TERAPIAS COMBINADAS E USO DE ANTIOXIDANTES NO TRATAMENTO DO MELASMA: AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA COMBINAÇÃO DE CLAREADORES TÓPICOS, PEELINGS, LASER E OUTROS AGENTES 

COMBINED THERAPIES AND THE USE OF ANTIOXIDANTS IN THE TREATMENT OF  MELASMA: EVALUATION OF THE EFFICACY OF THE COMBINATION OF TOPICAL  DEPIGMENTING AGENTS, PEELINGS, LASER AND OTHER AGENTS 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202601171049


Adriana Michele de Araújo Miranda1
Cristiano Nascimento de Souza2
Loraynne Maria  Pontes Soster3
Roberta Silva e Souza Lins4


RESUMO 

Introdução: O melasma caracteriza-se como uma hiperpigmentação crônica da pele,  resultante de múltiplos fatores e de difícil manejo, frequentemente relacionado à exposição  ao sol, questões hormonais e predisposições genéticas. Um tratamento eficaz exige a  utilização de estratégias que vão além dos clareadores tópicos convencionais, englobando  peelings químicos, terapias a laser e a aplicação de antioxidantes, os quais podem  potencializar os resultados e minimizar os efeitos adversos. Objetivo: Avaliar a eficácia do  tratamento combinado do Melasma por meio da associação de clareadores tópicos,  peelings químicos, terapias a laser e antioxidantes, comparando a resposta clínica,  segurança e adesão ao tratamento. Método: Este trabalho trata-se de uma revisão  bibliográfica integrativa na qual foram incluídos artigos originais e de revisão afim de  selecionar informações relevantes para o resultado desta pesquisa. Resultados: A análise  dos estudos revelou que a terapia combinada é mais eficaz na diminuição da  hiperpigmentação quando comparada ao uso isolado de agentes despigmentantes. A  associação de hidroquinona com ácido retinóico e corticosteroides demonstrou ser eficaz  na uniformização do tom da pele. Ademais, a inclusão de antioxidantes, como a vitamina C  e o ácido tranexâmico, contribuiu para a redução do estresse oxidativo e da inflamação. Os  peelings químicos proporcionaram uma esfoliação controlada e renovação celular,  enquanto a terapia a laser e a luz pulsada resultaram em melhorias significativas em casos  de Melasma dérmico. Conclusão: Os resultados obtidos com a terapia combinada no  tratamento do melasma indicam que esta abordagem é mais eficaz em comparação às  terapias isoladas, proporcionando um melhor clareamento da pele e diminuindo a taxa de  recorrência. A inclusão de antioxidantes demonstrou ser uma estratégia promissora,  contribuindo para a melhora da resposta ao tratamento e para a diminuição da inflamação.  Contudo, é crucial personalizar cada tratamento, levando em consideração o fototipo, a  profundidade das lesões e a sensibilidade da pele dos pacientes. São necessários mais estudos para estabelecer protocolos ideais que maximizem os benefícios e reduzam os  efeitos colaterais. 

Palavras-chave: Melasma; Terapia combinada; Clareadores tópicos; Peelings químicos; Vitamina C. 

ABSTRACT 

Introduction: Melasma is characterized as a chronic skin hyperpigmentation disorder  resulting from multiple factors and is challenging to manage. It is frequently associated with  sun exposure, hormonal influences, and genetic predispositions. Effective treatment  requires strategies that go beyond conventional topical depigmenting agents, incorporating  chemical peels, laser therapies, and the application of antioxidants, which can enhance  results and minimize adverse effects. Objective: To evaluate the efficacy of combined  melasma treatment through the association of topical depigmenting agents, chemical peels,  laser therapies, and antioxidants, comparing clinical response, safety, and treatment  adherence. Method: This study is an integrative literature review, including original and  review articles, to select relevant information for the outcome of this research. Results: The  analysis of the studies revealed that combined therapy is more effective in reducing  hyperpigmentation compared to the isolated use of depigmenting agents. The combination  of hydroquinone with retinoic acid and corticosteroids proved to be effective in evening out  skin tone. Additionally, the inclusion of antioxidants such as vitamin C and tranexamic acid  contributed to reducing oxidative stress and inflammation. Chemical peels promoted  controlled exfoliation and cellular renewal, while laser therapy and intense pulsed light  resulted in significant improvements in cases of dermal melasma. Conclusion: The results  obtained with combined therapy in the treatment of melasma indicate that this approach is  more effective than isolated therapies, leading to better skin lightening and reducing  recurrence rates. The inclusion of antioxidants has shown to be a promising strategy,  improving treatment response and decreasing inflammation. However, it is crucial to  personalize each treatment, considering the patient’s skin phototype, lesion depth, and  sensitivity. Further studies are needed to establish optimal protocols that maximize benefits  and minimize side effects. 

Keywords: Melasma; Combined therapy; Topical depigmenting agents; Chemical peels;  Vitamin C. 

INTRODUÇÃO 

Melasma é um frequente distúrbio pigmentar, crônico e de difícil terapêutica que  atinge, principalmente, as áreas expostas ao sol, como a face, o pescoço e os  braços. Esse distúrbio é determinado por uma hipertrofia melanocítica e hiperfunção  da unidade epidérmica do melanócito. Ainda que afete ambos os sexos, 90% dos portadores do melasma são mulheres, principalmente na fase gestacional. Nas mulheres  grávidas brasileiras, a prevalência é de, aproximadamente, 10,7%. Além disso, a  doença ocorre em todas as raças, porém é mais frequente em hispânicos, asiáticos  e latinos americanos que vivem em locais com alta intensidade de radiação ultra violeta (UV), afetando até 10% dessa população (SILVA et al., 2023). 

A Academia Americana de Dermatologia estima que o melasma afete entre cinco e  seis milhões de mulheres nos Estados Unidos. Em um estudo conduzido pela Sociedade  Brasileira de Dermatologia sobre o perfil de atendimentos dermatológicos no Brasil, o  melasma representou o terceiro diagnóstico mais comum no sexo feminino. Embora muito  frequente, a prevalência exata do melasma é desconhecida na maioria dos países, assim  como sua epidemiologia ainda foi pouco explorada. Na América Latina, não há um estudo  de base populacional específico sobre sua prevalência (DIAS, 2024). 

O tratamento do melasma apresenta limitações devido às suas  características multifatoriais, com altas taxas de resistência e recidiva enfrentadas durante  os anos. A proteção, com exposição diminuída ao sol, uso de equipamentos que limitam o  contato da pele e protetor solar ao longo do dia parece exercer papel crucial, além do uso  de terapias combinadas que têm trazido respostas clínicas satisfatórias. Os tratamentos  tópicos envolvem os inibidores de tirosinase, como hidroquinona, tiamidol, ácido kójico,  arbutina que inibem a formação final de de 1-3,4-di-hidroxifenilalanina em melanina, além dos retinóides, niacinamida e antioxidantes. Em conjunto com esses tratamentos as  técnicas de laser, luz e microagulhamento aceleram a remoção e melhora clínica dos  pacientes (SIQUEIRA et al., 2024). 

Este artigo tem como objetivo apresentar um estudo geral sobre o uso de terapias  combinadas incluindo antioxidantes como a vitamina C, peeling e laser para o tratamento  do melasma, como está sendo a utilização, adaptação e eficácia destes métodos. 

MATERIAL E MÉTODO  

CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA 

Pesquisa de método indutivo, com natureza básica, objetivo explicativo e abordagem  quantitativa. Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa que utilizou publicações disponíveis em bancos de artigos científicos como os portais SCIELO, Pubmed  e Science Direct. 

COLETA DE DADOS 

Critérios de Inclusão 

Foram considerados na inclusão estudos de revisão bibliográfica, publicados nos  idiomas português e inglês, descrevendo o uso e a eficácia de terapias combinadas no  tratamento do melasma. 

Critérios de Exclusão 

Como critérios de exclusão, foram considerados os seguintes aspectos: (1) estudos  que não estivessem dentro do recorte temporal 2020-2025; (2) estudos que não possuem  Terapias combinadas e uso de antioxidantes no tratamento do melasma: Avaliação da  eficácia da combinação de clareadores tópicos, peelings, laser e outros como principal  temática; (3) estudos com ausência de clareza na descrição dos resultados. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

O presente estudo de revisão integrativa foi organizado a partir dos seguintes  passos: a) temática de pesquisa; b) critérios de inclusão e exclusão; 3) levantamento dos  dados relevantes; d) avaliação dos estudos encontrados; e) seleção dos estudos para  análise integrativa; f) interpretação dos dados e g) apresentação da revisão integrativa e  dos dados coletados conforme o que será exposto a seguir. 

Os principais artigos selecionados e analisados estão dispostos na tabela 1, com  período de publicação seguindo uma ordem decrescente, dos publicados mais  recentemente até ao mais antigo, para melhor compreensão dos dados.  

Tabela 1. Principais artigos selecionados para revisão integrativa de literatura  considerando autores; ano de publicação; objetivos; métodos; resultados e  conclusões.

AUTOR/ ANOOBJETIVO METODOLOGI ARESULTADOS CONCLUSÕES
NARDE et  al., 2025O presente  estudo possui  como objetivo  discutir o  melasma sua epidemiologia,  patogênese,  apresentação  clínica e  diagnóstico.Revisão de literatura a  partir de bases  da Scielo, da  PubMed e da BVS, de  janeiro a abril  de 2024, com  descritores  
“Melasma”,  “Clinical  presentation” e  “Diagnosis”.  Incluíram-se  artigos de  2019-2024  (total 56), com  exclusão de  outros critérios  e escolha de05  artigos na  íntegra.
Predisposição  
genética, exposição  à luz solar
(incluindo  
ultravioleta [UV] e, possivelmente, luz  visível), foto tipo de  pele e fatores  
hormonais (incluindo  gravidez, terapias  hormonais e  fármacos orais)  
são os principais  fatores de risco e  desencadeadores do  melаsma. As lesões  geralmente são  simétricas e podem  afetar a testa, o nariz,  as bochechas, a área  do lábio superior e o  queixo. O melаsma  tem um curso crônico  e recorrente. A  recidiva ocorre com  exposição solar leve  a intensa, mesmo  após o tratamento  bem-sucedido.
Melasma é o  
surgimento de  
manchas escuras  na pele, que  
normalmente aparecem no  rosto, mas pode  ocorrer em outras  áreas expostas ao  sol, como braços e  colo. É mais  comum em  mulheres entre os  20 e 50 anos,  
porém também  
pode afetar os  homens. Quando  surgem na  gravidez, as  manchas são  
chamadas de  
cloasma gravídico.
JIRYIS et al., 2024Esta revisão  tem como  objetivo fornecer  um resumo da  eficácia e  segurança das  terapias a laser  e luz  frequentemente  empregadas  para tratar o  melasma, com  foco na terapia  a laser como um  tratamento para  o melasma.Revisão  Integrativa.Existem muitas  
opções de tratamento  para melasma, como  opções tópicas,  
sistêmicas ou  procedimentais. Nos  últimos anos, uma  infinidade de  dispositivos de laser  e luz se tornaram  
disponíveis, com  
muitos sendo  
empregados no  
tratamento de  
melasma. O  surgimento de  
hiperpigmentação  pós-tratamento e  taxas elevadas de  recorrência  
associadas ao laser  de ítrio alumínio  
granada dopado com  neodímio
Q-switched  (QSNYL) levou ao  desenvolvimento de  lasers de baixa  fluência de ítrio  alumínio granada  dopado com  neodímio
Q-switched 
(LFQSNYL) e lasers  de picossegundos,  que apresentam  
inflamação cutânea  reduzida.
No entanto, usar  esses dispositivos  como monoterapia  pode, às vezes,  piorar o melasma e  resultar em lesões  de rebote após a  descontinuação do  tratamento. Como  resultado, é  recomendada a  combinação de  dispositivos  
baseados em  
energia com  
agentes clareadores 
tópicos. Essa  abordagem  
combinada oferece  uma taxa de  resposta mais alta,  uma duração mais  curta do  tratamento, efeitos  colaterais mais  baixos (como  
hiperpigmentação  pós-inflamatória) e  uma taxa de 
recorrência  
reduzida.
JO et al.,  2024Neste artigo,
fornecemos
uma revisão
abrangente dos
métodos de
tratamento
convencionais
frequentemente
empregados na
prática clínica,
bem como
tratamentos
inovadores
atualmente em
desenvolviment
o para o
tratamento do
melasma. Além
disso,
oferecemos
uma ampla
visão geral da
patogênese do
melasma.
Revisão  Integrativa.Considerando que o
melasma exibe
características de um distúrbio de
fotoenvelhecimento,
como a ruptura da
membrana basal,
elastose solar,
angiogênese e
infiltração de
mastócitos na derme, é
importante que
levemos em
consideração sua
patogênese ao tratar o melasma.
Vários
tipos de células,
incluindo
melanócitos,
ceratinócitos,
sebócitos, mastócitos
e células endoteliais,
estão envolvidos no
melasma. Portanto,
quando se trata de
tratar o melasma de
forma eficaz, abordar
essas características
relacionadas ao
fotoenvelhecimento
deve ser uma
prioridade.
De fato, espera-se
que uma
abordagem de
tratamento
combinada que
inclua tanto a
despigmentação
epidérmica quanto
o aprimoramento
do
fotoenvelheciment
o dérmico seja
necessária para
minimizar o risco
de recorrência do
melasma. É crucial
desenvolver
agentes
despigmentantes
mais seguros e
eficazes. Além
disso, agentes
terapêuticos ou
terapias baseadas
em luz que
possam restaurar
componentes
dérmicos, incluindo
a membrana basal
rompida ou
componentes
dérmicos
desregulados,
devem ser
desenvolvidos.
KAIKATI et al., 2023O objetivo deste
estudo piloto foi
avaliar a eficácia do
ácido tranexâmico
(AT) tópico 2%
combinado com
vitamina C 2% no tratamento do melasma resistente na região do
Mediterrâneo.
Este estudo piloto
intervencionista
prospectivo
incluiu 10
mulheres, com
idades entre 18
e 55 anos, com
melasma
resistente. A
intervenção
consistiu na
aplicação de
uma formulação
tópica contendo 2% de TA e 2%
de vitamina C,
todas as noites
durante oito
semanas. O
desfecho
primário foi a
pontuação do
Melasma Area
and Severity
Index (MASI)
medida na linha
de base e nas
semanas 4 e 8.
A pontuação média
do MASI variou de
12,76 ± 3,91 na linha
de base para 7,00 ±
4,85 na semana 4 ( p < 0,01) e
depois para
3,39 ± 1 na semana 8
( p = 0,03). A média
do MelasQoL
diminuiu de 35,2 ±
16,03 na linha de
base para 28,8 ±
12,96 na semana 4 (
p < 0,01) e depois
para 24,9 ± 13,96 na semana 8 ( p = 0,14).
O PGA aumentou
entre as semanas 4 e 8, passando de 2,2 ±0,79 para 2,4 ± 1,07.
Nenhum efeito
colateral importante
foi relatado.
Nosso estudo
piloto demonstrou
a possibilidade de
uma combinação
tópica de TA 2% e
vitamina C 2%,
que pode ser uma
estratégia
terapêutica útil no
tratamento de
melasma
resistente no
Oriente Médio,
uma região do
mundo com alto índice UV. Este
tratamento
combinado é uma
alternativa mais
segura aos
perigosos
tratamentos de
clareamento que
ainda estão sendo
usados.
MORGADO-CARRASC
O et al., 2023
Buscamos revisar a
patogênese do
melasma e o
papel da
fotoproteção na
prevenção e
tratamento
desse distúrbio.
Foi conduzida
uma revisão
narrativa da
literatura.
Realizamos
buscas
bibliográficas
com o PubMed
de janeiro de
1990 a dezembro de
2021 usando as
palavras-chave
“melasma”,
“patogênese”,
“radiação
ultravioleta”, “luz
visível”,
“fotoproteção” e
“protetores solares”.
A fisiopatologia do
melasma inclui uma
interação complexa
entre genética,
hormônios sexuais e
exposição solar. A luz visível, em particular a luz visível de alta
energia (HEVL) e a
UVA de onda longa
(UVA1)
desempenham um
papel fundamental na fisiopatologia do
melasma, e
pesquisas recentes
sugerem que o
melasma compartilha muitas características
com distúrbios de
fotoenvelhecimento.
O melasma afeta
desproporcionalmente indivíduos de pele escura. Cerca de 30% a 50% dos sul-americanos e
asiáticos, entre outras etnias, podem
apresentar melasma.
Pacientes de pele
escura tomam menos medidas
fotoprotetoras. Além
disso, a maioria dos
pacientes com
melasma não segue
adequadamente as
recomendações de
fotoproteção, incluindo a aplicação de protetor solar.
Devido à
fisiopatologia do
melasma, os
protetores solares
devem ser de
amplo espectro
com alto fator de
proteção solar e
fornecer alta
proteção contra
UVA1 e VL. Os
protetores solares
devem ser
cosmeticamente
aceitáveis e não
deixar resíduos
brancos.
Protetores solares
coloridos são uma
excelente escolha,
pois os pigmentos
podem proteger
contra HEVL e
UVA1 e podem
fornecer
camuflagem, mas
devem oferecer
cores que
combinem com o
tom de pele de
cada paciente.
GONZÁLEZ
-MOLINA et al., 2022
Realizamos
uma revisão dos
agentes tópicos
usados
atualmente no
melasma,
discutindo seu
mecanismo de
ação, eficácia,
segurança e
tolerabilidade,
com uma
atualização sobre
tratamentos
mais recentes.
Foi realizada
uma revisão
sistemática do
banco de dados
PubMed, usando as
diretrizes PRISMA. A
busca foi limitada a
estudos em inglês e
espanhol que
eram ensaios
clínicos duplo
ou simples-
cegos,
prospectivos,
controlados ou
randomizados,
revisões de
literatura e
estudos de
meta-análise.
348 estudos foram
analisados; 80 artigos
preencheram os
critérios de inclusão.
A terapia de
combinação tripla
(TC) e a hidroquinona
(HQ) ainda são os
agentes mais bem
estudados com forte recomendação
baseada em
evidências. A terapia
TC continua sendo o
padrão ouro de
tratamento com base na eficácia e
tolerabilidade do
paciente. As
evidências mostraram que o ácido ascórbico, o ácido azelaico, o ácido glicólico, o ácido kójico, o ácido
salicílico e a
niacinamida são
eficazes como
terapias adjuvantes
com efeitos colaterais mínimos.
A terapia TC
continua sendo o
padrão ouro de
tratamento.
Cisteamina tópica
e TA são opções
mais recentes que
podem ser
incorporadas como
tratamentos
adjuvantes e de
manutenção no
regime de um
paciente.
Cisteamina e TA
tópico não têm
efeitos adversos
graves conhecidos.
Evidências
comparando
outros tratamentos
adjuvantes tópicos
ao HQ mantêm o
HQ como o padrão
ouro de tratamento.

Morgado-Carrasco et al.1, traz o conceito de Melasma como um distúrbio complexo  que associa vários patomecanismos: Ativação inapropriada de melanócitos; Agregação de  melanina e melanossomas na epiderme e derme; Aumento da contagem de mastócitos e  elastose solar; Alteração da membrana basal; E aumento da vascularização. A exposição  crônica ao sol desempenha um papel crítico em cada um desses patomecanismos. O  melasma afeta não apenas os melanócitos, mas também os queratinócitos, fibroblastos,  mastócitos, células endoteliais e possivelmente sebócitos. Aumento de mastócitos  dérmicos e elastose solar, juntamente com uma membrana basal alterada e aumento da  vascularização são as marcas registradas do fotoenvelhecimento, e o Melasma pode ser  considerado um distúrbio de pele de fotoenvelhecimento que ocorre em um contexto  genético predisposto, em vez de simplesmente uma doença de pigmentação. 

Segundo o estudo de Narde et al.2 2025, o melasma geralmente se apresenta com  máculas e manchas irregulares, marrom-claras a marrom-acinzentadas, na pele  exposta ao sol. As lesões são geralmente simétricas e podem afetar a testa, o nariz, as  bochechas, a área do lábio superior e o queixo. Na maioria dos pacientes, o melasma é  assintomático. No entanto, um estudo sugeriu que coceira, formigamento, secura,  eritema ou telangiectasia podem anunciar m=Melasma inflamatório, que é caracterizado  pelo aumento da vascularização com telangiectasias e eritema. O Melasma associado a  terapias hormonais pode permanecer após o término do tratamento. O melasma com um  componente inflamatório pode estar associado a um pior resultado usando tratamentos  convencionais em comparação com o melasma sem um componente inflamatório  acentuado. 

González-Molina et al.3, traz em sua revisão a niacinamida (vitamina B3), que é a  forma biologicamente ativa da niacina que se acredita diminuir a pigmentação ao regular  negativamente os melanossomos transferidos dos melanócitos para os queratinócitos,  diminuindo o acúmulo de melanina na pele. Ela não só pode reduzir a pigmentação, mas  também é conhecida por reduzir a inflamação e as alterações degenerativas solares. Em  um estudo duplo-cego de 27 pacientes com Melasma, a eficácia do creme de niacinamida  a 4% foi comparada a hidroquinona a 4%, as reduções na pontuação do Índice de Área e  Gravidade do Melasma MASI foram de 62% e 70%, respectivamente, após oito semanas  de tratamento. A niacinamida tópica é conhecida por ser uma escolha terapêutica boa e  segura para o tratamento do Melasma. 40 As reações adversas com o uso de niacinamida  tópica são principalmente queimação leve, eritema e prurido. Elas podem melhorar com o  uso contínuo do agente tópico. 

A vitamina C, o ácido ascórbico, um antioxidante bem conhecido, se liga ao cobre  para bloquear a via da melanogênese da enzima tirosinase. Com base nos resultados de  Kaikati et al.4, ao comparar sua eficácia para o tratamento do Melasma com hidroquinona 4%, uma melhora substancial foi observada durante o primeiro mês, enquanto os resultados  com ácido ascórbico tópico não foram aparentes até o terceiro mês de tratamento. A injeção  intradérmica de uma combinação de ácido tranexâmico e ácido ascórbico também  demonstrou reduzir significativamente as pontuações MASI dos pacientes, e essa melhora  foi sustentada por três meses. Com aplicação tópica ou injeção intradérmica, a combinação  de ácido tranexâmico com vitamina C representa um avanço no tratamento do Melasma,  especialmente onde outras terapias convencionais falharam.

Jo et al.5, traz os peelings químicos como uma opção de tratamento bem conhecida  para Melasma e são tipicamente considerados uma abordagem secundária para gerenciar  a condição. Sua eficácia em abordar o componente epidérmico do Melasma é atribuída à  sua capacidade de induzir separação epidérmica controlada e regeneração subsequente.  Além disso, eles podem auxiliar na remoção de melanina estagnada através da fagocitose  nas camadas dérmicas. Vários agentes, incluindo SA, TCA e ácido láctico, foram  explorados para peeling químico em pacientes com Melasma. Embora as evidências que  apoiam esses métodos sejam limitadas, eles podem ser considerados como uma opção  para indivíduos com Melasma que não respondem bem a tratamentos tópicos. 

Em 1983, Anderson e Parrish introduziram o conceito de terapia a laser para tratar  distúrbios cutâneos. Seu trabalho pioneiro destacou as características térmicas e de  absorção distintas das estruturas pigmentadas dentro da pele, tornando-as alvos  adequados para destruição precisa usando comprimentos de onda específicos de radiação.  Mais importante, essa abordagem poupou o tecido saudável circundante.  Consequentemente, uma ampla gama de alvos, como pelos indesejados e tinta de  tatuagem, poderiam ser efetivamente removidos com impacto mínimo na pele normal  circundante. A terapia a laser surgiu como uma opção alternativa segura para o tratamento  do Melasma, particularmente em casos em que os métodos mais convencionais  envolvendo cremes tópicos e peelings químicos se mostraram menos eficazes. Uma ampla  gama de terapias a laser passou por um exame extensivo em vários ensaios clínicos,  revelando um espectro diverso de eficácia do tratamento e potenciais eventos adversos. Jiryis et al.6, traz em seu estudo os diversos tipos de lasers que podem ser utilizados no  tratamento do Melasma, como: Luz Intensa Pulsada, Q-Switch de baixa fluência, Lasers de  Resurfacing Fracionados Não Ablativos, Lasers de Resurfacing Fracionados Ablativos e  Lasers de picosegundos. 

CONCLUSÃO 

Este estudo evidenciou que o tratamento do melasma representa um verdadeiro  desafio clínico, necessitando de estratégias terapêuticas multifacetadas para alcançar  resultados mais satisfatórios. A avaliação da eficácia de combinações de clareadores,  peelings químicos, laser e antioxidantes demonstrou que uma abordagem integrada  oferece vantagens significativas em comparação ao uso isolado de terapias tradicionais. 

Os clareadores mencionados, como a hidroquinona e o ácido kójico, continuam a  servir como pilares do tratamento, enquanto os peelings químicos e o laser têm o potencial  de amplificar esses efeitos, promovendo a renovação celular e uma melhor uniformidade  na pigmentação. Ademais, a inclusão de antioxidantes, como a vitamina C e o ácido  tranexâmico, revelou-se promissora na diminuição do estresse oxidativo e na prevenção da  hiperpigmentação que pode ocorrer de maneira recorrente. 

Porém, apesar dos progressos alcançados, a efetividade do tratamento depende de  diversos fatores, incluindo a adesão do paciente, a implementação rigorosa da fotoproteção  e a personalização da terapia. 

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1Acadêmica de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Ac, Brasil, e-mail: araujoama27@icloud.com;
2Acadêmico de Medicina. Centro Universitário Uninorte, AC, Brasil;
3Acadêmica de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Ac, Brasil;
4Acadêmica de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Ac, Brasil