REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202602231154
Vinicius Fatalla Miguel; Eduardo José Andrade Cunha; Yasmin Costa Mendes; Ellen Gomes Cursino; Debora Sant Ana Fatalla; Caio Patrocínio de Lima; Nathali Maria Cristini Batista; Sthefany Nascimento Pereira; Diego Gama de Matos.
Resumo
Introdução: As lesões ulceradas da cavidade oral representam achados frequentes na prática estomatológica, podendo corresponder tanto a alterações benignas, como úlceras traumáticas crônicas, quanto a manifestações iniciais de neoplasias malignas, como o carcinoma espinocelular oral. A semelhança clínica entre essas condições pode dificultar o diagnóstico diferencial e contribuir para atrasos diagnósticos, impactando negativamente o prognóstico dos pacientes.
Objetivo: Revisar a literatura científica acerca das características clínicas das úlceras traumáticas crônicas e do carcinoma espinocelular oral, enfatizando os principais critérios utilizados no diagnóstico diferencial e na tomada de decisão clínica em estomatologia.
Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e Google Scholar, considerando artigos científicos publicados entre 2015 e 2025. Foram utilizados descritores relacionados a úlceras orais traumáticas, carcinoma espinocelular oral e diagnóstico diferencial. Foram incluídos estudos clínicos, revisões e artigos de atualização, sendo excluídos capítulos de livros e publicações sem relação direta com a temática.
Resultados: A análise dos estudos evidenciou que úlceras traumáticas crônicas apresentam tendência à regressão após remoção do agente irritativo, enquanto o carcinoma espinocelular oral costuma manifestar características como induração, crescimento progressivo e ausência de cicatrização espontânea. A avaliação clínica sistematizada, associada à identificação de fatores de risco e à indicação oportuna de biópsia, mostrou-se fundamental para o diagnóstico precoce.
Conclusão: O diagnóstico diferencial entre úlceras traumáticas crônicas e carcinoma espinocelular oral constitui etapa essencial na prática odontológica. A atuação criteriosa do cirurgião-dentista, baseada em exame clínico detalhado e acompanhamento das lesões persistentes, contribui para a detecção precoce do câncer oral e para a melhoria dos desfechos clínicos.
Palavras-chave: Estomatologia; Úlcera oral; Carcinoma espinocelular; Diagnóstico precoce; Lesões potencialmente malignas.
Introdução
Lesões ulceradas da cavidade oral constituem achados frequentes na prática estomatológica, podendo representar desde alterações benignas autolimitadas até manifestações iniciais de neoplasias malignas. Entre essas condições, as úlceras traumáticas crônicas destacam-se por sua elevada prevalência e associação com fatores irritativos locais, como contatos oclusais inadequados, bordas dentárias irregulares, próteses mal adaptadas e hábitos parafuncionais. Embora, na maioria dos casos, apresentem regressão após a remoção do agente etiológico, lesões persistentes representam um desafio diagnóstico importante, especialmente devido à semelhança clínica com desordens potencialmente malignas descritas na literatura recente (1,4).
O carcinoma espinocelular oral corresponde à neoplasia maligna mais prevalente da cavidade bucal e está associado a fatores de risco clássicos, incluindo tabagismo, etilismo e infecção pelo papilomavírus humano. Estudos contemporâneos destacam que lesões ulceradas de evolução prolongada podem representar manifestações iniciais da doença, reforçando a necessidade de uma avaliação clínica criteriosa durante o exame intraoral (1,3,6). Características como induração, crescimento progressivo, irregularidade das bordas e ausência de cicatrização após a eliminação do fator irritativo são descritas como sinais de alerta que devem direcionar o cirurgiãodentista para investigação diagnóstica complementar, incluindo a realização de biópsia incisional (5,7).
A literatura evidencia que atrasos no diagnóstico do carcinoma espinocelular frequentemente estão relacionados à interpretação equivocada de lesões ulceradas como alterações traumáticas benignas, contribuindo para pior prognóstico e maior morbimortalidade associada ao câncer oral (2,6,8). Nesse contexto, o diagnóstico diferencial baseado na análise clínica sistematizada, na evolução temporal da lesão e na identificação de fatores de risco torna-se essencial para a detecção precoce de alterações potencialmente malignas. Assim, o presente estudo tem como objetivo revisar a literatura científica acerca das principais características clínicas das úlceras traumáticas crônicas e do carcinoma espinocelular oral, enfatizando os aspectos que auxiliam no diagnóstico diferencial e na tomada de decisão clínica em estomatologia.
1. Objetivo
Analisar, por meio de revisão narrativa da literatura científica, as características clínicas e semiológicas das úlceras traumáticas crônicas e do carcinoma espinocelular oral, enfatizando os principais critérios utilizados no diagnóstico diferencial precoce e na tomada de decisão clínica em estomatologia.
2. Metodologia
O presente estudo caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura, com o objetivo de reunir e analisar evidências científicas relacionadas às características clínicas das úlceras traumáticas crônicas e ao diagnóstico diferencial com o carcinoma espinocelular oral. A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e Google Scholar, considerando artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais.
Foram utilizados descritores em inglês e português combinados por operadores booleanos, incluindo os termos “traumatic oral ulcer”, “oral ulcer”, “oral squamous cell carcinoma”, “oral potentially malignant disorders” e “diagnostic differential”. A seleção dos estudos priorizou publicações entre os anos de 2015 e 2025, com ênfase em revisões sistemáticas, revisões narrativas, estudos clínicos observacionais e artigos de atualização relacionados à estomatologia e ao diagnóstico precoce do câncer oral.
Como critérios de inclusão, foram considerados artigos que abordassem aspectos clínicos, diagnóstico diferencial, sinais de alerta para malignidade e conduta clínica frente a lesões ulceradas da cavidade oral. Foram excluídos capítulos de livros, trabalhos duplicados, artigos sem acesso ao texto completo e estudos que não apresentassem relação direta com a temática proposta. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva, permitindo a organização das informações em categorias temáticas voltadas às características clínicas das úlceras traumáticas, manifestações do carcinoma espinocelular e critérios relevantes para o diagnóstico diferencial em estomatologia.
3. Revisão da Literatura
3.1 Características clínicas das úlceras traumáticas crônicas
As úlceras traumáticas crônicas da cavidade oral representam lesões inflamatórias decorrentes de agressões mecânicas, químicas ou térmicas persistentes sobre a mucosa oral, sendo frequentemente associadas a fatores irritativos locais, como bordas dentárias irregulares, restaurações fraturadas, próteses mal adaptadas e hábitos parafuncionais. Clinicamente, essas lesões costumam apresentar-se como áreas ulceradas únicas, de limites relativamente definidos, recobertas por pseudomembrana esbranquiçada ou amarelada, circundadas por halo eritematoso. A sintomatologia dolorosa pode variar conforme a intensidade do trauma e o grau de inflamação tecidual (4).
Em condições normais, após a remoção do agente causal, observa-se tendência à regressão clínica em período aproximado de 7 a 14 dias. No entanto, quando o fator traumático persiste ou quando há comprometimento sistêmico do paciente, a lesão pode evoluir para um quadro crônico, com aspecto clínico endurecido e margens elevadas, características que podem mimetizar alterações potencialmente malignas (4,8). Essa semelhança morfológica representa um dos principais desafios para o diagnóstico clínico, exigindo avaliação cuidadosa da evolução temporal da lesão e da resposta ao manejo conservador inicial.
Além disso, estudos destacam que processos inflamatórios crônicos associados ao trauma contínuo podem desencadear alterações epiteliais reacionais, dificultando a distinção entre alterações benignas e lesões neoplásicas em estágios iniciais (6). Dessa forma, o acompanhamento clínico periódico torna-se essencial, principalmente nos casos em que a cicatrização não ocorre dentro do período esperado, sendo recomendada a investigação complementar por meio de exame histopatológico quando houver persistência ou agravamento do quadro clínico.
3.2 Carcinoma espinocelular oral: aspectos clínicos relevantes para o diagnóstico diferencial
O carcinoma espinocelular oral (CEC) representa a neoplasia maligna mais frequente da cavidade bucal, sendo responsável por significativa morbidade e mortalidade em âmbito mundial. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo principalmente o consumo de tabaco e álcool, além da infecção pelo papilomavírus humano e da presença de processos inflamatórios crônicos na mucosa oral. Estudos contemporâneos ressaltam que o diagnóstico precoce permanece como um dos principais desafios clínicos, uma vez que as manifestações iniciais podem apresentar características sutis e inespecíficas, frequentemente semelhantes a lesões benignas ulceradas (1,3,6).
Do ponto de vista clínico, o carcinoma espinocelular pode manifestar-se como úlcera persistente, lesão exofítica ou área eritroleucoplásica, sendo comum a presença de bordas endurecidas, base infiltrativa e superfície irregular. Diferentemente das úlceras traumáticas, essas lesões tendem a apresentar crescimento progressivo, ausência de cicatrização espontânea e, em estágios mais avançados, podem estar associadas à dor, sangramento e linfadenopatia regional (1,5). A induração à palpação e a fixação aos planos profundos constituem sinais clínicos relevantes que devem aumentar o grau de suspeita do profissional durante o exame intraoral.
A literatura destaca que muitos casos de carcinoma espinocelular são inicialmente interpretados como lesões traumáticas, o que contribui para atrasos diagnósticos e pior prognóstico. Nesse contexto, a análise criteriosa da evolução temporal da lesão, aliada à identificação de fatores de risco sistêmicos e hábitos nocivos, desempenha papel fundamental na diferenciação clínica entre processos inflamatórios benignos e alterações malignas (2,6). Dessa forma, lesões ulceradas que persistem por mais de duas semanas, mesmo após a remoção de possíveis agentes traumáticos, devem ser consideradas suspeitas e encaminhadas para investigação histopatológica, reforçando o papel do cirurgião-dentista na detecção precoce do câncer oral (7).
3.3 Diagnóstico diferencial entre úlceras traumáticas crônicas e carcinoma espinocelular oral
O diagnóstico diferencial entre úlceras traumáticas crônicas e carcinoma espinocelular oral representa um dos principais desafios clínicos na estomatologia, especialmente em estágios iniciais, nos quais ambas as condições podem apresentar manifestações semelhantes. Embora as úlceras traumáticas geralmente estejam associadas a fatores irritativos locais claramente identificáveis, a persistência da lesão após a remoção do agente causal deve levantar suspeita para alterações potencialmente malignas. A literatura enfatiza que a avaliação criteriosa da evolução temporal constitui um dos parâmetros mais relevantes para essa diferenciação clínica (4,6).
Do ponto de vista semiológico, úlceras traumáticas tendem a apresentar bordas relativamente regulares, fundo recoberto por pseudomembrana fibrinosa e regressão progressiva após eliminação do trauma. Em contraste, lesões malignas frequentemente exibem margens irregulares e endurecidas, base infiltrativa e crescimento contínuo, podendo evoluir com áreas eritroplásicas ou leucoplásicas adjacentes. A presença de induração à palpação, sangramento espontâneo e linfadenopatia cervical são sinais clínicos descritos como indicadores de maior suspeita para carcinoma espinocelular (1,5,7).
Outro aspecto relevante refere-se à sintomatologia dolorosa. Enquanto úlceras traumáticas costumam ser dolorosas desde fases iniciais, o carcinoma espinocelular pode permanecer assintomático por longos períodos, manifestando dor apenas em estágios mais avançados. Essa característica pode levar à subvalorização clínica da lesão e contribuir para atrasos no diagnóstico, reforçando a importância de uma abordagem sistematizada baseada em critérios clínicos e fatores de risco associados (2,6).
Nesse contexto, recomenda-se que lesões ulceradas persistentes por período superior a duas semanas, sem sinais de regressão após remoção do fator irritativo, sejam submetidas à investigação complementar por meio de biópsia incisional. A literatura ressalta que a decisão clínica não deve basear-se apenas no aspecto morfológico da lesão, mas também na análise integrada do histórico do paciente, hábitos nocivos e características evolutivas, permitindo maior precisão no diagnóstico diferencial e favorecendo a detecção precoce do câncer oral (3,7,8).
3.4 Papel do cirurgião-dentista e indicação de biópsia nas lesões ulceradas persistentes
O cirurgião-dentista desempenha papel fundamental na identificação precoce de lesões potencialmente malignas da cavidade oral, uma vez que, na maioria dos casos, é o primeiro profissional a avaliar alterações da mucosa bucal durante o exame clínico de rotina. A realização de uma anamnese detalhada, associada ao exame intra e extraoral sistematizado, permite reconhecer fatores de risco relevantes, como tabagismo, etilismo, histórico de trauma crônico e presença de infecção viral, contribuindo para a tomada de decisão clínica adequada frente a lesões ulceradas persistentes (1,3).
A literatura destaca que a conduta inicial diante de uma suspeita de úlcera traumática deve incluir a remoção do agente irritativo, ajuste oclusal quando necessário e acompanhamento clínico periódico. Entretanto, a ausência de regressão após aproximadamente duas semanas constitui critério amplamente aceito para investigação adicional, sendo a biópsia incisional considerada padrão-ouro para confirmação diagnóstica em casos suspeitos (5,7). A decisão pela realização do procedimento deve basear-se na análise integrada dos aspectos clínicos, da evolução temporal da lesão e dos fatores de risco apresentados pelo paciente.
Além disso, estudos ressaltam que a falta de reconhecimento precoce de sinais sugestivos de malignidade pode levar a atrasos diagnósticos significativos, impactando negativamente o prognóstico do carcinoma espinocelular oral. Nesse contexto, a educação continuada do cirurgião-dentista em estomatologia e oncologia oral torna-se essencial para o aprimoramento das habilidades semiológicas e para a redução da morbimortalidade associada ao câncer oral (2,6,8). Dessa forma, a indicação oportuna de biópsia e o encaminhamento adequado para avaliação especializada representam etapas fundamentais no manejo de lesões ulceradas persistentes, reforçando o papel do profissional na promoção do diagnóstico precoce e na melhoria dos desfechos clínicos.
Discussão
A diferenciação clínica entre úlceras traumáticas crônicas e carcinoma espinocelular oral permanece como um dos principais desafios na prática estomatológica, sobretudo devido à sobreposição de características morfológicas observadas nas fases iniciais dessas lesões. Estudos recentes destacam que a interpretação equivocada de úlceras persistentes como alterações benignas representa um fator relevante para atrasos diagnósticos, contribuindo para a identificação tardia de neoplasias malignas e impactando negativamente o prognóstico dos pacientes (1,6). Nesse contexto, a literatura reforça a importância da avaliação clínica sistematizada e da observação da evolução temporal da lesão como elementos essenciais no raciocínio diagnóstico.
Os achados descritos nesta revisão evidenciam que, embora úlceras traumáticas apresentem tendência à regressão após remoção do agente irritativo, a persistência do quadro clínico constitui sinal de alerta significativo. Autores relatam que características como induração, crescimento progressivo e ausência de cicatrização espontânea devem ser consideradas indicativas de maior suspeita para carcinoma espinocelular oral, exigindo investigação complementar por meio de exame histopatológico (3,5,7). Além disso, a presença de fatores de risco sistêmicos, como tabagismo e etilismo, deve ser integrada à avaliação clínica, uma vez que contribui para aumentar a probabilidade de malignidade em lesões ulceradas persistentes.
Outro aspecto relevante discutido na literatura refere-se ao papel do cirurgião-dentista como agente central na detecção precoce do câncer oral. A realização de exames clínicos detalhados e o reconhecimento de sinais semiológicos sutis são apontados como estratégias fundamentais para reduzir falhas diagnósticas, especialmente em ambientes de atenção primária à saúde (2,8). Nesse sentido, a educação continuada e o aprimoramento das habilidades em estomatologia clínica tornam-se essenciais para que o profissional seja capaz de distinguir entre alterações inflamatórias benignas e processos neoplásicos iniciais.
Embora a revisão narrativa permita ampla análise das evidências disponíveis, é importante considerar limitações relacionadas à heterogeneidade metodológica dos estudos incluídos e à ausência de padronização nos critérios clínicos descritos pelos diferentes autores. Ainda assim, os dados analisados reforçam que a abordagem baseada na integração entre exame clínico criterioso, avaliação dos fatores de risco e indicação oportuna de biópsia constitui a estratégia mais eficaz para o diagnóstico diferencial entre úlceras traumáticas crônicas e carcinoma espinocelular oral, contribuindo para melhores desfechos clínicos e redução da morbimortalidade associada ao câncer oral.
Conclusão
As úlceras traumáticas crônicas representam achados frequentes na prática odontológica e, na maioria dos casos, apresentam evolução benigna após a remoção do agente irritativo. No entanto, a semelhança clínica com o carcinoma espinocelular oral pode dificultar o diagnóstico diferencial, especialmente em lesões persistentes ou com características atípicas. A literatura analisada evidencia que a avaliação criteriosa da evolução temporal, associada à identificação de sinais clínicos de alerta, como induração, crescimento progressivo e ausência de cicatrização espontânea, constitui etapa fundamental para o reconhecimento precoce de alterações potencialmente malignas.
Nesse contexto, o cirurgião-dentista desempenha papel essencial na detecção inicial do câncer oral, sendo responsável pela realização de exame clínico sistematizado, acompanhamento das lesões ulceradas e indicação oportuna de biópsia quando necessário. A integração entre conhecimento estomatológico, análise dos fatores de risco e conduta clínica adequada contribui diretamente para a redução de atrasos diagnósticos e para a melhoria do prognóstico dos pacientes. Assim, reforça-se a importância da educação continuada e da vigilância clínica frente a lesões ulceradas persistentes, visando aprimorar o diagnóstico diferencial e fortalecer a atuação do profissional na prevenção e no diagnóstico precoce do carcinoma espinocelular oral.
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