CONTRIBUIÇÕES DA LEITURA PARA O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NO 1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601061141


Alvanice Leão Carlos1
Adriana Lucena Gomes2
Livanize Macário da Silva3
Maria Elizomara Elias da Silva4
Milla Katiuska Alves Duarte5


RESUMO

A leitura é uma atividade muito importante para o crescimento da criança, e deve começar desde os primeiros anos de vida. Ela ajuda a incentivar a criança a gostar de ler ou a se familiarizar com os livros. A leitura também melhora a convivência com as pessoas, a interação social, o vocabulário e contribui para o desenvolvimento do pensamento, das emoções e da socialização da criança. Dessa forma, este estudo fala sobre quão importante é a leitura no processo de ensino e aprendizagem das crianças, destacando como objetivo principal entender a importância da leitura para os alunos que estão aprendendo a ler. Para ajudar o leitor a seguir os próximos passos, serão mostrados os estudos organizados em três capítulos. A metodologia usada nesta pesquisa foi baseada em revisões de livros e artigos sobre a importância da leitura no processo de ensino de leitura para alunos do primeiro ano do ensino fundamental. Apresentada de maneira descritiva com autores que envolvem o tema estudado. 

Palavras-chave: Alfabetização. Leitura. Escrita. Desenvolvimento. Aprendizagem.

INTRODUÇÃO

Ler é uma atividade essencial para o crescimento das crianças, e é importante começar a ensinar isso desde os primeiros anos de vida. Essa prática ajuda a criança a se familiarizar com a leitura ou a iniciar o hábito de ler, fazendo com que ela perceba como ler pode trazer vantagens significativas para o seu aprendizado e para a formação do seu conhecimento. A leitura ajuda a melhorar o convívio entre as pessoas, a interação entre elas, aumenta o vocabulário e também contribui para o desenvolvimento do pensamento, das emoções e da socialização. É um hábito essencial para formar um cidadão que pensa por si mesmo, é independente e sabe questionar as coisas.

A literatura deve ser introduzida à criança desde o começo da infância, seja no convívio familiar ou no ambiente escolar. O papel do professor é criar oportunidades para despertar o interesse dos pequenos pelos livros. Como o hábito de ler está ficando cada vez mais comum entre os jovens, eles veem a leitura como algo que causa punição ou que é uma obrigação, porque ela é feita apenas para conseguir notas boas, o que faz com que eles se afastem do prazer de ler. É responsabilidade do educador criar estratégias para romper esses paradigmas que são impostos por eles. Assim, o professor que ensina a ler deve entender que a leitura é um componente essencial no processo de ensinar a ler. Entendemos que ler ajuda a aumentar o vocabulário das crianças, além de melhorar a criatividade, a forma como interpretam o mundo, a imaginação, o desenvolvimento intelectual e a capacidade de se relacionar com os outros. 

Uma criança que gosta de ler ou que começa a se expor à leitura cedo, ganha mais palavras no vocabulário, o que ajuda ela a se expressar, falar e escrever de forma melhor. O que faz com que o processo de ensino da leitura seja mais divertido e fácil de entender. Dessa maneira, esse estudo mostra como a leitura é importante no processo de ensino e aprendizagem, e o problema que será estudado é: de que maneira a leitura ajuda e contribui para a alfabetização e a escrita dos alunos do primeiro ano do ensino fundamental? O principal objetivo é entender a importância da leitura para os alunos que estão aprendendo a ler. 

E como objetivos específicos ou secundários, o curso busca apresentar as diferentes etapas da alfabetização das crianças; identificar como a leitura pode ajudar os alunos no processo de escrita; e reconhecer o papel importante da leitura e do professor no desenvolvimento do aprendizado das crianças. A justificativa desse projeto fala sobre a importância da leitura no processo de ensino da leitura e escrita para as crianças, mostrando como é bom começar a trabalhar essa prática desde o começo do ensino da leitura. Ler ajuda a desenvolver a imaginação, além de melhorar a capacidade de entender e interpretar o que se lê. 

A leitura ajuda a aprender melhor durante o ensino da leitura, pois permite ao aluno conhecer muitos temas e situações diferentes que aparecem em contos, histórias, notícias, cartas e outros tipos de textos. Assim, a criança vai aprendendo coisas que ajudam no seu crescimento durante o processo de estudos, porque, com isso, ela consegue entender melhor os diferentes contextos, tanto o que acontece dentro da escola quanto o que está ao seu redor. 

Assim, esse projeto é importante tanto para a comunidade científica quanto para a sociedade, pois a leitura ensinada cedo na infância ajuda no desenvolvimento social, emocional e intelectual da criança. Além disso, amplia seu vocabulário e ajuda a compreender melhor os contextos em que ela se encontra. Dessa maneira, o aluno não só aprende a decodificar a escrita, mas também a ler e entender o que está lendo, usando esses conhecimentos no seu próprio aprendizado. Por isso, ele se torna um participante ativo e crítico no processo de ensino e na sociedade. 

A metodologia utilizada nesta pesquisa foi desenvolvida com base em revisões de livros e artigos sobre a importância da leitura no processo de ensino de alfabetização dos alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental. Apresentada de maneira descritiva por autores que abrangem o tema analisado. Utilizamos as bases de dados do Google Acadêmico. Os critérios de inclusão foram: pesquisas em artigos científicos disponíveis de forma gratuita, sites confiáveis para pesquisa e trabalhos finais de conclusão de curso sobre o tema. Os critérios de exclusão foram: artigos que estavam em outras línguas e que não tinham relação com o tema. 

Para ajudar o leitor a entender os próximos passos, serão apresentados estudos organizados em tópicos. No primeiro, trataremos de um breve resumo sobre as diferentes etapas da alfabetização. No segundo, vamos falar sobre alfabetização, para entender como a leitura pode ajudar os alunos durante a escrita. E por fim, pretende-se reconhecer como a leitura e o professor podem ajudar no desenvolvimento do aprendizado dos alunos. A seguir, estão as considerações finais e as referências que foram utilizadas na pesquisa.

AS ETAPAS DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

A leitura é um componente muito importante e fundamental no processo de ensino e aprendizagem dos alunos das séries iniciais, pois ajuda a desenvolver a criatividade e a imaginação da criança, além de melhorar a sua capacidade de interpretar e entender diferentes temas. Além disso, a leitura aumenta o vocabulário da criança, o que é um aspecto essencial para o processo de alfabetização. No entanto, para que a leitura auxilie na aprendizagem dos alunos, ela precisa ser vista por eles como algo agradável, e não como uma tarefa obrigatória. Se o aluno entender a leitura dessa forma, ele perderá o interesse e lerá apenas por obrigação, sem realmente perceber o quanto ela é importante e significativa para sua vida. 

Villardi (1997, p. 04) “ler é construir uma concepção de mundo, é conseguir compreender o que nos chega por meio da leitura, o que se constitui com um dos atributos que permitem exercer, de forma mais abrangente e complexa, a própria cidadania”. Percebe-se que ler vai além de só reconhecer as palavras, sendo um processo de criar significados e entender a realidade. A leitura ajuda a formar a maneira como uma pessoa entende o mundo, sendo um meio essencial para exercer a cidadania de forma crítica. Ela aumenta a capacidade de alguém interpretar dados, tomar posições diante de situações sociais e envolver-se de forma mais consciente e engajada na vida em sociedade.

Esse estímulo e o contato com os livros devem acompanhar o aluno desde a fase da educação infantil. Se o aluno não tem esse contato com o mundo da leitura em casa, a escola tem um papel muito importante para oferecer e envolver os alunos nesses momentos. Os primeiros anos são o período em que se deve dedicar mais atenção ao ensino de leitura e escrita da criança, já que é nesse momento que ela começa a aprender a ler e escrever de forma eficaz. Para começar esse processo, o educador precisa conhecer e entender todas as etapas que a criança vai passar durante a alfabetização, respeitando seus limites e dificuldades, e reconhecendo que cada criança tem seu próprio ritmo e desenvolvimento.

De acordo com Ferreiro e Teberosky (1999, p. 45) “a criança passa por um processo de aquisição de escrita baseado em níveis de hipóteses da escrita, sendo eles: hipótese pré silábico, hipótese silábica, hipótese silábica-alfabética e hipótese alfabética”. Esses níveis variam de uma criança para outra, porque cada uma começa o 1.º ano do ensino fundamental com um nível de conhecimento diferente. O professor precisa saber em qual etapa cada criança está e escolher a melhor forma de ajudá-la a ir para a etapa seguinte. O primeiro nível que Ferreiro apresenta é a hipótese pré-silábica. Nessa etapa, a criança já foi mostrada o alfabeto na fase da educação infantil e começa a deixar de fazer desenhos aleatórios para entender melhor como funciona a escrita. A criança começa a formular suas próprias ideias, mesmo que ainda não saiba falar. Ela percebe que para escrever, precisa usar letras, mesmo que não saiba como escrevê-las ou pronunciá-las.

Na primeira parte da aprendizagem da escrita, a criança ainda não consegue distinguir entre a escrita das palavras e usa traços e letras que parecem semelhantes, frequentemente aquelas que já sabe, como as letras do seu nome, repetindo-as de forma constante e sem seguir uma ordem normal. É normal que ela associe a escrita às características do objeto, usando mais letras ou traços grandes para palavras que representam coisas grandes e menos letras ou traços pequenos para coisas menores. Segundo Ferreiro (2000, p. 32), nesse primeiro estágio a criança começa a entender que a escrita está ligada à fala, e começa a brincar com a escrita usando rabiscos, desenhos, símbolos e letras que já conhece, mas de forma desorganizada. Nessa fase, a escrita ainda não faz o que deveria fazer para se comunicar bem, porque só a própria criança entende o que escreveu.

O segundo nível da escrita é chamado de hipótese silábica, segundo Ferreiro (2000, p. 25). Nesse nível, a criança começa a entender como as letras se relacionam com o que é dito. Isso significa que, nesse momento, a criança já consegue entender que a escrita é uma forma de representar a fala e que é possível escrever o que se fala. Nesse momento da aprendizagem, a criança começa a entender que a palavra pode ser dividida em partes, chamadas de sílabas, e nesse processo, ela aprende que o número de vezes que abre a boca para pronunciar uma palavra indica a quantidade de partes que essa palavra possui.

Este nível é marcado pela tentativa de atribuir um som a cada letra que forma uma escrita. “Cada letra representa uma sílaba” (FERREIRO; TEBAROSKY, 1999). Pode-se perceber que essa ideia de escrita pode ser separada em duas fases, a primeira sendo a hipótese silábica sem considerar o som e a segunda a hipótese silábica que leva em conta o som. Ambas são importantes para que a criança avance para o próximo estágio. Na hipótese silábica sem valor sonoro, a criança já começa a entender como as palavras se dividem em sílabas, e estabelece uma relação entre o número de letras e o número de sílabas que pretende escrever. Ela conecta a quantidade de sílabas com a quantidade de vezes que abre a boca para falar a palavra. 

Os pequenos começam a associar cada som com uma letra. Neste momento do processo, a criança ainda está aprendendo a perceber e identificar os sons da linguagem. Assim, quando é pedido que ela escreva uma palavra, ela não usará automaticamente as letras que correspondem ao som, porque ainda está em formação a relação entre grafema e fonema. O professor é responsável por criar essa ligação e ajudar o aluno durante todo o processo, procurando formas de apoiá-lo para superar suas dificuldades, permitindo que a criança avance para a próxima fase da escrita, e desenvolver a hipótese silábica com o valor sonoro.

Nessa fase, a criança já sabe que as palavras estão divididas em sílabas, mas não usa letras aleatórias para cada uma. Ela entende melhor como a escrita se relaciona com a fala e começa a dominar a noção de consciência fonológica. A criança consegue mostrar o som da sílaba usando o som da vogal ou da consoante que estão na palavra. Por exemplo, se ela escreve a palavra “SAPATO”, pode mostrar o som com “SAO” ou “PTO”. Dessa forma, percebe-se que ela está usando letras que representam os sons que aparecem em cada sílaba, seja pela vogal ou pela consoante.

O próximo passo na escrita é a hipótese silábica alfabética. Nessa etapa, a criança já consegue associar as letras aos sons convencionais, escrevendo e representando as sílabas, às vezes com uma única letra e outras vezes escrevendo a sílaba toda. Ferreiro e Teberosky (1999, p. 214) 

A criança ‘abandona’ a hipótese silábica e descobre a necessidade de fazer uma análise que vai “mais além” da sílaba pelo conflito entre a hipótese e a exigência de quantidade mínima de letras (ambas as exigências puramente internas, no sentido de serem hipóteses originais da criança) e o conflito entre as formas gráficas que o meio lhe propõe e a leitura dessas formas em termos de hipótese silábica (conflito entre a exigência interna e uma realidade exterior ao próprio sujeito).

Ferreiro e Teberosky (1999) explicam que, ao se deparar com conflitos entre suas hipóteses iniciais e as regras da escrita convencional, a criança ultrapassa a fase silábica e começa a analisar a língua de forma mais precisa, progredindo na compreensão do sistema alfabético por meio da interação entre seus próprios conhecimentos e as necessidades da escrita na sociedade.

A criança percebe que algumas sílabas precisam de mais letras para ficarem com o som certo da palavra, e nesse momento ela começa a brincar com o alfabeto e os sons que cada letra faz. A criança percebe a relação entre o som e a letra não apenas usando uma letra por sílaba, mas também começa a entender como os sons se combinam e se relacionam. De acordo com Morais (2012, p. 62) a hipótese silábica é:

A descoberta de uma mudança radical na questão como. A criança que já descobriu o que a escrita alfabética nota (a pauta sonora, ou seja, as partes orais das palavras que falamos), em lugar de achar que se escreve colocando uma letra para cada sílaba, descobre que é preciso ‘por mais letras’. Para isso, ela necessita refletir mais detidamente, sobre o interior das sílabas orais de modo a buscar notar os pequenos sons que as formam em lugar de colocar uma única letra para cada sílaba. 

Percebe-se que para Morais (2012) a hipótese silábica é um momento importante na alfabetização, porque marca a passagem para uma compreensão mais completa do funcionamento do sistema alfabético. Nesse momento, a criança entende que não é suficiente usar uma letra para cada sílaba e começa a pensar sobre os sons mais pequenos que formam as sílabas, progredindo na análise dos sons e na criação de um sistema de escrita cada vez mais parecido com o convencional.

O último nível é a hipótese alfabética. Neste momento da aprendizagem, a criança já superou quase todos os desafios. Para entender o sistema alfabético, ela pode ser dita alfabetizada, pois já consegue ler e escrever sozinha. No entanto, isso não quer dizer que o processo de aprendizagem acabou. Mesmo sabendo como escrever, a criança pode ter problemas com a ortografia, porque algumas letras têm sons parecidos, o que pode deixar a criança confusa em certos momentos. Por exemplo, na fase alfabética, a criança pode escrever a palavra “girafa” como “jirafa”, já que as letras “g” e “j” soam iguais nesse caso. Da mesma forma, pode escrever “XUVA” em vez de “CHUVA”, mostrando dúvidas que surgem entre grafemas que têm sons semelhantes.

O professor deve ter cuidado ao corrigir a criança, porque isso não quer dizer que ela não aprendeu direito. O professor deve entender que essas dificuldades são abordadas e melhoradas ao longo de toda a jornada escolar. Se o professor perguntar à criança com um sentimento de repreensão, isso pode prejudicar a forma como ela aprende. O educador precisa sim reconhecer os erros, mostrar para a criança, mas ao mesmo tempo mostrar como ela pode melhorar. Para Morais (2012, p. 64):

Ao atingir essa fase final do processo de apropriação da escrita alfabética, as crianças resolvem as questões o que e como de forma como fazemos nós, adultos bem alfabetizados e usuários do português: colocando, na maioria dos casos, uma letra para cada fonema que pronunciamos. Assim como nós, as crianças o fazem, mesmo sem conseguir verbalizar/explicar essa maravilha que descobriram. Mas diferente de nós elas cometem erros.

Para Morais (2012) quando a criança entra na fase alfabética, ela começa a entender como funciona o sistema de escrita de forma parecida com um adulto que sabe ler e escrever, conseguindo relacionar sons com letras. No entanto, mesmo que a criança já use esse princípio com bom resultado, ainda comete erros, o que é normal no processo de aprendizagem, pois nem sempre consegue explicar ou pensar sozinha sobre as regras que passou a seguir de forma automática.

A leitura nesse momento é muito importante, pois ao usá-la no processo de alfabetização, os alunos conseguem aumentar o seu vocabulário, aprender palavras novas e sons diferentes, e conhecer vários tipos de textos. O que ajuda no seu processo de aprendizagem e na escrita, podendo dar aos alunos uma aprendizagem mais importante. Para Soares (2004, p. 97) “A alfabetização não é apenas aprender a ler e escrever”, “alfabetizar é muito mais do que ensinar a codificar e decodificar”. 

A INFLUÊNCIA DA LEITURA NO DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA

A leitura é muito importante para o crescimento da criança, além de ser essencial para aprender a escrever e para o ensino, ela também ajuda a desenvolver o comportamento emocional, psicológico, cognitivo e social da criança. Ler ou ouvir uma história muda a pessoa e dá a ela muitas chances de inventar e reinventar mundos na sua mente. Lima e Ferrari (2014) ainda afirmam que, com certeza, ninguém torna-se leitor de forma mecânica, é um processo de constituição. Processo este, necessário à humanização. Dessa maneira, o aluno precisa ser incentivado a ler, e o professor, ao ensinar, deve encontrar formas de levar o aluno para o mundo da literatura, mostrando o quanto essa interação é benéfica para seu desenvolvimento. 

O professor é a pessoa que vai acompanhar o aluno durante a sua formação, sendo um exemplo em diversos momentos. Se o próprio professor não gosta de ler e não consegue motivar os alunos, é provável que os alunos também não desenvolvam esse interesse. A criança, ao começar a aprender a ler e escrever, passa por diferentes etapas de desenvolvimento. Ela se apropria de hipóteses para entender a leitura e a escrita. A primeira fase é a pré-silábica, depois vem a fase silábica, em seguida a fase silábica-alfabética e, por fim, a fase alfabética.

Para que a criança possa passar de uma fase para outra, o professor precisa estar bem preparado com métodos e ações que considerem as dificuldades de cada aluno, e conseguir ajudá-los, usando diferentes ferramentas para que o aprendizado seja divertido e importante. A leitura, quando introduzida no processo de ensino da leitura, torna-se uma ferramenta que ajuda o aluno a aprender melhor e continua acompanhando ele durante toda a sua formação. Isso acontece porque crianças que têm acesso aos livros e começam a ler cedo tendem a ter mais facilidade em aprender, já que a leitura ajuda no crescimento do cérebro e também no desenvolvimento social. 

Ler para uma criança é muito importante, mesmo que ela ainda não esteja começando a estudar. A leitura traz várias emoções e sentimentos, ajuda a desenvolver a imaginação, melhora o raciocínio, a interpretação e a compreensão de textos, aumenta o vocabulário e também promove a interação social e a capacidade de criticar. O contato com livros e a leitura ajudam a criança a se sentir mais familiarizada quando começa a aprender a ler, pois a exposição às letras, frases e palavras torna o processo de aprendizagem mais fácil e conhecido. 

Antes da criança chegar à idade escolar, ela já desenvolve técnicas simples, parecidas com a escrita, que funcionam como etapas importantes para o seu crescimento e a levam de verdade ao conceito de escrita. Assim, entendemos que, antes de começar a aprender a escrever, a criança já forma suas próprias ideias sobre como escrever. Nesse momento, os livros se tornam um grande apoio, pois ao interagir com eles, a criança vai descobrir diversos tipos de letras, formas e diferentes maneiras de organizar o texto. E experimente diferentes experiências literárias. “Do ponto de vista construtivo, a escrita infantil segue uma evolução regular através de diversos meios culturais em diversas situações educativas de diversas linguagens” (CAGLIARI, 1998, p. 35). Nas discussões de Sousa (2016, p. 37) fala sobre a importância de ler desde os primeiros anos de estudo:

Trabalhar com leitura é uma tarefa complexa e gradativa, e, ao mesmo tempo prazerosa e relevante, uma vez que oportunizará a aprendizagem que servirá para a construção de sujeitos autônomos concatenados em uma nação cada vez mais exigente devido às constantes transições ocorridas na sociedade. Não existem receitas pedagógicas prontas e acabadas para serem aplicadas às escolas, visto que o ser humano é um ser inacabado e inconcluso, é necessário desenvolver estratégias e metodologias alternativas atrativas a todo instante por parte dos profissionais da educação conjuntamente com os discentes. 

Sousa (2016) destaca que a leitura, desde os primeiros anos de ensino, é um processo constante e desafiador, mas essencial para formar pessoas autônomas e críticas. O autor destaca que não há métodos prontos e universais, ressaltando a importância de usar práticas pedagógicas flexíveis e criativas, que possam acompanhar as mudanças sociais e atender as diferentes necessidades dos alunos durante o processo de aprendizagem.

O aprendizado da escrita da criança está ligado a várias atividades do dia a dia em que ela está envolvida, tanto no ambiente da família, quanto no social ou escolar. Através de interações e experimentos, a criança tem contato com a escrita em diferentes momentos do seu dia. O aprendizado da escrita das crianças está ligado a várias atividades do dia a dia em que elas estão envolvidas, seja no ambiente de casa, na vida social ou na escola. Por meio de interações e experimentos, a criança se expõe à escrita em diferentes momentos do seu dia. Kramer (2003, p. 66): 

O que faz de uma escrita uma experiência é o fato de que tanto quem escreve quanto quem lê enraízam-se numa corrente, constituindo-se com ela, aprendendo com o ato mesmo de escrever ou com a escrita do outro, formando-se. […] A leitura e a escrita podem, à medida que se configuram como experiência, desempenhar importante papel na formação. 

Kramer (2003, p. 66) destaca que a leitura e a escrita se tornam momentos de crescimento quando ajudam a aprender e a mudar tanto quem escreve quanto quem lê. Nesse sentido, essas práticas vão além do uso só de linguagem, ajudando a formar a identidade das pessoas, a trocar ideias e a desenvolver o pensamento e a formação humana. Quando as crianças entram nos primeiros anos do ensino fundamental, cada uma tem um diferencial de conhecimento. O papel do professor é descobrir qual é o nível de cada uma e criar estratégias que ajudem com as dificuldades que ela enfrenta possa desenvolver ideias sobre escrita que fazem sentido.

O educador precisa entender que a leitura e a escrita estão ligadas, que ambas as atividades se ajudam e são essenciais para o desenvolvimento da criança, já que é por meio delas que se constrói o conhecimento. Para que a criança consiga aprender bem esse conhecimento, a família e a escola devem se unir, estimular e oferecer oportunidades de ler em casa e na escola. No entanto, ainda nas escolas, encontramos situações em que as crianças não têm acesso a livros em casa. Nesse momento, o papel da escola e do educador é muito importante para oferecer oportunidades que permitam que esses alunos tenham acesso ao mundo da literatura dentro do ambiente escolar, e possam desenvolver suas próprias ideias. Para Cagliari (1998, p. 35) afirma que, “as crianças não só têm que ver as diferenças existentes entre formas de letras e palavras, mas precisam diferenciar sons. Para se alfabetizar, a criança deve desenvolver capacidade para analisar sua própria linguagem escrita”.

Para, Cagliari destaca que a alfabetização não é só reconhecer as letras, mas também ensinar a criança a distinguir sons e a pensar sobre como funciona a linguagem escrita. Esse processo ajuda a entender como a fala está ligada à escrita, algo muito importante para aprender o princípio do alfabeto. Antes de aprender a ler e escrever, a criança usa diferentes formas de se expressar antes de conseguir escrever direito, como desenhar, fazer traços, linhas, símbolos ou colocar letras sem sentido junto a algo else. Isso já é um tipo de escrita, porém, nesta fase inicial, chamada de garatuja ou pré-silábica, só a criança consegue entender e reconhecer o que escreveu. Ainda de acordo com Cagliari (2001, p. 75)

A estimulação nessa fase é muito importante, é preciso valorizar a produção espontânea da criança, lembrando que nessa fase ainda não existe preocupação estética em relação à escrita feita. Por meio da garatuja, a criança cria e recria individualmente formas expressivas integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade.  

Cagliari (2001), destaca a importância de estimular as crianças nas primeiras etapas de aprendizagem da escrita, mostrando que a garatuja é uma forma válida e natural de expressão da criança. Nesse momento, a atenção não deve ser dada à beleza ou à forma certa, mas ao significado e ao conhecimento que a produção espontânea da criança transmite. Ao escrever, a criança expressa percepção, criatividade e sensibilidade, criando significados sobre o ato de escrever e começando a se relacionar com a linguagem escrita. Reconhecer essas obras ajuda a promover a independência, a capacidade de criar e a melhor compreensão da escrita como uma maneira de se comunicar.

É muito importante ler e interagir com livros nesse momento, pois ao se deparar com a linguagem escrita, a criança consegue perceber como as palavras são formadas e como um texto está estruturado. Com esses exemplos, a criança começa a usar essas mesmas estruturas em suas próprias formas de expressão. Mesmo que a criança ainda não saiba a sequência certa para escrever, ela entende que é preciso usar letras e que cada uma tem um som e uma forma específica. Com essa noção, seu aprendizado vai se desenvolvendo e evoluindo para níveis mais complexos. O professor precisa ensinar os alunos diversos tipos de textos, como bilhetes, cartas, contos, histórias, jornais e revistas, entre outros. É importante apresentar essa variedade ao aluno, porque com esse conhecimento diferente, ele ganha mais ideias e inspiração para escrever e desenvolver suas próprias obras. Azenha (1999, p. 44) afirma:

Num contexto onde a escrita e a leitura fazem parte das práticas cotidianas, a criança tem a oportunidade de observar adultos utilizando a leitura de jornais, bulas, instruções, guias para consulta e busca de informações específicas ou gerais; o uso da escrita para confecção de listas, preenchimento de cheques e documentos, pequenas comunicações e atos de leitura dirigidos a ela (ouvir histórias lidas). A participação nessas atividades ou a observação de como os adultos interagem com a escrita e a leitura gera oportunidade para que a criança reflita sobre o seu significado para os adultos.

Azenha destaca que a convivência da criança com atividades diárias de leitura e escrita ajuda ela a entender o sentido e o papel social dessas práticas. Ao acompanhar e se envolver com o uso da escrita pelos adultos, a criança desenvolve conhecimentos essenciais para seu crescimento no domínio da leitura e escrita, mesmo antes de começar a alfabetização oficial. A escrita é uma maneira que o aluno usa para registrar e ganhar conhecimento, quanto mais ele escreve, mais informações ele consegue entender e absorver. O registro ajuda a consolidar os conhecimentos. 

O professor precisa entender que pedir apenas que os alunos leiam textos ou façam resumos para tirar notas não ajuda na aprendizagem, porque eles farão isso só por obrigação. O professor deve buscar estratégias que transformem essas tarefas em ferramentas úteis para aprender, fazendo com que o aluno entenda o porquê de fazer isso e se interesse em realizar as atividades. Muitos estudantes, mesmo depois de terminar o ensino fundamental, continuam com um vocabulário e uma escrita limitados, cometem erros simples de ortografia e têm dificuldades para ler. Aprenderam só a decodificar as palavras e escrevê-las, copiando-as, sem entender o verdadeiro sentido do que estão lendo ou escrevendo.

E isso acontece muitas vezes por causa da falta de apoio escolar e da família. Em muitos casos, a família e a escola focam apenas em ensinar a ler, sem se importar com o significado das palavras, achando que ler e saber ler são a mesma coisa. E por meio dessa ignorância, a educação se torna ineficaz para a aprendizagem dos alunos. Um aluno que sabe ler e escrever não é automaticamente um aluno que compreende o que lê e escreve. 

Para que o aluno aprenda os conhecimentos que precisa para viver bem em sociedade, sua formação deve ser importante, fazendo com que ele mude a forma como pensa e entende o mundo. Assim, ele consegue interpretar e entender as situações que acontecem ao seu redor e se relacionar com as pessoas. A leitura e a escrita são essenciais não só para aprender sobre ensino, mas também para que a pessoa se adapte e participe da sociedade. Uma pessoa que não entende como funciona a sociedade pode acabar ficando de fora e não conseguindo se integrar.

O PROFESSOR COMO MEDIADOR DA LEITURA NO PROCESSO DE APRENDER

Aprender a ler é um momento importante na vida de uma criança, porque é através disso que se abre uma porta para novas descobertas e possibilidades. Por esse motivo, é essencial que a escola, em conjunto com a família, estimule o hábito de ler desde os primeiros anos de vida da criança. Para que a pessoa entenda o quão importante e quais vantagens a leitura pode trazer para ela. Podemos entender que a leitura é muito importante para o crescimento educacional, pessoal e profissional de uma pessoa, pois ajuda a desenvolver a capacidade crítica e intelectual da criança, assim como sua criatividade e como ela se relaciona com o mundo social em que vive. 

Para que a aprendizagem seja realmente significativa, a criança precisa ser a protagonista no processo de alfabetização. O professor deve atuar como mediador, utilizando as melhores técnicas e estratégias para ajudar o aluno a crescer e se desenvolver. A leitura é muito importante para ensinar as crianças do ensino fundamental a lerem, pois está presente em todos os momentos do ensino. O professor alfabetizador precisa entender que não basta apenas ensinar a “ler e escrever”, ou seja, deixar o aluno só decodificar as palavras. 

Além de ensinar a ler e escrever, o professor deve trabalhar o desenvolvimento completo da criança, combinando o letramento com a alfabetização. Dessa forma, o aluno consegue ler, interpretar e usar o que aprendeu no ambiente onde vive. Para entender melhor a diferença entre os dois, Guimarães (2020, p. 35) diz: “A alfabetização é o processo em que a criança aprende a decodificar os elementos que formam a escrita. ” Esta decodificação envolve memorizar o alfabeto, reconhecer as letras e entender como as sílabas se conectam umas com as outras. O letramento é um pouco mais complexo do que a alfabetização. 

Ele envolve a capacidade de entender e usar a língua de forma melhor, não apenas decodificá-la. Quando o aluno consegue compreender um texto, interpretar uma história, falar com nitidez e exprimir-se bem usando as palavras que ele usa, ele passa a ser considerado uma pessoa alfabetizada. A alfabetização e o letramento são processos que vão juntos, porque embora tenham significados diferentes, é importante trabalhá-los em conjunto para que a pessoa aprenda de forma verdadeira e completa. De acordo com Rojo (2010, p. 23): 

Alfabetizar-se pode ser definido como a ação de se apropriar do alfabeto, da ortografia, da língua que se fala. Isso quer dizer dominar um sistema bastante complexo de representações e de regras de correspondência entre letras (grafemas) e sons da fala (fonemas) numa dada língua; em nosso caso, o português do brasil. 

Rojo entende a alfabetização como a forma como alguém vai dominando um sistema complicado de escrita, que inclui entender como as letras se relacionam com os sons e as regras da língua. Assim, ensinar a ler e escrever vai além de decorar as letras, exigindo métodos de ensino que ajudem a pensar sobre como a escrita funciona e promovam uma aprendizagem real e compreensiva.

É essencial que o aluno passe do Ensino Fundamental I para as próximas séries, já dominando as habilidades básicas de ler e escrever, já que essas competências são fundamentais para que a pessoa se adapte e se integre na sociedade. Nesses momentos de aprendizagem, o professor é muito importante para o desenvolvimento das crianças, pois, durante toda a vida escolar, o aluno precisa conhecer muitos tipos diferentes de textos. Isso ajuda a mostrar situações que a criança pode reconhecer na sua própria vida, tornando a leitura mais importante e fácil de entender. Um bom exemplo que o professor pode usar com os alunos são as lendas. Esse é um tipo de texto muito conhecido, que busca explicar as origens da cultura de certas regiões, ajudando a despertar a curiosidade e o conhecimento sobre as diferentes culturas de cada área. 

Outro exemplo são as fábulas, que sempre terminam dando uma lição que nos faz pensar. Trabalhar com esse gênero também pode ser interessante, já que ajuda a desenvolver o senso moral da pessoa. A leitura, que começa desde o início com os alunos, ajuda a desenvolver vários aspectos importantes para sua formação como cidadão, como a criatividade, a compreensão e o respeito por diferentes culturas, estimula a imaginação, contribui para o desenvolvimento da escrita e o aumento do vocabulário, facilita a relação entre os alunos, pois eles conseguem entender situações que vivem, têm a liberdade de participar e expressar opiniões sobre o ambiente em que estão, dessa maneira, oferecendo a possibilidade de serem agentes ativos na sociedade. Lima e Ferrari (2014, p. 12) afirmam  

Cabe ao professor dispor-se a fim de promover e aguçar a curiosidade da leitura, mesmo que haja necessidade de rever sua prática no que compete ao processo de formação de leitores. Pois a problemática da leitura atinge não somente aos alunos do ensino fundamental, bem como aos alunos do ensino médio, ou seja, nossos estudantes independentes da série/ano o percentual dos que não gostam de ler é bem significativo. 

Para Lima e Ferrari (2014), a importância do professor na formação de leitores, destacando que é essencial promover práticas de ensino que estimulem o interesse pela leitura. Ao dizerem que o desinteresse acontece em várias fases da escola, eles destacam a necessidade do professor pensar e revalorizar seu trabalho para criar momentos de leitura mais importantes. Dessa maneira, o aluno acaba desenvolvendo uma aversão à leitura, em vez de sentir prazer, pois ele vê a leitura como uma tarefa obrigatória, sem entender realmente a sua importância para o seu desenvolvimento. 

A prática pedagógica, embora não receba o reconhecimento que merece, é uma das atividades mais nobres, porque mesmo com tantos avanços tecnológicos, o trabalho do professor continua sendo essencial e não pode ser substituído. O diálogo é muito importante para que as trocas de conhecimento aconteçam de forma positiva e gerem aprendizados bons, ajudando a superar as dificuldades relacionadas aos materiais usados para passar o conteúdo. O objetivo é deixar esses conteúdos mais claros e reais, já que o novo modelo curricular oferece uma base interdisciplinar, mudando a forma como a escola, que é uma instituição social, costuma funcionar. 

Nessa perspectiva, o currículo escolar precisa entender que a escola deve ser um lugar acolhedor, baseado não só na relação entre professor e aluno, mas também nas experiências e conhecimentos que os estudantes trazem consigo. Isso vai além do conhecimento científico, mas principalmente da conexão entre pessoa e mundo, como afirma Freire (1987, p.17)

O educador deve ser um inventor e um reinventor constante dos meios e dos caminhos com os quais facilite mais e mais a problematização do objeto a ser desvelado e finalmente apreendido pelos educandos. Sua tarefa não é a de servir-se desses meios e desses caminhos para desnudar, ele mesmo, o objeto e, depois, entregá-lo, paternalisticamente, aos educandos, a quem negasse o esforço da busca, indispensável, ao ato de conhecer. 

Percebe-se que para Freire, o educador não deve só passar conhecimento já pronto, mas ajudar a construir caminhos que ajudem a despertar a curiosidade e a fazer perguntas sobre os problemas. Ao reformular sua maneira de ensinar, o professor ajuda o aluno a se envolver mais, pois ele constrói o conhecimento através da busca e da reflexão. Assim, o ensino deixa de ser só uma forma de ensinar como os adultos querem que as coisas sejam e passa a valorizar a capacidade das pessoas de pensar por si mesmas e tomar suas próprias decisões no processo de aprender.

Diante do que foi dito, é possível perceber que o professor, como mediador da leitura, desempenha um papel muito importante no processo de aprendizagem, pois cria condições para que o aluno ultrapasse a simples decodificação das palavras e desenvolva a capacidade de compreender e interpretar os textos. Ao trabalhar com alfabetização e letramento, utilizar variados tipos de textos e valorizar o diálogo e as experiências dos alunos, o professor ajuda a formar leitores críticos e independentes. Dessa forma, a mediação na leitura é essencial para que o aluno aprenda de maneira significativa e se desenvolva de forma completa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho foi feito para mostrar por que é importante incluir a leitura no processo de aprendizagem, especialmente quando os alunos estão começando a aprender a ler. Trabalhar com esse tema ajudou a aprender muitas coisas durante esse tempo de formação, e com as pesquisas que fiz, consegui entender e responder a pergunta de pesquisa inicial, que foi o principal motivo para fazer esse trabalho. A leitura é muito importante para o crescimento do cérebro e para a vida em sociedade, pois ajuda a desenvolver habilidades e qualidades essenciais para interagir com as pessoas. 

Quando as pessoas começam no 1º ano do ensino fundamental, também começam o processo de aprender a ler e escrever, passando por diferentes etapas e níveis de aprendizado. O professor, como quem orienta esse processo, precisa entender seus alunos e saber em que etapa da aprendizagem da leitura cada um se encontra. E com essa identificação, buscar estratégias para que cada pessoa avance para a próxima fase, respeitando suas dificuldades e limites. A leitura oferece muitas vantagens para o crescimento social e intelectual da criança, ajuda a melhorar a memória e a criatividade, enriquece o vocabulário dela e apoia o processo de aprendizagem da escrita. 

O contato com o mundo da literatura ajuda a pessoa a entender melhor as informações que ela aprende. Os professores devem entender que essa prática é essencial para o crescimento das crianças, porque muitos estudantes terminam o ensino fundamental sabendo ler, mas não conseguem realmente compreender o que leem. Os alunos saem da escola capazes de entender qualquer texto que veem, mas é triste porque muitas vezes não conseguem realmente perceber o significado do que leem.

O professor deve compreender que ele é o principal responsável por ajudar os alunos a desenvolverem o gosto pela leitura, já que muitos não têm esse estímulo em casa, e essa tarefa cabe à escola. Assim, é muito importante que o educador entenda o quanto a leitura pode ajudar os seus alunos. Percebendo que algo tão fácil quanto ler para uma criança pode trazer muitos benefícios. Formando cidadãos que conseguem entender o mundo e agir de maneira importante.

REFERÊNCIAS 

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CAGLIARI, L. C. Alfabetização e linguística. 10. ed. São Paulo: Scipione, 2001. 

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 36.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

FERREIRO, E. Reflexões Sobre Alfabetização. São Paulo: Cortez, 2000.  

GUIMARÃES, A. Letramento e alfabetização: Entenda as diferenças. 2020. Disponível em: https://superautor.com.br/letramento-e-alfabetizacao-entenda-as-diferencas/. Acesso em: 18 de abr. 2021. 

FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da Língua Escrita. Tradução: Diana MyrianLichtenstein et al. Porto Alegre: Artmed, 1999. 

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LIMA, C. P. S.; FERRARI, A. J. A formação do leitor e o papel do livro na escola. In: Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva do Professor PDE. Curitiba: Secretaria de Educação, 2014. v. 01.

MORAIS, A. G. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012. 

ROJO, R. Alfabetização e letramentos múltiplos: como alfabetizar letrando. In: RANGEL, E. O.; ROJO, R. H. R. (Coord.). Língua Portuguesa: Ensino Fundamental. Brasília, DF: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. v. 9, p. 15-36. 

SOUSA, V. A Importância da Prática da Leitura desde os anos iniciais do Ensino Fundamental tendo como estratégia Pedagógica o Gênero Literário. Cadernos da Fucamp, v. 15, n. 22, p. 35-52, 2016. 

VILLARDI, R. Ensinando a gostar de ler e formando leitores para a vida. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1997.


1Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN. Pós-graduada em Educação Infantil, pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN. Mestranda em Ciências da Educação pela Laurent.  alvaniceleao@hotmail.com
2Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN. Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional, pela FIP.  Mestranda em Ciências da Educação pela Laurent.  adriana.1298534@educar.rn.gov.br
3Graduada em Pedagogia, pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN, Pós-graduada em Educação Infantil, pela Faculdade Nossa Senhora das Vitórias-FCNSV. livanizemacario@gmail.com
4Graduada em Pedagogia, pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN, Pós-graduada em Educação Infantil, pela Faculdade Nossa Senhora das Vitórias, Pós-Graduada em Educação Interdisciplinar pela Universidade Federal Rural do Semi- Árido-UFERSA. Pós-graduada em Educação Especial e Inclusiva, pela Faveni.  Graduanda em Bacharelado em Psicopedagogia pela Unifatecie. elizomaraelias96@gmail.com
5Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN. Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, pela U Cristo Rei.  Mestranda em Ciências da Educação pela Laurent.  millakatiuska19@hotmail.com