REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511220444
Yancka Sousa Queiroz
Julyane Alves Freitas
Orientador(a): Prof. Mª Christiane Lopes Xavier
RESUMO
Introdução: Alterações motoras constituem manifestações centrais do Transtorno do Espectro Autista, identificáveis desde os primeiros meses de vida. O período entre zero e quatro anos representa janela crítica na qual intervenções psicomotoras demonstram máxima eficácia. Observa-se escassez de recursos instrucionais sistematizados para orientação de familiares e profissionais. Objetivo: Elaborar manual de atividades de motricidade fina e global para crianças com TEA até quatro anos, integrando evidências científicas, princípios psicomotores e estratégias fisioterapêuticas. Metodologia: Conduziu-se revisão integrativa em bases de dados internacionais incluindo estudos da última década sobre intervenções motoras em crianças com TEA. Realizou-se análise crítica das evidências, desenvolvimento de conteúdo acessível, estruturação de atividades progressivas e revisão por especialistas. Resultados: Elaborou-se material fundamentado em quarenta e sete estudos primários e doze revisões sistemáticas, contemplando doze atividades principais: cinco de motricidade global, cinco de motricidade fina e duas integradas. Cada proposta apresenta progressões de dificuldade e estratégias adaptativas para diferentes perfis sensoriais. Conclusão: O manual representa tradução do conhecimento científico em ferramenta aplicável, democratizando acesso a intervenções baseadas em evidências e capacitando cuidadores como agentes ativos do processo terapêutico.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Desenvolvimento Motor. Intervenção Precoce. Psicomotricidade. Fisioterapia Pediátrica.
ABSTRACT
Introduction: Motor impairments are central manifestations of Autism Spectrum Disorder, identifiable from the first months of life. The period between zero and four years represents a critical window in which psychomotor interventions demonstrate maximum effectiveness. There is a scarcity of systematized instructional resources for guiding families and professionals. Objective: To develop a manual of fine and gross motor activities for children with ASD up to four years old, integrating scientific evidence, psychomotor principles, and physiotherapeutic strategies. Methodology: An integrative review was conducted in international databases, including studies from the last decade on motor interventions in children with ASD. A critical analysis of the evidence, development of accessible content, structuring of progressive activities, and review by specialists were performed. Results: Material was developed based on forty-seven primary studies and twelve systematic reviews, encompassing twelve main activities: five of gross motor skills, five of fine motor skills, and two integrated activities. Each proposal presents progressions of difficulty and adaptive strategies for different sensory profiles. Conclusion: The manual represents a translation of scientific knowledge into an applicable tool, democratizing access to evidence-based interventions and empowering caregivers as active agents in the therapeutic process.
Keywords: Autism Spectrum Disorder. Motor Development. Early Intervention. Psychomotor Skills. Pediatric Physiotherapy.
1 INTRODUÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista constitui condição neurodesenvolvimental que afeta aproximadamente 1 em cada 36 crianças, manifestando-se através de déficits na comunicação social e padrões comportamentais restritos e repetitivos (Estes et al., 2015; Lim et al., 2021). Embora os critérios diagnósticos enfatizem aspectos sociais e comunicativos, evidências crescentes demonstram que alterações motoras representam características centrais do TEA, sendo detectáveis nos primeiros meses de vida e correlacionando-se com dificuldades posteriores em múltiplos domínios do desenvolvimento (Nordin, Ismail e Nor, 2021; Lloyd, MacDonald e Lord, 2013).
A primeira infância, período compreendido entre 0 e 4 anos, representa janela crítica de neuroplasticidade na qual intervenções psicomotoras demonstram máxima eficácia (Zwaigenbaum et al., 2015; Dawson et al., 2010). Estudos indicam que déficits motores precoces em crianças com TEA, particularmente em habilidades finas e globais, precedem manifestações comportamentais típicas e configuram-se como possíveis marcadores precoces da condição (Leonard et al., 2014; Kinaci-Biber, Yardimci-Lokmanoğlu e Mutlu, 2025) fundamentando a necessidade de intervenções motoras estruturadas implementadas precocemente.
A literatura científica evidencia eficácia de programas de estimulação motora na primeira infância, com melhorias documentadas em coordenação, equilíbrio, controle postural e habilidades manipulativas (Pan et al., 2025; Ketcheson, Hauck e Ulrich, 2017). Meta-análises demonstram que intervenções psicomotoras produzem benefícios que transcendem o domínio motor, impactando positivamente aspectos sociais, cognitivos e adaptativos, com manutenção dos ganhos no período pós-intervenção (Daniolou, Pandis e Znoj, 2022; Case e Yun, 2019).
Apesar das evidências robustas sobre eficácia das intervenções motoras precoces, há carência de materiais instrucionais estruturados que orientem familiares e profissionais na implementação sistemática de atividades psicomotoras (Echer, 2005). Além disso, a ausência de protocolos padronizados e acessíveis limita a disseminação de práticas baseadas em evidências(Frazão, Santos e Lebre, 2021).
O presente estudo teve como objetivo geral desenvolver manual de atividades de motricidade fina e global para crianças com TEA até 4 anos de idade, integrando evidências científicas atuais, princípios da psicomotricidade e estratégias fisioterapêuticas, visando fornecer ferramenta prática e acessível para promoção do desenvolvimento motor nesta população.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Desenvolvimento Motor Atípico no TEA e Implicações para Intervenção
O desenvolvimento motor em crianças com TEA caracteriza-se por trajetória atípica desde os primeiros meses de vida, com atrasos na aquisição de marcos motores fundamentais e presença de padrões qualitativamente diferentes (Lim et al., 2021). Estudos prospectivos com irmãos de crianças com TEA identificaram que diferenças sutis no desenvolvimento motor durante o primeiro ano de vida, incluindo menor variabilidade de movimentos espontâneos e peculiaridades na qualidade dos movimentos gerais, predizem diagnóstico posterior (Leonard et al., 2014). Estes déficits não representam apenas atrasos quantitativos, mas diferenças qualitativas na organização e execução do movimento, sugerindo peculiaridades na integração sensório-motora e no planejamento motor (Kinaci-Biber, Yardimci-Lokmanoğlu e Mutlu, 2025).
A interdependência entre desenvolvimento motor e outros domínios desenvolvimentais fundamenta a importância de intervenções motoras como estratégia para promover desenvolvimento global (Lloyd, MacDonald e Lord, 2013). Evidências demonstram que atrasos motores correlacionam-se significativamente com dificuldades subsequentes em comunicação social, brincadeiras simbólicas e habilidades adaptativas, estabelecendo o desenvolvimento motor como porta de entrada para estimulação multidimensional (Nordin, Ismail e Nor, 2021). A compreensão desta interconexão direciona abordagens terapêuticas que utilizam o movimento como mediador do desenvolvimento integral.
Micai et al. (2020) conduziram revisão sistemática identificando marcadores comportamentais precoces nos primeiros 3 anos de vida, incluindo atrasos em marcos motores como sentar, engatinhar e andar, além de comportamentos motores atípicos. Kuiper et al. (2018) descreveram que características transitórias como movimentos distônicos e atáxicos podem ser observadas no desenvolvimento típico até aproximadamente 4 anos, mas em crianças com TEA, estas características frequentemente persistem e se intensificam.
2.2 Psicomotricidade como Abordagem Integrativa
A psicomotricidade compreende o desenvolvimento humano através da integração entre aspectos motores, cognitivos, afetivos e sociais, considerando o corpo como mediador fundamental das interações ambientais (Frazão et al., 2022). No contexto do TEA, esta abordagem adquire relevância devido à natureza multidimensional dos comprometimentos apresentados. Consensos internacionais estabelecem que intervenções psicomotoras para crianças pré-escolares com TEA devem valorizar o corpo e movimento como mediadores do desenvolvimento, integrando modelos como DIR/Floortime e Early Start Denver Model, que combinam princípios desenvolvimentais e comportamentais (Dawson et al., 2010; Eapen, Črnčec e Walter, 2013).
Estudos multicêntricos demonstram que abordagens neuropsicomotoras produzem benefícios significativos em aspectos comportamentais, sociais e de regulação emocional (Caliendo et al., 2021). As sessões estruturam-se através de atividades que integram jogos de movimento para consciência corporal, exercícios de coordenação e equilíbrio, experiências sensoriais diversificadas e propostas expressivas que conectam movimento e emoção (Hassen et al., 2023). A eficácia destas intervenções tem sido consistentemente demonstrada, com melhorias em habilidades motoras fundamentais, atenção compartilhada, imitação e redução de comportamentos repetitivos (Bremer, Balogh e Lloyd, 2015).
2.3 Evidências sobre Eficácia de Intervenções Precoces
A base de evidências sobre intervenções motoras precoces no TEA expandiu-se consistentemente na última década. Revisões sistemáticas e meta-análises convergem na demonstração de benefícios significativos quando intervenções são implementadas antes dos 3 anos (Daniolou, Pandis e Znoj, 2022; Landa, 2018). Programas com duração superior a 16 horas totais tendem a apresentar efeitos mais robustos, com evidências de transferência para atividades funcionais cotidianas (Ceccarelli et al., 2020). A intensidade emerge como fator crítico, com protocolos intensivos produzindo melhorias superiores em desempenho funcional (Jin et al., 2023).
Modalidades específicas demonstram eficácia diferencial conforme objetivos terapêuticos. Treinamento de habilidades motoras fundamentais produz melhorias em desenvolvimento motor global, habilidades locomotoras e controle de objetos (Pan et al., 2025; Ketcheson, Hauck e Ulrich, 2017). Terapia de integração sensorial promove desenvolvimento de motricidade grossa e fina, especialmente quando combinada com outras abordagens (Gaber et al., 2025; Farooq et al., 2025).
Atividades físicas adaptadas, incluindo programas aquáticos e técnicas de movimento consciente, demonstram impactos positivos em funções motoras, comunicação e redução de comportamentos estereotipados (Li et al., 2023; Pan et al., 2017). A participação familiar emerge consistentemente como fator potencializador, com evidências de que intervenções mediadas por pais treinados produzem resultados superiores e promovem generalização para diferentes contextos (Rojas-Torres, Alonso-Esteban e Alcantud-Marín, 2020; Malucelli, Antoniuk e Carvalho, 2020).
2. METODOLOGIA
O desenvolvimento do manual seguiu metodologia sistemática estruturada em cinco fases sequenciais, adaptada das orientações de Echer (2005) para elaboração de manuais de orientação em saúde. A primeira fase consistiu em revisão integrativa da literatura científica, incluindo busca em bases de dados internacionais (PubMed, Scopus, Web of Science, PsycINFO) utilizando descritores relacionados a TEA, desenvolvimento motor, intervenção precoce e psicomotricidade. Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos que avaliaram intervenções motoras em crianças com TEA de 0 a 4 anos, priorizando ensaios clínicos randomizados, estudos quasi-experimentais, revisões sistemáticas e meta-análises.
A segunda fase envolveu análise crítica e síntese das evidências, considerando qualidade metodológica dos estudos, características das intervenções, instrumentos de avaliação utilizados e outcomes mensurados (De Roubaix et al., 2020). Os achados foram organizados em categorias temáticas que fundamentaram a estruturação das atividades: técnicas específicas, frequência e duração das sessões, estratégias de engajamento e participação familiar.
A terceira fase compreendeu o desenvolvimento do conteúdo do manual, transformando linguagem técnica em orientações acessíveis, selecionando informações essenciais e estruturando atividades progressivas. Cada atividade foi elaborada incluindo objetivos, faixa etária, materiais necessários, descrição detalhada do procedimento, variações conforme nível de habilidade e estratégias para diferentes perfis sensoriais (Frazão et al., 2022).
A quarta fase consistiu na organização didática do material, estruturando seções sobre conceitos fundamentais, preparação do ambiente, atividades de motricidade global, atividades de motricidade fina, atividades integradas e orientações para implementação. Foram incluídas ilustrações conceituais e exemplos práticos para facilitar compreensão e aplicação (López-Nieto et al., 2022).
A quinta fase envolveu revisão por especialistas, incluindo análise de conteúdo por profissionais com experiência em TEA, desenvolvimento infantil e elaboração de materiais educativos. As sugestões foram incorporadas, resultando na versão final do manual, seguindo princípios de validação de materiais instrucionais em saúde (Echer, 2005).
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1 Estruturação do Manual e Alcance dos Objetivos
O desenvolvimento do manual resultou em material instrucional abrangente, estruturado em oito seções principais que abordam desde conceitos fundamentais até orientações práticas para implementação de atividades. A integração de fundamentos teóricos da psicomotricidade com estratégias fisioterapêuticas baseadas em evidências foi alcançada através da síntese de 47 estudos primários e 12 revisões sistemáticas, permitindo identificação de práticas com eficácia comprovada (Xing e Wu, 2025; Ceccarelli et al., 2020).
A promoção da compreensão sobre características do desenvolvimento motor atípico no TEA foi concretizada através de seção específica que apresenta, em linguagem acessível, as particularidades motoras desta população. Esta abordagem educativa capacita familiares e profissionais a reconhecer necessidades específicas e adaptar intervenções conforme perfil individual da criança, superando abordagens generalistas que desconsideram heterogeneidade do espectro (Posar e Visconti, 2022).
3.2 Sistematização de Atividades Práticas
A elaboração de repertório diversificado de atividades lúdicas resultou em 12 propostas principais, subdivididas em 5 atividades de motricidade global, 5 de motricidade fina e 2 integradas. Cada atividade foi estruturada com progressões de dificuldade, permitindo adequação ao nível desenvolvimental da criança. A incorporação de elementos lúdicos baseou-se em evidências sobre importância do brincar como mediador do desenvolvimento, com estudos demonstrando que intervenções lúdicas produzem ganhos superiores em engajamento e generalização (Dzenga e Krystal, 2024; O’Keeffe e McNally, 2021).
O fornecimento de estratégias de adaptação para diferentes perfis sensoriais e comportamentais foi sistematizado através de orientações específicas para crianças hipossensíveis, hipersensíveis e com processamento misto. Esta diferenciação reconhece a variabilidade sensorial característica do TEA e fornece ferramentas práticas para individualização das intervenções, aspecto fundamental destacado na literatura como preditor de sucesso terapêutico (Hassen et al., 2023; Touali et al., 2025).
3.3 Facilitação da Participação Familiar
A capacitação de familiares e cuidadores para implementação de estimulação motora no ambiente domiciliar foi alcançada através de linguagem clara, instruções detalhadas e sugestões para incorporação das atividades na rotina diária. Seção específica sobre participação familiar fornece orientações sobre preparação, registro de progressos e comunicação com equipe terapêutica, reconhecendo o papel fundamental dos cuidadores como agentes de intervenção (Rojas-Torres, Alonso-Esteban e Alcantud-Marín, 2020).
Estudos demonstram que programas com participação ativa dos pais produzem ganhos 40% superiores comparados a intervenções exclusivamente profissionais, além de promover melhor generalização e manutenção dos resultados (Malucelli, Antoniuk e Carvalho, 2020; Landa, 2018). O manual incorpora esta evidência através de estratégias que empoderam familiares, transformando-os de observadores passivos em participantes ativos do processo terapêutico.
3.4 Contribuição para Padronização de Práticas
O estabelecimento de protocolo estruturado baseado em evidências contribui para padronização de práticas em contextos diversos. A ausência de diretrizes padronizadas tem sido identificada como barreira significativa para implementação de intervenções de qualidade, especialmente em regiões com recursos limitados (Frazão, Santos e Lebre, 2021). O manual oferece framework replicável que mantém rigor científico enquanto permite flexibilidade para adaptações contextuais.
A sistematização proposta alinha-se com recomendações internacionais que enfatizam necessidade de protocolos estruturados mas flexíveis, capazes de acomodar heterogeneidade do TEA mantendo fidelidade aos princípios terapêuticos essenciais (Frazão et al., 2022; Hadders-Algra, 2021). Esta abordagem facilita treinamento de profissionais, monitoramento de resultados e comparação entre diferentes contextos de aplicação.
3.5 Limitações e Perspectivas Futuras
O manual apresenta limitações inerentes ao formato instrucional escrito, não substituindo treinamento prático supervisionado. A complexidade do TEA e variabilidade individual requerem acompanhamento profissional especializado para ajustes e progressões adequadas (Yin e Yin, 2019). Estudos futuros devem avaliar efetividade do manual em diferentes contextos, incluindo análise de outcomes motores, satisfação de usuários e viabilidade de implementação.
Perspectivas futuras incluem desenvolvimento de versão digital interativa com recursos multimídia, validação através de estudos de implementação e adaptação para diferentes contextos culturais e socioeconômicos (Adochiei et al., 2024; Hocking et al., 2022). A incorporação de tecnologias assistivas e realidade virtual representa oportunidade para expansão e modernização das estratégias propostas (Milajerdi et al., 2020).
4. CONCLUSÃO
O desenvolvimento do manual de atividades de motricidade fina e global para crianças com TEA até 4 anos representa contribuição significativa para tradução do conhecimento científico em ferramenta prática aplicável. A integração de evidências atuais com princípios da psicomotricidade e estratégias fisioterapêuticas resultou em material instrucional abrangente que atende necessidade identificada de recursos estruturados para intervenção precoce.
Os objetivos propostos foram alcançados através de metodologia sistemática que priorizou fundamentação científica, acessibilidade de linguagem e aplicabilidade prática. A promoção da compreensão sobre desenvolvimento motor atípico, sistematização de atividades lúdicas progressivas, fornecimento de estratégias adaptativas e facilitação da participação familiar configuram-se como elementos centrais que distinguem este material de abordagens generalistas disponíveis.
A relevância do manual transcende seu valor como recurso instrucional, representando modelo para desenvolvimento de materiais educativos em saúde que integrem rigor científico com acessibilidade prática. A estruturação proposta oferece framework replicável para elaboração de protocolos de intervenção em diferentes áreas do desenvolvimento infantil, contribuindo para qualificação da assistência a crianças com TEA.
As implicações práticas incluem potencial para democratização do acesso a intervenções baseadas em evidências, capacitação de cuidadores como agentes ativos do processo terapêutico e padronização de práticas que mantenham flexibilidade para individualização. Estes aspectos são particularmente relevantes em contextos com limitações de recursos especializados, onde o empoderamento familiar representa estratégia fundamental para ampliação do alcance das intervenções.
Recomenda-se que futuras investigações avaliem efetividade do manual em diferentes populações e contextos, incluindo análise de barreiras e facilitadores para implementação. O desenvolvimento de indicadores de processo e resultado permitirá monitoramento sistemático e refinamento contínuo das estratégias propostas, contribuindo para evolução das práticas de intervenção precoce no TEA.
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