SPARK: ACTIONS THAT DIRECT OUR INTERNAL SPARK TO ACHIEVE OUR OBJECTIVES AND GOALS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202601300858
Edson Urubatan Filho
Resumo
“Spark”, em português, remete à fagulha. Admiração, adaptabilidade, estratégia, propósito e fé são as fagulhas da inspiração para a concretização dos nossos sonhos e propósitos. Grandes líderes, empreendedores, cientistas, filósofos, artistas, todos tiveram sua faísca inicial, um ponto de partida, um momento singular que desencadeou uma sucessão de eventos transformadores. E todos também tiveram coragem e determinação para alimentar o fogo que nasceu dessa faísca. Para transformar uma fagulha no fogo que alimenta nossa vida é fundamental a concretização de cinco ações: admiração, adaptabilidade, estratégia, propósito e fé. A realização de metas e objetivos previamente traçados está intimamente ligada à presença dessas cinco ações.
Palavras-chave: Empreendedorismo, metas, neurociência.
1 INTRODUÇÃO
Um propósito de vida equivale a uma intenção ou desejo genuíno. Para alcançar um propósito de vida, é necessário ter direcionamento nas ações e decisões conectadas a valores e princípios. Um propósito de vida pode ser um grande feito ou uma pequena contribuição social, profissional ou pessoal, que gera plenitude, motivação e bem-estar. Ao longo da vida, é possível ter vários propósitos. Um sonho é um conjunto de pensamentos relacionados a uma aspiração, expectativa ou desejo. O sonho é uma visão abstrata e inspiradora, um desejo da mente, enquanto o propósito é um desejo com uma razão, o “porquê” que te move à ação. Tanto sonhos quanto propósitos podem ser concretizados por meio do planejamento de metas e objetivos (Urubatan Filho, 2025).
“Spark”, em português, remete à fagulha. Admiração, adaptabilidade, estratégia, propósito e fé são as fagulhas da inspiração para a concretização dos nossos sonhos e propósitos. Grandes líderes, empreendedores, cientistas, filósofos, artistas, todos tiveram sua faísca inicial, um ponto de partida, um momento singular que desencadeou uma sucessão de eventos transformadores. E todos também tiveram coragem e determinação para alimentar o fogo que nasceu dessa faísca. De acordo com Urubatan Filho (2025), para transformar uma fagulha no fogo que alimenta nossa vida é fundamental a concretização de cinco ações, são elas:
– Admiração: sobre aprender a admirar o outro, reconhecer sua sabedoria e buscar bons conselhos (Advice).
– Adaptabilidade: sobre adaptar-se, dar o primeiro passo e iniciar a própria jornada (Responsiveness).
– Estratégia: sobre como dar o melhor de si e compreender a ciência do saber fazer (Strategy).
– Propósito: sobre como conhecer o “melhor de mim” para o outro (Purpose).
– Fé: sobre a importância de acreditar em si mesmo, mas também de crer em algo muito maior do que nós, na chama viva que Deus representa em nossas vidas (Kairós).
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. Admiração
Admirar é reconhecer o valor das ações alheias e procurar incorporá-las à própria vida. A admiração promove inspiração, pois, quando admiramos alguém – seja por suas conquistas, caráter, criatividade ou resiliência –, reconhecemos qualidades ou feitos que valorizamos. Esse reconhecimento resulta no surgimento de um sentimento de apreço e, muitas vezes, a crença de que também podemos alcançar feitos semelhantes ou desenvolver qualidades parecidas. A admiração promove a expansão do nosso próprio potencial ao nos levar a desejar conquistas e pensar em metas para alcançá-las (Lange e Crusius, 2016).
De acordo com Zagzebski (2010, 2015), a motivação que surge da admiração é o desejo de imitar. Ou seja, o sentimento de admiração é uma espécie de atração que carrega consigo o ímpeto de imitar. Em seu ensaio literário sobre a admiração, o autor americano Wetherell (2010) afirma que a admiração leva à emulação, que é tudo menos passiva.
A admiração envolve a ativação de áreas cerebrais como o sistema de recompensa e regiões do córtex pré-frontal e do sistema límbico. Já a motivação envolve a ativação de estruturas que compõem o sistema de recompensa, como a área tegmentar ventral (VTA), o núcleo accumbens e o córtex pré-frontal, que utilizam a dopamina como neurotransmissor principal. A dopamina impulsiona o foco e a busca por recompensas, ou seja, promove o incentivo a iniciar e persistir em tarefas para alcançar objetivos, o que gera prazer e satisfação em cada etapa concluída. A atividade dos neurônios dopaminérgicos do mesencéfalo e os níveis de dopamina no sistema mesolímbico são modulados pela recompensa futura; por isso, sentimentos e emoções, como motivação e inspiração, são essenciais para a concretização de uma tarefa ou demanda (Zagzebski, 2003, 2006, 2010, 2012).
Walton e Bouret (2019) apresentaram dados experimentais da relação da recompensa e esforço com a dopamina. A Figura a seguir mostra dados da manipulação dos níveis de recompensa e esforço, que foram manipulados de forma independente entre os testes, e cada teste começou com uma dica visual indicando o esforço e a recompensa futuros. A magnitude da modulação da recompensa foi maior do que a do esforço em ambos os testes. A intensidade das respostas de dopamina parece ser mais impulsionada por informações de recompensa.

Figura 1: Sensibilidade relativa dos neurônios dopaminérgicos (DA) à recompensa e ao esforço Walton e Bouret (2019).
2.2. Adaptabilidade
A adaptabilidade, ou capacidade de adaptação, é a habilidade de se ajustar a adversidades, novas circunstâncias, mudanças e desafios. A capacidade de adaptação está relacionada à gestão das emoções e ao ajuste positivo a novas situações e incertezas, mantendo o equilíbrio e a resiliência. O desenvolvimento da capacidade de adaptação está relacionado ao desenvolvimento do autoconhecimento, da autorregulação, da resolução de problemas e da resiliência (Levin, 2015).
Geralmente, as pessoas tendem a preferir repetir comportamentos gratificantes já conhecidos a explorar novos, mesmo que a gratificação seja maior. De acordo com a Neurociência, a adaptabilidade a situações diversas envolve a exploração da neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões sinápticas em resposta a novas experiências e informações. Adaptar-se é uma habilidade relacionada à capacidade de treinar o cérebro para sair da zona de conforto, reduzindo a resistência a mudanças e aumentando a resiliência emocional. Os desafios e as mudanças devem ser encarados como oportunidades de aprendizado (Levin, 2015).
Para utilizar a adaptabilidade na concretização dos seus sonhos, é essencial compreender quais são os seus talentos e ir atrás de onde são necessários; começar é o mais importante dos passos: é preciso sair da inércia, combater a procrastinação e desenvolver hábitos que te levem na direção da sua conquista. O foco pode direcionar a adaptabilidade para objetivos específicos. Ter o foco certo é encontrar o equilíbrio entre estratégia e eficácia. Estratégia é saber direcionar. Eficácia é ter a sabedoria de transformar a experiência e o conhecimento em uma ação rápida, alinhada à estratégia e ao contexto. Muitas vezes, erramos não por falta de esforço, mas sim por falta de foco no que realmente importa em determinado contexto (Levin, 2015).
Um estudo da Universidade de Stanford revelou que pessoas engajadas em atividades desafiadoras, como mudança de área de trabalho, podem apresentar aumento de até 30% no número de sinapses neurais em áreas relacionadas à memória e ao aprendizado. Esse resultado é um indício de que, ao recalcularmos a rota, definimos novos propósitos, objetivos e metas; a capacidade de adaptação do cérebro não só nos ajuda a alcançar os resultados almejados, mas também a transformar nossa forma de pensar e agir de maneira duradoura. Uma pesquisa publicada na Springer Nature, a adaptabilidade tem sido o motivo da substituição de trabalhadores menos instruídos por trabalhadores mais instruídos. Quando os trabalhadores têm competências mais amplas (incluindo competências interpessoais e intrapessoais), tendem a apresentar maior adaptabilidade para acomodar tarefas de trabalho com maiores demandas e complexidade. Cada vez mais, há maior valorização da flexibilidade dos trabalhadores em diferentes níveis de ensino para assumir funções novas e mais exigentes. Essa flexibilidade pode exigir formação profissional adicional para acomodar mudanças específicas no local de trabalho, mas os trabalhadores devem possuir habilidades adaptativas que podem ser utilizadas para se beneficiar do treinamento e acomodar as novas demandas. A adaptabilidade pode ser estimulada por meio do estímulo à neuroplasticidade. A neuroplasticidade pode ser estimulada por meio da busca pelo aprendizado de coisas novas, ou seja, fazer coisas que estejam fora de sua zona de conforto, ou ainda pela busca por novos caminhos, ou seja, a busca de atalhos para desenvolver as mesmas tarefas (Levin, 2015).
2.3. Estratégia
Dar o máximo significa aplicar toda a força disponível a um objetivo. É uma demonstração de garra e determinação, mas não é sinônimo de sucesso, porque dar o máximo sem o devido direcionamento, sem uma estratégia adequada, leva ao esgotamento antes de se alcançar uma meta e, consequentemente, acarreta um estado de desânimo e perda de perspectiva (Urubatan Filho, 2025).
Dar o máximo sem resultados é muito mais comum do que imaginamos. Muitas vezes, imaginamos que o fracasso decorre apenas de incompetência ou de falta de esforço. Mas não é bem assim. Pessoas competentes e esforçadas que não conseguem aprender com a experiência alheia (saber admirar), não se adaptam à dinamicidade dos contextos em que atuam (saber a diferença entre perfeição e adaptação) e não desenvolvem uma estratégia adequada aos seus objetivos também fracassam (Urubatan Filho, 2025).
Dar o melhor envolve um equilíbrio entre esforço e estratégia. No empreendedorismo, dar o máximo pode levar ao esforço excessivo e ao burnout do empreendedor; pode levar a decisões apressadas, sem a prudência necessária ao ato de empreender; ou, na melhor das hipóteses, pode trazer resultados positivos imediatos, mas sem consistência e sem equilíbrio a longo prazo (o que também acarreta frustração para o empreendedor). A disciplina do planejamento estratégico é essencial para a vida profissional e pessoal (Urubatan Filho, 2025).
A estratégia e a sua formulação desempenham um papel vital em um processo de gestão. Uma boa estratégia facilita a gestão do tempo, ajuda-nos a priorizar atividades essenciais e a ter mais tempo livre para passar com a família e os amigos. Também nos auxilia a reduzir o estresse diante de decisões difíceis, pois, por meio de uma boa estratégia, conseguimos definir um direcionamento adequado e um roteiro de ações a seguir para resolver um problema (Agwu e Onwuegbuzie, 2017).
Uma boa estratégia aumenta nossa autoestima. A sensação de sucesso e de missão cumprida que sentimos ao realizar uma ação bem planejada é um incentivo essencial para dar os próximos passos. Uma boa estratégia também nos auxilia nas tomadas de decisões futuras, pois o planejamento se torna um hábito em nossa vida, um procedimento que refazemos a cada novo dilema. Por fim, uma boa estratégia também aumenta nossa flexibilidade, ajuda-nos a compreender a mobilidade dos contextos em que nos encontramos e facilita as adaptações necessárias diante das mudanças que frequentemente ocorrem ao longo do tempo (Agwu e Onwuegbuzie, 2017).
Na esfera do empreendedorismo e dos negócios, é essencial um processamento passo a passo das tarefas a serem concluídas. É muito comum, no meio corporativo, o agrupamento de atividades, com a descrição de todas as etapas para a finalização de uma demanda. O planejamento estratégico promove direcionamento de objetivos, bem como as ações necessárias para alcançá-los (Rich e Sapiro, 2009).
A principal área do cérebro relacionada à estratégia, ao planejamento de longo prazo, à tomada de decisões complexas e às funções executivas é o córtex pré-frontal. O córtex pré-frontal pode ser estimulado por meio do exercício de atividades que exijam foco e atenção, intercaladas com períodos de descanso, para que o cérebro possa recuperar energia. O córtex pré-frontal é crucial para o comportamento abstrato e guiado por regras em primatas e para alternar rapidamente entre estratégias. Uma pesquisa publicada no Journal Neuroscience revelou que há também atividades neuronais pré-límbica (PL) e infralímbica (IL) na ação da estratégia. Os resultados da pesquisa mostraram que essas regiões são modificadas à medida que os ratos adotam diferentes estratégias, mesmo quando realizam comportamentos idênticos, mas não mudam quando aprendem novas contingências usando a mesma estratégia. A dinâmica do PL antecipa o desempenho da aprendizagem, enquanto o IL permanece atrás, sugerindo que as duas regiões contribuem para iniciar e estabelecer novas estratégias, respectivamente. Os ratos passaram por treinamentos e foram submetidos a testes com tetrodos (válvula eletrônica a vácuo com quatro eletrodos (cátodo, ânodo, grade de controle e grade de tela), que funciona como um amplificador de tensão (Rich e Sapiro, 2009).
Após o treinamento inicial, os ratos foram implantados com 12 tetrodos de registro, seis direcionados para PL e seis para IL . Um total de 374 neurônios (208 PL e 166 IL) foi analisado: 184 de mudanças de estratégia, 83 de reversões e 107 de sessões em que uma tarefa foi executada consistentemente, sem mudanças ou reversões (sessões de desempenho estável). A codificação dinâmica relacionada à estratégia predominou tanto em PL quanto em IL, tanto na quantificação por meio dos histogramas de tempo perieventos quanto na distribuição espacial das taxas de disparo. Em contraste, a codificação permaneceu essencialmente inalterada durante o desempenho estável e a aprendizagem reversa. Assim, os neurônios do mPFC codificaram mudanças entre sistemas de memória, mas não reversões em um único sistema (Rich e Sapiro, 2009).

Figura 2: Resultados de testes com tetrodos em ratos (Rich e Sapiro, 2009).
O resultado dessa pesquisa nos permite concluir sobre a importância da adaptabilidade e da mudança de estratégias para alcançar resultados, ampliando a aprendizagem de forma mais efetiva. Aplicando esse conhecimento no cotidiano, podemos concluir que, para lidar com situações adversas e com a incógnita do futuro, bem como para concretizar nossas metas e alcançar nossos objetivos, é necessária a adoção de planejamento estratégico, adaptabilidade e maleabilidade às mudanças de estratégia (Rich e Sapiro, 2009).
2.4. Propósito
O propósito equivale a um senso de pertencimento a algo superior a nós mesmos, pelo qual devemos trabalhar. Podemos ter muitos propósitos na vida, seja profissional (como conquistar uma função) ou pessoal (como construir uma família). Um propósito significa ter clareza sobre o impacto que queremos causar com nossas ações. Para encontrar seus propósitos, é importante desenvolver autoconhecimento para definir o que se quer e, a partir disso, promover o planejamento de metas para sua concretização (Castellet e Ballarà, 2018).
O sonho equivale à aspiração, muitas vezes abstrata, enquanto o propósito é a razão que dá sentido à vida; e a transformação em objetivos e metas é o processo prático que transforma o sonho em realidade, por meio de um plano e de ações concretas para alcançá-lo. Sonhar permite ao indivíduo classificar, processar e armazenar na memória os estímulos e as informações acumulados, promovendo uma melhor adaptação à realidade. Freud presumia teleologicamente que a finalidade dos sonhos era a descarga da “energia” . Ou seja, o sonho é a realização disfarçada de um desejo, que funciona para descarregar a “energia” psíquica acumulada. Na área da Neurociência, sonhar equivale ao resultado da ativação de redes neurais complexas em diversas áreas cognitivas responsáveis pela atenção, memória, linguagem, percepção sensorial e imagens visuais. Técnicas de neuroimagem mostram que estruturas límbicas e paralímbicas, especialmente a amígdala, são ativadas durante o sonho. A motivação também é um elemento importante para a concretização de um sonho. Solms (2000) comprovou que pacientes neurológicos que sofriam de lesões ventromediais frontais profundas — centro da motivação no córtex pré-frontal — apresentavam ausência total de sonhos. A motivação e as emoções (córtex pré-frontal ventral e amígdala) são cruciais para a formação dos sonhos. A motivação é um elemento que integra sonho e propósito; é uma habilidade que nos impulsiona na concretização de demandas visando chegar a um objetivo. Pessoas que possuem objetivos e metas alinhadas a um propósito ou sonho tendem a ter maior impulsionamento na concretização de suas tarefas (Castellet e Ballarà, 2018).
2.5. Fé
Fé significa “confiança”, “crença”. Estudos na área da Neurociência têm demonstrado que a fé é um agente ativo na regulação de determinadas regiões do cérebro relacionadas com a melhoria da saúde física e mental. Estudos de neuroimagem (como a ressonância magnética funcional) mostram que a fé atua como um “gatilho” biológico da ação de confiar (Urubatan e Libório, 2025; Urubatan e Libório, 2024).
Pesquisas na área de Neurociência têm demonstrado que a fé ativa o núcleo accumbens, localizado na via dopaminérgica mesolímbica o córtex pré-frontal e amígdala. O córtex pré-frontal está relacionado ao foco. O núcleo accumbens recebe impulsos dopaminérgicos da área ventral tegmental (VTA) e está associado à regulação emocional, ao prazer e à conexão social. A amígdala está associada à regulação do medo e da ansiedade (Urubatan e Libório, 2025; Urubatan e Libório, 2024).
Uma pesquisa publicada no Journal of Leadership & Organizational Studies apresenta resultados que mostram que os CEOs empreendedores que “sempre” aplicam conscientemente os ensinamentos da sua religião durante o processo diário de tomada de decisão alcançam resultados superiores de cumprimento de metas em relação aos CEOs que “nunca” aplicam esses ensinamentos. Os CEOs religiosos apresentam maior desempenho e habilidades para atingir as metas organizacionais, além de gerar empresas mais lucrativas. Concretizar um propósito ou realizar um sonho requer a ativação de mecanismos cerebrais relacionados à motivação, à regulação emocional e à plasticidade; a fé pode impulsionar o foco e a resiliência (Toney e Oster, 1998).
3 Conclusão
A realização de metas e objetivos previamente traçados está intimamente ligada à presença de características como a admiração, a adaptabilidade, a fé, a estratégia e o propósito. No cotidiano, lidamos com situações adversas e nem sempre os cenários reais são semelhantes aos idealizados. Mas as adversidades não devem ser sinônimo de trava, bloqueio ou obstrução. Para lidar com as adversidades, é importante o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e de características que auxiliem no redirecionamento do planejamento de ação.
Referências
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