CLINICAL EFFICACY AND PROGNOSTIC IMPACT OF SODIUM-GLUCOSE COTRANSPORT-2 INHIBITORS (SGLT2i) IN HEART FAILURE WITH PRESERVED EJECTION FRACTION: AN INTEGRATIVE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202601311835
Leonardo Dahlke1
Resumo
Introdução: A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) é uma condição clínica prevalente que, historicamente, representou uma lacuna terapêutica na cardiologia devido à ausência de tratamentos capazes de reduzir a mortalidade. Esse cenário mudou com o advento dos Inibidores do Cotransportador Sódio-Glicose Tipo 2 (ISGLT2), que emergiram como uma nova classe fundamental no manejo dessa síndrome. Objetivo: Analisar a eficácia clínica e o impacto prognóstico dos inibidores do SGLT2 em pacientes adultos com ICFEP, investigando seus efeitos sobre a morbimortalidade e a qualidade de vida. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, baseada na análise de 10 artigos selecionados nas bases de dados PubMed e SciELO, publicados entre 2020 e 2026. Os dados foram extraídos e sintetizados em três eixos temáticos: impacto na morbidade, mortalidade cardiovascular e mecanismos cardiometabólicos. Resultados: A análise revelou que o uso de ISGLT2 (como empagliflozina e dapagliflozina) promove melhoras clinicamente significativas na qualidade de vida e na capacidade funcional (escores KCCQ e NYHA). Prognosticamente, observou-se uma redução robusta no risco de desfechos compostos, impulsionada pela diminuição das hospitalizações e da mortalidade cardiovascular, independentemente do status diabético. Os benefícios são sustentados por mecanismos pleiotrópicos, incluindo natriurese, redução da congestão e nefroproteção. Conclusão: Os ISGLT2 consolidam-se como pilar central e mudança de paradigma no tratamento da ICFEP, preenchendo a lacuna terapêutica histórica. A evidência atual respalda a incorporação mandatória e precoce dessa classe farmacológica para modificar a história natural da doença, melhorar a sobrevida e reduzir a carga de morbidade nesta população.
Palavras-chave: Insuficiência Cardíaca. Fração de Ejeção Preservada. Inibidores de SGLT2. Prognóstico.
Abstract
Introduction: Heart Failure with Preserved Ejection Fraction (HFpEF) is a prevalent clinical condition that historically represented a therapeutic gap in cardiology due to the lack of treatments capable of reducing mortality. This scenario changed with the advent of Sodium-Glucose Cotransporter-2 Inhibitors (SGLT2i), which emerged as a fundamental new class in the management of this syndrome. Objective: To analyze the clinical efficacy and prognostic impact of SGLT2 inhibitors in adult patients with HFpEF, investigating their effects on morbidity, mortality, and quality of life. Methodology: This is an integrative literature review based on the analysis of 10 articles selected from PubMed and SciELO databases, published between 2020 and 2026. Data were extracted and synthesized into three thematic axes: impact on morbidity, cardiovascular mortality, and cardiometabolic mechanisms. Results: The analysis revealed that the use of SGLT2i (such as empagliflozin and dapagliflozin) promotes clinically significant improvements in quality of life and functional capacity (KCCQ and NYHA scores). Prognostically, a robust reduction in the risk of composite outcomes was observed, driven by decreased hospitalizations and cardiovascular mortality, regardless of diabetes status. Benefits are sustained by pleiotropic mechanisms, including natriuresis, congestion reduction, and nephroprotection. Conclusion: SGLT2i consolidate themselves as a central pillar and paradigm shift in HFpEF treatment, filling the historic therapeutic gap. Current evidence supports the mandatory and early incorporation of this pharmacological class to modify the natural history of the disease, improve survival, and reduce the morbidity burden in this population.
Keywords: Heart Failure. Preserved Ejection Fraction. SGLT2 Inhibitors. Prognosis.
1 INTRODUÇÃO
A Insuficiência Cardíaca (IC) representa um dos maiores desafios de saúde pública global, caracterizando-se como uma via final comum para diversas patologias cardiovasculares. Dentre seus fenótipos, a Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) — definida por uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≥ 50% — corresponde a aproximadamente metade dos casos diagnosticados, com uma prevalência crescente impulsionada pelo envelhecimento populacional e pelo aumento de comorbidades como hipertensão, obesidade e diabetes mellitus. Historicamente, a ICFEP foi descrita como a “maior necessidade não atendida na medicina cardiovascular”, uma vez que, ao contrário da fração reduzida, carecia de terapias capazes de modificar inequivocamente a mortalidade e a história natural da doença (Anker et al., 2021; Solomon et al., 2022).
Durante décadas, os ensaios clínicos com inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona e betabloqueadores falharam em demonstrar benefícios robustos na sobrevida de pacientes com FEVE preservada, resultando em um manejo restrito ao controle sintomático e de comorbidades. Entretanto, esse panorama transformou-se com o advento dos Inibidores do Cotransportador Sódio-Glicose Tipo 2 (ISGLT2). Originalmente desenvolvidos como antidiabéticos orais focados na excreção renal de glicose, esses fármacos demonstraram, em estudos de segurança cardiovascular, uma capacidade surpreendente de reduzir eventos de insuficiência cardíaca, independentemente do controle glicêmico (Vaduganathan et al., 2022).
A translação desse benefício para a prática clínica foi consolidada por ensaios clínicos randomizados de larga escala, como o EMPEROR-Preserved e o DELIVER. Esses estudos comprovaram que moléculas como a empagliflozina e a dapagliflozina reduzem significativamente o risco de morte cardiovascular e hospitalizações em pacientes com ICFEP, estabelecendo os ISGLT2 como a primeira classe terapêutica com evidência nível A para essa condição (Butler et al., 2022; Solomon et al., 2022). O mecanismo subjacente a esse sucesso é multifatorial, envolvendo efeitos hemodinâmicos, como a natriurese e redução da pré-carga, e metabólicos, incluindo a otimização da bioenergética miocárdica e a nefroproteção (Bodea et al., 2026).
A relevância deste tema é sublinhada pela recente atualização das diretrizes internacionais, que elevaram os ISGLT2 à recomendação de Classe I para o tratamento da ICFEP. Contudo, apesar dos resultados promissores, a compreensão detalhada sobre a extensão dos benefícios em subgrupos específicos, o impacto na qualidade de vida e a magnitude da redução da mortalidade a longo prazo ainda exige síntese contínua da literatura, especialmente frente às novas evidências publicadas nos últimos anos (Minisy e Abdelaziz, 2025).
Nesse sentido, é fundamental analisar criticamente os dados mais recentes para orientar a tomada de decisão clínica. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura para analisar a eficácia clínica e o impacto prognóstico dos inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (ISGLT2) em pacientes adultos com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, investigando seus efeitos sobre a morbimortalidade e a qualidade de vida.
2 METODOLOGIA
Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de analisar a eficácia clínica e o impacto prognóstico do uso de Inibidores do Cotransportador Sódio-Glicose Tipo 2 (ISGLT2) em pacientes adultos diagnosticados com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP).
Estratégia de busca
A busca foi conduzida nas bases de dados PubMed e SciELO, no período de dezembro de 2025 a janeiro de 2026. A estratégia foi construída utilizando uma combinação de descritores controlados — MeSH (Medical Subject Headings) e DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) — e palavras-chave livres, articulados por meio dos operadores booleanos “AND” e “OR”.
Foram incluídos descritores referentes à classe farmacológica (“Sodium-Glucose Transporter 2 Inhibitors”, “SGLT2 Inhibitors”, “Empagliflozin”, “Dapagliflozin”), à condição clínica (“Heart Failure”, “Heart Failure, Diastolic”, “Heart Failure with Preserved Ejection Fraction”, “Preserved Ejection Fraction”) e aos desfechos de interesse (“Prognosis”, “Mortality”, “Hospitalization”, “Quality of Life”). A estratégia foi adaptada para cada base de dados, considerando suas particularidades de indexação.
Critérios de inclusão e exclusão
Foram incluídos artigos que: abordassem o uso de ISGLT2 em adultos com ICFEP; relacionassem a terapia com desfechos clínicos (hospitalização, sintomas) e prognósticos (mortalidade); fossem ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais ou revisões sistemáticas; publicados em português, inglês ou espanhol; com texto completo disponível; e publicados entre 2020 e 2026 (período relevante após o início dos grandes ensaios cardiovasculares com essa classe). Foram excluídos: estudos focados exclusivamente em Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER); estudos em modelos animais; trabalhos duplicados; resumos, editoriais e cartas ao editor.
Processo de seleção dos estudos e análise de dados
A seleção foi realizada em três etapas por dois revisores independentes: (1) Leitura de títulos e resumos; (2) Leitura na íntegra dos artigos elegíveis; e (3) Avaliação crítica do conteúdo.
Divergências foram resolvidas por consenso. Dos artigos incluídos, foram extraídas informações sobre autoria, ano, tipo de estudo, fármaco utilizado (empagliflozina, dapagliflozina etc.), desfechos primários e secundários, perfil da população e principais conclusões. Os dados foram organizados de forma descritiva e categorizados nos três eixos que estruturam a seção de Resultados e Discussão, buscando construir uma interpretação dos achados para responder integralmente à pergunta de pesquisa.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
EIXO 1 – Impacto na Morbidade e Qualidade de Vida
A morbidade na ICFEP vai além das hospitalizações, manifestando-se agudamente na intolerância ao exercício e na deterioração da qualidade de vida. Nesse contexto, o ensaio PRESERVED-HF foi fundamental ao demonstrar que a dapagliflozina promoveu melhoras clinicamente significativas no escore total do Kansas City Cardiomyopathy Questionnaire (KCCQ) e aumentou a distância percorrida no teste de caminhada de 6 minutos após 12 semanas. Nassif et al. (2021) destacam que esses benefícios foram consistentes independentemente da presença de diabetes, atacando diretamente a limitação funcional que caracteriza a síndrome.
Expandindo essa análise para o longo prazo, o subestudo do EMPEROR-Preserved detalhou que a empagliflozina não apenas melhorou a percepção subjetiva de saúde, mas também reduziu substancialmente o risco de deterioração da classe funcional da New York Heart Association (NYHA). Segundo Butler et al. (2022), o tratamento aumentou a probabilidade de os pacientes se manterem em classes funcionais mais leves, um desfecho centrado no paciente que reflete a capacidade de realizar atividades diárias.
Além da sintomatologia, a prevenção de eventos de descompensação aguda é um marcador crucial de eficácia. O ensaio SOLOIST-WHF inovou ao iniciar a terapia com sotagliflozina ainda na fase de vulnerabilidade pós-alta ou durante a internação, resultando em uma redução precoce e robusta nas reospitalizações e visitas de urgência (Bhatt et al., 2021). Essa redução na morbidade recorrente é corroborada pelos grandes ensaios pivotais, EMPEROR-Preserved e DELIVER, que estabeleceram a redução de hospitalizações como o efeito mais consistente da classe (Anker et al., 2021; Solomon et al., 2022).
EIXO 2 – Mortalidade Cardiovascular e Prognóstico a Longo Prazo
Historicamente, a ICFEP carecia de terapias capazes de modificar a história natural da doença e reduzir a mortalidade. Os ensaios EMPEROR-Preserved (Anker et al., 2021) e DELIVER (Solomon et al., 2022) mudaram esse cenário ao demonstrarem, respectivamente com empagliflozina e dapagliflozina, reduções estatisticamente significativas no desfecho composto de morte cardiovascular ou piora da insuficiência cardíaca. A sobreposição das curvas de Kaplan-Meier nesses estudos sugere um efeito de classe inegável, independente da molécula utilizada.
Para esclarecer o impacto isolado na mortalidade — que muitas vezes não atinge significância estatística em estudos individuais por falta de poder amostral —, a metanálise conduzida por Vaduganathan et al. (2022) unificou dados de cinco grandes ensaios clínicos. Os autores demonstraram uma redução de aproximadamente 20% (Hazard Ratio 0,80) no risco de morte cardiovascular ou primeira hospitalização, com eficácia sustentada em todo o espectro da fração de ejeção, refutando a ideia de que o benefício se atenua nas frações de ejeção mais altas.
Essa robustez prognóstica é reafirmada pelas revisões sistemáticas mais atuais. Minisy e Abdelaziz (2025) confirmam que, ao agregar os dados atualizados até o presente ano, a redução da mortalidade cardiovascular se mantém consistente. Adicionalmente, Bodea et al. (2026) observam que o tratamento precoce e contínuo com ISGLT2 está associado a uma tendência favorável na redução da mortalidade por todas as causas, sugerindo que a interrupção das vias fisiopatológicas da insuficiência cardíaca gera benefícios sistêmicos que prolongam a sobrevida global.
EIXO 3 – Mecanismos Cardiometabólicos e Perfil de Segurança na ICFEP
A eficácia clínica observada é sustentada por mecanismos cardiometabólicos que vão além do controle glicêmico. Um dos efeitos centrais é a otimização volumétrica; a subanálise do estudo DELIVER evidenciou que o uso de dapagliflozina potencializa a natriurese, permitindo a redução da dose de diuréticos de alça em uma parcela significativa dos pacientes (Chatur et al., 2023). Esse efeito “poupador de diuréticos” é vital, pois reduz a ativação neuro-hormonal deletéria frequentemente exacerbada por altas doses de diuréticos convencionais.
Em nível estrutural, Bodea et al. (2026) compilam evidências de que os ISGLT2 promovem o remodelamento cardíaco reverso, com redução da massa ventricular esquerda e melhora dos parâmetros de enchimento diastólico. Concomitantemente, há um importante efeito nefroprotetor; Vaduganathan et al. (2022) destacam que esses fármacos desaceleram a queda da taxa de filtração glomerular, preservando a função renal a longo prazo — um fator determinante para o prognóstico na síndrome cardiorrenal.
No quesito segurança, a aplicabilidade clínica é favorecida por um perfil de tolerabilidade benigno. Rahil et al. (2025), em revisão focada no cenário agudo, demonstram que o risco de hipotensão severa, hipoglicemia e cetoacidose é baixo, mesmo em pacientes vulneráveis. Embora as infecções genitais sejam um evento adverso conhecido e mais frequente nos grupos tratados, elas são manejáveis e raramente exigem a suspensão do fármaco (Solomon et al., 2022). Portanto, o balanço risco-benefício é amplamente favorável à implementação precoce dessa classe terapêutica na ICFEP.
4 CONCLUSÃO
A revisão da literatura aponta que os Inibidores do Cotransportador Sódio-Glicose Tipo 2 (ISGLT2) representam um marco no manejo da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP), preenchendo uma lacuna terapêutica que persistia há décadas. A atuação desses fármacos ultrapassa o controle glicêmico, consolidando-se como uma estratégia vital para a modificação da história natural da doença.
Quanto à eficácia clínica e ao prognóstico, os dados comprovam que a terapia está associada a ganhos substanciais na qualidade de vida e na capacidade funcional, refletidos na melhora dos escores do KCCQ e da classe funcional NYHA. Mais do que o alívio sintomático, observa-se uma redução consistente no risco de desfechos compostos, impulsionada primariamente pela diminuição das hospitalizações e, conforme demonstrado em análises agregadas, pela redução da mortalidade cardiovascular, independentemente do status diabético do paciente.
Paralelamente aos desfechos clínicos, é fundamental destacar que os benefícios são sustentados por mecanismos cardiometabólicos robustos, como a natriurese, a descongestão sistêmica e a nefroproteção a longo prazo. O perfil de segurança favorável, caracterizado pela baixa incidência de eventos adversos graves, valida a viabilidade da prescrição inclusive para populações mais vulneráveis, como idosos e pacientes com múltiplas comorbidades.
Dessa forma, as evidências contemporâneas respaldam a incorporação mandatória dos ISGLT2 como pilar central no tratamento da ICFEP. Torna-se imperativo, portanto, que a prática clínica adote precocemente essa classe farmacológica, visando não apenas o manejo dos sintomas, mas a melhoria concreta da sobrevida e a redução da carga de morbidade nesta população de alto risco.
REFERÊNCIAS
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1Médico Residente de Clínica Médica do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Votuporanga-SP; e-mail: leonardo.dahlke@hotmail.com
