A INFLUÊNCIA DA AGRICULTURA DE PRECISÃO NO MANEJO AGRÍCOLA

THE INFLUENCE OF PRECISION AGRICULTURE ON AGRICULTURAL MANAGEMENT

LA INFLUENCIA DE LA AGRICULTURA DE PRECISIÓN EN LA GESTIÓN AGRÍCOLA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202511300237


Mateus Henrique de Camargo1
Eduardo Henrique Baltrusch de Gois2


RESUMO: 

Atualmente, os processos têm se tornado cada vez mais tecnológicos, sabendo que  é normal a ocorrência de melhorias de diversos sistemas tecnológicos, com a  otimização de recursos e com a busca pela melhoria dos efeitos ocasionados ao  meio ambiente. Portanto, a agricultura de precisão tem como objetivo utilizar um  conjunto de ferramentas e tecnologias que possibilita ao produtor rural conhecer  precisamente toda sua área de produção agrícola, auxiliando-o no aumento da  produtividade, redução nos usos de insumos agrícola e gerando maior lucratividade  em sua propriedade. Assim, este trabalho teve como intuito expor a evolução  tecnológica na agricultura, com destaque a Agricultura de Precisão – AP e suas  principais vantagens e usos no manejo agrícola. Esse modelo de agricultura vem  auxiliando os profissionais da área e os agricultores, por meio de dados específicos  encontrados no histórico de produtividade, nas taxas de aplicações e  monitoramentos das lavouras, auxiliando-os na tomada de decisões mais precisas e  efetivas. 

Palavras-chave: Drones na agricultura. Aplicação localizada. Monitoramento de  lavouras. Mapas de produtividade.  

ABSTRACT: 

Currently, processes are becoming increasingly technological, and it is normal for  various technological systems to improve, optimize resources, and seek to improve  environmental impact. Therefore, precision agriculture aims to use a set of tools and  technologies that allow rural producers to precisely understand their entire  agricultural production area, helping them increase productivity, reduce the use of  agricultural inputs, and generate greater profitability on their property. Thus, this work  aimed to present the technological evolution in agriculture, highlighting Precision  Agriculture (PA) and its main advantages and uses in agricultural management. This  agricultural model has been assisting professionals in the field and farmers through specific data found in productivity history, application rates, and crop monitoring,  helping them make more precise and effective decisions. 

Keywords: Drones in agriculture. Localized application. Crop monitoring.  Productivity maps. 

RESUMEN: 

Actualmente, los procesos se están volviendo cada vez más tecnológicos, y es  normal que diversos sistemas tecnológicos mejoran, optimicen recursos y busquen  reducir el impacto ambiental. Por lo tanto, la agricultura de precisión busca utilizar un  conjunto de herramientas y tecnologías que permitan a los productores rurales  comprender con precisión toda su área de producción agrícola, ayudándoles a  aumentar la productividad, reducir el uso de insumos agrícolas y generar mayor  rentabilidad en sus propiedades. Por ello, este trabajo tuvo como objetivo presentar  la evolución tecnológica en la agricultura, destacando la Agricultura de Precisión  (AP) y sus principales ventajas y usos en la gestión agrícola. Este modelo agrícola  ha ayudado a profesionales del campo y agricultores a través de datos específicos  del historial de productividad, las tasas de aplicación y el monitoreo de cultivos,  ayudándoles a tomar decisiones más precisas y efectivas. 

Palabras clave: Drones en agricultura. Aplicación localizada. Monitoreo de cultivos.  Mapas de productividad. 

1. INTRODUÇÃO  

A Agricultura de Precisão – AP tem se consolidado como uma prática  essencial para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e segundo Bernardi et  al., (2014), vem crescendo gradualmente a compreensão de que há uma  variabilidade nas áreas de produção, causada por fatores como relevo, tipo de solo,  vegetação e histórico de uso do terreno, transformando a forma como técnicos da  área e produtores rurais planejam e executam suas atividades no campo. Esse  avanço tecnológico está diretamente relacionado à necessidade de aumentar a  eficiência na produção, reduzir custos e ao mesmo tempo, diminuir impactos  ambientais, garantindo a viabilidade econômica das propriedades rurais (BASSOI et  al., 2019). 

Assim, um sistema de manejo de produção integrado – SMPI, que pretende  estimar o tipo e a quantidade de insumos, que são aportados em uma determinada  área de cultivo com as demandas específicas das plantas cultivadas em pequenas  áreas dentro de um talhão maior da propriedade rural. Este objetivo não é novo, mas  as tecnologias atuais possibilitam o conceito de AP ser percebido em uma área de  plantio, portanto o conhecimento espacial preciso da agricultura é normalmente  fundamentado na utilização de informações adquiridas através de satélites (MOLIN,  2014). 

Um dos pontos centrais da agricultura de precisão é o reconhecimento da  variabilidade existente nas áreas de produção. Essa variação pode ser causada por  fatores naturais como, relevo e tipo de solo, ou por elementos antrópicos como o  histórico de uso e o manejo aplicado ao terreno. Ao compreender essas diferenças  dentro de uma mesma área cultivada, o produtor passa a adotar estratégias mais  específicas e direcionadas, o que possibilita ganhos de produtividade e qualidade  nas culturas (GOMES, 2011). 

No contexto das atividades agrícolas a aplicação de defensivos se destaca  como uma das práticas mais recorrentes ao longo do ciclo de uma cultura. Por ser  realizada várias vezes, essa atividade possui grande relevância, tanto nos aspectos  econômicos quanto nos aspectos operacionais. Os custos relacionados à  pulverização incluem, insumos, mão de obra e uso de máquinas, representando uma  parte considerável do investimento total necessário para a produção de grãos e  outras culturas.

Além da questão econômica a aplicação de defensivos agrícolas é uma das  poucas atividades realizadas diversas vezes ao longo do ciclo de uma cultura, além  de ser uma das que mais impactam nos custos de produção (SENAR, 2016). aplicação de defensivos envolve também preocupações ligadas à segurança  ambiental e à saúde ocupacional, o uso excessivo ou mal direcionado desses  produtos pode gerar impactos negativos no meio ambiente, como a contaminação  do solo, da água e até mesmo riscos ao aplicador. Nesse sentido, a busca por  tecnologias que possibilitem maior precisão na pulverização é não apenas um  diferencial produtivo, mas também uma exigência para garantir a sustentabilidade e  a segurança da atividade agrícola. 

A AP além de integrar ferramentas de mapeamento, sensores, sistemas de  suporte e aplicação localizada de insumos, permite um gerenciamento mais  inteligente dos sistemas agrícolas. Isso significa que o produtor pode investir de  forma estratégica, aplicando recursos em áreas onde há maior potencial de retorno  através desse investimento.  

Antuniassi et al., (2015) afirmam que considerando as questões econômicas,  o uso da AP permite ao agricultor a priorização dos investimentos em locais da  propriedade, onde a produtividade tem o potencial de aumentar significativamente,  ou seja, entregando uma maior lucratividade ao produtor. Dessa forma, a adoção da  AP aumenta a eficiência do processo produtivo, reduzindo desperdícios e  maximizando a utilização dos recursos aportados. 

Pensando no meio ambiente, os benefícios são igualmente expressivos. A  redução do uso de insumos e a aplicação localizada contribuem para a preservação  dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que evitam danos desnecessários à  biodiversidade (CUNHA et al., 2003). Esse uso racional garante que a produção  agrícola possa crescer de forma sustentável, assim contribuindo com as demandas  globais por práticas mais responsáveis no uso do solo e na conservação do meio  ambiente. 

Ao longo das últimas décadas, a AP tem demonstrado resultados muito  significativos em termos de produtividade e sustentabilidade. A integração de  tecnologias cada vez mais sofisticadas, como drones, sistemas de  georreferenciamento e sensores inteligentes, têm ampliado o alcance dessa prática,  tornando-a acessível não apenas para grandes produtores, mas também para  médios e pequenos agricultores (Coelho et al., 2009). Na Figura 1, é possível notar a importância da AP nas Américas, principalmente pela movimentação financeira  registrada nos últimos anos, destacando a participação dos EUA, Canadá e Brasil,  respectivamente.  

Figura 1 – Divisão do mercado da AP nas Américas (em %).

Fonte: SNA, (2020).

Dessa forma, a AP se configura como um caminho promissor para a evolução  da produção agrícola moderna, conciliando eficiência, economia e sustentabilidade.  Assim, este trabalho teve como intuito expor a evolução tecnológica na agricultura,  com destaque a AP e suas principais vantagens e usos no manejo agrícola.

2. REFERENCIAL TEÓRICO  

2.1 – Introdução a AP. 

A agricultura moderna tem enfrentado grandes desafios relacionados ao  aumento da demanda por alimentos e à necessidade de preservar os recursos  naturais. A chamada Revolução Verde foi responsável por intensificar o uso de  insumos químicos, novas cultivares e mecanização, trazendo ganhos de  produtividade, mas também impactos ambientais significativos (BASSOI et al.,  2019). 

Nesse cenário, a AP surge como uma ferramenta estratégica capaz de  integrar conhecimentos agronômicos a tecnologias digitais, como sensores, drones,  imagens de satélite e softwares para análise de dados. O uso dessas ferramentas  possibilita o monitoramento detalhado das lavouras, permitindo um manejo agrícola  mais eficiente e sustentável (BERNARDI et al., 2014). A Figura 2, demonstra que a  grande maioria dos agricultores tanto no Brasil como no mundo ainda não utilizam a  AP em suas propriedades, assim a AP possui ainda muitas áreas para sua  expansão.  

Figura 2 – Percentual de agricultores que utilizam a AP no Brasil e no mundo.

Fonte: Mendes,  (2019).

2.2 – Objetivos da AP. 

O objetivo maior é melhorar o rendimento, a qualidade e o custo do produto  final, de tal forma que o mesmo seja mais competitivo no mercado. Partindo-se da  premissa de que os recursos naturais são finitos, muitos dos quais não são  renováveis, que os preços de insumos agrícolas têm aumentado e a competitividade  de mercado e, é possível deduzir que qualquer sistema de exploração desses  recursos precisa ser cada vez mais eficiente, em termos de uso de insumos, de  melhoria da qualidade de vida e de conservação ambiental (ARTUZO; SOARES;  WEISS, 2017). 

A necessidade do aumento da produção, de maneira a alcançar  competitividade no mercado internacional, torna a AP de grande importância na  busca de tecnologias e de manejos específicos que otimizem a produtividade e a  rentabilidade na produção. Knob (2006) admite a AP como um novo paradigma na  gestão das atividades agrícolas, segundo o qual, as áreas de produção não são  tratadas como sendo homogêneas. Desta forma, permite caracterizar zonas  diferenciadas e que devem ser tratadas de maneira isolada, com o objetivo de  alcançar níveis de elevada fertilidade, aliado a economia na aplicação de  fertilizantes, defensivos e corretivos. 

2.3 – Os componentes da AP. 

Segundo Coelho (2005, p. 9) os principais componentes de um sistema de  AP:  

[…] devem associar as medidas e compreensão da variabilidade.  Posteriormente, o sistema deve usar a informação para manejar a  variabilidade, associando a aplicação de insumos (fertilizantes, sementes,  defensivos agrícolas, etc.) usando o conceito de manejo localizado e as  máquinas e equipamentos para a correta aplicação dos diferentes insumos  a serem manejados. Finalmente, e mais importante, esse sistema deve  recordar a eficiência das práticas, com a finalidade de avaliar o seu valor para o agricultor.

Assim, no Quadro 1 são descritos um dos principais componentes de um sistema de AP, que  são os sensores. Atualmente existe uma gama de sensores que são utilizados nas máquinas e  equipamentos adotados na AP, sendo que cada sensor possui diferentes aplicações no contexto da AP. 

Quadro 1 – Sensores e suas aplicações na AP. 

SENSORES APLICAÇÕES
Sensores ópticos Medem a reflectância da vegetação e são usados  para calcular índices de vegetação (como o NDVI),  que indicam a saúde e crescimento das plantas.
Sensores térmicos Capturam a temperatura da superfície das plantas  e do solo. São utilizados na identificação de áreas  com problemas de irrigação ou estresse térmico.
Sensores elétricos Medem a condutividade elétrica do solo. Utilizados  para mapeamento da variabilidade do solo e ajuste  da fertilização.
Monitor de funções das  operaçõesRegistra dados sobre o funcionamento de  máquinas agrícolas, otimizando o uso e redução  de desperdícios.
Sensores para medição de  fluxo de grãosMonitoram o fluxo de grãos durante a colheita,  controlando a produtividade e detecção de  obstruções.
Umidade dos grãos Mede a umidade dos grãos armazenados,  prevenindo as perdas por deterioração.
Sensor de velocidade de  deslocamento da colhedoraRegistra a velocidade e ajusta para otimizar a  colheita.
Indicador da posição da  plataforma da colhedoraMonitora a posição da plataforma de corte e evita  danos à cultura e melhora a eficiência da colheita.
Fonte: Gomes, (2024).

2.4 – Etapas que constituem a AP. 

Para o uso de um sistema de AP, do qual se pretende gerar diferentes dados  que serão utilizados na tomada de uma decisão de um manejo agrícola específico.  Assim, temos 5 etapas da AP que são descritos a seguir: 

Etapa 1 – Mundo Real – compreende todas as atividades executadas diariamente, por exemplo, a amostragem de solo ou o plantio de  determinada cultura […]; Etapa 2 – Fontes de Dados – a partir da primeira  etapa, vários tipos de informações são obtidas, como, por exemplo,  características físico-químicas dos solos (Tabela 3), produtividades das  culturas, etc. Essas são coletadas de diversas formas, como através do  processo manual (caderneta de campo) e a utilização de equipamentos  auxiliares, que poderão ser equipamentos agrícolas com capacidade de  avaliar as propriedades dos produtos e do meio ambiente onde se  encontram. Exemplo: Colhedoras equipadas com monitor de colheita,  amostradores automatizados de solos, sistema de sensoriamento remoto,  GPS, radares climático, fotogrametria aérea e por satélite, etc. Etapa 3 –Gerenciamento de Dados – nesta etapa, todas as informações são agrupadas e organizadas de maneira a interagirem entre si, com maior transparência e objetividade possível. É fundamental a utilização de  computadores e de programas dotados de capacidade e do dimensionamento ideais para cada aplicação em específico. Exemplo: programas de sistemas de informações geográficas específicos para a agricultura. Etapa 4 – Análises – as ferramentas básicas nas análises  continuam sendo os computadores e os programas descritos na etapa anterior. Os resultados podem ser mapas de produtividade, mapas de características de solo, mapas de infestações de ervas daninhas, doenças e pragas, relatórios climáticos, históricos, etc. Etapa 5 – Usuários – completas e o ciclo com todos os profissionais envolvidos na tomada de decisão e encarregados da execução das atividades, que poderão ser topógrafos, agrônomos, proprietários de terras, operadores de equipamentos e outros (COELHO, 2005, p. 14-15).  

Na Figura 3, são exemplificados três tipos diferentes de mapa utilizados na  AP, sendo o primeiro o mapa de produtividade, que geralmente é gerado por  colhedoras de última geração e a partir dele são gerados o mapa de entrada e  posteriormente o mapa de lucratividade.  

Figura 3 – Exemplo de mapa de produtividade, com a geração do mapa de lucratividade baseado no  mapa de produtividade.

Fonte: Maldaner, Wei e Molin, (2019).

2.5 – Aplicação e benefícios da AP.  

Além do aumento da produção (SILVA; MORAES; MOLIN, 2011), a AP  possibilita o gerenciamento da aplicação de fertilizantes e, como consequência, uma  agricultura ambientalmente correta, podendo contribuir para a sustentabilidade na  produção agrícola. Desta forma, confirma-se a ideia intuitiva de que a precisão no  manejo de fertilizantes localizado, e em quantidade certa, deve reduzir o impacto  ambiental negativo da produção agrícola (SAPKOTA et al., 2014). Outras vantagens  da AP estão descritas na Figura 4. 

Figura 4 – Principais vantagens de se trabalhar com a AP.

Fonte: Mendes, (2019).

Assim, a AP, além de possibilitar avanços nas propriedades, pode ser utilizada como uma ferramenta que auxilie no aumento da produção de grãos, pelo incremento de produtividade em  cada lavoura. Segundo Robert (2002), a AP oferece uma variedade de benefícios  potenciais, seja na rentabilidade, bem como na produtividade, sustentabilidade,  qualidade da cultura, segurança alimentar e entre outros.  

A partir do que foi abordado, é possível utilizar esse sistema como uma  ferramenta técnica a fim de se resolver os problemas de desigualdade nas lavouras.  Como um exemplo prático exposto por Diego (2017), a mesma quantidade de adubo  era aplicada em toda área produzida, sem que as diferenças químicas e físicas do  solo fossem consideradas. Com as tecnologias de precisão, o agricultor pode aplicar  adubo de acordo com cada tipo de solo, que não é uniforme. Assim, ele economiza  no uso de adubo e garante maior produtividade, por ter contemplado aquilo que o  solo realmente precisava. 

2.6 – Pulverização na AP. 

Entre os principais avanços da AP destaca-se a aplicação localizada de  insumos (Figura 5). Essa prática consiste em ajustar doses de sementes,  fertilizantes e defensivos conforme as condições específicas de solo, relevo e clima,  o que aumenta a eficiência produtiva e reduz desperdícios. Esse manejo  diferenciado promove benefícios tanto econômicos quanto ambientais  (ANTUNIASSI; BAIO; SHARP, 2015). 

Figura 5 – Exemplo de aplicação localizada de insumos

Fonte: ASBRAAP, (2020).

A pulverização de defensivos agrícolas é uma das atividades que mais  impactam nos custos de produção, pois exige grande atenção na hora de fazer a aplicação dos insumos. Estudos apontam que, em culturas como a soja, essa prática  pode representar mais de 20% dos custos totais da lavoura, envolvendo insumos,  mão de obra e uso de máquinas. Por isso, a busca por pulverizadores mais  eficientes é fundamental para reduzir perdas e garantir maior segurança ambiental  (AMORIM; TERRA, 2014; SENAR, 2016). 

A evolução tecnológica no campo trouxe inovações importantes no processo  de pulverização. Destacam-se os bicos de pulverização com indução de ar, que  reduzem a deriva e melhoram a deposição; sensores de leitura da biomassa,  pulverizadores com taxa variável, drones aplicadores, que possibilitam pulverizações  localizadas com alta precisão (ANDRADE et al., 2023). Essas ferramentas são  fundamentais no contexto da AP, que visa aliar produtividade, sustentabilidade e  economia de insumos. 

Os bicos de pulverização são componentes-chave do processo, pois  determinam o espectro de gotas, a vazão e o padrão de distribuição. Existem  diferentes tipos, como os de jato cônico, jato leque simples, jato leque com indução  de ar e bicos antiderivação. A escolha do bico adequado depende do tipo de cultura,  do alvo biológico, das condições ambientais e da calda a ser aplicada (SANTOS et  al., 2020). A manutenção periódica desses componentes é essencial, uma vez que  bicos desgastados podem comprometer até 50% da eficiência da aplicação, levando  a perdas econômicas e ambientais significativas. 

Além dos bicos, os pulverizadores em si variam de acordo com o porte da  propriedade e a tecnologia embarcada. São classificados em costais (manuais ou  motorizados), tratorizados com barra, turbo atomizadores, canhões, pulverizadores  de barra com controle eletrônico e drones agrícolas (ALMEIDA et al., 2021). A  automação tem permitido controle mais preciso da vazão, mapeamento da área  tratada, corte automático por seção e ajustes em tempo real, o que reduz  sobreposição e economiza defensivos. 

2.7 – Drones na AP. 

Atualmente a quantidade de novas tecnologias disponíveis para se usar na  AP vem crescendo gradativamente, e entre elas, se destaca os Drones, pois traz ao  agricultor inúmeros benefícios pelos seus usos (NUNES, 2016).

O interesse nos drones têm crescido bastante ao redor do mundo devido a  novas tecnologias embarcadas em seu sistema. Esse aumento no desenvolvimento  de drones é devido aos avanços tecnológicos computacionais, desenvolvimento de  novos programas, softwares, materiais mais leves para sua fabricação. Os sistemas  globais avançados de navegação, links de dados sofisticados, sensores e a  facilidade de fazer equipamentos mais compactos (JORGE, 2001; MEDEIROS,  2007). 

No Brasil, tivemos a primeira aparição dos drones na década de 80, quando o  Centro Tecnológico Aeroespacial criou o projeto Acauã inicialmente com fins  militares. Nessa mesma época, o drone surgiu aplicado na agricultura por meio de  um projeto que foi dado nome de ARARA (Aeronave de Reconhecimento Assistida  por Rádio e Autônoma), com objetivo de substituir as aeronaves comuns utilizadas  para obter imagens aéreas, monitorando áreas agrícolas e áreas sujeitas a  problemas ambientais (JORGE, 2001; MEDEIROS, 2007). 

Além destes impactos positivos, que podem ser observados de forma direta  no agronegócio e na AP, os drones, conforme aponta Silva Neto (2015, s. p.), são  considerados uma tecnologia limpa por ser movido a eletricidade, portanto, não  emite poluentes como os aviões tripulados. 

2.8 – Automação de máquinas agrícolas. 

Um aspecto essencial refere-se à automação de máquinas agrícolas e ao uso  de sistemas de aplicação a taxas variáveis (VRT). Esses sistemas permitem o  controle preciso de insumos por meio de sensores e mapas de prescrição (Figura 6),  ajustando a quantidade aplicada em cada ponto do terreno. Esse processo aumenta  a eficiência operacional e melhora o desempenho produtivo das culturas na lavoura  (COELHO; SILVA, 2009). 

Figura 6 – Exemplo um mapa de precisão em lavoura de milho

Fonte: Sensix, (2025).

No caso da aplicação de defensivos, a eficiência depende do tamanho  adequado das gotas pulverizadas e das condições meteorológicas no momento da  operação. Se o produto não atingir o alvo de forma correta, haverá perdas  econômicas e danos ambientais. Assim, compreender o espectro das gotas e adotar  tecnologias de redução de deriva são medidas essenciais para aumentar a eficácia e  reduzir riscos (MATUO, 1998; CUNHA et al., 2003). 

2.9 – Potenciais da AP.  

Segundo Pereira et. al., (2014), dadas as grandes vantagens da utilização da  AP como sistema de produção, é importante analisar a produtividade de cada um  dos sistemas produtivos. Caso a AP leve, de fato, a ganhos de produtividade  superiores aos alcançados pela produção convencional, pode-se justificar, ao menos  em parte, sua utilização pelo agricultor. 

A AP também permite, pelo uso de delimitação de lavouras por coordenadas  georreferenciadas, um planejamento mais racional do manejo de nutrientes, pragas,  doenças, umidade do solo e plantas daninhas, além de seleção de cultivares em função de sua adaptabilidade às diferentes condições identificadas nas áreas  cultivadas. A expectativa de redução de custos está principalmente relacionada ao  fato de que os insumos agrícolas somente serão aplicados onde de fato se faz  necessário e não, indiscriminadamente, em toda a extensão da área cultivada como  tradicionalmente é feito (CAMPOS BERNARDI et. al., 2017). 

A análise da sustentabilidade de qualquer sistema tem de considerar tanto os  aspectos agronômicos quanto os ambientais e os econômicos. Griffin e Lowenberg DeBoer, (2005), indicaram que em 68% dos casos analisados, os sistemas com uso  da AP foram mais rentáveis que os sistemas de cultivo convencionais. 

Por fim, é importante destacar que a AP não se limita apenas às grandes  propriedades rurais. Com a evolução tecnológica e a redução dos custos de acesso,  pequenos e médios produtores também podem se beneficiar dessas práticas, desde  que recebam capacitação adequada. Isso reforça a AP como um caminho promissor  para conciliar produtividade, sustentabilidade e competitividade no setor agrícola  (GOMES, 2011). 

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Este trabalho foi realizado por meio de uma revisão bibliográfica de caráter  narrativo. O objetivo foi encontrar, organizar e analisar informações já publicadas  sobre como a AP que tem ajudado no manejo agrícola, assim mostrando sua  importância na hora da aplicação de insumos agrícolas, no plantio e na colheita,  também mostrando os resultados e benefícios que ela traz para os produtores rurais.  A escolha por esse tipo de revisão, seria analisar diferentes estudos e construir uma  visão geral sem a necessidade de fazer um estudo no campo. 

Foram consultadas as bases de dados SciELO, Google acadêmico,  Periódicos CAPES e materiais técnicos que foram extraídos de outras pesquisas  encontradas dentro das plataformas citadas. Foram empregadas palavras-chave  como ‘pulverização agrícola’, ‘manejo agrícola’, ‘drones’ e ‘agricultura de precisão’.  Foram utilizados também, artigos científicos, dissertações, e publicações técnicas,  dando preferência aos que foram publicados entre 2000 e 2025. Trabalhos que eram  duplicados, que não tinham rigor científico ou que não se adequaram ao recorte do  estudo não foram utilizados para este artigo. 

Os materiais selecionados foram lidos e classificados em categorias que  correspondem aos temas citados: agricultura de precisão, pulverização agrícola,  segurança ambiental, produtividade, aplicação localizada e benefícios da agricultura  de precisão. A análise foi descritiva e interpretativa, considerando os pontos fortes,  as limitações e as lacunas na literatura, com o objetivo de auxiliar estudos e  trabalhos que ajudarão em futuros trabalhos dessa temática. 

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A agricultura moderna tem passado por um processo contínuo de  transformação, devido a necessidade de produzir mais alimentos de forma  sustentável, eficiente e ambientalmente responsável. Nesse contexto, a AP se  consolida como uma das principais inovações tecnológicas aplicadas no campo,  oferecendo ferramentas capazes de monitorar e analisar a variabilidade existente  nas lavouras.  

Diferente dos modelos tradicionais, que tratam a área produtiva como  homogênea, a AP propõe um manejo localizado, baseado em informações  detalhadas obtidas por sensores, drones, sistemas de georreferenciamento,  softwares de análise e máquinas automatizadas que contam com essa tecnologia.  

Assim, o aumento dos custos de insumos e o desejo pela sustentabilidade no  ramo do agronegócio exigem melhorias na eficiência e eficácia do uso dos recursos  na agricultura. A AP aparece como alternativa para a tomada de decisões de forma  precisa, visando um manejo sustentável.  

A atualidade tem sido marcada por uma grande competitividade entre as  organizações, com a tecnologia sendo utilizada como vantagem competitiva para as  empresas agrícolas. A AP tem desempenhado um papel de grande relevância para  aumentar a competitividade, promovendo maior produtividade e qualidade, junto à  redução do desperdício e da degradação ambiental. 

Ao longo do desenvolvimento do trabalho foi possível perceber que os  avanços tecnológicos não se limitam apenas ao aumento de produtividade, mas  também uma mudança significativa na forma como o produtor rural toma decisões e  conduz as operações no campo. O uso de sensores, drones, softwares de análise e  máquinas equipadas com sistemas inteligentes reforça a importância da coleta de  dados qualificados e da análise criteriosa dessas informações, fortalecendo a gestão  agrícola e reduzindo desperdícios. 

Outro ponto importante é que mesmo diante dos desafios de adoção, como  custos iniciais e necessidade de capacitação, a AP apresenta uma série de  benefícios crescentes para propriedades de diferentes portes. O avanço da  tecnologia e o aumento da acessibilidade tendem a ampliar ainda mais seu uso,  democratizando práticas antes restritas a grandes produtores e fortalecendo a  sustentabilidade da produção agrícola. 

Os estudos apresentados demonstram que o uso de tecnologias como  sensores ópticos, térmicos, elétricos, monitores de colheita, GPS, pulverizadores com sistemas inteligentes e drones, possam dar um diagnóstico preciso das  condições do solo, das plantas e do ambiente.  

Esse monitoramento contínuo favorece para uma tomada de decisão mais  assertiva, resultando em melhor aproveitamento de insumos, maior eficiência  operacional e redução de impactos ambientais. Essas etapas que compõem o  sistema de AP desde a coleta de dados até a análise e execução, reforçam o caráter  estratégico dessa abordagem, que integra conhecimento agronômico e digital de  forma complementar. 

O manejo localizado de insumos por meio da pulverização e da aplicação em  taxa variável, destaca-se como uma das práticas mais relevantes dentro da AP.  Essa tecnologia permite reduzir desperdícios, otimizar o uso de fertilizantes e  defensivos e ampliar a segurança ambiental, isso sem comprometer o desempenho  das culturas.  

Da mesma forma, o uso de drones para mapeamento, monitoramento e  aplicação localizada de insumos representa um avanço significativo na eficiência e  na sustentabilidade e rentabilidade da produção agrícola, reforçando o papel da  automação no campo. 

Os resultados apresentados em diferentes estudos indicam que a AP, pode  aumentar a produtividade, reduzir custos e melhorar a rentabilidade nas  propriedades rurais. Além disso, análises econômicas demonstram que em grande  parte dos casos, sistemas que utilizam a AP, apresentam maior retorno financeiro  quando comparados aos modelos convencionais.  

Outro aspecto importante é a democratização dessas tecnologias, que vêm se  tornando cada vez mais acessíveis a pequenos e médios produtores, permitindo que  uma grande parte dos agricultores adotem práticas mais modernas e sustentáveis. 

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Com a adoção da Agricultura de Precisão – AP, o agricultor pode aumentar a  produtividade e economizar nos custos de produção, mas vale ressaltar que apesar de estar se popularizando, muitos produtores encontram dificuldades em  implementar tais ferramentas, devido ao alto custo de investimento, que envolve  aquisição de equipamentos, softwares e treinamentos. Pode-se concluir que há  inúmeras vantagens na utilização da AP, evidenciando que se trata de um método  vantajoso, viável, plausível e eficaz em todas as etapas do processo produtivo.  Dessa forma, a AP não representa apenas uma inovação tecnológica, mas  configura-se como um novo paradigma para a agricultura atual. Sua adoção  consciente, técnica e bem planejada contribui para uma produção mais eficiente e  sustentável.  

Portanto, a AP não é apenas uma tendência, mas uma necessidade que vem  para garantir o desenvolvimento sustentável, com segurança e rentabilidade no setor  agrícola, permitindo produzir mais, com melhor qualidade e menor impacto  ambiental, ao mesmo tempo em que contribui para a competitividade do  agronegócio tanto no setor brasileiro quanto no global. Ou seja, sua adoção  representa um caminho promissor para enfrentar os desafios futuros relacionados à  segurança alimentar, preservação dos recursos naturais e eficiência produtiva,  reafirmando seu papel como um dos principais pilares da agricultura  contemporânea. Assim, espera-se que os conhecimentos apresentados neste  trabalho possam servir de base para novas pesquisas e incentivar a continuidade da  evolução tecnológica no campo. 

REFERÊNCIAS 

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ALMEIDA, T. L. et al. Tecnologias aplicadas na pulverização agrícola: uma revisão  técnica. Revista Brasileira de Agricultura Irrigada, v. 15, n. 4, p. 489–500, 2021.  Disponível em: https://www.agriambi.com.br/rbai/article/view/1678. Acesso em: 25  abr. 2025. 

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1Autor: Estudante do curso de Bacharelado em Agronomia da Faculdade Cristo Rei – FACCREI, de  Cornélio Procópio. E-mail: mateushdecamargo@gmail.com
2Orientador: Professor do curso de bacharelado em Agronomia da Faculdade Cristo Rei- FACCREI,  de Cornélio Procópio. Graduado em Agronomia pela Universidade Estadual do Norte do Paraná,  mestre em Engenharia Ambiental pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná e doutor em  biotecnologia aplicada à Agricultura pela Universidade Paranaense. E-mail:  eduardo.gois@faccrei.edu.br.