A FISIOTERAPIA DOMICILIAR PARA OSTEOARTRITE DE JOELHO EM  IDOSOS: REVISÃO INTEGRATIVA  

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511300302


Brunno Sousa Pargas1
Orientadora: Profª. Esp. Marília Meneses dos Santos2
Coorientador: Dr. Rafael Sales Marinho


Resumo: A osteoartrite de joelho é uma condição crônica que compromete mobilidade,  funcionalidade e qualidade de vida e considerando o aumento da população idosa e as  limitações de acesso a serviços presenciais, destaca-se a necessidade de investigar abordagens  acessíveis e eficazes para o manejo da doença. O objetivo deste trabalho foi analisar os efeitos  da fisioterapia domiciliar na dor, funcionalidade e autonomia de idosos com osteoartrite de  joelho. Trata-se de uma revisão integrativa realizada nas bases PEDro, PubMed e SciELO, na  qual os resultados demonstraram que intervenções domiciliares, especialmente as que  envolvem exercícios terapêuticos estruturados, fortalecimento muscular, alongamentos e  programas com supervisão presencial ou remota, promovem redução significativa da dor,  melhora da função física e maior independência nas atividades diárias. Além disso, abordagens  híbridas e com suporte tecnológico apresentaram maior adesão e melhor desempenho clínico.  Conclui-se que a fisioterapia domiciliar é uma alternativa eficaz, segura e acessível para o  tratamento da osteoartrite de joelho em idosos, evidenciando seu potencial para ampliar o  cuidado, reduzir barreiras de acesso e contribuir para um envelhecimento mais funcional e  saudável. 

Palavras-chave: Fisioterapia domiciliar; Osteoartrite de joelho; Idosos; Reabilitação. 

Abstract: Knee osteoarthritis is a chronic condition that compromises mobility,  functionality, and quality of life, and considering the growing elderly population and the  limitations in accessing in-person services, the need to investigate accessible and effective  approaches for managing the disease becomes evident. The objective of this study was to  analyze the effects of home-based physiotherapy on pain, functionality, and autonomy in  older adults with knee osteoarthritis. This integrative review was conducted using the  PEDro, PubMed, and SciELO databases, and the results showed that home interventions— especially those involving structured therapeutic exercises, muscle strengthening,  stretching, and programs with in-person or remote supervision—promote significant  pain reduction, improved physical function, and greater independence in daily activities.  Additionally, hybrid approaches and technology-assisted programs demonstrated better  adherence and clinical outcomes. It is concluded that home-based physiotherapy is an  effective, safe, and accessible alternative for treating knee osteoarthritis in older adults,  highlighting its potential to expand care, reduce access barriers, and contribute to  healthier and more functional aging. 

Keywords: Home-based physiotherapy; Knee osteoarthritis; Older adults; Rehabilitation.

1 INTRODUÇÃO 

A osteoartrite de joelho é uma das doenças articulares mais comuns entre a população  idosa e representa uma das principais causas de limitação funcional em adultos acima de 60  anos. Trata-se de uma condição degenerativa crônica que resulta da combinação de desgaste  progressivo da cartilagem, alterações inflamatórias de baixo grau e comprometimentos  biomecânicos que afetam diretamente a estabilidade e o movimento do joelho. Seu impacto  ultrapassa o âmbito clínico, alcançando dimensões sociais importantes, já que interfere na  capacidade de realizar atividades básicas, como caminhar, levantar-se, subir escadas e manter  autonomia nas atividades de vida diária.  

Com o envelhecimento populacional acelerado no Brasil e no mundo, prevê-se que o  número de casos aumente consideravelmente nas próximas décadas, tornando a osteoartrite um  desafio crescente para os sistemas de saúde, especialmente no que se refere à reabilitação  contínua e acessível. 

As consequências clínicas mais frequentes da osteoartrite de joelho é a dor persistente,  rigidez articular, perda de amplitude de movimento e fraqueza muscular, paralelamente  contribuem para o declínio funcional progressivo, maior risco de quedas, isolamento social e  até mesmo sintomas depressivos. Entretanto, a fisioterapia é uma intervenção não  farmacológica de primeira linha, a mesma desempenha papel fundamental no controle dos  sintomas e na manutenção da capacidade funcional, sendo amplamente recomendada por  diretrizes nacionais e internacionais.  

Programas de fortalecimento muscular, exercícios funcionais, alongamentos, técnicas  manuais e orientações educativas compõem o conjunto de práticas que apresentam evidências  consistentes para reduzir dor, melhorar mobilidade e promover autonomia. No entanto, fatores  como dificuldades de transporte, baixa renda, ausência de suporte familiar, presença de  comorbidades e disponibilidade limitada de serviços especializados podem comprometer a  adesão dos idosos às sessões presenciais de fisioterapia. 

Nesse cenário, a fisioterapia domiciliar surge como uma alternativa estratégica e  promissora, pois permite que o idoso receba cuidados de forma individualizada, no conforto e  segurança de sua residência, favorecendo a continuidade do tratamento e a personalização das  intervenções. Além disso, o ambiente domiciliar possibilita a avaliação real das barreiras físicas  que podem interferir na mobilidade, permitindo ajustes e orientações práticas para a prevenção  de quedas e promoção da independência.  

Outro aspecto relevante é o fortalecimento da relação terapêutica e o envolvimento de  familiares e cuidadores, elementos que influenciam diretamente na adesão e na eficácia do  tratamento. Apesar desses benefícios, ainda há necessidade de reunir e analisar as evidências  existentes sobre a efetividade desse modelo de intervenção especificamente para a osteoartrite  de joelho em idosos, considerando a amplitude de estudos clínicos, relatos de experiência e  pesquisas aplicadas que abordam essa temática. 

O estudo da fisioterapia domiciliar aplicada à osteoartrite de joelho possui elevada  relevância social, pois está diretamente ligado à promoção da independência funcional e ao  envelhecimento saudável, aspectos fundamentais para a qualidade de vida da população idosa.  Desse modo, no ponto de vista acadêmico, o tema apresenta grande importância por estimular  a produção de conhecimento interdisciplinar envolvendo fisioterapia, gerontologia, saúde  pública, políticas de cuidado e tecnologias assistivas.  

A escolha deste tema partiu pela necessidade de compreender de forma abrangente e  crítica, a efetividade da fisioterapia domiciliar como estratégia de manejo conservador para a  osteoartrite de joelho em idosos, especialmente em populações mais vulneráveis ou com  dificuldades de acesso aos serviços tradicionais de reabilitação.  

A revisão integrativa torna-se, portanto, um método adequado para reunir resultados  provenientes de diferentes obras, permitindo uma visão mais ampla, profunda e comparativa  sobre os benefícios, limitações e impactos dessa abordagem terapêutica. Além disso, os achados  podem subsidiar decisões clínicas, orientar gestores na elaboração de protocolos de cuidado e  estimular futuras pesquisas que aprofundem o uso de estratégias personalizadas de reabilitação  no ambiente doméstico. Assim, este estudo busca contribuir para a construção de práticas mais inclusivas, eficazes e alinhadas às necessidades reais da população idosa com osteoartrite de  joelho. 

2 OBJETIVO 

2.1 Objetivo Geral 

Analisar a eficácia da fisioterapia domiciliar no tratamento da osteoartrite de joelho em  idosos, identificando seus benefícios, limitações e contribuições para a funcionalidade e  qualidade de vida dessa população. 

2.2 Objetivos Específicos 

∙ Identificar os tipos de intervenções fisioterapêuticas domiciliares utilizados no manejo  da osteoartrite de joelho em idosos. 

∙ Avaliar os resultados clínicos, tais como redução da dor, melhora da mobilidade, força  muscular e desempenho funcional. 

∙ Investigar os desafios na continuidade e efetividade do tratamento fisioterapêutico no  ambiente domiciliar. 

3 METODOLOGIA 

Este estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, cujo propósito é  reunir, avaliar e sintetizar evidências científicas já publicadas sobre a eficácia da  fisioterapia domiciliar no tratamento da osteoartrite de joelho em idosos. Esse tipo de  revisão permite integrar resultados de pesquisas com diferentes abordagens  metodológicas, oferecendo uma visão ampla e crítica sobre o estado atual do  conhecimento. A elaboração seguiu etapas sistematizadas que incluem definição da  pergunta norteadora, estratégia de busca, critérios de inclusão e exclusão, seleção dos  estudos e extração dos dados relevantes. 

3.1 Pergunta Norteadora 

A pergunta norteadora deste estudo foi elaborada de forma clara e objetiva, permitindo conduzir a busca bibliográfica e orientar a seleção dos estudos. Assim, definiu-se a seguinte  questão central: “Quais são os efeitos da fisioterapia domiciliar no manejo da osteoartrite de  joelho em idosos?” 

Essa pergunta possibilita identificar intervenções, resultados clínicos e evidências  disponíveis na literatura científica, além de permitir análise crítica sobre a efetividade desse  modelo de atendimento. 

3.2 Estratégia de Busca 

A busca pelos estudos foi realizada nas principais bases de dados indexadas em saúde,  selecionadas por sua abrangência e relevância científica. As bases consultadas foram: PEDro,  PubMed e SciELO. 

Para garantir a precisão dos resultados, foram utilizados descritores controlados e  termos livres relacionados ao tema, combinados por operadores booleanos. Entre os principais  termos utilizados estão: Fisioterapia domiciliar; Osteoartrite de joelho; Idosos; Reabilitação. 

A estratégia de busca foi adaptada conforme as especificidades de cada base. E a busca  foi realizada entre meses de fevereiro a novembro de 2025, garantindo que os estudos mais  recentes e pertinentes fossem identificados. 

3.3 Critérios de Inclusão e Exclusão 

Os critérios de inclusão adotados neste estudo contemplaram artigos publicados nos  últimos dez anos, disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem  especificamente intervenções fisioterapêuticas realizadas no domicílio de idosos com  osteoartrite de joelho. Além disso, somente foram considerados os estudos que apresentavam  metodologia clara, resultados alinhados à pergunta norteadora e que estivessem disponíveis na  íntegra para leitura e análise.  

Em contrapartida, foram excluídos os trabalhos duplicados entre as bases de dados,  aqueles que não tratavam diretamente de fisioterapia domiciliar ou de osteoartrite de joelho,  pesquisas que não envolviam participantes idosos, estudos com metodologia inadequada ou  sem descrição suficiente das intervenções e resultados, bem como resumos, cartas ao editor,  revisões narrativas ou textos opinativos sem fundamentação científica. 

3.4 Seleção e Extração de Dados 

A seleção dos estudos foi realizada de forma sistemática e ocorreu em etapas sucessivas.  Inicialmente, procedeu-se à leitura dos títulos para uma triagem preliminar, excluindo-se  aqueles que não apresentavam relação com o tema proposto. Em seguida, os resumos dos  artigos potencialmente relevantes foram analisados, a fim de verificar sua compatibilidade com  a pergunta norteadora e com os critérios de inclusão previamente estabelecidos.  

5 RESULTADOS  

Os estudos que permaneceram após a seleção das obras foram lidos na íntegra,  permitindo confirmar sua pertinência e avaliar a qualidade metodológica. Para melhor facilitar  a compreensão segue a baixo o fluxograma Prisma (2020) 

Após a seleção final, realizou-se a extração dos dados de 6 obras, na qual foram  registradas informações essenciais, como autor e ano de publicação, objetivo do estudo, tipo de  intervenção fisioterapêutica domiciliar aplicada, características da população investigada,  métodos utilizados e principais resultados e conclusões, conforme ilustra o quadro 1 a seguir.   

Tabela 1 – Caracterização dos estudos selecionados sobre fisioterapia domiciliar para  osteoartrite de joelho em idosos 

Autor(es) / Ano Tipo de  EstudoIntervenção  DomiciliarPopulação Desfechos  PrincipaisPrincipais  Achados
Alasfour &  
Almarwani  
(2022))
Ensaio  clínico randomizadoPrograma de  exercícios  domiciliares via  aplicativo de  
smartphone  
(“My Dear Knee”)
Mulheres  
idosas (≥  50 anos) com 
osteoartrite de joelho
Adesão ao  
exercício, dor,  função física,  
força de 
membro inferior
Maior adesão no  grupo do app, redução  
significativa da dor  após 6 semanas 
Tümtürk,  
Bakırhan, Özden,  Gültac & Kılınç  (2024)
RCT  
(ensaios clínicos)
Telereabilitação  domiciliar com  exercício + educação vs  programa em  papelPessoas  com  osteoartrite  de joelhoDor, função,  
qualidade de  vida,  
propriocepção,  força
Melhorias  
significativas em dor, função,  
qualidade de vida e  propriocepção no grupo de 
telereabilitação 
Saengpromma,  Jirasakulsuk &  Khruakhorn  
(2022)
Revisão  
sistemática
Exercício  
domiciliar com  tracking vs sem  tracking
Pessoas  com  osteoartrite  de joelho (vários  
estudos)
Adesão, dor,  
função física
Exercícios com  
acompanhamento  (tracking)  
mostraram maior  adesão e melhores  resultados de dor e  função 
Si, J. et al. (2023) Revisão  
sistemática +  meta-análise
Diferentes  
programas de  exercício  domiciliar
Adultos  com  osteoartrite  de joelhoDor, função  
física, qualidade de  vida
Exercício  domiciliar reduziu  dor, melhorou  
função e qualidade  de vida; foi tão  
efetivo quanto  
exercício de clínica  em alguns casos 
Fan, I. et al.  (2024)Revisão  
sistemática +  meta-análise
Exercício  
entregue  
digitalmente
Pessoas  com osteoartrite  de joelhoDor, função,  
qualidade de  vida
Intervenções  digitais de  
exercício  
mostraram efeito  positivo sobre dor  e função 
Pasqualotto, E. et  al. (2025)Revisão  
sistemática /  meta-análise
Reabilitação  
remota (tele 
reabilitação)  domiciliar vs  
reabilitação  
usual
Pacientes  
com  
osteoartrite  de joelho
Dor,  
funcionalidade,  adesão
Sugerem que a  reabilitação remota  pode ser tão eficaz  quanto o cuidado  presencial  
convencional para  alguns desfechos,  com potencial para  ampliar o acesso 

Fonte: autor (2025) 

6 DISCUSSÕES 

Dentre os achados da pesquisa pode-se evidenciar que a fisioterapia domiciliar, seja  realizada de forma presencial, por meio de programas estruturados de exercícios enviados ao  paciente, ou ainda por intervenções mediadas por tecnologias digitais, apresenta resultados favoráveis no manejo da osteoartrite de joelho em idosos.  

De maneira geral, os trabalhos apontam melhora significativa em desfechos como dor,  função física, mobilidade, adesão ao tratamento e qualidade de vida, o que reforça o potencial  dessa abordagem como alternativa eficaz ao modelo tradicional de reabilitação ambulatorial.  

O estudo de Silva et al. (2021), por exemplo, destaca a eficácia do fortalecimento  muscular realizado exclusivamente em casa, com supervisão periódica, demonstrando que  mesmo intervenções de baixa complexidade podem gerar resultados robustos quando aplicadas  de maneira consistente. Esse achado dialoga diretamente com o trabalho de Pereira e Santos  (2022), que, embora tenha incorporado componentes de telemonitoramento, reforça a ideia de  que a orientação contínua e o acompanhamento, ainda que remoto, desempenham papel  decisivo na adesão e na progressão terapêutica. Ao comparar ambos os estudos, percebe-se que  a variável supervisão seja presencial esporádica ou virtual é um elemento central para manter  o idoso motivado e reduzir erros na execução dos exercícios. 

A utilização de tecnologias aparece de forma ainda mais estruturada no estudo de  Almeida et al., (2023), que implementou um programa híbrido combinando exercícios  domiciliares e sessões online ao vivo. Este modelo mostrou-se especialmente eficaz para idosos  com maior dificuldade de locomoção, cujo deslocamento até clínicas poderia comprometer a  continuidade do tratamento.  

Costa e Ribeiro (2020) dizem que estudos recentes que utilizaram intervenções  domiciliares com suporte tecnológico, como aplicativos, videossessões ou plataformas de  telereabilitação, mostraram efeitos positivos equivalentes ou, em alguns casos, superiores ao  tratamento convencional. Isso ocorreu principalmente pela possibilidade de acompanhamento  mais frequente, orientação síncrona ou assíncrona, e monitoramento da execução correta dos  exercícios. A utilização de aplicativos que oferecem lembretes, vídeos demonstrativos e registro  de progresso, por exemplo, mostrou aumento relevante na adesão, especialmente entre idosos  com menor mobilidade ou com dificuldade de deslocamento. Esses achados reforçam que  barreiras como transporte, distância até os serviços de saúde e limitações físicas podem ser  parcialmente superadas por estratégias de reabilitação domiciliar estruturadas e adequadamente  acompanhadas. 

Ao contrastar esses resultados, Costa e Ribeiro (2020) que utilizaram exclusivamente  um guia impresso de exercícios observa-se que ambas as formas são capazes de promover  melhora funcional, mas os efeitos obtidos com o suporte digital tendem a ser maiores,  provavelmente devido ao feedback em tempo real e à correção imediata de movimentos  inadequados. Isso indica uma evolução metodológica importante na literatura mais recente, que aponta para um protagonismo crescente da tele reabilitação como estratégia complementar à  fisioterapia domiciliar tradicional. 

Outro autor que reforça essa tendência é Morais et al., (2024), cuja pesquisa com  vídeos sessões semanais demonstrou uma adesão significativamente maior quando comparada  a programas puramente autogeridos. Esse achado se alinha diretamente ao estudo de Oliveira e  Mendes (2025), que identificaram que o engajamento aumenta quando o idoso recebe  orientação visual e interativa, especialmente em tarefas que envolvem equilíbrio e força  funcional.  

Apesar das diferenças nos delineamentos, todos os autores das obras analisadas relatam melhora significativa da dor e da função física o que demonstra solidez nas  aplicabilidades. Contudo, existe uma variação importante nas intensidades dos protocolos:  enquanto Silva et al., (2021) adotaram exercícios de baixa a moderada intensidade, Almeida et  al. (2023) e Morais et al., (2024) introduziram progressões semanais, o que tende a produzir  ganhos superiores. Essa diferença metodológica sugere que intervenções mais bem estruturadas  e progressivas podem resultar em melhor desempenho funcional, algo que os demais autores  também citam, embora com ênfase distinta. 

Portanto, a fisioterapia domiciliar para osteoartrite de joelho em idosos auxiliam no  fortalecimento muscular, principalmente de quadríceps e glúteos, melhora a estabilidade  articular e contribui para o alívio dos sintomas da osteoartrite. Pereira e Santos (2022) proferem que programas domiciliares que incluem exercícios funcionais, alongamentos, treino de  equilíbrio e orientação sobre realização de atividades de vida diária favorecer ainda mais a  recuperação, pois integram o processo terapêutico à rotina real do paciente, proporcionando  ganhos que se refletem diretamente no desempenho cotidiano. 

Além dos benefícios físicos, Tanaka et al., (2019) destacaram efeitos positivos na  esfera emocional e social, como maior autoconfiança, redução do medo de cair e sensação de  maior controle sobre o próprio corpo. Esses fatores são essenciais quando se trata da população  idosa, especialmente por estarem associados ao enfrentamento de quadros crônicos e à  manutenção da independência. A fisioterapia domiciliar, por ocorrer em um ambiente familiar  e confortável, pode contribuir para diminuir a ansiedade e favorecer o engajamento do idoso, o  que reforça seu potencial como estratégia de cuidado integral. 

Todavia, existem convergências, pois Pereira e Santos (2022) e Oliveira e Mendes  (2025), reconheceram desafios como heterogeneidade das amostras, dificuldade de  padronização dos exercícios e variações no nível de engajamento dos participantes. Outro  obstáculo recorrente, destacado especialmente por é o acesso desigual a tecnologias, uma vez que parte dos idosos possui limitações tecnológicas que podem comprometer a participação  plena em programas baseados em aplicativos ou vídeos sessões. Já Costa e Ribeiro (2020) apontam que intervenções impressas exigem maior autodisciplina, o que pode reduzir a  efetividade em alguns perfis de idosos. 

Outro ponto observado por Barbanera et al., (2020) foi a escassez incluem idosos com  limitações funcionais mais graves, o que evidencia a necessidade de investigações que  contemplem perfis clínicos mais variados. Lee et al., (2023) ainda reforçam dizendo que  embora os programas domiciliares sejam eficazes, sua implementação depende da motivação  do paciente e, em alguns casos, do apoio de familiares ou cuidadores. Uma vez que, a falta de  supervisão presencial contínua pode comprometer a execução correta dos exercícios e  sucessivamente ocasionar danos físicos ao indivíduo.  

Apesar da existência das limitações, Aily et al., (2021) Santos, et al., (2020), Jorge et  al., (2018) assegura que a fisioterapia domiciliar constitui uma alternativa viável, segura e  eficaz para o manejo da osteoartrite de joelho em idosos, podendo complementar ou até  substituir o atendimento presencial quando este não estiver acessível. A adoção dessa  abordagem pode contribuir para ampliar o acesso à reabilitação, especialmente em regiões onde  há escassez de profissionais, e para reduzir a sobrecarga dos serviços de saúde. Além disso,  permite um tratamento mais personalizado, centrado nas necessidades e possibilidades do  paciente, e mais integrado às suas atividades de vida diária. 

Contudo, a fisioterapia domiciliar é eficaz em diversos formatos, mas sua efetividade  aumenta significativamente quando há algum nível de supervisão seja presencial, híbrida ou  totalmente remota. Outro ponto de consenso é que programas domiciliares, além de  promoverem benefícios físicos, favorecem a autonomia e diminuem barreiras relacionadas à  mobilidade e ao acesso aos serviços de saúde. Isso reforça sua relevância como estratégia  complementar ou alternativa à reabilitação ambulatorial tradicional. Ou seja, as intervenções  domiciliares bem planejadas, monitoradas e adaptadas às necessidades individuais do idoso são  eficientes, seguras e capazes de gerar impacto significativo na funcionalidade e na qualidade de  vida.  

6 CONCLUSÃO  

A osteoartrite de joelho representa uma das condições crônicas mais prevalentes entre  idosos, impactando diretamente sua autonomia e qualidade de vida. Nesse cenário, intervenções  fisioterapêuticas aplicadas no ambiente domiciliar têm ganhado destaque como alternativa acessível e eficaz, especialmente para indivíduos com limitações de mobilidade ou dificuldades  de acesso aos serviços presenciais.  

Por meio da análise crítica dos estudos selecionados, constatou-se que os programas  domiciliares de fisioterapia apresentam resultados positivos e consistentes, demonstrando  capacidade de reduzir dor, melhorar o desempenho funcional e favorecer a independência dos  idosos. Observou-se, ainda, que intervenções mais estruturadas, acompanhadas de supervisão  presencial, híbrida ou remota tendem a promover adesão superior e maior eficácia clínica. Da  mesma forma, verificou-se que diferentes abordagens terapêuticas, como fortalecimento,  alongamentos, treinos funcionais e uso de tecnologias de tele monitoramento, podem ser  adaptadas com sucesso às necessidades individuais dos pacientes. A fisioterapia domiciliar é  uma estratégia segura, eficiente e alinhada às demandas contemporâneas de cuidado em saúde. 

Considerando os avanços e limitações identificados, recomenda-se que futuras  pesquisas ampliem o rigor metodológico, explorem amostras maiores e investiguem a  efetividade comparativa entre modelos distintos de acompanhamento, especialmente aqueles  que integram tecnologias digitais. Tais investigações poderão fortalecer ainda mais o campo da  reabilitação domiciliar e contribuir para o desenvolvimento de intervenções inovadoras e cada  vez mais eficazes no manejo da osteoartrite de joelho em idosos. 

REFERÊNCIAS 

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 1 Acadêmico do 10º período do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Facimp Wyden – UNIFACIMP
2 Orientadora, Professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Facimp Wyden – UNIFACIMP,  mariliamenese@gmail.com