REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202602091112
Jair Cruz1
Consequências do vício em jogos de cartas.
O vício em jogos de cartas, também conhecido como “Ludopatia”, pode ter consequências devastadoras para a vida de um indivíduo e de seus entes queridos.
As consequências se estenderem por diversas áreas da vida, incluindo.
FINANCEIRAS
Endividamento: A busca constante por mais dinheiro para apostar leva a dívidas crescentes que podem se tornar incontroladas.
Perda de Bens: Afim de pagar dívidas ou continuar jogando, muitas pessoas vendem seus bens, como carros, casas e outros pertences de valor.
Falências: A perda de dinheiros pode levar à falência de negócios ou à perder empregos.
Sociais Isolamentos: O vício em jogos pode levar ao isolamento social, à medida que a pessoa se afasta de amigos e familiares para se dedicar ao jogo.
Problemas Familiares: O vício pode causar sérios problemas nos relacionamentos familiares, levando à brigas, desconfianças e em casos extremos, a separação.
Problemas Legais: O vício pode levar a comportamentos ilegais, como roubos e fraudes, para obter dinheiro para jogar.
EMOCIONAIS
Depressão e Ansiedade: A perda de dinheiro, a culpa e a vergonha associadas ao vício podem levar a quadros de depressão e ansiedade.
Mudanças de Humor: O vício pode causar mudanças bruscas de humor, irritabilidade e agressividade.
Baixa Autoestima: A perda de controle sobre a vida e as consequências negativas.
FÍSICAS
O vício pode levar a problemas de saúde como insônia, dores de cabeça, problemas digestivos e até mesmo problemas cardíacos.
Negligência de si mesmo: a obsessão pelo jogo pode levar a negligência da própria saúde, como má alimentação e falta de exercícios físicos.
É importante ressaltar que as consequências do vício em jogos de cartas podem variar de pessoa para pessoa e podem ser ainda mais graves em casos de vícios em outras formas de jogos de azar. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando problemas com vício em jogos de cartas, procure ajuda profissional, existem diversos tratamentos disponíveis que podem ajudar a superar esse problema.
TRATAMENTOS PARA O VÍCIO EM JOGOS DE CARTAS
O vício em jogos de cartas, assim como outros vícios comportamentais, é tratável.
Existem diversas abordagens terapêuticas que visam ajudar o indivíduo a controlar o impulso de jogar e a reconstruir sua vida.
As principais opções de tratamento incluem: Terapia cognitiva – Comportamentais
(TCC) é uma das abordagens mais eficazes.
A TCC ajuda a identificar e modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais relacionados ao jogo, como crenças irracionais sobre a sorte e a capacidade de controlar o jogo. Através de técnicas como a reestruturação cognitiva e a exposição gradual, a TCC ajuda o indivíduo a desenvolver estratégias para lidar com as situações que desencadeiam o desejo de jogar.
Terapia de aceitação e compromisso (ACT): Essa abordagem foca em aceitar os pensamentos e emoções relacionadas ao vício, invés de tratar controlá-los.
A ACT ajuda o indivíduo a desenvolver valores e a tomar decisões que estejam alinhadas com uma vida mais plena e significativa, mesmo na presença do desejo de jogar.
Terapia por telefone: Uma opção acessível e eficaz: A terapia por telefone tem se mostrado uma alternativa cada vez mais popular para aqueles que buscam apoio psicológico
Mas afinal o que é e como funciona?
O que é a terapia por telefone?
É o tipo de atendimento psicológico realizado por meio de chamadas telefônicas.
O terapeuta e o paciente se conectam remotamente para discutir os desafios e processos do tratamento.
Quais são as vantagens?
Você pode realizar as sessões de qualquer lugar desde que tenha um telefone com boa conexão.
FLEXIBILIDADE
Horários mais flexíveis podem ser ajustados para se adaptar à sua rotina.
ACESSIBILIDADE
Ideal para pessoas com mobilidade reduzida, que moram em áreas remotas ou com dificuldades para encontrar um terapeuta presencial.
CUSTO-BENEFICIO
Geralmente, as sessões por telefone são mais acessíveis financeiramente.
A terapia por telefone é eficaz?
Sim, diversos estudos indicam que a terapia por telefone pode ser tão eficaz quanto a terapia presencial para uma variedade de problemas como ansiedade, depressão e dificuldades relacionais. A qualidade da reação Terapeuta-Paciente e a experiência do profissional são fatores cruciais para o sucesso do tratamento
PARA QUEM É INDICADO?
A terapia por telefone pode ser indicada para diversas pessoas, mas é especialmente útil para:
Grupos De Apoio: Grupos como os jogadores anônimos (JA) oferecem um espaço seguro para que os indivíduos compartilhem suas experiências, recebem apoio e aprendam estratégias para lidar com o vício.
A conexão com outras pessoas que estão passando pela mesma experiência pode ser muito benéfica para a recuperação.
Medicamentos: Em alguns casos, medicamentos podem ser utilizados para tratar sintomas como ansiedade e depressão, que frequentemente coexistem com o vício.
Internação: Em casos mais graves, a internação em uma clínica especializada pode ser necessária para oferecer um tratamento mais intensivo e um ambiente livre de estímulos relacionados ao jogo.
É importante ressaltar que o tratamento para o vício em jogos de cartas é individualizado dependerá das características de cada pessoa.
Fatores que influenciam a escolha do tratamento: Gravidade do vício: A frequência e a intensidade do jogo, assim como as consequências sociais e financeiras, são fatores importantes a serem considerados.
Comorbidades: A presença de outros transtornos mentais, como depressão ou ansiedade pode influenciar o tratamento. Além do tratamento profissional, algumas estratégias podem auxiliar na recuperação. Construir uma rede de apoio, contar com apoio de familiares e amigos é essencial para o processo de recuperação. Praticar atividades prazerosas, encontrar novas atividades para preencher o tempo livre e reduzir o desejo de jogar.
Exercícios Físicos: A prática regular de atividades físicas podem ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade.
Alimentação Saudável: uma dieta equilibrada contribui para o bem-estar físico e emocional. No entanto, a medicação não é considerada um tratamento primário para o vício em jogos.
Ludopatia, um labirinto de perdas e desespero, o mal do século.
Vícios em jogos, uma epidemia silenciosa, um risco para a saúde mental e financeira.
O jogo patológico a diversão se torna doença.
Referências de Apoio e Classificação
(Exemplos):
- Classificação
– Internacional de Doenças (CID-10): A Ludopatia é classificada como F63.O (Jogo patológico)
- Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos mentais (DSM-S):
– Classifica o transtorno do Jogo na Categoria de transtornos Relacionados a Substâncias e Outros transtornos Aditivos.
– Jogadores anônimos (IA)
– Grupo de Apoio internacional baseado
Nos 12 passos.
Se você ou alguém que conhece está apresentando sinais de ludopatia, é crucial buscar ajuda profissional com psiquiatras e psicólogos especializados em dependências.
Em labirintos de luzes e canções, a esperança cintila em vão botões, a roleta gira um feitiço a lançar, nas calçadas ansioso, a sorte a buscar.
Moedas tintilam, promessas no ar, a adrenalina pulsa, difícil parar.
O tapete verde, um campo de ilusão, onde a perda se esconde na excitação, a mente cativa, refém do acaso, esquecendo o tempo ignorando o cansaço.
A vida se esvai em apostas febris, sonhos desfeitos, em noites sombrias.
O laço invisível, forte e cruel, que prende a alma ao vício, como um papel
A busca incessante por um falso brilhar, deixando rastros de dar e de pesar, mas há uma saída, uma luz a acender, um caminho de volta para renascer.
Buscar ajuda, romper a corrente, e encontrar a liberdade, finalmente.
1CPF 397.439.348-04 / Tel.: 11 9.9997-9539 – R. Alice,21 Jardim Vera Tereza — Caieiras-SP
