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	<title>ANDROGENÉTICA &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 28 Jul 2025 15:58:41 +0000</lastBuildDate>
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	<title>ANDROGENÉTICA &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>IMPACTO DO TRATAMENTO DA DISBIOSE INTESTINAL NA EVOLUÇÃO CLÍNICA DA ALOPECIA ANDROGENÉTICA: ESTUDO DE CASOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 08:10:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 147/JUN 2025]]></category>
		<category><![CDATA[ALOPECIA]]></category>
		<category><![CDATA[ANDROGENÉTICA]]></category>
		<category><![CDATA[DISBIOSE]]></category>
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					<description><![CDATA[IMPACTO DO TRATAMENTO DA DISBIOSE INTESTINAL NA EVOLUÇÃO CLÍNICA DA ALOPECIA ANDROGENÉTICA: ESTUDO DE CASOS]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202506180504</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Juliana Santos Amaral<br>Danilo da Silva Chequito<br>Orientadora: Profa Dra Aline Francielle da Silva dos Santos</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo observacional analisou a influência do tratamento da disbiose intestinal como&nbsp; estratégia complementar no manejo da alopecia androgenética. Seis voluntários participaram de&nbsp; um protocolo capilar padrão, sendo três deles submetidos, adicionalmente, à investigação clínica&nbsp; e à modulação da microbiota intestinal. Os resultados demonstraram que os indivíduos que&nbsp; trataram a disbiose apresentaram melhora clínica significativa em comparação àqueles que&nbsp; realizaram apenas o protocolo capilar. A análise descritiva reforça a importância do eixo intestino&nbsp;pele na saúde capilar e aponta para a necessidade de abordagens terapêuticas integrativas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Alopecia androgenética, Disbiose intestinal, Eixo intestino-pele, Terapias integrativas, Microbiota.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A alopecia androgenética (AGA) é a forma mais prevalente de perda capilar progressiva&nbsp; em homens e mulheres, caracterizada pela miniaturização dos folículos pilosos sob influência&nbsp; genética e hormonal, especialmente androgênica. Tradicionalmente considerada uma condição de&nbsp; base endócrina, inflamatória e hereditária, novas investigações apontam para a influência de&nbsp; fatores sistêmicos, como o estado imunológico, o estresse oxidativo e, mais recentemente, o&nbsp; estado da microbiota intestinal como modulador da saúde capilar (Trüeb, 2009; Patel &amp; Sharma,&nbsp; 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O intestino humano hospeda trilhões de microrganismos que exercem funções cruciais na&nbsp; digestão, imunorregulação, produção de vitaminas, metabolismo hormonal e modulação da&nbsp; inflamação. A ruptura desse ecossistema — conhecida como disbiose intestinal — tem sido&nbsp; implicada em uma ampla gama de doenças crônicas inflamatórias, incluindo condições&nbsp; dermatológicas como acne, rosácea, dermatite atópica, psoríase e, mais recentemente, distúrbios&nbsp; relacionados à saúde do couro cabeludo e dos folículos pilosos (Salem et al., 2018; Eppinga et&nbsp; al., 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura emergente sobre o eixo intestino-pele propõe que há comunicação bidirecional&nbsp; entre o trato gastrointestinal e o sistema tegumentar por meio de mediadores imunológicos,&nbsp;metabólitos bacterianos, neuropeptídeos e citocinas. Alterações na microbiota intestinal podem&nbsp; promover permeabilidade intestinal aumentada (“leaky gut”), liberando endotoxinas e&nbsp; promovendo inflamação crônica de baixo grau, com efeitos sistêmicos que impactam&nbsp; negativamente tecidos periféricos, como a pele e o couro cabeludo (Eloe-Filho et al., 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a disbiose compromete a absorção de nutrientes fundamentais para a síntese&nbsp; proteica e regeneração tecidual — como ferro, zinco, vitamina B12, biotina, vitamina D,&nbsp; magnésio e ácidos graxos essenciais — todos já implicados na fisiopatologia da queda capilar e&nbsp; na desaceleração do ciclo de crescimento folicular (Rossi et al., 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, crescem os estudos clínicos e empíricos que apontam que a modulação da&nbsp; microbiota intestinal, por meio de probióticos, prebióticos, simbióticos, compostos bioativos e&nbsp; ajustes dietéticos, pode gerar efeitos positivos na recuperação capilar e na resposta aos&nbsp; tratamentos tópicos e injetáveis tradicionais. Pesquisas experimentais demonstram que cepas&nbsp; específicas de <em>Lactobacillus </em>e <em>Bifidobacterium </em>têm capacidade de modular a inflamação&nbsp; periférica e estimular a regeneração epitelial, além de impactar positivamente a barreira cutânea&nbsp; (Kang et al., 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, a proposta de integrar o tratamento da disbiose intestinal aos protocolos&nbsp; convencionais de alopecia representa uma fronteira promissora e ainda pouco explorada da&nbsp; ciência capilar. Este estudo clínico observacional tem como objetivo avaliar os impactos dessa&nbsp; abordagem integrativa, comparando a resposta terapêutica entre indivíduos que receberam&nbsp; exclusivamente o protocolo capilar e aqueles que, adicionalmente, passaram por modulação&nbsp; intestinal orientada por exames laboratoriais e prescrição médica personalizada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. OBJETIVOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Objetivo Geral&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigar os efeitos da modulação da microbiota intestinal sobre a resposta clínica ao&nbsp; tratamento capilar em pacientes com alopecia androgenética, avaliando se a abordagem&nbsp; integrativa potencializa os resultados terapêuticos tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Objetivos Específicos&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Comparar a evolução clínica entre indivíduos tratados exclusivamente com protocolo&nbsp; capilar e aqueles submetidos à associação com tratamento da disbiose intestinal;</li>



<li>Avaliar a adesão terapêutica e a percepção subjetiva dos pacientes em ambos os grupos;</li>



<li>Descrever os protocolos de suplementação, exames laboratoriais e intervenções tópicas&nbsp; utilizados;&nbsp;</li>



<li>Analisar os resultados clínicos por meio de classificação semiquantitativa e documentação&nbsp; fotográfica seriada.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Tipo de Estudo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um estudo clínico observacional, longitudinal e comparativo, com abordagem&nbsp; quantitativa descritiva e caráter exploratório. A investigação foi realizada em ambiente de estágio&nbsp; supervisionado, entre fevereiro e maio de 2025, envolvendo pacientes com diagnóstico de&nbsp; alopecia androgenética submetidos a protocolo terapêutico estético e funcional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Participantes&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídos seis voluntários adultos, de ambos os sexos, com histórico compatível&nbsp; com alopecia androgenética e ausência de doenças autoimunes do couro cabeludo. Os&nbsp; participantes foram divididos em dois grupos:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Grupo 1 (n=3): </strong>submetidos ao protocolo capilar convencional + avaliação médica&nbsp; completa + tratamento da disbiose intestinal com base em exames laboratoriais; </li>



<li><strong>Grupo 2 (n=3): </strong>submetidos exclusivamente ao protocolo capilar, sem suporte clínico médico nem suplementação.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os participantes assinaram termo de consentimento livre e esclarecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Protocolo Capilar&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aplicado a ambos os grupos, o protocolo incluiu:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Microagulhamento </strong>quinzenal com Dermapen (1 mm) associado à aplicação de ativos&nbsp; fitoterápicos manipulados;&nbsp;</li>



<li><strong>Laserterapia </strong>com capacete de luz vermelha (680 nm) durante 10 minutos por sessão; </li>



<li><strong>Alta frequência </strong>com pente capilar condutor por 10 minutos;&nbsp;</li>



<li><strong>Home care diário</strong>, com uso de shampoo e tônico capilar fitoterápico contendo óleos&nbsp; essenciais e extratos vegetais (aloe vera, alecrim, menta, tea tree, entre outros).&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 Tratamento da Disbiose (Grupo 1)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo submetido à modulação intestinal foi atendido pela médica especialista Dra.&nbsp; Daniela Borges Leal (CRM 183529-SP), que realizou anamnese detalhada e solicitou exames&nbsp; laboratoriais, incluindo:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Hemograma, ferro sérico, zinco, vitamina D3, vitamina B12, biotina, ferritina, TSH, T4&nbsp; livre, PCR, cálcio iônico, testosterona total, vitamina E, vitamina A, entre outros; </li>



<li>Testes intestinais: permeabilidade intestinal, teste respiratório de hidrogênio (H2) e&nbsp; antibiograma fecal.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A prescrição seguiu um plano em duas etapas:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Etapa 1 (30 dias):&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Probióticos multicepas (Biointestil);&nbsp;</li>



<li>Fibra alimentar composta (psyllium, goma guar, inulina, betaglucana, simeticona); </li>



<li>Nitazoxanida 500 mg (por 3 dias);&nbsp;</li>



<li>Corebiome® (ácido butírico microencapsulado);&nbsp;</li>



<li>Vitamina D3 (10.000 UI/dia).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Etapa 2 (30 dias):&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Simbióticos (repetição do probiótico);&nbsp;</li>



<li>Ácido fólico + Vitamina E;&nbsp;</li>



<li>Sulfato ferroso;&nbsp;</li>



<li>Nova dose de vitamina D (4.000 UI);&nbsp;</li>



<li>Manutenção com Biointestil.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5 Avaliação de Desfechos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta clínica foi analisada por meio de documentação fotográfica padronizada (antes&nbsp; e após cada mês de tratamento) e categorizada em três níveis:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>0 = sem resposta clínica visível;&nbsp;</li>



<li>1 = melhora discreta (aumento de densidade leve ou localizada);&nbsp;</li>



<li>2 = melhora significativa (densidade visivelmente aumentada em regiões acometidas).&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os participantes foram acompanhados ao longo de quatro meses de intervenção, e&nbsp; a sequência das etapas terapêuticas seguiu um protocolo integrativo estruturado, descrito no&nbsp; Fluxograma 1.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="618" height="407" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1562.png" alt="" class="wp-image-223559" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1562.png 618w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1562-300x198.png 300w" sizes="(max-width: 618px) 100vw, 618px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 1 – </strong>Fluxograma do protocolo integrativo proposto para o&nbsp; tratamento da alopecia androgenética</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Resultados&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Participaram deste estudo seis voluntários adultos, com idades entre 30 e 65 anos (média&nbsp; = 46,1 anos; DP = 13,2), sendo três do sexo feminino e três do sexo masculino. Todos os&nbsp; participantes aderiram corretamente ao protocolo capilar, que incluiu sessões quinzenais de&nbsp; microagulhamento, laserterapia, alta frequência e uso domiciliar de shampoo e tônico&nbsp; fitoterápico. A principal variável que distinguiu os dois grupos foi a realização ou não da&nbsp; <strong>investigação médica e modulação da disbiose intestinal</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Caracterização dos grupos&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Grupo 1 (n=3): </strong>voluntários que receberam o tratamento capilar padrão combinado com&nbsp; consulta médica, exames laboratoriais e suplementação personalizada para correção da&nbsp; disbiose intestinal.&nbsp;</li>



<li><strong>Grupo 2 (n=3): </strong>voluntários que receberam exclusivamente o tratamento capilar, sem&nbsp; suporte médico, exames ou suplementação intestinal.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Avaliação da resposta clínica&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao tratamento foi analisada com base em registros fotográficos padronizados&nbsp; e relatos técnicos, classificados de forma semiquantitativa:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>0 = sem resposta clínica;&nbsp;</li>



<li>1 = melhora discreta;&nbsp;</li>



<li>2 = melhora significativa.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Grupo 1 </strong>apresentou <strong>melhora significativa em todos os casos</strong>, com média de&nbsp; resposta clínica de <strong>2,0 (DP = 0,0)</strong>. No <strong>Grupo 2</strong>, observou-se melhora discreta em apenas um&nbsp; caso e ausência de resposta nos demais, com média de <strong>0,66 (DP = 0,58)</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3 Comparação entre os grupos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="765" height="144" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1561.png" alt="" class="wp-image-223558" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1561.png 765w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1561-300x56.png 300w" sizes="(max-width: 765px) 100vw, 765px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.4 Representação gráfica dos dados&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os gráficos comparativos a seguir ilustram visualmente a superioridade clínica do grupo&nbsp; que recebeu a intervenção integrativa:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Adesão Total ao Tratamento (%)</strong>: ambos os grupos com 100% de participação&nbsp; protocolar;&nbsp;</li>



<li><strong>Voluntários com Melhora Visível (%)</strong>: todos os participantes do Grupo 1 apresentaram&nbsp; evolução clínica perceptível, enquanto apenas um do Grupo 2 demonstrou resposta;</li>



<li><strong>Resposta Clínica Média</strong>: diferença marcante entre os grupos, sugerindo o impacto&nbsp; positivo da modulação intestinal.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esses achados indicam que, mesmo com protocolos capilares idênticos, a inclusão do&nbsp; tratamento da disbiose intestinal pode representar um fator decisivo na obtenção de resultados&nbsp; clínicos mais expressivos e consistentes em pacientes com alopecia androgenética (Tabela 1).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1: </strong>Dados clínicos e resposta ao tratamento dos participantes. Resumo das características&nbsp; dos voluntários e dos resultados clínicos após a intervenção.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="769" height="283" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1560.png" alt="" class="wp-image-223557" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1560.png 769w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1560-300x110.png 300w" sizes="(max-width: 769px) 100vw, 769px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Grupo com suporte médico e intervenção intestinal (V01–V03) apresentou melhora&nbsp; visual evidente, com aumento da cobertura capilar e densidade, confirmado pelas fotos clínicas (Figura 2). O Grupo sem suporte médico (V04–V06) apresentou resposta modesta ou mínima,&nbsp; com persistência de rarefação, apesar da aplicação capilar semelhante.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="765" height="203" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1559.png" alt="" class="wp-image-223556" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1559.png 765w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1559-300x80.png 300w" sizes="(max-width: 765px) 100vw, 765px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 2 – Evolução clínica de pacientes com alopecia androgenética submetidos a&nbsp; tratamento capilar associado à modulação da disbiose intestinal. </strong>As imagens ilustram os&nbsp; resultados de três participantes (V01, V02, V03), com melhora visível na densidade e&nbsp; distribuição capilar após quatro meses de tratamento integrado. Observa-se crescimento de&nbsp; novos fios, preenchimento de áreas de rarefação e restauração parcial da linha frontal,&nbsp; evidenciando a eficácia da abordagem combinada com suporte nutricional e simbiótico.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os participantes receberam protocolos capilares baseados em microagulhamento,&nbsp; laserterapia e cuidados domiciliares. No entanto, apenas os participantes do grupo 1 (V01–V03)&nbsp; foram submetidos a investigação de disbiose intestinal e receberam suporte médico com&nbsp; suplementação personalizada e simbióticos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das fotos clínicas demonstrou uma evolução capilar visivelmente superior no&nbsp; grupo com intervenção intestinal, evidenciada pelo aumento da densidade, regularização da linha&nbsp; frontal e reversão parcial das áreas de rarefação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o grupo 2 (V04–V06), que não realizou investigação ou tratamento da disbiose,&nbsp; apresentou respostas clínicas discretas ou ausentes, mesmo seguindo protocolo capilar semelhante (Figura 3).&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="766" height="297" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1558.png" alt="" class="wp-image-223555" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1558.png 766w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1558-300x116.png 300w" sizes="(max-width: 766px) 100vw, 766px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 3: </strong>Avaliação clínica de pacientes com alopecia androgenética tratados exclusivamente&nbsp; com protocolo capilar, sem intervenção intestinal. As imagens mostram os resultados dos&nbsp; participantes V04, V05 e V06 após quatro meses de tratamento tópico convencional. Observa-se&nbsp; resposta limitada, com manutenção de áreas de rarefação e apenas discreto aumento na espessura&nbsp; ou número de fios. A ausência da modulação intestinal pode ter influenciado negativamente a&nbsp; resposta clínica, sugerindo que a atuação sobre o eixo intestino-pele representa um diferencial&nbsp; relevante no manejo da alopecia androgenética.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esse achado sugere fortemente a contribuição da modulação da microbiota intestinal como&nbsp; coadjuvante fundamental no tratamento da alopecia androgenética. Esses dados são consistentes&nbsp; com estudos recentes, como os de Ghoreschi et al. (2021) e Rodrigues et al. (2022), que reforçam&nbsp; a conexão entre microbiota intestinal, inflamação perifolicular e metabolismo de hormônios&nbsp; androgênicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A alopecia androgenética (AGA) é uma condição dermatológica multifatorial que&nbsp; acomete uma proporção significativa da população mundial, afetando cerca de 50% dos homens&nbsp; e até 40% das mulheres ao longo da vida (Alonso &amp; Bárbara, 2020). Classicamente atribuída à&nbsp; ação de andrógenos sobre folículos geneticamente predispostos, a AGA passou a ser considerada&nbsp; nos últimos anos como um reflexo de processos sistêmicos mais amplos, incluindo inflamação&nbsp; crônica de baixo grau, estresse oxidativo e desequilíbrios nutricionais (Trüeb, 2009; Ho et al.,&nbsp; 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo observacional reforça a tese de que o tratamento da AGA pode ser&nbsp; otimizado quando associado a estratégias sistêmicas, especialmente aquelas voltadas à modulação&nbsp; da microbiota intestinal. Os resultados obtidos indicam que pacientes submetidos ao tratamento&nbsp; da disbiose intestinal apresentaram melhora clínica mais consistente e precoce, mesmo quando&nbsp; submetidos ao mesmo protocolo capilar que os demais participantes. Esses dados fortalecem a&nbsp; hipótese de que a saúde intestinal desempenha papel central na fisiopatologia e na resposta&nbsp; terapêutica da alopecia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica contemporânea destaca o papel do chamado <strong>eixo intestino-pele</strong>,&nbsp; uma rede de comunicação neuroimunoendócrina entre o trato gastrointestinal e o sistema&nbsp; tegumentar. Disbiose intestinal, caracterizada por redução da diversidade microbiana e&nbsp; proliferação de bactérias oportunistas, tem sido associada a diversas dermatoses inflamatórias,&nbsp; como dermatite atópica, acne, rosácea e psoríase (Salem et al., 2018; De Pessemier et al., 2021).&nbsp; Mais recentemente, a alopecia androgenética também passou a ser incluída nesse espectro de&nbsp; condições com potencial conexão microbiana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos demonstram que a disbiose promove aumento da permeabilidade intestinal&nbsp; (“leaky gut”), facilitando a translocação de lipopolissacarídeos (LPS) bacterianos para a&nbsp; circulação, o que ativa vias inflamatórias sistêmicas, como NF-κB e TNF-α, com repercussões&nbsp; em tecidos periféricos, inclusive nos folículos capilares (Eppinga et al., 2021; Shreiner et al.,&nbsp; 2015). Tais mediadores inflamatórios podem comprometer a fase anágena do ciclo capilar,&nbsp; favorecendo a miniaturização dos fios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do impacto inflamatório, a disbiose compromete a biodisponibilidade de nutrientes&nbsp; essenciais para a saúde capilar. Vitaminas como B12, biotina, ácido fólico, além de minerais como&nbsp; ferro, zinco, selênio e magnésio, dependem da integridade da microbiota e da mucosa intestinal&nbsp; para adequada absorção (Rossi et al., 2020; Scharschmidt et al., 2017). A deficiência desses&nbsp; micronutrientes está bem estabelecida como fator agravante ou desencadeador da queda capilar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, estudos com intervenções probióticas têm demonstrado que cepas&nbsp; específicas de <em>Lactobacillus </em>e <em>Bifidobacterium </em>são capazes de modular a inflamação sistêmica e&nbsp; melhorar a função da barreira intestinal. Kang et al. (2021) demonstraram que a administração&nbsp; oral de <em>Lactobacillus reuteri </em>em modelos murinos levou ao aumento da densidade capilar e à&nbsp;maior expressão de marcadores de crescimento folicular. Outro estudo, conduzido por Levkovich&nbsp; et al. (2013), mostrou que simbióticos combinados restauraram a função imune cutânea em&nbsp; modelos de dermatite.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vitamina D, incluída no protocolo dos participantes deste estudo, também exerce papel&nbsp; duplo como nutriente essencial e como regulador imune. Sua deficiência é amplamente&nbsp; documentada em pacientes com alopecia, e sua reposição pode restaurar a expressão do receptor&nbsp; de vitamina D nos queratinócitos da papila dérmica, contribuindo para a reativação do ciclo&nbsp; anágeno (Gilhar et al., 2013; Richey et al., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do presente estudo estão em consonância com essas evidências. Todos os&nbsp; participantes que realizaram a intervenção intestinal apresentaram melhora significativa na&nbsp; densidade capilar, enquanto aqueles que não receberam suporte metabólico mostraram resposta&nbsp; parcial ou ausente. A diferença entre os grupos não pode ser atribuída à adesão, pois todos os&nbsp; participantes seguiram corretamente o protocolo capilar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse achado sugere que o microambiente sistêmico — incluindo fatores nutricionais,&nbsp; metabólicos e imunológicos — pode ser determinante para o sucesso dos tratamentos tópicos. Em&nbsp; outras palavras, o mesmo protocolo capilar aplicado em diferentes contextos fisiológicos pode&nbsp; produzir desfechos clínicos totalmente distintos.A ciência translacional tem avançado na&nbsp; compreensão das vias moleculares envolvidas na regeneração folicular. Fatores de crescimento&nbsp; como IGF-1 e VEGF, citocinas como IL-6 e TNF-α, além do papel do sistema endocanabinoide&nbsp; no folículo piloso, são todos modulados por sinais originados no intestino e na microbiota (Aguh&nbsp; &amp; Schweiger, 2022; Ramasamy et al., 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista clínico, a abordagem proposta neste estudo representa uma mudança de&nbsp; paradigma: a alopecia androgenética não é apenas uma condição localizada, mas sim um reflexo&nbsp; de desequilíbrios sistêmicos que afetam a pele como órgão terminal. O tratamento integrado,&nbsp; portanto, deve considerar a saúde intestinal como componente central da saúde capilar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos clínicos controlados com maior amostragem e tempo de acompanhamento&nbsp; poderão validar os achados aqui descritos. Ainda assim, a reprodutibilidade das respostas clínicas&nbsp;no Grupo 1, a coerência biológica com os mecanismos descritos e a segurança do protocolo&nbsp; aplicado conferem robustez aos resultados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é importante considerar a segurança e a individualização dessas intervenções. O&nbsp; tratamento da disbiose deve ser guiado por avaliação médica, com base em exames laboratoriais,&nbsp; a fim de evitar suplementações empíricas que possam causar efeitos adversos ou interações&nbsp; medicamentosas. Este estudo contribui para o crescente corpo de evidências que sustentam a&nbsp; abordagem funcional e integrativa das dermatoses crônicas, especialmente aquelas de natureza&nbsp; inflamatória e multifatorial como a AGA. Mais do que tratar os sintomas, essa abordagem busca&nbsp; restaurar a fisiologia do organismo como um todo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, os resultados aqui apresentados reforçam a necessidade de incluir a&nbsp; investigação da saúde intestinal na prática clínica estética e dermatológica, não como adjuvante&nbsp; secundário, mas como eixo terapêutico fundamental na restauração da saúde capilar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1 Mecanismos Prováveis Envolvidos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados observados neste estudo podem ser interpretados à luz de múltiplos&nbsp; mecanismos fisiológicos interdependentes, que justificam o impacto positivo da modulação&nbsp; intestinal na resposta clínica da alopécia androgenética. A intervenção no eixo intestino-pele não&nbsp; atua de forma isolada, mas sim como um modulador sistêmico que influencia diretamente&nbsp; aspectos nutricionais, inflamatórios, hormonais, imunológicos e endócrinos — todos&nbsp; fundamentais para a homeostase folicular.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista <strong>nutricional</strong>, a restauração da microbiota intestinal promove maior&nbsp; eficiência na digestão e absorção de micronutrientes essenciais para a saúde capilar, como biotina,&nbsp; ferro, zinco, magnésio e vitamina B12. A disbiose compromete esses processos, contribuindo&nbsp; para deficiências funcionais mesmo na presença de ingestão adequada (Rossi et al., 2020). A&nbsp; intervenção simbiótica contribui para a normalização da biodisponibilidade e transporte desses&nbsp; nutrientes aos tecidos periféricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No aspecto <strong>inflamatório</strong>, a correção da disbiose está associada à redução da translocação&nbsp; de lipopolissacarídeos (LPS) e à diminuição da ativação de vias pró-inflamatórias, como TNF-α,&nbsp; IL-6 e NF-κB, frequentemente exacerbadas em pacientes com alopecia de padrão inflamatório&nbsp; (Salem et al., 2018). A redução dessa carga inflamatória sistêmica pode favorecer a recuperação&nbsp; do microambiente folicular e a progressão do ciclo anágeno.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a ótica <strong>hormonal</strong>, a microbiota intestinal influencia a metabolização de andrógenos,&nbsp; modulando enzimas envolvidas na conversão de testosterona em diidrotestosterona (DHT) — principal agente etiológico da AGA. Estudos recentes mostram que alterações na flora intestinal&nbsp; podem impactar os níveis circulantes de DHT e o balanço entre testosterona livre e ligada a&nbsp; proteínas (Ramasamy et al., 2021). No plano <strong>imunológico</strong>, a modulação intestinal também está&nbsp; implicada no reequilíbrio das subpopulações de linfócitos T, em especial a relação Th17/Treg. A&nbsp; predominância de células Th17 está associada à inflamação autoimune e à ativação de&nbsp; mecanismos citotóxicos perifoliculares, enquanto a indução de T reguladores (Treg) favorece a&nbsp; tolerância imunológica e a reparação tecidual (Eppinga et al., 2021). Probióticos específicos têm&nbsp; demonstrado capacidade de induzir esse perfil regulador. Por fim, no eixo <strong>endócrino-folicular</strong>,&nbsp; diversos estudos apontam que a microbiota intestinal influencia a expressão de fatores de&nbsp; crescimento como o IGF-1 (Insulin-like Growth Factor 1), diretamente envolvidos na ativação da&nbsp; fase anágena e na manutenção da saúde dos folículos pilosos. A produção de ácidos graxos de&nbsp; cadeia curta por cepas benéficas (como <em>Faecalibacterium prausnitzii </em>e <em>Bifidobacterium&nbsp; adolescentis</em>) também está associada à sinalização regenerativa e à homeostase epitelial (Kang et&nbsp; al., 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela 2 resume os principais eixos fisiológicos envolvidos na modulação intestinal e&nbsp; seus efeitos potenciais sobre a saúde capilar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2: </strong>Dados clínicos e resposta ao tratamento dos participantes. Resumo das características&nbsp; dos voluntários e dos resultados clínicos após a intervenção.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="766" height="165" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1557.png" alt="" class="wp-image-223554" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1557.png 766w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1557-300x65.png 300w" sizes="(max-width: 766px) 100vw, 766px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esses mecanismos sugerem que a alopecia androgenética, embora classicamente&nbsp; considerada uma condição periférica e hormonal, é sensível à modulação sistêmica da saúde&nbsp; intestinal e metabólica. A abordagem terapêutica proposta neste estudo oferece, portanto, uma&nbsp; nova perspectiva baseada na fisiologia integrada e na biologia de sistemas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. PERSPECTIVAS FUTURAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente investigação fornece evidências iniciais promissoras de que a modulação da&nbsp; microbiota intestinal pode amplificar os efeitos clínicos do tratamento capilar na alopecia&nbsp; androgenética. Contudo, diante do caráter observacional e da amostra reduzida, recomenda-se&nbsp; que estudos futuros busquem consolidar esse modelo terapêutico integrativo com maior robustez&nbsp; metodológica e amplitude analítica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensaios clínicos randomizados, controlados e com seguimento prolongado seriam o&nbsp; próximo passo natural para validar a eficácia do protocolo proposto. A estratificação dos&nbsp; participantes por sexo, faixa etária, padrão de alopecia e presença de distúrbios gastrointestinais&nbsp; diagnosticados poderia permitir uma análise mais detalhada da efetividade da intervenção em&nbsp; subgrupos específicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, recomenda-se a incorporação de análises laboratoriais mais sofisticadas para&nbsp; o estudo da microbiota intestinal. Técnicas de sequenciamento de nova geração (NGS), como o&nbsp; sequenciamento de DNA 16S rRNA, permitirão caracterizar o perfil taxonômico da microbiota&nbsp; dos participantes antes e após a intervenção, possibilitando correlações mais precisas entre&nbsp; abundância microbiana, marcadores inflamatórios sistêmicos e resposta capilar (Lynch &amp;&nbsp; Pedersen, 2016; Turnbaugh et al., 2007; Gloor et al., 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também seria relevante monitorar parâmetros bioquímicos inflamatórios, hormonais e&nbsp; nutricionais ao longo do tratamento, como TNF-α, IL-6, proteína C reativa, testosterona livre,&nbsp; ferritina e vitamina D, a fim de compreender melhor os mecanismos fisiológicos associados à&nbsp; resposta terapêutica (Salem et al., 2018; Trüeb, 2009; Richey et al., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro campo de interesse é a investigação da relação entre o microbioma cutâneo e o&nbsp; microbioma intestinal. Estudos recentes sugerem que alterações na microbiota do couro cabeludo&nbsp; podem também refletir disbiose intestinal, levantando a hipótese de um eixo microbioma-microambiente folicular que merece ser explorado (Eppinga et al., 2021; Scharschmidt &amp;&nbsp; Fischbach, 2013; Dagnelie et al., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, a pesquisa translacional poderá incluir o uso de organoides de folículo&nbsp; piloso ou modelos de cultura 3D <em>in vitro </em>para estudar, em ambiente controlado, os efeitos de&nbsp; metabólitos bacterianos — como o ácido butírico e o indol — sobre a proliferação de células da&nbsp; papila dérmica e queratinócitos capilares (Kang et al., 2021; Kachur &amp; Thompson, 2022; Stojanov&nbsp; et al., 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, há espaço para desenvolver versões customizadas desse protocolo em função de&nbsp; características clínicas e genéticas individuais dos pacientes. A integração de dados genômicos,&nbsp; hábitos alimentares, estado do microbioma e exames laboratoriais pode permitir o&nbsp; desenvolvimento de tratamentos verdadeiramente personalizados para alopecia androgenética&nbsp; (Ramasamy et al., 2021; Armstrong et al., 2021; Lee &amp; Wu, 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o presente estudo não apenas contribui com dados clínicos preliminares&nbsp; relevantes, como também abre um campo fértil de investigação interdisciplinar entre tricologia,&nbsp; imunonutrição, microbiologia, dermatologia funcional e medicina de precisão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados deste estudo clínico observacional indicam que a modulação da disbiose&nbsp; intestinal pode exercer um impacto relevante na resposta terapêutica da alopecia androgenética,&nbsp; quando associada a protocolos capilares tradicionais. A intervenção integrativa, baseada em&nbsp; avaliação médica, exames laboratoriais e suplementação personalizada, resultou em melhora&nbsp; clínica significativa em todos os voluntários do grupo tratado, enquanto os participantes&nbsp; submetidos apenas ao protocolo capilar apresentaram resposta limitada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses resultados corroboram a hipótese de que o eixo intestino-pele desempenha um papel&nbsp; ativo na fisiopatologia da alopecia androgenética, influenciando mecanismos nutricionais,&nbsp; inflamatórios, imunológicos e endócrinos. A saúde intestinal parece ser determinante para o&nbsp; microambiente capilar, condicionando a eficácia dos tratamentos tópicos e a capacidade&nbsp; regenerativa dos folículos pilosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o tamanho reduzido da amostra e a ausência de randomização limitem a&nbsp; generalização dos resultados, a consistência observada entre os casos tratados, aliada à coerência&nbsp; com a literatura atual, confere solidez às conclusões. Além disso, o estudo contribui para o avanço&nbsp; de uma perspectiva terapêutica mais sistêmica e personalizada no tratamento de distúrbios&nbsp; capilares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, conclui-se que estratégias terapêuticas voltadas à restauração da microbiota&nbsp; intestinal representam uma via promissora e potencialmente decisiva no manejo clínico da&nbsp; alopecia androgenética. A adoção de abordagens integrativas, baseadas em ciência translacional,&nbsp; pode oferecer aos profissionais da saúde capilar novas ferramentas para tratar não apenas os&nbsp; sintomas, mas as causas sistêmicas subjacentes da perda capilar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos futuros, com maior número de participantes, metodologia controlada e integração&nbsp; com técnicas de sequenciamento do microbioma, serão fundamentais para consolidar essa&nbsp; vertente terapêutica emergente. Este trabalho inaugura, assim, uma ponte entre a tricologia clínica&nbsp; e a medicina funcional, promovendo uma visão mais ampla, precisa e eficaz sobre o cuidado com&nbsp; a saúde dos cabelos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&nbsp;</strong></p>



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