BASES TERAPÊUTICAS PARA O TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO

THERAPEUTIC BASES FOR CRANIOENCEPHALIC TRAUMA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202601290920


Beatriz Souza Caixeta1
Arthur Ferreira Manço Godinho1
Isabela Mauri Galvão1
Letícia Schittine Pires1
Sofia Barros Machado1
Gabriel de Almeida Xavier1
Rafaela Pires Bonfim1
Kênia Alessandra de Araújo Celestino2


RESUMO 

A reabilitação dos pacientes que sofreram com TCE é lenta e progressiva, sendo necessário intervenções terapêuticas no âmbito hospitalar e ambulatorial para um bom prognóstico. Dentre as terapêuticas hospitalares, tem-se a hipotermia que consiste em uma técnica segura e eficiente, com o objetivo de diminuir as lesões neurológicas com a diminuição da temperatura corporal. O método não invasivo é o mais utilizado que são os pads autocolantes de hidrogel, que são posicionados nas costas, lateral do abdome e tórax.  Uma das complicações mais comuns do trauma cranioencefálico é a epilepsia adquirida, sua terapêutica ambulatorial consiste no uso diário de antiepilético. Tem-se como objetivo a apresentação das principais bases terapêuticas para pacientes com TCE, descrevendo as intervenções hospitalares e ambulatorial. Este estudo baseia-se em uma revisão de literatura nas bases de dados PubMed e Google Acadêmico utilizando as palavras chaves trauma, cranioencefálico e terapêutica. A hipotermia terapêutica demonstrou eficácia significativa na redução dos danos neurológicos associados ao trauma, contribuindo para uma recuperação mais favorável. Em relação à epilepsia adquirida, o uso de antiepilépticos é crucial para o controle do quadro, porém o uso prolongado na ausência das crises é prejudicial para a recuperação do paciente. Conclui-se que terapias hospitalares e ambulatoriais são fundamentais para otimizar a cura do paciente. A condução adequada da hipotermia e da epilepsia é crucial para evitar complicações e garantir um bom prognóstico.  

Palavras-chaves: Trauma. Cranioencefálico. Terapêutica. 

INTRODUÇÃO  

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é definido como qualquer lesão ao tecido cerebral resultante de uma força externa, podendo causar desde alterações funcionais leves até quadros graves com risco de morte ou sequelas permanentes. Considerado um importante problema de saúde pública global, o TCE apresenta alta incidência, especialmente entre homens jovens, sendo frequentemente causado por acidentes de trânsito, quedas e agressões. No Brasil, estima-se que ocorram entre 200 a 300 casos por 100 mil habitantes a cada ano, refletindo não apenas a magnitude do problema, mas também sua expressiva contribuição para a morbimortalidade, particularmente em populações em idade produtiva (SANTOS et al.,2021). 

A gravidade do TCE é comumente classificada pela Escala de Coma de Glasgow (ECG), sendo considerado leve entre 13 e 15 pontos, moderado entre 9 e 12 e grave entre 3 e 8. Além disso, avanços nas técnicas de imagem e no monitoramento da pressão intracraniana têm ampliado as possibilidades diagnósticas e terapêuticas, ainda que lacunas significativas persistam no manejo clínico e na reabilitação desses pacientes (MAGALHÃES et al., 2023).  

Nos últimos anos, avanços significativos na compreensão dos mecanismos patológicos do traumatismo cranioencefálico (TCE) têm ampliado as possibilidades de intervenção clínica. Estudos evidenciam que a lesão secundária, decorrente de cascatas bioquímicas que se sucedem ao trauma inicial, está intimamente relacionada à disfunção mitocondrial, ao estresse oxidativo e à perda da autorregulação cerebral, agravando o comprometimento neurológico e influenciando diretamente o prognóstico do paciente (HUBBARD et al., 2024; BIELANIN et al., 2024). Nesse cenário, a intervenção precoce e o monitoramento rigoroso da função cerebral configuram-se como estratégias fundamentais para minimizar a morbimortalidade associada ao TCE.  

Apesar do crescente número de publicações sobre o tema, ainda existem importantes perguntas sem resposta: quais intervenções terapêuticas promovem melhores desfechos clínicos? Quais são os impactos da lesão mitocondrial no prognóstico neurológico? Como otimizar a abordagem fisioterapêutica na reabilitação de pacientes com TCE? A justificativa para esta investigação reside na necessidade de integrar os conhecimentos mais recentes acerca da fisiopatologia, diagnóstico e tratamento do TCE, visando orientar a prática clínica baseada em evidências. 

Estudos recentes têm revelado mecanismos celulares envolvidos na lesão secundária, como o estresse oxidativo, a disfunção mitocondrial e a neuroinflamação, além de apontarem limitações nos métodos atuais de monitoramento e intervenções terapêuticas. Ao mesmo tempo, a reabilitação funcional, sobretudo por meio da fisioterapia, tem se mostrado promissora, embora sem consenso sobre quais técnicas seriam mais eficazes. Portanto, além dos desafios clínicos, os impactos sociais e econômicos do TCE também demandam atenção.  A incidência elevada entre adultos jovens, principal população economicamente ativa, implica em custos significativos com hospitalizações prolongadas, reabilitação e perda de produtividade (SANTOS et al., 2021). Nesse contexto, a atuação multiprofissional, com destaque para a fisioterapia intensiva, tem se mostrado fundamental na recuperação funcional dos pacientes, promovendo ganhos em mobilidade, consciência e qualidade de vida (GARCIA; CABRAL, 2022).  

Paralelamente, a literatura aponta a necessidade de estratégias terapêuticas mais personalizadas, considerando a heterogeneidade dos quadros clínicos e os fatores prognósticos associados à pressão intracraniana e ao grau da lesão neurológica, demonstrando os desafios diagnósticos e terapêuticos dentro da medicina (MAGALHÃES et al., 2023). Essa abordagem integrativa, baseada em evidências e na avaliação contínua do paciente, reforça a importância de protocolos atualizados e da formação especializada das equipes envolvidas na assistência ao TCE, desde a fase aguda até a reabilitação prolongada. 

Dessa forma, este artigo tem como objetivo apresentar uma análise crítica e atualizada sobre o traumatismo cranioencefálico, abordando suas manifestações clínicas, aspectos fisiopatológicos, estratégias diagnósticas e terapêuticas, com ênfase na reabilitação e no prognóstico. A proposta é contribuir para a compreensão dos desafios ainda existentes no manejo do TCE e apontar caminhos para futuras investigações e aprimoramento da assistência ao paciente. 

METODOLOGIA  

O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura, cujo objetivo foi identificar e descrever as principais intervenções terapêuticas hospitalares e ambulatoriais no tratamento do trauma cranioencefálico (TCE).  

A busca bibliográfica foi realizada na base de dados PubMed, entre os meses de maio e junho de 2025, abrangendo publicações entre 2015 e 2025, com o intuito de reunir informações atualizadas e relevantes. Foram utilizados os seguintes descritores em inglês e suas combinações: “traumatic brain injury”, “therapeutic hypothermia”, “post-traumatic epilepsy”, “treatment”, “management” e “complications”, com os operadores booleanos AND e OR.  

Após a aplicação dos filtros (acesso gratuito ao texto completo, estudos conduzidos em seres humanos e publicados nos últimos 10 anos), foram identificados 61 artigos. Destes, 52 foram excluídos por duplicidade ou por não atenderem aos critérios de inclusão, resultando na seleção final de 10 artigos considerados relevantes ao tema.  

Foram incluídos artigos publicados em inglês, com acesso gratuito ao texto completo, que se tratavam de estudos clínicos ou revisões, conduzidos em seres humanos, e que abordavam intervenções terapêuticas no TCE, tanto em contextos hospitalares quanto ambulatoriais.  

Foram excluídos artigos com amostras exclusivamente pediátricas ou geriátricas, quando os dados não eram analisados separadamente, bem como estudos com foco exclusivamente experimental em animais e aqueles que não abordavam condutas terapêuticas. 

DISCUSSÃO  

Inicialmente, deve-se salientar que o manejo no traumatismo cranioencefálico permanece complexo, sendo um grande desafio da medicina emergencial, devido aos mecanismos lesivos e risco elevado de complicações secundárias. A abordagem deve ser rápida, precisa e baseada em avaliações de gravidade do quadro neurológico, com auxílio de exames de imagem, os quais continuam fundamentais para a definição terapêutica. (OLIVEIRA C, et al., 2024). 

O TCE causa um dano direto ao tecido cerebral, rompendo vasos sanguíneos e a barreira hematoencefálica, isso permite um extravasamento de plasma e infiltrado inflamatório que provoca um edema vasogênico. Segundo a doutrina de Monro-Kellie, o aumento de qualquer componente do crânio, seja parênquima, líquido cefalorraquidiano ou sangue, caso não tenha compensação, tem-se o aumento da pressão intracraniana, a qual compromete a perfusão cerebral e agrava ainda mais o quadro.  Os sinais de maior gravidade são os sugestivos de elevação da Pressão Intracraniana (PIC), a qual pode levar ao comprometimento neuropsicológico de forma mais complexa, cita-se a eritropoetina como base terapêutica, a qual demonstrou-se eficaz na redução da mortalidade, mas não em prejuízos decorrentes do TCE. (MAGALHÃES R, et al., 2023). 

Dessa forma, o edema cerebral e a hipertensão intracraniana, são complicações frequentes que envolvem desde suporte hemodinâmico e respiratório precoce até intervenções cirúrgicas específicas, como craniotomia descompressiva e drenagem de hematomas (OLIVEIRA C, et al., 2024). Embora avanços tenham ocorrido quanto ao tratamento e a redução de mortalidade devido ao progresso na compreensão do mecanismo de lesão e melhoria dos cuidados hospitalares, ainda há escassez de evidências científicas relativas a diversas abordagens terapêuticas usadas, o que suscita mais estudo para esclarecer tais lacunas. 

Paralelamente às medidas agudas, crescem os estudos que exploram a biologia celular do TCE, com destaque para a mitofagia, uma forma de degradação selecionada de mitocôndrias alteradas. A ativação da via PINK1/Parkin e de receptores mitocondriais como BNIP3, FUNDC1 e Cardiolipina tem sido associada à eliminação de mitocôndrias disfuncionais e à preservação da homeostase neuronal após a lesão. A disfunção mitocondrial, aliada ao estresse oxidativo e à inflamação, é central na fisiopatologia do TCE, e a modulação desses processos abre novas possibilidades terapêuticas com potencial de impacto no prognóstico funcional dos pacientes. (ZHU M, et al., 2022). 

Nos casos de TCE leve, embora o prognóstico seja geralmente favorável, há grande variabilidade na apresentação clínica e no tempo de recuperação. Os biomarcadores séricos (como GFAP, S100B e UCH-L1) e técnicas avançadas de imagem (como DTI por ressonância magnética) têm sido propostos como ferramentas complementares na estratificação de risco e monitoramento da evolução clínica, ainda que sua utilização rotineira permaneça limitada por questões metodológicas e custo-efetividade. (BIELANIN, et al., 2023) 

Na fase pós-aguda, a reabilitação ganha protagonismo como um dos pilares da recuperação funcional. Intervenções fisioterapêuticas baseadas em exercícios demonstraram ser eficazes na promoção da neuroplasticidade e da melhora funcional, ainda que não exista consenso quanto à superioridade de técnicas específicas. A diversidade de condutas empregadas sugere a necessidade de uma abordagem personalizada, pautada nas características clínicas e funcionais de cada paciente. (SOUZA G, REIS R, 2023) 

Como conseguinte, a integração entre medidas de suporte intensivo, abordagens farmacológicas emergentes e reabilitação funcional compõem uma estratégia abrangente para o manejo do TCE. Contudo, persiste a necessidade de mais estudos clínicos randomizados e de maior qualidade metodológica, que permitam validar novos alvos terapêuticos e padronizar condutas que maximizem os desfechos positivos e a qualidade de vida dos pacientes acometidos. 

Estudos realizados na Universidade de Pittsburgh, demonstraram novos alvos terapêuticos promissores que combatem o estresse oxidativo, resposta inflamatória e à desmielinização na fase aguda e subaguda. O trocador sódio-hidrogênio tipo 1 está presente nas microglias, que atua regulando o pH intracelular, em quadro de trauma cerebral ocorre ativação da cascata inflamatória pela remoção de hidrogênio da célula, que favorece a ativação da enzima NOX2 que vai produzir ROS (ânion superóxido) causando mais dano celular, inflamação e apoptose no local (BIELANIN, 2023). 

Para impedir esse mecanismo pode utilizar fármacos como o HOE642, seu principal exemplo é a Cariporida que atua inibindo o trocador sódio-hidrogênio, obtendo o efeito esperado, consiste em na redução da resposta imune, do volume cerebral e do estresse oxidativo, promove a remielinização, além da melhora da recuperação motora e integridade da substância branca (BIELANIN, 2023). 

Outra droga que foi estudada para esse quadro foi a administração do peptídeo Angiotensina-1-7 (bioativo gerado a partir da Angiotensina II ou I), pois seu mecanismo de ação atua nos receptores MAS1 presentes no cérebro. Quando a ocorre essa ligação, vários mecanismos são ativados, como por exemplo tem-se ativação do óxido nítrico sintase que aumenta a produção de óxido nítrico que cursa com vasodilatação, inibição da via MALK/ERK que evolui com a redução da inflamação e proliferação celular (recuperação tecidual) e ativação da via PI3K que promove efeito protetor nas células e efeito antiapoptóticos (BIELANIN, 2023). 

De modo que, sistema nervoso central apresenta muita flexibilidade pós-lesão que promove aprendizagem ou reaprendizagem por meio de processos neurológicos que atuam com os seguintes aparatos: brotamento regenerativo, restabelecimento da eficiência sináptica e com a idiossincrasia à desnervação. Com base nesse processo fisiológico do organismo o especialista tem a oportunidade de atuar no processo de reabilitação e desempenho funcional, sendo a mais comum nesse quadro, a fisioterapia respiratória. Logo, é nítida a importância no manejo do paciente com TCE moderado à grave a presença de equipe multidisciplinar, dentro os profissionais um fisioterapeuta (GARCIA, 2022). 

A readaptação respiratória acompanhado pelo técnico é feita, por meio do desmame da ventilação mecânica que evolui com a ventilação espontânea após a extubação. Nessa evolução o profissional de saúde utiliza de vários processos, como por exemplo, modificar o gerenciamento do suporte ventilatório, métodos de higiene na árvore brônquica, adestração de musculatura respiratória e uso de oxigenoterapia (GARCIA,2022). 

Durante o atendimento pré-hospitalar é possível realizar medidas terapêuticas que objetificam a restrição da isquemia, prolongamento para início de danos e redução do local de infarto, esse processo pode ser direcionado com a queda de temperatura corporal do paciente de maneira contida e terapêutica. A hipotermia terapêutica pode ser seletiva, restrita apenas ao órgão lesado, ou sistêmica, acometendo o órgão de interesse ou um conjunto de sistemas, porém por questão de disponibilidade e de custo financeiro os dispositivos sistêmicos são mais utilizados e mais bem distribuídos na atenção de saúde (GASPARINI, 2020).  

Dessa forma, o aparelho que ganha destaque no mercado é o Arctic Sun 5000 que é composto por pads, que atuam como adesivos de hidrogel, na qual tem-se a circulação de água dentro dos pads controlada pelo monitor que disponibiliza o ajuste de temperatura, operando em pressão negativa. Esses adesivos são distribuídos pelas regiões do tórax, laterais do abdômen, região dorsal e membros inferiores proximais  (GASPARINI, 2020) 

Diante do exposto é fundamental compreender em qual fase e como a hipotermia ajuda na recuperação da vítima, para melhor realizar o manejo. Assim, as lesões primárias do trauma, não são possíveis prevenir, apenas amenizar os possíveis danos e complicações, todavia as pesquisas mostram que é passível de modificação o curso das lesões secundárias, aquelas que são desencadeadas pelo cinética inicial, logo, é possível obter melhor prognóstico em quadros de hipertensão intracraniana, hipoxemia do parênquima, desregulação metabólica e convulsões discretas.  

RESULTADOS  

Após a seleção dos artigos, foram incluídos 10 estudos que abordam intervenções terapêuticas no traumatismo cranioencefálico (TCE), tanto na fase hospitalar quanto na ambulatorial. No geral, os resultados mostram que o controle da pressão intracraniana (PIC) é uma das principais condutas na fase aguda, sendo fundamental para prevenir complicações e reduzir a mortalidade. A monitorização da PIC e a manutenção de valores adequados foram  apontadas como estratégias essenciais, principalmente nos casos de TCE grave.  

O uso de hipotermia terapêutica apareceu em alguns estudos, mas os resultados ainda são inconclusivos quanto ao benefício no desfecho da saúde dos pacientes. Também foi identificado o uso de anticonvulsivantes na prevenção da epilepsia pós-traumática, principalmente nas primeiras semanas após o trauma.  Além disso, alguns estudos destacaram a relação da disfunção mitocondrial com a piora do quadro neurológico, sugerindo que terapias voltadas para proteção mitocondrial podem ser promissoras, embora ainda estejam em fase experimental.  

Em relação à reabilitação, a fisioterapia precoce e intensiva, tanto no hospital quanto no acompanhamento ambulatorial, mostrou impacto positivo na recuperação funcional, melhora da mobilidade e na qualidade de vida dos pacientes. No entanto, os autores reforçam a necessidade de mais estudos para definir quais técnicas são mais eficazes. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Diante do exposto, este estudo buscou compreender as principais abordagens terapêuticas aplicadas ao traumatismo cranioencefálico (TCE), um agravo de alta prevalência e relevância clínica, especialmente entre indivíduos em idade produtiva. Partindo do reconhecimento da complexidade fisiopatológica do TCE — sobretudo quanto à lesão secundária associada à disfunção mitocondrial, estresse oxidativo e neuroinflamação — foi possível perceber que intervenções precoces e estratégias de suporte intensivo tiveram melhor prognóstico. 

A partir de uma revisão narrativa, identificou-se os principais pontos acerca do TCE, além dos desafios existentes no manejo. Embora alguns tratamentos ainda sejam emergentes, os avanços demonstram potencial promissor para o aprimoramento dos desfechos clínicos. Assim sendo, permitiu não apenas alcançar os objetivos propostos, mas também evidenciou a necessidade de novos estudos clínicos multicêntricos para a realização de condutas que levarão a um processo terapêutico mais eficaz. 

Portanto, diante da complexidade que permeia o manejo do paciente com TCE, conclui-se que por meio de uma atuação multiprofissional qualificada, de protocolos bem definidos e ao contínuo investimento em pesquisa e capacitação das equipes de saúde, mostra-se essencial para otimizar o cuidado, reduzir complicações e mitigar os impactos socioeconômicos associados ao TCE. 

REFERÊNCIAS 

MAGALHÃES, R. C. et al. Abordagem geral do Traumatismo Cranioencefálico. Revista Eletrônica Acervo Médico, v. 23, n. 7, 2023.  

SANTOS, A. A. et al. Perfil de pacientes com traumatismo cranioencefálico atendidos em um hospital de urgência e emergência. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 3, p. 29447-29462, 2021.  

GARCIA, T. S.; CABRAL, F. D. Atuação fisioterapêutica no tratamento intensivo do paciente com traumatismo crânio encefálico – TCE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 8, n. 8, 2022.  

MAGALHÃES, A. L. G. et al. op. cit.  

PRESSÃO intracraniana e prognóstico de TCE. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 5, 2021.  

BIELANIN, J. P. et al. An overview of mild traumatic brain injuries and emerging therapeutic targets. Neurochemistry International, v. 172, 2024.  

HUBBARD, W. B. et al. The role of mitochondrial uncoupling in the regulation of mitostasis after traumatic brain injury. Neurochemistry International, v. 174, 2024.

SOUZA, G. L.; MENEZES-REIS, R. Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados para reabilitação funcional do traumatismo cranioencefálico. Rev Neurocienc, v. 31, 2023.