REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202601101011
Yasmin Noleto Nascimento
Horgana Nascimento De Souza
Kathiane Magalhães Mendes
RESUMO
Introdução: A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é uma modalidade terapêutica que utiliza oxigênio puro em ambientes controlados, com valores de pressão superiores à atmosférica. É um método de tratamento adjuvante para acelerar a cicatrização tecidual, principalmente em pacientes de alto risco, como aqueles com diabetes, doenças vasculares ou submetidos a procedimentos cirúrgicos complexos. Objetivo: Identificar os benefícios do uso da OHB como terapia adjuvante em condições clínicas com risco aumentado de isquemia tecidual ou falhas de cicatrização em pacientes pós cirúrgicos. Materiais e métodos: Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, por meio de uma revisão integrativa da literatura. Foram selecionados artigos nas bases de dados PubMed, Cochrane, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde). Resultados: A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) apresenta efeitos terapêuticos benéficos em diversos contextos clínicos e cirúrgicos. Conclusão: Observa-se a necessidade de mais publicações de estudos científicos referentes aos benefícios da oxigenoterapia hiperbárica na recuperação e prevenção de complicações em pacientes no pós-operatório. Acrescido a isso, percebe-se que ainda existem lacunas quanto à padronização de protocolos relacionados ao uso da oxigenoterapia hiperbárica como modalidade terapêutica.
Palavras-chave: Oxigenoterapia hiperbárica, Cicatrização de feridas, Complicações pósoperatória.
Abstract:
Introduction: Hyperbaric oxygen therapy (HBOT) is a therapeutic modality that uses pure oxygen in controlled environments with pressures higher than atmospheric pressure. It’s an adjuvant therapeutic approach to accelerate tissue healing, especially in high-risk patients, such as those with diabetes, vascular diseases, or those undergoing complex surgical procedures. Objective: To identify the benefits of using HBOT as an adjuvant therapy in clinical conditions with an increased risk of tissue ischemia or healing failures in post-surgical patients. Materials and methods: This is a qualitative research study, conducted through an integrative literature review. Articles were selected from the PubMed, Cochrane, VHL (Virtual Health Library), and LILACS (Latin American and Caribbean Health Sciences Literature) databases. Results: Hyperbaric oxygen therapy (HBOT) shows beneficial therapeutic effects in various clinical and surgical contexts. Conclusion: It is noted that there is a need for more publications of scientific studies regarding the benefits of hyperbaric oxygen therapy in recovery and prevention of complications in postoperative patients. Furthermore, it is observed that there are still gaps concerning the standardization of protocols related to the use of hyperbaric oxygen therapy as a therapeutic modality.
Keywords: Hyperbaric oxygen therapy, wound healing, Postoperative complications.
INTRODUÇÃO
A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é uma modalidade terapêutica que consiste na inalação de oxigênio a 100% em câmaras pressurizadas, geralmente entre 2,0 e 2,5 atmosferas absolutas (ATA). Esse ambiente controlado visa aumentar a oxigenação dos tecidos, estimular a angiogênese, modular a resposta inflamatória e exercer efeitos antimicrobianos diretos e indiretos (THOM, 2011). A aplicação da OHB fundamenta-se em mecanismos fisiológicos sólidos que promovem a regeneração tecidual e a reversão de estados hipóxicos locais, o que a torna uma estratégia promissora em diversos contextos clínicos.
Tradicionalmente, a OHB é empregada no tratamento de feridas crônicas, osteomielite refratária, embolia gasosa e intoxicação por monóxido de carbono. Contudo, estudos recentes têm ampliado seu escopo de aplicação para contextos cirúrgicos e oncológicos, utilizando-a como terapia adjuvante em reabilitação funcional, prevenção de necrose tecidual e suporte à cicatrização em condições de hipóxia localizada (FRANÇOIS et al., 2021; SPRUIJT et al., 2021; KRAFT et al., 2021).
Estima-se que condições clínicas associadas à hipóxia, má cicatrização e isquemia local afetam milhões de pessoas no mundo, com impactos funcionais, estéticos e econômicos significativos. A osteorradionecrose mandibular, por exemplo, pode acometer até 15% dos pacientes irradiados para tratamento de cânceres de cabeça e pescoço, especialmente após intervenções odontológicas ou cirurgias ósseas (RAHMANI et al., 2018). Da mesma forma, complicações em retalhos cirúrgicos e falhas de enxertos são observadas em 5 a 25% dos casos, particularmente em indivíduos com fatores de risco como tabagismo, diabetes ou vasculopatias (ROSENTHAL et al., 2017). Adicionalmente, disfunção erétil pós-prostatectomia radical afeta mais de 60% dos pacientes (CAMPOS et al., 2020), enquanto aqueles submetidos a grandes cirurgias hepáticas ou com isquemia de membros enfrentam desafios semelhantes devido à reperfusão tecidual comprometida.
Diante desse cenário, intervenções que otimizem a oxigenação e a regeneração tecidual ganham relevância clínica. Apesar do potencial terapêutico da OHB, ainda existem lacunas quanto à padronização de protocolos, caracterização populacional e avaliação de desfechos clínicos, particularmente no que tange à atuação da equipe de enfermagem.
Assim, torna-se pertinente sintetizar de forma integrativa as evidências disponíveis sobre o uso da OHB em contextos cirúrgicos e terapêuticos diversos, buscando não apenas consolidar seu valor clínico, mas também oferecer subsídios para sua aplicação qualificada na prática assistencial de enfermagem.
MATERIAIS E MÉTODOS
Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura com uma abordagem analítico-observacional, desenvolvida para responder à seguinte pergunta de pesquisa: “Quais os Benefícios do uso da Oxigenoterapia Hiperbárica em pacientes pós cirúrgicos, como terapia adjuvante para isquemia e falhas de cicatrização?”. Essa questão foi estabelecida considerando a relevância da OHB no manejo de complicações pós-operatórias e a necessidade de consolidar as evidências sobre seus efeitos terapêuticos.
Fontes de Dados e Estratégia de Busca
A busca eletrônica foi realizada nas bases de dados científicas de referência: PubMed, Cochrane Library e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). O objetivo foi identificar estudos que abordassem o uso da Oxigenoterapia Hiperbárica em contextos cirúrgicos.
Foram aplicados filtros de tempo para artigos publicados nos últimos seis anos (2020 a 2025), para assegurar a inclusão de literatura atualizada. A busca incluiu estudos publicados em português, inglês e espanhol. Os descritores (controlados e não controlados) foram combinados utilizando o operador booleano “AND” e/ou “OR”, abrangendo termos como: “hyperbaric oxygen therapy” AND “wound healing” OR “ischemia-reperfusion” OR “postoperative complications” OR “flap survival” OR “osteoradionecrosis”.
Critérios de Inclusão e Exclusão
Foram incluídos: Ensaios Clínicos Randomizados (ECRs), estudos clínicos controlados não randomizados, estudos de coorte (prospectivos ou retrospectivos com grupo comparador) e séries de casos estruturadas, desde que abordassem a aplicação da OHB em pacientes adultos pós-cirúrgicos ou com condições clínicas isquêmicas relacionadas.
Foram excluídos: artigos duplicados, editoriais, cartas ao editor, revisões narrativas, estudos in vitro ou que envolvessem apenas populações pediátricas ou animais. Também foram excluídos estudos que não disponibilizavam o texto completo ou que não descrevem claramente o protocolo de OHB e os desfechos clínicos.
Seleção e Amostragem
A seleção dos estudos ocorreu em duas etapas. Inicialmente, os títulos e resumos foram avaliados por um revisor para uma triagem preliminar de acordo com os critérios de elegibilidade. Em seguida, os artigos pré-selecionados foram lidos na íntegra por dois revisores independentes para a confirmação da pertinência metodológica e temática, bem como para a extração dos dados relevantes. Divergências foram resolvidas por consenso.
O corpus final desta revisão integrativa foi composto por um número determinado de artigos, selecionados pela sua adequação ao tema, rigor metodológico e disponibilidade completa dos resultados.
Procedimentos Analíticos
Os dados extraídos dos estudos incluídos abrangeram: autor(es), ano de publicação, país de origem, tipo de estudo (delineamento), características da população (condição cirúrgica/clínica), protocolo de OHB utilizado, grupo controle (se aplicável), desfechos avaliados e as principais conclusões sobre os benefícios da intervenção.
Foi realizada uma análise descritiva do conteúdo dos artigos, seguida pela síntese e categorização dos resultados. Os benefícios da OHB foram agrupados e analisados em temas centrais, como: Taxa de Cicatrização, Viabilidade de Retalhos/Enxertos, Redução de Complicações Isquêmicas e Melhora Funcional, conforme a recorrência e a relevância das evidências encontradas nos estudos.
Questões Éticas
Por se tratar de um estudo de revisão integrativa, que utiliza exclusivamente dados secundários provenientes da literatura científica publicada, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. Foi assegurado o uso ético e criterioso das informações, respeitando-se a integridade intelectual e os direitos autorais dos estudos incluídos.
RESULTADOS
Inicialmente, foram identificados 297 registros por meio de buscas sistemáticas nas bases de dados PubMed (n = 196), Cochrane Library (n = 87) e Biblioteca Virtual em Saúde – BVS (n = 14). Após a remoção de 4 estudos duplicados, 293 registros foram avaliados com base na leitura de títulos e resumos, dos quais 238 foram excluídos por não atenderem aos critérios de elegibilidade previamente definidos. Os 55 estudos restantes foram submetidos à leitura na íntegra, resultando na exclusão de 49 deles. Ao final do processo, 8 estudos preencheram todos os critérios e foram incluídos na presente revisão (Figura 1).
Fluxograma 1. Identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos.

Características dos Estudos
As características dos 8 estudos incluídos nesta revisão estão descritas na Tabela 1. A tabela apresenta informações essenciais para a compreensão do contexto e da aplicabilidade clínica dos achados, incluindo o ano de publicação, local do estudo, perfil populacional, descrição da intervenção com OHB, presença de grupo controle, tempo de acompanhamento e os principais desfechos clínicos e resultados reportados.
Tabela 2. Características Gerais dos Estudos Incluídos



Legenda: ATJ = Artroplastia Total do Joelho; OHB= Oxigenoterapia Hiperbárica (do inglês Hyperbaric Oxygen Therapy); ISC = Infecções do Sítio Cirúrgico ; NTG = Nitroglicerina ; SANRA = NARRATIVE REVIEWARTICLES ; VEGF = Fator de Crescimento Endotelial Vascular (Vascular Endothelial Growth Factor)
Sínteses dos Resultados
Mediante análise dos estudos acima apresentados, pode-se afirmar que as aplicações da OHB têm benefícios clínicos e cirúrgicos diversos. Houve uma predominância de estudos comparando OHB com cuidados padrão sem OHB, tanto em contextos pós-operatórios quanto em tratamentos adjuvantes a intervenções oncológicas, reconstrutivas e ortopédicas.
De forma geral, os resultados sugerem benefícios clínicos consistentes da OHB em condições com risco de hipóxia tecidual ou comprometimento vascular. Em estudos relacionados a complicações cirúrgicas, como retalhos isquêmicos ou enxertos (Spruijt et al., Fan et al., Chang et al.), e após procedimentos complexos como cirurgias cardíacas, revascularização do miocárdio e intervenções urogenitais (Zhou D. et al), a OHB mostrou-se associada à melhora na viabilidade dos tecidos, redução de necrose e aceleração da cicatrização.
Em condições oncológicas, como osteorradionecrose mandibular (Dieleman et al.), a OHB também demonstrou efeitos positivos, houve redução significativa de falhas de cicatrização. Esses efeitos foram mais evidentes em intervenções com OHB iniciadas precocemente no pós-operatório e com sessões diárias entre 5 e 14 dias, com pressão entre 2.0 e 2.5 ATA.
Por conseguinte, a OHB também atua no resgate de tecidos hipóxicos e no manejo de complicações pós-radiação, no contexto das cirurgias ortopédicas. A modalidade comprovou eficácia na recuperação de artroplastia total do joelho (Zhang, R. et al.), tratando a falha isquêmica, e otimizando a cura tecidual em um ambiente inicialmente saudável, porém comprometido pelo trauma cirúrgico.
Apesar dos benefícios clínicos evidenciados, uma limitação importante observada nos estudos diz respeito à escassa abordagem da prática de enfermagem no contexto da oxigenoterapia hiperbárica. A maioria dos estudos analisados concentrou-se nos desfechos clínicos diretos da terapia, como viabilidade tecidual e tempo de cicatrização, sem detalhar as ações da equipe de enfermagem ou o impacto do cuidado prestado por esses profissionais. Poucos estudos descreveram rotinas de monitoramento, manejo de efeitos adversos ou estratégias educativas conduzidas por enfermeiros.
DISCUSSÃO
1. Os Benefícios da Oxigenoterapia Hiperbárica:
A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) demonstra significativa eficácia terapêutica em múltiplos contextos clínicos e cirúrgicos, particularmente em condições caracterizadas por hipóxia tecidual. Evidências científicas atuais corroboram sua aplicabilidade no manejo de osteorradionecrose, isquemia de retalhos retalhos e diversas complicações pós-operatórias, onde a restauração da oxigenação tecidual representa fator crítico para a recuperação funcional. Os achados da presente revisão expandem o conhecimento previamente estabelecido pela revisão sistemática Cochrane (Kranke et al., 2015), que havia identificado benefícios predominantemente de curto prazo na cicatrização de úlceras diabéticas e venosas, embora com resultados inconsistentes em avaliações longitudinais. Em contraposição, a análise de contextos clínicos mais agudos e diversificados, como retalhos cirúrgicos, procedimentos hepáticos e reabilitação neurológica, evidencia maior consistência nos desfechos positivos, possivelmente devido à implementação de protocolos bem definidos e períodos de acompanhamento mais congruentes com a natureza das intervenções. A literatura científica atual sugere que a OHB constitui intervenção adjuvante potencialmente eficaz e segura em cenários clínicos e cirúrgicos com risco de comprometimento isquêmico ou déficit cicatricial. Contudo, sua implementação requer individualização terapêutica baseada em protocolos estruturados, priorizando pacientes com maior potencial de benefício clínico. A eficácia terapêutica da OHB está intrinsecamente relacionada à seleção criteriosa dos pacientes e ao momento oportuno de aplicação, fatores determinantes para a otimização dos resultados clínicos.
2. Efeitos Colaterais no Tratamento com a Oxigenoterapia Hiperbárica:
A análise crítica da literatura científica revela limitações metodológicas significativas nos estudos disponíveis sobre OHB, incluindo heterogeneidade nos protocolos de aplicação, variabilidade nos tempos de exposição e número de sessões, além de inconsistências nos critérios de inclusão. Embora os parâmetros pressóricos apresentem relativa padronização (entre 2 e 2TA), observa-se que a implementação clínica da terapêutica ainda carece de uniformidade metodológica. A segurança da OHB requer monitoramento clínico rigoroso, particularmente considerando que muitos estudos apresentam limitações como pequeno tamanho amostral e ausência de cegamento adequado, fatores que potencialmente aumentam o risco de viés de desempenho e detecção. A avaliação de desfechos frequentemente ocorre de forma não padronizada, com parâmetros subjetivos que dificultam a quantificação precisa dos efeitos adversos. A implementação da OHB em contextos clínicos deve incorporar protocolos específicos para detecção precoce de efeitos adversos, considerando a relação custo-efetividade, especialmente em sistemas de saúde com recursos limitados. Recomenda-se que pesquisas futuras priorizem a avaliação padronizada de desfechos de segurança, com seguimento longitudinal adequado para identificação de potenciais efeitos colaterais tardios.
3. Competências da Equipe de Enfermagem:
A consolidação clínica da OHB demanda reconhecimento do papel estratégico da enfermagem em sua implementação. O desenvolvimento e validação de protocolos assistenciais específicos constituem perspectiva fundamental para a prática clínica, orientando a atuação da equipe de enfermagem em todas as etapas do processo terapêutico, desde a triagem pré-terapia até o acompanhamento pós-sessão. A sistematização dessas práticas, fundamentada em evidências científicas, contribui significativamente para a segurança do paciente e fortalecimento da atuação profissional. formação continuada dos profissionais de enfermagem que atuam em contextos hiperbáricos representa necessidade premente, contemplando conteúdos específicos sobre fisiologia hiperbárica, manejo de complicações, operacionalização de câmaras e avaliação clínica especializada. Esta capacitação técnica potencializa a autonomia profissional e a qualidade assistencial, além de facilitar a integração interprofissional, posicionando a enfermagem como elemento articulador essencial entre paciente, equipe multidisciplinar e tecnologia. A produção científica conduzida por enfermeiros no campo da oxigenoterapia hiperbárica merece incentivo institucional, particularmente estudos direcionados à análise de desfechos clínicos e assistenciais sob responsabilidade da enfermagem. Investigações que avaliem a contribuição específica destes profissionais na adesão terapêutica, detecção precoce de efeitos adversos e implementação do cuidado centrado no paciente são fundamentais para consolidar uma prática baseada em evidências e ampliar o impacto positivo da OHB na assistência em saúde.
CONCLUSÃO
Com base nas evidências analisadas nesta revisão integrativa, a oxigenoterapia hiperbárica (OHB) demonstrou potencial terapêutico como intervenção adjuvante em diferentes contextos clínicos e cirúrgicos, especialmente em situações de risco aumentado de isquemia tecidual, falhas de cicatrização e complicações pós-operatórias. No entanto, os resultados devem ser interpretados com cautela, considerando a heterogeneidade dos estudos incluídos, limitações metodológicas e ausência de padronização nos protocolos e desfechos avaliados.
Em suma, a revisão estabelece que a OHB é um procedimento seguro e com efeitos benéficos notáveis, embora ressalte a necessidade de ensaios clínicos randomizados futuros para padronizar os protocolos e determinar a totalidade de seus benefícios. A fim de consolidar o papel da OHB na prática clínica e atuação da enfermagem.
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