CÉLULAS-TRONCO NA ODONTOLOGIA: EFETIVIDADE DO USO DE CÉLULAS-TRONCO DA POLPA DENTAL DE DENTES PERMANENTES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202602051355


Vinicius Mota dos Santos1
Antônio Henrique Braitt2


RESUMO 

Tendo em vista que as células-tronco tem despertado interesse em diversas áreas no  meio científico devido à sua alta capacidade de diferenciação, é importante levar em  consideração a aplicabilidade na odontologia, um estudo mais profundo das células tronco retiradas da polpa dental assevera novas descobertas no meio acadêmico em  benefício da sociedade, visto que, com o aprimoramento do dado estudo novas  propostas de tratamento poderão ser disponibilizadas, por esse motivo, pesquisa-se  sobre células-tronco na odontologia e a efetividade do uso de células-tronco da polpa  dental de dentes permanentes, a fim de Identificar a eficácia das células-tronco  retiradas da polpa dental, na diferenciação e regeneração de tecidos do órgão dental.  Para tanto, é necessário compreender o potencial de diferenciação das células-tronco,  conhecer a capacidade da polpa dentária em produzir outros tecidos, e demostrar a  importância da bioengenharia na odontologia para o tratamento de lesões entre outras  aplicações. Realiza-se, então, uma pesquisa de revisão bibliográfica sistemática, com  abordagem qualitativa, sendo utilizadas as seguintes bases de dados como  instrumento de coleta: Pubmed, Lilacs e Scielo, Europe pmc. Critérios de inclusão para  esta pesquisa serão: publicações dos últimos vinte anos, no idioma português, inglês  e espanhol, caracterizadas como: estudos de casos, estudos de campo; contudo livros  dos últimos cinco anos serão utilizados também. Como critério de inclusão serão  adicionados aqueles que tratarem sobre a efetividade do uso de células tronco na  odontologia. Diante disso, verifica-se que as células-tronco são capazes de  diferenciar-se em vários tipos de tecido, e as retiradas da polpa dental tem alto grau  regenerativo e proliferativo quando manipuladas em ambiente previamente preparado,  e há diversas alternativas de tratamento que o aprimoramento das técnicas na  produção de dentina, esmalte e polpa trará a partir das células-tronco da polpa dental,  o que impõe a constatação de que as células-tronco retiradas da polpa dental tem  capacidade de diferenciação e regeneração tecidual quando preparadas com a matriz  e os fatores de crescimento fundamentais. 

Palavras-chave: Célula-tronco; Bioengenharia; Odontologia; Regeneração; Tecidual.

ABSTRACT 

Given that stem cells have aroused interest in several areas in the scientific  environment due to their high capacity for differentiation, it is important to take into  account the applicability in dentistry, a deeper study of stem cells taken from the dental  pulp asserts new discoveries in the academic environment for the benefit of society,  since, with the improvement of the given study, new treatment proposals may be made  available, for this reason, research on stem cells in dentistry: effectiveness of the use  of stem cells of the dental pulp of permanent teeth, in order to identify the efficacy of  stem cells taken from the dental pulp, in the differentiation and regeneration of tissues  of the dental organ. Therefore, it is necessary to understand the potential for  differentiation of stem cells, to know the capacity of the dental pulp to produce other  tissues, and to show the importance of bioengineering in dentistry for the treatment of  lesions among other applications. A systematic literature review research is carried out, with a qualitative approach, using the following databases as a collection instrument:  Pubmed, Lilacs and Scielo, Europe pmc. Inclusion criteria for this research will be:  publications from the last twenty years, in the Portuguese language, English and  Spanish, characterized as: case studies, field studies; however, books from the last  five years will be used as well. As inclusion criteria, those who deal with the  effectiveness of the use of stem cells in dentistry will be added. Therefore, it is verified  that stem cells are able to differentiate into various types of tissue, and dental pulp  removals have a high regenerative and proliferative degree when manipulated in a  previously prepared environment, and there are several treatment alternatives that  improve techniques in the production of dentin, enamel and pulp will bring, from the  stem cells of the dental pulp, which imposes the finding that stem cells removed from  the dental pulp have capacity for tissue differentiation and regeneration when prepared with the matrix and fundamental growth factors 

Keywords: Célula-tronco; Bioengenharia; Odontologia; Regeneração; Tecidual.

INTRODUÇÃO 

As células tronco são conhecidas pelo seu alto potencial de diferenciação em  outros tipos de tecidos. Os estudos sobre este tipo de célula se intensificaram quando  em 1998 biólogos da universidade Wisconsin nos Estados Unidos, em laboratório,  conseguiram desenvolver a primeira amostra de células-tronco extraídas de um  embrião humano. Desde então houveram pesquisas em diversas áreas envolvendo  este tipo de célula, inclusive na odontologia, visto que na polpa dental é possível ser  encontrado células tronco multipotentes, com alto potencial proliferativo. 

Julgou-se pertinente perguntar se as células-tronco retiradas da polpa dental  têm eficácia na regeneração tecidual. Sendo assim, o objetivo geral da seguinte  pesquisa é identificar a eficácia de células-tronco retiradas da polpa dental de dentes  permanentes, na diferenciação e regeneração de tecidos do órgão dental. 

Para tanto, houve a necessidade de delinear os seguintes objetivos específicos:  Compreender o potencial de diferenciação das células-tronco; conhecer a capacidade  da polpa dentária na produção de outros tecidos; demostrar a importância da  bioengenharia na odontologia para o tratamento de lesões entre outras aplicações. 

Parte-se da hipótese que, com o aprimoramento do estudo do uso das células tronco retiradas da polpa dental novas propostas de tratamento poderão ser  disponibilizadas para a população, visando trazer de volta funcionalidade e estética ao  paciente, trazendo novas perspectivas e resolutividade em doenças, anomalias  dentarias e gengivais, bem como nova formação de dentina e esmalte.

Este trabalho trata de uma revisão bibliográfica sistemática, com abordagem  qualitativa. Serão utilizadas nesse trabalho as seguintes bases de dados como  instrumento de coleta: Pubmed, Lilacs, Scielo, Europe pmc.

Nas bases de dados eleitas serão utilizadas as seguintes palavras chave:  “CÉLULA”, “POLPA”, “DENTE”, “TRONCO”, “BIOENGENHARIA”. Critérios de inclusão  para esta pesquisa serão: publicações dos últimos vinte anos, no idioma português,  inglês e espanhol, caracterizadas como: estudos de casos, estudos de campo;  contudo livros dos últimos cinco anos serão utilizados também. Como critério de  inclusão serão adicionados aqueles que tratarem sobre a efetividade do uso de  células-tronco na odontologia.

CÉLULAS-TRONCO 

Para compreensão do potencial de auto renovação e diferenciação de uma  célula-tronco, antes, é preciso saber do que se trata uma célula-tronco, como se  origina e onde se encontram no corpo humano. 

Desde o ano de 1998 as células-tronco tem sido estudadas e tem despertado o  interesse no meio cientifico, um dos percussores de dados estudos foi o biólogo James  Thomson, que define as células-tronco como células indiferenciadas capaz de se  diferenciar em outros tipos de célula, exemplo, células musculares, neurônios e todos  os outros 220 tipos de células existentes no corpo humano. Além da capacidade de  auto renovação dando origem a outras células tronco (PIVETTA, 2005). 

O zigoto é a célula primária ou percussora, originada logo no processo de  fertilização do espermatozoide com o ovulo, sendo a célula progenitora que dará  origem a todos os tipos de célula do corpo humano, o zigoto começará o processo de  divisão por mitose para posterior atividade de diferenciação (ZATZ, 2004). 

CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS E ADULTAS 

Weissman (2000) classifica as células-tronco em dois grupos: embrionárias e  adultas. Sendo as embrionárias originalizadas da seguinte forma: O zigoto, célula  progenitora começa a multiplicar-se, formando um conjunto de células idênticas. Esse  agrupamento de células em formato ovoide é conhecido como blastocisto. 

As células externas do blastocisto são os trofoblastos que darão origem a  placenta, e as células internas são os embrioblastos que darão origem ao embrião.

 Estes embrioblastos são as células-tronco embrionárias, tendo a capacidade  de se diferenciar em qualquer tipagem celular. Posteriormente irão se especificar  tornandose as células-tronco adultas ou somáticas (GRINFELD et al., 2004). 

As células-tronco adultas são encontradas em diversas partes do corpo  humano, como na pele, medula óssea, tecido adiposo, e inclusive na polpa dental.  Esse grupo celular é responsável principalmente pela manutenção e reparação  tecidual, e continua com alto potencial proliferativo. Mas em relação a diferenciação é  mais limitada, ou seja, uma célula hematopoiética não tem como se diferenciar em um  neurônio (WAGERS; WEISSMAN. 2004). 

Em contrapartida, Gargett et al. (2004) alega que tem observado em estudos o  potencial das células-tronco adultas em adquirir características de outras células em  nichos onde foram inseridas. 

CLASSIFICAÇÃO EM TOTIPOTENTES; PLURIPOTENTES E MULTIPOTENTES 

Vats A. et al. (2002) classifica as células-tronco em relação ao seu potencial de  diferenciação, dividindo-as em totipotentes, pluripotentes e multipotentes.  O grupo celular classificado como totipotentes, são as células que tem a  capacidade de dar origem a todo segmento de desenvolvimento do organismo, o  zigoto é uma célula totipotente, que perde suas propriedades de totipotência quando  começa a fase de blastocisto, a partir desse ponto as células começam a se diferenciar  dependendo do local onde estão localizadas (NERI, 2004). 

As células-tronco embrionárias são pluripotentes, tendo a capacidade de se  especificar e originar qualquer tipagem celular derivadas dos três folhetos  embrionários: ectoderma, mesoderma e endoderma (WEISSMAN, 2000). 

O ectoderma dará origens ao sistema nervoso, epitélios de revestimento nasal,  bucal, anal, epiderme. O Mesoderma: derme, células musculares, esqueléticas,  sistema circulatório, excretor e reprodutor. E o Endoderma: fígado, pâncreas, sistema  respiratório, revestimento do trato digestivo (AMORIN et al., 2012). 

Neri (2004) relata que as células multipotentes, são definidas como células de  manutenção tecidual, o corpo humano está a todo instante repondo algumas células,  parte desse processo se dar na medula óssea por exemplo. São limitadas em relação  a diferenciação, mas estão em pleno rigor no processo de proliferação e reparo.

Karaöz et al. (2010) afirma que as células-tronco encontradas na polpa dental  são multipotentes e muito simples de serem coletadas e propagadas. 

CÉLULAS-TRONCO NA ODONTOLOGIA 

Gronthos et al. (2000) afirma que além da polpa dental é possível encontrar  células trono no ligamento periodontal e na papila dental, esses primeiros achados  foram feitos em 2000, e desde então estudos tem sido desenvolvido na intenção de  conhecer o potencial das células-tronco para uso na odontologia. 

Nakao et al. (2007) no ano de 2007 extraíram e trataram germes dentários com  tecidos conjuntivos e epiteliais de um rato. Os pesquisadores inseriram esse material  em um alvéolo pós extração no mesmo animal, com isso, foi possível evidenciar  odontoblastos, ameloblastos, dentina, esmalte, polpa, vasos sanguíneos, osso  alveolar e ligamentos periodontais. 

Mesmo com tantos estudos, nenhum órgão dental humano completo foi  desenvolvido por meio das células-tronco retiradas da polpa dental. Mas apesar das  limitações, academias dos Estados Unidos reconhecem os avanços dos estudos sobre  células-tronco retiradas da polpa dental, e tem incentivado dentistas brasileiros sobre  a importância de estocarem dentes inclusos e terceiros molares para avanço de tais  estudos, respeitando sempre os princípios legais nacionais (MACHADO; GARRIDO,  2014). 

Zhang et al. (2005) complementa que a regeneração de um órgão dental  completo não é simples. Para tal feito, além das células-tronco outros dois fatores são  extremamente importantes, sendo um deles uma matriz extracelular biocompatível que  forneça um bom transporte de nutrientes, oxigênio e resíduos metabólicos. O outro,  são fatores de crescimento, proteínas secretadas de forma extracelular que  contribuem para o desenvolvimento da forma. 

Uma das proteínas que estão inclusas nos fatores de crescimento, são as  proteínas morfogenéticas ósseas, muito eficientes na produção de dentina terciária  (NAKASHIMA; REDDI, 2013). 

Em um estudo experimental realizado em 2000, foram isoladas células-tronco  da polpa dental de um terceiro molar humano no meio de cultura composto por  Lascorbato-2-fosfato, glicorticóide e fosfato inorgânico. Como resultado, as células  conseguiram fazer um deposito de cálcicos no ambiente preparado. Essas células-tronco foram transplantadas em ratos e após alguns dias apresentaram-se em uma  estrutura muito parecida com o complexo dentina-polpa (GRONTHOS et al., 2000).  As células-tronco da polpa dental podem ser facilmente acessadas e não estão  presentes em um órgão vital, esse fato tem facilitado os estudos. O desenvolvimento  de um órgão dental inteiro é mais complexo e ainda está um pouco distante, porém  muitas áreas na odontologia seriam beneficiadas com os achados atuais, como a  periodontia, dentística e endodontia (SOARES et al., 2007). 

A seguir, aborda-se no próximo capitulo as estruturas do complexo dentina polpa e esmalte dentário, sobre o processo natural das células-tronco presentes na  popa dental bem como no processo de manuseio in vitro

COMPLEXO DENTINA-POLPA E AS CÉLULAS-TRONCO DA POLPA DENTAL

Assim como foi de extrema importância no capítulo anterior compreender o de  que se trata uma célula-tronco para conhecer o seu potencial de diferenciação, é  também importante conhecer algumas estruturas dentais para entender como as  células-tronco se relacionam com tais estruturas, seja de forma natural ou in vitro.  Três camadas do dente humano serão especialmente destacadas ao decorrer  desse capitulo, por juntas contribuir para o perfeito funcionamento do órgão dental.  Com diferentes funções e características, são essas estruturas o esmalte, dentina e  polpa (NANCI, 2013). 

O esmalte dental é a estrutura mais mineralizada do corpo humano e envolve  toda coroa do dente. Composto por 97% de matéria inorgânica que carrega  hidroxiapatita, carbonato, sódio, magnésio, cloreto, potássio e flúor, 2% de água e 1%  de matéria orgânica que são proteínas, alguns poucos carboidratos e lipídios. Os  ameloblastos são as células responsáveis pela formação do esmalte por meio do  complexo processo deTomes (ZALZAL; SMITH; NANCI, 2004). 

Katchburian e Arana (2012) relata que a camada subjacente ao esmalte, a  dentina, é uma estrutura mais resiliente e evita que o esmalte por ser mais friável  frature durante os movimentos mecânicos. A dentina é um tecido mineralizado e  avascular composto por 70% de minerais (Hidroxiapatita) ,18% de matéria orgânica  em forma de colágeno tipo I, III e V, e 12% de água. As células responsáveis pela  síntese de matriz da dentina são os odontoblastos. Os odontoblastos dispõem de seus prolongamentos dentro dos túbulos dentinários fazendo uma comunicação importante  entre a dentina e polpa. 

Há três classificações para a dentina, dentina primaria, secundária, terciaria  reacional e reparativa. A dentina primaria é depositada durante a formação dental até  o completo fechamento do ápice, em contrapartida a secundária é depositada de forma  gradativa ao decorrer da vida, a dentina terciária é acionada frente a algum estimulo  externo, exemplo a cárie dental. É interessante destacar que quando um estimulo  externo é muito danoso os odontoblastos morrem e novos são produzidos para  secretar um novo tipo de dentina, esse fenômeno ocorre por conta das células  indiferenciadas presentes na polpa dental (NANCI, 2013). 

A polpa dental diferente do esmalte e da dentina é um tecido conjuntivo frouxo  e vascularizado. É um conjunto de odontoblastos e terminações de pequenos calibres  das artérias alveolares superior e inferior, com inervação proveniente das divisões  maxilar e mandibular do nervo trigêmeo (KATCHBURIAN; ARANA, 2012).

Tziafas e Kodonas (2010) completa que os odontoblastos presentes na polpa  estão em intima relação com a dentina devido os seus prolongamentos, esses  prolongamentos ocupam lugar dentro dos túbulos dentinários, fazendo com que essas  duas estruturas tenham trocas importantes, como o estimulo dos receptores de  sensibilidade da polpa por conta do movimento de fluídos presentes nos túbulos da  dentina. 

Na região central da polpa (subjacente aos odontoblastos) é possível encontrar  a zona rica em células, onde se concentra o corpo celular, e a zona pobre em célula,  onde estão os prolongamentos celulares, as células-tronco mesenquimais estão  localizadas na zona rica em células, e representam menos de 1% das células  presentes na polpa dental (SLOAN; WADDINGTON, 2009). 

Segundo Kayola e Castanho (2007) ainda assim as células-tronco isoladas da  polpa dental tem potencial proliferativo e de diferenciar-se em várias tipagens celular  como odontoblastos, fibroblastos, condrócitos, células endoteliais, osteoblastos,  células neuronais, miócitos, adipócitos, e até mesmo células-tronco pluripotentes por  indução.

O MANEJO DAS CÉLULAS-TRONCO IN VITRO 

O manejo de células in vitro é o processo de cultivar células fora do seu lugar  de origem em um ambiente previamente preparado, em condições selecionadas,  assépticas e com um meio nutritivo variante. O termo in vitro vem do latim e significa  em vidro (ALVES; GUIMARÃES, 2010). 

É necessário reproduzir in vitro o nicho onde a célula estava inserida  anteriormente, esse ambiente previamente preparado permite que as células-tronco  permaneçam em plena atividade metabólica. A reprodução deve ser bastante fiel para  que ocorra o sucesso na diferenciação e auto renovação da célula-tronco (WALKER;  PATEL; STAPPENBECK, 2009). 

Para que seja garantido um bom resultado no manuseio in vitro das células tronco retiradas da polpa dental, faz-se necessário que tenha no meio de cultivo uma  matriz e alguns fatores de crescimento, esses requisitos contribuem para que haja  semelhança entre o ambiente natural das células-tronco da polpa dental e o ambiente  preparado, visto que, as células fora do seu nicho são extremamente limitadas (SOARES et al., 2007). 

A matriz é o arcabouço, ela permitirá que ocorra os transmites de resíduos  metabólicos, nutrientes e oxigênio, é extremamente importante que a matriz seja bio compatível, e pode ser composta por material natural assim como sintético. Ácido  poliglicólico e ácido poli co-glicolídeo copolímero é uma matriz que tem sido utilizada  para formação de tecido dental, ela funciona ativando morfogenes das células-tronco  que por sua vez começam a ser substituídas por tecido de uma forma gradativa  (IOHARA et al., 2004).

De acordo com Nakashima e Akamine (2005) os fatores de crescimento são  proteínas que administram a morfogênese dentaria e toda sua interação e trocas  dinâmicas. São elas: proteínas morfogenéticas ósseas, responsáveis por reparos  pulpar, desenvolvimento dentário e diferenciação dos ameloblastos e odontoblastos;  fatores de crescimento para fibroblastos que estão ativos no início da formação dental  até a última cúspide; proteínas Hedgehog, ativas no início do desenvolvimento do  germe dentário; proteínas wingless e int-related, importantes no posicionamento dos componentes dentais, e por último, os fatores de necrose tumoral, fundamentais na  formação das cúspides dos molares. 

Utilizando esse protocolo, células tronco retiradas da polpa dental foram  cultivadas in vitro e após alguns dias foi possível observar tecido conjuntivo  semelhante a polpa e tecido mineralizado semelhante a dentina (DUAILIBI et al.,  2004). 

No que se diz respeito ao desenvolvimento de um órgão dental completo, outra  problemática além da formação seria a inserção do dente no sistema estomatognático,  visto que é necessário que seja garantindo pleno funcionamento e harmonia com o  sistema (OHAZAMA et al., 2004). 

No próximo capitulo será abordado a importância da bioengenharia para  odontologia, destacando os benefícios do uso das células-tronco retiradas da polpa  dental de dentes permanentes, bem como os limites e soluções éticas que o uso desse  tipo de célula carrega. 

BIOENGENHARIA NA ODONTOLOGIA E LIMITES ÉTICOS 

O investimento da odontologia em técnicas inovadoras assevera novas  descobertas e abrange as formas de tratamentos existentes. Atualmente o mercado  odontológico oferece uma grande variação de produtos que garantem qualidade,  comodidade e segurança nos tratamentos, exemplo os materiais restauradores, porém  nada supera os tecidos naturais do órgão dental, por este motivo se faz importante o  interesse nas células-tronco (ZHANG; YELICK, 2010). 

Caplan et al. (2005) alega que o uso das células-tronco na endodontia  utilizando-se da regeneração pulpar também seria de bom proveito. Visto que, mesmo  com materiais que garantem sucesso no tratamento endodôntico, o dente sem a  vitalidade pulpar continua friável sendo mais vulnerável a fraturas. 

Lovelace et al. (2011) mostra que é possível utilizar células-tronco da polpa  dental, na revitalização de dentes com necrose pulpar que ainda não atingiram o total  fechamento do ápice radicular. Esse procedimento clinico aconteceu após  consentimento, e alguns cuidados prévios com irrigações e prescrição  medicamentosa. Logo então, foi provocado um sangramento no canal radicular por  meio de uma sobre instrumentação de 3 a 5 mm com uma lima, para formação de um  coágulo que serviu como matriz, os fatores de crescimento foram liberados pelas plaquetas e dentina, e as células-tronco foram inseridas no canal radicular. Esses  achados serviram como uma resposta regenerativa das células-tronco.  Em 2003, células-tronco da polpa dental, fosfato de cálcio e hidroxiapatita  foram colocadas no dorso de um camundongo, após 16 semanas, além das células tronco da polpa produzir um tecido parecido com o complexo dentina-polpa  estimularam as células do hospedeiro a participarem do processo produtivo (BATOULI  et al., 2003). 

Em 2006, Huang, Shagramanova e Chan (2006) datou resultados importantes  com um estudo da polpa dental de terceiros molares humanos. As polpas dentais  foram extraídas e preparadas em fragmentos de 2 x 2 1mm, e discos de dentina com  aproximadamente 1mm foram coletados do mesmo dente em que as polpas foram  extraídas, as células da polpa foram colocadas em contato com os discos de dentina  que haviam sido previamente preparados. Como resultado, houve pouca proliferação  celular, mas após 16 dias foi possível observar que algumas células obtiveram  prolongamentos citoplasmáticos infiltrando-se nos túbulos dentinários. 

A investida da odontologia na bioengenharia com a utilização das células-tronco  retiradas da polpa dental, possibilita diversas formas de terapia para tecidos como o  esmalte, dentina, polpa, ligamento periodontal, que sofreram injurias. Levando em  consideração o fato de que regeneração ou substituição tecidual com compostos do  próprio organismo seriam mais estáveis, por esse motivo faz-se necessário o continuo  estudo dessa área na odontologia (CASAGRANDE; LAUXEN; FERNANDES, 2009). 

Para (Leal, 2007) embora a bioengenharia não tenha ainda conseguido formar  in vitro um órgão dental completo, progressos têm sido conquistados pelos contínuos  estudos, todos os avanços estão sendo gradativos, à medida que novas descobertas  aparecem, novas possibilidades também surgem, angariando novas portas para  odontologia. Mesmo com alguns limites os pesquisadores se mostram esperançosos  com a promessa dos achados atuais. 

ESCLARECENDO OS LIMITES ÉTICOS 

As células-tronco são de fato um achado da ciência com grandes propostas  terapêuticas, porém, algumas questões éticas estão sendo postas desde o início de  sua descoberta. A extração das células tronco acontece na fase de blastocisto, e a utilização dessas células faz com que haja a morte do embrião utilizado. Com isso,  conflitos éticos sobre a utilização das células-tronco embrionárias foram levantados,  alguns grupos defendem a utilização para fins terapêuticos, e outros repudiam tal  pratica (TAKEUCHI; TANNURI, 2006). 

Gallian (2005) defende que a vida humana é concebida desde o momento da  fecundação, por esse motivo, alega que a utilização das células-tronco embrionárias  ofende o direito à vida, mesmo que tal proposta seja para fins terapêuticos, visto que  o mesmo direito deve ser respeitado desde o momento da concepção do embrião. 

Por outro lado, há quem defenda a utilização desse tipo de célula, alegando que  células-tronco in vitro são aglomerados de células e não vida humana em pleno  funcionamento. Defendem também que o avanço nos estudos assevera contribuir para  salvar vidas já concebidas, dissertando sobre a liberdade da ciência para promover  qualidade de vida (MITALIPOVA et al., 2003). 

Devido a polêmica dessa temática, diversos países elaboraram leis para  estabelecer regras sobre a utilização das células-tronco embrionárias. No Brasil existe  a lei federal 11.105, de 24 de março de 2005, declarando que a utilização de embriões  para fins terapêuticos ou de pesquisa, acontecerá mediante a autorização dos  genitores. Os embriões que poderão ser utilizados são os remanescentes de  fertilizações in vitro, mantido congelados por mais de três anos, e embriões  considerados inviáveis com alterações genéticas ou morfológicas que possam  comprometer o perfeito desenvolvimento embrionário (BRASIL, 2005). 

Dado o exposto, é importante esclarecer que as células-tronco da polpa dental  são mesenquimais e não embrionárias, logo todos os conflitos éticos são descartados  a respeito da sua utilização na odontologia, ao contrário, dispõe dessa nova fonte de  células-tronco uma alternativa diante de tantos dilemas éticos (BYDLOWSKI et al.,  2009). 

Sobre o acesso legal das células-tronco da polpa dental, no Brasil, existem os  Bancos de Dentes Humanos que são responsáveis por coletar e preservar dentes  doados, e os Bio-bancos também responsáveis pela manipulação de tecidos  orgânicos. Os Bancos de Dentes Humanos não têm fins lucrativos, e são vinculados a  instituições de ensino, com o propósito de fornecer os dentes para fins de práticas  odontológicas e pesquisas. Por se tratar de um órgão, a doação deve ser consentida e documentada em escrito declarando a doação para desígnio de pesquisa ou outros  (NASSIF et al., 2003). 

O conselho federal de odontologia declara como infração ética algumas  atitudes, dentre elas a comercialização de dentes humanos, a falta de esclarecimento  sobre possíveis riscos e procedimentos, e o uso do nome de outro profissional na  retirada de tecidos ou dentes no Banco de Dente Humanos ou Bio-bancos  (CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA, 2012). 

As regras impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, resolução no  33/2006, também devem ser respeitas pelo Banco de Dentes Humanos e Bio-bancos,  desde o recebimento, distribuição, manuseio, transporte e registro (BRASIL, 2011). 

Para Machado e Garrido (2014) a carência na organização dos Bancos de  Dentes Humanos e dos Bio-bancos é um impasse para que haja maior efetividade no  uso de células-tronco da polpa dental. Aliada a falta de informação sobre o tema, no  Brasil não existe uma padronização no recebimento, armazenamento e distribuição  dos dentes nas instituições responsáveis. No entanto, é de extrema importância a  conscientização sobre o impacto que o avanço dos estudos das células-tronco da  polpa dental trará para odontologia. Com os achados atuais, continuação dos estudos  e organização, a bioengenharia avançará nos próximos anos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

No início deste trabalho de pesquisa, constatou-se que havia grande interesse  cientifico nas células-tronco. Na área odontológica destacou-se as células-tronco da  polpa dental devido as promessas em novas perspectivas de tratamento, por isso,  jugou-se necessário o estudo da aplicabilidade das células-tronco na odontologia, e a  efetividade das células-tronco retiradas da polpa dental de dentes permanentes. 

Diante disso a pesquisa teve como objetivo geral, identificar a eficácia de  células tronco retiradas da polpa dental, na diferenciação e regeneração de tecidos do  órgão dental. Constatou-se que o objetivo geral foi atendido porque foi possível  demostrar que as células-tronco retiradas da polpa dental tem alto grau regenerativo  e proliferativo quando manipuladas em ambiente previamente preparado. 

Foi necessário traçar três objetivos específicos, sendo o primeiro, compreender  o potencial de diferenciação de células-tronco, atendido por conta dos resultados que  comprovam a capacidade das células-tronco em diferenciar-se em vários tipos de  tecido. O segundo objetivo especifico utilizado foi conhecer a capacidade da polpa  dentária na produção de outros tecidos, constatou-se que há importantes trocas entre  a dentina e a polpa dental, e que a produção de dentina terciaria está ligada a células tronco indiferenciadas. Por último, essa pesquisa quis demostrar a importância da  bioengenharia na odontologia para o tratamento de lesões entre outras aplicações,  objetivo atendido devido as diversas alternativas de tratamento que o aprimoramento  das técnicas na produção de dentina, esmalte e polpa trará a partir das células-tronco  da polpa dental. 

Durante o decorrer da pesquisa verificou-se que, com o aprimoramento dos  estudos das células-tronco retiradas da polpa dental, novas propostas de tratamento  serão oferecidas, visto que, as células-tronco retiradas da polpa dental têm eficácia na  regeneração tecidual, pois, estudos mostram evidencias positivas desse tipo de célula  em diferenciação e regeneração tecidual quando preparadas com a matriz e os fatores  de crescimento fundamentais. 

Foram utilizadas nesse trabalho, livros, artigos, estudo de casos, dos últimos  vinte anos, no idioma português, inglês e espanhol, utilizando as bases de dados como  instrumento de coleta: Pubmed, Lilacs e Scielo, Europe pmc. Com critério de inclusão  aqueles que trataram sobre a efetividade do uso de células-tronco na odontologia.

Diante da metodologia aplicada, percebe-se que há escassez em novos  estudos sobre o tema proposto, devido a comodidade dos tratamentos já existentes  na odontologia. A falta de organização e padronização dos Bio-bancos e Bancos de  Dentes Humanos, bem como a falta de informação sobre essa nova proposta também  têm dificultado o avanço dos estudos. 

Diante o exposto, faz-se necessário que haja mais informações sobre as novas  propostas que a bioengenharia traz para odontologia, sendo de extrema importância  o avanço da ciência em novos estudos com as células-tronco da polpa dental, bem  como uma melhor organização em todo o processo que acontece nos Bancos de  dentes Humanos e Bio-bancos.

REFERÊNCIAS 

ALVES, Emanuele; GUIMARÃES, Ana. Emanuele. In: CONCEITOS e métodos para a  formação de Profissionais em laboratórios de saúde. [S. l.]: IOC, 2010. v. 2, cap.  Cultivo celular, p. 210-252. 

AMORIN, Bruna et al. Células-tronco mesenquimais – caracterização, cultivo,  propriedades imunológicas e aplicações clínicas. Revista HCPA, [s. l.], v. 32, n. 1, p.  71-81, 2012. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/hcpa. Acesso em: 17 abr. 2020 

BATOULI, S. et al. Comparison of Stem-Cell-Mediated Osteogenesis and  Dentinogenesis. Journal of dental research, [s. l.], v. 82, ed. 12, p. 976-981, 2003.  Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/14630898/. Acesso em: 12 maio 2020. 

BRASIL. Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005. Estabelece normas de segurança e  mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente  modificados. Brasília, 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11105.htm. Acesso em:  13 maio 2020. 

BRASIL. Resolução ANVISA RDC nº 33, de 8 de julho de 2011. Brasília, 2011.  Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/res0033_08_07_2011.html.  Acesso em: 13 maio 2020. 

BYDLOWSKI, Sergio P. et al. Características biológicas das células-tronco  mesenquimais. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, São Paulo, v. 31,  p. 25-35, 2009. Disponível em:  https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151684842009005000038&script=sci_arttext. Acesso em: 13 maio 2020.

CAPLAN, Daniel J et al. Root Canal Filled Versus Non-Root Canal Filled Teeth: A  Retrospective Comparison of Survival Times. Journal of public health dentistry, [s.  l.], v. 65, ed. 5, p. 90-96, 2005. Disponível em:  https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15929546/. Acesso em: 8 maio 2020. 

CASAGRANDE, Luciano; LAUXEN, Isabel S.; FERNANDES, Marilene I. O Emprego  da Engenharia Tecidual na Odontologia. Revista da Faculdade de odontologia de  Porto Alegre, Porto Alegre, v. 50, ed. 1, p. 20-23, 2009. Disponível em:  https://seer.ufrgs.br/RevistadaFaculdadeOdontologia/article/view/6092/10758. Acesso  em: 12 maio 2020. 

CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA. Código de Ética Odontológica, de 11  de maio de 2012. Resolução CFO 118/2012. Disponível em:  http://www.cropr.org.br/uploads/arquivo/724571448d7a83c915ebc18e218042a3.pdf.  Acesso em: 13 maio 2020. 

DUAILIBI, M.T. et al. Bioengineered Teeth From Cultured Rat Tooth Bud Cells.  Journal of dental research, [s. l.], v. 83, ed. 7, p. 523-8, 2004. Disponível em:  https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15218040/. Acesso em: 1 maio 2020. 

GALLIAN, Dante M. C. Por detrás do último ato da ciência-espetáculo: as célulastronco  embrionárias. Estudos Avançados, São Paulo, v. 19, ed. 55, p. 253-260, 2005.  Disponível em:  https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010340142005000300018. Acesso em: 13 maio 2020. 

GARGETT, C.E et al. Stem cells in gynaecology. Journal of Obstetrics and  Gynaecology, Australia, ed. 44, p. 380-38, 2004. Disponível em:  https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17625422/. Acesso em: 16 abr. 2020 

GRINFELD, Sara et al. Células tronco: Um breve estudo. Artigo de revisão / Review  Article, International journal of dentistry, Recife, v. 3, n. 1, p. 324-329, 2004.  Disponível em:  http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806- 146X2010000300002&lng=es&nrm=iso&tlng=en. Acesso em: 14 abr. 2020 

GRONTHOS, S; MANKANI, M; BRAHIN, J; ROBEY, P; SHI, S. Células-tronco da polpa  dental humana pós-natal (DPSCs) in vitro e in vivo. PNAS, [s. l.], v. 97, n. 25, p.  13625–13630, 2000. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11087820/.  Acesso em: 17 abr. 2020 

GRONTHOS, S; MANKANI, M; BRAHIN, J; ROBEY, P; SHI, S. Células-tronco da polpa  dental humana pós-natal (DPSCs) in vitro e in vivo. PNAS, [s. l.], v. 97, n. 25, p.  13625–13630, 2000. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11087820/.  Acesso em: 18 abr. 2020 

HUANG, George; SHAGRAMANOVA, Kristina; CHAN, Selina W. Formation of Odontoblast-Like Cells From Cultured Human Dental Pulp Cells on Dentin in Vitro.  Journal of endodontics, [s. l.], v. 32, ed. 11, p. 1066-1073, 2006. Disponível em:  https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17055908/. Acesso em: 12 maio 2020. 

IOHARA, K. et al. Dentin Regeneration by Dental Pulp Stem Cell Therapy With  Recombinant Human Bone Morphogenetic Protein 2. Journal of dental research, [s.  l.], v. 83, ed. 4, p. 590-595, 2004. Disponível em:  https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15271965/. Acesso em: 1 maio 2020. 

KARAÖZ, Erdal et al. Isolation and in Vitro Characterisation of Dental Pulp Stem Cells  From Natal Teeth. Histochem Cell Biology, [s. l.], v. 133, n. 1, p. 95-112, 2010.  Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19816704/. Acesso em: 17 abr. 2020. 

KATCHBURIAN, Eduardo; ARANA, Victor. Complexo Dentina-Polpa. In: Histologia e  embriologia oral: texto, atlas, correlações clínicas. 3. ed. Rio de janeiro: Guanabara  Koogan, 2012. cap. 7, p. 129-165. 

KAYOLA, C.L.; CASTANHO, F.L. Células-tronco e a odontologia. ConScientiae  Saúde, [s. l.], v. 6, ed. 1, p. 165-171, 2007. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490905&pid=S1519444 2201300010000800001&lng=en. Acesso em: 29 abr. 2020. 

LEAL, Soraya C. Células-tronco derivadas de polpa dentária humana: propriedades e  perspectivas. Rev. Dent. Press Ortodon., Maringá, v. 12, n. 4, p. 17-18, 2007.  Disponível em:  https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141554192007000400003. Acesso em: 12 maio 2020. 

LOVELACE, Tyler W. et al. Evaluation of the Delivery of Mesenchymal Stem Cells Into  the Root Canal Space of Necrotic Immature Teeth After Clinical Regenerative  Endodontic Procedure. Journal of endodontics, [s. l.], v. 37, ed. 2, p. 133-138, 2011.  Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21238791/. Acesso em: 12 maio  2020. 

MACHADO, Mariana R.; GARRIDO, Rodrigo G. Dentes como Fonte de CélulasTronco:  uma Alternativa aos Dilemas Éticos. Revista de Bioética y Derecho, Barcelona, v.  31, p. 66-80, 2014. Disponível em:  http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1886-58872014000200006. Acesso em: 13 maio 2020. 

MITALIPOVA, Maisam et al. Human Embryonic Stem Cell Lines Derived From  Discarded Embryos. Stem Cells (Dayton, Ohio), [s. l.], v. 21, ed. 5, p. 521-526, 2003.  Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12968106/. Acesso em: 13 maio 2020. 

NAKAO, Kazuhisa et al. The development of a bioengineered organ germ method.  Nature Methods, [s. l.], v. 4, p. 227–230, 2007. Disponível em: http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4283805&pid=S188658872014 00020000600002&lng=es. Acesso em: 17 abr. 2020. 

NAKASHIMA, Misako; AKAMINE, Akifumi. The Application of Tissue Engineering to  Regeneration of Pulp and Dentin in Endodontics. Journal of endodontics, [s. l.], v.  31, ed. 10, p. 711-718, 2005. Disponível em:  https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16186748/. Acesso em: 1 maio 2020. 

NAKASHIMA, Misako; REDDI, Hari. The Application of Bone Morphogenetic Proteins  to Dental Tissue Engineering. Nat Biotechnology, [s. l.], v. 21, n. 9, p. 1025-32,  2003. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12949568/. Acesso em: 18 abr.  2020 

NANCI, Antonio. Desenvolvimento do dente e de seus tecidos de suporte. In: TEN  Cate histologia oral: desenvolvimento, estrutura e função. Rio de janeiro: Elsevier,  2013. cap. 5. 

NASSIF, Alessandra C. S. et al. Estruturação de um Banco de Dentes  Humanos. Pesquisa Odontológica Brasileira, [s. l.], v. 17, p. 70-74, 2003. Disponível  em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517- 74912003000500012&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 13 maio 2020. 

NERI, Demetrio. A bioética em laboratório. In: Células tronco, clonagem e saúde  humana. São Paulo: Edições Loyola, 2004. cap. 2, p. 41-48 

OHAZAMA, A. et al. Stem-cell-based Tissue Engineering of Murine Teeth. Journal of  dental research, [s. l.], v. 83, ed. 7, p. 518-22, 2004. Disponível em:  https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15218039/. Acesso em: 1 maio 2020. 

PIVETTA, Marcos. Células-tronco. Revista Pesquisa FAPESP, [s. l.], ed. 110, p. 28- 33, 2005. Disponível em: 

https://revistapesquisa.fapesp.br/wpcontent/uploads/2005/04/028-033- legisla%C3%A7%C3%A3o2.pdf. Acesso em: 10 abr. 2020. 

REZENDE MACHADO, Mariana; GRAZINOLI GARRIDO, Rodrigo. Dentes como  Fonte de Células-Tronco: uma Alternativa aos Dilemas Éticos. Rev. Bioética y  Derecho, Barcelona, n. 31, p. 1886-5887, 2014. Disponível em:  http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1886-58872014000200006. Acesso em: 18 abr. 2020 

SLOAN, A.J.; WADDINGTON, R.J. Dental pulp stem cells: what, where, how?  International Journal of paediatric dentistry, [s. l.], v. 19, ed. 1, p. 61-70, 2009.  Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19120509. Acesso em: 29 abr.  2020. 

SOARES, Ana P. et al. Células-tronco em Odontologia. R Dental Press Ortodon  Ortop Facial, [s. l.], v. 12, ed. 1, p. 33-40, 2007. Disponível em:  https://www.scielo.br/pdf/dpress/v12n1/a06v12n1. Acesso em: 1 maio 2020.

SOARES, Ana; KNOP, Luégya; JESUS, Alan; ARAÚJO, Telma. Células-tronco em  Odontologia. R Dental Press Ortodon Ortop Facial, [s. l.], v. 12, n. 1, p. 33-40, 2007.  Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/dpress/v12n1/a06v12n1. Acesso em: 18 abr.  2020. 

TAKEUCHI, Carlos A.; TANNURI, Uenis. A polêmica da utilização de células-tronco  embrionárias com fins terapêuticos. Revista da Associação Médica Brasileira, [s.  l.], v. 52, ed. 2, p. 63-77, 2006. Disponível em:  https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302006000200001.  Acesso em: 13 maio 2020. 

TZIAFAS, D.; KODONAS, K. Differentiation potential of dental papilla, dental pulp, and  apical papilla progenitor cells. Journal of Endodontics, [s. l.], v. 36, ed. 5, p. 781-789,  2010. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20416419. Acesso em: 29  abr. 2020. 

VALTS A et al. Stem cells: sources and applications. Clin Otolaryngol Allied Sci, [s.  l.], v. 4, p. 227-32, 2002. Disponível em:  https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12169121. Acesso em: 16 abr. 2020 

WAGERS A. J.; Weissman I. L. Plasticity of adult stem cells. Stanford University  School of Medicine, Stanford, California, v. 116, n. 5, p. 639-648, 2004. Disponível  em:https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15006347/. 

Acesso em: 14 abr. 2020WALKER, M.R.; PATEL, K.K.; STAPPENBECK, T.S. The stem  cell niche. The Journal of pathology , [s. l.], v. 217, ed. 2, p. 169-180, 2009. Disponível  em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19089901. Acesso em: 30 abr. 2020. 

WEISSMAN IL. Translating stem and progenitor cell biology to the clinic: barriers and  opportunities. Review for medical and Pharmacological Sciences, [s. l.], v. 1, ed. 5,  p. 151-154, 2000. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10688785. Acesso em: 10 abr. 2020. 

WEISSMAN IL. Translating stem and progenitor cell biology to the clinic: barriers and  opportunities. Review for medical and Pharmacological Sciences, [s. l.], v. 1, ed. 5,  p. 151-154, 2000. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10688785. Acesso em: 17 out. 2020. 

ZALZAL, Sylvia Francis; SMITH, Charles; NANCI, Antonio. Ameloblastin and  Amelogenin Share a Common Secretory Pathway and Are Co-Secreted During Enamel  Formation. Matrix Biology, [s. l.], v. 27, n. 4, p. 352-559, 2004. Disponível em:  https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18281204. Acesso em: 29 abr. 2020 

ZATZ, Mayana. Clonagem e células-tronco. Éticas e ciências da vida, São Paulo, v.  18, ed. 51, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000200016.  Acesso em: 10 abr. 2020.

ZHANG, Weibo; YELICK, Pamela C. Vital Pulp Therapy-Current Progress of Dental  Pulp Regeneration and Revascularization. International Journal of dentistry, [s. l.],  v. 2010, p. 1-9, 2010. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20454445/.  Acesso em: 8 maio 2020. 

ZHANG, Yan et al. Making a Tooth: Growth Factors, Transcription Factors, and Stem  Cells. Cell Research, [s. l.], v. 15, n. 5, p. 301-16, 2005. Disponível em:  https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15916718/. Acesso em: 18 abr. 2020


1Cirurgião Dentista Especialista em Endodontia;
2Especialista e Mestre em Endodontia. Coordenador do Curso de especialização em Endodontia do Instituto Excellence (Ilhéus). Professor de Endodontia Clínica do Curso de Odontologia da Faculdade de Ilhéus (CESUPI). Email: antoniohenriquebraitt@gmail.com