IMPACT OF CONTACT DERMATITIS ON PATIENTS’ QUALITY OF LIFE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202601171036
Roberta Silva e Souza Lins1
Cristiano Nascimento de Souza2
Loraynne Maria Pontes Soster3
Adriana Michele de Araújo Miranda4
RESUMO
Introdução: A dermatite de contato é uma inflamação que ocorre quando a pele entra em contato com substâncias que podem irritá-la ou causar alergias. Além dos sintomas físicos, como vermelhidão, coceira e descamação, essa condição pode impactar a qualidade de vida das pessoas, afetando suas atividades diárias, o desempenho no trabalho e até o bem estar emocional. Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar o impacto da dermatite de contato na qualidade de vida dos pacientes, analisando os principais fatores desencadeantes, as consequências psicossociais e as estratégias de manejo da doença. Método: Este trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa na qual foram incluídos artigos originais e de revisão afim de selecionar informações relevantes para o resultado desta pesquisa. Resultados: Os dados mostram que a dermatite de contato tem um efeito significativo no dia a dia dos pacientes, gerando desconforto físico e limitações tanto no trabalho quanto na vida emocional, como estresse e ansiedade. Profissionais que lidam com agentes irritantes, como aqueles da área da saúde e da indústria química, estão mais propensos a desenvolver essa condição. Para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, é importante usar barreiras protetoras, hidratantes específicos e identificar os alérgenos que podem estar causando a reação. Conclusão: Portanto, a dermatite de contato não deve ser vista apenas como um problema de pele, mas sim como uma questão que afeta o bem-estar geral das pessoas. Estratégias de prevenção, tratamento adequado e suporte psicológico são fundamentais para minimizar os impactos negativos da doença, melhorando a qualidade de vida e reduzindo a recorrência dos sintomas.
Palavras-chave: Dermatite de contato; Qualidade de vida; Dermatologia; Dermatite ocupacional.
ABSTRACT
Introduction: Contact dermatitis is an inflammation that occurs when the skin comes into contact with substances that can irritate it or cause allergies. In addition to physical symptoms such as redness, itching, and scaling, this condition can impact people’s quality of life, affecting their daily activities, work performance, and even emotional well-being. Objective: This study aims to evaluate the impact of contact dermatitis on patients’ quality of life by analyzing the main triggering factors, psychosocial consequences, and disease management strategies. Method: This study is an integrative literature review in which original and review articles were included to select relevant information for the results of this research. Results: The data show that contact dermatitis has a significant effect on patients’ daily lives, causing physical discomfort and limitations both at work and in emotional life, such as stress and anxiety. Professionals who deal with irritating agents, such as those in the healthcare and chemical industries, are more likely to develop this condition. To relieve symptoms and improve quality of life, it is important to use protective barriers, specific moisturizers, and identify allergens that may be causing the reaction. Conclusion: Therefore, contact dermatitis should not be seen merely as a skin problem but as an issue that affects people’s overall well-being. Prevention strategies, appropriate treatment, and psychological support are essential to minimizing the negative impacts of the disease, improving quality of life, and reducing symptom recurrence.
Keywords: Contact dermatitis; Quality of life; Dermatology; Occupational dermatitis.
INTRODUÇÃO
A pele humana, maior órgão do corpo, tende a sofrer modificações estruturais e indução de respostas imunes ao entrar em contato com os xenobióticos (alérgenos). Esse contato resulta em sensibilização cutânea e desencadeia o mecanismo imunológico contra aquele fator expositor. À medida que ocorrem os processos contínuos de exposição e posteriores ressensibilizações, a resposta imunológica atinge o nível de tolerância do indivíduo, manifestando a sintomatologia (MARQUES et al., 2022).
Patologia de crescente prevalência nos países industrializados, as dermatites de contato são as principais causas de doenças cutâneas ocupacionais, representando cerca de 90% de seu total, podendo também causar incapacidade laboral no acometido. Com a presença de sintomas como prurido, dor, exsudação e eventual infecção das lesões, a DC afeta aspectos profissionais e pessoais da vida do paciente, sendo apenas a descoberta de seu agente causador o ponto principal para a evolução e prognóstico positivo da doença (FONSÊCA et al., 2021).
A dermatite de contato pode ser distinguida em 2 tipos, com etiologia e fisiopatogenia absolutamente distintas: dermatite de contato por irritante primário (DCIP) e dermatite de contato alérgica (DCA). A DCIP decorre dos efeitos tóxicos e pró-inflamatórios de substâncias capazes de ativar a imunidade da pele ainda que de maneira não específica, correspondendo a 80% dos casos de dermatite de contato Estudos comprovam que além da DCIP ser a forma mais frequente de acometimento, é a principal causa de dermatite relacionada às atividades profissionais, representando 60% de todas as dermatoses ocupacionais (MENEZES et al., 2023).
MATERIAL E MÉTODO
CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
Pesquisa de método indutivo, com natureza básica, objetivo explicativo e abordagem quantitativa. Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa que utilizou publicações disponíveis em bancos de artigos científicos como os portais SCIELO, Pubmed e Science Direct.
COLETA DE DADOS
Critérios de Inclusão
Foram considerados na inclusão estudos de revisão bibliográfica, publicados nos idiomas português e inglês, descrevendo o impacto da dermatite de contato na qualidade de vida dos pacientes.
Critérios de Exclusão
Como critérios de exclusão, foram considerados os seguintes aspectos: (1) estudos que não estivessem dentro do recorte temporal 2020-2025; (2) estudos que não possuem Impacto da dermatite de contato na qualidade de vida dos pacientes; (3) estudos com ausência de clareza na descrição dos resultados.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O presente estudo de revisão integrativa foi organizado a partir dos seguintes passos: a) temática de pesquisa; b) critérios de inclusão e exclusão; 3) levantamento dos dados relevantes; d) avaliação dos estudos encontrados; e) seleção dos estudos para análise integrativa; f) interpretação dos dados e g) apresentação da revisão integrativa e dos dados coletados conforme o que será exposto a seguir.
Os principais artigos selecionados e analisados estão dispostos na tabela 1, com período de publicação seguindo uma ordem decrescente, dos publicados mais recentemente até ao mais antigo, para melhor compreensão dos dados.
Tabela 1. Principais artigos selecionados para revisão integrativa de literatura considerando autores; ano de publicação; objetivos; métodos; resultados e conclusões.
| AUTOR/ ANO | OBJETIVO | METODOLOGIA | RESULTADOS | CONCLUSÕES |
| KARAGOUNIS et al. 2023 | Dermatite ocupacional das mãos é um distúrbio comum da pele relacionado ao trabalho. A prevenção e o gerenciamento desta doença são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e para a retenção específica da ocupação. | Esta é uma revisão crítica da literatura atual sobre dermatite ocupacional das mãos. | A dermatite ocupacional continua a ter uma alta prevalência entre os trabalhadores, embora a incidência geral possa estar diminuindo lentamente. A dermatite de contato irritante devido à exposição ao trabalho úmido é a causa mais comum de dermatite ocupacional das mãos. Trabalhadores da saúde, cabeleireiros e metalúrgicos estão em risco particularmente alto para esta doença. | Pesquisas contínuas são necessárias sobre maneiras de gerenciar exposições de trabalho úmido e sobre programas de prevenção escaláveis e eficazes para dermatite ocupacional das mãos. O espectro de alérgenos de contato culpados continua a evoluir, e a vigilância para potenciais alérgenos específicos da ocupação continua importante. |
| LIU et al., 2023 | Nesta revisão, exploraremos pesquisas emergentes descrevendo funções efetoras neuronais em células imunes da pele em modelos murinos de dermatite atópica e de contato. Também discutiremos as contribuições de subconjuntos neuronais específicos e fatores imunes secretados para a indução de coceira e os processos inflamatórios associados. | Revisão Interativa. | Nesta revisão, discutimos como subconjuntos específicos de neurônios cutâneos têm funções distintas em alças inflamatórias de DA e DAC. Na DA, os neurônios peptidérgicos iniciam e sustentam a inflamação por meio da secreção de neuropeptídeos imunogênicos que atuam nos mastócitos para impulsionar a migração de DC e a preparação Th2, enquanto os neurônios não peptidérgicos, principalmente o subconjunto NP3, respondem a sinais inflamatórios para impulsionar o prurido e o comportamento de coçar. | Embora os neurônios não peptidérgicos pareçam ter alguma função efetora imunológica independente de coçar, os mecanismos subjacentes são mal descritos. Finalmente, a relação entre coçar e inflamação é claramente crítica para a patogênese das doenças inflamatórias do tipo 2, mas os detalhes mecanísticos do ciclo coceira- coçar precisam de mais exploração. Em suma, a relação entre os neurônios sensoriais cutâneos e a inflamação do tipo 2 na pele ainda é incipiente, com muitas vias e relações fundamentais e terapias potenciais ainda a serem descobertas. |
| TANG et al., 2023 | Este artigo analisa relatos de dermatite de contato causados por várias medidas de prevenção e higiene durante a pandemia de COVID-19. | Revisão Integrativa. | Para ter uma compreensão abrangente da dermatite de contato causada por medidas de proteção, a revisão discutiu a DC causada por máscaras, desinfetantes e outros equipamentos de proteção individual para o público em geral, especialmente os profissionais de saúde durante a pandemia. Envolvendo um conjunto relativamente completo de equipamentos de proteção. Máscaras, luvas, roupas de proteção, óculos de proteção, máscaras faciais e desinfetantes que podem aparecer em várias ocasiões são resumidos de forma abrangente. | Em particular, os danos à pele relacionados à DC causados por desinfetantes ambientais e de vestuário mencionados neste artigo tendem a ser ignorados no estudo anterior. O público precisa ser educado sobre a escolha de medidas de prevenção adequadas e evitar danos à pele com proteção excessiva. |
| PATEL et al., 2022 | Esta revisão fornece um resumo abrangente dos fatores endógenos e exógenos que desempenham um papel na patogênese da dermatite de contato irritante. | Revisão Integrativa. | Juntamente com a prevenção de irritantes, proteção de barreira e aplicação regular de hidratantes, a gerência agora enfatiza a importância da prevenção primária por meio de iniciativas educacionais em locais de trabalho de alto risco. | A Dermatite de contato irritante é uma doença complexa influenciada por fatores endógenos e exógenos. Continua sendo um diagnóstico de exclusão e, atualmente, não há teste diagnóstico disponível. Para muitos clínicos, o diagnóstico pode ser difícil, especialmente se o teste de contato não estiver disponível. Atrasos no diagnóstico da CID estão associados a um prognóstico pior. |
| CHOI et al., 2021 | Fornecer uma abordagem para identificar ingredientes de medicamentos tópicos que causam dermatite alérgica de contato e reconhecer cenários clínicos comuns nos quais esses ingredientes podem estar presentes. | Revisão Integrativa. | Antibióticos tópicos são a causa mais comum de dermatite alérgica de contato a medicamentos e frequentemente causam cosensibilização a múltiplos alérgenos. Essa reação de hipersensibilidade é frequentemente vista após procedimentos cirúrgicos e deve ser diferenciada da infecção pós- operatória. A alergia a corticoides é fácil de passar despercebida e deve ser suspeita em casos de dermatoses sensíveis a corticoides que pioram apesar do tratamento apropriado. | A dermatite alérgica de contato é fácil de passar despercebida e deve sempre ser considerada em casos de erupções eczematosas. Um histórico completo de medicamentos, incluindo todos os produtos tópicos — tanto os prescritos quanto os de venda livre — é essencial. O teste de contato pode ajudar a identificar alérgenos específicos para o paciente evitar. |
| JACOBSEN et al., 2021 | O objetivo do presente estudo é revisar a relação entre exposição a irritantes ocupacionais e Dermatite de contato irritante (DCI) e o prognóstico de DCI. | Por meio de uma busca sistemática, 1516 títulos foram identificados e 48 estudos foram incluídos na revisão sistemática. | Descobrimos que a evidência para uma associação entre Dermatite de contato Irritativa e irritantes ocupacionais foi forte para trabalho úmido, moderada para detergentes e desinfetantes não alcoólicos e forte para uma combinação. Os estudos de mais alta qualidade forneceram evidências limitadas para uma associação com o uso de luvas oclusivas sem outras exposições e evidências moderadas com exposição simultânea a outros irritantes de trabalho úmido. | Esta revisão relata fortes evidências de uma associação entre Dermatite de contato irritativa e uma combinação de exposição a trabalho úmido e desinfetantes não alcoólicos, moderada para fluidos de usinagem, limitada para exposição mecânica e de luvas, e uma forte evidência de um prognóstico ruim. |
| THORNTON et al., 2021 | O objetivo deste artigo é fornecer aos médicos um diagnóstico diferencial quando confrontados com complicações após o uso de adesivos médicos para fechamento de feridas. Além disso, este artigo visa delinear as diferenças entre os adesivos mais comumente usados, fornecer uma justificativa para avaliar o risco pessoal de um indivíduo desenvolver DAC e destacar as vantagens e desvantagens exclusivas de cada adesivo. | Esta revisão utilizou o banco de dados Medline por meio do mecanismo de busca PubMed para identificar artigos publicados de 1980 a 2020 examinando adesivos médicos e dermatite de contato. | Os adesivos mais comumente usados são cianoacrilatos, derivados de benzoína e Mastisol. Todos esses produtos são usados de forma semelhante para obter o fechamento de feridas. Eles são aplicados topicamente em áreas de baixa tensão do corpo em vez de colocar suturas ou grampos. Além das complicações potenciais estabelecidas após o fechamento da ferida, os adesivos médicos apresentam o risco de causar dermatite alérgica de contato de gravidade variável. | Com base nos resultados da nossa revisão, é nossa recomendação que o Dermabond seja considerado o adesivo médico de primeira linha e superior, com o alto custo sendo a principal desvantagem deste produto. Em pacientes com preocupações financeiras e sem histórico de ACD para Mastisol ou seus componentes individuais, recomendamos Mastisol como o adesivo médico de segunda linha. Os médicos devem considerar ACD em seu diferencial quando confrontados com complicações de cicatrização de feridas após o uso de adesivos médicos e entender as principais características. |
A Dermatite de contato (DC) foi definida pela Sociedade Europeia de Dermatite de Contato como uma reação inflamatória cutânea local eczematosa causada por exposições diretas e geralmente repetidas a objetos ou produtos químicos nocivos, que, dependendo da localização do contato, podem ocorrer em qualquer parte do corpo. A DC, segundo o a revisão realizada por Jacobsen et al.1, é clinicamente caracterizada por vermelhidão da pele, pápulas ou vesículas com coceira, mas pode variar de leve hiperceratose a fissuras, inchaço, descamação e secreção. A DC histopatológica é caracterizada por inflamação nas partes superficiais da pele, ou seja, as camadas mais externas da derme com envolvimento da epiderme. A cura é sem cicatrizes. Além da Dermatite de contato irritativa, existem três outras formas de DC, sendo a mais importante a Dermatite de contato alérgica, que é caracterizada por uma hipersensibilidade adquirida com envolvimento de células T “específicas do alérgeno” como mediadoras da reação inflamatória da pele. Outro tipo de DC é a dermatite de fotocontato, que é o resultado de uma interação entre uma substância nociva na pele e a radiação ultravioleta. Isso pode ser dermatite de contato fotoalérgica, que é uma doença imunológica muito parecida com alergia de contato, mas onde UV é necessário, ou uma dermatite fototóxica, uma reação não alérgica que pode acontecer a qualquer pessoa exposta ao produto químico em questão e à radiação UV. Finalmente, a DC pode ser uma reação alérgica tipo 1, urticária de contato com base em anticorpos específicos de IgE e dermatite de contato proteica.
Segundo a revisão de Choi et al.2, um episódio anterior de sensibilização é necessário, embora isso possa ocorrer com apenas uma aplicação e nem sempre seja evidente na história. A sensibilização normalmente leva pelo menos 2 semanas para se desenvolver. Em casos agudos, a dermatite alérgica pode se apresentar com vesículas, crostas e secreção, enquanto os casos crônicos levam a pápulas e placas escamosas ou liquenificadas. Essas alterações geralmente aparecem em uma área bem circunscrita onde ocorreu o contato com o alérgeno. No entanto, elas podem se tornar mais generalizadas e afetar locais não expostos (ou seja, autoeczematização). A dermatite alérgica de contato a medicamentos tópicos é uma entidade frequentemente negligenciada que é cada vez mais relevante para os médicos de família, pois as taxas parecem estar aumentando.
A pesquisa de Karagounis e Cohen3, diz que a disfunção da barreira cutânea, como a dermatite atópica, aumenta o risco de desenvolvimento de dermatite de contato. Essa disfunção não apenas facilita a penetração cutânea de irritantes e alérgenos, mas também promove um ambiente inflamatório local propício ao desenvolvimento de dermatite. Fatores exógenos, como trabalho úmido, também demonstraram aumentar o risco de dermatite ocupacional nas mãos. Em particular, o contato com fluidos, o uso de luvas e a alta frequência de lavagem das mãos representavam exposições ocupacionais de alto risco ao trabalho úmido. Notavelmente, os autores também descobriram que exposições úmidas não ocupacionais, como lavagem frequente das mãos fora do trabalho, também contribuíam para o risco de dermatite nas mãos. Portanto, ao avaliar pacientes com potencial dermatite ocupacional nas mãos, exposições fora do ambiente de trabalho, como atividades recreativas e domésticas, também devem ser consideradas.
Os hidratantes são comumente usados para melhorar os sintomas da pele seca e manter a pele saudável, segundo o estudo realizado por Patel et al.4 Há evidências crescentes de seu papel no tratamento de dermatite de contato, prevenindo a absorção de substâncias exógenas e melhorando a recuperação da barreira cutânea. Acredita-se que o uso de hidratantes aumenta a hidratação da pele e que seus componentes lipídicos modificam os lipídios epidérmicos endógenos, com hidratantes com alto teor de lipídios prevenindo significativamente a dermatite de conato quando comparados a formulações com menor teor de lipídios. Os pacientes devem ser aconselhados a aplicar hidratantes com frequência, principalmente antes e depois dos turnos e após lavar as mãos. As evidências também mostraram o papel protetor que os hidratantes desempenham a longo e curto prazo, na prevenção primária da dermatite de contato ocupacional. Os sais de estrôncio demonstraram ser eficazes no tratamento da irritação sensorial e acredita-se que atuem bloqueando seletivamente a ativação dos nociceptores cutâneos do tipo C. No entanto, esse tratamento não é comumente usado em todo o mundo. As compressas frias são o tratamento primário da DC aguda, pois proporcionam um ambiente que reduz a inflamação e as alterações da temperatura da superfície associada.
CONCLUSÃO
A dermatite de contato é uma condição de pele bastante comum que pode afetar a qualidade de vida das pessoas. Além dos sintomas físicos, como vermelhidão, coceira e descamação, essa doença pode trazer dificuldades no dia a dia, impactando o bem-estar emocional, o trabalho e as relações sociais. Aqueles que enfrentam episódios frequentes de dermatite de contato costumam sentir mais estresse, ansiedade e até depressão, o que mostra a importância de um tratamento que envolva diferentes áreas da saúde.
A prevenção é fundamental e envolve identificar e evitar os agentes que provocam a dermatite. Também é importante seguir tratamentos que podem incluir o uso de barreiras protetoras e medicamentos anti-inflamatórios, pois isso ajuda a reduzir os efeitos da condição. Além disso, educar os pacientes sobre cuidados com a pele e hábitos preventivos pode fazer uma grande diferença na diminuição dos episódios de dermatite.
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1Acadêmica de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Ac, Brasil, e-mail: roberta-orto@hotmail.com
2Acadêmico de Medicina. Centro Universitário Uninorte, AC, Brasil
3Acadêmica de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Ac, Brasil.
4Acadêmica de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Ac, Brasil
