REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202510152242
Ricardo de Oliveira Araujo
Thalysson Denny Silva Salvatierra
Orientadora: Profa. Esp. Trinit Di Lu Soares Germano
RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo relatar e discutir um caso clínico de exodontia de dente neonatal em recém-nascido atendido em uma clínica odontológica universitária. A erupção precoce de dentes, embora seja uma condição rara, pode ocasionar importantes implicações clínicas, como dor materna, inflamação mamária, dificuldades na amamentação e risco de aspiração. Neste caso, a queixa principal partiu da mãe do paciente, que relatava dor intensa durante a amamentação devido ao atrito do dente com os seios. Após avaliação clínica e anamnese detalhada, optou-se pela extração do dente neonatal sob anestesia local. O procedimento foi conduzido com segurança, e o pós-operatório apresentou evolução satisfatória, com cicatrização rápida e ausência de complicações. A intervenção cirúrgica proporcionou melhora significativa no aleitamento e na qualidade do sono do bebê e da mãe. Este relato reforça a importância da escuta ativa à família, da conduta ética e da abordagem humanizada, além de ressaltar que o diagnóstico precoce e a conduta clínica individualizada são fundamentais para garantir o bem-estar do binômio mãe-bebê. Conclui-se que a odontologia pediátrica, especialmente em casos como este, requer preparo técnico e sensibilidade para lidar com situações delicadas da primeira infância.
Palavras-chave: Dente Neonatal; Exodontia; Odontopediatria; Amamentação; Recém-Nascido.
ABSTRACT
The present study aims to report and discuss a clinical case of neonatal tooth extraction in a newborn treated at a university dental clinic. Although the early eruption of teeth is a rare condition, it can lead to significant clinical implications such as maternal pain, breast inflammation, breastfeeding difficulties, and aspiration risk. In this case, the primary complaint came from the infant’s mother, who reported intense pain during breastfeeding due to the friction of the tooth against her breasts. After clinical evaluation and a detailed anamnesis, the decision was made to extract the neonatal tooth under local anesthesia. The procedure was performed safely, and the postoperative period showed satisfactory progress, with rapid healing and no complications. The surgical intervention resulted in significant improvement in breastfeeding and in the quality of sleep for both the baby and the mother. This case highlights the importance of active listening to the family, ethical conduct, and a humanized approach, in addition to emphasizing that early diagnosis and individualized clinical management are essential to ensure the well-being of the mother-infant dyad. It is concluded that pediatric dentistry, especially in cases like this, requires technical preparation and sensitivity to deal with the delicate situations of early childhood.
Keywords: Neonatal Tooth; Tooth Extraction; Pediatric Dentistry; Breastfeeding; Newborn.
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como objetivo demonstrar o estudo sobre a Exodontia de Dente Neonatal, a partir de um relato de caso clínico envolvendo um recém-nascido (RN) atendido em clínica odontológica. Embora a erupção dentária seja um processo fisiológico natural que, geralmente, tem início por volta dos seis meses de vida com o aparecimento dos incisivos centrais inferiores decíduos, existem relatos na literatura de dentes visíveis na cavidade oral desde o nascimento, caracterizando os chamados dentes natais e neonatais (MARTINS; COSTA 2021). Os dentes natais estão presentes no momento do nascimento, enquanto os neonatais erupcionam nas primeiras quatro semanas de vida, sendo ambos fenômenos raros, mas clínico-odontopediatricamente relevantes.
Essas ocorrências exigem atenção e conduta criteriosa por parte do profissional de odontopediatria, visto que podem comprometer tanto a saúde bucal do bebê quanto a qualidade da amamentação, além de representar risco potencial à vida do neonato em casos de mobilidade acentuada dos dentes. A presença de dentes neonatais pode provocar traumas nos tecidos orais do lactente e lesões nos seios mamários da mãe, como relatado no caso em estudo, onde a genitora se queixava de dor, inflamação na mama e dificuldades na amamentação, ocasionadas pelo atrito do dente durante as mamadas.
Apesar de as causas específicas da erupção precoce ainda não serem plenamente compreendidas, alguns autores sugerem fatores genéticos, síndromes congênitas e anomalias do desenvolvimento como possíveis influenciadores (PALMEIRA et al., 2017). A mobilidade do dente, associada à formação radicular incompleta, é uma condição comum nesses casos e aumenta os riscos de aspiração ou deglutição acidental, o que torna a exodontia a opção terapêutica mais segura.
O caso relatado ilustra essa conduta, pois a remoção do dente neonatal foi indicada devido ao comprometimento do bem-estar da mãe e da criança, sendo realizada com anestesia local e instrumental cirúrgico adequado, resultando em cicatrização satisfatória no pós-operatório e melhora expressiva no padrão de sono e alimentação do binômio mãe-bebê.
Quando esses dentes apresentam mobilidade devido à formação incompleta da raiz, uma ocorrência comum na erupção antecipada, há preocupação com possíveis riscos de deglutição ou aspiração, o que representa perigo à saúde do lactente. Além disso, o desconforto durante a alimentação, dificuldade de sucção e lesões traumáticas como a úlcera de Riga-Fede são frequentemente relatados (OLIVEIRA et al., 2022).
Estudos mostram que a maioria dos dentes natais pertence à dentição decídua habitual, com cerca de 5% classificados como supranumerários. Além disso, a incidência dos dentes natais é significativamente maior do que a dos dentes neonatais (ARAÚJO et al., 2020).
Um diagnóstico preciso é essencial para definir a melhor abordagem clínica. A coleta de histórico detalhado e os exames clínico-radiográficos são indispensáveis para identificar se o dente pertence à arcada decídua normal, se é supranumerário ou se está associado a outras alterações orais (MENDES et al., 2021). Quando o dente não apresenta mobilidade e não oferece riscos à integridade do bebê, a recomendação é pela sua preservação, com orientações de higiene e acompanhamento periódico.
Dessa forma, este trabalho pretende evidenciar, por meio da análise clínica e teórica, a importância do diagnóstico precoce e da abordagem terapêutica individualizada em casos de dentes neonatais, priorizando sempre a segurança do recém-nascido e a preservação do aleitamento materno.
2. METODOLOGIA
O local escolhido para a realização deste caso clínico será a Clínica Odontológica da Faculdade Metropolitana localizada na Rua das Ararás, 241 – Eldorado, Porto Velho – RO, 76811-678.
O paciente RN foi estabelecida após avaliações na clínica Odontológica da Faculdade Metropolitana. Foi realizada a cirurgia no Paciente com todas as informações esclarecidas aos Pais e que aceitaram fazer o Procedimento com os alunos e Professores em Supervisão.
Foi realizado o procedimento do paciente cadastrado na Clínica Odontológica, após, avaliação, protocolos de anamnese e encaminhamentos multidisciplinares e com todos os termos de aceitamento dos Pais, incluindo termos de imagem e contenção física.
3. RELATO DE CASO
Paciente B.D.R.S, do gênero masculino com 07 dias de nascido (idade) compareceu à clínica de odontopediatria da Faculdade Metropolitana, acompanhada por seus pais, apresentando um encaminhamento da unidade de saúde básica para avaliação. Após a avaliação, foi diagnosticado com dente neonatal e iniciou-se a organização para o procedimento cirúrgico.
A queixa principal partiu da mãe do paciente, que relatava dor e inflamação intensa na região do seio mamário, devido ao atrito causado pelo dente presente na cavidade oral do bebê. Essa condição dificultava o aleitamento materno e prejudicava tanto o descanso da mãe quanto o sono do bebê, causando desconforto significativo durante as noites.
Figura 1 – Atendimento RN – B. D.R.S

Durante a anamnese, foram colhidas informações relevantes sobre o histórico de saúde do paciente, que não apresentava nenhuma doença prévia, sendo considerado um bebê saudável, sem intercorrências clínicas anteriores. Como o dente neonatal era visível a olho nu, não foi necessária a realização de exames complementares, como radiografia.
O diagnóstico clínico foi de dente pré-natal, ou seja, um dente que já estava presente no momento do nascimento. Diante da sintomatologia relatada e da dificuldade para a amamentação, optou-se pela remoção cirúrgica do dente. O procedimento foi realizado na clínica odontológica, sob anestesia local com uso de lidocaína (midocaína). Para a extração, utilizou-se o fórceps cirúrgico odontológico, de forma precisa e segura.
No pós-operatório, observou-se uma evolução clínica satisfatória. Uma semana após a cirurgia, constatou-se cicatrização completa da área operada, sem sinais de infecção, inflamação ou dor. A mãe relatou melhora significativa, tanto no processo de amamentação quanto na qualidade do sono do bebê e dela própria. A cicatrização ocorreu de maneira natural, sem necessidade de prescrição medicamentosa, sendo favorecida pelo leite materno.
Figura 2 – Procedimento operatório

A mãe do paciente assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e também um termo de autorização de uso de imagem, permitindo a filmagem e fotografia do procedimento para fins acadêmicos e científicos, incluindo utilização em Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e artigos científicos.
Durante todo o acompanhamento clínico, não houve nenhuma intercorrência. Foram fornecidas orientações pós-operatórias à mãe, com o objetivo de garantir uma recuperação segura e eficaz. O caso foi conduzido com responsabilidade, ética e atenção integral à saúde do RN, respeitando os princípios do atendimento humanizado e odontopediátrico.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O presente estudo de caso revelou um cenário clínico peculiar e desafiador na prática odontopediátrica: a presença de um dente neonatal em recém-nascido (RN), evidenciado já no momento do nascimento. Essa condição, embora rara, tem sido relatada na literatura odontológica como uma anomalia de erupção precoce dentária que exige avaliação criteriosa e abordagem clínica individualizada. Segundo Cunha et al. (2020), dentes neonatais ocorrem em aproximadamente 1 a cada 2.000 a 3.000 nascimentos, podendo causar desconforto à mãe e ao bebê, principalmente durante a amamentação.
Durante o atendimento, foi possível observar a importância do acolhimento humanizado, da escuta ativa e da avaliação integral da saúde do neonato. A queixa principal da mãe, dor e inflamação mamária causadas pelo atrito com o dente, direcionou o plano terapêutico, destacando a relevância do vínculo entre clínica e queixas maternas. Conforme destaca Silva et al. (2019), o cuidado centrado na família é fundamental nos primeiros dias de vida do RN, especialmente diante de situações clínicas que impactam diretamente na amamentação.
A decisão pela exodontia foi baseada na dificuldade de aleitamento, no desconforto noturno relatado e na ausência de mobilidade excessiva do dente, o que afastou o risco imediato de aspiração, uma das principais preocupações associadas aos dentes neonatais (Martins & Costa, 2021). Ainda assim, a literatura aponta que a exodontia só deve ser considerada quando houver comprometimento das funções vitais ou risco de complicações, como reforça Araújo et al. (2020), destacando que a conduta conservadora deve ser priorizada sempre que possível.
O procedimento cirúrgico foi realizado de forma segura, utilizando anestesia local com lidocaína, conforme protocolo clínico vigente. O uso da lidocaína em bebês, com dosagem controlada, é respaldado por estudos como o de Oliveira et al. (2022), que reconhecem sua eficácia e segurança quando administrada por profissionais treinados. A escolha por um procedimento ambulatorial, com fórceps cirúrgico odontológico, respeitou os princípios de mínima intervenção e cuidado técnico, condizente com as orientações de prática clínica preconizadas pelo Ministério da Saúde (2021).
O sucesso do procedimento foi evidenciado na fase pós-operatória, marcada por rápida cicatrização, ausência de complicações e melhora substancial na qualidade de vida da mãe e do RN. O leite materno, além de sua função nutricional, possui propriedades imunológicas e cicatrizantes que favorecem a recuperação da mucosa oral, como descrevem Mendes et al. (2021). Nesse contexto, a não utilização de medicamentos no pós-operatório reforça a relevância da amamentação como parte do processo terapêutico.
A participação ativa da mãe, que assinou os termos de consentimento e autorizou o uso de imagens para fins acadêmicos, evidenciou o compromisso ético que deve nortear a prática clínica. Esse cuidado está em consonância com os princípios de bioética, autonomia e respeito aos direitos do paciente, como bem abordado por Lima & Barros (2018), ao discutirem a relação entre ética, pesquisa clínica e odontologia pediátrica.
No que se refere ao acompanhamento clínico, a ausência de intercorrências e a evolução positiva do quadro clínico destacam a importância do monitoramento contínuo, da orientação clara e da escuta ativa da família. A literatura é enfática ao recomendar o seguimento regular em casos odontopediátricos, sobretudo em situações que envolvam intervenções cirúrgicas em neonatos, como defendem Borges et al. (2023), reforçando que o sucesso terapêutico depende não apenas da técnica executada, mas também da comunicação e do apoio à família.
Além disso, o relato destaca a importância de os profissionais estarem capacitados para identificar e manejar condições incomuns, como dentes neonatais, com competência técnica e sensibilidade ética. De acordo com Gouvêa et al. (2020), a formação continuada em odontopediatria e o conhecimento das anomalias do desenvolvimento dentário são fundamentais para garantir um cuidado resolutivo e humanizado.
Algumas abordagens de autores, trazem um estudo evidenciado, de acordo com Cunha et al., (2020) a reabsorção excessiva do tecido ósseo pode antecipar a erupção dos dentes. Além disso, certas condições maternas, como distúrbios endócrinos relacionados à hipófise, tireoide e gônadas, febres durante a gestação e sífilis congênita, também são fatores associados ao surgimento desses dentes.
Para confirmar o diagnóstico de dentes natais ou neonatais, é essencial realizar uma investigação clínica completa, incluindo exames físicos e radiográficos. Por meio das imagens, é possível determinar se o dente é supranumerário ou se pertence à dentição decídua normal (MENDES et al., 2021). É importante também realizar o diagnóstico diferencial para excluir outras alterações bucais, como os nódulos de Bohn e os cistos da lâmina dentária.
Os cistos da lâmina dentária e os nódulos de Bohn são pequenas lesões esbranquiçadas ou amareladas, medindo de 1 a 3 mm, geralmente agrupadas entre duas a seis lesões, mas podem aparecer isoladamente. A diferença entre eles está na localização: os cistos da lâmina dentária se formam nas cristas alveolares dos recém-nascidos, devido à proliferação de fragmentos da lâmina dentária que permanecem após a formação dos dentes. Já os nódulos de Bohn surgem na parte vestibular e lingual das gengivas e são remanescentes das glândulas salivares (ORTIZ; MENDEZ, 2022). Essas lesões são normalmente assintomáticas e não causam incômodo ao bebê.
Segundo a literatura, aproximadamente 95% dos dentes natais e neonatais pertencem à dentição de leite, enquanto 5% são supranumerários. A ocorrência de dentes natais é três vezes maior do que a de dentes neonatais, com uma prevalência estimada de 1 caso a cada 3.000 nascimentos (ARAÚJO et al., 2020).
Normalmente, esses dentes são menores, com formato cônico e coloração amarelada, mas em alguns casos, podem apresentar aparência e tamanho semelhantes aos dentes normais. Do ponto de vista histológico, costumam apresentar esmalte hipoplásico, dentina imatura com túbulos dispostos de forma irregular, polpa ampla e rica em vasos, além de raízes pouco desenvolvidas ou ausentes.
A erupção precoce está frequentemente ligada a problemas de mineralização do esmalte, o que resulta em uma coloração opaca e amarelada. Esses dentes geralmente aparecem em pares e, por vezes, são móveis, o que representa um risco de aspiração ou deglutição acidental pelo bebê (PALMEIRA et al., 2017).
Quando o dente está bem formado ou quase completamente desenvolvido, é classificado como maduro, com boas chances de permanecer na boca. Por outro lado, dentes imaturos, que apresentam estruturas incompletas ou mal formadas, costumam ter um prognóstico desfavorável para a sua manutenção.
Outro aspecto importante evidenciado no caso é a valorização da escuta materna e da dor relatada pela paciente cuidadora, algo que deve ser central em qualquer plano terapêutico envolvendo neonatos. O aleitamento materno, além de sua função nutricional, representa um importante momento de vínculo afetivo e conforto. Quando esse processo é comprometido, como neste caso, as intervenções clínicas devem considerar não apenas o impacto físico, mas também emocional. Segundo Ramos et al. (2020), o desmame precoce ou dificultado por razões anatômicas pode gerar impactos negativos no desenvolvimento psicoemocional do bebê e no bem-estar da mãe.
Com base nisso, é possível afirmar que o objetivo terapêutico foi plenamente alcançado: a resolução do desconforto físico, a preservação do vínculo da amamentação e a devolução da tranquilidade ao binômio mãe-bebê. O caso também reforça a importância de protocolos bem definidos e de uma abordagem ética e integralizada no atendimento odontopediátrico, como preconiza o Conselho Federal de Odontologia (CFO, 2023), ao enfatizar que o profissional deve atuar com empatia, respeito à individualidade e compromisso com a saúde integral da criança.
Este relato contribui para a literatura ao exemplificar, de forma prática, a condução adequada de um caso de dente neonatal, desde o diagnóstico até o pós-operatório, enfatizando a importância da atenção especializada, do cuidado centrado na família e da escuta qualificada. Ele reitera que a odontologia pediátrica exige não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade para atuar em contextos complexos e delicados como o da primeira infância.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho alcançou plenamente seu objetivo ao abordar, por meio de um estudo de caso, a exodontia de dente neonatal em recém-nascido atendido na Clínica Odontológica da Faculdade Metropolitana. A investigação permitiu compreender, de forma prática e fundamentada, os desafios clínicos, éticos e terapêuticos relacionados a essa condição rara, porém relevante na odontopediatria. O caso analisado demonstrou como a presença de dentes neonatais pode interferir diretamente na qualidade do aleitamento materno e no bem-estar do binômio mãe-bebê, exigindo, portanto, uma intervenção segura, rápida e eficaz.
A conduta adotada, pautada em diagnóstico clínico preciso, acolhimento humanizado e protocolo cirúrgico adequado, reforça a importância da abordagem individualizada e baseada em evidências. O sucesso da intervenção, com a resolução do desconforto materno, melhora da amamentação e cicatrização satisfatória, evidencia a eficácia da exodontia em casos clinicamente indicados, como também realça a relevância de se preservar o aleitamento, prática vital nos primeiros meses de vida.
Além disso, o relato contribui para a literatura acadêmica ao exemplificar a importância da escuta ativa da família, da ética profissional e do compromisso com a saúde integral da criança. A valorização da queixa materna e a condução cuidadosa do caso mostram que o cuidado odontológico na infância ultrapassa a técnica, exigindo sensibilidade, empatia e preparo multidisciplinar.
Por fim, este estudo fortalece a compreensão de que os dentes natais e neonatais, embora incomuns, devem ser prontamente reconhecidos e avaliados por profissionais capacitados, garantindo uma conduta clínica segura, baseada no respeito ao desenvolvimento infantil e na promoção de práticas que assegurem qualidade de vida ao recém-nascido e sua família.
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