CUSTO-EFETIVIDADE DO TRATAMENTO DE FERIDAS COM DIFERENTES COBERTURAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

COST-EFFECTIVENESS OF WOUND TREATMENT WITH DIFFERENT DRESSINGS: AN INTEGRATIVE LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202601171321


Stephany Neves França1
Josan Alcântara Oliveira2
Thais Bezerra Ramos3
Joselita Cavalcante Neves4
Mércia Maria Costa de Carvalho Claro5


RESUMO

O tratamento de feridas representa uma parcela significativa dos gastos em saúde, afetando milhões de pessoas anualmente com condições como úlceras por pressão, úlceras venosas e pé diabético. Com o avanço da tecnologia, uma variedade de coberturas especializadas foi desenvolvida, prometendo melhores resultados na cicatrização. No entanto, a incorporação dessas novas tecnologias deve ser criteriosamente avaliada, considerando não apenas sua eficácia, mas também seu impacto econômico. O presente trabalho teve como objetivo analisar os manuscritos publicados no período de 2015 a 2025, abrangendo realizar uma revisão integrativa sobre o custo-efetividade do tratamento de feridas com diferentes coberturas. Quanto à metodologia aplicada, utilizou-se a técnica Revisão Integrativa sobre a infecção urinária em idosos, através das bases de dados da BVS e PubMed para uma melhor abordagem do assunto. Para os resultados, foram apresentados os estudos de 15 autores referentes ao custo-efetividade do tratamento de feridas com diferentes coberturas. Face ao exposto, pode-se concluir que a escolha do curativo ideal vai muito além do simples preço unitário do produto, sendo um processo complexo que deve equilibrar eficácia clínica, custos diretos e indiretos, e o impacto na qualidade de vida do paciente.

Palavras-Chaves: Feridas. Coberturas. Saúde. Paciente.

ABSTRACT

Wound treatment accounts for a significant portion of healthcare spending, affecting millions of people annually with conditions such as pressure ulcers, venous ulcers, and diabetic foot. With advances in technology, a variety of specialized dressings have been developed, promising better healing results. However, the incorporation of these new technologies must be carefully evaluated, considering not only their effectiveness but also their economic impact. The present study aimed to analyze manuscripts published between 2015 and 2025, covering an integrative review of the cost-effectiveness of wound treatment with different dressings. The methodology applied was the Integrative Review technique on urinary tract infection in the elderly, using the BVS and PubMed databases for a better approach to the subject. The results presented studies by 15 authors on the cost-effectiveness of wound treatment with different dressings. In view of the above, it can be concluded that choosing the ideal dressing goes far beyond the simple unit price of the product, being a complex process that must balance clinical efficacy, direct and indirect costs, and the impact on the patient’s quality of life.

Keywords: Wounds. Dressings. Health. Patient.

1. INTRODUÇÃO

Fernandes e Cordeiro (2018) consideram que as feridas constituem interrupções na continuidade dos tecidos corporais, resultantes de agressões de natureza física, química, mecânica ou biológica. Tais lesões representam uma resposta fisiológica do organismo frente a um dano tecidual, e sua gravidade pode variar desde escoriações superficiais até ferimentos profundos, com comprometimento de estruturas como músculos, tendões e ossos. A compreensão das características e dos mecanismos envolvidos na formação das feridas é fundamental para o estabelecimento de estratégias terapêuticas eficazes.

O processo de cicatrização é um fenômeno dinâmico e complexo, dividido em três fases interdependentes: inflamatória, proliferativa e de remodelação. Inicialmente, ocorre a resposta inflamatória, com vasodilatação e migração de células de defesa ao local da lesão. Posteriormente, na fase proliferativa, verifica-se a formação de tecido de granulação, angiogênese e deposição de colágeno. Por fim, na fase de remodelação, há reorganização das fibras colágenas e restauração da resistência tecidual. O equilíbrio entre essas etapas é essencial para um processo cicatricial adequado (Alves; Amado; Miranda, 2023).

Conforme Almeida, Ferreira e Ivo (2018) as coberturas e ações terapêuticas desempenham papel essencial no manejo clínico das feridas, uma vez que visam criar condições ideais para a cicatrização e prevenir complicações infecciosas. A escolha do tipo de cobertura deve ser orientada por critérios técnicos, levando em consideração a fase de cicatrização, a quantidade de exsudato, a presença de infecção e o estado geral do paciente. Um curativo adequado protege o leito da ferida contra agentes externos, mantém a umidade necessária e favorece a regeneração tecidual, reduzindo o tempo de cicatrização.

Para Pepeu (2021) a análise de custo-efetividade no tratamento de feridas tem se tornado um tema de grande relevância na área da saúde, principalmente devido ao impacto financeiro e social que essas lesões geram. O prolongamento do tempo de cicatrização, associado ao uso inadequado de coberturas, pode resultar em aumento das despesas hospitalares, maior consumo de materiais e necessidade de internações prolongadas, parâmetros estes essenciais para a mensuração da efetividade das coberturas utilizadas. Dessa forma, compreender o equilíbrio entre custo e eficácia das diferentes tecnologias de curativos é essencial para garantir uma assistência de qualidade, com sustentabilidade econômica.

2. MÉTODOS

O método é a maneira ou caminho para se chegar a um determinado objetivo ou fim, tem como principal função explicar todo o conjunto de métodos utilizados do início até a conclusão do trabalho, possibilitando determinar o conhecimento atual sobre o assunto de escolha (Zanela, 2006). O trabalho trata-se de uma revisão integrativa, onde foi realizado o levantamento e avaliação dos estudos sobre a temática do custo-efetividade do tratamento de feridas com diferentes coberturas.

De acordo com Zanela (2006) a revisão integrativa de literatura é dividida em cinco partes importantes. Portanto, a fim de direcionar este estudo, adotou-se as seguintes etapas: elaboração da questão da pesquisa, determinação de critérios de inclusão e exclusão de estudos, extração dos dados, interpretação dos resultados, e por fim, a apresentação dos resultados. Para a elaboração da questão de pesquisa da revisão integrativa, utilizou-se da seguinte questão norteadora: Qual é a custo-efetividade do tratamento de feridas utilizando diferentes?

Após a formulação da questão de pesquisa, realizou-se busca nas seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Public Medline (PubMed). As buscas pela literatura ocorreram no mês outubro de 2025, para o levantamento dos artigos utilizou-se os seguintes descritores: “Ferimentos”[Mesh] AND “lesões” [Mesh] OR “Custo-Benefício”[Mesh] OR ” Custo-Efetividade”.

Os critérios de inclusão de artigos são assim descritos: publicados na integra em inglês, espanhol ou português, artigos de autores mais citados e com maior impacto, publicados entre os anos de 2015 a 2025. Como critérios de exclusão eliminaram-se as publicações: indisponibilidade de acesso, materiais não disponíveis na íntegra e artigos que não respondem a questão da pesquisa. Após a identificação, realizou-se a extração dos dados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão, assim como descritores previamente definidos.

A partir da utilização da estratégia de busca e leitura do título e resumo dos artigos, foi possível refinar ainda mais a pesquisa. A amostragem inicial da pesquisa constituiu-se em 72 artigos no total, sendo: 32 da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e 40 do Public Medline (PubMed). Posteriormente a amostragem inicial, apenas 15 artigos foram selecionados para a amostragem final, pois estavam de acordo com os critérios de inclusão e com a temática da pesquisa. A Figura 1 mostra o fluxograma da estratégia para seleção de artigos para o estudo.

Figura 1: Estratégia para seleção de artigos para o estudo

Fonte: Autores (2025)

Os 15 trabalhos selecionados para o estudo tratam de forma direta sobre a temática do custo-efetividade do tratamento de feridas com diferentes coberturas. Realizou-se a análise e a interpretação dos dados de forma descritiva, com os principais resultados encontrados são apresentados por meio de um quadro resumo.

O quadro de apresentação dos resultados compreende os seguintes itens: periódico, ano, título, autores e por fim, resultados. A apresentação dos resultados é uma etapa muito importante na revisão integrativa, pois através dos resultados é possível qualificar e descrever os dados, para aglomerar o conhecimento produzido através da temática em estudo (Gil, 2011).

3. RESULTADOS

Quanto ao ano das publicações, destacam-se os anos de 2015, 2017 e 2023 com 3 artigos cada. Dos 15 artigos selecionados, 10 foram encontrados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e 5 deles foram encontrados na base de dados da Public Medline (PubMed). Com relação à região de origem das pesquisas, a predominância é da região sudeste com 5 artigos.

Quanto à metodologia empregada, observou-se a predominância de pesquisas com métodos quantitativos, na qual se busca coletar e analisar dados numéricos para descrever, medir, testar relações de causa e efeito e generalizar resultados para um grupo maior.

No Quadro 1 são apresentados os artigos estudados nessa revisão integrativa, cuja organização se dá conforme o periódico, ano, título, autor principal e resultados.

Quadro 1: Informações dos artigos incluídos na pesquisa, período de 2015 a 2025

PeriódicoAnoTítuloAutoresResultados
BVS2015Avaliação de custo-efetividade de dois tipos de curativos para prevenção de úlcera por pressãoInoue e MatsudaO uso de filme transparente para evitar úlceras por pressão no sacro foi mais vantajoso financeiramente que o hidrocoloide na UTI, reduzindo os custos em 3,8 e 9,4 vezes.
PubMed2015Eficácia do gel fresco de Aloe vera contra bactérias multirresistentes em úlceras de perna infectadasBanu et al.O gel de aloe vera mostrou-se uma opção barata e eficaz, até contra organismos multirresistentes, em comparação com antimicrobianos tópicos de uso rotineiro.
PubMed2015Benefício econômico e clínico da pomada de colagenase em comparação com um curativo de hidrogel para desbridamento de úlceras de pressão em um ambiente de cuidados de longo prazoWaycaster e MilnePara úlceras por pressão, a colagenase promoveu um desbridamento mais rápido e foi mais custo-efetiva que o hidrogel em ambiente de cuidados prolongados.
BVS2016Custos de coberturas para a prevenção de úlcera por pressão sacralInoue e MatsudaA placa de hidrocoloide (R$68,00) custou 4,3 vezes mais que o filme transparente (R$15,80), com um consumo médio maior no GIH (2,8 unidades/paciente) versus GIF (1,47).
BVS 2017Custo da prevenção e tratamento de feridas crônicas: um desafio para enfermagem  Ribeiro e OliveiraCobertura de silicone demonstra custo-efetividade 32% superior à hidrofibra, devido à maior durabilidade e menor troca.
BVS2017Custo-efetividade do uso do curativo de colágeno e alginato no tratamento de áreas doadoras de enxerto de pele de espessura parcialPinto et al.O curativo de colágeno e alginato apresentaram melhor custo-benefício em relação ao rayon para cobertura de áreas doadoras, com importante redução da dor, do tempo de epitelizaçao e de internação e dos custos.
PubMed2017Custo-efetividade de curativos de prata para queimaduras de espessura parcial pediátricas: uma avaliação econômica de um ensaio clínico randomizadoGee Kee et al.O estudo econômico concluiu que o Mepilex Ag™ é a melhor opção para tratar queimaduras pediátricas, sendo mais vantajoso que o Acticoat™ (com ou sem Mepitel™) e recomendado para queimaduras de espessura parcial ≤10% TBSA.
BVS2019Custos do tratamento de lesões cutâneas na Atenção Primária à SaúdeCortez et al.O custo do tratamento com coberturas avançadas foi sete vezes menor para o município, além de diminuir o tempo de cicatrização para os pacientes permitindo retorno mais breve para suas atividades laborais.
BVS2020Estimativa de custos no tratamento de úlcera de perna por doença falciformeSpira et al.A cobertura de carvão ativado com prata foi a mais custo-efetiva em um estudo com 29 pacientes, onde o custo médio para reduzir 1 cm² de úlcera foi de R$ 102,20.
BVS2021Utilização do cloreto de dialquil carbamoil na prevenção e tratamento de biofilme em feridasFreitas et al.Identificou-se que o Cloreto de Dialquil Carbamoil foi capaz de promover ações benéficas ao tratamento de feridas, especialmente as de maior complexidade.
BVS2022Efetividade das coberturas para tratar pacientes com lesões por pressãoAndrade et al.Em 107 pacientes com 820 lesões por pressão, o tempo médio de cicatrização foi de 73 dias. As coberturas mais usadas foram a convencional (39,9%) e o hidrocoloide (21,9%), sem diferença significativa de efetividade entre as opções antimicrobianas.
PubMed2023Custos de terapias tópicas utilizadas em pacientes hospitalizados com feridas crônicasSouza et al.Os custos com as terapias tópicas das UP representaram 77,7% do total, enquanto esses foram de 6,3% para as UV/D e de 16% para as demais.
PubMed2023Tratamento e custo-efetividade de paciente com úlceras venosas ativas há 34 anos: relato de casoNascimento Filho et al.Um tratamento multiprofissional baseado em evidências cicatrizou 29 úlceras venosas ativas há 34 anos, com um custo total de apenas 3% do valor gasto com o tratamento convencional anterior (sulfadiazina de prata 1%).
BVS2023Eficácia e segurança do curativo de espuma multicamadas com silicone na prevenção e tratamento de lesões por pressão: um estudo de overviewStacciarini et al.O  curativo  de  espuma  de  multicamadas demonstrou  ser  eficaz,  seguro  e  economicamente  vantajoso  na  prevenção  e  tratamento  de  LP  em estágios  I,  II  e  III,  em  comparação  com  as  medidas  convencionais.
BVS2024Custos diretos com feridas crônicas em serviço ambulatorial de uma universidade pública no nordeste brasileiroSousa et al.Frente à avaliação econômica, observou-se predomínio de custo com feridas crônicas em idosos, laserterapia e o uso de penso as intervenções impactantes do custo direto.

Fonte: Autores (2025)

Tomando por base os objetivos dos estudos incluídos, pode-se afirmar que a maioria dos artigos expressa à necessidade de mais pesquisas sobre o custo-efetividade do tratamento de feridas com diferentes coberturas. Estudos sobre o custo-efetividade do tratamento de feridas com diferentes coberturas são essenciais para subsidiar a tomada de decisão clínica e a alocação eficiente de recursos na saúde pública e privada.

4. DISCUSSÃO

Da leitura e análise das publicações, sucederam-se subsídios para quatro categorias temáticas, sendo estes: Categoria 1: Feridas; Categoria 2:Coberturas e ações terapêuticas; e Categoria 3: Custo-efetividade do tratamento de feridas com diferentes coberturas.

Essas categorias fornecem uma estrutura lógica e abrangente para a compreensão do tratamento de feridas. Elas conduzem a análise desde a caracterização do problema (Feridas), passando pelas soluções disponíveis (Coberturas e Ações Terapêuticas), até a avaliação final de seu impacto prático (Custo-Efetividade).

Categoria 1: Feridas

Fernandes e Cordeiro (2018) consideram que as feridas constituem interrupções na continuidade dos tecidos corporais, resultantes de agressões de natureza física, química, mecânica ou biológica. Tais lesões representam uma resposta fisiológica do organismo frente a um dano tecidual, e sua gravidade pode variar desde escoriações superficiais até ferimentos profundos, com comprometimento de estruturas como músculos, tendões e ossos. A compreensão das características e dos mecanismos envolvidos na formação das feridas é fundamental para o estabelecimento de estratégias terapêuticas eficazes.

De acordo com a literatura de Evangelista et al. (2023) as feridas podem ser classificadas em agudas ou crônicas, conforme o tempo e a evolução do processo de cicatrização. As feridas agudas apresentam um curso previsível de reparo tecidual, observando-se sua resolução em período considerado fisiológico. Já as feridas crônicas caracterizam-se pela cicatrização prolongada ou estagnada, geralmente associada a fatores sistêmicos, como diabetes mellitus, insuficiência vascular ou infecções recorrentes. Esse tipo de lesão requer intervenções específicas e acompanhamento contínuo por profissionais de saúde.

A classificação das feridas também pode considerar o agente etiológico. Feridas cirúrgicas são decorrentes de incisões controladas em ambiente hospitalar, enquanto as traumáticas resultam de acidentes ou impactos. As térmicas ocorrem por exposição ao calor, frio ou radiação, e as químicas são provocadas por substâncias corrosivas. Já as infectadas apresentam colonização por microrganismos patogênicos, o que compromete a cicatrização e pode gerar complicações locais ou sistêmicas (Pepeu, 2021). Assim, a classificação é essencial para orientar o tratamento e as medidas preventivas de acordo com as características de cada ferida.

 O processo de cicatrização é um fenômeno dinâmico e complexo, dividido em três fases interdependentes: inflamatória, proliferativa e de remodelação. Inicialmente, ocorre a resposta inflamatória, com vasodilatação e migração de células de defesa ao local da lesão. Posteriormente, na fase proliferativa, verifica-se a formação de tecido de granulação, angiogênese e deposição de colágeno. Por fim, na fase de remodelação, há reorganização das fibras colágenas e restauração da resistência tecidual. O equilíbrio entre essas etapas é essencial para um processo cicatricial adequado (Alves; Amado; Miranda, 2023).

Para Borges (2022) diversos fatores influenciam diretamente a eficácia da cicatrização, podendo acelerar ou retardar o processo. Entre os principais, destacam-se a idade do indivíduo, o estado nutricional, a presença de doenças crônicas, o uso de determinados fármacos e as condições locais da ferida. Em pacientes diabéticos, por exemplo, observa-se uma redução na oxigenação tecidual e na resposta imune, o que dificulta a regeneração. Da mesma forma, deficiências nutricionais, especialmente de proteínas, zinco e vitamina C, comprometem a síntese de colágeno e a reparação dos tecidos.

Dias (2017) cita que o tratamento de feridas deve ser pautado em avaliação criteriosa, considerando o tipo, a profundidade e as condições clínicas do paciente. As etapas fundamentais incluem a limpeza da lesão, o controle da infecção, a escolha adequada do curativo e, quando necessário, o uso de antibióticos ou procedimentos de desbridamento. O objetivo é favorecer um ambiente fisiologicamente propício à regeneração tecidual e evitar complicações, como necrose ou disseminação infecciosa.

Os curativos desempenham papel central no manejo das feridas, uma vez que protegem o leito da lesão, absorvem exsudatos e mantêm a umidade ideal para o processo cicatricial. Atualmente, a tecnologia disponibiliza uma variedade de coberturas, como curativos hidrocolóides, hidrogéis, filmes semipermeáveis e espumas de poliuretano, que se adaptam às diferentes fases da cicatrização. A escolha do material mais apropriado deve ser baseada em critérios técnicos e na avaliação do profissional de enfermagem ou saúde responsável pelo tratamento (Campos et al. 2024).

Almeida (2021) propõe que a prevenção de feridas é uma prática de extrema importância na promoção da saúde, especialmente em grupos de risco, e o controle de comorbidadessão fundamentais para evitar o aparecimento de úlceras por pressão. A educação do paciente e de seus cuidadores sobre hábitos saudáveis e cuidados diários constitui estratégia eficaz para a redução da incidência dessas lesões.

A atuação dos profissionais de saúde é essencial em todas as etapas do cuidado com feridas, desde a avaliação inicial até o acompanhamento da cicatrização. Enfermeiros, médicos e fisioterapeutas devem adotar práticas baseadas em evidências científicas, garantindo a aplicação de técnicas assépticas e o uso racional de recursos terapêuticos (Geovanini, 2024). Além disso, o registro e o monitoramento contínuo da evolução da ferida são indispensáveis para a análise da eficácia do tratamento e para a tomada de decisões clínicas fundamentadas.

Categoria 2: Coberturas e Ações Terapêuticas

Conforme Almeida, Ferreira e Ivo (2018) as coberturas e ações terapêuticas desempenham papel essencial no manejo clínico das feridas, uma vez que visam criar condições ideais para a cicatrização e prevenir complicações infecciosas. A escolha do tipo de cobertura deve ser orientada por critérios técnicos, levando em consideração a fase de cicatrização, a quantidade de exsudato, a presença de infecção e o estado geral do paciente. Um curativo adequado protege o leito da ferida contra agentes externos, mantém a umidade necessária e favorece a regeneração tecidual, reduzindo o tempo de cicatrização.

Aggarwala (2020) destaca que as coberturas modernas, conhecidas como curativos interativos, foram desenvolvidas para manter o equilíbrio da umidade no leito da ferida e proporcionar um ambiente fisiologicamente favorável à proliferação celular. Dentre elas, destacam-se os hidrocolóides, os hidrogéis, as espumas de poliuretano, os filmes semipermeáveis e os curativos de alginato de cálcio. Esses materiais são capazes de absorver o excesso de exsudato, permitir trocas gasosas e minimizar o trauma durante a troca do curativo, além de reduzirem o risco de infecção.

As ações terapêuticas complementares ao uso das coberturas são igualmente importantes no processo de cicatrização. Incluem-se nesse contexto a limpeza adequada da ferida, o controle da infecção local e sistêmica, o desbridamento de tecidos desvitalizados e o manejo da dor. A higienização deve ser realizada com soluções não irritantes, como o soro fisiológico 0,9%, evitando o uso de substâncias tóxicas que possam danificar o tecido de granulação. O desbridamento, por sua vez, tem como objetivo remover tecidos necróticos e facilitar a formação de tecido saudável (Carneiro; Souza; Gama, 2024).

O controle de infecção é um componente essencial das ações terapêuticas, principalmente em feridas crônicas ou contaminadas. O uso de curativos com ação antimicrobiana, como aqueles contendo prata, mel medicinal ou polihexanida, tem se mostrado eficaz na redução da carga bacteriana e na prevenção da formação de biofilmes (Andrade; Santos, 2023). Contudo, a indicação de agentes antimicrobianos deve ser criteriosa, evitando o uso indiscriminado e a consequente resistência bacteriana, o que exige conhecimento técnico e acompanhamento profissional adequado.

Outro aspecto relevante no manejo de feridas é o suporte sistêmico oferecido ao paciente. Ações terapêuticas como a nutrição adequada, o controle glicêmico, a oxigenação tecidual e a hidratação são fundamentais para a eficácia dos curativos. A deficiência de nutrientes, especialmente de proteínas, zinco e vitamina C, pode comprometer o processo de reparo (Bernardes; Jurado, 2025).Além disso, terapias complementares, como a oxigenoterapia hiperbárica, vêm sendo utilizadas em casos específicos, promovendo a regeneração tecidual e reduzindo o risco de complicações.

Face ao exposto, Oliveira et al. (2021) considera que o sucesso no tratamento de feridas depende da integração entre o uso correto das coberturas e a aplicação de ações terapêuticas baseadas em evidências científicas. O profissional de saúde deve avaliar de forma contínua a evolução da lesão, ajustando o tratamento conforme as necessidades do paciente e as características da ferida. Essa abordagem multidisciplinar contribui para acelerar o processo de cicatrização, minimizar o desconforto e restaurar a integridade tecidual de maneira segura e eficiente.

Categoria 3: Custo-efetividade do Tratamento de Feridas com Diferentes Coberturas

Para Pepeu (2021) a análise de custo-efetividade no tratamento de feridas tem se tornado um tema de grande relevância na área da saúde, principalmente devido ao impacto financeiro e social que essas lesões geram. O prolongamento do tempo de cicatrização, associado ao uso inadequado de coberturas, pode resultar em aumento das despesas hospitalares, maior consumo de materiais e necessidade de internações prolongadas. Dessa forma, compreender o equilíbrio entre custo e eficácia das diferentes tecnologias de curativos é essencial para garantir uma assistência de qualidade, com sustentabilidade econômica.

Brito et al. (2022) mostra que os curativos simples, como gazes e ataduras, foram amplamente utilizados por apresentarem baixo custo unitário. No entanto, esses materiais exigem trocas frequentes, maior tempo de manuseio por parte da equipe de enfermagem e oferecem menor proteção contra infecções, o que pode prolongar o processo de cicatrização. Em contrapartida, as coberturas modernas, embora possuam custo inicial mais elevado, promovem melhor ambiente de cicatrização, reduzem a frequência de trocas e diminuem o tempo total de tratamento, demonstrando vantagem econômica a médio e longo prazo.

De acordo com Assadian (2023) estudos comparativos demonstram que coberturas tecnológicas, como os hidrocolóides, hidrogéis, espumas de poliuretano e curativos com prata iônica, apresentam resultados superiores quanto à taxa de cicatrização e ao conforto do paciente. Esses materiais mantêm a umidade adequada no leito da ferida, favorecem o crescimento de tecido de granulação e minimizam a dor durante as trocas. Embora o investimento inicial seja mais alto, a redução no tempo de internação e na necessidade de curativos diários torna o tratamento mais custo-efetivo quando avaliado em termos de desfechos clínicos.

A eficiência econômica das coberturas modernas também está relacionada à redução de complicações, como infecções secundárias, reinternações e intervenções cirúrgicas adicionais. Feridas mal tratadas podem evoluir para quadros graves, exigindo uso de antibióticos, desbridamentos repetitivos e, em casos extremos, amputações (Borges, 2022). Nesse sentido, o investimento em produtos de melhor desempenho não deve ser visto apenas sob o prisma financeiro, mas como uma medida preventiva que reduz gastos futuros e melhora os resultados clínicos globais.

Abbade (2024) enfatiza que além do custo direto das coberturas, é necessário considerar os custos indiretos, como a diminuição da produtividade do paciente, a sobrecarga dos serviços de saúde e o impacto na qualidade de vida. Feridas crônicas, especialmente as de origem vascular ou diabética, geram afastamentos prolongados e demandam acompanhamento constante. A adoção de coberturas mais eficazes e duráveis contribui para acelerar o retorno às atividades diárias e reduzir o ônus social e econômico decorrente dessas condições.

Cabe destacar o papel dos profissionais de enfermagem e gestão hospitalar na avaliação contínua dos resultados clínicos e econômicos. O registro detalhado da evolução da ferida, o tempo de cicatrização, a frequência de trocas e o custo total do tratamento são parâmetros essenciais para a mensuração da efetividade das coberturas utilizadas (Geovanini, 2024). Essa prática possibilita a construção de indicadores de desempenho e subsidia decisões administrativas mais assertivas, orientadas pela relação custo-benefício.

A escolha de coberturas para o tratamento de feridas deve ser pautada não apenas pelo custo imediato, mas pela análise global de custo-efetividade, considerando os benefícios clínicos, o tempo de recuperação e a redução de complicações. Coberturas modernas, embora apresentem maior custo unitário, demonstram ser economicamente mais vantajosas ao longo do tratamento, especialmente em feridas crônicas (Evangelista et al., 2023). Dessa forma, investir em tecnologias de curativos de alto desempenho representa uma estratégia racional e eficiente para a promoção da saúde e a otimização dos recursos assistenciais.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo desta investigação, ficou evidente que a escolha do curativo ideal vai muito além do simples preço unitário do produto, sendo um processo complexo que deve equilibrar eficácia clínica, custos diretos e indiretos, e o impacto na qualidade de vida do paciente. A análise demonstrou que coberturas modernas, como os hidrocoloides, alginatos, hidrofibras e espumas, embora apresentem um custo de aquisição inicial superior aos curativos tradicionais (como a gaze), frequentemente se mostram mais custo-efetivas no médio e longo prazo.

Essa superioridade em custo-efetividade é atribuída a uma série de fatores inter-relacionados: maior tempo de permanência, que reduz a frequência das trocas e, consequentemente, o consumo de materiais e a demanda de tempo da equipe de enfermagem; propriedades bioativas que aceleram significativamente o processo de cicatrização; e maior conforto para o paciente, minimizando traumas no leito da ferida durante as trocas.

Reduzir o tempo de cicatrização é o fator crítico para a eficiência econômica. Uma ferida que fecha mais rapidamente diminui o risco de complicações, como infecções, que são eventos de alto custo para o sistema de saúde. Além disso, a aceleração da cura permite uma reinserção social mais rápida do paciente, reduzindo custos indiretos associados a afastamentos do trabalho e ao sofrimento psíquico. Portanto, o investimento em uma cobertura de alto desempenho se traduz em uma economia global para a instituição de saúde e para a sociedade.

Contudo, é crucial ressaltar que não existe uma “cobertura universal” que seja a mais custo-efetiva para todos os tipos de feridas. A conclusão mais importante deste estudo é a de que a seleção do curativo deve ser rigorosamente individualizada, baseada em um diagnóstico preciso do tipo de ferida, no seu estágio de cicatrização, na presença de exsudato ou infecção, e nas condições clínicas do paciente. A aplicação inadequada de um produto, mesmo que de última geração, pode anular seus benefícios e gerar desperdício de recursos.

Por fim, este trabalho conclui que a estratégia mais custo-efetiva para o tratamento de feridas não reside na simples escolha do produto mais barato ou do mais tecnológico, mas na adoção de um protocolo assistencial baseado em evidências. Esse protocolo deve priorizar a avaliação sistemática da ferida e a capacitação contínua dos profissionais de saúde para a correta indicação e uso das coberturas disponíveis.

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