por uma visão colaborativa, democrática e socialmente responsável, que valoriza tanto o trabalho quanto o capital humano.

    Os fundamentos teóricos do cooperativismo, sustentados pelos princípios de adesão voluntária, gestão democrática, participação econômica e interesse pela comunidade, revelam um caminho eficaz para transformar setores fragilizados pela informalidade em cadeias produtivas estáveis e competitivas. No caso específico do setor de gemas e joias, a aplicação desses princípios permite não apenas a formalização das atividades, mas também o acesso a mercados regulados, certificações de origem e crédito especializado, além de oferecer melhores condições de trabalho e de remuneração aos seus participantes. Desse modo, o cooperativismo atua simultaneamente como ferramenta de organização econômica e de justiça social.

    A contribuição teórica de Paul Singer foi essencial para compreender a dimensão transformadora do cooperativismo e da economia solidária. Suas ideias demonstram que a autogestão e a cooperação são elementos centrais para a superação da exclusão econômica e da marginalização de trabalhadores informais. No contexto das gemas e joias, Singer inspira uma nova forma de estruturar o setor  baseada em redes cooperativas interligadas, incubadoras regionais e políticas públicas que promovam a capacitação técnica, o crédito acessível e a inclusão social. Ao integrar trabalhadores, artesãos, lapidadores e ourives em sistemas cooperativos, é possível fortalecer a governança produtiva, valorizar o trabalho artesanal e ampliar a competitividade nacional frente aos mercados internacionais.

    As aplicações práticas do cooperativismo empresarial no setor demonstram que sua adoção não se limita ao aspecto organizacional, mas se estende a múltiplas dimensões: produção, crédito, tecnologia, certificação, comercialização e sustentabilidade ambiental. A criação de cooperativas de produção e de crédito, o compartilhamento de infraestrutura tecnológica e o desenvolvimento de marcas coletivas configuram soluções reais e acessíveis para os desafios estruturais do setor. Além disso, a intercooperação entre diferentes cooperativas potencializa os resultados, promovendo sinergia entre as etapas da cadeia produtiva e ampliando as oportunidades de crescimento regional. Outro ponto relevante é o papel das instituições de apoio e representação, como o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), o Sindijoias e o Sicoob, que demonstram a eficácia do associativismo e da parceria entre entidades públicas e privadas para a consolidação de políticas voltadas à formalização e ao desenvolvimento sustentável. Tais organizações têm se mostrado fundamentais na capacitação profissional, na padronização de processos produtivos, na certificação de origem e na abertura de mercados internacionais, promovendo o reconhecimento e a valorização da joalheria brasileira.

    Portanto, conclui-se que o cooperativismo empresarial é não apenas uma estratégia viável, mas também necessária para a modernização e a formalização do setor de gemas e joias no Brasil. Sua implementação fortalece a economia solidária, impulsiona a criação de empregos formais, estimula a inovação tecnológica e amplia a competitividade global do país. Mais do que um modelo econômico, o cooperativismo representa uma visão de desenvolvimento humano e sustentável, capaz de integrar eficiência produtiva, responsabilidade social e preservação ambiental. Em perspectiva futura, o fortalecimento das cooperativas nesse segmento depende da continuidade de políticas públicas que incentivem a organização coletiva, da ampliação do acesso ao crédito cooperativo e da difusão de práticas de gestão democrática. A construção de redes de intercooperação e a integração entre cooperativas produtivas, financeiras e comerciais serão decisivas para garantir a consolidação desse modelo. Assim, ao promover a união entre os trabalhadores e empreendedores da cadeia de gemas e joias, o cooperativismo se confirma como um instrumento estratégico de transformação econômica e social, contribuindo para a criação de um setor formal, competitivo e ético, alinhado aos princípios do desenvolvimento sustentável e da economia solidária.

    REFERÊNCIAS

    BARRETO, S. de Brito. The gemstone deposits of Brazil: occurrences, production and economic impact. [s. l.]: s. n. (artigo disponível em repositórios científicos).Acesso em: 19 Dez. 2024.

    BRASIL. Lei n. 5.764, de 16 de dezembro de 1971.Define a Política Nacional de Cooperativismo, institui o regime jurídico das sociedades cooperativas e dá outras providências. Presidência da República — Planalto.Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5764.htm. Acesso em: 24 mar. 2025.

    IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos). Industrialização por encomenda: eficiência em planejamento tributário (4.ª ed., 2021). Disponível em:https://ibgm.com.br/publicacao/industrializacao-por-encomenda-eficiencia-em-pl anejamento-tributario-4a-edicao-2021/. Acesso em: 24 mar. 2025

    SOUSA Linardy et al. I Identificação dos arranjos produtivos locais (APLs) de Gemas e joias no Brasil: subsídios do desenvolvimento e comercialização. Brazilian Journals /BRJD, 2020. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/16079.

    MEZAROBBA, Glenda. “The solidarity economist ”.Revista Pesquisa FAPESP, 2018. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/en/the-solidarity-economist/.

    MAGALHÃES, Mikaely de Sousa; OLIVEIRA, Victor de. Indicadores de avaliação de desempenho de uma cooperativa de crédito: um estudo da cooperativa Sicredi. Revista Contemporânea, [S.l.], v. 11, n. 2, 2023. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/7414.

    OCB. Relatório Anual 2023. Brasília: OCB, 2023. Disponível em: https://somoscooperativismo.coop.br/media/attachments/2025/07/30/relatorio_ocb_2 023_book_v5.pdf

    PINHO, D. B. Economia cooperativa: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2019.

    RIBEIRO, Hilton Manoel Dias. Caracterização do setor de gemas, joias e metais preciosos no Brasil: perspectivas para inovação e desenvolvimento setorial. Brasília. SENAI/DN, 2011. 48p. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/295707025_CARACTERIZACAO_DO_SET OR_DE_GEMAS_JOIAS_E_METAIS_PRECIOSOS_NO_BRASIL.  

    SCHNEIDER, José Odelso. A doutrina do cooperativismo: análise do alcance, do sentido e da atualidade dos seus valores, princípios e normas nos tempos atuais. São Leopoldo/Unisinos. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/cgs/article/view/31589

    SINDIJOIAS. Profissões do futuro na indústria joalheira: prepare-se para um novo tempo no setor. Disponível em: https://sindijoias.com.br/profissoes-do-futuro-na-industria-joalheira-prepare-se-paraum-novo-tempo-no-setor/.

    SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002. Disponível em: https://fpabramo.org.br/publicacoes/wp-content/uploads/sites/5/2018/04/Introducao-e conomia-solidaria-WEB-1.pdf.  

    VALOR ECONÕMICO. Mercado de joias no Brasil deve dobar faturamento até 2030. Disponível em: https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2025/08/27/mercado-de-joias-no-bra sil-deve-dobrar-faturamento-ate-2030-2.ghtml . Acesso em: 13 nov. 2025.


    Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas
    Departamento de Gemologia